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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bolinha de papel, outra vez?


Produção Global: gravata desarrumada, suor de glicerina para parecer com o “povo” e pastas vazias para acusar Lula. Para o Diretor da tv, Boni foi apenas uma questão de tornar as coisa menos “desiguais”.

Temos de ficar atentos! Como alerta o Blog PAG2: “Evento tucano coincide com caminhada petista. Medo é uma redição do ataque da bolinha de papel”
Essa sexta é o último dia para propaganda paga.
Ficam os candidatos à mercê da grande imprensa, como ficou Lula em 1989, quando a Globo fez no Jornal Nacional a sua versão pró-Collor do debate, como denunciou o documentário feito pela BBC de Londres, mas proibido no Brasil desde a estreia, em 1993, por decisão judicial. O documentário “Muito Além do Cidadão Kane” (clique aqui para ver na íntegra) conta quem era Roberto Marinho e como construiu seu império nas relações com o governo militar e suas primeiras intervenções nos primeiros anos da redemocratização. A produção inglesa demonstrou como cortes e manipulações na edição pelo Jornal Nacional do último debate entre Lula e Collor influenciaram a eleição de 1989 para eleger o candidato criado por ela (veja o trecho do documentário aqui). Também contribuiu a armação da imprensa, incluindo a Globo, é claro para associar o PT ao sequestro do Empresário Abílio Diniz. O desmentido só foi publicado depois de color eleito (leia mais na Rede Brasil Atual)
Com o crime prescrito, o ex Capo da Globo, Boni, confessou em 2011, 22 anos depois, que a manipulação se iniciou já na produção do debate, realizado pela Globo. Boni conta que a briga entre Lula e Collor nos últimos debates tinha sido muito “desigual”, pois o primeira era o “povo” e o segundo a “autoridade”. Para promover a justiça, Boni conta como a produção do debate tirou a gravata de Collor, colocou glicerina na testa do candidato para parecer suor e encheu a mesa de pastas vazias com supostas denúncias contra Lula (quem ainda não viu e não acredita, assista aqui).
Esse tipo de manipulação grosseira fica mais difícil de se praticar hoje em dia. Mas eles sempre inovam. Em 2010, Serra armou a história da bolinha de papel para criar um fato político e a Globo deu toda a sustentação. Desmascarada pela internet, a Toda Poderosa ainda forçou a barra com o perito Molina para provar a sua versão pró-Serra. Não vingou, ficou mais chato ainda. Mais vídeos demonstravam que quem jogou a bolinha de papel na cabeça do Serra foi um dos seus seguranças. Se alguém duvida, eu mesmo fiz meu vídeo comprovando (veja abaixo).
O blog PAG2 acendeu a luz vermelha, informando o encontro de tucanos e petistas na manhã dessa sexta a partir das 11 horas. “Serra e seu vice, Schneider, fazem mobilização em frente ao teatro municipal e iniciam uma caminhada pelo centro. Ao meio dia é a vez de Haddad. A tradicional caminhada da vitória, feita pelo PT desde sua fundação, começa na Praça da República, ao lado do evento de Serra.
A caminhada de amanhã terá a participação de Lula e pode ser a bala de prata da campanha tucana. Militantes estão preocupados com possíveis agressões por parte das duas militâncias. Na eleição passado, Serra simulou ter recebido um golpe de um objeto pesado durante caminhada no RJ.
Dirigentes petistas ouvidos agora à noite pedem calma e sangue frio. Câmeras e celulares podem ser úteis na hora descobri culpados pela baderna.
”
A militância e os eleitores devem ficar atentos, pois realmente pode haver nova armação de última hora, não havendo tempo de desmentidos. A vantagem é que a internet consegue fazer a resistência contra essas máfias midiáticas. Mas canja de galinha não faz mal a ninguém.


 

O blog

sábado, 6 de agosto de 2011

A falta de princípios da Rede Globo

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:
A TV Globo também fez uma declaração de princípios, em 1989.
Foi na noite em que o Jornal Nacional transmitiu o resumo do debate eleitoral entre Fernando Collor e Lula, editado de tal forma a destacar as melhores falas de Collor e as piores de Lula.
Collor e Lula disputavam a presidência da República. Collor, com apoio da Globo, venceu a eleição.
Seguiu-se ao resumo do debate uma pesquisa do Vox Populi, então ligado a Collor, mostrando como Collor era “o melhor preparado”.
Então, Alexandre Garcia apareceu no vídeo para dizer:
“Nosso trabalho, como profissionais da televisão, foi e continuará sendo o que fez a televisão nesses dois debates. Manter aberto esse canal de duas mãos entre o eleito e os eleitores, para que melhor se exerça a democracia”.
Foi no mesmo ano em que a ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, apareceu primeiro no Jornal Nacional e depois na propaganda de Collor dizendo que o ex-metalúrgico Lula tinha pedido a ela que abortasse e feito declarações racistas. Miriam recebeu dinheiro para fazer tais declarações.

http://altamiroborges.blogspot.com/2011/08/falta-de-principios-da-rede-globo.html

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cadeira de um curso de jornalismo.Os cinco crimes capitais da Globo

Publicado em 20/02/2011

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No inesquecível encontro de blogueiros sujos em Fortaleza, o presidente do Instituto Barão de Itararé da Mídia Alternativa, Miro Borges, arrancou da platéia um minuto da vaia retumbante, quando bradou: William Bonner e a Fatima Bernardes não podem mais massacrar um candidato e pedir perdão a outro.
E tome vaia.
A caminho da saída, um blogueiro sujo perguntou a este ansioso blogueiro que cadeira sugerir para um Curso de Jornalismo para Blogueiros Sujos em Pernambuco.
Este ansioso blogueiro sugeriu um Curso de nome “Os cinco crimes capitais da Globo”.
E reproduziu o breve relato que tinha acabado de fazer a mil e tantas pessoas da platéia.
Primeiro crime capital.
A Globo começou como uma infratora.
Ela não era a Globo quando nasceu, nas uma extensão do grupo americano Time-Life.
O presidente Costa e Silva mandou o Roberto Marinho expulsar os americanos do Brasil.
Delfim Netto, o ministro da Fazenda, chamou o Dr Roberto para conversar.
Dr Roberto disse que não tinha dinheiro para continuar.
E, ou vendia a Globo, inteira, ao Time-Life, ou comprava a parte do Time-Life se o Governo enchesse a programação da Globo de anúncios do Governo, comprados pela tabela “cheia” de publicidade.
Tabela sem desconto.
E ninguém no mundo vende publicidade na tevê pela tabela “cheia”.
E Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa, a Eletrobrás – o Governo militar encheu o Roberto Marinho de tabela cheia e ele comprou a parte dos americanos.
Foi assim que a Globo se tornou “brasileira”.
Segundo crime capital.
Em 1982, a Globo coonestou numa patranha montada pelo Governo Figueiredo para derrotar Leonel Brizola e dar a vitória a Wellington Moreira Franco, na campanha para governador do Rio.
Clique aqui para ver que Wellington faz qualquer papel.
Foi a primeira eleição a usar computador no Brasil e o SNI operou uma empresa de “tecnologia” chamada Proconsult, que introduziu um “coeficiente Delta” no programa de apuração.
O “coeficiente Delta” tirava votos do Brizola e jogava na coluna dos “brancos” e “nulos”.
O papel da Globo foi dar destaque às primeiras apurações da Proconsult, e anunciar na tevê, no rádio e no jornal que Wellington saía na frente e ia ganhar a eleição.
O papel da Globo era criar o fato consumado.
Melar a apuração e levar para a Justiça Eleitoral.
A Globo foi a precursora da Fox, que “elegeu” George Bush, antes de concluída a apuração, a vitória na eleição fraudada na Florida.
Depois, a Suprema Corte confirmou a notícia da Fox.
A partir dessa tentativa de Golpe da Globo, Brizola passou a lutar pelo “papelzinho” da urna eletrônica.
“Papelzinho” que já é lei, mas que a dra. Cureau, sempre imparcial, quer rasgar.
Sobre esse tema, o ansioso blogueiro escreveu, com Maria Helena Passos o livro “Plim-Plim – a peleja do Brizola contra a fraude eleitoral”.
Terceiro crime capital.
No dia 25 de janeiro de 1984, no primeiro comício das diretas, o jornal nacional entrou ao vivo da Praça da Sé, em São Paulo, para dizer que aquela multidão estava ali para comemorar o aniversário da cidade.
Quarto crime capital.
A edição do jornal nacional na véspera da eleição de 1989.
O jornal nacional editou o debate entre Collor e Lula com instruções expressas de Roberto Marinho: tudo de bom do Collor e tudo de  mau do Lula.
Os autores da obra marinha foram o diretor de jornalismo Alberico de Souza Cruz  e o editor de política, Ronald Carvalho.
E editor que seguiu as instruções de Cruz e Carvalho, na ilha de edição, Octavio Tostes, deu histórico depoimento ao Sindicato dos Jornalistas do Rio, convidado pelo então diretor, Oswaldo Maneschy.
E Tostes contou, ali, como foi a patranha.
Cruz e Carvalho preferiram não aceitar o convite do Maneschy.
Nesta mesa edição do jn, foi feita uma pesquisa por telefone – naquela altura, 1989, só quem tinha telefone era branco de olhos azuis – que atestava que Collor tinha vencido o debate.
Por fim, o jn se encerrava com um editorial de Alexandre Maluf Garcia – que continua a desempenhar o mesmo papel até hoje -  para enaltecer a democracia: aquela democracia, que, logo antes, considerava que Collor vencera o debate.
Quinto crime capital.
Ali Kamel levou a eleição de 2006 para o segundo turno.
Kamel, diretor de jornalismo ainda mais poderoso que Souza Cruz, omitiu o desastre da Gol em que morreram 154 brasileiros.
(Porque dois pilotos americanos de um jato Legacy não ligaram o transponder.)
Kamel omitiu a tragédia para não desmontar a paginação do jornal nacional, ali, na véspera da eleição do primeiro turno – Lula, x Alckmin.
O jn estava montado para tratar, quase que exclusivamente, da foto do dinheiro dos “aloprados”.
Como se sabe, um delegado da policia federal de São Paulo (sempre São Paulo!), o famoso delegado Bruno (onde anda o delegado Bruno ?) esqueceu as pilhas de dinheiro dos aloprados em cima da mesa.
E, sem que ele percebesse, ou por mera coincidência, o Rodrigo Bocardi, da Globo e a  Lílian Christofoletti, da Folha (*), passavam ali, na hora, e fotografaram tudo.
Uma coincidência impressionante !
Essa histórica edição do jn – talvez mereça capítulo dourado no próximo livro – sempre um best-seller – do Kamel -,  mostrou também a cadeira vazia do Lula, que não foi ao debate da véspera, na Globo.
Um trabalho Golpista irretocável.
O Conversa Afiada tratou deste momento inesquecível da carreira fulminante de Kamel no post “O primeiro Golpe já houve. Falta o segundo”.
Este ansioso blogueiro se ofereceu ao blogueiro sujo de Pernambuco para dar seu testemunho pessoal a dois segmentos do curso.
O do “crime da Proconsult” e o do “crime do debate do Collor”.
Este ansioso blogueiro sugeriu também que o paraninfo da turma seja o Mino Carta.
E que a turma tenha o nome de “Turma Ali Kamel – 2010.”

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Cadeira de um curso de jornalismo.Os cinco crimes capitais da Globo | Conversa Afiada

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

TV Globo, a ditadura e os golpes

O documentário de 1993 produzido pela BBC de Londres revela o poder político e comercial do império construído por Roberto Marinho e a Rede Globo, apoiando a ditadura militar e atuando contra a democratização do país para construir e manter seu império. Assista e saiba mais sobre o documentário no artigo do Blog da Cidania ao final desta postagem.
O documetário será exibido pela TV Recorde conforme informou o blog Os Amigos do Presidente Lula:

”o polêmico documentário "Além do cidadão Kane" (de 1993) será exibido pela primeira vez na TV aberta brasilera em 2011, pela Rede Record, 17 anos após sua estreia no exterior.
A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da emissora, que não quis precisar a data exata da veiculação. Comprado em 2009, o documentário ainda não foi exibido porque a Record temia ser processada pelo uso de imagens da programação da Globo presentes no filme.
O documentário aborda o envolvimento da Globo:
- com a ditadura no Brasil, desde o início com o grupo Time-Life;
- no escândalo PROCONSULT (fraude na eleição de Leonel Brizola ao governo do Rio de Janeiro em 1982);
- a perseguição à políticos e artistas críticos à ditadura e à própria Globo;
- a tentativa de abafar os comícios das "Diretas jà";
- a edição manipulada do debate de Lula e Collor em 1989, favorecendo o Collor;
- várias outras manipulações para agradar os amigos que estavam no poder e demonizar os adversários, tanto políticos como dos interesses empresariais;
- etc;
Tem depoimentos de Lula (antes de chegar a presidência), Leonel Brizola, Chico Buarque, etc.”

Blog da Cidadania

Muito Além do Cidadão Kane

Posted by eduguim on 21/01/11

Veraz, minucioso, aterrorizante mesmo. “Beyond Citizen Kane” ou “Muito Além do Cidadão Kane” – em tradução livre - é um documentário britânico dirigido por Simon Hartog e exibido em 1993 pela emissora pública do Reino Unido, a BBC de Londres.

O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder do Brasil, focando na análise da figura de Roberto Marinho, fundador da Globo. Embora o documentário tenha sido censurado pela justiça, em 2009 a Rede Record comprou os direitos de transmissão exclusiva, por 20 mil dólares, do produtor John Ellis.

A primeira exibição pública do filme no Brasil ocorreria no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), em março de 1994. Um dia antes da estréia, a Polícia Militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando, em caso de desobediência, multar a administração do MAM-RJ. O secretário de cultura acabou sendo despedido três dias depois.

Durante os anos 1990, o filme foi mostrado em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo entrou com um pedido na Justiça para tentar apreender as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo (USP), mas o pedido foi negado. O filme teve acesso restrito a grupos universitários e só se tornou amplamente visto a partir do ano 2000, graças à popularização da internet.

No post anterior, coloquei o link para o vídeo, mas percebi que vários leitores não perceberam que poderiam assisti-lo simplesmente clicando nesse link, de maneira que, devido à importância desse documento histórico que é Beyond Citizen Kane, reproduzo, abaixo, essa obra perturbadora que fala tanto sobre este país.

Não deixe de assistir.