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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Folha expõe o melhor monumento à corrupção de SP

Conversa Afiada

O “Neo-Clássico” é uma contribuição da Chuíça à Civilização Ocidental

Amigo navegante chama a atenção para o que saiu na Folha (*), na pág. C6:
“Espigão de luxo é ocupado sem Habite-se”

“Símbolo de irregularidades, prédio embargado na rua Tucumã ganhou moradores; apartamentos custam R$ 9 milhões”
“Há luzes acesas à noite”
“Prefeitura não emitiu documento (o Habite-se) porque recorre de ação para demolir parte do imóvel erguido acima do limite”.

O prédio tem 30 metros (!!!) acima do permitido (fica na direção de uma das pistas do aeroporto de Congonhas).
O Villa Europa (assim, mesmo, como se fosse em Milão) foi construído em 1999.
O condomínio é de R$ 8 mil.
O prédio fica em frente à Marginal do Rio Pinheiro, que exala um fedor só comparável ao que exala o Rio Tietê, do outro lado da Chuíça (**).
Uma moradora, que vive em Londres, e o marido, em Miami, passa temporadas ali e disse:

“90% dos prédios da (avenida) Faria Lima não tem Habite-se. Os prédios na rua Hungria (na Marginal mal-cheirosa) não têm. Nenhum tem. Tá todo mundo morando dentro de prédio sem Habite-se em São Paulo, não sei se você está sabendo.”
“(A prefeitura) vai ter que destruir a Hungria com Faria Lima inteira”.

NavalhaNAVALHA

Amigo navegante, trata-se de uma região nobilíssima na Chuíça (**).
Apartamentos de R$ 9 milhões, já pensou ?
E tudo sem Habite-se.
Sem Habite-se !
Com 30 metros acima do permitido !
Isso, desde 1999.
Amigo navegante, quanta gente já botou dinheiro no bolso com o Villa Europa ?
Quanta gente ficou rica, amigo navegante ?
Desde 1999  a coisa rola.
E a grana também !
Quanta gente !
O amigo navegante há de pensar que o monumento à corrupção em São Paulo deveria ser o prédio do Tribunal da Justiça do Trabalho, construído pelo Juiz Lalau, nos intervalos entre um telefonema e outro do Eduardo Jorge.
(O mega-tucano Eduardo Jorge, especialista em sigilo, nessa época trabalhava no Palácio do Planalto, numa sala ao lado do gabinete do Presidente FHC.)
Não, não é o prédio do Lalau.
É esse aí, o Villa Europa.
(Como se sabe, os moradores da Chuíça (**) que o Tropico de Capricórnio corta ao meio e pensam que vivem em Milão.)
Este ansioso blogueiro já contou do amigo Kai, um alemão maratonista imbatível.
Kai pousou em Congonhas num dia em que não havia nuvens nem aquela placa de poluição cinzenta que tampa São Paulo.
Olhou lá para baixo e foi encontrar este ansioso blogueiro numa churrascaria.
E a primeira coisa que o Kai disse foi: São Paulo é a cidade mais corrupta do mundo.
Por que Kai ?, perguntei ingenuamente.
Porque só a corrupção explica uma concentração imobiliária como essa.
Tanto imóvel sem um árvore.
O Kai não sabia da história do Villa Europa.
(Em tempo: o Villa Europa é no estilo “Neo-Clássico”. “Clássico”, qual ? Grego ? Corinthians x Palmeiras ? O “Neo-Clássico” é outra contribuição de São Paulo à Civilização Ocidental. Como a pizza no domingo à noite.)

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

Folha expõe o melhor monumento à corrupção de SP | Conversa Afiada

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

As universidades públicas torcem por Dilma

Viomundo - O que você não vê na mídia
20 de outubro de 2010 às 12:13

A UFMG e o segundo turno

A universidade e o segundo turno das eleições

*Ronaldo Tadêu Pena, **Heloisa Murgel Starling, *** Marcos Borato Viana

do site da UFMG

Quanto mais bem informado um voto, melhor para o país. É com esse objetivo que nós, participantes da gestão da UFMG em anos recentes, nos dirigimos à comunidade da Universidade. O momento é de comparação de dois projetos para o Brasil. De um lado, Dilma Rousseff, representando a continuidade do projeto desenvolvido nos últimos anos, e de outro, José Serra, a oposição a esse projeto.

O sistema universitário público federal viveu anos difíceis no governo Fernando Henrique Cardoso. As dificuldades financeiras foram tais que, no segundo semestre de 2003, com o último orçamento da era FHC, a UFMG, pela primeira vez, viu-se obrigada a suspender o pagamento de suas contas de água e energia elétrica. Foi graças à compreensão do governador Aécio Neves que tais contas puderam ser saldadas em 2004, sem cortes no fornecimento.

A partir de 2004, em contraste, o Brasil passa a experimentar a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Universidades foram criadas em várias regiões do país. Muitas universidades já existentes implantaram campi fora das sedes. No caso da UFMG, optou-se pela expansão em Belo Horizonte e no campus de Montes Claros. Outro projeto de enorme alcance e significado para a população brasileira é a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Instituições públicas de todo o país participam da UAB com projetos de cursos de graduação a distância, preponderantemente licenciaturas, formando pessoas em suas próprias cidades. A Universidade Aberta, ainda em franco crescimento, já conta hoje com polos presenciais em quase mil cidades do interior do Brasil. A participação da UFMG na UAB ocorre através de quatro cursos de licenciatura, um de bacharelado e quatro cursos de especialização. São 2.548 alunos de graduação e 1.005 alunos de especialização, espalhados em 24 polos presenciais no interior de Minas.

A partir de 2004, em contraste, o Brasil passa a experimentar
a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Universidades foram criadas em várias regiões do país. Muitas universidades já existentes implantaram campi fora das sedes

Cabe enfatizar que todos esses projetos de expansão do sistema federal contaram com a indução do Ministério da Educação, que aporta recursos orçamentários de custeio, investimento e pessoal para viabilizá-los. Mesmo numa estrutura que cresce em velocidade, estando, portanto, sujeita a naturais perturbações, todos os acordos com as universidades do sistema foram sempre cumpridos pelo governo do presidente Lula. Na realidade, muitos acordos foram até aditados pelo MEC, sempre em benefício das instituições participantes, a partir de solicitações dos respectivos reitores.

O ministro Fernando Haddad, inspirador e artífice das políticas do governo Lula para a educação, claramente recusa o conceito de Paulo Renato, ministro de FHC e secretário de Educação do Estado de São Paulo, e anunciado nas propagandas de José Serra, de que ao governo cabe preocupar-se apenas com o ensino básico e tecnológico, deixando o ensino universitário submetido às forças do mercado. O governo Lula estabeleceu, de fato, a educação, em todos os níveis, como prioridade absoluta.

Prioridade no setor público se mede pela destinação de recursos orçamentários. É aí, na questão orçamentária, que a comparação pode ser feita com a maior clareza. Enquanto no governo anterior era comum a presença de reitores em Brasília buscando recursos para cobrir despesas de custeio do dia a dia, no governo atual a preocupação dos gestores deslocou-se para a busca de investimentos e do financiamento da expansão do sistema. Trata-se de uma grande mudança no nível de priorização da educação superior em nosso país. Um bom exemplo é o orçamento da rubrica Outros Custeios e Capital (OCC) da UFMG, que cresceu 86% entre os anos de 2004 e 2010.

A partir de 2004, a UFMG realiza a maior expansão de sua história. Concluímos o Projeto Campus 2000 com a construção da Face e da Escola de Engenharia. Isto não seria possível sem aportes muito significativos do MEC para as duas obras. O Projeto Reuni, ora em execução na UFMG, viabiliza 2.100 novas vagas no Vestibular (aumento de 45%), cerca de 75% das quais em cursos noturnos, favorecendo jovens trabalhadores e utilizando a infraestrutura disponível. Estão sendo contratados cerca de 600 novos professores e 623 servidores técnicos e administrativos em educação, apenas com base na expansão do Reuni. Houve aporte de recursos para a construção de quatro novos prédios, além de reformas e ampliações em vários outros. O Reuni viabiliza ainda a expansão da pós-graduação, laboratórios e bibliotecas. Além disso, a Rádio UFMG Educativa, antigo sonho da comunidade, foi implantada com o apoio decidido do governo Lula; novo aporte, já assinado, permitirá o aumento da potência de transmissão, viabilizando sua sintonia em toda a Grande BH.

Finalmente, mencionamos o apoio à assistência estudantil. A ampliação de 2.100 vagas nos cursos presenciais de graduação, conjugada com medidas de inclusão de estudantes de famílias pobres, ficaria inviabilizada sem a implantação, pelo MEC, do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). Ele destinou à UFMG R$6,6 milhões em 2008, R$9,4 milhões em 2009, R$11,5 milhões em 2010, e tem a previsão de R$15,4 milhões em 2011.

Por tudo isso, consideramos essencial evitar o retrocesso e garantir que a universidade pública continue a ser valorizada como política de Estado.

*Reitor da UFMG na gestão 2006-2010
**Vice-reitora da UFMG na gestão 2006-2010
***Vice-reitor da UFMG na gestão 2002-2006

A UFMG e o segundo turno | Viomundo - O que você não vê na mídia

A razão do vazamento do inquérito da PF - Portal Luis Nassif

 Luis Nassif

Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.
A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves - como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.
Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.
No entanto, a advogada de Eduardo Jorge - que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça - conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
Neste momento - segundo informações de repórteres de Brasília com acesso a investigadores - discute-se na PF a oportunidade ou não de uma coletiva para colocar as peças no devido lugar.
Aparentemente, a manobra de Eduardo Jorge com o jornal acabou sendo um tiro no pé. A partir de agora, não dará mais para a velha mídia ignorar o tema.
PS - Publico aqui no portal porque o blog não está dando conta do número de acessos.

A razão do vazamento do inquérito da PF - Portal Luis Nassif

A razão do vazamento do inquérito da PF - Portal Luis Nassif

 Luis Nassif

Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.
A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves - como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.
Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.
No entanto, a advogada de Eduardo Jorge - que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça - conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.
Neste momento - segundo informações de repórteres de Brasília com acesso a investigadores - discute-se na PF a oportunidade ou não de uma coletiva para colocar as peças no devido lugar.
Aparentemente, a manobra de Eduardo Jorge com o jornal acabou sendo um tiro no pé. A partir de agora, não dará mais para a velha mídia ignorar o tema.
PS - Publico aqui no portal porque o blog não está dando conta do número de acessos.

A razão do vazamento do inquérito da PF - Portal Luis Nassif