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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A frágil imagem do competente e preparado

clip_image001Ao fazer a campanha, encontrei uma conhecida que me contou que votaria no Serra porque ele é mais competente e preparado. Expus alguns argumentos que desconstroem essa imagem criada na sua propaganda e reforçada pela imprensa aliada, já há alguns anos. Na falta de tempo para conversar, pois ela estava com pressa, ela disse que ia pensar no que havia dito e me passou o facebook dela para que eu mandasse as informações que fundamentavam minha argumentação.

Os dados que passei para ela, resolvi publicar no Politikei e aproveitar o final da campanha. Pesquisei alguns dos milhares de artigos que publiquei nos meus blogs desde 2010 que pudessem resumir como a imagem de Serra é uma criação de marketing frágil se submetida a pequenas análises.

O caso das enchentes do Rio Tietê no final do governo Serra deixam claro o que quero dizer. O descaso de Serra com a obra herdada de seu antecessor levou São Paulo àquelas imensas enchentes no início de 2010. Lembro que Marta e Erundina eram crucificadas pela mídia quando chovia. Mas apesar das marginais totalmente alagadas por dias em 2010, a culpa segundo a imprensa era da chuva mesmo. Não contaram que Serra havia deixado de realizar a manutenção da obra de Alckmin por 3 anos, deixando metros e metros de terra sobre o leito do rio. Tanto que uma escavadeira caiu, mas não afundou como denunciou o jornalista Luiz Carlos Azenha, em seu blog (aqui).

Esse favoritismo por Serra nos grandes meios de comunicação e por governos tucanos não é produto do acaso. O Blog Nas Retinas fez uma bela análise da distribuição das verbas de comunicação feita por Lula. A verba que era centralizada por FHC em poucas centenas de jornais, revistas, rádios e televisão da Região Sudeste, passou a ser distribuída para milhares de meios de comunicação de porte menor no Brasil inteiro, retirando receita de grandes corporações como Globo, Folha, Veja e Estadão que ganhavam muito com anúncios do governo. Os dados detalhados estão no blog (aqui).

Já, Serra, em São Paulo, assim como o faz Kassab, gasta milhões com a Revista Veja que costuma ser muito grata aos dois, oferecendo capas com destaque em momentos de eleição. Uma propaganda nada gratuita paga com dinheiro público como já publiquei em meu próprio blog (aqui).

Essa relação de Serra e do PSDB com essas empresas de comunicação permite blindagem dos acontecimentos reais de seus governos poupando-os de críticas e permitindo que a imagem da competência e preparo se estabeleça. O próprio Azenha que denunciou a história da escavadeira denunciou a lentidão com que a Folha de São Paulo publicou seis dias depois a notícia em ano que Serra concorria à Presidência (aqui).

Notícias aparecem na grande imprensa sem explicar razões como a Exame (também da Abril de Veja) que anuncia o corte de gastos de Alckmin após receber o governo de Serra e novos gastos com desassoreamento do rio (aqui).
São os blogs progressistas que fazem a releitura e a denúncia sobre as notícias. Alckmin teve de cortar gastos porque Serra deixou o Governo quebrado e o novo gasto com o desassoreamento foi resultado da incompetência ou inconsequência de Serra com as obras de prevenção de enchentes (aqui).

Mas a imagem de competência e preparo não se desmancham apenas em questões pontuais. A totalidade das políticas públicas em governos tucanos são temerárias e levaram à precarização da vida do cidadão. Altamiro Borges, jornalista, blogueiro e liderança no movimento de democratização dos meios de comunicação realizou excelente resgate de como o PSDB desmonta a saúde pública pela terceirização utilizando o sóbrio nome de OS´s (Organizações Sociais) para transferir dinheiro do SUS para o setor privado. A pilhagem do dinheiro público por esses meios pode acontecer sem nenhum controle social e o resultado tem sido a piora da saúde pública (aqui).

Privatização, terceirização, conveniamento e organizações sociais. São vários os nomes que os governos tucanos e seus postes utilizam para transferir dinheiro público para o setor privado. Na educação em São Paulo não foi diferente. Serra e Kassab se utilizaram das creches conveniadas para reduzir o número de alunos em toda a rede. De 2005 a 2012 a rede municipal de ensino passou a atender 268 mil alunos a menos. A rede que devia crescer encolheu. Todas as modalidades de ensino caíram, menos as creches que possuem 75% do atendimento conveniado e realizado por entidades que recebem a verba da prefeitura. Mesmo assim, nesse período a rede atende menos 18 mil crianças na educação infantil. Por isso as creches nunca diminuem a demanda. Não houve aumento de vagas na rede, mas transferências das vagas das EMEIs para as creches para facilitar o conveniamento e diminuir a pressão por vagas no Ministério Público. Mesmo assim, o atendimento foi reduzido e o acesso de crianças menores de 2 anos restringido, pois as creches priorizam o atendimento de crianças mais velhas cujo número por professor é maior. Com Serra e Kassab foi a primeira vez desde que o Censo Escolar passou a registrar os dados que a rede municipal encolheu. Os dados do Censo Escolar e do Portal da Prefeitura foram por mim analisados e publicados detalhadamente em meu blog (aqui).

Quando se fala em segurança pública, a coisa piora. O crescimento do PCC em São Paulo que começa a partir das cadeias coincide com a diminuição dos homicídios. Isso porque a venda de drogas passou a ser a grande fonte de renda para a manutenção do crime organizado. Assaltos com homicídios atraíam muito a ação policial e do governo, enquanto o governo não sofre a mesma pressão para o enfrentamento ao tráfico de drogas. Firma-se um pacto entre Estado e crime organizado, desestabilizado em 2006 com a saída de Alckmin para disputar a Presidência. Como afirma a repórter Fátima Souza, que escreveu o livro "PCC, a facção", em troca de exclusividade em entrevistas, o governo de São Paulo pede aos programas policiais não usem a palavra PCC. A entrevista com a escritora pode ser ouvida no blog do Azenha (aqui).

O assunto deixa o Alckmin bem nervoso, como ficou em 2006 quando questionado pela a tv americana NBC. Ele se retirou da entrevista quando questionado da ação policial desmedida em reação aos ataques do PCC, matando jovens na periferia pela simples suspeita. A reportagem pode ser vista no Youtube (aqui).

Em matéria de escrúpulos e ética, também a imagem de Serra é bem frágil, fora da grande mídia que o blinda. Ele é o personagem principal do Livro "A Privataria Tucana", resultado da investigação e rastreamento de documentos realizados pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Com dúzias de documentos obtidos em pesquisas nos cartórios, Amaury rastreia as fraudes nas privatizações comandadas por Serra na era FHC, o favorecimento de amigos, a saída de dinheiro para ser lavado no exterior e o retorno ao Brasil como investimentos. Envolvidos nas armações estão homens de confiança de Serra, parentes, ex-sócio, a filha e o genro. Quando soube que essa investigação iria virar um livro, em 2010 Serra gritava para a imprensa que era o PT investigando seus amigos e que era um "dossiê". A mídia o ajudou bastante a elaborar teses que camuflavam a realidade. O livro lançado em 2011 virou best-seller, mas foi ignorado pela grande imprensa. Um resumo em vídeo passou a circular na internet para romper o bloqueio corporativo (aqui).

A imagem de Serra que vai se desvanecendo aos poucos é um produto de má qualidade por sua própria natureza. Não resiste aos fatos. Nem a mídia a sustenta mais e ninguém defende o voto em Serra, preferindo ocultar ou fazer ataques a seus adversários.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os dois pesos da imprensa golpista

Quem não se limita a estar informado pelo monopólio dos meios de comunicação que age como uma quadrilha no eixo Rio/São Paulo tem discernimento suficiente para saber que há um grande esquema golpista. Sabe, por exemplo, que a dobradinha Veja e Globo atuou nas eleições publicando no sábado e reverberando no Jornal Nacional de sábado e segunda, as matérias que eram incrementadas durante a semana pela Folha e Estadão em São Paulo e pelo O Globo no Rio. Em um esquema mafioso eles atacavam a candidatura Dilma e blindavam a candidatura Serra. Quem acompanha blogs e redes informativas alternativas sabe que Civita, il capo da Abril que publica a Veja, mandou recado para a Presidenta que ia derrubar seu governo.
Nesse esquemão que esperou o segundo semestre com o objetivo de desestabilizar o governo Dilma, já conseguiram derrubar ministros sem precisar de uma evidência palatável do ponto de vista investigativo ou jurídico. Sem serem obrigados a ouvir dois lados ou de darem direito de resposta, já que a “ley de medios” que os obrigaria a isso nunca foi para o Congresso, eles publicam o que querem e praticam o que há de pior no jornalismo, se é que podemos chamar assim tal prática.
Se há quem duvide da parcialidade com que age essa mídia corrupta que pretende ser um quarto poder monocrático, lembremos do escândalo do Paulo Preto no governo Serra que estava na IstoÉ desde agosto de 2010, mas só se nacionalizou porque Dilma esfregou o caso na cara do seu adversário no primeiro debate do 2º turno, dois meses depois. Pouparam Serra o quanto puderam. E não há nenhum interesse dessas empresas em limpar o espaço público corrompido, pois sempre há um corruptor do setor privado e é bom que não se chegue neles. Orlando Silva saiu sem qualquer fato além do depoimento à Veja de um bandido condenado pela justiça. Depois foi esquecido pela imprensa, assim como seu Ministério. A bola da vez, o falastrão Lupi, esta sendo acusado de andar de avião. Esse é o furo de reportagem, publicado em conta-gotas e explorado semanalmente pelos inimigos do governo Dilma nos meios de comunicação, apenas para desestabilizar e criar crises com partidos aliados que dão a governabilidade. Se há evidências que sejam encaminhadas para a polícia e para a justiça. Que se apure, e que se julgue e condene, se for o caso. Mas o objetivo não é este. O que se quer é derrubar ministros e criar um clima de caos concentrado em Brasília, é claro. Tanto, que além de não ocupar os noticiários, aliados dessa mídia, como Kassab e Alckmin não precisam faxinar suas administrações.
Em junho, o médico Jorge Roberto Pagura somente pediu a Alckmin a demissão do cargo de secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude de São Paulo porque o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) abriu sindicância em que o mesmo era suspeito de receber dinheiro público por plantões não cumpridos no Hospital de Sorocaba, no interior de São Paulo, e já estavam presos outros 12 médicos.
Já o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, é mantido por Alckmin desde maio, mesmo após ser citado pelos líderes do esquema de fraudes em obras públicas de Campinas, conforme os grampos colhidos pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. Em um negócio envolvendo a Sabesp, Aparecido atuaria em uma votação a favor do interesse da quadrilha.
Alckmin, depois de impedir uma CPI para investigar as denúncias do deputado Roque Barbiere que afirmou em setembro que 30% de seus colegas vendem emendas parlamentares, poupou seu secretário de Meio Ambiente e deputado licenciado, Bruno Covas (PSDB) de ser sequer ouvido no Conselho de Ética da ALESP, sobre o esquema, após ter declarado que um prefeito teria oferecido propina a ele para o recebimento de emendas, mas encobriu o nome.
Kassab é outro que em abril disse não ver "razão nenhuma" para afastar seu secretário da Saúde, Januário Montone, mesmo sendo este citado na investigação do Ministério Público de São Paulo sobre a "máfia da merenda". Para o Prefeito de São Paulo bastou a atitude do secretário de se colocar à disposição. Para a mesma mídia que julga e condena ministros sem prova, também foi suficiente no caso paulistano.
Kassab também não viu problema algum ao nomear “para a Secretaria de Participação e Parceria Uebe Rezeck, ex-prefeito de Barretos que tem contra si seis condenações judiciais, uma delas confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça”. O homem de confiança do Prefeito está desde maio comandando um orçamento de R$ 96 milhões.
Nada disso é de se estranhar já que Kassab, mesmo acusado por enriquecimento ilícito na época em que foi secretário do Planejamento de Pitta e deputado estadual, não deixou de ser vice de Serra e candidato a prefeito eleito posteriormente. Seu patrimônio entre 1994 e 2008 cresceu 50 vezes o que não rendeu nenhuma capa da Veja. Kassab que teve o mandato cassado por um juíz eleitoral por um dia, responde a processo por serem consideradas ilegais as doações feitas pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB), construtoras e pelo Banco Itaú. Kassab é responsável, segundo especialistas, por tornar a prefeitura uma aliada da maior especulação imobiliária já feita em São Paulo. Faz sentido. Mas você não vai ver na tevê.

domingo, 6 de novembro de 2011

Folha, Estado, Veja e televisões minimizam corrupção em SP

Blog da Cidadania

No último dia 12 de outubro, este blog cobriu ato público “contra a corrupção” que começou no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, e terminou no “Centro Velho” da cidade, na praça Ramos de Azevedo, diante do Teatro Municipal de São Paulo. A matéria reproduziu respostas a um questionário que esta página apresentou aos manifestantes. Aquele questionário foi elaborado de forma a identificar possível viés político-partidário e ideológico nos integrantes da manifestação.

Das 27 entrevistas feitas com os manifestantes, 26 apontaram forte viés político-partidário, deixando ver que o que ocorria ali era produto de campanha de partidos e entidades de oposição ao governo federal. Dessas 26 entrevistas que apuraram esse fato, sete se estenderam em breves conversas entre o entrevistador e os entrevistados. Só não foram relatadas antes porque o blog esperou pelo contato com fonte da Assembléia Legislativa que só ocorreu na semana passada.

Naquelas conversas com os manifestantes “contra a corrupção”, eles foram perguntados sobre se também estavam protestando contra o escândalo das emendas parlamentares na Assembléia Legislativa de São Paulo. Apesar de o entrevistador ter percebido que um dos entrevistados se fez de desentendido, os outros seis pareceram sinceros ao declararem que não sabiam de nada sobre esse escândalo, o que pode ser explicado pela discretíssima e rara cobertura do assunto pela imprensa.

Para quem não sabe, aliás, explica-se que há três meses o deputado estadual Roque Barbiere (PTB-SP) denunciou que ao menos “um terço” dos deputados estaduais paulistas “venderiam” a “prefeitos e empresas privadas” as emendas parlamentares ao Orçamento que os governos tucanos do Estado há muito distribuem a aliados e até a um pequeno contingente de deputados “de oposição” que fontes da AL informaram ao blog (na semana passada) que são tão governistas quanto os deputados assumidamente da base do governo.

Por conta disso, a base de apoio do governo Alckmin na AL-SP está conseguindo enterrar mais esse escândalo. Na última quinta-feira, os deputados governistas conseguiram derrubar, por seis votos a dois, o funcionamento do Conselho de Ética. Segundo um funcionário da AL (que preferiu não se identificar) ouvido pelo blog no último sábado, sem uma divulgação da imprensa igual à que é feita em relação a ministros do governo Dilma investigação relevante e profunda alguma ocorrerá, como nenhuma ocorre há muito tempo em São Paulo.

A explicação que esses veículos dão em off (através de alguns de seus jornalistas que freqüentam redes sociais como Twitter ou Facebook e entram em debates com quem questiona a omissão da imprensa nos escândalos tucanos) é a de que são escândalos “regionais” e que, por isso, receberiam cobertura tão “diferenciada”, um claro eufemismo para cobertura omissa porque, a bem dos fatos, não há, em relação ao PSDB, o jornalismo “investigativo” que chega a tentar invadir domicílios em busca de “provas” contra pessoas ligadas ao governo federal.

A cobertura e fiscalização pífias da imprensa em relação ao comportamento da oposição ao governo Dilma nos Estados em que essa oposição é governo – como em São Paulo ou em Minas Gerais – se dá sob o argumento de que seriam assuntos “regionais”. Todavia, tal falácia pode ser facimente desmontada meramente lembrando o que era feito pela imprensa quando a petista Marta Suplicy ou a ex-petista Luiza Erundina governaram a capital paulista. Então, críticas e denúncias ganhavam manchetes quase diárias nos jornais supracitados e nos telejornais de alcance nacional.

A imprensa, por essa razão, não investiga o escândalo das emendas parlamentares em São Paulo, um escândalo que lança suspeitas sobre os governos tucanos que se encastelaram no poder desse Estado há quase vinte anos, suspeitas comparáveis às que desencadearam o escândalo do mensalão federal porque insinuam que os governos tucanos paulistas subornam deputados para obterem deles favores em votações na Assembléia Legislativa.

À diferença das matérias investigativas que veículos como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e a revista Veja passaram a fazer todos os meses contra o governo federal desde o começo do governo Lula e que neste ano ganharam uma intensidade nunca vista em anos anteriores, com trabalhos de investigação se sobrepondo em várias frentes simultâneas, nenhuma das matérias sobre o governo de São Paulo, na última década, partiu da imprensa brasileira, mas, sim, da repercussão de denúncias antigas que circulam entre os aliados do governo federal ou da repercussão de investigações no exterior.

O caso Alstom é um exemplo. Contém denúncias sobre propina que teria sido paga pela empresa francesa Alstom a vários políticos do PSDB, entre eles o ex-governador Mario Covas, já falecido, e o atual governador de São Paulo, Geraldo Alkmin. As raras matérias que saíram na imprensa brasileira foram “chupadas” da mídia internacional, de veículos como Wall Street Journal e Der Spiegel, entre outros. A imprensa brasileira mesma, não investiga nada sobre esse caso.

Todavia, é um caso gravíssimo. Trata-se de escândalo que envolve muitos milhões de dólares e que tem alcance internacional. Fora do Brasil, as notícias correm soltas.  O assunto é tão sério que está sendo investigado pelo ministério público da Suíça, onde estão arrolados os nomes dos políticos tucanos aqui citados e de outros brasileiros envolvidos.

De acordo com o que consta em documentos enviados ao Ministério da Justiça do Brasil pelo ministério público da Suíça, no período que vai de 1998 a 2001 pelo menos 34 milhões de francos franceses teriam sido pagos em propinas a autoridades do governo do Estado de São Paulo através de empresas offshore (empresas criadas em paraísos fiscais, onde gozam de sigilo de suas contas bancárias que dificultam investigações).

Segundo o ministério público suíço, os pagamentos teriam sido feitos utilizando-se do esquema de contratos de “consultoria de fachada”. O valor das “comissões” supostamente pagas pela Alstom em troca da assinatura de contratos pelo governo de São Paulo chegaria a aproximadamente R$ 13,5 milhões. Segundo o Ministério Público da Suíça, pelo cruzamento de informações esses trabalhos de “consultoria” foram considerados como sendo fictícios.

No período de negociação e da assinatura dos contratos de consultoria estava à frente da Secretaria de Energia de São Paulo o então genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn, que deixou o cargo em janeiro de 1998 ao assumir a direção geral da Agência Nacional do Petróleo. O atual secretário de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, que ocupou a secretaria por alguns meses, e o atual secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, também estão envolvidos.

Para que se tenha uma idéia da enormidade do caso e para que se possa mensurar a enormidade da minimização que a imprensa brasileira faz dele, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) julgou irregular uma compra de 12 trens da Alstom no valor de R$ 223,5 milhões feita sem licitação pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), empresa do governo de São Paulo. O contrato foi assinado em 28 de dezembro de 2005, no governo de Geraldo Alckmin.

Pergunta: você se lembra, leitor, de quando foi a última vez que recebeu uma única notícia sobre esse caso?

O caso Alstom é apenas um dos muitos casos de corrupção que pesam sobre o partido que há quase duas décadas governa o segundo orçamento da União, o de São Paulo, que, como se sabe, é maior do que os orçamentos da maioria dos países da América Latina. Imagine o leitor o que faria a imprensa brasileira se houvesse um escândalo internacional contra o PT.

A imprensa daria ajuda inestimável ao ministério público suíço usando contra o PSDB esse “jornalismo investigativo” que descobre “provas” contra petistas e aliados toda semana. Contudo, é escandaloso o total desinteresse da imprensa brasileira sobre qualquer pedido de CPI entre as dezenas deles que hibernam nas gavetas da Assembléia Legislativa de São Paulo, que, agora se sabe, vem sendo banhada pelos impostos dos paulistas que acabam escorrendo para o setor privado através de nada mais, nada menos do que… ONGs.

É possível concluir, então, que a única forma de os governos federal, estadual e municipal serem fiscalizados pela imprensa é sendo governos petistas, pois só estes são alvos de investigação da imprensa. Essas campanhas “jornalísticas” contra ministros, com manchetes de capa e de primeira página tomando os telejornais todos os dias e com a Justiça sendo célere, só ocorrem desse jeito. Votar no PSDB, portanto, significa conceder a políticos uma espécie de licença para roubar sob as barbas da imprensa e da Justiça.

Folha, Estado, Veja e televisões minimizam corrupção em SP - Blog da Cidadania

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sábado, 29 de outubro de 2011

Queda do ministro serve de alerta

Por Altamiro Borges
O lamentável episódio da queda do ministro Orlando Silva deveria servir de alerta às forças democráticas da sociedade brasileira – que lutaram contra as torturas e assassinatos na ditadura militar e que, hoje, precisam encarar como estratégica a luta contra a ditadura midiática, em defesa da verdadeira liberdade de expressão e da efetiva ampliação da democracia no Brasil.
A mídia hegemônica hoje tem um poder tão descomunal que ela “investiga”, sempre de forma seletiva (blindando seus capachos); tortura (seviciando, inclusive, as famílias das vítimas); usa testemunhas “bandidas” (como um policial preso por corrupção, enriquecimento ilícito e suspeito de assassinato); julga (sem dar espaço aos “acusados”); condena (como nos tribunais nazistas); e fuzila!
Um pragmatismo covarde e suicida
Ninguém está imune ao poder ditatorial da mídia, controlada por sete famílias – Marinho (Globo), Macedo (Record), Saad (Band), Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha) e Mesquita (Estadão). Como o império Murdoch, hoje investigado por seus subornos e escutas ilegais, a mídia nativa é criminosa, mafiosa, sádica e abjeta. Ela manipula informações e deforma comportamentos.
Não dá mais para aceitar passivamente seu poder altamente concentrado, que, como disse o governador Tarso Genro – pena que não tenha agido com esta visão quando ministro da Justiça –, ruma para um “fascismo pós-moderno”. Essa ditadura amedronta e acovarda políticos sem vértebra, pauta a agenda política, difunde os dogmas do “deus-mercado” e criminaliza as lutas sociais.
Três desafios diante da ditadura midiática
Esta ditadura é cruel, sem qualquer escrúpulo ou compaixão. Ela utiliza seus jagunços bem pagos, sob o invólucro de “colunista” e “comentaristas”, para fazer o trabalho sujo. Muitos são agentes do “deus-mercado”, lucram com seus negócios rentistas; outros são adeptos da “massa cheirosa”, das elites arrogantes e burras. Eles fingem ser “neutros”, mas são adoradores da direita fascistóide.
Enquanto não se enfrentar esta ditadura midiática, não haverá avanços na democracia brasileira, na luta dos trabalhadores ou na superação das barbáries capitalistas. Neste enfrentamento, três desafios estão colocados:
1- Não ter qualquer ilusão com a mídia hegemônica; chega de babaquice e servilismo diante da chamada “grande imprensa”;
2- Investir em instrumentos próprios de comunicação. A luta de idéias não é “gasto”, é investimento estratégico;
3- Lutar pela regulação da mídia e por políticas públicas na comunicação, que coíbam o poder fascista do império midiático.
Chega de covardia diante dos fascistas midiáticos
O criminoso episódio da tentativa de invasão do apartamento do ex-ministro José Dirceu num hotel em Brasília parece que serviu de sinal de alerta ao PT. Em seu encontro nacional, o partido aprovou a urgência de um novo marco regulatório da comunicação. Um seminário está previsto para final de novembro. Já no caso da queda Orlando Silva, o clima é de total indignação e revolta.
Que estes trágicos casos sirvam para mostrar que, de fato, a luta pela democratização da comunicação é uma questão estratégica. Não dá mais para se acovardar diante da ditadura da mídia. O governo Dilma precisa ficar esperto. Hoje são ministros depostos; amanhã será o sangramento e a derrota da própria presidenta e do seu projeto, moderado, de mudanças no Brasil.
Superar a choradeira e a defensiva
A esquerda política e social precisa rapidamente definir um plano de ação unitário de enfrentamento à ditadura midiática. As centrais sindicais e os movimentos populares, tão criminalizados em suas lutas, precisam sair da defensiva e da choradeira. Os partidos progressistas também precisam superar seu pragmatismo acovardado. A conjuntura exige respostas altivas e corajosas!
É urgente pressionar o governo Dilma Rousseff, pautado e refém da mídia, a mudar de atitude. Do contrário, não sobrará que defenda a continuidade deste projeto, moderado, de mudanças no Brasil. A direita retornará ao poder, alavancada pela mídia! Aécio Neves, o chefe de censura em Minas Gerais, será presidente! E ACM Neto, o herói da degola de Orlando Silva, será o chefe da Casa Civil!

Altamiro Borges- Queda do ministro serve de alerta

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Audiência sobre a censura da Folha ao blog Falha de S. Paulo

da Assessoria de Imprensa do deputado Paulo Pimenta (PT-RS)

A Comissão de Legislação Participativa (CLP), da Câmara dos Deputados, promove na próxima quarta-feira (26) audiência pública para debater o caso de censura do jornal Folha de S. Paulo ao blog Falha de S. Paulo. Em setembro de 2010, os irmãos Mário e Lino Ito Bocchini criaram o blog Falha de S.Paulo, uma paródia ao jornal paulista. O site fazia críticas ácidas ao noticiário da Folha. Após um mês no ar, o jornal entrou na Justiça para censurar o blog, e conseguiu. Além de cassar o endereço na web, a Folha abriu um processo contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais. O jornal alega “uso indevido de marca”, por causa da semelhança entre os nomes Folha e Falha e porque o logotipo do site era inspirado no do jornal.
Autor do requerimento para a audiência, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) diz que a audiência será uma boa oportunidade para uma reflexão sobre a liberdade de expressão no Brasil. Na opinião do deputado Pimenta, a grande mídia brasileira, em geral, “molda”, quando necessário, o conceito de liberdade de expressão de forma a atender seus próprios interesses; mas, por outro lado, cai em um discurso contraditório.
Pimenta cita o caso em que a atriz Juliana Paes move processo contra José Simão, colunista da Folha de S. Paulo. Nele, a advogada do jornal paulista, Tais Gasparin, a mesma que agora assina a ação contra o blog Falha de S.Paulo, alegou que “tratar o humor como ilícito, no fim das contas, é a mesma coisa que censura”.
“Queremos discutir a prática, que vem se constituindo em meio recorrente de alguns grupos de comunicação no Brasil, que é a utilização de modelos de censura, via judiciário, cometidos justamente pelas mãos de quem diz viver e defender a liberdade de expressão no país”, propõe Pimenta. O deputado comemora o fato de que as novas tecnologias permitiram aos cidadãos e à sociedade civil romper com lógica vertical da comunicação e quebrar o monopólio da informação, algo que, segundo ele, os grandes grupos de mídia tradicionais e conservadores do nosso país resistem a aceitar.
Para a audiência foram convidados os criadores do blog Falha de S. Paulo, Lino Boccchini e Mario Ito Bocchini; o proprietário do jornal Folha de São Paulo, Otávio Frias Filho; o diretor de redação da Folha de São Paulo, Sérgio Dávila; a advogada do jornal paulista, Taís Gasparian; o secretário de redação da Folha de São Paulo, Vinicius Mota; e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Associação Nacional dos Jornais (ANJ).

Audiência sobre a censura da Folha ao blog Falha de S. Paulo - Viomundo - O que você não vê na m

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João Dias não apresentou as provas à PF

O Conversa Afiada reproduz texto da Agência Brasil:

PF informa que até agora não recebeu provas materiais de João Dias
A Polícia Federal informa que até agora não recebeu do policial militar João Dias Ferreira, autor de denúncias sobre a existência de um esquema de corrupção no Ministério do Esporte, nenhum documento ou gravação que possa resultar em prova material para embasar as investigações sobre o caso que envolve o ministro da pasta, Orlando Silva. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (21/10) pela Agência Brasil no Departamento de Polícia Federal, no Instituto Nacional de Criminalística e nas superintendências da PF no Distrito Federal e em São Paulo.
Ao deixar a Superintendência da Polícia Federal no DF, onde prestou depoimento por mais de sete horas na quarta-feira (19), João Dias disse ter entregue “alguns materiais, algumas provas, algumas degravações e alguns documentos fraudados emitidos pelo ministério”. Além disso, ele prometeu entregar novos documentos e áudios na segunda-feira (24).

João Dias não apresentou as provas à PF - Conversa Afiada

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domingo, 16 de outubro de 2011

As fontes sinistras da revista Veja

Por Altamiro Borges
Atacado em sua honra pela revista Veja, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, foi rápido nas respostas. Ainda de Guadalajara, no México, onde participou da abertura dos Jogos Pan-Americano, ele solicitou que a Polícia Federal investigue as denúncias, colocou à disposição o seu sigilo fiscal e bancário e anunciou que refutará as acusações no Congresso Nacional já na próxima semana.
Revoltado com as “invenções e calúnias”, o ministro também explicitou que não vai se intimidar. Ele está decidido a mover ações judiciais e penais contra os caluniadores e estudará mecanismos para processar a Veja. “Não temo nada do que foi publicado na revista... Estou indignado, porque um bandido me acusa e eu preciso me explicar. Agora, o sentimento é de defesa da honra”.
Métodos criminosos lembram Murdoch
A revolta de Orlando Silva é compreensível. Afinal, a Veja utilizou um sujeito de biografia sinistra, “um bandido”, como fonte para sua “reporcagem”. João Dias Ferreira não apresenta qualquer prova concreta, faz apenas insinuações maldosas. No mínimo, uma revista séria – e não um pasquim partidário dos métodos criminosos do império Murdoch – averiguaria a trajetória da sua fonte.
O noticiário da mídia de meados do ano passado é farto em denúncias sobre as ações criminosas do policial João Dias, que desviou recursos do Programa Segundo Tempo para construir uma mansão e três academias de ginástica. Bastaria ao repórter da Veja ler o que publicou o jornal Correio Braziliense, em 1º de abril de 2010:
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Operação Shaolin prende cinco suspeitos de desviar R$ 2 milhões do Ministério dos Esportes
Por Ary Filgueira e Lilian Tahan
Cinco pessoas estão presas na Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco) suspeitas de participar de desvio de dinheiro repassado pelo Ministério do Esporte. O policial militar João Dias Ferreira, Demis Demétrio Dias de Abreu, Flávio Lima Carmo, Miguel Santos Souza e Eduardo Pereira Tomaz foram detidos às 6h da manhã desta quinta-feira (1º/4) por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, numa operação chamada Shaolin, que tem a participação do Ministério Público do DF.
O grupo, que era liderado pelo PM, falsificou 49 notas frias para retirar o dinheiro repassado pelo Ministério dos Esportes a entidades sociais conveniadas com o Programa Segundo Tempo do Governo Federal. A verba aproximada, ao longo de três anos (2006/07 e 08), foi de R$ 3 milhões. O dinheiro seria destinado a programas sociais, em atividades esportivas para 10 mil atletas carentes de núcleos situados em Sobradinho, mas pouco menos de R$ 1 milhão foi realmente destinado a eles.
O derrame de verba pública saia da Federação Brasiliense de Kung-Fu (Febrak) e da Associação João Dias de Kung-Fu, Esportes e Fitness. Esta última é uma organização não-governamental e leva o nome do soldado da 10ª Companhia de Polícia Militar Independente. Ele é dono de duas academias em Sobradinho: Thisway Fitness e Wellness Ltda., usada para lavar dinheiro desviado, situada no primeiro piso do Sobradinho Shopping.
Além das academias, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, autorizados pela 3ª Vara Criminal de Brasília, nas residências dos acusados, entre elas, na luxuosa casa onde reside o casal João Dias e Ana Paula Oliveira de Faria, 33, também apontada como integrante da quadrilha. O imóvel do PM fica num condomínio luxuoso de Sobradinho e foi arrestado pela Justiça.
A investigação surgiu em junho de 2008 com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no escritório de um dos apontados no esquema: o contador Minguel Santos Souza, 54, situado na 711 Norte. Na ocasião, os policiais localizaram 49 notas fiscais emitidas pelas empresas Infinita e Serviços Gerais Ltda. e JG Comércio de Alimentos Preparados e Serviços Gerais Ltda. administradas por Miguel.
Os documentos foram emitidos em favor da Febrak e da Associação João Dias de Kung-Fu. Elas descreviam a venda de kimonos da luta marcial, jogos de xadrez, dominó, dama, varetas e gêneros alimetícios no valor de R$ 1.999.850,58. Foram apresentadas na prestação de contas ao Ministério dos EsportesApós análise na Seção de Perícias Contábeis do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, descobriram que tais notas eram consideradas frias.
Segundo a PCDF, as duas entidades receberam um total de R$ 2.962.998 milhões do convênio com o Programa Segundo Tempo do Ministérios dos Esportes. Destes, o grupo do soldado João Dias é acusado de desviar R$ 1.999.850,58 milhão. Os acusados estão detidos por força de um mandado de prisão temporária com validade de cinco dias. Mas, com o avanço das investigações, pode ser que a pena provisória dobre ou até seja comutada para uma preventiva de 30 dias.

*****
O uso de mercenários
O uso de fontes desqualificadas já virou moda na mídia nativa – que se acha acima das leis e não teme qualquer represália. No ano passado, o Jornal Nacional serviu-se do ex-presidiário Rubnei Quicoli para caluniar a candidata Dilma Rousseff. Em setembro último, em audiência na 9ª Vara Cível, o mercenário desmentiu as acusações e “pediu desculpas ao PT”. A TV Globo sequer teve a dignidade de se retratar!
Na edição desta semana, Veja usa o mesmo expediente sórdido. Neste caso, ela simplesmente requentou velhas denúncias. Na campanha eleitoral de 2010, o policial João Dias Ferreira fez campanha para a esposa do “ético” Joaquim Roriz, candidata derrotada ao governo do Distrito Federal. O caluniador não é uma pessoa isenta. Tem lado político e virou um opositor feroz do governador Agnelo Queiroz (PT).
Agora, ele ataca o ministro Orlando Silva, até como represália pelo Ministério do Esporte ter suspenso os convênios e exigido a restituição do dinheiro roubado. Dá para confiar numa fonte como esta?

Altamiro Borges- As fontes sinistras da revista Veja

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domingo, 4 de setembro de 2011

Kassab, a greve do serviço funerário e a mídia

Em resposta a uns colegas servidores municipais, indignados com o tratamento dado pela grande imprensa à nossa greve, deixei um comentário no Facebook para esclarecer aqueles que ainda tem expectativas de apoio dos grandes meios de comunicação. Como creio ser oportuno, republiquei aqui no blog.

“Os grandes meios de comunicação são isso mesmo! A culpa não é do repórter, não! O problema está na linha editorial. As TVs e os jornais determinam as pautas que os jornalistas devem buscar informação. No caso de nossa greve, a pauta focou inicialmente no sofrimento das famílias. Não fosse a greve no serviço funerário, dificilmente a grande mídia teria tanto interesse pelos demais setores. Os repórteres têm a missão de levantar a desgraça que vai virar reportagem. Somente depois de alguns dias que a mídia começou a perguntar sobre a versão do sindicato sobre as negociações e mesmo assim, a maioria sequer divulgou. A edição segue a linha editorial definida pelos donos das mídias. Geralmente eles têm seguido a linha de criminalizar os movimentos sociais, populares e sindicais. Apoiam as terceirizações e privatizações. Defendem as políticas liberais que defendem a proteção do capital e dos bancos. Em momento de crise eles defendem o corte nas políticas sociais como tem acontecido na Europa e EUA e depois criminalizam as revoltas resultantes dessas políticas como fizeram contra os revoltosos da Inglaterra. Quem acompanha a mídia alternativa e blogs progressistas sabe que o governo municipal e estadual têm sido blindado por Folha, Veja, Estadão e Globo, para não falar de outros veículos de comunicação. A Abril tem grandes contratos com o governo do Estado e com a Prefeitura. Globo e Folha se tornaram o que são apoiando a ditadura. O Estadão não foi diferente. Eles defendem o dinheiro. Serviço e servidor público é algo que se opõe ao que eles defendem. Governos como o de Kassab representam os interesses dos mesmos que sustentam esses grandes veículos. Pouco tem sido investigado, por exemplo, pela mídia, sobre as relações da AIB (Associação Imobilliária Brasileira) com Kassab cuja campanha foi financiada em 2008 de forma irregular a ponto de quase ser cassado o seu mandato. Infelizmente, o Ministério Publico não conseguiu provar se a AIB era uma fachada para o sindicato das construtoras, com grandes interesses em mudar o zoneamento da cidade. Por outro lado, o MP conseguiu impedir em 2009 que Kassab aprovasse mudanças no plano diretor. Todas essas informações podem ser pesquisadas na imprensa, mas de forma isolada. Ninguém fez uma reportagem juntando os fatos e trazendo ao público, inclusive exigindo uma investigação maior sobre os incêndios em favelas nos finais de semana, sobre o funcionário contratado pela SEHAB para aterrorizar e espantar moradores das favelas, sobre a especulação imobiliária em São Paulo e a construção das linhas do Metrô de forma a valorizar áreas de interesse das construtoras. Ou seja, a cobertura da grande mídia seguirá a linha editorial de demonstrar como os servidores prejudicam a cidade e os cidadãos com suas greves. Vão insinuar que se trata de um bando de vagabundos intransigentes diante de um bom Prefeito que ofereceu 15%. Vão omitir ou tornar imprecisas as informações do sindicato como a da contraproposta que o Prefeito recusou, tudo isso para preservar Kassab. Enquanto isso, imensa parte da população, cuja formação política se constrói diariamente pelo Jornal Nacional, os Homer Simpson, como Willian Bonner classificou seu público, acabam renovando a imagem negativa sobre o servidor público. E quem sabe, Kassab, apesar de um ser politicamente inexpressivo, continue na vida pública. Um prefeito que surgiu das sombras, cujos principais feitos políticos foram ser um desconhecido vereador eleito pela Associação Comercial de São Paulo, ser Secretário de "Planejamento" do governo Pitta (tá explicado) e responsável pelo Plano Diretor na época (talvez sua maior experiência). De política ele entende, como disse no
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Kassab: Meu governo é de centro-esquerda!
Roda Viva que seu novo partido não é de esquerda, nem de direita, porque, ainda segundo ele, isso não faz diferença. Na mesma entrevista disse que seu governo é de centro-esquerda, apesar de não fazer diferença. Só não disse se estava usando como referência o nazismo, para considerar sua gestão de centro-esquerda. Sobre greve, como informou a Globo, ele entende que não é um instrumento de negociação. O que sabe o Kassab (perdoem-me pela piada) sobre negociação? Talvez saiba sobre aquelas que fez para montar o PSD. Ou para aprovar projetos na Câmara. Com os servidores, Kassab não aprendeu nenhuma lição. Se não aprender nada logo, tudo indica que Kassab será reprovado como Prefeito.”

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Folha baba ódio contra o MST

Por Altamiro Borges
A mídia burguesa nunca gostou dos movimentos sociais. Ou omite suas lutas ou as criminaliza. Quando eclode uma greve, ela fala em congestionamento do trânsito – jogando a sociedade contra os grevistas. Ocorre um ato ou passeata popular e ela sataniza os manifestantes. O MST, um dos principais movimentos sociais brasileiros, é um dos alvos prediletos desta manipulação midiática.
A torcida histérica
Prova deste ódio de classe foi o editorial da Folha de domingo (7) contra os sem terra. Os adjetivos são raivosos, hidrófobos. Com base em dados sobre a redução do número de acampados, o jornalão da famiglia Frias atira: “Nos termos do vocabulário leninista que alimenta o delírio autoritário de seus líderes, é possível dizer que a ‘vanguarda de luta’ do MST corre risco de fenecer”.
Para o jornal, o MST é “o arauto de uma utopia regressiva, inimigo do agronegócio e da geração de riquezas no campo” e estaria em “declínio político” por se opor ao “progresso” capitalista. Não há uma palavra contra a concentração de terras no país, contra o trabalho escravo ou contra o uso de jagunços pelo latifúndio. A torcida pela extinção do MST é explícita, quase histérica:
Um jornal decadente, decrépito
“Em marcha inexorável, o movimento encolhe. Reverte ao núcleo do que nunca deixou de ser: um grupo de cristãos de esquerda adepto de ações criminosas, como invasão e destruição de propriedades, e hábil na mobilização de excluídos para exercer pressão sobre o Estado e extorquir-lhe os recursos - desapropriações e verbas - que mantêm o movimento artificialmente vivo”.
Depois a Folha ainda afirma que é um jornal “plural e independente”. Porta-voz dos ruralistas e da direita golpista, o jornalão deveria ficar preocupado com o seu “declínio inexorável” – expresso na queda das suas tiragens de quase 1 milhão de exemplares nos anos 1980 para menos de 300 mil nos dias atuais. Ela sim representa a “utopia regressiva” do deus-mercado.

Altamiro Borges- Folha baba ódio contra o MST

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domingo, 24 de julho de 2011

Mídia golpista convoca protestos de rua

Por Altamiro Borges
Testando o clima político, a mídia demotucana tem atiçado os seus leitores, telespectadores e ouvintes para sentir se há condições para a convocação de protestos de rua contra o governo Dilma. O mote dos filhotes de Murdoch seria o do combate à corrupção, o da “ética”. A experiência a copiar seria a da “revolução dos indignados” na Espanha.
Na prática, o objetivo seria o de reeditar as “Marchas com Deus”, que prepararam o clima para o golpe de 1964, ou o finado movimento Cansei, de meados de 2007, que reuniu a direita paulistana, os barões da mídia e alguns artistas globais no coro do “Fora Lula”. Até agora, o teste não rendeu os frutos desejados. Mas a mídia golpista insiste!
Visão conspirativa?
A idéia acima exposta pode até parecer conspirativa, amalucada. Mas é bom ficar esperto. Nos últimos dias, vários “calunistas” da imprensa têm conclamado a sociedade, em especial a manipulável “classe média”, a se rebelar contra os rumos do país. Parece algo articulado – “una solo voz”, como se diz na Venezuela sobre a ação golpista da mídia.
O primeiro a insuflar a revolta foi Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País, num artigo de 11 de julho. O repórter, que adora falar besteiras sobre o Brasil, criticou a passividade dos nativos, chegando a insinuar que impera no país a cultura de que “todos são ladrões”. Clamando pela realização de protestos de rua, ele provocou: “Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam”.
O Globo e Folha
Logo na sequência, dia 17, O Globo publicou reportagem com o mesmo tom incendiário. O jornal quis saber por que o povo não sai às ruas contra a corrupção no governo Dilma. Curiosamente, o que prova as péssimas intenções da famiglia Marinho, o diário só não publicou as respostas do MST, que desmascaram as tramas das elites (leia aqui).
Já nesta semana, o jornal FSP (Folha Serra Presidente) entrou em campo para reforçar o coro dos “indignados”. No artigo “Por que não reagimos”, de terça-feira (19), o colunista Fernando de Barros e Silva, que nunca escondeu a sua aversão às forças de esquerda, relembrou a falsa retórica udenista do falecido Cansei:
O resmungo dos “calunistas”
“Por que os brasileiros não reagem à corrupção? Por que a indignação resulta apenas numa carta enviada à redação ou numa coluna de jornal. Por que ela não se transforma em revolta, não mobiliza as pessoas, não toma as ruas? Por que tudo, no Brasil, termina em Carnaval ou em resmungo?”.
Hoje, 21, foi a vez de Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa do PSDB”. Após exigir que Dilma seja mais dura contra a corrupção, ela cobra uma reação da sociedade. “A corrupção virou uma epidemia... E os brasileiros que estudam, trabalham, pagam impostos e já pintaram a cara contra Collor, não estão nem aí? Há um silêncio ensurdecedor”.
Seletividade da mídia
Como se observa, o discurso é o mesmo. Ele conclama o povo a ir às ruas contra a corrupção... no governo Dilma. De quebra, ainda tenta cravar uma cunha entre a atual presidenta e o seu antecessor. A corrupção seria uma “herança maldita” de Lula. A intenção não é a de apurar as denúncias e punir os culpados, mas sim a de sangrar o atual governo.
Na sua seletividade, a mídia demotucana nunca convocou protestos contra o roubo da privataria tucana ou contra a reeleição milionária de FHC. Ela também nunca se indignou e exigiu que sejam desarquivadas as quase 100 CPIs contra as maracutaias do governo do PSDB de São Paulo. Para a mídia golpista, o discurso da ética é funcional. Só serve para os inimigos!
Acorda Dilma!
É bom a presidenta Dilma ficar esperta. O tempo está se esgotando. A fase do “namorico” com a mídia acabou. Das denúncias de corrupção, que já sangram o governo há quase dois meses, a imprensa partidarizada já passou para a fase da convocação de protestos de rua. Como principal partido da oposição, a mídia retomou a ofensiva. E o governo se mantém acuado, paralisado, sem personalidade.

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Altamiro Borges- Mídia golpista convoca protestos de rua

domingo, 17 de julho de 2011

O beijo do Lula. Ah, se houvesse uma Ley de Medios …

Publicado em 16/07/2011

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Quando era senador (sempre entrou na vaga de alguém; nunca se elegeu diretamente), o Farol de Alexandria frequentava restaurantes de Brasília, como o notório Piantella, com os jornalistas e, especialmente, e de forma singular, com uma repórter da Globo.
Por quinze anos, o PiG (*) escondeu que Fernando Henrique tinha um filho fora do casamento.
(Depois, dois testes sucessivos de DNA, promovidos por um advogado de Daniel Dantas, demonstraram que ele não era o verdadeiro filho.)
Quando primeiro noticiou que ele ia assumir a paternidade, uma colonista (**) da Folha (***) deu a entender que se tratava de um pai amantíssimo, que levou 15 anos para reconhecer o filho.
Um pai generoso.
Um pater famílias.
Quinze anos depois.
Durante oito anos o Nunca Dantes governou com a D. Marisa ao lado.
D. Marisa, sempre discreta, parecia ali, ao lado dele, dizer a todos: ele reconhece como fui importante para ele vencer as barreiras do preconceito e do ódio.
Nesta sexta-feira, Lula beijou uma fã no rosto.
TODOS os jornais do PiG (*) deram destaque.
Desde as edições online, quando, por exemplo, o Estadão disse (e depois recuou) que o beijo era na boca.
Neste sábado, o Estadão publica a foto na primeira página.
O Globo e a Folha (***) nas páginas internas, sempre com destaque.
A intenção é óbvia.
Atingir Lula e seu casamento com D. Marisa.
Flagrá-lo numa “pulada de cerca”.
O beijo não é na boca, mas um beijo desajeitado, acima dos lábios e ao lado do nariz da fã.
Fotos anteriores ao “beijo na boca” do Estadão e a descrição do evento falam que o Lula foi literalmente atacado pelos fãs e teve que sair direto do palanque para o carro.
O beijo se deu numa posição desajeitada, e a foto tirada de um ângulo “falso”.
Se o Ministro Bernardo já tivesse aprovado a Ley de Medios do Franklin Martins – aquela que o Lula passou a cobrar -, o que aconteceria ?
Um “direito de resposta” imediato.
O Lula ou o PT entrava com um direito de resposta para esclarecer a cena.
Já neste domingo, o PiG (*) teria que se retratar ou colocar os pingos nos is.
A foto não compromete o Lula, não atinge seu casamento, é um de 1001 beijos que o Lula dá em fãs ao longo de um dia, e, a rigor, se fosse publicada, não merecia destaque.
A TV estatal – só tem jeito se for estatal – esclarecia a cena, entrevistava a fã, o Lula e falava do processo judicial instaurado contra o PiG (*) , especialmente contra o Estadão.
Na sequência, a tevê estatal exibiria longa reportagem sobre os métodos do Murdoch de fazer jornalismo.
E comparava com os do PiG (*) .
E deixaria clara uma diferença central: o jornal que o Murdoch teve que fechar – o “News of the World”, é um “tab”, um tablóide cheio de detritos de maré baixa.
O PiG (*), não.
Vem cheio de detrito de maré baixa, mas se leva a sério.
Se o Ministro Bernardo não consegue uma Ley de Medios para esclarecer o beijo na fã, imagine divulgar apropriadamente a “agenda positiva“ da Presidenta.
Os senadores do PT foram reclamar da “Comunicação”.
Têm que reclamar das Comunicações.
E reclamar com a fúria que a D. Marisa demonstrará na próxima vez em que encontrar um um jornalista do PiG (*).
Clique aqui para ler “Uma Ley de Medios para o Lula poder falar, extraído do Tijolaço”.
Em tempo: o Nunca Dantes tem razão quando disse que o Globo não sai do Rio e o PiG (*) de São Paulo não sai do ABC. Falta-lhes dinheiro, presidente.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

O padrão Dilma de combater a corrupção: rua !

Publicado em 17/07/2011

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O Globo e a Folha (*) anunciam que a Presidenta mandou mais meia dúzia embora do DNIT e vai ela própria preencher os cargos.
Ou seja, bye-bye Valdemar da Costa Neto.
O Valdemar, provavelmente, passará a fazer parte daqueles que peregrinam ao Palácio do Jaburu, para discutir o futuro do Brasil e do mundo com o (vice) presidente Michel Temer e o nobre deputado Eduardo Cunha.
O padrão Farol de Alexandria para enfrentar denúncias de corrupção era encaminhá-las ao brindeiro Procurador Geral (que, como se percebe, fez escola).
O padrão Lula era deixar estar para ver como é que fica.
Até que, vencido pelo PiG (**) e as evidências, mandava o infeliz embora.
Com a Dilma, parece que o padrão mudou.
Saiu a denúncia de manhã na imprensa, o freguês vai embora para casa à tarde.
Mesmo que o Gilberto Carvalho resista, como tentou fazer com o Pagot.
Como me disse o Mino, num jantar, a Dilma já se deu conta das arapucas.
Daqui a pouco ela chega ao Ricardo Teixeira – com quem não despacha.
Chega ao Teixeira,  com ou sem a ajuda do Ministro dos Esportes – clique aqui para ler o que disse o Mino sobre o Ricardo Teixeira e o Ministro Orlando Silva – até quando ?
O Governo já tem a fórmula para tirar o Teixeira da Copa ?, pergunta-se o Mino.
A Alemanha nomeou o Beckenbauer e a França, o Platini, para o papel de presidente do comitê organizador.
Este ansioso blogueiro sugere o Wilson Piazza.
E o Mino prontamente concorda: ele deve ter pelo menos um avô italiano: Piazza !
E, pelo que se vê no Ministério dos Transportes, um dia a Presidenta chega à Copa.
Atribui-se à Presidenta a frase todo dia você abre os jornais e vê uma crise num ministério.
O que mudou do Lula para ela ?
É que o carisma do Lula parecia abafar, congelar algumas crises dentro da caixa de isopor que ele instalou no centro da Base Aliada.
Saiu o Lula, a caixa de isopor perdeu a eficácia.
A Base Aliada mostrou-se o que é.
Uma central de chantagem.
Chantagem multiplicada, a cada crise, pelo golpismo do PiG (**).
Aumentou a corrupção ?, perguntei ao Mino.
Resposta dele:
Não se esqueça que os tucanos não realizavam obras.
(Diz esse ansioso blogueiro, não se tem notícia de uma única obra com tijolo e cimento que se possa atribuir ao sombrio Governo do Farol de Alexandria.)
Volta o Mino: e os tucanos trabalhavam em Grandes Golpes.
No atacado, como a privatização.
Nada que se compare.
Em tempo: o (vice) Presidente agora tem assento cativo no Estadão. Na pág. A6, o (vice) Presidente nos oferece esta pérola: o Brasil passou incólume pela crise européia. Trata-se de um jenio. A crise mal começou, e o (vice) Presidente enuncia um de seus habituais truísmos. A última dele foi dizer que a Dilma tinha que esperar o Pagot voltar de férias. O PiG (**) resolveu incensar o (vice) e pôr lenha na fogueira ? Ou o (vice), de fato, pensa que é ?  

Paulo Henrique Amorim

Amigo de quem ?

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Faltou Aécio Neves na lista da Folha

Por Rodrigo Vianna, no blogEscrevinhador:
Nas últimas semanas, militantes de esquerda, blogueiros, lideranças políticas e sindicais concentraram-se num (saudável) processo de crítica ao governo Dilma e às atitudes recentes da direção do PT. Aqui no Escrevinhador, procuramos alimentar esse debate – o que gerou reação irada de alguns leitores que preferiam a “defesa firme” do governo. Recuso-me a seguir por esse caminho do “apoio incondicional”, e lembro que a crítica dura pode ser uma ótima forma de colaborar com o país – ainda que ninguém tenha me pedido colaboração alguma.

De todo jeito, a crítica ao governo não significa esquecer quem está do outro lado. E um bom exemplo é a reportagem de capa na “Folha” desse domingo. Em letras garrafais, o jornal anuncia a lista de congressistas que são donos de rádios e TVs, ou que mantêm parentes na direção das emissoras. Trata-se de assunto importante, sem dúvida. Mas é curioso que a “Folha” tenha “esquecido” um nome na lista!
Ora, há pouco mais de um mês o Brasil ficou sabendo que Aécio Neves, o impulsivo e notívago líder da oposição, é dono de uma rádio em Minas. A própria “Folha” fez matéria sobre o fato. Descobriu-se que o carro conduzido por Aécio, quando ele foi parado numa blitz da lei seca no Rio, estava em nome da tal rádio. E descobriu-se, ainda, que a rádio de Aecim é dona de uma estranha frota de carros de luxo. A oposição ao PSDB em Minas desconfia de repasse de recursos públicos para a rádio, e tenta abrir uma CPI. Quem não se lembra pode ler reportagem da “Folha” aqui.
Agora, a “Folha” traz uma lista enorme de deputados e senadores do chamado “baixo clero”, donos de rádios e TVs. Ótimo!
Mas e o Aécio? Cadê? Por que não está na lista?
O jornal pode se eximir, dizendo que “apenas” reproduziu a lista – que está sendo preparada pelo próprio governo federal, numa tentativa de moralizar o setor. Ora, nesse caso a “Folha” é que devia lembrar o leitor sobre a existência da rádio de Aécio, estranhando que o nome dele não esteja na tal lista! Não se trata de qualquer um: é o líder da oposição!
Outra observação: a “Folha” não deu destaque para o fato de, depois de 8 anos de governo Lula, não haver nenhum parlamentar do PT dono de rádio ou TV! Imagine se houvesse um? Unzinho só? Viraria manchete. Mas Aécio (que tem rádio), esse passa longe da reportagem de domingo no jornal de maior circulação do país.
O moralismo seletivo continua a ser a regra na “Folha”, na “Veja”, no ”Estadão”, em “O Globo”.
Claro que os jornais cumprem seu papel ao divulgar o estranho enriquecimento de Palocci. Não há do que reclamar no caso isolado. Mas salta aos olhos que não se faça o mesmo com a filha do Serra! Quem pagou a casa onde vive a família Serra no Alto de Pinheiros, em São Paulo? Por que Verônica Serra multiplicou o patrimônio de sua empresa em 50 vezes, como se lê aqui?
Não faço aqui qualquer acusação contra Verônica. Mas não é curioso esse moralismo seletivo que poupa a família Serra e a rádio do Aécio, enquanto tenta emparedar o Palocci?
Por essas e outras (quem não se lembra da “ficha falsa” de Dilma na “Folha”, do pé na bunda de Lula na “Veja”, e das armações de Ali Kamel – o jornalista da bolinha de papel - na Globo?), todo mundo que acompanha as comunicações no Brasil estranhou quando Dilma tentou fazer de conta que isso tudo não existe, e adotou a tática de “normalizar” relações com a velha mídia: foi à festa da “Folha”, fez omelete na Globo e mandou recados de que “o clima precisava melhorar de parte a parte”.
Dilma errou feio (também) nessa estratégia. Como diria Mané Garrincha, faltou combinar com os russos!
Sob comando de Otavinho Frias, Ali Kamel (o jornalista) e da turma barra pesada da Abril, os russos seguem a adotar a tática de sempre: tentaram “matar” Dilma na capa de “Época” essa semana, livraram a cara de Aécio na capa da “Folha”, e seguiram a bater em Palocci.
O governo deve ter apreendido algo nesse episódio. Os russos continuam sendo os russos. Palocci, aliás, é daqueles que se dão bem com os russos. Dilma poderia aproveitar a crise, mandar Palocci tomar chopp no Pinguin em Ribeirão Preto, e voltar a tratar os russos como eles são. Pra isso, seria preciso adotar outro tom.
A Dilma precisa ser aquela Dilma do primeiro debate do segundo turno. A Dilma que não ouve marqueteiros nem Paloccis - e faz a boa e velha política.
Do contrário, ela continuará sendo “morta” toda semana pela “Época”, enquanto a turma do Kamel e do Otavinho seguirá a pavimentar o caminho para que Aécio (ou outro da turma dele) avance em 2014.
Nada mudou quanto a isso. A não ser o fato de que a direção do PT parece ter-se encantado com os rapapés do poder e esquecido de um detalhe: mesmo moderadíssimo, mesmo cheio de ministro consultores, o PT e o lulismo não frenquentam as reuniões do Country Clube no Rio e nem tomam whisky com os ricaços no Clube Harmonia em São Paulo. Por isso, Palocci e outros da mesma cêpa são vistos pela elite como arrivistas, como gente que se lambuza porque nunca antes comeu mel.
Bem que Dilma poderia aproveitar a deixa pra se livrar da turma que está toda lambuzada.

Altamiro Borges- Faltou Aécio Neves na lista da Folha

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Ustra: torturador e colunista da Folha

Por Antônio Mello, em seu blog:
Que o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra é sequestrador e torturador não é uma opinião minha, é sentença do juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, 9 de outubro de 2008. A notícia, que reproduzo em parte abaixo, mostra quem é o que fazia o coronel no período mais infame da ditadura (a tal ditabranda da Folha).
Pois não é que a Folha abriu espaço em sua página 3 de sexta-feira para que Brilhante Ustra dê sua versão sobre acusações que sofre de outro que o acusa de tortura, o ex-presidente do BC no governo FHC Pérsio Arida?

Não foi à toa que a Folha procurou a ficha de Dilma durante a campanha. Se, durante a ditadura, com o empréstimo de seus veículos para que presos fossem transportados para serem torturados pela turma de Brilhante Ustra e com o editorial de Otávio Frias pai elogiando Médici, o jornal mostrava de que lado estava, agora, com a classificação da ditadura como ditabranda , com a infame (duas vezes a palavra "infame" numa mesma postagem, deve ser recorde - só a Folha...) publicação na primeira página da ficha falsa de Dilma e com a publicação da defesa de um sequestrador e torturador (não sou eu quem diz, mas a sentença de um juiz, até hoje válida), a Folha confirma sua posição - e se ela está ao lado de Médici, da ditabranda e de Ustra, o leitor fica no pau de arara da História.
Leia a notícia da condenação de Brilhante Ustra, conforme publicada na própria Folha em 2008:
"Por decisão do juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, de primeira instância, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra tornou-se o primeiro oficial condenado na Justiça brasileira em uma ação declaratória por sequestro e tortura durante o regime militar (1964-1985).
"A sentença, publicada ontem, é uma resposta ao pedido de cinco pessoas da família Teles que acusaram Ustra, um dos mais destacados agentes dos órgãos de segurança dos anos 70, de sequestro e tortura em 1972 e 1973.
"(...) Na decisão de ontem, o juiz Santini argumentou que a anistia refere-se só a crimes, e não a demandas de natureza civil, como é o caso da ação declaratória, que não prevê indenização nem punição, mas o reconhecimento da Justiça de que existe uma relação jurídica entre Ustra e os Teles, relação que nasceu da prática da tortura.
"(...) As testemunhas, que estiveram presas junto com os Teles, disseram que Ustra comandava as sessões de tortura com espancamento, choques elétricos e tortura psicológica. Das celas, relatam que ouviam gritos e choros dos presos.
"Não é crível que os presos ouvissem os gritos dos torturados, mas não o réu [Ustra]. Se não o dolo, por condescendência criminosa, ficou caracterizada pelo menos a culpa, por omissão quanto à grave violação dos direitos humanos fundamentais dos autores", afirmou o magistrado [Fonte: Folha, para assinantes]".

O artigo de Ustra na Folha você encontra lá e nos espaços que defendem os crimes praticados pelo estado sob a ditadura civil-militar, de 1964 a 1985.
Mas, repare como a Folha o apresenta a seus leitores:
CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA, coronel reformado do Exército, foi comandante do DOI-Codi de 29.set.1970 a 23.jan.1974 e é autor dos livros "Rompendo o Silêncio" (1987) e "A Verdade Sufocada" (2006).
Sobre a sentença, nenhuma palavra.

Altamiro Borges- Ustra- torturador e colunista da Folha

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domingo, 22 de maio de 2011

Palocci, Strauss-Kahn e a presunção da culpa

Blog da Cidadania

O domingo amanheceu com uma notícia surpreendente garimpada pelo blogueiro Mello em um site noticioso português: o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, o DSK, dera entrevista, meses antes de ser acusado de estupro, dizendo temer que sua fama de mulherengo estimulasse algum adversário político a armar um flagrante de estupro contra si.

No dia em que estourou o escândalo sexual em que se meteu o então chefe do famigerado FMI, de triste memória para os brasileiros, publiquei post em que, apesar de relevar a injusta dificuldade que as mulheres vítimas de estupro têm para conseguir justiça contra os agressores, estranhava o caso.

Como um homem com tanto a perder, como DSK, cometeria um desatino de tal monta, ao tentar estuprar uma camareira de hotel que facilmente poderia denunciá-lo ao terminar o ato de agressão?

Não tardou para que chovessem agressões nos comentários do post. A maioria tive que bloquear porque não apenas me faziam acusações injustas como, também, agrediam até a minha família. Publiquei só as discordâncias respeitosas. E, no Twitter, perdi pelo menos uma dezena de seguidores que, ao lerem que eu não condenava o diretor do FMI in limine, julgaram-me quase um seu cúmplice.

Não é demais, ainda que os mais renitentes venham a discordar, dizer que a mesma situação se aplica ao ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Não que, contra ele, pesem indícios tão fortes quanto os que pesaram contra DSK. Muito pelo contrário. O “furo” que a Folha de São Paulo diz que deu ao noticiar o crescimento patrimonial dele foi obtido sabem onde? Em suas declarações de imposto de renda.

Pois é…

Enfim, o que se nota é que, cada vez mais, os brasileiros vão perdendo a noção de um dos princípios mais edificantes da humanidade, oriundo da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, formulada em 1791, na França, no âmbito da Revolução Francesa: o princípio de presunção da inocência, que preconiza que todo homem seja considerado inocente até a decisão de um julgamento justo, que contemple amplo direito de defesa e recursos.

A indústria jornalística, em seu afã de produzir espetáculo ou de demonstrar poder ou de destruir adversários político-ideológicos ou de tudo isso junto, vem liderando, desde sempre, a relativização da presunção da inocência. Que o digam os donos da Escola Base.

Aliás, o próprio Palocci vive um processo mais incrível do que o de relativização do preceito constitucional brasileiro (art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal) de presunção da inocência. Contra ele, pratica-se a afirmação da culpa à revelia de ter sido inocentado pela Justiça da acusação de ter violado o sigilo do “pobre caseiro” que recebeu quase 40 mil reais “do pai” uma semana após se reunir com o DEM e pouco antes de denunciar o mesmo Palocci.

O caso Palocci é tão incrível que ontem (sábado) coloquei uma pergunta simples no Twitter e no Facebook que mais de cem pessoas que tentaram responder, não conseguiram: “Qual é a acusação contra Palocci?”.

Pois é, simples assim: ninguém conseguiu responder qual é a acusação que se faz a alguém que já pedem para ser demitido do cargo. Simplesmente não há acusação, há só suspeita com base em informações que ele mesmo forneceu em sua declaração de imposto de renda. Suspeitam de que o crescimento de seu patrimônio não seja legal por ter ocorrido logo depois de ocupar o cargo de ministro da Fazenda, que, como todos sabem, enriquece a todos que o exercem.

E por que o cargo de ministro da Fazenda enriquece? Porque quem o exerce tem acesso a informações valiosíssimas sobretudo sobre o mercado futuro, sobre tendências de câmbio, inflação etc. E como a lei só impõe 120 dias de “quarentena” para membros da equipe econômica dos governos, eles podem, após míseros quatro meses, usar as informações que amealharam nos cargos.

É errado, mas como é que se vai condenar só Palocci pelo que todos os outros que ocuparam o mesmo cargo também fizeram? Um dos muitos seguidores no Twitter que pensam o oposto do que pensam os que querem condenar Palocci (sem dizer sob que acusação), sentenciou: “Você obterá mais de 40 milhões de mensagens e nenhuma resposta”. Outro propôs: “Palocci é culpado porque é gordo, feio e bobo”.

O que preocupa, pois, não é Palocci, mas o princípio constitucional de presunção da inocência. Sobretudo quando a realidade é falseada para condizer com a acusação.

Vejam, por exemplo, a notícia que a mídia espalhou de que o procurador-geral da República, doutor Roberto Gurgel, teria intimado Palocci a dar explicações. Dito assim, é uma grosseira mentira. O que o PGR fez foi seguir o rito processual decorrente de duas representações que a oposição protocolou no Ministério Público Federal contra o chefe da Casa Civil.

Pouco antes, vale ressaltar, Gurgel já havia declarado que não havia nada que incriminasse Palocci e que não fora oferecido nenhum indício relevante para abrir inquérito contra ele. Isso significa que a Procuradoria não iria propor nenhuma ação contra o principal ministro do governo Dilma Rousseff. Contudo, o noticiário induz à crença de que foi isso o que ocorreu.

Não é por outra razão que, no Brasil, está quase que vigendo a presunção da culpa, ou seja, o que mais se vê e ouve é que Palocci tem que provar que não fez nada de errado, mesmo que ninguém saiba exatamente o que seria. Afinal, assim como no caso Dominique Strauss-Kahn, parece que o ministro brasileiro é culpado e, assim, há que puni-lo antes (com perda do cargo) para só depois provarem-lhe a culpa, quando (ou se) acharem alguma prova.

Sabem o que me move? Se um ministro de Estado está sujeito a ser acusado e condenado sem provas ou meros indícios que não tenham sido oferecidos por ele mesmo, você, antipetista, ou você, simpatizante do governo que está cedendo à gritaria, estão agindo contra um dos principais princípios da civilização, consagrado há mais de duzentos anos, de que todo cidadão é inocente até prova em contrário.

Cuidado. Ninguém está livre de ser acusado injustamente. Só então entenderá quão valiosa é a presunção da inocência e por que todos devemos ser seus guardiões.

Palocci, Strauss-Kahn e a presunção da culpa - Blog da Cidadania

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De onde saíram as informações sobre a empresa de Palocci?

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“Alegando um ‘OFF’ de duas pessoas que tiveram ‘acesso’ aos documentos da empresa Projeto, a Folha pode ter reconhecido um crime. (…) A suspeita recai sobre a secretaria de fazenda do governo municipal de São Paulo, onde fica localizada a sede da empresa de Palocci, e é administrada por Kassab, que até alguns meses atrás era filiado ao DEM, que faz oposição ao Governo Dilma. A partir dos valores recolhidos de ISSQN é possível se chegar a arrecadação de uma empresa, pois a alíquota do ISSQN para atividades de consultoria é fixada em 5%. O problema que esses valores são protegidos por sigilo e é crime revelar para quem quer que seja, inclusive a imprensa.”

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Jornalismo mafioso:Folha

maio 22nd, 2011 | Autor: Betania

Jornalismo mafioso: Folha quebrou ilegalmente sigilo de empresa de Palocci?
Postado por LEN às 5:18 pm Adicionar comentários .mai 20
2011.O jornal Folha de São Paulo no afã de criar uma crise no governo Dilma Rousseff vem promovendo ataques diários ao ministro da Casa Civil Antonio Palocci. O “crime” de Palocci segundo a Folha foi o de prestar consultoria e empresas privadas através de sua empresa enquanto era deputado Federal.

Não há crime previsto no código penal de um deputado federal possuir uma empresa e ter negócios com a iniciativa privada. Palocci por ter sido ministro da fazenda aumentou o seu capital profissional e tornou-se objeto de desejo de muitas empresas pelo conhecimento adquirido no período em que desempenhou as funções de ministro. Outros ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central tiveram em pouco tempo enriquecimento maior e não foram alvo de cobranças pelo jornalismo partidário que a empresa dos Frias pratica.

O problema que parece que a Folha ultrapassou o sinal da legalidade ao tentar estender o “escândalo” que criou e hoje publicou informações que só poderia saber em caso de uma quebra ilegal de sigilo fiscal como a informação que a empresa de Palocci faturou 20 milhões no ano de 2010. Alegando um “OFF” de duas pessoas que tiveram “acesso” aos documentos da empresa Projeto, a Folha pode ter reconhecido um crime. Afinal, onde diabos alguém pode ter acesso a documentos sigilosos sem cometer crime, afinal nem Palocci nem a empresa revelaram qualquer dado referente ao seu faturamento.

A suspeita recai sobre a secretaria de fazenda do governo municipal de São Paulo, onde fica localizada a sede da empresa de Palocci, e é administrada por Kassab, que até alguns meses atrás era filiado ao DEM, que faz oposição ao Governo Dilma. A partir dos valores recolhidos de ISSQN é possível se chegar a arrecadação de uma empresa, pois a alíquota do ISSQN para atividades de consultoria é fixada em 5%. O problema que esses valores são protegidos por sigilo e é crime revelar para quem quer que seja, inclusive a imprensa.

A Folha de São Paulo, que foi beneficiada por contratos que somam 27 milhões de Reais pela secretaria de educação do Governo do Estado de São Paulo, administrado há 16 anos pelo PSDB, costuma praticar jornalismo chapa-branca para governos tucanos e no ano passado tentou criminalizar o governo federal pela quebra de sigilo de tucanos paulistas conseguidos a mando do Jornal Estado de Minas por conseqüência da guerra entre José Serra e Aécio Neves pela candidatura a presidência da república.

Na ocasião, o enriquecimento misterioso de Verônica Serra (Filha do candidato tucano) e do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge não atiçou curiosidade na redação do jornal que preferiu tratar o caso como um ataque a reputação, sem se importar com os valores e motivos para que os suspeitos enriquecessem tão rapidamente.

O jornal Folha de São Paulo deve respostas de como acessou as informações que hora divulga sob pena de tornar o crime de acesso a dados sigilosos algo banal. Até que ponto um jornal pode cometer crimes para informar? Se a Folha obteve dados de forma ilegal tem que mostrar como e quem os forneceu.

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Jornalismo mafioso-Folha

terça-feira, 3 de maio de 2011

A inflação não vai voltar. É tudo terrorismo dos bancos e do PiG

O "processo civilizatório" chega a Suape. (O Agnelli civiliza na China !)

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Os bancos e seus Navy Seals no PiG (*) desencadearam (como diria a manchete de hoje da Folha(**) ) uma ofensiva contra o Banco Central.
Como sabe, pela primeira vez em muitos anos a diretoria do Banco Central da Presidenta não tem nenhum banqueiro.
O Banco Central sem banqueiro anunciou que vai combater a inflação – baixa, para padrões internacionais – com juros, a longo prazo, e com medidas que hoje se chamam de “macro-prudenciais”.
Por exemplo, controlar o volume do credito disponível, reduzir a alavancagem – coisas de que os Medici, em Florença, já conheciam.
Porém, isso se conflita com a Teologia Neoliberal, que prega juro na veia !
A Teologia dos bancos e seus Navy Seals, que pregam na televisão do PiG – tevê aberta, especialmente muito cedo ou na alta madrugada (que ninguém vê), e na fechada (que ninguém vê).
Hoje, no Valor, na pág. A2, Delfim Netto que, enquanto dorme entende mais de Economia do que todos os Teólogos e seus Navy Seals acordados, trata da estratégia do Governo e do Banco Central para combater a inflação.
Ele enfatiza:
- o Banco Central vai ajustar os juros de forma “suficientemente prolongada”, o que deve angustiar os banqueiros e seus diretores, de olho nos bônus gordos;
- os números do Orçamento indicam que o Governo vai MESMO controlar as despesas de custeio;
(Logo, as despesas de investimento, como as obras do PAC – a conclusão da Norte-Sul e da Transnordestina – ou o dinheiro do Bolsa Família e do Pronatec, nisso não se toca ! Pobre vai ter qualificação – que horror !)
- Delfim desconfia que ocorra hoje no Brasil uma mudança importante no mercado de trabalho. Um horror !, amigo navegante ! Os salários aumentaram porque aumentou a demanda de mão de obra. Um horror ! Assim não dá !
São aqueles filhos de cortadores de cana e de pescadores que foram para escola técnica e hoje trabalham nos estaleiros de Suape, em Pernambuco.
Um horror !
- “… a mudança na estrutura da oferta e da demanda de mão de obra produzidas pelo processo civilizatório que estamos vivendo … não pode ser corrigida apenas pela taxa de juros, ” explica Delfim, de forma mais educada.
Ou seja, amigo navegante, o “processo civilizatório” – que deu comida, alimentação, qualificação e salário aos pobres – tem que ser interrompido.
Com um choque de juros.
Para derrubar a economia.
E arrochar o salário.
É a Teologia Neoliberal dos bancos e seus Navy Seals do PiG (*).
Tchurma que perdeu as três últimas eleições.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

A inflação não vai voltar. É tudo terrorismo dos bancos e do PiG - Conversa Afiada