Mostrando postagens com marcador especulação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador especulação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Alckmin! Como Naji Nahas virou dono do Pinheirinho?

Essa é a pergunta que Alckmin deveria responder à imprensa ao invés de dizer que seu governo tucano é cumpridor de leis. Só se for nos casos que beneficia ricos (por forma ilícita) e prejudica pobres. O terreno do Pinheirinho pertencia ao Estado desde 1969 quando foram assassinados seus donos sem herdeiros. Foi comprado por alguém que vendeu a Nahas, mas que pelos seus crimes contra o Estado, teria suas terras tomadas pela União, não fossem as intervenções do governo e da justiça estaduais. A União quer dar uma destinação social ao terreno como revelou ao Conversa Afiada, o Deputado Protógenes que prendeu Nahas quando era delegado da PF. Alckmin deveria explicar como a conjunto de empresas hoje falidas do mega especulador Naji Nahas permanecem com as terras. O PSDB fundado em 1988 está no governo desde 1995 e seu fundador, Franco Montoro foi governador de 1983 a 1987, quando fez Quércia seu sucessor o que permitiu eleger Fleury, Secretário de Segurança, em 1991. Sendo o Prefeito de São José dos Campos também do PSDB, não dá para negar que desconhecem os motivos de tanto sangue que corre por aquelas terras há 42 anos. Não vai demorar muito para a máscara dessa canalha toda cair como demonstra a matéria abaixo.

Do blog Hum Historiador

“Trucidamento da família Kubitzky”, grilagem e especulação imobiliária

Que o twitter e o Facebook são ferramentas incríveis de divulgação, ninguém mais duvida. Eu muito menos.

Acabei de receber via @celioturino um link com notícia da Folha de S. Paulo de 01 de julho de 1969, onde fui informado do misterioso “trucidamento da família Kubitzky”, ex-proprietária do terreno onde anos mais tarde acabou sendo instalada a ocupação do Pinheirinho. O caso nunca foi solucionado e, como a família não tinha parentes ou herdeiros, o Estado acabou incorporando a fortuna dos Kubitzky, inclusive imóveis, é claro.

Abaixo trecho da reportagem retirada da edição digitalizada do Acervo Folha:

Seria interessante buscar uma compreensão de como foi que, depois de o Estado ter herdado o terreno, ele foi cair nas mãos do Naji Nahas e do Grupo Selecta. Nas redes sociais já circula uma explicação, que deveria ser investigada pelas autoridades competentes, da possibilidade de estarmos diante de um caso de GRILAGEM DE TERRA. ALÔ MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, vocês poderiam dar uma posição sobre o caso????

Já através do Facebook, a amiga Ana Paula me passou link de um vídeo gravado no Rio de Janeiro em uma das muitas manifestações de apoio ao Pinheirinho ocorridas ao redor do Brasil no dia de hoje, 23/01/2012. Em um certo momento, uma professora de São José dos Campos, em férias no RJ, pediu a palavra. Em sua fala ela não só levantou as mesmas suspeitas sobre a possível grilagem do terreno ao questionar como uma propriedade de família alemã poderia ter sido herdada pelo libanês Naji Nahas, como também mencionou o fato de um condomínio empresarial de luxo ter se instalado na frente do Pinheirinho, há aproximadamente cinco anos e, em decorrência disso, exercer forte pressão para que a ocupação fosse removida dali e no local pudesse ser construída uma extensão do dito centro empresarial. Vejam o depoimento:

Por enquanto o que se pode afirmar é que, desde o princípio, em 1969, até o caso mais recente da violentíssima reintegração de posse do Pinheirinho, este terreno está manchado de sangue e muito mistério. As autoridades deveriam vir a público e se pronunciarem quanto as dúvidas que foram levantadas e, se for o caso, investigar para dar uma satisfação aos contribuintes.

VEJA A REPORTAGEM COMPLETA – ACERVO FOLHA

CONVERSA AFIADA – PM e Justiça de São Paulo devolvem a Nahas posse ilegal

Neste outro vídeo, alguns flagrantes da extrema violência com que foi feita a ação de reintegração de posse de Pinheirinho. Assustam as imagens de pessoas sendo marcadas com pulseiras azuis de identificação, a informação de que a prefeitura está concedendo passagens para os moradores irem para outros estados da federação e o flagrande de um policial sacando uma arma de fogo e ameaçando os moradores.

O Massacre de Pinheirinho: A verdade não mora ao lado from Passa Palavra on Vimeo.

O Massacre de Pinheirinho: A verdade não mora ao lado from Passa Palavra onVimeo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ação Coordenada

Prestem bastante atenção na série de coincidências que estão se alinhando e desconfiem!
No mês de novembro, um colega, funcionário de Subprefeitura me contava que o descaso com a Cracolândia era intencional para desvalorizar a região, enquanto as construtoras compravam toda a área a preços baixos.
Lembremos que as construtoras e o setor imobiliário foram os que mais se divertiram na orgia de especulação dos últimos anos em que até mesmo a arrecadação da cidade viveu um “boom” com os impostos do setor. A AIB (Associação de Imobiliárias do Brasil) tem aumentado sua participação no financiamento de campanhas a cada eleição em São Paulo. Kassab quase foi cassado porque o Ministério Público entendia que a AIB era fachada da Secovi (Sindicato das construtoras), funcionando no mesmo prédio. O caso foi arquivado, pois o MP não conseguiu provar a ligação entre a AIB (que financiou, assim como construtoras, a eleição de Kassab) e a Secovi, da qual Kassab foi dirigente, além de ser dono de Construtora e corretor de carteirinha.
Outra coincidência tem sido o aumento do número de favelas queimadas nos últimos anos, concentradas em áreas de provável valorização. Os incêndios têm ocorrido em fins de semana e feriados e o mais recente foi o da favela Moinho próximo à Cracolândia na semana anterior ao Natal. Como informou o blogueiro Eduardo Guimarães, do blog da Cidadania, após visitar as vítimas que perderam suas casas, os moradores diziam que quase 30 pessoas não foram encontradas enquanto oficialmente falava-se de 3 mortes. Alegavam os desabrigados que a PM os coagia a silenciar o desaparecimento de mais moradores que, suspeitava-se estavam no prédio abandonado e ocupado na área da favela e que também pegou fogo. Os donos do terreno ocupado pelos moradores há 30 anos, como forma de negociar sua dívida com a prefeitura, ofereceram a área para entregar aos moradores, mas o governo, mesmo assim, optou por pedir a desocupação.
O mesmo prédio que pegou fogo há menos de duas semanas foi rapidamente implodido, a ponto da ação ter sido tão mal planejada que parte não desabou com os explosivos.
Hoje, o Bom Dia Brasil anunciou, finalmente, a intervenção dos governos municipal e estadual na Cracolândia. A PMSP decidiu, no último ano de Kassab e logo agora, deixar de fazer vista grossa e oferecer atendimento aos usuários de drogas, retirando-os da rua e da região. Será uma boa notícia se tivermos certeza daqui a dois meses, que estas pessoas estarão recebendo ainda tratamento. Mas será uma grande coincidência para fechar essa série e confirmar a hipótese do colega da Subprefeitura, se neste ano, a região da Cracolândia e da favela Moinho for tomada por grandes construções de imóveis com enorme capacidade de valorização, dessa vez com a atenção do poder público para a região. Já que não há investigação, vamos observar, conferir e, principalmente, sempre desconfiar.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Antes não tinha, agora tem! Incêndio em favelas

Kassab foi corretor de imóveis, foi membro do Sindicato da Habitação (Secovi) e do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). É dono de construtora em sociedade com Rodrigo Garcia, atual secretário de Alckmin e ex de Kassab. Quase foi cassado por suspeita de financiamento impróprio de campanha feito pela AIB (Associação de Imobiliárias do Brasil), construtoras e pelo Itaú. O Ministério Público não conseguiu provar que a AIB funcionava como fachada da Secovi. A especulação imobiliária ganha muito em São Paulo quando as famílias são retiradas de favelas em áreas nobres ou que serão valorizadas. Entre “2008 e 2009 o número de ocorrências de incêndios em favelas era inferior a 80, no ano passado, de janeiro a setembro, a cifra pulou para 95. Em 2011, o corpo de bombeiros já registrava 99 casos” em maio, segundo a reportagem abaixo reproduzida por Luis Nassif.

Política habitacional paulista e os incêndios nas favelas

Enviado por luisnassif, seg, 09/05/2011 - 13:31

Da Rolling Stone Brasil

Desapropriação forçada

Rolling Stone Brasil investiga a situação habitacional e a expansão imobiliária em São Paulo

São Paulo, 5 de maio de 2011 – A maior metrópole do país, São Paulo, tem hoje cerca de 800 mil famílias morando em favelas ou assentamentos precários. O número corresponde à quase um terço da população da capital. Nos últimos anos, intimidações armadas, desapropriações violentas e incêndios misteriosos parecem estar tentando mudar esse panorama. Na seção Conexão Brasilis da Rolling Stone Brasil de maio, nas bancas a partir do dia 9, os repórteres Ana Aranha e Mauricio Monteiro Filho apresentam uma investigação sobre este cenário. A reportagem inclui denúncias de moradores que já não acreditam mais em causas acidentais para as destruições de suas moradias.

Por mês, a Secretaria de Habitação gasta de R$ 4,5 milhões com o aluguel para famílias que aguardam a construção de prédios. Essas pessoas, transportadas de um lugar pra o outro sem planejamento, são o espelho dos descaminhos da política de planejamento urbano da capital mais rica do país. De acordo com relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Raquel Rolnik, a política habitacional utilizada pela prefeitura é "uma máquina de produzir novas precariedades".

Grandes eventos como a Copa do Mundo e obras de infraestrutura, na linha do Rodoanel, são responsáveis por remoções e despejos realizados sem nenhum respeito. "Às vezes, as famílias acabam em bairros piores, a 30, 40 quilômetros de suas moradias originais, quando o correto é que a condição nova seja sempre melhor", critica.

Raquel ainda acha estranho que, em grande parte dos casos, essas regiões coincidam com as áreas de maior valor no mercado imobiliário. E os moradores parecem concordar com a relatora da ONU. "Ninguém pode provar nada. Mas quem está aqui há muitos anos, como eu, desconfia", comenta um dos moradores das favelas atingidas por incêndios suspeitos.

Outra moradora que perdeu a casa em uma dessas ocasiões é mais enfática: "Foi criminoso, temos certeza". A afirmação vem embasada na demora dos bombeiros, que levaram mais de uma hora para chegar ao local e ainda foram com pouca água para combater o fogo.

Enquanto em 2008 e 2009 o número de ocorrências de incêndios em favelas era inferior a 80, no ano passado, de janeiro a setembro, a cifra pulou para 95. Em 2011, o corpo de bombeiros já registra 99 casos. E muitos acontecem em áreas que passam por litígio ou urbanização.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Paulo apresenta uma opinião bem diferente e otimista em relação às remoções. Aliás, o termo nem é utilizado pelo órgão. "Quem acha que a gente faz remoção é um ignorante de pai e mãe. A gente não desaloja ninguém. A gente constrói para eles", diz o secretário da habitação Ricardo Pereira Leite.

Ricardo afirma ainda que todas as famílias de favelas em processo de urbanização continuam na mesma casa, que é reformada. "Eu chamo de upgrade", completa e é apoiado por Elisabete França, superintendente de habitação popular da Secretaria Municipal de Habitação. "Eu chamo de ganhar na loteria", acrescenta.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os dois pesos da imprensa golpista

Quem não se limita a estar informado pelo monopólio dos meios de comunicação que age como uma quadrilha no eixo Rio/São Paulo tem discernimento suficiente para saber que há um grande esquema golpista. Sabe, por exemplo, que a dobradinha Veja e Globo atuou nas eleições publicando no sábado e reverberando no Jornal Nacional de sábado e segunda, as matérias que eram incrementadas durante a semana pela Folha e Estadão em São Paulo e pelo O Globo no Rio. Em um esquema mafioso eles atacavam a candidatura Dilma e blindavam a candidatura Serra. Quem acompanha blogs e redes informativas alternativas sabe que Civita, il capo da Abril que publica a Veja, mandou recado para a Presidenta que ia derrubar seu governo.
Nesse esquemão que esperou o segundo semestre com o objetivo de desestabilizar o governo Dilma, já conseguiram derrubar ministros sem precisar de uma evidência palatável do ponto de vista investigativo ou jurídico. Sem serem obrigados a ouvir dois lados ou de darem direito de resposta, já que a “ley de medios” que os obrigaria a isso nunca foi para o Congresso, eles publicam o que querem e praticam o que há de pior no jornalismo, se é que podemos chamar assim tal prática.
Se há quem duvide da parcialidade com que age essa mídia corrupta que pretende ser um quarto poder monocrático, lembremos do escândalo do Paulo Preto no governo Serra que estava na IstoÉ desde agosto de 2010, mas só se nacionalizou porque Dilma esfregou o caso na cara do seu adversário no primeiro debate do 2º turno, dois meses depois. Pouparam Serra o quanto puderam. E não há nenhum interesse dessas empresas em limpar o espaço público corrompido, pois sempre há um corruptor do setor privado e é bom que não se chegue neles. Orlando Silva saiu sem qualquer fato além do depoimento à Veja de um bandido condenado pela justiça. Depois foi esquecido pela imprensa, assim como seu Ministério. A bola da vez, o falastrão Lupi, esta sendo acusado de andar de avião. Esse é o furo de reportagem, publicado em conta-gotas e explorado semanalmente pelos inimigos do governo Dilma nos meios de comunicação, apenas para desestabilizar e criar crises com partidos aliados que dão a governabilidade. Se há evidências que sejam encaminhadas para a polícia e para a justiça. Que se apure, e que se julgue e condene, se for o caso. Mas o objetivo não é este. O que se quer é derrubar ministros e criar um clima de caos concentrado em Brasília, é claro. Tanto, que além de não ocupar os noticiários, aliados dessa mídia, como Kassab e Alckmin não precisam faxinar suas administrações.
Em junho, o médico Jorge Roberto Pagura somente pediu a Alckmin a demissão do cargo de secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude de São Paulo porque o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) abriu sindicância em que o mesmo era suspeito de receber dinheiro público por plantões não cumpridos no Hospital de Sorocaba, no interior de São Paulo, e já estavam presos outros 12 médicos.
Já o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, é mantido por Alckmin desde maio, mesmo após ser citado pelos líderes do esquema de fraudes em obras públicas de Campinas, conforme os grampos colhidos pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. Em um negócio envolvendo a Sabesp, Aparecido atuaria em uma votação a favor do interesse da quadrilha.
Alckmin, depois de impedir uma CPI para investigar as denúncias do deputado Roque Barbiere que afirmou em setembro que 30% de seus colegas vendem emendas parlamentares, poupou seu secretário de Meio Ambiente e deputado licenciado, Bruno Covas (PSDB) de ser sequer ouvido no Conselho de Ética da ALESP, sobre o esquema, após ter declarado que um prefeito teria oferecido propina a ele para o recebimento de emendas, mas encobriu o nome.
Kassab é outro que em abril disse não ver "razão nenhuma" para afastar seu secretário da Saúde, Januário Montone, mesmo sendo este citado na investigação do Ministério Público de São Paulo sobre a "máfia da merenda". Para o Prefeito de São Paulo bastou a atitude do secretário de se colocar à disposição. Para a mesma mídia que julga e condena ministros sem prova, também foi suficiente no caso paulistano.
Kassab também não viu problema algum ao nomear “para a Secretaria de Participação e Parceria Uebe Rezeck, ex-prefeito de Barretos que tem contra si seis condenações judiciais, uma delas confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça”. O homem de confiança do Prefeito está desde maio comandando um orçamento de R$ 96 milhões.
Nada disso é de se estranhar já que Kassab, mesmo acusado por enriquecimento ilícito na época em que foi secretário do Planejamento de Pitta e deputado estadual, não deixou de ser vice de Serra e candidato a prefeito eleito posteriormente. Seu patrimônio entre 1994 e 2008 cresceu 50 vezes o que não rendeu nenhuma capa da Veja. Kassab que teve o mandato cassado por um juíz eleitoral por um dia, responde a processo por serem consideradas ilegais as doações feitas pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB), construtoras e pelo Banco Itaú. Kassab é responsável, segundo especialistas, por tornar a prefeitura uma aliada da maior especulação imobiliária já feita em São Paulo. Faz sentido. Mas você não vai ver na tevê.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Até o Estadão e a CVM desconfiam que os bancos querem destruir a Petrobrás | Conversa Afiada

Publicado em 14/10/2010

O Dr Olavo e J. P. Morgan não fariam nada que a CVM pudesse perceber

Saiu no Estadão, pág. B1:
“Relatórios negativos sobre a Petrobrás poderiam ter saído antes da mega-oferta.”
Segundo a CVM, diz o Estadão, o Itaú e o Morgan Stanley, que derrubaram as ações da Petrobrás depois de tê-las vendido no mercado mundial, poderiam ter divulgado a análise sobre a empresa ANTES de venderam as ações na mega-oferta.
Ou seja, amigo navegante: o Itaú e esse banco americano venderam as ações pelo mundo afora e só DEPOIS dizem que elas não prestam !
Quem somos nós, ordinários blogueiros, para imaginar que instituições imaculadas como o Itaú e o Morgan fossem capazes de vender as ações pelo mundo afora, embolsar a comissão, derrubar as ações, fugir do IOF, se acobertar nos títulos públicos e, depois, com as ações da Petrobrás mais baratas, comprar de novo.
Jamais !
Jamais o Conversa Afiada imaginaria que isso fosse possível !
Nunca !
Este ordinário blogueiro conheceu o Dr Olavo Setúbal e sabe de que estofo moral ele era feito.
Este ordinário blogueiro leu – parte, evidentemente ! – da obra monumental de Ron Chernow – sobre a Casa de Morgan.
J. P. Morgan jamais participaria de uma operação tão rasteira que até a CVM percebesse.
Itaú e Morgan são instituições acima de qualquer suspeita !
Só agora a Comissão de Valores Mobiliários se manifestou.
A CVM poderia ler o Conversa Afiada, não é isso, amigo navegante ?
Clique aqui para ler: “Bancos, PiG e o Serra, unidos, trabalham para destruir a Petrobrás”.
Mas, a CVM é assim mesmo.
São aqueles policiais de Chicago que chegam aos bares da Lei Seca depois que o uísque falsificado foi escondido.
Clique aqui para ler sobre como o Gabrielli, presidente da Petrobrás, desmonta Serra, Davizinho e FHC com um carta  só.
Paulo Henrique Amorim

Até o Estadão e a CVM desconfiam que os bancos querem destruir a Petrobrás | Conversa Afiada

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Bancos, PiG e Serra: todos unidos contra a Petrobrás | Conversa Afiada

Publicado em 13/10/2010

Em política não há coincidência, dizia o Dr Tancredo

Eles querem tomar o pré-sal.
Vender a Petrobrax.
E, se não for possível, impedir que a Dilma diga que, no Governo Lula, a empresa de que ela foi Presidente do Conselho de Administração realizou a maior operação de lançamento de ações da História do Capitalismo.
Bancos.
O PiG (*).
E o Serra passaram a desconstruir a Petrobrás.
O Conversa Afiada já se perguntou: por que o Itaú e o PiG querem desconstruir a Petrobrás ?.
O Itaú é realizou uma peripécia singular.
Numa semana, o Itaú fazia parte de um restrito grupo de bancos que lançaram as ações da Petrobrás em TODO O MUNDO.
Na semana seguinte, o Itaú aciona a venda maciça de ações da Petrobrás, ao dizer que as ações da Petrobrás não valem um dólar furado.
Os teólogos do “mercado” – essa instituição com que a urubóloga Miriam Leitão se comunica em séances em Lourdes – dizem que existe uma “muralha chinesa” nos bancos: os “especialistas” que lançam as ações não falam com os “especialistas” que avaliam as ações.
Nos Estados Unidos tem muito “especialista” que foi parar na cadeia, porque pulou para o outro lado da muralha.
Essa operação baixista provocada, sobretudo, pelo Itaú nasceu de uma “inquietação” do “mercado”: as próximas denúncias da Veja de que a corrupção na Petrobrás tinha dimensões de um Paulo Preto.
Um horror !
Aí, o mercado teve medo da Veja e saiu a vender.
Na verdade, intencionalmente ou não, o gesto do Itaú coincidiu, acelerou ou anabolizou um movimento feroz no mercado de câmbio.
O investidor estrangeiro entrava, depositava a margem de garantia – às vezes não punha nem dinheiro, mas uma carta financeira – para aplicar no mercado futuro de cambio.
No mercado futuro e no cupom cambial.
Entrava com US$ 100 milhões e alavancava $ 700, $ 800 milhões de dólares.
Tudo para apostar na valorização do Real.
Em poucos dias, no fim da semana passada, essa operação movimentou US$ 20 bilhões.
O Governo correu e aumentou o IOF sobre a entrada de dinheiro estrangeiro – sobretudo americano – de 2% para 4%.
No mesmo dia, esse montão de dinheiro saiu a correr do mercado de câmbio e foi para títulos públicos.
Nessa fuga acelerada, vender a Petrobrás foi um grande negócio.
Vender Petrobrás, aplicar nos títulos do Tesouro, esperar a ação da Petrobrás desabar e comprar ela baratinha.
Enquanto isso, ficar aqui, na moita, atrás do biombo da Petrobrás, sem pagar IOF.
Ou seja, com o movimento de proteção do Governo brasileiro, que aumentou o IOF, o especulador encontrou um bom instrumento para se proteger e esperar a valorização do Real.
E esperar a queda das ações da Petrobrás – por causa da Veja …
Foi uma tacada de mestre.
Derruba as ações da Petrobrás.
Desmoraliza a Petrobrás.
Não deixa a Dilma citar a Petrobrás.
Espera a valorização do Real.
E dá uma mãozinha ao Serra.
O Serra, como se sabe, espera a Cápsula Fênix 2 para sair do buraco.
Essa foi uma tentativa.
Falta combinar com o Governo brasileiro.
Que não vai ficar em 4% de IOF.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Bancos, PiG e Serra: todos unidos contra a Petrobrás | Conversa Afiada