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sábado, 23 de julho de 2011

Tijolaço: Estadão na Idade da Pedra. Vale não pode produzir aço

Publicado em 21/07/2011

Joaquim Silvério dos Reis daria um bom presidente da Vale, na visão do Estadão

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O Conversa Afiada reproduz post do Tijolaço, de Fernando Brito:

Dependesse do Estadão, o Brasil nem faria aço
O Estadão, hoje, tem um daqueles momentos de sinceridade antológicos.
É o editorial intitulado “A Vale ainda não entrou na produção de aço, felizmente“.
Depois de algumas lágrimas por Roger Agnelli, o jornalão começa a entregar o seu pensamento colonial.
Por ele, o Brasil ainda seria um pequeno país atrasado, que nem mesmo produziria aço.
Comemora o fato de não aparecer um sócio capaz de colocar dinheiro no projeto da Cia. Siderúrgica de Ubu (CSU) que a Vale pretende instalar no Espírito Santo.
Como se sabe, só há dinheiro de capitalistas para investir em especulação com dólar, uma coisa extremamente mais útil ao país do que produzir aço.
Produzir aço, no Brasil, é algo supérfluo e antieconômico.
Pelo  Estadão, o Brasil só exportaria minério de ferro.
Aquela tal de Companhia Siderúrgica Nacional – esqueça os livros de história que dizem que ela foi fundamental para a industrialização do país – não deve ter passado de um arroubo populista de Vargas.
Afinal, diz o porta-voz de nossas oligarquias, nossas jazidas são “praticamente inesgotáveis”.
E desfaz da óbvia vantagem de podermos fazer aço perto das “jazidas praticamente inesgotáveis” porque  com “o uso de navios gigantescos, se tem reduzido muito nos últimos anos (o custo de se transportar milhões e milhões de toneladas de minério bruto), especialmente quando esses navios podem retornar transportando petróleo”.
Viram que beleza? Exportamos mais ferro e importamos mais petróleo. Só falta sugerir que deixemos lá este “petróleo anti-econômico” do pré-sal.
Evidente que ninguém quer que o Brasil deixe de exportar minério. Mas o que temos é de resolver os problemas estruturais que nos impedem de avançarmos, como poderíamos, na competividade em matéria de siderurgia.
Mas para que resolver problemas, se podemos vender nosso minério, fresquinho, arrancado do chão? O buraco que eles deixam, a riqueza que se vai, nada disso é importante. Importante são os lucros rápidos e de baixo investimento que fazem adorável a nossa elite colonial.
É o modo Joaquim Silvério dos Reis de pensar o Brasil.

Em tempo: é na pág.27 que o Globo conta: “Planalto cobra de Petrobrás e Vale acordo sobre exploração de potássio.”
“Dilma quer ampliação da produção nacional de insumo básico de fertilizantes”
“A presidente convocou ao Palácio do Planalto os presidentes das gigantes Petrobrás e Vale do Rio Doce (este é o nome completo – PHA), José Sergio Gabrielli e Murilo Ferreira, e cobrou deles rapidez para fechar o acordo sobre a exploração da mina de cloreto de potássio de Itaquiri-Vassouras (ela está com a mania de vassoura … – PHA), a unica em atividde no Brasil.”

Como se vê, a Presidenta reassumiu o papel que a participação acionária lhe atribui: a de comandante da Vale do Rio Doce.
Antes, como se sabe, quem mandava na Vale era o PiG (*).

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Petrobras encomenda sete navios-sonda. No Brasil

O Deepwater Discovery se paga em três anos

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A Petrobras agia como o Agnelli no governo do Farol de Alexandria.
Uma das razões da eleição de Lula em 2002 foi anunciar no Rio que um de seus primeiros atos seria cancelar a encomenda de navios que a Petrobrax tinha feito no exterior.
Leia o que saiu no Tijolaço:

Petrobras encomenda sete navios-sonda. No Brasil
O blog Fatos e Dados , da Petrobras, divulga hoje a constituição, sexta-feira, da Sete BR, uma empresa formada para assumir, em conjunto com o vencedor da licitação, o Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, a contrução de sete navios-sonda destinados à exploração do pré-sal.
O assunto mereceu pouca importância na imprensa, mas os números envolvidos nesta transação mostram que ela é um dos maiores negócios do mercado de construção naval dos últimos tempos.
A encomenda soma US$ 4,6 bilhões, cerca de de US$ 662 milhões por sonda. E as sete encomendadas são apenas um quarto das 28 previstas para o plano de prospecção e exploração do pré-sal. E este resto está deixando louco o mercado mundial de sondas de perfuração de poços de petróleo, como registrou, na semana passada, a Agência Reuters.
Elas pressionam, alegando que, compradas no exterior, as sondas custariam cerca de US$ 500 milhões. É o argumento “Agnelli” que justificou a compra dos supergraneleiros na China e na Coreia e que deixou fulo da vida o ex-presidente Lula.
Para eles, é claro, não importa que um investimento deste porte gere emprego, renda, impostos e, sobretudo, tecnologia e melhoramento em nossa indústria.
A Petrobras está avaliando o processo de contratação das outras 21 sondas.
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, admite que, inicialmente, sondas e navios custam mais no Brasil, mas tendem a convergir para os preços internacionais com o passar do tempo e o avanço das encomendas. Augusto Mendonça, da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore, garante que  a construção das sondas já assegura a instalação de, ao menos, mais três estaleiros no país.
É compreensível a pressa. O aluguel de navios-sonda é caríssimo. Este aí da foto, o Deepwater Discovery, tinha aluguel diário de 425 mil dólares, segundo a Veja, em 2008. Portanto, a construção de uma nave assim se paga em pouco mais de três anos.
Vamos torcer para que a petrobras, como ajudou na formação do consórcio Sete BR para estas sonda iniciais, encontre a forma de fazê-las todas aqui.
E, se não encontrar, que a Presidenta Dilma, como Lula queria fazer no caso da Vale, bata o martelo: façam aqui, porque é deste povo e deste país o petróleo que ela vai buscar.

terça-feira, 17 de maio de 2011

No PNBL, Telebrás confirma uso de rede da Petrobras

Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

No PNBL, Telebrás confirma uso de rede da PetrobrasContrato prometido desde o o ano passado pode ser o passo que faltava para pôr o o PNBL em prática (Foto: Nicolas Raymond/Sxc.hu)
A rede de fibra ótica da Petrobras, que interliga a região Sudeste do país mais Brasília, será usada no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A novidade é que a Telebrás assinou o acordo definitivo com a a estatal do petróleo, o que permite a instalação de equipamentos ao longo da rede, que coincide com os gasodutos da empresa. A informação, do jornal Valor Econômico, foi confirmada por Rogério Santanna, presidente da Telebrás.
Outros dois acordos devem ser firmados em breve para aproveitar as redes da Petrobras nas regiões Nordeste e Sul.
Considerando-se 100 quilômetros de distância da rede da Petrobras no Sudeste – que inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília –, 700 cidades estão incluindo. A Telebrás deve pagar R$ 94,9 mensais por quilômetro e par de fibra utilizados, pagos seis meses depois do início da vigência do contrato, mas o jornal não informou valores finais do acerto.
O contrato estava prometido desde o lançamento do plano, em 2010, e pode ser o passo que faltava para pôr o o PNBL em prática. Além da Petrobras, redes instaladas em linhas de transmissão de energia elétrica da Eletrobras também serão aproveitadas. Para esta parte, falta o aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A meta do governo é oferecer banda larga a até R$ 35 em 800 municípios até o fim do ano – o que representa uma redução do objetivo inicial, que previa 1.163 cidades atendidas ainda em 2011.

* Helena Sthephanowitz™ é jornalista e autora do blog Os Amigos do Presidente Lula e do Os Amigos do Brasil. Ela escreve no Na Rede, da Rede Brasil Atual.

No PNBL, Telebrás confirma uso de rede da Petrobras — Rede Brasil Atual

sábado, 5 de março de 2011

Dilma adota estratégia de exportação para o pré-sal

março 4th, 2011 | Autor: Jussara Seixas

O governo brasileiro quer se tornar grande exportador de gás e petróleo aos Estados Unidos, para evitar que os combustíveis extraídos da camada pré-sal no litoral do Brasil reduzam a proporção de fontes de energia “limpa”, renovável, como a hidroeletricidade, na matriz energética brasileira. A intenção de exportar a maior parte do petróleo e gás do pré-sal para não “sujar” a matriz foi comunicada pela presidente Dilma Rousseff a enviados do governo americano que estiveram no país em preparação à visita do presidente Barack Obama.A estratégia brasileira foi bem recebida em Washington, onde a oferta é vista como uma oportunidade para concentrar no continente americano cada vez mais os fornecedores de combustível fóssil aos EUA, reduzindo a dependência em relação ao Oriente Médio. Ainda não estão concluídas as conversas para o mecanismo que consolidará essa cooperação na área de energia, mas o tema já está escolhido como um dos principais assuntos da visita de Obama ao país e de seu comunicado conjunto com Dilma Rousseff, no sábado, dia 20.

O interesse em ter os EUA como grande consumidor do petróleo do pré-sal foi comunicado por Dilma, em fevereiro, ao secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner e, em janeiro, aos senadores republicanos John McCain e Jonh Barrasso. Os EUA obtêm do Canadá e do México, seus maiores fornecedores, pouco mais de um terço do petróleo que importam; outro terço vem da Arábia Saudita, Nigéria e Venezuela. O Brasil é o décimo maior fornecedor aos EUA.

A perspectiva de obter no Hemisfério Ocidental, em região de influência americana, a maior parte do petróleo consumido nos EUA é recebida com entusiasmo em Washington, segundo uma autoridade que acompanha os preparativos para a vinda de Obama. Mesmo com o aumento da produção local, o Escritório de Energia Americano prevê que o país continuará importando cerca de metade do petróleo que consome e só em 2035 deve reduzir essa parcela a 45%.

O Eximbank americano já ofereceu à Petrobras desde 2010 financiamento de até US$ 2 bilhões para investimentos no pré-sal, com participação de empresas do país. A oferta de linhas do mesmo porte deve ser oficializada durante a visita do presidente americano para financiar joint ventures de companhias brasileiras e americanas no exterior, especialmente na África, em projetos de infraestrutura e exploração mineral.

A tentativa da Exxon de explorar poços em águas ultraprofundas foi malsucedida, como registrou a empresa em seu balanço, no ano passado, ao contabilizar como perdas dois poços na bacia de Santos onde investiu algumas centenas de milhões de dólares antes de considerá-los inviáveis comercialmente. A empresa teria obtido, porém, informações geológicas importantes que poderão ser usadas em novas tentativas, segundo uma fonte que acompanha o assunto.

Fonte: Valor Econômico

Dilma adota estratégia de exportação para o pré-sal

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lucro da Petrobrás é espetacular: R$ 35 bi. Alô, alô, Globo ! Vai encarar ?

Só para irritar o Ali Kamel

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Saiu no G1:

Petrobras tem lucro líquido recorde de R$ 35,2 bilhões em 2010
Valor representa alta de 17% em relação aos R$ 30,051 bilhões de 2009. No quarto trimestre, ganhos chegaram a R$ 10,6 bilhões.
Bernardo Tabak Do G1 RJ
A Petrobras fechou 2010 com lucro líquido recorde de R$ 35,189 bilhões, alta de 17% em relação aos R$ 30,051 bilhões apurados em 2009. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) pelo diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Almir Guilherme Barbassa, em entrevista coletiva na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. “Fizemos a maior capitalização da história, de R$ 120 bilhões”, destacou o diretor.
Somente no quarto trimestre do ano passado, a estatal registrou lucro líquido de R$ 10,602 bilhões, valor 24% superior aos R$ 8,566 bilhões do trimestre anterior. “O quarto trimestre também foi recorde para a empresa”, destacou Barbassa.
“Alguns dos fatores que levarem ao lucro recorde foram a redistribuição do portfólio financeiro, que gerou menos impacto para as contas da empresa. O processamento de 4% a mais de óleo nacional, o aumento do refino de diesel, o nível de geração e de venda de gás também aumentou muito. Tudo isso contribuiu para esse resultado”, detalhou o diretor.
Barbassa também falou a respeito do aumento da produção da Petrobras. “A produção de gás natural cresceu 5% em 2010, em comparação com 2009. A atividade econômica crescente no Brasil provocou uma demanda muito grande pelo gás natural e, claro, por outros tipos de gás, como o GLP (gás liquefeito de petróleo), entre outros combustíveis. Entretanto, com a produção de gás ainda é muito menor do que a de petróleo, o aumento da produção total ficou em 2%”, explicou.
Em 2010, a Petrobras investiu R$ 76,411 bilhões, ante R$ 70,757 bilhões em 2009. “O investimento em 2010 ficou 14% abaixo do que esperávamos investir. Mas isso já esperado, pois ocorrem atrasos em entregas de equipamentos, algumas licitações não são feitas”, disse o diretor.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) — que mede a capacidade de geração de caixa — foi de R$ 60,323 bilhões no ano, com alta de 1,4%, e atingiu R$ 14,584 bilhões no trimestre, um aumento de 1,9%.
Nesta sexta-feira, o Conselho de Administração aprovou o pagamento R$ 2,217 bilhões de juros sobre o capital próprio, que corresponde a R$ 0,17 por ação. Ainda vão ser pagos R$ 1,565 bilhão de dividendos”
O balanço está de acordo com os padrões internacionais de contabilidade (International Financial Reporting Standards – IFRS).
(Com informações do Valor Online)

Navalha

NAVALHA

O Globo é o jornal que tenta destruir a Petrobras desde que foi fundada pelo Dr Getulio, em 1953.

Na época, o Roberto Marinho trabalhava de mãos dadas com o Assis Chateaubriand e a Embaixada americana.

Hoje, com o Estadão, Roberto Campos, o resto do PiG (*) e a Chevron do Cerra.

E talvez a Embaixada americana, nunca se sabe.

É preciso esperar pelo WikiLeaks.

O record espetacular desmoraliza os jenios neoliberais que ocupam os jornais do PiG (*) para subir na vida à custa da Petrobras.

Recentemente, o Economista-Chefe do banco espanhol Santander tentou desqualificar a Petrobras num debate público.

Ele disse também que no Orçamento da União, com a Dilma, cabe qualquer coisa.

Deve ser alguma viúva da Petrobrax, que o Nunca Dantes sepultou no fundo do mar, ao lado da P-36.

Como diz um blogueiro ansioso: a eleição de 2010 foi sobre o pré-sal.

A de 2014 também será.

Quem mandará no pré-sal: o povo brasileiro ou a Chevron do Cerrra ?

Em tempo: liga o Vasco. É o maior lucro de uma empresa negociada na Bolsa do Brasil. Quem vai cortar os pulsos é aquele Agnelli da Vale.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Lucro da Petrobrás é espetacular: R$ 35 bi. Alô, alô, Globo ! Vai encarar ? | Conversa Afiada

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Lula redesenhou o mapa do Brasil

Conversa Afiada

O ansioso blogueiro foi a Suape dar um abraço em Lula

Este Conversa Afiada se permite dizer há muito tempo que, desde Vargas, nenhum outro Presidente viu o mapa do Brasil inteiro, diante de si, como Lula.
Lula acelerou dois movimentos de mobilidade: vertical, com a ascensão social; e na horizontal, com a integração do País, economicamente.
E o Farol de Alexandria continua a achar, na sua secundária perspectiva, que a Dilma e o Lula não tem estratégia – clique aqui para ver como Nassif disseca a subalternidade do pensamento do Farol de Alexandria.
JK levou o Brasil para São Paulo.
Lula levou o Brasil para o Brasil, inteiro.
Saiu no Valor de hoje, na pag. A3:

“Petróleo e ferrovias dinamizam portos do Norte e do Nordeste”

Trata-se de reportagem de André Borges que fala da crescente papel dos portos de Vila do Conde (Para), Itaqui (Maranhão), Pecem (Ceara) e Suape (Pernambuco) na movimentação da carga no País.
E como a expansão ferroviária e a Petrobras participam desse movimento de integração econômica irreversível.
Ainda este ano, a Ferrovia Norte-Sul, que São Paulo dinamitou no Governo Sarney, começa a licitar tráfego de cargas.
A FNS concluiu o trecho Norte e vai dinamizar Vila do Conde e Itaqui.
Vila do Conde, ainda, vai se beneficiar da recente inauguração das eclusas de Tucuruí.
Itaqui vai transportar grãos do Norte e se fortalecer com a refinaria Premium que a Petrobras constrói ali perto, para desespero dos “especialistas”.
A Ferrovia Trans-Nordestina vai cortar o Sertão, em 1.728 km.
Vai ligar o interior do Maranhão e do Piauí a Pecem, no Ceara, e a Suape, em Pernambuco.
Pecem terá que ajudar a outra Premium da Petrobras – para desespero dos “especialistas” – e dar conta da siderúrgica que a Vale constrói ali perto.
E daqui a pouco entra em funcionamento a termoelétrica do Eike Batista 
Por fim, Suape, que ajuda a fazer uma revolução em Pernambuco – clique aqui para ler “Suape fez uma revolução em Pernambuco e Eduardo Campos dá de 10 a 0 em Cerra”. e “Bacelar: nunca vi o Nordeste melhor”.
Ali em Suape a Petrobras constrói a refinaria Abreu e Lima, que  vai produzir 230 mil barris/dia.
Daqui a pouco chega a fabrica da Fiat, que Minas perdeu para Pernambuco: um investimento de R$ 3 bilhões para produzir 200 mil carros por ano.
O estaleiro Atlântico Sul prevê expansão e a Petroquímica Suape se instalara.
A produção agrícola e mineral vai sair do interior do Maranhão e do Piauí, pegar a Trans-Nordestina e escolher: sai por Pecem ou por Suape ?
Tudo isso e’ resultado de um projeto que o Globo chama de “empacado “- o PAC do Lula e da Dilma.
(Não esquecer que o maior projeto industrial em curso no Brasil, hoje, é o complexo Comperj, no Rio, uma integração de refinaria com industria petroquímica, sob o impulso da Petrobras, que, um dia, foi Petrobrax.)
Os militares falavam em “integrar a Amazônia para não entregar “.
Era uma visão estreita, nacionalisteira, que só pensava na Chevron – Cerra e Roberto Campos é quem entendem de Chevron.
Não levava o brasileiro, o povão, para a mesa de negociação.
Lula pensou na frente, olhou com os olhos de Vargas.
Pensou em integrar na geografia e no bolso.
Espalhou o crescimento econômico e botou dinheiro e educação ao alcance do pobre.
O crescimento não fica mais restrito aos 20 milhões de brasileiros que vivem na Republica da Daslu.
Lula criou um País de 200 milhões.
Lula redesenhou a geografia econômica do Brasil.
Saravá!

Paulo Henrique Amorim

Lula redesenhou o mapa do Brasil | Conversa Afiada

Petrobras é a 3ª maior empresa de energia do mundo

Os Amigos do Presidente Lula
A Petrobras avançou mais uma posição e passou do quarto para o terceiro lugar no ranking PFC Energy 50 - consultoria de energia com atuação junto a empresas e governos de todo o mundo. Segundo publicação, a Petrobras completou dezembro de 2010 com US$ 228,9 bilhões, à frente de gigantes como a Shell e a Chevron, que ficaram, respectivamente, na quarta e quinta posição.

A ExxonMobil, com valor de mercado de US$ 368,7 bilhões, ficou com a primeira posição do ranking. O segundo lugar ficou com a PetroChina, com valor de mercado 18% menor que a líder (US$ 303,3). A publicação divulgada nesta segunda-feira lista as maiores empresas de energia do mundo em valor de mercado.

As informações foram divulgadas pela própria Petrobras que ressalta, ainda, o fato de a consultoria PFC Energy ter destacado a "constante ascensão da Petrobras, que passou de 27º lugar, na primeira edição do ranking em 1999, para a terceira colocação em pouco mais de uma década".

"Segundo a consultoria, o valor de mercado da companhia, que era de US$ 13,5 bilhões naquele ano, cresceu a uma taxa composta de 27% ao ano. Ainda de acordo com a PFC Energy, o recuo no preço das ações da Petrobras em 2010 foi compensado pela capitalização de US$ 67 bilhões", diz a nota da estatal.

A PFC Energy publica anualmente o ranking das 50 maiores companhias de energia com ações em bolsa e tem como principal critério o desempenho no mercado de capitais. Fundada em 1984, a PFC Energy tem escritórios em Washington, Paris, Houston, Bahrain, Lausanne, Kuala Lumpur e Buenos Aires.

Confira as dez maiores empresa de energia, segundo a pesquisa:
ExxonMobil US$ 368,7 bilhões
PetroChina US$ 303,3 bilhões
Petrobras US$ 228,9 bilhões
Royal Dutch Shell US$ 207,9 bilhões
Chevron US$ 183,6 bilhões
Gazprom US$ 149,4 bilhões
BP US$ 136,3 bilhões
Total US$ 124,5 bilhões
Schlumberger US$ 113,9 bilhões
CNOOC (China National Offshore Oil Corporation) US$ 106 bilhões

Agência Brasil

Os Amigos do Presidente Lula: Petrobras é a 3ª maior empresa de energia do mundo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Petrobras desmoraliza a Folha. E mantém encomendas no Brasil

Conversa Afiada

A Petrobras podia era parar de comprar a Folha

Saiu no blog da Petrobras:

Conteúdo nacional: carta à Folha
A Petrobras desmente com veemência matéria publicada com chamada de capa no jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira (24/1), sob o título “Petrobras quer reduzir compras no país”. A Petrobras não cogita nem pleiteou ao governo a redução de sua meta de índice conteúdo nacional. A empresa reafirma, da mesma forma que informou à Folha antes da publicação da matéria, que não há atraso no cumprimento das metas, nem qualquer movimentação contrária à sua ampliação.
A Folha de S.Paulo ignorou informações fornecidas pela Petrobras em 21/1, sobre a intensificação de medidas de incentivo, cobrindo áreas estratégicas para as empresas, como tecnologia, finanças e gestão. É mentirosa a informação sobre reuniões entre a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia para discussão destas questões nas últimas semanas.
Com um crescimento de 400% nas contratações no País, a política da Petrobras de participação máxima do mercado nacional na aquisição de bens e serviços no Brasil elevou o conteúdo nacional mínimo de 57%, em 2003, para 77,34%, em 2010. A confiança da Petrobras no mercado supridor nacional e a capacidade de resposta desse mercado permitiram que a parcela nacional das contratações da Companhia registrasse um crescimento constante e acima da meta ao longo dos últimos anos. A política de estímulo à indústria nacional praticada pela Petrobras tem o objetivo de utilizar seu poder de compra para ampliar a competitividade dos fornecedores nacionais.
A empresa tem realizado sistemáticas reuniões com empresários de pequeno, médio e grande porte, com o objetivo de estimular a indústria nacional a desenvolver sua capacidade de fornecimento de produtos, que vão desde parafuso até sondas marítimas.
Em relação à cessão onerosa, dentro do cronograma que vai até 2014, a empresa precisará contratar sondas e outros equipamentos no exterior para cumprir o prazo estabelecido por lei. Isso não significa, de forma alguma, deixar de cumprir as metas estabelecidas. Usar essa informação no contexto da reportagem é, no mínimo, má-fé.

Petrobras desmoraliza a Folha. E mantém encomendas no Brasil | Conversa Afiada

domingo, 9 de janeiro de 2011

Vale terá de investir no país e pagar mais royalties

A Vale foi privatizada por FHC a preço de banana em um processo suspeito com desdobramentos até os dia de hoje. Só produz ferro. Nenhum valor agregado. Paga 2% de Royalties contra os 10% da Petrobrás. O governo é acionista e o grande entrave para trazer retorno para o país no mandato de Lula foi Agnelli, Presidente deixado por FHC na condução da empresa. Agora ele sai e o governo Dilma pode interferir na sucessão. Vai tarde.

Ufa ! Agnelli vai embora. Vale tem que pagar mais royalty

Publicado em 07/01/2011

Ele também só vendia um produto: gasolina

Extraído do site Carta Maior:

HORA DE COBRAR
VALE  PAGA MENOS ROYALTIES QUE A PETROBRAS
O tucano Roger Agnelli, presidente da Vale, está com os dias contados na direção da empresa  privatizada por FHC  em 1997. Seu mandato termina em março e não será prorrogado. O governo Dilma, através dos fundos de pensão das estatais e do BNDES (sócios da Vale), tem condições de interferir na sucessão. Agnelli travou uma queda de braço com o governo Lula nos últimos anos tornando-se um personagem à altura daquele que foi o mais indecoroso capitulo do processo de  privatização realizado pelo PSDB nos anos 90.
Vendida  quando era a principal estatal brasileira, a Vale rendeu ao Estado a  bagatela de  R$ 3,3 bi,  exatamente a metade do lucro líquido obtido em um único  trimestre de 2010 (R$  6,6 bi entre abril/junho do ano passado). FHC  não tremeu a voz  ao narrar uma fábula tucana no programa ‘Palavra do Presidente’, em 26/11/1996: ‘Vendendo a Vale’, justificou, ‘ nosso povo vai ser mais feliz, vai haver mais comida no prato do trabalhador ‘.
Nos  últimos anos, Agnelli  resistiu aos apelos do Presidente Lula para traduzir ‘a felicidade’ prometida por FHC em investimentos  que agregassem valor às exportações  brasileiras, em vez de simplesmente produzir buracos no país mandando minério bruto para o exterior. Não o fez. Pior que isso, a exemplo de todo o setor de mineração, a Vale  paga à sociedade menos royalties do que a Petrobrás: 2% contra 10%. Se reverter o processo de alienação tornou-se difícil, que se obtenha da mineradora, ao menos, uma alíquota dos lucros equivalente à propiciada pela estatal que mais adiciona investimentos à economia.
No momento em que o governo da Presidenta Dilma se propõe a erradicar a miséria no país, é hora de cobrar uma contribuição justa de quem há 13 anos usufrui riquezas, sem contrapartida proporcional. Não basta trocar Agnelli, é preciso trocar a lógica da espoliação.

NAVALHA

NavalhaO que será do PiG (*) sem o Agnelli ?
PiG transformou o Agnelli na versão Brad Pitt do John D Rockefeller: o maior de todos os empresários privados.
Tudo para demonstrar que a Petrobrás não presta.
Este ordinário blogueiro, como acionista da Vale, repete a revista Economist: a Vale vende um produto só (ferro) a um cliente só (a China).
E como diz a Carta Maior, não paga nada de royalty.
O que será do PiG sem o John D. Rockefeller ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Petrobras lança edital para novo concurso público nacional

O edital do concurso foi lançado no último dia 17. As vagas são para nível medio e superior

21/12/2010 - 08:07

A Petróleo Brasileiro S.A(Petrobras) divulgou na última sexta-feita(17),edital de concurso para provimento de 838 vagas além de cadastro reserva. Os candidatos devem se inscrever no site da Fundação Cesgranrio no período de 10 a 27/01/2011. A taxa de inscrição para os cargos de nível médio é de R$ 30,00. Já para nível superior, R$ 45,00.

As vagas para o nível médio estão divididas nas áreas de técnico de administração e controle, técnico de contabilidade, técnico de segurança, técnico químico de petróleo júnior, entre outros. Para o nível superior, as vagas estão distribuidas entre as áreas de administração, enfermagem, medicina, química, ciências contábeis, engenharias, geologia e comunicação social. 

A remuneração mínima inicial varia de R$ 1.801,37 a R$ 6.217,19. Além do salário, a Petrobras oferece benefícios como previdência complementar (opcional), plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico, psicológico e benefício farmácia) e benefícios educacionais para dependentes.

As provas objetivas serão realizadas nas cidades de Aracaju/SE, Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campinas/SP, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, João Pessoa/PB, Macaé/RJ, Maceió/AL, Manaus/AM, Mauá/SP, Natal/RN, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, Santos/SP, São José dos Campos/SP, São Luís/MA, São Mateus do Sul/PR, São Paulo/SP, Três Lagoas/MS e Vitória/ES, na data provável de 27 de fevereiro de 2011.

Infonet - Educação - Petrobras lança edital para novo concurso público nacional

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lula assina nova lei do petróleo, e veta emenda dos royalties

Os Amigos do Presidente Lula

O presidente Lula sancionou, nesta quarta-feira, o novo marco regulatório do petróleo, estabelecendo o regime de partilha de produção para as reservas conhecidas do pré-sal.
O presidente vetou a emenda feita no parlamento de mudança na distribuição de royalties entre Estados e municípios, e enviou mensagem ao Congresso Nacional de proposta substitutiva, buscando uma fórmula justa para todos.
Rio e Espírito Santo iriam à falência, caso essa emenda não fosse vetada, pois os royalties foram dimensionados como compensação pela perda da cobrança do ICMS sobre a produção.
"A sanção desse marco regulatório coloca três variáveis sob controle da União. Primeiro a do ritmo de extração e refino do petróleo. Depois a sintonia sobre a demanda de equipamentos da indústria nacional. E terceiro a destinação da renda gerada para o Fundo Social", afirmou Lula na cerimônia de assinatura. (Com informações da Ag. Reuters)

Os Amigos do Presidente Lula: Lula assina nova lei do petróleo, e veta emenda dos royalties

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Salário do Rio ultrapassa o de SP. 16 anos de tucanato

Conversa Afiada
Publicado em 20/12/2010

Alckmin, Serra e Covas tocam violino no Salão Nobre do Titanic

Saiu no IBGE informação que o PiG (*) tratou de ocultar.
Pela primeira vez, o salário médio do trabalhador do Rio é maior do que o salário médio do trabalhador de São Paulo.

Navalha

NAVALHA

O Rio passou a criar empregos que exigem mão-de-obra mais qualificada e, portanto, de salário mais alto.
A economia do Rio se beneficia e se beneficiará cada vez mais da industrialização movida a petróleo, pré-sal e Petrobrás.
Os salários que o Rio passou a pagar exigem mais estudo e são oriundos da indústria.
Como se sabe, a indústria cria mais empregos que o setor de serviços, especialmente os bancos, que aceleradamente trocam homem por computador.
O economista Márcio Pochmann – clique aqui para ler “A saída de Pochmann do IPEA será um desastre” – já tinha denunciado a redução do papel do Estadão de São Paulo no conjunto da economia nacional.
Pochmann ressaltou que São Paulo se tornou um Estado de agroindústria e bancos.
Onde a máquina e o computador expelem mão-de-obra e achatam os salários.
Inexplicavelmente, os partidos de oposição em São Paulo não discutiram esse tipo de esvaziamento durante a campanha que elegeu Geraldo Alckmin no primeiro turno.
Covas, Alckmin e Serra afundaram São Paulo.
O PiG (*) escondeu essa informação.
Vasco, navegante de longo curso, que não tem mais nada para fazer na véspera do Natal, assistia à Globo News quando foi alvejado por essa informação que parecia original.
Não era.
A Globo News, simplesmente, tinha feito uma escavação de material noticioso antigo.
O PiG (*) protege São Paulo por alguns motivos.
Primeiro, porque São Paulo é a Santa Sé do tucanato e da ideologia neo-liberal.
Segundo, porque o Globope se sustenta com dois mil domicílios na Grande São Paulo e a Indústria da Publicidade leva o Globope e a Globo a sério.
Terceiro, porque a Folha e o Estadão preferem dançar a valsa de Strauss ao som de violinos no Salão Nobre do Titanic a botar a cabeça para fora da janela.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Salário do Rio ultrapassa o de SP. 16 anos de tucanato | Conversa Afiada

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Porque as petrolíferas apostavam em Serra

Altamiro Borges
Reproduzo artigo de Luis Nassif, publicado em seu blog:
A divulgação pela WikiLeaks das conversas entre a representante da Chevron (uma das sete irmãs petrolíferas) e o então candidato a presidente José Serra foi significativa. Nelas, Serra aconselhava as multinacionais a saírem do país e aguardarem sua eleição – quando então mudaria a lei do petróleo para permitir sua exploração por estrangeiros.
É apenas um capítulo na imensa reestruturação por que passa o setor.
Segundo Edmar Luiz Fagundes de Almeida, do Grupo de Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRL), na década de 70 a ideia predominante era do fim da era do petróleo.
A elevação dos preços do petróleo, sua geopolítica extremamente complexa (produção concentrada em áreas em litígio), dificuldades com novas reservas, lançaram como prioridade a questão da segurança energética – um país ser auto-suficiente na energia consumida.
A maioria dos países produtores passou a explorar seus campos com suas próprias empresas estatais, deixando as antigas sete irmãs meio perdidas atrás de um reposicionamento.
No único local do globo em que se abriu para elas a possibilidade de exploração – a África – viram-se à frente com uma feroz competição chinesa.
***
Hoje em dia analisam-se os combustíveis sintéticos (carvão e gás) e há incertezas sobre o combustível potencialmente vencedor. Em uma temporada parece ser o etanol de cana, na outra, a alga, agora é o verão do óleo de palma.
Nos Estados Unidos, por exemplo, metade de produção de gás sai de energia não convencional do xisto. Há uma onda de carvão sustentável com captura de CO2. Pelo menos quarenta países consideram a possibilidade de investir pesadamente em energia nuclear.
***
Diante de tantas possibilidades, explica Edmar, a discussão está muito focada apenas na tecnologia, que é um dos espaços de possibilidades. Para que uma energia seja viável, necessita de aceitação social, economicidade.
De 2002 a 2007, auge da produção de petróleo, sem conseguir renovar seus campos de exploração, essas empresas foram se tornando cada vez mais empresas de gás.
As cinco maiores ficaram com enormes sobras de caixa, sem ter onde investir. A maior parte amortizou dívidas ou distribuiu mais dividendos do que investimentos, ou então recomprou suas próprias ações.
Na década de 90, um presidente da Exxon declarou que não iria jogar dinheiro do acionista em energia alternativa. A Shell dizia que jamais investiria em etanol de primeira geração. Agora, associou-se à brasileira Cosan.
***
O pior , para elas, é que o petróleo continuará sendo a energia dominante nos próximos trinta anos, explica Edmar, mas não mais sob seu controle.
Óleo barato não está mais acessível. Quem dispor de tecnologia de ponta conseguirá obter renda tecnológica.
Nesse cenário, o pré-sal representa a fronteira geológica de maior viabilidade econômica, mais viável do que o óleo betuminoso, que o petróleo pesado da Venezuela.
Por aí se entende a razão da vitória de Serra interessar tanto às grandes petrolíferas.

Altamiro Borges: Porque as petrolíferas apostavam em Serra

Imagem: Blog Serra Não

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Obama: o petróleo é nosso, e o Zezinho também.

Mais humor do Blog TIA CARMELA E O ZEZINHO

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, foi novamente vitimado pelas ações do Wikileaks.
Conforme já havíamos noticiado, a participação do Presidente de Nascença na negociação do Acordo CARACU EUA-Brasil é citada em várias mensagens da diplomacia dos EUA, que foram levadas pela enxurrada moral do vazamento. O vazamento é tão grande que a casa do pres. Zezinho, que já  estava ameaçada, corre risco de cair.

Obama elogiou o pres. Zezinho em seu discurso.

A mensagem mais polêmica transcreve uma conversa do presidente Barack Obama com sua chapa Hillary Clinton. Em uma reunião sobre os interesses dos EUA no Brasil, o  grande líder pacifista mundial comentou: “o petróleo é nosso, e o Zezinho também”.
Wikileaks vazou também  uma informação sobre uma discreta reunião do Maior dos Economistas com a representante de uma empresa petrolífera do grande irmão do norte. O convescote privado fez parte da longa série de negociações para o Acordo CARACU EUA-Brasil, no qual os EUA entrarão com a primeira parte.

Pelo diálogo, pode-se ver a serenidade do grande estadista. Ele recomenda calma a sua aliada, dizendo que, quando assumisse o lugar que é seu por direito divino, mudaria as regras de exploração do petróleo do pré-sal para facilitar os negócios das irmãs do ouro negro: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”

Tiro pela culatra

O interesse do Wikileaks era desestabilizar a  liderança inconteste do Maior dos Patriotas no cenário brasileiro e mundial.

 

A ciclonudista Soninha Copélia é de uma linha mais natureba, mas também trabalha com entregas.

Mas o feitiço virou contra o feiticeiro. Wikileaks  só conseguiu que o Maior dos Filhos da Mooca fosse mais admirado ainda. Agora, o mundo conhece melhor os grandes esforços do pres. Zezinho para fazer com que as grandes companhias de petróleo dos EUA explorem o pré-sal em lugar da obsoleta, incompetente e anti-brasileira Petrobrás.
O pres. Zezinho planeja, ao dar uma mão a  essas que são as mais  éticas e ambientalmente responsáveis empresas do mundo, fazer com que nossa Pátria entre em um novo período de paz, progresso, prosperidade e justiça social, como em outros países onde essas benévolas companhias operam.

Comentário da tia Carmela

QUADRILHA: UDN organizou uma bela festa junina em Miami para comemorar a elogiosa referência do pres. Obama ao pres. Zezinho.

Quando era menino, às vezes o Zezinho ia ajudar o pai no Mercadão. Ele não gostava muito de ficar na banca. O que ele gostava mesmo era de ir fazer entregas. Ele sempre pedia pro seu Francesco: “pai, não tem nenhuma entrega para eu fazer?”. Quando tinha alguma coisa para ele entregar, precisa ver como ele saía todo feliz. Na maioria das vezes, as entregas eram muito grandes para ele carregar, mas ele fazia questão de ir com o empregado da banca, só para sentir o gostinho de entregar. E quando tinha entrega nas Lojas Americanas, na Rua Direita, então? Ele ia todo serelepe…

WikiLeaks: Globo evita o caso ‘Serra – Pré-Sal’

Conversa Afiada

Eric Clapton, o mais relevante fato do Wikileaks, segundo a Globo

O Bom (?) Dia Brasil abordou o tema Wikileaks – que o Bonnner chamava de uaiquiliquis – mas não falou o mais importante.
Clique aqui para ler “Cerra, o 2º maior dos entreguistas”.
Confira post do Blog do Nassif:

Globo evita o caso Serra-Pré-Sal
Por chico rasia

No Bom Dia Brasil de hoje, a chamada prometia “novas revelações” dos documentos da Wikileaks. O que a Globo nos entregou foi uma reportagem que parecia querer colocar um ponto final no caso. E, claro, nenhuma, nem umazinha palavra sequer sobre as negociações do Pré-Sal. Já sobre a admiração do filho de Kim Jong-Il por Eric Clapton, isso sim mereceu preciosos segundos do noticiário…

Do Bom Dia Brasil

De volta a tribunal, dono do WikiLeaks pede liberdade condicional

Os advogados de Julian Assange tentam evitar que ele seja extraditado para a Suécia, onde enfrenta acusações por crimes sexuais.

O fundador do site WikiLeaks, que está preso, tem hoje uma audiência no tribunal de Londres. Os advogados de Julian Assange pedem a liberdade condicional. Tentam evitar que ele seja extraditado para a Suécia, onde enfrenta acusações por crimes sexuais.

Nas últimas três semanas, com a divulgação de menos de 1% das mais de 250 mil mensagens secretas que afirma possuir, Julian Assange chacoalhou o mundo diplomático. Deixou os americanos numa terrível saia justa e foi parar na cadeia – não exatamente por causa dos vazamentos. O australiano que desafiou a superpotência está numa prisão britânica sob a acusação de estupro e ameaça, principalmente se continuar preso, distribuir mais e mais mensagens secretas.

Autoridades americanas tentam encontrar uma forma de processar o hacker-jornalista em um tribunal nos Estados Unidos. Aliás, uma das discussões dos analistas é como qualificá-lo: jornalista, hacker, ativista ou terrorista? Certo é que os vazamentos do WikiLeaks caíram como uma bomba sobre as relações diplomáticas americanas.

Basta lembrar que o presidente do Afeganistão foi chamado de “paranóico”. Os líderes russos Vladimir Putin e Dimitry Medvedev foram comparados a Batman e Robin. O iraniano Mahmoud Ahmadinejad virou Hitler. O presidente francês foi chamado de “autoritário”. Desqualificado, Nicolas Sarkozy foi tratado como “um imperador sem roupas”.

Ex-parceiros de Assange dizem que o site WikiLeaks virou uma máquina de ataque contra o governo americano. Um deles resolveu até lançar concorrência. Prometendo retomar a suposta imparcialidade do projeto original e manter caminho livre para informantes do mundo inteiro, nascerá em breve o OpenLeaks. É a certeza de que vem mais notícia por aí.

Documentos vazados pelo WikiLeaks mostram que o astro Eric Clapton um ídolo do filho do ditador norte-coreano, Kim Jong-Il. O artista chegou até a ser convidado a fazer um concerto na capital Pyongyang.

Um telegrama do embaixador americano em Seul, na Coreia do Sul, em 2007, sugere que o concerto seria útil para promover uma possível aproximação com o Ocidente. O show, porém, não aconteceu. A cultura pop e o rock são proibidos na Coreia do Norte.

Clique aqui para assistir ao vídeo da matéria do Bom (?) Dia Brasil.

WikiLeaks: Globo evita o caso ‘Serra – Pré-Sal’ | Conversa Afiada

Cerra, o 2º maior dos entreguistas

Conversa Afiada

Bessinha sabe bem como é a relação do PSDB com os EUA

Uma das notáveis vantagens do Wikileaks – que o Bonnner chamava de uaiquiliquis – é que ele confirma as suspeitas.
O Conversa Afiada sempre suspeitou que por tras da loucura do Padim Pade Cerra havia uma lógica.
A Bolívia é a responsável pelo consumo de cocaína nos Jardins, em São Paulo.
Fechar o Mercosul.

Colocar o ataque ao Irã no centro de uma “política” externa.
Qual a lógica desse bestialógico numa campanha eleitoral ?
A Bolívia enfrenta os Estados Unidos e não deixa instalar lá uma força tarefa “colombiana” de combate ao tráfico.
O Mercosul forte é a alternativa brasileira à Alca dos Estados Unidos.
O uaiquiliquis demonstrou que o Irã é o centro da política externa americana.
Ou seja, a lógica do Cerra na campanha era a lógica da política externa americana.
Não havia loucura nenhuma.
Como sempre houve lógica no entreguismo do Cerra.
Na defesa dos contratos de “concessão” do pré-sal, contra os de “partilha”.
É o que demonstra agora o uaiquiliquis, de forma lapidar (de “lápide”, “túmulo”):
“… novas rodadas (para explorar o pré-sal) não vão acontecer…
“… o modelo antigo (de “conceder”, “dar”) funcionava…”
” … mudamos de volta …

E diz a interlocutora, a funcionária da Chevron, membro do Instituto Brasileiro (?) de Petróleo:
” … as regras sempre podem mudar depois …”
A Dilma teve a percepção correta na campanha: essa eleição era sobre o pré-sal.
E a próxima eleição também, segundo a privilegiada funcionária da Chevron, que trata de graves  assuntos, com tanta intimidade, com um candidato à Presidência do Brasil.
Como se isso aqui fosse um quintal.
Um Porto Rico – grande.
Para ela, a funcionária americana subalterna, depois a gente muda isso …
A gente: a Chevron e o PSDB do Davizinho e do Cerra.
O uiquiliques tem essa vantagem: confirma tudo.
Alguém tinha dúvida de que o Nelson Johnbim fosse um trêfego – como dá a entender o telegrama do embaixador americano ?
Ele, Nelson Johnbim que, no passado, já demonstrou não estar muito convencido de que o Brasil mereça ter 200 milhas territoriais – e, logo, direito ao pré-sal.
Alguém tinha alguma dúvida de que o Cerra é entreguista ?
O que será que eles dois discutiam – Cerra e Johnbim -, quando dividiam o apartamento funcional da Camara, em Brasilia ?
Como vender a Floresta Amazônica à L’Occitane ?
O Pão de Açucar ao Trump ?
Itaipu à Disney ?
Johnbim e Cerra fazem parte da mesma matriz ideológica do Farol de Alexandria, o pai da Teoria da Dependência: não adianta espernear porque seremos sempre dependentes.
Só que o Farol dá menos bandeira.

O Johnbim e o Cerra são mais “unusual”, como diria o Embaixador americano do Johnbim.
“Trêfegos”, pode ser a tradução.
O centro a questão brasileira é o pré-sal.
A indústria de  equipamentos.
O domínio da tecnologia para fazer máquinas que explorem o petróleo em águas profundas.
Todo país que cresce é petroquímico-dependente, disse Dilma.
O ponto é: e de quem deve ser o pré-sal ?
Da Chevron ou do povo brasileiro ?
O resto é o luar de Paquetá, diria o Nelson Rodrigues.
E, como “depois a gente muda isso”, essa pergunta permanecerá por muitas eleições no centro da política brasileira: nós ou a Chevron ?
A Petrobras ou a Petrobrax ? 
Só que o Padim Pade Cerra não é o maior dos entreguistas.
Como também não foi Roberto Marinho, que invariavelmente defendeu os interesses das chevrons, contra a Petrobras.
Como, hoje, os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome proprio – escondem – segundo o Stanley Burburinho – que o Cerra ia mudar o pré-sal para a Chevron.
Roberto Marinho, como os filhos, hoje, são sardinha nesse jogo de peixe grande.
O maior de todos os entreguistas foi o Carlos Lacerda.
Esse, sim, tinha talento e esteve muito perto de entregar o ouro aos bandidos.
Lacerda tinha consistência.
Não tinha escrúpulos – como o Cerra -, mas tinha Norte.
O Padim Pade Cerra, não.
Esse é  um desnorteado.
Todavia, não é maluco.
A loucura dele tem lógica.
Mas, como diz o Brizola Neto, quem nasceu para Serra nao chega a Carlos Lacerda.
A Chevron acaba de descobrir isso.
Paulo Henrique Amorim

Cerra, o 2º maior dos entreguistas | Conversa Afiada

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Após fracasso, PiG (*) começa a desconstrução de Cerra

Conversa Afiada

Agora, sem o PiG (*), a dor de cabeça do Cerra deve aumentar

Saiu no Blog do Nassif:

Velha mídia começa a desconstrução de Serra
Cantei esse movimento no ano passado. O governo Serra era amplamente vulnerável, sem noção de gestão, de planejamento, um grande ausente do dia a dia da administração, preocupado apenas em operar politicamente. Em suma, havia material amplo para uma reavaliação da velha mídia, sobre o “grande gestor” Serra.
Esse processo – alertava no ano passado – teria início passadas as eleições. Haveria, de um lado, o desencanto da velha mídia por ter apostado todas suas fichas, empenhado sua credibilidade em um cavalo manco. Depois, a necessidade de derrubar o empecilho para abrir espaço para os novos futuros candidatos.

É o que está ocorrendo a olhos vistos. A Folha traz a matéria da WikiLeaks sobre as conversas entre Serra e a Chevron.

Hoje, no Estadão, duas matérias fortes. A primeira, sobre os gastos de saúde de Serra no último ano, com as tais policlínicas alardeadas por ele nos debates políticos – comentei inúmeras vezes que, por seu custo, era experiência que não podia ser massificada e, portanto, se transformar em política de saúde.

A matéria do Estadão (de Julia Duailibi e Daniel Bramatt) é completa, um jornalismo que ficou ausente no período eleitoral. Fala dos aumentos desmedido dos gastos em saúde. Ora, mas aumentar gastos em saúde não é uma prática socialmente responsável? Não, foi politiqueiro. Segundo a matéria, o próprio Secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas (grande sanitarista) ameaçou pedir demissão, em razão da explosão de custos do setor.

Dado importante é que de outubro de 2009 a outubro de 2010 – em pleno período eleitoral – houve crescimento de 37% nos repasses para as organizações sociais que administram unidades de saúde do Estado.
Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista – brasil – Estadao.com.br
Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista
Se previsões orçamentárias para 2010 forem alcançadas, despesas com o setor da Saúde chegarão a R12,5 bilhões, provocando aumento real de 22%, recorde para a área durante as gestões dos governadores José Serra e Alberto Goldman
13 de dezembro de 2010 | 0h 00
*Julia Duailibi e Daniel Bramatti – O Estado de S.Paulo

O estouro dos gastos na área da saúde tornou-se a principal preocupação para a equipe de transição do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A abertura de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e unidades da Rede Lucy Montoro, entre outras medidas que serviram de vitrine na campanha do ex-presidenciável José Serra, levaram a um salto nas despesas em 2010.

Neste ano eleitoral, se as previsões orçamentárias da Secretaria da Saúde forem atingidas, as despesas correntes – com pessoal, material de consumo e repasses para organizações sociais, entre outras – chegarão a quase R$ 12,5 bilhões. Em comparação ao que foi desembolsado em 2009, será um aumento real – já descontada a inflação – de 22%, a maior variação anual da gestão Serra-Alberto Goldman.

A fatia referente à Saúde no bolo das despesas totais do governo vem aumentando ano a ano – era de 11% em 2006, chegou a 11,8% em 2009 e caminha para um recorde em 2010.

Para arcar com o crescimento dos custos, o Tesouro estadual liberou neste ano mais de R$ 1 bilhão em créditos suplementares para a pasta. Pesquisa no Diário Oficial mostra que, somente no último mês, foram enviados R$ 369 milhões.

Parte dos gastos foi coberta pelo crescimento da receita acima do previsto, na proporção do peso orçamentário da Secretaria da Saúde. Ainda assim, o Tesouro teve de enviar recursos extras para cobrir as despesas de 2010, segundo informações obtidas pelo Estado.

Ao analisar o crescimento das despesas, a equipe de transição deu o aval para o projeto de lei enviado para a Assembleia pelo governador Alberto Goldman (PSDB), no começo do mês, segundo o qual até 25% das internações na rede pública do Estado serão destinadas a pacientes com planos de saúde, que terão de ressarcir os cofres públicos pelo atendimento. Para integrantes do novo governo, a medida ajudará a financiar o crescimento dos gastos com a máquina.

Uma iniciativa parecida foi vetada por Serra, enquanto governador, em 2009. Na época, entre outros pontos, alegou-se que já havia legislação estadual e federal prevendo a cobrança dos usuários com planos de saúde. Mas integrantes do governo achavam que a aprovação da medida poderia ser um tiro no pé do ponto de vista político. Potencial candidato à Presidência, Serra seria acusado de ter promovido a privatização da saúde durante a campanha, avaliaram aliados do ex-governador.

“Houve uma tentativa de fazer e inaugurar obras muito rápido e com claro viés eleitoral. O crescimento é desproporcional de um ano para outro”, diz o deputado estadual Fausto Figueira (PT), que atua na área da saúde. “Um projeto como esse já havia sido aprovado pela Assembleia a pedido do governo, mas acabou vetado porque seria um desastre do ponto de vista eleitoral.”

“São Paulo ampliou bem o atendimento, com AMEs e novos hospitais. Isso justifica o aumento dos gastos. E o projeto de lei faz justiça nesta área: o seguro saúde vai ressarcir as despesas de quem paga convênio e foi atendido na rede pública”, afirmou o líder do governo na Assembleia, Vaz de Lima (PSDB).

Integrantes do governo e parlamentares tucanos revelaram ao Estado que Luiz Roberto Barradas, ex-secretário de Saúde da gestão Serra, que morreu neste ano, ameaçou pedir demissão em razão do crescimento dos custos do setor.

Desafio. Neste ano foram inaugurados 15 AMEs e 4 unidades da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, carros-chefe da gestão social do PSDB no Estado e que constavam do programa de governo tucano na eleição presidencial. “O desafio para o ano que vem é continuar investindo e pagar a conta”, afirmou um integrante do governo.

Especialistas apontam que o custeio na área da saúde é um dos mais altos entre todos os órgãos públicos. Além da compra de medicamentos, há avanços tecnológicos que, diferentemente de outros setores, encarecem os produtos.

“A construção de um hospital, por exemplo, pode custar R$ 100 milhões. Em um ano de uso, serão gastos outros R$ 100 milhões só para o funcionamento e manutenção”, afirmou o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). “Sempre vai faltar dinheiro na saúde. Essa é uma discussão feita no mundo inteiro. O caro é a manutenção. Mas temos que ficar atentos aos gastos altos. São Paulo não fabrica dinheiro.”

“Não percebemos nenhuma melhora na compra de medicamentos ou pagamento de salários nas unidades hospitalares que justifique esse crescimento dos gastos. O que houve foi o crescimento dos repasses para as organizações sociais e aumento do processo de terceirização”, afirmou Hélcio Marcelino, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo.

As Organizações Sociais de Saúde (OSS), que administram hospitais de São Paulo, recebem grande parte da verba do setor no Estado. Levantamento feito pela assessoria técnica do PT na Assembleia mostra que, entre outubro de 2009 e outubro de 2010 houve um crescimento de 37% nos repasses do Estado para as organizações sociais, chegando a R$ 2,1 bilhões.

Serra tem escolta 3 vezes maior que antecessor – politica – Estadao.com.br
Serra tem escolta 3 vezes maior que antecessor
Ex-governador Lembo diz que tucano dispõe de 30 homens para segurança, mais que ele e Alckmin; Casa Militar define número, diz ex-secretário
Marcelo Godoy, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O ex-governador José Sera (PSDB) tem à disposição 30 homens da Casa Militar (CM) de São Paulo. O número é um pouco mais do que o triplo do contingente de policiais que servem os ex-governadores Geraldo Alckmin (PSDB) e Claudio Lembo (DEM). Quem conta essa história é Lembo. “Ele tem 30 homens. Esse é um número público”, disse.

O Estado procurou Serra por meio de sua assessoria, mas não obteve resposta. O senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), que foi seu secretário-chefe da Casa Civil, afirmou que quem fixa os efetivos da escolta é a Casa Militar. “O governador não diz quantos soldados devem compor sua escolta.”

Segundo ele, o que define o número de PMs são critérios técnicos. “Não é o capricho do governador. Isso é definido segundo as características de cada governador. O chefe da Casa Militar fixa o efetivo necessário. Não sei quantos, e ela (CM) não divulga por razões de segurança.”

O aumento da escolta teria ocorrido enquanto Serra ainda era governador. Depois que deixou o Palácio dos Bandeirantes, ele manteve a segurança, a exemplo dos ex-governadores, com base no decreto 48.526, de 2004. Este define que ex-ocupantes do cargo têm direito a escolta no período do mandato subsequente ao seu, mas não diz o tamanho da proteção – ex-presidentes da República têm o mesmo direito.

Alckmin manteve à sua disposição quatro soldados e um capitão e Lembo, um oficial e oito soldados. Atual secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo, Lembo governou o Estado em 2006, quando assumiu o cargo em substituição a Alckmin, que se afastara para concorrer à Presidência da República.

Ele disse que sua escolta era franciscana mesmo enquanto era governador. “Eu só tinha motorista e um ajudante de ordens (um capitão da PM). E eu enfrentei os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital). Um governador não pode ter medo.” O democrata se refere aos ataques, em maio de 2006, que deixaram 47 agentes públicos mortos.

Austero

Lembo afirmou que procurava “ser austero”. “O Geraldo (Alckmin) também tinha muita austeridade.” O ex-governador afirmou não se lembrar quanto gastava em média por mês no palácio, mas disse que só despendia o essencial. “Tinha um cuidado miserável.” E criticou Serra, seu sucessor, dizendo que os gastos cresceram depois que ele saiu. “No meu tempo tinha vinha de São Roque”, disse.

Lembo diz que não fez grandes gastos. Depois que deixou o cargo, afirmou que foram construídos um restaurante para os funcionários no palácio. Este teria passado ainda por outras mudanças, como a saída das instalações da CM do andar superior do prédio, perto da ala residencial.

“Até hoje os PMs estão tristes. Ele (Serra) os pôs no subsolo”, afirmou. Além disso, Lembo lembrou que seu sucessor criou um jardim de inverno na ala residencial do palácio, onde antes “não havia nada”. “O Geraldo deixava os cachorros dele lá”. Lembo disse não saber se o “jardim é bonito”, “Mas a vista é muito bonita.”

Aloysio Nunes afirmou que as obras no palácio foram necessárias. Havia infiltração no prédio e a reforma do restaurante, além da garantir mais conforto aos funcionários, serviu para proteger obras de arte dos Bandeirantes que eram afetadas pela fumaça da cozinha. “Estranho que ele (Lembo) tenha esperado Serra deixar o governo para fazer essas declarações”, afirmou.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Após fracasso, PiG (*) começa a desconstrução de Cerra | Conversa Afiada

O Globo omite informação que compromete Serra com petroleira

Não adianta esconder…

Viomundo – O que você não vê na mídia
por Stanley Burburinho

O Globo publica hoje a matéria WikiLeaks: petrolíferas estrangeiras temiam atraso na produção do pré-sal e Petrobras buscou adiar leilões da ANP.

O Globo está  protegendo o José Serra sobre o telegrama vazado pela WikiLeaks sobre o pré-sal. O jornal omitiu o que foi dito pelo Serra que a matéria da FSP [Folha de S. Paulo] mostrou [de que Serra teria prometido acabar com o sistema de partilha, adotado pelo governo Lula]. No Globo,  Serra é citado em apenas um dos onze parágrafos da matéria (está abaixo). Ainda em um trecho de texto fora de contexto, dando a entender que ele é a favor do pré-sal.

Comentaristas de O Globo, como estes, criticam a omissão:

O Globo omite informação que compromete Serra com petroleira | Viomundo - O que você não vê na mídia

Serra prometeu a petroleira americana mudar regras do pré-sal se vencesse eleição

Viomundo - O que você não vê na mídia

Petroleiras americanas eram contra novas regras para pré-sal

por JULIANA ROCHA, Folha.com
DE BRASÍLIA

As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.

“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.

O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.

A executiva da Chevron relatou a conversa com Serra ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio. O cônsul Dennis Hearne repassou as informações no despacho “A indústria do petróleo conseguirá derrubar a lei do pré-sal?”.

O governo alterou o modelo de exploração — que desde 1997 era baseado em concessões –, obrigando a partilha da produção das novas reservas. A Petrobras tem de ser parceira em todos os consórcios de exploração e é operadora exclusiva dos campos. A regra foi aprovada na Câmara este mês.

A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.

Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora chefe” também é relatado com preocupação.

O consultado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.

O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.

Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.

Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA, na época da descoberta do pré-sal, causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.

Serra prometeu a petroleira americana mudar regras do pré-sal se vencesse eleição | Viomundo - O que você não vê na mídia