O 1º Encontro Mundial de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu (Paraná, Brasil), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, confirmou a força crescente das chamadas novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais. Com a presença de 468 ativistas digitais, jornalistas, acadêmicos e estudantes, de 23 países e 17 estados brasileiros, o evento serviu como uma rica troca de experiências e evidenciou que as novas mídias podem ser um instrumento essencial para o fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia.
Como principais consensos do encontro – que buscou pontos de unidade, mas preservando e valorizando a diversidade –, os participantes reafirmaram como prioridades:
- A luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propalada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa. O direito humano à comunicação é hoje uma questão estratégica;
- A luta contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor. Neste sentido, os participantes condenam o processo de judicialização da censura e se solidarizam com os atingidos. Na atualidade, o WikiLeaks é um caso exemplar da perseguição imposta pelo governo dos EUA e pelas corporações financeiras e empresariais;
- A luta por novos marcos regulatórios da comunicação, que incentivem os meios públicos e comunitários; impulsionem a diversidade e os veículos alternativos; coíbam os monopólios, a propriedade cruzada e o uso indevido de concessões públicas; e garantam o acesso da sociedade à comunicação democrática e plural. Com estes mesmos objetivos, os Estados nacionais devem ter o papel indutor com suas políticas públicas.
- A luta pelo acesso universal à banda larga de qualidade. A internet é estratégica para o desenvolvimento econômico, para enfrentar os problemas sociais e para a democratização da informação. O Estado deve garantir a universalização deste direito. A internet não pode ficar ao sabor dos monopólios privados.
- A luta contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Pela neutralidade na rede e pelo incentivo aos telecentros e outras mecanismos de inclusão digital. Pelo desenvolvimento independente de tecnologias de informação e incentivo ao software livre. Contra qualquer restrição no acesso à internet, como os impostos hoje pelos EUA no seu processo de bloqueio à Cuba.
Com o objetivo de aprofundar estas reflexões, reforçar o intercâmbio de experiências e fortalecer as novas mídias sociais, os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Para isso, foi constituída uma comissão internacional para enraizar ainda mais este movimento, preservando sua diversidade, e para organizar o próximo encontro.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Blogueiros: Carta de Foz do Iguaçu
sábado, 13 de agosto de 2011
Protesto: acordo com teles é “inaceitável”
Os rumos do Plano Nacional de Banda Larga desagradam os movimentos sociais. Segundo as organizações, os acordos fechados com as empresas de telecomunicações não atendem a uma série de itens considerados essenciais para a expansão do acesso à internet no Brasil.
Para marcar sua insatisfação, os movimentos realizarão protesto, nesta segunda feira, em São Paulo. Convocado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), o ato vai reafirmar que as organizações querem banda larga de qualidade, barata e para todos.
O ato será segunda-feira (15) às 19h, no Sindicato dos Engenheiros (rua Genebra, 25. Próximo ao Metrô Anhangabaú).
Abaixo a íntegra do manifesto, publicado no site da CUT:
Banda larga é um direito seu! Por uma internet rápida e de qualidade para todos e todas
Sem controle de tarifas, continuidade ou metas de universalização para o acesso à internet, o acordo fechado pelo Ministério das Comunicações com as empresas de telecomunicações vai na contramão da democratização dos serviços.
Os ‘termos de compromisso’ assinados são completamente insuficientes para os usuários que continuarão pagando caro pelo uso de uma internet lenta e concentrada nas faixas de maior poder aquisitivo.
Além de inaceitável, o acordo com as teles representa a negação do próprio Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e das diretrizes aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que apontavam para um maior protagonismo do Estado e para o fortalecimento da Telebrás, essenciais para fazer da internet um direito de todos, e não privilégio de alguns. Afinal, mais do que lazer e diversão, a internet é um instrumento fundamental para o desenvolvimento nacional e a inclusão social.
Venha lutar conosco por uma banda larga de qualidade e para todos e todas, prestada em serviço público, com expansão constante das redes e universalização progressiva.
O que está em jogo são os direitos, o presente e o futuro do povo brasileiro.
Junte-se a nós!
publicada sexta-feira, 12/08/2011 às 12:33 e atualizada sexta-feira, 12/08/2011 às 20:35
sábado, 23 de julho de 2011
Movimentos Sociais repudiam acordo Minicom-teles: banda lenta, cara e sem universalização
domingo, 26 de junho de 2011
Bernardo é o Greenspan da telefonia: virem-se
Motta + Costa = Bernardo
Saiu na primeira pág. do Estadão:
Teles ganham clientes, mas não investem e panes crescem
A base de clientes da telefonia móvel cresceu 17% em 2010 e o investimento CAIU 2,4%.
O Ministro das TELEScomunicações, Hélio Costa, quer dizer, Paulo Bernardo, prefere que os consumidores se queixem à Anatel.
Sobre a Anatel e seu presidente , Ronaldo Sardemberg, leia o que disse esse blog ansioso (por designação de Bernardo): “Feliz com o celular da BrOi ? Espere para ver o que vai ser o serviço da banda larga”.
Bernardo faz ao Estadão afirmação estarrecedora sobre a evolução NEGATIVA do investimento das TELES:
É preciso exigir qualidade. “As empresas são as maiores interessadas nisso, porque o mercado tem demanda”
NAVALHA
O presidente trabalhista Franklin Roosevelt criou logo após a Grande Depressão um conjunto de leis para regular os bancos.
Os bancos, liderados por aquele grande amigo do FHC, o Bob Rubin, do City, no governo do trabalhista Bill Clinton – aquele do vídeo inesquecível que espinafra o presidente do Brasil em público e o presidente não se defende nem o Brasil – conseguiram desregular o mercado.
Quando alguém lembrava que podia dar confusão, o Mestre de todos os Mestres do neoliberalismo, Alan Greenspan, dizia com divina sapiência: os bancos são os maiores interessados em preservar o seu próprio negócio.
É o Primeiro Mandamento da Ética neoliberal, como demonstrou Dany-Robert Dufour, no Monde e neste ansioso blog, ao analisar o episódio Strauss-Khan.
Qual seja, eu faço a minha Ética.
O imperativo categórico sou Eu !
Como se sabe, os bancos quebraram em 2008 e a reputação do Greenspan foi para o saco – menos no Brazil.
As TELES do Ministro Costa, quer dizer, Bernardo, farão sua própria Ética.
É do interesse delas preservar-se, a seu próprio modo.
Os tucanos de São Paulo não têm coragem de recomprar a Eletropaulo.
Seria provocar abalo profundo na psicologia de um certo octogenário, que acaba de saber que reconheceu um filho que não era dele.
O governo da Presidenta Dilma parece não querer tocar na sacrossanta privatização da telefonia feita pelos tucanos.
O que não se sabia era que o Ministro das Telecomunicações da Dilma é mais tucano que o Sérgio Motta.
Ou melhor, que o Hélio Costa.
Paulo Henrique Amorim Bernardo é o Greenspan da telefonia- virem-se - Conversa Afiada
terça-feira, 21 de junho de 2011
Lula agradece blogueiros e relembra caso da 'bolinha de papel' em Serra
Enio (Blogueiro do PTrem das 13 e Lula no II Encontro Naciona de Blogueiros em Brasilia
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do II Encontro de Blogueiros Progressistas, em Brasília, e criticou a atuação da mídia na América Latina, dizendo que o comportamento dela em relação a todos os países pelos quais ele viajou é “quase lamentável”.
“Eu nunca me preocupei com a crítica se ela é verdadeira, o que me preocupa são as inverdades, a má-fé, as difamações, como aquela pedra, aquele meteorito de papel que caiu na cabeça de um candidato no ano passado", afirma o ex-presidente. Lula sinalizou que foram os "blogueiros" que impediram que esse episódio gerasse prejuízo eleitoral para a então candidata Dilma Rousseff. "Vocês tiveram papel extraordinário. Vocês demonstraram uma coisa fantástica: o povo não precisa mais de intermediários.”
Ele ainda pediu aos "blogueiros" ajam com seriedade, façam críticas sérias sem perder o foco, "porque a direita não brinca em serviço". E, criticou José Serra: "Quando vocês foram xingados de blogueiros sujos [por Serra durante a campanha eleitoral], vocês foram xingados por quem promovia a sujeira".
Na companhia do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, Lula sugeriu um conselho que ele diz ter aprendido durante seu governo sobre a continuidade dos projetos, como a universalização da banda larga.
Segundo Lula, "a gente não pode ter medo, não pode ter preocupação de chamar essa gente [os blogueiros] para participar [das discussões sobre programas de comunicações]. Toda a vez que tivermos dúvidas, toda vez que tivermos problemas, é muito melhor a gente escancarar o debate e deixar as pessoas falarem o que pensam para a gente colher um resultado que seja a síntese do que pensa o país".
Marco Regulatório
"A mídia, que conquistou o direito de criticar todo mundo, tem que ser criticada também", afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a respeito do debate sobre a instituição do marco regulatório das comunicações, que está sendo elaborado pelo governo.
De acordo com Bernardo, o ex-ministro Franklin Martins – responsável pela elaboração da primeira versão do projeto – foi taxado com o "carimbo de querer regular a mídia". O atual ministro negou esse rótulo, dizendo que não é essa a intenção do governo. "Não é isso. Demoramos muito tempo para restabelecer a democracia. Lula e Dilma têm compromisso com a liberdade de expressão”, reforçou.
Ele ainda explicou que a própria Constituição Federal prevê que haja regulação sobre os meios de comunicação. Mas, no entanto ele ponderou que essa determinação atualmente abrange somente rádio e TV. "A Constituição diz que não pode ter monopólio, oligopólio, xenofobia e prevê conteúdo nacional e local", exemplificou Paulo Bernardo, esclarecendo que são esses elementos que o governo quer monitorar.
Imagem: Rodrigo Vianna
Do Comunique-se - 21.06.2011
Veja os vídeos:
EduFuturo- Lula agradece blogueiros e relembra caso da 'bolinha de papel' em Serra
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Banda larga a R$ 35 começa no segundo semestre, diz Paulo Bernardo
Segundo ministro das Comunicações, a meta é que, até o fim do governo da presidenta Dilma Rousseff, o acesso à banda larga do plano estatal chegue a todo o Brasil
Gustavo Uribe, da Agência Estado
SÃO PAULO – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira, 9, que a proposta do governo é oferecer no segundo semestre serviços de internet do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) a boa parte do País. O acesso que deverá ser oferecido, de acordo com ele, é do plano comum, com velocidade de 1 megabits por segundo (Mbps) ao preço de R$ 35. Segundo ele, a meta é que, até o fim do governo da presidenta Dilma Rousseff, o acesso à banda larga do plano estatal chegue a todo o Brasil.
A proposta do governo é oferecer o serviço de banda larga a 40 milhões de domicílios até 2014. “Nossa ideia é ter, já no segundo semestre deste ano, a oferta em uma boa parte do País, de internet com 1 mega de velocidade”, disse, ao participar de evento promovido pelo HSBC. “A proposta é até o fim do governo da presidente nós termos essa internet, que eu chamo de popular, em todo o Brasil.”
O ministro ressaltou ainda o interesse em realizar investimentos públicos na construção da rede de fibras óticas. Ele destacou que o governo federal vai mudar o marco regulatório do setor de maneira a estimular o investimento privado.
Na última quarta-feira, 8, a Telebrás assinou o primeiro contrato com provedor de internet para a oferta de banda larga de 1 mega. O contrato foi assinado com a Sadnet, que deve comercializar o plano a R$ 35 a partir de julho. A Telebrás tem a meta de construir até a metade de junho os primeiros 337 quilômetros da rede de fibra ótica. O primeiro trecho fará parte do Anel Sudeste, que liga Brasília a Itumbiara (GO).
Banda larga a R$ 35 começa no segundo semestre, diz Paulo Bernardo « Blog da Dilma
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Quem tem medo da internet livre?

Dois motivos para se temer a liberdade na Internet: a ameaça à publicidade e ao mercado quase cativo dos leitores; a ameaça à perda do monopólio político de informar e formar opinião.
Quem tem medo da internet livre?
Por José Dirceu, em seu blog:
Os debates e as decisões do G-8 sobre a Internet, por sua importância, continuam sendo repercutidos na imprensa. No domingo, O Globo trouxe um editorial a respeito, "Os limites na regulação da Internet", sobre a proposta do presidente Nicolas Sarkozy, que defende intervir na web para torná-la menos “caótica” e mais “civilizada”. Já O Estado de São Paulo, no caderno Link, descreve o embate que se travou na cúpula dos líderes globais numa ampla matéria “Um debate com quase todos do mesmo lado”, em duas páginas.
Como já temos tratado neste blog, sobre a Internet e a regulação proposta por Sarkozy, a questão de fundo é: “quem tem medo da WEB”? E por quê?
Na verdade, existem duas razões para se temer a liberdade na Internet. A primeira diz respeito à ameaça à publicidade e ao mercado quase cativo dos leitores, uma espécie de reserva de mercado publicitário e editorial, mantido por poucos, por meio de diferentes mecanismos.
O medo da convergência
Esse é o ponto que interessa à nossa mídia conservadora, que procura resistir à convergência imposta pela tecnologia (e a concorrência dos grandes grupos de telecomunicação) e namora a regulação da Internet. E é isso que o presidente francês, atrás de uma agenda que lhe evite o desastre eleitoral, propõe regular.
No entanto, a concepção de Sarkozy beira a censura e é combatida até pelos arautos da mídia. “Google e Facebook, ferozes concorrentes, se uniram em Paris contra a defesa do presidente francês de regras para “civilizar” a Internet. Dependerá das regras. Qualquer ameaça de censura, por óbvio, é inaceitável”, afirmou o próprio O Globo, em editorial.
A segunda razão pela qual há quem tema a liberdade na Internet dá-se em função da ameaça à perda do monopólio político de informar e formar opinião. Isso, na prática, significa perda de poder político. A discussão prevê, ainda, vários outros aspectos. Ela é urgente e deve ser enfrentada. De nossa parte, defendemos que devemos lutar pela regulação da mídia sem controle do conteúdo. Somos, ainda, a favor da convergência e da concorrência na Internet...
terça-feira, 17 de maio de 2011
No PNBL, Telebrás confirma uso de rede da Petrobras
Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual
Outros dois acordos devem ser firmados em breve para aproveitar as redes da Petrobras nas regiões Nordeste e Sul.
Considerando-se 100 quilômetros de distância da rede da Petrobras no Sudeste – que inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília –, 700 cidades estão incluindo. A Telebrás deve pagar R$ 94,9 mensais por quilômetro e par de fibra utilizados, pagos seis meses depois do início da vigência do contrato, mas o jornal não informou valores finais do acerto.
O contrato estava prometido desde o lançamento do plano, em 2010, e pode ser o passo que faltava para pôr o o PNBL em prática. Além da Petrobras, redes instaladas em linhas de transmissão de energia elétrica da Eletrobras também serão aproveitadas. Para esta parte, falta o aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A meta do governo é oferecer banda larga a até R$ 35 em 800 municípios até o fim do ano – o que representa uma redução do objetivo inicial, que previa 1.163 cidades atendidas ainda em 2011.
* Helena Sthephanowitz™ é jornalista e autora do blog Os Amigos do Presidente Lula e do Os Amigos do Brasil. Ela escreve no Na Rede, da Rede Brasil Atual.
No PNBL, Telebrás confirma uso de rede da Petrobras — Rede Brasil Atualquinta-feira, 5 de maio de 2011
Internet cresce 13,9% e chega a 43,2 mi
Reproduzo matéria publicada no Blog do Planalto:
O total de usuários ativos de internet chegou a 43,2 milhões em março de 2011, o que significou uma evolução de 4,4% na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) divulgada nesta quarta-feira (4/5). Em relação aos 37,9 milhões de usuários ativos de março de 2010, o aumento foi de 13,9%.
A maior parte do crescimento do número de internautas nos últimos meses pode ser atribuída – segundo o instituto – ao aumento da presença de computador com internet nas residências. No período de um ano, o total de usuários ativos de internet no domicílio cresceu 20,7%, ao passar de 29,1 milhões para 35,1 milhões. O Ibope considerou como usuário ativo pessoas com dois anos ou mais de idade que utilizaram pelo menos uma vez em março computador com internet.
O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) prevê um incremento ainda maior no universo dos usuários de internet do país. A meta do governo é massificar, até 2014, a oferta de acessos banda larga e promover o crescimento da capacidade da infraestrutura de telecomunicações do país. Para isso, o Ministério das Comunicações pretende definir, até o fim de junho próximo, um plano de metas para oferecer internet em larga escala por R$ 35. Com esse valor, o Plano levara acesso à internet a 70% da população brasileira.
Velocidade da conexão
Os dados do Ibope apontam que a evolução do uso da internet em domicílios vem ocorrendo nas conexões de maior capacidade. Nos últimos meses, houve aumento do número de usuários nas conexões mais rápidas, enquanto caiu a participação das conexões de até 512 Kb.
O número de pessoas que usaram em março de 2011 uma conexão residencial de mais de 8 Mb, segundo o critério de aferição de banda larga adotado na pesquisa, foi de 1,9 milhão, ou 5,5% dos 35,1 milhões de usuários ativos domiciliares. A participação das conexões mais lentas, de até 128 Kb, caiu de 13,3% em março de 2010 para 7% em março de 2011.
Inclusão
No início da semana passada, na coluna Conversa com a Presidenta, Dilma Rousseff afirmou que a velocidade oferecida pelo PNBL será superior a 1 Mbps. A presidenta disse também “que a expansão do acesso a este serviço estimula o desenvolvimento e a inclusão social, e é também uma forma de combater as desigualdades no país”.
“Queremos internet de alta velocidade para todos os brasileiros, sejam eles do campo ou das cidades, morem em bairros ricos ou nas periferias, cidades grandes ou pequenas”, completou.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Ley de Medios: os compromissos que Bernardo assumiu
A destemida Luiza Erundina publicou na pág. 2 do Brasil Econômico, artigo em defesa de um “Marco legal das Comunicações”:
“… um novo marco legal que corresponda ao estágio de desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação e que assegure a todos o direito à comunicação e ao pleno exercício da liberdade de expressão…”
Em função disso, este ansioso blogueiro perguntou ao Miro Borges a quantas andava a Ley de Medios.
Miro explicou que, no lançamento da Frente Parlamentar pela Comunicação, de que Erundina é coordenadora, o ministro Paulo Bernardo participou de uma conversa em que se comprometeu a:
- uma banda larga a R$ 30 por mês, com 1 mega ( é a ordem que recebeu da Presidenta);
- a Telebrás será a reguladora da banda larga e vai fomentar a concorrência de pequenos concorrentes com as grandes teles;
- no segundo semestre, o Governo conclui a redação do marco regulatório;
- submete-o a dois meses de consulta pública e, depois, manda para o Congresso;
- a Ley de Medios brasileira vai tratar de: monopólio; propriedade cruzada; produção regional independente; criação de uma Comissão Nacional de Comunicação
(Bernardo previu uma batalha feroz no Congresso, já que a maioria do Governo se estreita quando o assunto é “radiodifusão”.)
- Bernardo também se comprometeu a manter uma mesa permanente de negociação com órgãos como a Frente Parlamentar e o Barão de Itararé, de que Miro é o presidente; e realizar uma segunda Confecom – clique aqui para ler “Bahia segue o Ceará e cria uma Comissão Estadual de Comunicação”.
- No encontro, Bernardo ouviu duas propostas de ribombar o malho, como diz o Mino Carta:
- Criar um instituto alternativo ao Globope – como fez a Cristina Kirchner, na Argentina para medir a audiência na televisão e confirmar que a publicidade do Governo atinge a audiência que a Globo lhe vende;
- E fazer os Correios confrontar o monopólio da Abril na distribuição de revistas.
Ouviu, sorriu e não disse nada.
Paulo Henrique Amorim (com a ajuda do Miro)
Banda larga: prioridade do governo Dilma
“Com o PNBL, o governo quer levar o mercado a vender acesso à internet com velocidade de pelo menos 1 mega - mais do que no projeto original do governo Lula - ao custo de R$ 35 mensais para o cidadão.” – André Barrocal – Carta Maior
Banda larga- prioridade do governo Dilma
Reproduzo artigo de André Barrocal, publicado no sítio Carta Maior:
Espalhar o serviço de internet de alta velocidade pelo país, e a um preço mais baixo, é uma das três prioridades, na área de comunicações, do governo Dilma. O ponto de partida é o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), concebido na gestão Lula tendo como pilar o uso da rede de cabos federais já existente, sob o controle de uma Telebrás reativada, que venderia serviços mais baratos do que as empresas privadas. Mas o governo Dilma prepara novas medidas para ampliar a rede de cabos no Brasil, diante da falta de recursos públicos que dê conta dessa necessidade.
Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo vai obrigar o construtor de obras como a linha do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará São Paulo ao Rio, a montar, em paralelo, uma rede física de transmissão de dados. O mesmo vale para obras da Copa do Mundo de 2014. Também vai apoiar a aprovação, no Senado, de projeto que já passou pela Câmara e reabre o fornecimento de TV por assinatura no país. Só 238 cidades têm TV fechada hoje. A criação de novos fornecedores e canais poderá levar junto a oferta de internet banda larga.
Nas contas do governo, é preciso investir de R$ 6,5 bilhões a R$ 7 bilhões na expansão da rede física Brasil afora, para regionalizar a internet rápida. Mas o Estado só tem fôlego para gastar R$ 1 bilhão ao ano. Daí que serão necessários dinheiro privado e soluções do tipo “obras com cabos juntos” ou “mais TV fechada”. “Temos uma orientação incisiva da presidenta para acelerar o Plano Nacional da Banda Larga", disse o ministro, ao expor seus planos, nesta quinta-feira (28/04/2011), à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular.
O governo está preparado para oferecer internet veloz tanto para provedores venderem ao cidadão comum, como para o próprio Estado atuar na ponta e levar o serviço diretamente às pessoas. Esta é a maneira – fazendo concorrência com o setor privado - que o governo acredita que pode fazer a banda larga massificar-se e ficar mais barata. É a concepção original do Plano Nacional de Banda Larga, elaborado sob o comando de Cezar Alvarez, um dos chefes de gabinete do ex-presidente Lula e hoje secretário-executivo do ministério das Comunicações. A meta do plano, lançado em 2010, era mais do que triplicar a oferta de banda larga no país.
“O PNBL tem um caráter inclusivo e nós o apoiamos, mas queremos mais do que massificar, queremos a univerzalização da banda larga”, afirmou Gésio Passos, do coletivo Intervozes, entidade integrante da Frente Parlamentar e uma das coordenadoras dela. A entidade defende, porém, que a internet rápida seja tratada em regime público, como o telefone fixo. Mas o governo é contra e diz que, no regime privado, a telefonia móvel, por exemplo, cresce mais.
Com o PNBL, o governo quer levar o mercado a vender acesso à internet com velocidade de pelo menos 1 mega - mais do que no projeto original do governo Lula - ao custo de R$ 35 mensais para o cidadão. É uma rapidez moderada, como reconhece Paulo Bernardo, se comparada ao que se chama de banda larga em outros lugares. Na Europa, as conexões vão de 50 mega a 100 mega. Na Coréia do Sul, fala-se num plano de 1 giga. “A presidenta aceita começar com 1 mega, mas acha que não é suficiente. Temos que correr para tirar o atraso”, disse Bernardo, que acredita que em dois ou três anos, será possível ter uma velocidade superior.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Ministro das Comunicações descarta agência de conteúdo para mídia
Em reunião com Frente de parlamentares e representantes da sociedade, Paulo Bernardo lista prioridades: marco regulatório da radiodifusão, banda larga e inclusão digital. No novo marco, ele diz que há 'problema' para criar nova agência. 'Estratégico' com Dilma, Ministério tem agenda prioritária construída ainda no governo Lula. Frente aprova pauta, nova postura e disposição para negociar. A reportagem é de André Barrocal.
André Barrocal
BRASÍLIA – O Ministério das Comunicações exibe hoje um caráter estratégico que não possuía na gestão Lula, que preferiu comprar brigas em áreas diferentes e incluía a pasta em negociações com partidos aliados em troca de apoio político. O ministro atual, Paulo Bernardo, é escolha direta da presidenta Dilma Rousseff, que optou por usar outras pastas para segurar aliados. Ele tem respaldo dela para tocar com prioridade três pautas tidas como fundamentais pelo governo: massificação da banda larga, inclusão digital e marco regulatório da radiodifusão.
Os planos do ministro foram apresentados nesta quinta-feira (28/04) à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular. O grupo, que reúne congressistas e representantes da sociedade civil, saudou a mudança de atitude do ministério. E apóia uma agenda construída dentro do Palácio do Planalto ainda no tempo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No caso do marco regulatório da radiodifusão, ponto mais polêmico da pauta de Bernardo e cujo objetivo é atualizar uma legislação que em 2012 completará 50 anos, o ministro disse que o governo ainda estuda o assunto e não fixou um prazo para concluir o trabalho. O ponto de partida continua sendo proposta deixada pelo ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins. O texto foi entregue a Bernardo no dia 8 de janeiro, pelo chefe de gabinete de Franklin, Sylvio Coelho.
Na reunião com a Frente, o ministro avisou que mexerá num aspecto central do projeto herdado, pois não seria possível criar, hoje, uma agência para regular conteúdo da radiodifusão e analisar a concentração empresarial no setor. Ele acha melhor que a regulação do conteúdo fique na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que seria reestruturada e mudaria de nome para Agência Nacional de Comunicações. E que casos de concentração passem pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que já existe para avaliar questões concorrenciais.
“Estamos com dificuldade para encontrar um modo de separar a regulação em duas agências. Mas a palavra final será da presidenta Dilma”, afirmou Bernardo. “A presidenta não vai deixar vir ao Congresso um projeto desses sem examinar a redação.”
Clima político
Além da dificuldade técnica apontada - mas não detalhada - pelo ministro, o governo acredita que, do ponto de vista político, também seria melhor buscar outro caminho. A ideia de uma agência para cuidar de conteúdo assusta adversários de um novo marco regulatório da radiodifusão, convictos de que o debate esconde suposta intenção do governo de controlar ou censurar rádios e televisões. Boa parte do Congresso, que terá de votar o projeto, tem interesse direto (parlamentares donos de emissoras) ou indireto (pressão de grupos empresariais) no tema.
“Há uma reação conservadora à proposta, uma atitude antidemocrática de quem não quer nem debater”, disse o deputado Fernando Ferro (PT-PE), integrante da Frente. “Queremos que os dois lados se encontrem para conversar”, completou.
A composição da Frente é exemplo da falta de diálogo. São 194 parlamentares e 100 representantes da sociedade civil. Mas, segundo a coordenadora-geral da Frente, deputada Luíza Erundina (PSB-SP), nenhuma entidade representante das grandes empresas aderiu, embora tenham sido convidadas. “Esse é um ministério das Comunicações diferente, percebemos uma disposição de dialogar que não havia no outro governo”, disse Erundina. “Mas o debate da democratização da mídia só vai andar com pressão da sociedade. E eu sinto que estamos na hora certa para avançar.”
“Esse é um momento histórico. A reforma do marco regulatório não foi feita com Lula, mas pode ser com Dilma”, concordou Gésio Passos, representante do coletivo Intervozes, entidade que faz parte da coordenação da Frente.
Até mesmo um deputado-empresário da Frente expressou, na reunião, opinião que sugere que o clima está mesmo mais favorável para modernizar o Código Brasileiro de Telecomunicações. “Temos de acabar com a polarização dos grandes conglomerados que concentram a comunicação. Sou um grande defensor das rádios e TVs comunitárias.” disse Nelson Marquezelli (PTB-SP). “ E temos de educar os empresários brasileiros, e eu sou um empresário, de que este é um país de todos, não apenas de alguns.”
Carta Maior - Política - Ministro das Comunicações descarta agência de conteúdo para mídia
domingo, 24 de abril de 2011
Vamos Bandalargar o Brasil!
A banda larga é um direito. No Brasil ela é lenta, cara e ausente em várias regiões. O Plano Nacional de Banda Larga do governo federal só será efetivo se der conta de transformar essa realidade. É o que divulga o vídeo de Pedro Ekman para a campanha Banda larga é um direito seu. Uma ação pela internet barata, de qualidade e para todos. O lançamento da campanha terá encontros simultâneos em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Campo Grande. Será dia 25 de abril, a partir das 19 horas. Confira os locais.
Bandalargar from Pedro Ekman on Vimeo.
Lançamento nacional da Campanha será no dia 25/04, em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Campo Grande
A banda larga no Brasil é cara, lenta e para poucos, e está na hora de pressionar o poder público e as empresas para essa situação mudar. O lançamento do Plano Nacional de Banda Larga em 2010 foi um passo importante na tarefa necessária de democratizar o acesso à internet, mas é insuficiente. O modelo de prestação do serviço no Brasil faz com que as empresas não tenham obrigações de universalização. Elas ofertam o serviço nas áreas lucrativas e cobram preços impeditivos para a população de baixa renda e de localidades fora dos grandes centros urbanos.
Enquanto isso, prefeituras que tentam ampliar o acesso em seus municípios esbarram nos altos custos de conexão às grandes redes. Provedores sem fins lucrativos que tentam prover o serviço são impedidos pela legislação. Cidadãos que compartilham sua conexão são multados pela Anatel.
É preciso pensar a banda larga como um serviço essencial. A internet é instrumento de efetivação de direitos fundamentais e de desenvolvimento, além de espaço da expressão das diferentes opiniões e manifestações culturais brasileiras por meio da rede.
Neste dia 25, vamos colocar o bloco na rua: juntar blogueiros, ativistas da cultura digital, entidades de defesa do consumidor, sindicatos e centrais sindicais, ONGs, coletivos, usuários com ou sem internet em casa, todos aqueles que acham que o acesso à internet deveria ser entendido como um direito fundamental. Nossa proposta é unir os cidadãos e cidadãs brasileiros em uma vigília permanente em defesa do interesse público na implementação do Plano Nacional de Banda Larga e da participação da sociedade civil nas decisões que estão sendo tomadas.
O lançamento nacional da Campanha Banda Larga é um Direito Seu! Uma ação pela Internet barata, de qualidade e para todos será feito em plenárias simultâneas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília, com transmissão por este site. O manifesto da campanha, a lista de participantes e o plano de ação também podem ser vistos aqui. Participe!
SÃO PAULO (SP) – 19h
Sindicato dos Engenheiros de São Paulo
Rua Genebra, 25 – Centro (travessa da Rua Maria Paula)
RIO DE JANEIRO (RJ) – 19h – início da plenária / 20h30 – lançamento da campanha da Banda Larga
Auditório do SindJor Rio
Rua Evaristo da Veiga, 16, 17º andar
SALVADOR (BA) – 19h
Auditório 2 da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia
Avenida Reitor Miguel Calmon s/n – Campus Canela
BRASÍLIA (DF) – 19h30
Balaio Café
CLN 201 Norte, Bloco B, lojas 19/31
CAMPO GRANDE (MS) – 19h30
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Banda larga: Dilma puxa a orelha do Bernardo
O ministro não fez o dever de casa
Saiu na respeitada publicação Teletime, do respeitado jornalista Rubens Glasberg, processado por Dantas e assemelhados:
Governo decide que haverá investimentos públicos em infraestrutura
O Ministro das Comunicações Paulo Bernardo esteve nesta quarta, dia 20, com a presidenta Dilma Rousseff para falar do Plano Nacional de Banda Larga e das negociações dos contratos de concessão das teles e do novo PGMU. E aparentemente saiu da reunião com uma missão muito maior. Pelas declarações do ministro à imprensa, a discussão sobre os compromissos que as concessionárias de telefonia assumiriam para levar banda larga de 1 Mbps a R$ 35 agora serão expandidos e devem incluir empresas de telefonia celular, operadoras de TV paga, velocidades maiores e a preparação de uma infraestrutura nacional de redes de fibra e backhaul que contará com investimentos públicos de algo em torno de R$ 1 bilhão por ano até 2014. Tudo isso sem prejuízo da negociação já acertada com as concessionárias para o PGMU.
“Apresentamos o andamento das negociações até aqui e fizemos uma avaliação”, disse o ministro, sobre o caráter do encontro com a presidenta. “Ela determinou 1 Mbps como ponto de partida, mas que o acerto de contas até agora (com as teles) não está ok”, disse Paulo Bernardo. Segundo ele, a presidenta quer que até 2014 o acesso massificado à banda larga seja com o que houver de melhor… em 2014. “Queremos dotar o Brasil com uma grande infraestrutura de telecom”, disse o ministro, citando novos investimentos orçamentários em infraestrutura, backhaul e backbone. “Poderão ser investimentos privados também, mas ela autorizou dinheiro público nessa infraestrutura”, disse Bernardo, colocando uma cifra de R$ 1 bilhão por ano. Esse investimento seria administrado pela Telebrás, que terá justamente o papel de criar essa infraestrutura. “A Telebrás entra forte na construção dessa infraestrutura com dinheiro do orçamento e também com parcerias”, dando a entender que podem ser formados consórcios público-privados para viabilizar esses projetos. Segundo Paulo Bernardo, a presidenta ouviu em sua recente viagem à China que há empresas interessadas em construir infraestrutura no Brasil.
“Serão dois movimentos simultâneos: massificar a banda larga e criar mais infraestrutura”, disse o ministro. “Temos que pensar como estão pensando os mercados desenvolvidos”.
(…)
NAVALHA
Este ansioso blogueiro desconfiou, desde o início, que, se dependesse do ministro Bernardo, ele trocava uma Ley de Medios pela Banda Larga.
Clique aqui para ler: “Bernardo tem medo da Globo”.
Tratava-se de um fenômeno que este ansioso blogueiro chamou de fetichização da banda larga – clique aqui para ler.
Porém, pelo jeito, nem da banda larga ele deu conta.
A reportagem da publicação de Rubens Glasberg demonstra que a presidenta não gostou do que viu.
E passou o dever de casa para que o Ministro volte com uma banda larga efetivamente universal, barata e que não discrimine quem por ela trafegar.
O ministro foi para a segunda época.
Clique aqui para ler sobre a visita da presidenta à empresa chinesa ZTE, que foi um Alô, alô, telefônicas.
Em tempo: foi o ministro Bernardo quem honrou este ansioso blogueiro com o epíteto ansioso por desejar uma Ley de Medios já já.
Paulo Henrique Amorim
Banda larga- Dilma puxa a orelha do Bernardo - Conversa Afiada
Os objetivos da frente parlamentar
Do Blog do Miro
Reproduzo artigo de Tatiana Félix, publicado no sítio daAdital:
"A promoção dos direitos à liberdade de expressão e à comunicação é condição para o pleno exercício da democracia no país”, afirma o manifesto da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular, que será lançada dia 19 na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).
Integrada por parlamentares e organizações da sociedade civil, a Frente tem o objetivo de promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o exercício do direito humano à liberdade de expressão e do direito à comunicação. A proposta é debater a concentração dos meios de comunicação eletrônica no Brasil, a propriedade cruzada dos veículos de comunicação, a política de concessões de canais de rádio e tevê, a censura, o acesso à Internet, os preconceitos de raça e de gênero, dentre outros temas.
Para a propositora da ideia, a deputada federal Luiza Erundina (PSB/SP), "a Frente vai constituir um instrumento de representação parlamentar com participação da sociedade civil, para discutir sobre a regulamentação do sistema de comunicação no país, estabelecendo o diálogo entre parlamentares e sociedade”. Além disso, a Frente pretende contribuir para a realização de outra Conferência Nacional da Comunicação, para "atualizar o debate e acumular experiências”.
Para as entidades que militam pela causa, 2011 será um ano decisivo para a democratização das comunicações no Brasil, devido à proposta do novo marco regulatório das comunicações que será encaminhado pelo ministério responsável para o Congresso Nacional, e também pelos debates sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) que pretende tornar acessível o acesso à internet.
Entre os objetivos específicos da Frente Parlamentar estão a regulamentação dos artigos da Constituição Federal que tratam, entre outras questões, da proibição de monopólios e oligopólios no rádio e na TV; de defender a ampliação da participação popular no acompanhamento e regulação do sistema de comunicações e de contribuir para o fortalecimento do sistema público de comunicação, inclusive rádios e TVs comunitárias.
Amanhã [hoje] também haverá a aprovação do estatuto da Frente, e logo em seguida será escolhida a coordenação colegiada que será formada por deputados/as e representantes de organizações civis e sociais, em números iguais. Depois disso, começam as atividades da Frente com reuniões e o início da elaboração das propostas para o setor. No final deste mês já está agendada uma audiência com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
De acordo com o Manifesto da Frente pela Liberdade de Expressão, os principais obstáculos da comunicação livre no Brasil são, primeiro, a existência de ações de órgãos do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário e de empresas privadas que visam cercear o exercício dessa liberdade pela população. "É preciso que se tomem iniciativas e se criem mecanismos permanentes (...) para denunciar e combater esse tipo de ação”, expressa o documento.
O segundo obstáculo está na ausência de regulação e políticas públicas que promovam e garantam a liberdade de expressão e o direito à comunicação. Hoje, as condições para o exercício dessa liberdade são muito desiguais, já que os canais de mídia estão nas mãos de alguns grupos econômicos cuja prática impõe sérios limites à efetivação da liberdade de expressão do povo brasileiro. Além de ser marcada pela prevalência de interesses privados em detrimento do interesse público.
Atualmente, 35 entidades da sociedade fazem parte da Frente, mas a expectativa é que o número aumente. Entre as integrantes estão a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), Intervozes, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Artigo 19, Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub), Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e Associação de Juízes para a Democracia.
terça-feira, 19 de abril de 2011
“Não fui, mas não gostei”
Instigado pelo artigo de Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania, que eu publiquei aqui, fui ao blog do R7 do tal André Forastieri que insinua que os blogueiros progressistas são chapa-branca, na mesma onda que surfou o PIG quando Lula foi entrevistado em novembro por alguns desses blogueiros. O “tro-lo-ló” de sempre. Põe em dúvida a relação PT, CUT, blogueiros progressitas e esquece de citar o PSB de Erundina, ou a CTB e a CGTB que apoiaram o Encontro. Apenas para reforçar a tese da república sindical e a criminalização dos movimentos sociais. O interessante é que ele põe em dúvida todas as motivações do encontro ao mesmo tempo que afirma que não irá para conferir como sugere o título: “Vá ao encontro dos blogueiros progressistas e depois me contas do que se trata”. Resolvi atender a sugestão do título e enviei o comentário abaixo:
“Oi, sou um ilustre desconhecido. Eu fui e posso contar ao André Forastieri, que para mim também era igualmente desconhecido até então. Assim, gostaria de me apresentar antes. Iniciei o prazeroso hábito de blogar há pouco mais de um ano, incentivado por uma amiga que o fazia, também por prazer e por militância na educação. Descobri desde então quanto era incrível compartilhar informações, notícias e pontos de vista que são contraponto a uma mídia tradicional, conservadora, preconceituosa, concentrada e comprometida com grandes grupos e interesses econômicos. Acreditem: há outras formas de compreender concepções de Estado e sociedade. Contra a dependência externa há a possibilidade de defesa de interesses nacionais. Contra a total liberdade ao mercado para garantir imensos lucros a pequenos grupos há a alternativa de regulação do Estado. Acreditem: muitos países desenvolvidos pensam assim. De fato, uso parte de meu tempo de desocupado, muitas vezes, das 21 às 2 da manhã para ler, escrever e compartilhar. Talvez seja falta do que fazer quando não estou cumprindo as 40 horas semanais como gestor concursado de uma unidade educacional pública. Poderia estar dormindo ou assistindo o BBB ou outra programação que o substitua. Mas não, gostei desse negócio de ser blogueiro. E faço sem ganhar nada. Incrível: paguei para ir ao Encontro porque tenho muita coisa em comum com aqueles que lá estavam. Das pessoas ali presentes no Encontro, muitas não tem partido, outras são petistas, outras do PC do B, tem gente do PSOL. Há muitas divergências e pensamentos distintos. Faz parte, diria o Bam-Bam. Mas, de fato, lá, pelo que percebi, não tinha tucano ou "democrata". Afinal eles não precisam fazer blogs para expressar à sociedade seu pensamento. Se fosse essa a nossa orientação política, poderíamos buscar nova denominação. Seríamos os "blogueiros conservadores". Defenderíamos a concessão pública de televisão para apenas 11 famílias. Defenderíamos programações globalizadas como o BBB para todo o país sem preocupação com o conteúdo regional e valorização da cultura local. Acharíamos corretíssimo que uma mesma empresa tivesse uma rede de televisão, de rádio, revistas e jornais, monopolizando toda a informação de uma determinada região. Seríamos até contra nós mesmos, achando que esse negócio de se comunicar deve ficar restritos a poucos. Por isso seríamos contra um Plano Nacional de Banda Larga, pois se conseguirmos baratear os preços absurdos cobrados por operadoras, oferecendo internet rápida de verdade, daríamos mais chance às classes mais baixas de conseguirem mais informação e melhor comunicação. Acharíamos um absurdo. Iríamos ser contra um debate público sobre a reforma política, pois o melhor seria manter as pessoas acreditando que se identificar com um partido, ter uma ideologia, não faz a menor diferença, afinal como sempre nos reforçaram nos meios de comunicação, política é uma coisa ruim. Acharíamos errado que o “povão” tenha um partido. Eles nunca defenderam seus interesses antes. Por que deveriam fazê-lo agora? Defenderíamos que o que importa é votar na pessoa, guiado pelos estereótipos criados pela mídia, aquela que não gostaríamos que ficasse do jeito que é. Mas não são essas as concepções que unem em um fim de semana pessoas que defendem democratização dos meios de comunicação e outras reformas democráticas. Pessoas que não terão o patrocínio de grandes anunciantes da mídia tradicional para discutir democracia. Pessoas que precisam para promover um evento desses de dinheiro de centrais sindicais, não somente a CUT, mas também a CGTB e a CTB não mencionadas no artigo. E elas devem patrocinar este evento sim, pois o movimento sindical é constantemente criminalizado por essa mídia herdada de uma sociedade colonial e escravocrata. Garantir um marco regulatório dos meios de comunicação, a exemplo do que acontece nos EUA, Canadá e em países europeus, ou como fez recentemente a Argentina, deve ser bandeira dos movimentos sociais. Aliás tratei desse tema na apresentação que fiz na Oficina “Educação na Blogosfera” durante o Encontro. Enfim, o que nos une? Acho que, além de tudo o que já disse, nos une o combate a esses estereótipos criados pelos meios de comunicação tradicional tão presentes neste post, como forma de desqualificar mobilizações e movimentos legítimos da sociedade. Uma pena que você não foi. Teria chance de entender do que se trata e oferecer a seus leitores. Deveria ter seguido as dicas deles e até levado o meu xará, o “sou sergio”. É quase impossível entender o que ele escreve, mas parece que elogiou seu blog. Só não sei se ele entendeu mesmo.”
P.S. Vejam o que escreveu “sou sergio”:
``sou sergio`` - 17/04/2011 - 19:50
ABENÇOADA NOITE LINDO....
NUSSA
parlar dela coza... blogueiro progressistas!!! hummmmmm( pensando>>>
estou totalmente desemformado na questao em si...
esta tanto controvertida? mescrada,
bem pelo sua inteligencia ja definiu tudo, eu apenas concluo trata pessoas desocupadas busca ocupaçao explendida onde pode lucrar busca mesmo...
ou farrista de plantao suplicando atencion
essa minha opniao, fico feliz por vc aborta tem questao adoro seu ponto vista, aborda sempre materia firme forte , por isso repito voce dgno meu respeito e reverenciando me retiro bay
``sou sergio`` - 17/04/2011 - 20:11
boa noite...
voltei ...
me lembro algo assim assutador?
ANDRE VOCE SABIA 80% PESSOAS QUE INTREVISTEI NUM CONHECE NEM SABE ACESSAR BLOG??
internalta ainda circula momentaniamente no estatanio, espaço da internet, onde envolve mas liberdade intimidade fervorosa..
esse publico que eu busco qual conhecimento deles? deixa comentario nas horas extras nos blog portal r7... sou curiosissimo gosto ler blog, ainda mas blog del lei, tem temas forte isso bom ... abraço
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Educação na Blogosfera
Tive a honra de estar encarregado da apresentação do tema na Oficina Educação na Blogosfera, no 3º dia do I Encontro de Blogueiros Progressistas SP. Este artigo pretende resgatar um pouco do que foi o debate ocorrido na Assembleia Legislativa de São Paulo e até mesmo aprofundar pontos que tocamos apenas superficialmente na ocasião.
Iniciei a apresentação tratando dos dois aspectos da educação enquanto processo: o reprodutor e o transformador. À educação cabe tanto reproduzir quanto transformar saberes e cultura da sociedade. Por isso mesmo, a educação é afetada e tem o papel de transformar a sociedade. Hoje afetam inexoravelmente a educação como mudança recente nas relações sociais a presença preponderante na juventude do uso de redes sociais e blogs.
Dentre os participantes, parte era de blogueiros, outra de educadores, outros eram professores blogueiros, e por fim, alguns não eram nem uma coisa, nem outra, mas interessados nos dois temas. Por isso mesmo, foi importante apresentar dois vídeos que explicam com muita simplicidade o que são redes sociais e blogs. Tal simplicidade chega mesmo a reduzir a dimensão desses fenômenos, como observou Luana Bonone, jornalista do Portal Vermelho. Mas como sugeriu a participante da oficina, a utilização dos vídeos que disponibilizo abaixo tem seu aspecto didático auxiliando a compreensão dos que não vivem tais revoluções de costumes.
Desses vídeos temos duas lições principais. A primeira é que as redes sociais sempre existiram. Mas a tecnologia ampliou as possibilidades e oportunidades, profissionais e pessoais, dessas relações na medida em que tornam visíveis as pessoas que antes se distanciavam de nós por serem amigos dos amigos dos amigos…
A segunda lição é que os blogs rompem com paradigmas das comunicações, antes monopolizadas por jornalistas e editores respondendo a grupos e empresas. A informação e a comunicação passaram a ter um caráter pessoal e interativo na relação com a notícia, possível com os blogs que tornaram qualquer um produtor de informação.Essas novas formas de comunicação refletem a aceleração com que a tecnologia da informação se desenvolveu nas últimas décadas. Uma aceleração que afetou a educação porque é uma realidade que invade as salas de aula e seus alunos. E por acelerar, pega o professor de surpresa, inseguro por não possuir a mesma naturalidade com que alunos twitam ou postam. É o que mostrou a pesquisa noticiada pelo JT na semana que passou.
A pesquisadora da UNICAMP, Cacilda E. A. Alvarenga, identificou que 85% dos docentes pesquisados em 253 de 27 Escolas Estaduais paulistas de Campinas não sabem usar o computador e seus recursos como ferramenta pedagógica. Eles apresentaram como dificuldades não saberem usar software simples como o Power Point ou terem problemas para navegar na internet. Os professores destacaram como causas: a deficiência na formação profissional, a falta de tempo, o pouco incentivo para se aprimorarem e a infraestrutura deficiente no local de trabalho. Segundo a reportagem, para o Secretário Estadual de Educação, João Cardoso Palma Filho, “há muita resistência dos docentes com a tecnologia”. Mais uma vez a política educacional do Estado de SP utiliza a estratégia de culpabilização dos professores. É claro que há resistências de quem chega a se assustar com as transformações proporcionadas pela tecnologia. Mas isso não é desculpa para a omissão do Estado. A pesquisadora conclui que os resultados da amostra “são semelhantes no resto do País” e que “a falta de afinidade dos professores públicos com a tecnologia é comum”. Acrescenta que para 73% dos entrevistados a infraestrutura de informática disponível nas escolas é insuficiente e que “isso acaba desmotivando o professor”.
Como consequência desse distanciamento entre professores e a tecnologia disponível na mão de seus alunos, lidar com a realidade que se apresenta se torna obstáculo ao aspecto reprodutor da escola que sequer acompanhou a mudança na sociedade. Ainda mais difícil se torna a meta de transformar a realidade presente que lhe escapa.
Como apresentei no Encontro, essa realidade é perceptível na própria experiência que tenho com esse blog que se dedica em parte para tal público, professores da rede municipal, bem como outros servidores municipais. Constantemente percebo a dificuldade que muitos professores (como outros servidores) encontram para entender como buscar notícias em um blog. É uma realidade ainda distante. Não há hábitos de busca pelas informações em blogs ou na internet de uma forma geral. Para incentivar que a maioria busque a informação tenho uma rotina permanente de boletins por e-mail. Isso para os que acessam seus correios eletrônicos, pois ainda há muitos profissionais que possuem computador e banda larga em casa por conta de filhos ou netos, mas não possuem uma conta de e-mail e não sabem acessar um site. Outros ainda possuem conta, mas acessam com baixa regularidade. Tais características de parte do professorado e mesmo de outros trabalhadores dificultam imensamente as chances de manter o funcionalismo melhor informado.Como acontece com a maioria da população brasileira, também professores e servidores são informados massivamente, e por isso, formados, por uma mídia conservadora, atrelada a um Brasil atrasado, preconceituoso, voltado para os interesses de setores privilegiados. A mesma mídia que constantemente ataca os professores e os culpabiliza pelos problemas da educação, para poupar governos liberais que defendem interesses do mercado, é a sua fonte principal de informação. Uma mídia que ataca a educação pública e defende a privada, como denunciou Maria Izabel Azevedo Noronha, Presidenta da APEOESP, em matéria do Viomundo publicada aqui sobre a opinião do economista Gustavo Iochpe na revista Veja de 09/04/11. O economista explora seu ponto de vista mercadológico e oferece mais “pérolas” para colecionarmos dentre as ideias sobre educação advindas de pessoas que nunca se importaram com educação. Maria Izabel elencou algumas contribuições de Iochpe para que a educação pública não avance:
•propõe que as representações sindicais do magistério e demais profissionais seja ignoradas nas discussões sobre educação;
• “acusa” os sindicatos de lutarem pelo bem-estar de seus associados;
• afirma que o Brasil investe mais que o suficiente em educação;
• para ele, não há relação nenhuma entre o valor dos salários pagos aos professores e a qualidade do ensino;
• vem defendendo a ideia de que o ensino infantil não tem importância nenhuma para o desenvolvimento da educação e do país. Como salientou Maria Izabel, todas as críticas e restrições do economista são voltadas ao ensino público, como se a educação privada por si garantisse qualidade. Para a Presidenta da APEOESP, há uma “tentativa de demonizar os movimentos e sindicatos de professores, estudantes e outros segmentos sociais que lutam pela melhoria da educação pública e pela valorização de seus profissionais”. É um “movimento contra a democracia e contra o livre direito de organização e expressão”.
Diante de tanto poder concentrado em uma mídia que funciona como partido conservador, disposto a tudo para combater reformas democráticas, não é pouca a dificuldade encontrada no movimento sindical. A realidade com que se deparam os sindicatos é de uma boa parcela dos professores e trabalhadores em geral, desinformados, despolitizados e desmobilizados. Essa conjectura facilita os constantes ataques que vivemos contra o funcionalismo, tanto pelo poder público, quanto pela mídia, bem como torna boa parte do conjunto dos servidores formada por concepções conservadoras. É assim que São Paulo tem um governo que abusa com reajustes anuais de 0,01%, pratica descaradamente a política de gratificações para excluir aposentados e desmonta o serviço público com opção clara por terceirizações, Organizações Socias e convênios. Tudo isso chancelado por uma imprensa que ajuda a confundir a opinião pública sobre o que é boa gestão, e para a qual, serviço público é um problema em si e a culpa é dos servidores. Tais concepções conservadoras passaram a ser introjetadas por muitos servidores que acabaram sendo apoiadores ou simpatizantes das políticas de seu próprio algoz. Mas que possibilidade temos de resistir, enfrentar e reverter (ou converter) a situação presente? Vejo na blogosfera e nas redes sociais grandes ferramentas e instrumentos políticos ou de politização. Não são a solução em si, mas não é possível pensar em avanços desconsiderando sua presença na sociedade e as possibilidades do uso das novas tecnologias, pois estas permitem cada vez mais o acesso a informações e perspectivas como contraponto à mídia tradicional, como tem demonstrado a organização de blogueiros progressistas. A Blogosfera tornou-se excelente canal de comunicação por permitir o contraditório (sem o controle editorial) essencial para a perspectiva de se promover a politização. As redes sociais por sua vez têm demonstrado serem capazes de organizar grandes mobilizações pelo mundo. Que fique claro que se tratam de ferramentas, não substituindo a ação nas ruas, mas com potenciais para comunicar e informar nunca vistos antes. Outra condição que as ferramentas tecnológicas atuais permitem às pessoas é de se tornarem produtoras de informação e comunicadoras sociais, rompendo o movimento unidirecional da mídia antiga.
Assim, apropriar-se de tais ferramentas e difundir seu uso deve ser o desafio que sindicatos e movimentos sociais devem tomar para si, e que os Blogueiros Progressistas podem incorporar como bandeira, pensando em uma educação transformadora da sociedade. Devemos lutar para que sindicatos, governos e faculdades de pedagogia passem a voltar os cursos de formação ou capacitação para as novas tecnologias permitindo melhor uso da internet para busca, pesquisa e informação, utilização de e-mails para transmissão rápida de informações e o ingresso e exploração de redes sociais e blogs para ampliar a capacidade de comunicação.
Para que possamos avançar em tempos atuais, temos de convencer os sindicatos da necessidade de renovar suas estratégias de comunicação, garantindo informações atualizadas nos sites, com boletins eletrônicos e ampliação da interatividade com os trabalhadores em fóruns temáticos, enquetes de opinião, espaço para comentários, canais para bate-papos e publicação de textos, imagens e vídeos dos filiados. Também precisam estar presentes nas redes sociais como twitter, facebook e orkut.
Os blogueiros progressistas devem propor campanhas envolvendo os sindicatos nas lutas pela democratização dos meios de comunicação. Não podem deixar de ser bandeira das entidades sindicais a luta pelo marco regulatório dos meios de comunicação, pelo Plano Nacional de Banda Larga, já que o acesso à informação de forma democrática é a grande arma contra a velha mídia que criminaliza movimentos sociais. A reforma política, tema da blogosfera progressista, também deve ser alvo de debate entre os trabalhadores, pois trata-se de rever a forma de representação política dos segmentos sociais que hoje vêem seus conflitos resolvidos pelo viés das questões econômicas.
Diante das proposições que expus ao debate e a discussão desenvolvida no encontro, os participantes concluíram propostas que devem concorrer para a composição do documento final do I Encontro de Blogueiros Progressistas SP que será concluído em breve e deve ser apresentado no II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas que acontecerá em junho, em Brasília. São elas:
- Defender que a formação inicial e continuada dos professores inclua a capacitação para a utilização das novas ferramentas tecnológicas, inclusive redes sociais e blogs.
- Propor aos sindicatos apoio a campanhas por reformas democráticas e pela democratização dos meios de comunicação incluindo a promoção de debates e divulgação de temas como: marco regulatório das comunicações, PNBL e reforma política.
- Apoiar o Projeto de Lei n°: 5921/01 que proíbe a publicidade dirigida à criança e regulamenta publicidade dirigida a adolescentes
- Promover o debate sobre a criação de uma rede de blogs que façam um contraponto ao projeto de poder pedagógico da mídia hegemônica, proporcionando no âmbito da educação a possibilidade de resistência
- Promover nos blogs linguagens adequadas para acessar e aproximar seus públicos.
- Instigar a participação e contribuição dos professores para o debate de uma educação libertadora e emancipatória.
- Promover o debate sobre a educação privada, identificada pela mídia como de qualidade, mas que, apesar dos recursos disponíveis são incapazes de formar cidadãos.
- Criar espaços de resposta para os movimentos sociais diante da sofisticação na forma como a mídia criminaliza, atribuindo crimes de corrupção sem julgamento como já ocorreu com o MST, CONAM e UNE.
- Apoiar e propor projetos públicos de educomunicação que estimulem alunos e professores na utilização de ferramentas de comunicação como rádio, blogs e redes sociais como ferramentas de aprendizagem.
- Apoiar e desenvolver projetos que estimulem alunos e professores na utilização de ferramentas de comunicação como rádio, blogs e redes sociais como ferramentas que permitam fazer novas leituras da realidade.
- Elaborar campanhas para conscientizar as comunidades educativas quanto à importância da comunicação.
Encerrei a apresentação com o trecho inicial do vídeo “Levante sua voz” produzido pelo Intervozes que trata do direito (hoje negado no Brasil) à comunicação. Por questão de tempo não apresentei o vídeo na íntegra e por uma feliz e incrível coincidência, a oficina seguinte sobre Comunicação Comunitária com a rapaziada da rádio Heliópolis iniciou a apresentação justamente com o mesmo vídeo que aqui, com prazer, posso divulgar mais uma vez. Se minhas palavras não foram suficientes para aqueles mais distantes desse tema entenderem o que significa esse monopólio das comunicações e o efeito sobre a cultura e a liberdade do povo brasileiro, duvido qualquer reação de indiferença, após assisti-lo. Simplesmente fantástico!
Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.
Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.
Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

