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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Brizola: “O simbolismo é muito grande”

por Rodrigo Vianna

 Habemus ministro. E não é qualquer ministro. Falamos da pasta do Trabalho. Criada por Getúlio Vargas, e ocupada por Jango, no caminho pedregoso que o levaria à Presidência da República em 1961. O Ministério confunde-se com a história do trabalhismo no Brasil. Por isso, a escolha reveste-se de um imenso peso simbólico.

Para a blogosfera, o simbolismo é duplo. Um blogueiro passa a ocupar a pasta do Trabalho. Brizola Neto, que carrega no nome a legenda trabalhista, recebeu o convite formal de Dilma nessa segunda-feira, véspera do feriado de Primeiro de Maio.

Tem um sabor especial ver um “blogueiro sujo”  (Brizola Neto fez questão de comparecer aos dois primeiros Encontros Nacionais de Blogueiros, em 2010 e 2011) na pasta que já foi de Jango…  Mas não tenhamos ilusões. Dilma não escolheu Brizola por ser blogueiro, nem por ser um importante ativista das Comunicações. Não. Dilma escolheu Brizola pela história. O que não é pouca coisa. Às vésperas da eleição de 2010, escrevi que a vitória de Dilma era o reencontro do PT com o trabalhismo de origem varguista. Dilma sela esse reencontro com a nomeação do novo ministro. E a nomeação tem também outro significado, como escrevi h: significa um aceno de Dilma para setores mais à esquerda. Dilma escolhe, no PDT, quem procura honrar as tradições trabalhistas.

O escolhido tampouco tem ilusões sobre o tratamento que receberá da imprensa. Conversei com ele na noite de segunda (30 de abril). Sobre a relação com os barões da mídia, que Brizola Neto (com o apoio luxuoso do jornalista Fernando Brito) tanto critica no “Tijolaço”, o novo ministro foi claro: “Sei muito bem o que eu represento! E, até pelo enfrentamento que travei com alguns veículos, sei que o combate será pesado. De minha parte, terei que ser cuidadoso, porque chegando ao ministério passo a falar pelo governo também”.

A seguir, trechos da conversa com o novo ministro.

SIMBOLISMO

“O aspecto simbólico foi levado em conta na escolha da presidenta Dilma, e também a coerência das idéias pra fazer valer essa indicação. Na minha indicação está o peso da figura do velho Brizola e do trabalhismo. O Ministério do Trabalho foi criado pelo presidente Vargas, e o PDT é a continuidade do PTB de Getúlio Vargas – que criou o Ministério justamente para proteger o elo mais fraco nesse embate entre Capital e Trabalho. O Simbolismo é muito grande!

LIÇÕES DO VELHO BRIZOLA

“Vou para um governo – aliás, ainda não falo ainda como ministro, isso só depois da posse – com o qual o PDT tem muita identidade, governo que continua na trajetória iniciada com o presidente Lula de gerar mais empregos e com mais qualidade. Um governo que também afirma a Soberania Nacional. E essas coisas estão ligadas, aprendi com meu avô a importância de trabalhar esse tripé: Soberania Nacional mais Crescimento Econômico mais Justiça Social. Vejo isso tudo funcionar muito bem com a presidenta Dilma.”

PAPEL DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

“O Ministério do Trabalho vai ter mais protagonismo. Precisa ser mais ativo nas Mesas Nacionais de Negociação. Por exemplo, nas grandes obras do PAC, como no caso de Belo Monte. Ministério tem que estar presente, trabalhando em parceria com Casa Civil e Secretaria da Presidência.”

TIJOLAÇO SERÁ MANTIDO?

“Não consigo pensar em suspender. Estamos definindo, porque por outro lado é preciso ver que terei agora os limites da função de Ministro. Até quinta, espero definir isso.”

PDT – MUDA CORRELAÇÃO DE FORÇAS?

“Partido agora precisa mostrar unidade, costurar a unidade. Falei há pouco com nossos senadores e com quase todos os deputados, e a receptividade é muito boa. Claro, há uma ou outra resistência. Mas vamos trabalhar isso, conversar muito. É chegada a hora de resgatar o velho PDT.” Brizola- “O simbolismo é muito grande” – Escrevinhador

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Carta desabafo de uma bancária à Rede Globo

site dos Bancários Divinópolis

14/10/2011

De Tereza Roberto
Carta à Direção Globo de Jornalismo
Sr. Carlos Henrique Schroder,
É com grande insatisfação que escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil.
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estamos indignados com o tratamento que os telejornais da Central Globo de Jornalismo, subordinada a sua Direção Geral de Jornalismo e Esportes (DGJE), estão dando a nossa greve.
Todos os dias suas reportagens altamente parciais (sempre do lado dos banqueiros, o capital de vocês) mostram nossa greve prejudicando clientes, idosos, etc. O que vocês não mostram é o quanto nós somos prejudicados o ano inteiro.
Sr. Carlos Henrique Schroder, aos 16 anos, quando entrei para a faculdade de jornalismo, eu achava que poderia mudar o mundo.
Aos 20, quando acabei a faculdade, percebi que o mundo é que havia me mudado.
Decidi ser bancária, que por sinal é uma profissão muito digna, talvez até mais digna do que aquela profissão que me fez passar quatro anos na universidade.
Sr. Carlos, nós, bancários, trabalhamos feito robôs. Em minha agência somos 24 funcionários e temos que atender em média 500 clientes por dia, em seis horas de trabalho, sendo no máximo 15 minutos para atender cada cliente, o que matematicamente torna-se uma conta impossível.
Nesses 15 minutos que temos para atender os clientes, em vez de resolver os problemas deles, temos que oferecer produtos que eles não precisam. Temos que empurrar seguros de vida a universitários; temos que vender (com muita dor no coração) títulos de capitalização e colocar cheque especial na conta de idosos que só ganham um salário mínimo. Fazemos empréstimos com juros absurdos para aposentados do INSS que não sabem nem ler. Fazemos tudo isso porque somos obrigados pela instituição capitalista que paga nosso minguado salário.
Trabalhamos de seis a oito horas contratuais fazendo tudo o que podemos para garantir o lucro da nossa empresa, sem contar as horas extras e também as horas “bestas” (fora do ponto eletrônico).
Em quantos e quantos meses já perdemos boa parte do nosso salário para pagar diferenças de caixa provocadas por dias de pico onde não conseguimos nem almoçar? Isso sem contar que só temos 15 minutos para engolir a comida e escovar os dentes!!! Em quantos e quantos dias deixamos de beber um copo de água sequer, ou mesmo deixamos de ir ao banheiro para necessidades lógicas?
Sr. Carlos, o Banco em que eu trabalho (BB) teve um lucro de mais de 6 bilhões só no primeiro semestre deste ano. O Itaú lucrou mais de 7 bilhões e o Bradesco mais de cinco.
Sr. Carlos, todo esse dinheiro daria para construir dezenas de escolas e hospitais em toda parte do nosso país, e o Sr. Tem que concordar que o Brasil é muito carente nessas áreas.
Quantos milhões de reais os bancos não gastam todos os anos com publicidade e propaganda na sua emissora? O Bom Dia Brasil tem o oferecimento do Banco do Brasil, o Jornal Nacional é patrocinado pelo Bradesco, fora os outros telejornais e os comerciais dos outros bancos que sua emissora veicula todos os dias.
Sr. Carlos, os escriturários do BB recebem R$ 1.400,00 líquidos para sustentar suas famílias. Temos um bom plano de saúde, graças a Deus, e um auxílio alimentação que dá pra abastecer uma casa, mas o Sr. Tem que concordar comigo que R$ 1.400,00 não dá pra manter o padrão que os bancários precisam para trabalhar.
Temos que nos vestir bem e ter uma boa aparência, afinal trabalhamos nas empresas que mais dão lucro no Brasil e precisamos ter uma boa apresentação.
O que nos deixa mais indignados é que seus telejornais nos mostram como vilões da sociedade, exterminadores de benefícios de velhinhos, grevistas baderneiros, como se nós não quiséssemos trabalhar,
Sr. Carlos Henrique Schroder, nós não estamos de férias, nós estamos exercendo um direito constitucional que nos foi dado; passamos em concurso público e nos classificamos entre milhares de pessoas. Acho que merecemos ganhar um pouco mais pelo que passamos todos os dias, o Sr. não acha?
Nossa greve não é só por nós, é principalmente pelos clientes. Os bancos têm estrutura suficiente para contratar mais funcionários, tirando assim o peso da carga que carregamos, pois cada um de nós trabalha por cerca de 10 pessoas que não existem. Com mais funcionários, os clientes ficarão menos tempo nas filas intermináveis e terão uma qualidade de atendimento muito melhor.
O que queremos é que seus telejornais e jornalistas prezem aquilo que de mais importante eu aprendi na universidade: a verdade e a ética jornalística.
Não deixem o capital se sobrepor aos valores éticos e à verdade nua e crua. Mostrem o que realmente acontece, não escondam nenhum dos lados.
Não acho correto mostrar apenas o lado ruim da greve, pois com toda certeza do universo, Sr. Carlos, o lado negro dessa história não é a greve, não é mesmo! A greve é nossa única chance cobrar o que nos é direito.
O Sr. sabe que a economia do país teve uma inflação considerável e nosso aumento real seria de apenas 0,56%, o que é absurdamente injusto se compararmos com o lucro que nós, funcionários, proporcionamos aos bancos de 2010 para 2011.
No governo FHC passamos 8 anos sem aumento nenhum, e a inflação cresceu a cada ano. Nosso salário estagnou.
O salário mínimo cresceu mais de 400% de 2002 a 2011, enquanto nosso salário aumenta a passos miúdos. Se continuar neste ritmo, daqui a uns anos vai valer mais à pena ganhar um salário mínimo do que trabalhar em um Banco.
Bom, Sr. Carlos, acho que já falei demais. Eu não o conheço, mas sei que o Sr. tem um currículo que muito jornalista gostaria de ter e ocupa uma posição respeitável. Quero parabenizá-lo por isso. Sei também que minha indignação não vai resolver nada e sei que seus telejornais continuarão parciais por toda vida, pois isto é política da emissora e não há o que se fazer. Mas desabafei o que estava engasgado na garganta de milhares de bancários de todo o país.
Saiba que vendo o que se passa hoje na televisão brasileira, me orgulho de ter optado por sofrer um pouco sendo bancária do que ter um pouco mais de dinheiro e não dormir à noite sendo jornalista da emissora a qual o Sr. faz parte.
Grata pela atenção,
Teresa Roberta Soares

--. Bancários Divinópolis .--

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dilma anistia bombeiros que fizeram greve em junho

Luciana Lima, repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (11) a lei que concede anistia aos bombeiros militares que fizeram greve em junho deste ano. A lei beneficia bombeiros de 13 estados e do Distrito Federal.

O projeto de lei, aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 20 de setembro, concede anistia de infrações previstas no Código Penal Militar e no Código Penal. A proposta é de autoria do senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

No Rio de Janeiro, o movimento dos bombeiros teve um de seus episódios mais marcantes. No dia 4 de junho, 439 grevistas foram presos após ocuparem o quartel central da corporação. Eles ficaram presos até o dia 10 de junho, quando um grupo de deputados federais conseguiu habeas corpus.

Edição: Rivadavia Severo

Dilma anistia bombeiros que fizeram greve em junho - Viomundo - O que você não vê na mídia

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Greve dos bancários: “Os bancos não têm alguma responsabilidade?”

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Breve comentário sobre a cobertura da greve dos bancários

por Igor Felippe

As matérias da imprensa conseguiram me esclarecer que grandes problemas do nosso país são causados pela greve dos bancários.

Idosos que não recebem o INSS, homens que não pagam a pensão e podem ser presos, lojas cheias de dinheiro a mercê da criminalidade, famílias que não conseguem pagar suas contas…

Interessante que, pela cobertura, o lucro dos seis maiores bancos do Brasil, em torno de 46 bilhões de reais em 2010, não causa problema nenhum.

Será que a intransigência em aceitar as reivindicações dos trabalhadores bancários não coloca nos bancos (que coincidentemente formam o setor econômico que mais lucrou e lucra com o atual modelo econômico por mais de 15 anos) alguma responsabilidade pela situação?

Abaixo, mais uma dessas matérias que esclarecem para toda a sociedade o “mal” que faz a greve.

Igor Felippe

12/10/2011 – 06h00

Greve dos bancos acumula dinheiro em lojas e gera risco de segurança

Aiana Freitas, Especial para o UOL Economia, em São Paulo

A greve dos bancários, que já passou de duas semanas, já começa a prejudicar o comércio, segundo o assessor econômico da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Fábio Pina.

“Os efeitos da greve não dependem apenas de os bancos oferecem alternativas ou não, mas do tempo da paralisação”, diz Pina. “Se tivesse durado um ou dois dias, não haveria tantos problemas.”

Um dos pontos é o acúmulo de dinheiro em caixa. “Essa é uma questão, principalmente, de segurança. O ideal é o comerciante ir fazendo depósitos aos poucos no caixa eletrônico, para deixar o mínimo possível de dinheiro em caixa”, sugere.

O assessor econômico da Fecomercio aconselha o comerciante, ainda, a tentar pagar os fornecedores em dinheiro. E nunca levar o dinheiro para casa. “Isso apenas transferiria o risco de um lugar para o outro.”

Fábio Pina diz que a greve dos Correios, que durou quase um mês, também causou transtornos aos comerciantes. O Tribunal Superior do Trabalho determinou que os funcionários dos Correios devem retornar ao trabalho nesta quinta-feira (13).

Além de terem dificuldade para pagar contas –inclusive de serviços que podem ser suspensos por falta de pagamento-,  os lojistas viram também seus custos aumentarem, uma vez que tiveram de optar por outras formas de envio de produtos e documentos, contratando empresas de entrega ou motoboys.

Igor Felippe- Os bancos não têm alguma responsabilidade- - Viomundo - O que você não vê na mídia

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dilma pede desculpas aos sindicalistas

Por Altamiro Borges
Do repórter Chico de Gois, no sítio do jornal O Globo:

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Presidente Dilma Rousseff em reunião com centrais sindicais (Foto: Roberto Stuckert Filho/ Presidência) – G1

Depois de ter anunciado o plano de industrialização, chamado Brasil Maior, na terça-feira, enfrentando a resistência das centrais sindicais, que se recusaram a participar da cerimônia por se sentirem preteridos na discussão do projeto, a presidente Dilma Rousseff apareceu de surpresa, nesta quinta-feira, numa reunião das centrais na Secretaria Geral da Presidência e desculpou-se pela atitude do governo, segundo disseram os sindicalistas em entrevista coletiva. Ela fez um mea-culpa pelo que considerou um erro. As centrais aceitaram o pedido de desculpas, mas querem que o governo coloque em prática a sugestão apresentada por elas, de manter câmaras setoriais, com participação paritária, nas 25 cadeias de produção. Dilma prometeu atender ao pedido.
- Foi uma surpresa o aparecimento da presidente na reunião - disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical.
- Ela desculpou-se da relação com as centrais e disse que o governo cometeu um erro de não ter discutido a proposta do plano com as centrais. A presidente também garantiu uma mudança no tratamento às centrais – complementou.

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Confirmando a informação, o jornalista Luiz Carlos Azenha, do blog Viomundo, entrevistou Artur Henrique, presidente da CUT:
“Queria te dar uma informação absolutamente nova, que acabou de acontecer uma nova reunião em Brasília com as centrais sindicais e os ministros, para dar continuidade a esse debate [sobre a política industrial], e tivemos a participação da presidente da República. A Dilma compareceu à reunião, fez um mea culpa, vamos dizer assim, dizendo, olha, vocês tem razão em relação à crítica, nós vamos melhorar esse método e não chamar vocês apenas para informar as medidas, mas construir um processo coletivo de discussão das medidas antes delas serem anunciadas”.
Flertando com os inimigos
A manifestação de intenção da presidenta Dilma é muito positiva. Afinal, as relações entre o seu governo e os movimentos sociais, incluindo o sindicalismo, estavam se deteriorando. Logo no início do seu mandato houve a frustração nas negociações do reajuste do salário mínimo, na qual as centrais sindicais saíram inconformadas com a falta de habilidade e diálogo.
Na sequência, o governo cedeu ao deus-mercado, ao promover drásticos cortes no Orçamento e ao elevar a taxa de juros. Dilma também se aproximou dos barões da mídia, seus algozes na campanha eleitoral, e fez uma “carta de amor” ao tucano FHC. O tom das críticas à presidenta se elevou. Ela estaria abandonando o projeto mudancista do seu antecessor e flertando com os inimigos.
O boicote das centrais
Nesta semana, para complicar ainda mais as relações com os movimentos sociais, o governo anunciou o seu plano de incentivo à indústria nacional, sem ouvir o sindicalismo e ainda prevendo a desoneração da folha de pagamento – uma antiga demanda do patronato que pode esvaziar os cofres da Previdência Social. As centrais decidiram boicotar o lançamento do “Brasil Forte”, endurecendo o jogo.
Agora, Dilma parece que dá o braço a torcer. A decisão de ir, de surpresa, à reunião das centrais e reconhecer os erros é um gesto de grandeza. Afinal, governar um país tão complexo como o Brasil exige acima de tudo habilidade política, que combine firmeza de princípios e flexibilidade tática. Não é coisa para tecnocratas, gerentonas ou marqueteiros.
A força dos movimentos sociais
Em outubro passado, o povo derrotou o tucano José Serra e o risco do retrocesso neoliberal. Votou na continuidade do ciclo de mudanças iniciado por Lula, seu maior cabo-eleitoral. Dilma enfrentou uma campanha de baixarias da mídia e dos setores mais retrógrados da sociedade. No momento mais difícil da sucessão, os movimentos sociais foram às ruas para derrotar a direita e eleger Dilma.
Agora, novamente, Dilma atravessa uma fase delicada. Ela está acuada diante da onda denuncista da mídia contra a corrupção no seu governo. Há mais de dois meses que a velha imprensa, com seus interesses matreiros, só dá noticia ruim sobre a atual gestão. O Brasil parece um inferno, um país de ladrões. Até os demotucanos, natimortos, já se animam e propõem a criação de CPIs.
Retomada da ofensiva política
A cedência ao deus-mercado e o “namorico” com a mídia demotucana podem ser fatais para a presidenta Dilma. Sem o diálogo e o apoio crítico dos movimentos sociais, dificilmente o governo conseguirá enfrentar a pressão das elites dominantes. Reconhecer essa limitação pode ser o primeiro passo para a retomada da ofensiva política contra as forças do atraso no país.

Altamiro Borges- Dilma pede desculpas aos sindicalistas

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Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência

domingo, 24 de julho de 2011

Metalúrgico estuda mais. Classes D e E também são cheirosas.

Publicado em 21/07/2011

Todo mundo cheiroso, Catanhêde. Esse Nunca Dantes ...

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Saiu no Valor, pág. A4:
“Sindicalismo – Pesquisa mostra mudança de perfil dos trabalhadores”
“Metalúrgico do ABC trabalha menos e estuda mais”

13% dos cem mil metalúrgicos têm curso superior completo.
(Contra 6% em 1994, no governo do Farol de Alexandria.)
Hoje, 55% dos metalúrgicos do ABC têm curso médio completo (contra 12% nos sombrios anos do Farol).
Fundamental incompleto: 48% nos anos turvos do Farol, contra 8,5% hoje.
Que horror !
Quer ver outro horror, amigo navegante ?
No mesmo Valor desta quinta feira, pag. B4, aumentou o consumo de antisséptico bucal nas classes D e E.
Em 2009, 85% dos lares das classes D e E passaram a usar colônia.
Nas classes A, B e C, a penetração é de 90%.
Portanto, como diria a Eliane Catanhêde, naquele inesquecível vídeo da massa cheirosa, hoje as classes D e E também são cheirosas.
Que horror !

Paulo Henrique Amorim

Metalúrgico estuda mais. Classes D e E também são cheirosas. - Conversa Afiada

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Reduzir a jornada de trabalho é gerar emprego

Entenda porque reduzir a jornada de trabalha ajuda a combater o desemprego e melhorar a vida do trabalhador

A redução da jornada de trabalho é um assunto amplamente discutido pela sociedade brasileira, principalmente por seus principais interessados, os trabalhadores e seus sindicatos.

Há, no entanto, muitas dúvidas sobre a questão. Respondemos os principais questionamentos sobre a proposta de redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

O que é jornada de trabalho?

É o período de tempo em que o trabalhador deve prestar serviços ou permanecer à disposição do empregador. Segundo a atual Constituição, este período pode ser de, no máximo, 8 horas diárias ou 44 horas semanais.

Como as horas de trabalho são controladas?

O empregador com mais de 10 funcionários é obrigado a ter cartão-ponto, folha-ponto ou livro-ponto para controle do horário de trabalho. É necessário verificar o acordo coletivo ou Convenção Coletiva de Trabalho de cada categoria. O trabalhador é obrigado a anotar o verdadeiro horário de início e término do trabalho diário, inclusive de seus intervalos.

Qual é a jornada de trabalho hoje?

44 horas semanais. A última redução do período semanal de trabalho ocorrida no País aconteceu na Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas. Na prática, a média de duração do trabalho já é inferior às 44 horas previstas na Constituição. E muitas empresas brasileiras já trabalham no regime de 40 horas. E na maioria dos casos essa redução foi negociada entre patrões e empregados. Ou seja, com a participação sindical.

Já foi aprovada a jornada de 40 horas?

Ainda não. No dia 30 de junho de 2009, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa sua redução aprovou, por unanimidade, o relatório favorável à proposta apresentada pelo deputado Vicentinho (PT/SP) à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 231/95. A proposta também aumenta o valor da hora extra de 50% para 75%. Agora, a PEC deverá ser votada pelo plenário da Câmara, em primeiro turno. Ela precisará ser votada em dois turnos e ser aprovada por, no mínimo, 308 deputados, para, então, seguir para votação no Senado. O número total de deputados é de 513. No Senado também serão duas votações no plenário. Para aprová-la na Casa são necessários 49 votos favoráveis.

Por que a redução é positiva para o País?

A redução visa tornar menos exaustiva a jornada, ampliar o tempo para lazer, qualificação e vida social e também gerar empregos. Ela também evitará muitos acidentes de trabalho, ocasionados pelo cansaço. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) a redução da jornada pode gerar até 2 milhões de novos postos de trabalho em todo País.

Desde quando existe a luta pela redução da jornada?

No princípio da Revolução Industrial, ocorrida em meados do Século 18, praticamente não existia legislação trabalhista. Nesse contexto, a organização dos trabalhadores começou a se estruturar tendo como uma de suas reivindicações a redução do tempo de trabalho. A quantidade de horas diárias e os dias trabalhados por semana estendiam-se ao limite da capacidade humana, chegando a 18 horas diárias. Aos poucos, a organização da classe trabalhadora foi conquistando melhorias nas condições de trabalho e redução da jornada.

Por volta de 1830, começaram a ser introduzidas leis que limitavam o tempo de trabalho. Essa diminuição resultou das lutas que tiveram início na Inglaterra e na França.

A redução da jornada de trabalho, como se vê, é bandeira histórica da classe trabalhadora em nível mundial.

Como é a jornada em outros países?

A jornada brasileira é maior que a de países desenvolvidos e até de outros latino-americanos, segundo o Dieese. Na Alemanha, a jornada semanal é de 39 horas; nos Estados Unidos, 40; na França, 38; no Japão, 43; e no Canadá, 31 horas. No Chile, a jornada semanal é de 43 horas e na Argentina, de 39. Nestes países, a jornada foi reduzida nos últimos 20 anos.

(Celso Jardim com Agência Sindical e Dieese)

abril 25th, 2011 | Autor: CelsoJardim

Reduzir a jornada de trabalho é gerar emprego

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Educação na Blogosfera

imageTive a honra de estar encarregado da apresentação do tema na Oficina Educação na Blogosfera, no 3º dia do I Encontro de Blogueiros Progressistas SP. Este artigo pretende resgatar um pouco do que foi o debate ocorrido na Assembleia Legislativa de São Paulo e até mesmo aprofundar pontos que tocamos apenas superficialmente na ocasião.
Iniciei a apresentação tratando dos dois aspectos da educação enquanto processo: o reprodutor e o transformador. À educação cabe tanto reproduzir quanto transformar saberes e cultura da sociedade. Por isso mesmo, a educação é afetada e tem o papel de transformar a sociedade. Hoje afetam inexoravelmente a educação como mudança recente nas relações sociais a presença preponderante na juventude do uso de redes sociais e blogs.
Dentre os participantes, parte era de blogueiros, outra de educadores, outros eram professores blogueiros, e por fim, alguns não eram nem uma coisa, nem outra, mas interessados nos dois temas. Por isso mesmo, foi importante apresentar dois vídeos que explicam com muita simplicidade o que são redes sociais e blogs. Tal simplicidade chega mesmo a reduzir a dimensão desses fenômenos, como observou Luana Bonone, jornalista do Portal Vermelho. Mas como sugeriu a participante da oficina, a utilização dos vídeos que disponibilizo abaixo tem seu aspecto didático auxiliando a compreensão dos que não vivem tais revoluções de costumes.

Redes Sociais em Linguagem Simples
Blog em Linguagem Simples

Desses vídeos temos duas lições principais. A primeira é que as redes sociais sempre existiram. Mas a tecnologia ampliou as possibilidades e oportunidades, profissionais e pessoais, dessas relações na medida em que tornam visíveis as pessoas que antes se distanciavam de nós por serem amigos dos amigos dos amigos…
A segunda lição é que os blogs rompem com paradigmas das comunicações, antes monopolizadas por jornalistas e editores respondendo a grupos e empresas. A informação e a comunicação passaram a ter um caráter pessoal e interativo na relação com a notícia, possível com os blogs que tornaram qualquer um produtor de informação.
imageEssas novas formas de comunicação refletem a aceleração com que a tecnologia da informação se desenvolveu nas últimas décadas. Uma aceleração que afetou a educação porque é uma realidade que invade as salas de aula e seus alunos. E por acelerar, pega o professor de surpresa, inseguro por não possuir a mesma naturalidade com que alunos twitam ou postam. É o que mostrou a pesquisa noticiada pelo JT na semana que passou.
A pesquisadora da UNICAMP, Cacilda E. A. Alvarenga, identificou que 85% dos docentes pesquisados em 253 de 27 Escolas Estaduais paulistas de Campinas não sabem usar o computador e seus recursos como ferramenta pedagógica. Eles apresentaram como dificuldades não saberem usar software simples como o Power Point ou terem problemas para imagenavegar na internet. Os professores destacaram como causas: a deficiência na formação profissional, a falta de tempo, o pouco incentivo para se aprimorarem e a infraestrutura deficiente no local de trabalho. Segundo a reportagem, para o Secretário Estadual de Educação, João Cardoso Palma Filho, “há muita resistência dos docentes com a tecnologia”. Mais uma vez a política educacional do Estado de SP utiliza a estratégia de culpabilização dos professores. É claro que há resistências de quem chega a se assustar com as transformações proporcionadas pela tecnologia. Mas isso não é desculpa para a omissão do Estado. A pesquisadora conclui que os resultados da amostra “são semelhantes no resto do País” e que “a falta de afinidade dos professores públicos com a tecnologia é comum”. Acrescenta que para 73% dos entrevistados a infraestrutura de informática disponível nas escolas é insuficiente e que “isso acaba desmotivando o professor”.
Como consequência desse distanciamento entre professores e a tecnologia disponível na mão de seus alunos, lidar com a realidade que se apresenta se torna obstáculo ao aspecto reprodutor da escola que sequer acompanhou a mudança na sociedade. Ainda mais difícil se torna a meta de transformar a realidade presente que lhe escapa.
Como apresentei no Encontro, essa realidade é perceptível na própria experiência que tenho com esse blog que se dedica em parte para tal público, professores da rede municipal, bem como outros servidores municipais. Constantemente percebo a dificuldade que muitos professores (como outros servidores) encontram para entender como buscar notícias em um blog. É uma realidade ainda distante. Não há hábitos de busca pelas informações em blogs ou na internet de uma forma geral. Para incentivar que a maioria busque a informação tenho uma rotina permanente de boletins por e-mail. Isso para os que acessam seus correios eletrônicos, pois ainda há muitos profissionais que possuem computador e banda larga em casa por conta de filhos ou netos, mas não possuem uma conta de e-mail e não sabem acessar um site. Outros ainda possuem conta, mas acessam com baixa regularidade. Tais características de parte do professorado e mesmo de outros trabalhadores dificultam imensamente as chances de manter o funcionalismo melhor informado.
imageComo acontece com a maioria da população brasileira, também professores e servidores são informados massivamente, e por isso, formados, por uma mídia conservadora, atrelada a um Brasil atrasado, preconceituoso, voltado para os interesses de setores privilegiados. A mesma mídia que constantemente ataca os professores e os culpabiliza pelos problemas da educação, para poupar governos liberais que defendem interesses do mercado, é a sua fonte principal de informação. Uma mídia que ataca a educação pública e defende a privada, como denunciou Maria Izabel Azevedo Noronha, Presidenta da APEOESP, em matéria do Viomundo publicada aqui sobre a opinião do economista Gustavo Iochpe na revista Veja de 09/04/11. O economista explora seu ponto de vista mercadológico e oferece mais “pérolas” para colecionarmos dentre as ideias sobre educação advindas de pessoas que nunca se importaram com educação. Maria Izabel elencou algumas contribuições de Iochpe para que a educação pública não avance:
•propõe que as representações sindicais do magistério e demais profissionais seja ignoradas nas discussões sobre educação;
• “acusa” os sindicatos de lutarem pelo bem-estar de seus associados;
• afirma que o Brasil investe mais que o suficiente em educação;
• para ele, não há relação nenhuma entre o valor dos salários pagos aos professores e a qualidade do ensino;
• vem defendendo a ideia de que o ensino infantil não tem importância nenhuma para o desenvolvimento da educação e do país.
imageComo salientou Maria Izabel, todas as críticas e restrições do economista são voltadas ao ensino público, como se a educação privada por si garantisse qualidade. Para a Presidenta da APEOESP, há uma “tentativa de demonizar os movimentos e sindicatos de professores, estudantes e outros segmentos sociais que lutam pela melhoria da educação pública e pela valorização de seus profissionais”. É um “movimento contra a democracia e contra o livre direito de organização e expressão”.
Diante de tanto poder concentrado em uma mídia que funciona como partido conservador, disposto a tudo para combater reformas democráticas, não é pouca a dificuldade encontrada no movimento sindical. A realidade com que se deparam os sindicatos é de uma boa parcela dos professores e trabalhadores em geral, desinformados, despolitizados e desmobilizados. Essa conjectura facilita os constantes ataques que vivemos contra o funcionalismo, tanto pelo poder público, quanto pela mídia, bem como torna boa parte do conjunto dos servidores formada por concepções conservadoras. É assim que São Paulo tem um governo que abusa com reajustes anuais de 0,01%, pratica descaradamente a política de gratificações para excluir aposentados e desmonta o serviço público com opção clara por terceirizações, Organizações Socias e convênios. Tudo isso chancelado por uma imprensa que ajuda a confundir a opinião pública sobre o que é boa gestão, e para a qual, serviço público é um problema em si e a culpa é dos servidores. Tais concepções conservadoras passaram a ser introjetadas por muitos servidores que acabaram sendo apoiadores ou simpatizantes das políticas de seu próprio algoz. Mas que possibilidade temos de resistir, enfrentar e reverter (ou converter) a situação presente? Vejo na blogosfera e nas redes sociais grandes ferramentas e instrumentos políticos ou de politização. Não são a solução em si, mas não é possível pensar em avanços desconsiderando sua presença na sociedade e as possibilidades do uso das novas tecnologias, pois estas permitem cada vez mais o acesso a informações e perspectivas como contraponto à mídia tradicional, como tem demonstrado a organização de blogueiros progressistas. A Blogosfera tornou-se excelente canal de comunicação por permitir o contraditório (sem o controle editorial) essencial para a perspectiva de se promover a politização. As redes sociais por sua vez têm demonstrado serem capazes de organizar grandes mobilizações pelo mundo. Que fique claro que se tratam de ferramentas, não substituindo a ação nas ruas, mas com potenciais para comunicar e informar nunca vistos antes. Outra condição que as ferramentas tecnológicas atuais permitem às pessoas é de se tornarem produtoras de informação e comunicadoras sociais, rompendo o movimento unidirecional da mídia antiga.
Assim, apropriar-se de tais ferramentas e difundir seu uso deve ser o desafio que sindicatos e movimentos sociais devem tomar para si, e que os Blogueiros Progressistas podem incorporar como bandeira, pensando em uma educação transformadora da sociedade. Devemos lutar para que sindicatos, governos e faculdades de pedagogia passem a voltar os cursos de formação ou capacitação para as novas tecnologias permitindo melhor uso da internet para busca, pesquisa e informação, utilização de e-mails para transmissão rápida de informações e o ingresso e exploração de redes sociais e blogs para ampliar a capacidade de comunicação.
Para que possamos avançar em tempos atuais, temos de convencer os sindicatos da necessidade de renovar suas estratégias de comunicação, garantindo informações atualizadas nos sites, com boletins eletrônicos e ampliação da interatividade com os trabalhadores em fóruns temáticos, enquetes de opinião, espaço para comentários, canais para bate-papos e publicação de textos, imagens e vídeos dos filiados. Também precisam estar presentes nas redes sociais como twitter, facebook e orkut.
Os blogueiros progressistas devem propor campanhas envolvendo os sindicatos nas lutas pela democratização dos meios de comunicação. Não podem deixar de ser bandeira das entidades sindicais a luta pelo marco regulatório dos meios de comunicação, pelo Plano Nacional de Banda Larga, já que o acesso à informação de forma democrática é a grande arma contra a velha mídia que criminaliza movimentos sociais. A reforma política, tema da blogosfera progressista, também deve ser alvo de debate entre os trabalhadores, pois trata-se de rever a forma de representação política dos segmentos sociais que hoje vêem seus conflitos resolvidos pelo viés das questões econômicas.
Diante das proposições que expus ao debate e a discussão desenvolvida no encontro, os participantes concluíram propostas que devem concorrer para a composição do documento final do I Encontro de Blogueiros Progressistas SP que será concluído em breve e deve ser apresentado no II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas que acontecerá em junho, em Brasília. São elas:

  • Defender que a formação inicial e continuada dos professores inclua a capacitação para a utilização das novas ferramentas tecnológicas, inclusive redes sociais e blogs.
  • Propor aos sindicatos apoio a campanhas por reformas democráticas e pela democratização dos meios de comunicação incluindo a promoção de debates e divulgação de temas como: marco regulatório das comunicações, PNBL e reforma política.
  • Apoiar o Projeto de Lei n°: 5921/01 que proíbe a publicidade dirigida à criança e regulamenta publicidade dirigida a adolescentes
  • Promover o debate sobre a criação de uma rede de blogs que façam um contraponto ao projeto de poder pedagógico da mídia hegemônica, proporcionando no âmbito da educação a possibilidade de resistência
  • Promover nos blogs linguagens adequadas para acessar e aproximar seus públicos.
  • Instigar a participação e contribuição dos professores para o debate de uma educação libertadora e emancipatória.
  • Promover o debate sobre a educação privada, identificada pela mídia como de qualidade, mas que, apesar dos recursos disponíveis são incapazes de formar cidadãos.
  • Criar espaços de resposta para os movimentos sociais diante da sofisticação na forma como a mídia criminaliza, atribuindo crimes de corrupção sem julgamento como já ocorreu com o MST, CONAM e UNE.
  • Apoiar e propor projetos públicos de educomunicação que estimulem alunos e professores na utilização de ferramentas de comunicação como rádio, blogs e redes sociais como ferramentas de aprendizagem.
  • Apoiar e desenvolver projetos que estimulem alunos e professores na utilização de ferramentas de comunicação como rádio, blogs e redes sociais como ferramentas que permitam fazer novas leituras da realidade.
  • Elaborar campanhas para conscientizar as comunidades educativas quanto à importância da comunicação.

Encerrei a apresentação com o trecho inicial do vídeo “Levante sua voz” produzido pelo Intervozes que trata do direito (hoje negado no Brasil) à comunicação. Por questão de tempo não apresentei o vídeo na íntegra e por uma feliz e incrível coincidência, a oficina seguinte sobre Comunicação Comunitária com a rapaziada da rádio Heliópolis iniciou a apresentação justamente com o mesmo vídeo que aqui, com prazer, posso divulgar mais uma vez. Se minhas palavras não foram suficientes para aqueles mais distantes desse tema entenderem o que significa esse monopólio das comunicações e o efeito sobre a cultura e a liberdade do povo brasileiro, duvido qualquer reação de indiferença, após assisti-lo. Simplesmente fantástico!

 

Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.
Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

sexta-feira, 15 de abril de 2011

I Encontro de Blogueiros Progressistas de SP–ao Vivo

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Politikei transmitirá ao vivo o I Encontro de Blogueiros Progressistas de SP.
Neste sábado tem Erundina e Brizola Neto falando da Frente Parlamentar pela Democratização das Comunicações.
Eu estarei no domingo conduzindo a oficina Educação na Blogosfera.
A programação completa pode ser vista clicando aqui.

domingo, 13 de março de 2011

A CUT não defende reforma trabalhista ou flexibilização de direitos

Informação errada, produzida pela imprensa nacional, vai parar na The Economist
Escrito por: Blog do Artur Henrique
Cuidado, ‘The Economist’. Basear-se em informações vindas da imprensa brasileira pode induzi-la ao erro.
A revista inglesa publicou artigo em sua última edição em que afirma que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT agora defendem uma reforma trabalhista. O título da reportagem é “Cuidado Empregador”.
O texto da revista foi citado na edição impressa de hoje de O Estado de S. Paulo. Lá, fica-se sabendo que a revista aponta aquilo que considera “arcaismos” da nossa legislação trabalhista para, em seguida, dizer que surge uma esperança para os patrões, a partir de um projeto de “reforma” que teria nascido lá no ABC.
O Estadão ainda diz que “a entidade (Metalúrgicos do ABC) quer que o trabalhador brasileiro tenha o direito de negociar redução de salários em momentos de crise, para evitar demissões, como ocorre em outros países”.
Mais que uma simplificação, a conclusão da revista é errada. O Sindicato e a CUT não estão defendendo reforma trabalhista. E não estão mesmo – se alguém aí leu ou ouviu qualquer um de nós defender essa tal reforma, que envie a prova para que publiquemos.
Por outro lado, se não bastasse o enunciado incorreto da revista, o texto do Estadão distorce a reportagem original, e com isso mente.
A revista não diz em nenhum momento que o Sindicato quer ter a oportunidade de negociar redução de salários. A publicação inglesa apenas diz, em um trecho do texto anterior à qualquer menção ao nosso Sindicato dos Metalúrgicos, que atualmente os sindicatos não podem fazer tais acordos no Brasil – um exemplo, segundo a revista, do arcaísmo da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
De resto, certamente a revista estrangeira embarcou nos erros que alguns jornais brasileiros têm cometido a respeito desse assunto.
O que de fato ocorre é que o Sindicato dos Metalúrgicos está elaborando uma proposta de projeto que, se e depois de pronto, seria enviado ao Congresso Nacional. Aprovado, teria como resultado prático a regulamentação da Organização no Local de Trabalho (OLT), conhecida no ABC como comitê sindical de empresa.
Esses comitês, surgidos há 30 anos e que funcionam plenamente em empresas como Ford, Mercedes, VW, Scania e tantas outras de menor porte, são uma espécie de subsede do próprio sindicato no interior das empresas, com total autonomia e funcionamento diário.
Por causa da autonomia que têm em relação às companhias onde estão – por exemplo: os integrantes dos comitês não estão subordinados a nenhuma chefia da empresa e o espaço onde funcionam têm regras próprias – os comitês sindicais de empresa são chamados carinhosamente de “vaticano” pelos trabalhadores. Ou seja, um pequeno território encravado entre grandes, mas com poder e estrutura próprios.
Os componentes desses comitês são eleitos diretamente pelos trabalhadores da empresa, em escrutínio secreto. Essa eleição ocorre um pouco antes da escolha da direção executiva do sindicato. Na verdade, fazem parte de um mesmo processo, como se se tratassem de primeiro e segundo turnos.
Eleitos, esses comitês negociam diretamente com as empresas toda e qualquer questão relativa ao dia-a-dia das fábricas (do chão aos escritórios): condições de trabalho, segurança, horas extras, alimentação, material de trabalho, divisão em turnos, forma de pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), relações entre grupos e tantas outras.
Além de lidar com esse que poderia ser chamado microcosmo de cada unidade das empresas, os comitês interferem também em questões que terão reflexo sobre toda a cadeia produtiva – inovações tecnológicas, por exemplo, ou alterações na linha de produção.
Há reuniões periódicas entre a direção das empresas e os comitês. Na Ford, por exemplo, acontece toda a quarta-feira.
Decisões dos comitês, quando se referem a grandes ou polêmicos temas, passam pela aprovação de assembleias de trabalhadores. A linha política dos comitês está subordinada ao consenso da direção executiva do sindicato.
Com tal atuação dos comitês, os conflitos nessas empresas, como não poderia deixar de ser, caem de maneira consistente. Consequentemente, ações na Justiça do Trabalho também, já que a defesa dos interesses dos trabalhadores ocorre no calor da hora, e sempre considerando as especificidades de cada empresa. Dificilmente alguém vai cobrar na justiça, futuramente, por horas extras que já recebeu.
Onde estão consolidadas, as organizações por local de trabalho tem esses resultados, que beneficiam tanto trabalhadores quanto empresas, mas os acordos que geram poderiam, se observada estritamente a legislação em vigor, ser anulados pela Justiça do Trabalho.
O projeto que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está elaborando, se aprovado, consolidaria legalmente o funcionamento das OLTs.
Mesmo não estando ainda pronto, o projeto já tem claros alguns pontos. O primeiro deles, inegociável, é que o artigo 7º da Constituição, que trata dos direitos trabalhistas, será respeitado em todas as circunstâncias. Ou seja, nenhum comitê, por mais forte que seja, poderá flexibilizar direitos.
Outro ponto importante que comporá o projeto: só poderão conduzir esse tipo de negociação sindicatos que tenham pelo menos 50% mais um de toda a base filiada voluntariamente. Ou seja, sindicatos que não têm representatividade – o que muitas vezes é sinônimo de falta de seriedade e responsabilidade – não poderão usar esse instrumento.
Sempre, de qualquer maneira, decisões deverão ser encaminhadas a assembleias de trabalhadores.
Em linhas gerais, é isso o que está ocorrendo. Como se vê (assim espero), nada tem a ver com reforma da CLT ou flexibilização de direitos.
Se quiser ler a reportagem da The Economist, clique aqui.

A CUT não defende reforma trabalhista ou flexibilização de direitos
março 12th, 2011 |  Autor: Daniel Pearl editor geral
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Governo e centrais retomam o diálogo

Reproduzo matéria de Márcia Xavier, publicada no sítio Vermelho:
Uma mesa permanente de diálogo entre governo e trabalhadores para discutir bandeiras do movimento sindical, como redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário. Essa foi a primeira das reivindicações das centrais sindicais atendida pelo governo na reunião realizada nesta sexta-feira (11), no Palácio do Planalto, entre a presidente Dilma e dirigentes das seis centrais. Essa foi a primeira reunião da presidente Dilma Rousseff com as centrais sindicais desde o início do seu governo.

Os dirigentes sindicais consideram que o mal-estar gerado com a aprovação do salário mínimo de R$ 545 foi superado e acreditam que terão mais sucesso nas reivindicações com relação à correção da tabela do Imposto de Renda.
O presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), pivô do atrito na votação do salário mínimo, participou da reunião e manteve sua desenvoltura diante da mídia na avaliação do encontro.
Foi ele quem anunciou que “nós fizemos um apelo à presidente de que fizesse um gesto aos trabalhadores, que fizesse um número diferente de 4,5% ou fazer correção pelos quatro anos de governo. Ela disse que levaria essa reivindicação em alta conta. Portanto nós achamos que essa reivindicação foi atendida. Ela deve fazer uma discussão interna do governo e apresentar uma proposta”.
O deputado Assis Melo (PCdoB-RS), que participou da reunião como membro da CTB, a exemplo dos demais, considera como positiva a reunião. Destacou que “em uma primeira reunião não vai se resolver tudo. Mas há disposição do governo de resolver essas questões e nós também queremos”, afirmou.
Discordâncias não atrapalham
Ele disse ainda que, apesar de alguns pontos de discordância entre o governo e as centrais – sobre a política macroeconômica – e entre as centrais – sobre a cobrança da contribuição sindical –, procurarão entendimento sem atrapalhar a condução das negociações. “As centrais se posicionam unidas em pontos importantes”, destacou.
O presidente da CTB, Wagner Gomes, fez avaliação semelhante. Segundo ele, “a reunião foi importante porque se restabeleceu o contato com o governo, diálogo que estava truncado”, disse em referência à definição do salário mínimo.
Ele disse que “nós pontuamos nossa discordância com a política macroeconômica – juros altos e cortes de gastos para combater inflação” e anunciou a inclusão da CTB no “Conselhão” – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que reúne representantes de todos os segmentos da sociedade em interlocução com o governo. A CTB não fazia parte do CDES porque, quando ele foi criado, a central sindical ainda não existia.
Sobre as discordâncias com a CUT, que insiste no fim da contribuição sindical e instituição da taxa negocial, Gomes disse que “a CTB é contra, nós não vamos cair na aventura de deixar as centrais sem recursos para fazer a luta”. Ao mesmo tempo, lembrou que “nós já tivemos, em outras ocasiões, discordâncias pontuais, mas a gente se une em torno do que é consenso.”
Primeiro assunto
A mesa permanente de negociação ainda não tem data para nova reunião, mas já tem pauta definida. O Paulinho da Força disse que o primeiro assunto a ser debatido entre trabalhadores e governo é a desindustrialização do país, “porque a balança comercial do Brasil está caindo e nós pedimos urgência”, disse. A reunião deve ser com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento Industrial, Fernando Pimentel.
O presidente em exercício da CUT, José Lopez Feijóo, disse que a mesa de negociação permanente entre governo e trabalhadores vai discutir todos os assuntos de interesse dos trabalhadores, desde a correção da tabela do Imposto de Renda até temas como acidentes de trabalho, passando pela terceirização, convenção da OIT 151 e 158 e redução da jornada de trabalho. “E fim do fator previdenciário”, acrescentou à lista.
Preocupações do governo
Segundo os dirigentes sindicais, a presidente fez explanações sobre as preocupações do governo com a educação, principalmente a formação do trabalhador, a saúde e a erradicação da pobreza.
“A presidente teve paciência de falar sobre todas as áreas do governo”, destacou Paulinho da Força. E contou que a presidente Dilma disse que o mercado não tinha ganho o governo, diante das críticas das centrais à condução da política macroeconômica, de aumento de juros e corte de gastos.
O presidente da CGTB, Antonio Neto, lembrou que "nós apoiamos a candidatura da presidente Dilma porque acreditamos no projeto que foi implementado nos últimos anos. Foi com crescimento econômico e a valorização dos trabalhadores que passamos quase ilesos pela crise internacional e retiramos milhões de pessoas da pobreza”.
Ele, a exemplo dos demais, considerou positivo o encontro que põe fim às divergências nas discussões sobre o salário mínimo. “Essa reunião marca a retomada da boa relação que temos com o governo", afirma.
A presidente Dilma Rousseff teve encontro com as lideranças de seis centrais sindicais: Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB); União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

Altamiro Borges: Governo e centrais retomam o diálogo
sexta-feira, 11 de março de 2011
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segunda-feira, 7 de março de 2011

Guerra aos sindicatos e aos servidores

“os governos ganharão com maior facilidade a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público, que supostamente vivem a custa do conjunto dos contribuintes” – tese da The Economist

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The Economist prega guerra aos sindicatos

Reproduzo artigo de Bernard Cassen, publicado pelo jornal Le Monde Diplomatique (edição em espanhol) e traduzido pelo sítio Carta Maior:
A revista The Economist é onde são expostas com maior radicalismo – e também com talento – as teses ultraneoliberais. É conhecida a grande influência que este semanário britânico exerce sobre as autoridades políticas, influência esta que vai muito além do mundo anglosaxão. O que The Economist preconiza transmite-se frequentemente para as políticas dos governos, em primeiro lugar na Europa. Por isso, é preciso levar muito a sério a capa da edição de 8 de janeiro passado e o conteúdo do informe especial: “A próxima batalha. Rumo ao confronto com os sindicatos do setor público”.
A tese da revista é de uma simplicidade evangélica e pode ser resumida em três pontos: a) todos os Estados europeus enfrentam déficits públicos abismais; b) para reduzir o gasto público, é preciso reduzir os efetivos, os salários e os sistemas de pensões dos funcionários; c) os governos ganharão com maior facilidade a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público, que supostamente vivem a custa do conjunto dos contribuintes.
Em nenhum momento o informe recorda que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas colossais aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. Tampouco que estes déficits aumentaram devido aos presentes sob a forma de isenções fiscais outorgadas aos ricos. Nem sequer se deixa claro que, em troca de seu salário, os funcionários prestam serviços indispensáveis para o bom funcionamento da sociedade.
Em particular os professores, atacados muito especialmente neste informe.
O jornalista que escreveu um dos artigos deve estar muito desinformado sobre as reais condições de trabalho dos professores para ter coragem de escrever que “65 anos deveria ser a idade mínima para que essa gente que passa a vida em uma sala de aula se aposente”.
The Economist festeja que vários governos europeus – dois deles dirigidos por “socialistas”, Grécia e Espanha – tenham rebaixado os salários de seus funcionários e que, em toda a União Europeia haja “reformas” – seria mais justo falar de contrarreformas dos sistemas de pensões já realizadas ou em vias de realização.
Por ideologia, os liberais são hostis aos funcionários e demais assalariados do setor público. Em primeiro lugar porque privam o setor privado de novos espaços de lucro. Em segundo porque, protegidos por seu estatuto, podem ser socialmente mais combativos que seus companheiros do setor privado, até o ponto de que, às vezes, fazem greves “por delegação” e representam os trabalhadores do setor privado que não podem fazê-las.
Esta solidariedade é a que os governos querem destruir a todo custo para reduzir a capacidade de resistência das populações contra os planos de ajuste e de austeridade implementados em toda a Europa. Os déficits públicos constituem assim um pretexto inesperado para modificar as relações sociais conflitivas em detrimento do mundo do trabalho.
Defender os serviços públicos é defender o único patrimônio do qual dispõem as categorias mais pobres da população. A aposta na caça aos funcionários públicos e a seus sindicatos proposta por The Economist não é apenas financeira. É política ou ideológica.
* Tradução: Marco Aurélio Weissheimer.

Altamiro Borges: The Economist prega guerra aos sindicatos

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PDE: licenças e faltas já descontam em 1º de março

É melhor não ficar doente!

Participei nesta quinta, a convite da diretoria do SINDSEP, da mesa setorial de negociação da educação realizada entre sindicatos e SME. A pauta foi o PDE - Prêmio de Desempenho Educacional – 2011. O governo apresentou um resumo dos critérios que irão valer já a partir de 1º de março. O resumo pode ser visto na íntegra logo abaixo.
Rompendo o acordo com as entidades firmado em novembro, os representantes do governo foram claros quanto à posição do Secretário Alexandre Schneider de não negociar os critérios de pontuação individual. Faltas abonadas e licenças médicas continuarão sendo descontados. Os critérios de pontuação da unidade não foram apresentados e serão publicados posteriormente em decreto. Os representantes de SME não souberam responder se o Secretário se dispõe a negociá-los. A posição do SINDSEP foi de não negociar os demais critérios caso os critérios individuais não possam ser revistos. O sindicato entende que não deve servir ao governo de forma a respaldar uma proposta imposta de forma intransigente pela administração, sem qualquer grau de negociação.
Nos próximos dias postarei um artigo com minhas considerações sobre o papel da mesa de negociação, a política de gratificações X reajustes, e a resposta necessária da categoria na Campanha Salarial 2011.

Resumo disponibilizado por SME aos sindicatos em 24/02/11

Prêmio de Desempenho Educacional - 2011

Critérios para o cálculo:
-
tempo de exercício real no período de 1° de março a 30 de novembro de 2011;
- desempenho das unidades da SME - até 30 de outubro de 2011 – critérios fixados em decreto específico

Contagem do tempo:
- efetivo comparecimento/ regência;
- participação em reuniões pedagógicas, grupos de formação continuada e avaliação do trabalho educacional;
- atendimento às convocações da Secretaria Municipal de Educação e da Diretoria Regional de Educação;
- dispensas de ponto autorizadas pelo Secretário Municipal de Educação;
férias e recessos escolares;
- afastamento por licença nojo e convocação por júri.
OBS: faltas justificadas injustificadas, licenciamentos e outras ocorrências serão computadas como ausências.

Proporcionalidade:
- Jornada Básica do Professor - JB: 50% (cinqüenta por cento)
- Jornada Básica do Docente - JBD: 75% (setenta e cinco por cento)
- Jornada Especial Integral de Formação - JEIF, Jornada Básica de 30 (trinta) horas de trabalho semanais - J30, Jornada Básica do Gestor Educacional - JB40, Jornada Especial de 40 (quarenta) horas de trabalho semanais - J4O e Jornada Básica de 40 (quarenta) horas semanais - JB40: 100% (cem por cento)

Excetua os servidores:
- que tenham sido ou venham a ser apenados na forma dos artigos 186 e 187 da Lei n° 8.989, de 29 de outubro de 1979, no ano de 2011;
- que recebam as vantagens pecuniárias previstas no artigo 10 da Lei n° 14.938, de 2009.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Gratificação do Nível Básico e Médio

 

SINDSEP-SP

CÂMARA MUNICIPAL VOTA PL 339/10 - Veja aqui o resultado da votação

Publicado em quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

 

 

No dia 9 de fevereiro, aconteceu a 1ª votação na Câmara Municipal dos Projetos de Lei de interesse do funcionalismo: projetos da GCM e o PL 339 que cria a GA (Gratificação de Atividade) para nível básico e médio, no ano de 2011. A gratificação será de 50% do valor inicial da carreira (NB R$ 220,00 e NM R$ 320,00), a partir de 2012 o percentual poderá chegar a 70%, mas até lá serão criados os mecanismos de avaliação.

A Câmara não votou o PL 500/10 (do HSPM), embora já tenha parecer favorável da CCJ.

 

MOBILIZAÇÃO PARA GARANTIR TODOS.

 

Provavelmente, a 2ª votação será na próxima quarta-feira (16) a partir das 15 h. Conclamamos a todos os colegas a irem para Câmara, pois agora será a hora de apresentar-mos nossas emendas: inclusão dos aposentados, extensão para o IPREM, Funerária,HSPM, Autarquia Hospitalar, reajuste salarial, etc...

 

A HORA É AGORA!

 

Precisamos que todos do Nível Básico e do Nível Médio venham para a Câmara Municipal

 

Votação Nominal para PL 339/2010 - Executivo - 1ª Votação

Institui a Gratificação de Atividade, a ser concedida aos servidores municipais integrantes das carreiras dos níveis básico e médio do Quadro de Pessoal da Prefeitura do Município de São Paulo, altera disposições das Leis nº 13.652, de 25 de setembro de 2003, nº 13.748, de 16 de janeiro de 2004, nº 14.600, de 27 de novembro de 2007, nº 14.660, de 26 de dezembro de 2007, nº 14.713, de 4 de abril de 2008, nº 14.715, de 8 de abril de 2008, nº 14.876, de 5 de janeiro de 2009, e nº 15.159, de 14 de maio de 2010; reabre os prazos de opção dos planos de carreira que especifica e dispõe sobre a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos municipais.

Resultado da Votação: