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sábado, 13 de agosto de 2011

Crise e o Brasil: as duas saídas de Dilma

A presidente fez um discurso corajoso em São Paulo. Mas o governo (ainda?) não caminha na direção de suas palavras

Por ANTONIO MARTINS – blog Outras Palavras

As crises permitem conhecer melhor os governantes. A fase brilhante do governo Lula começou precisamente em 2008, na primeira onda das atuais tempestades financeiras. Quando percebeu que as ideias supostamente “sérias” sobre a necessidade de “respeitar os mercados” haviam conduzido o mundo ao abismo, o presidente optou por políticas ousadas. Ao invés de cortar gastos, como mandavam os economistas “prudentes”, elevou o salário mínimo, a Bolsa Família, estimulou setores que começavam a demitir. As decisões sustentaram o emprego e a produção e mantiveram o Brasil a salvo. Já Barack Obama parece tornar-se menor, diante das dificuldades. Intensamente pressionado pelos extremistas do Partido Republicano e do Tea Party, passou a admitir, há cerca de um ano, uma agenda de corte dos serviços públicos e isenção de impostos para os ricos. De concessão em concessão, descambou, no início do mês, para um acordo desastroso sobre a dívida norte-americana. O compromisso, que torna o Estado quase impotente diante da crise, semeou desconfiança sobre a coordenação política dos EUA e foi o estopim de uma nova série de vendavais, cujos desdobramentos ainda não se pode prever.
Por tudo isso, é estimulante examinar um discurso feito nesta quarta-feira (10/8), em São Paulo, pela presidente Dilma  – e praticamente ignorado pelos jornais impressos. Ao participar de um evento fechado (a abertura do Encontro Nacional da Indústria da Construção), ela referiu-se explicitamente à segunda onda da crise, e indicou um rumo. Criticou de modo direto as políticas de ataque aos direitos sociais, que começaram a ser adotadas há cerca de um ano – primeiro na Europa, depois nos Estados Unidos. “Alguns [países]”, disse, “pegaram seus recursos fiscais e entregaram para os bancos. Salvaram os bancos e deixaram sua população, que estava endividada com o subprime, sem nenhum apoio e nenhum resgate”.
Garantiu que a postura do Brasil será diferente. “Nós não entraremos em recessão. (…) Não significa que sejamos imunes. Mas só seremos presas fáceis se não reagirmos”. Frisou que tal atitude permitiu que o país fosse, em 2008, “o primeiro a sair da crise”. E prometeu proceder da mesma maneira: “Estamos decididos a preservar nossas forças produtivas, nosso emprego e nossa renda (…) Isto é correto do ponto de vista moral e ético mas também do ponto de vista econômico”.
São palavras importantes, inclusive porque a crise financeira coincide com um momento de imenso desgaste da democracia representativa. Profundamente influencida pelas finanças, a maior parte dos Parlamentos, governos e da mídia tornou-se surda em relação às sociedades, o que dá origem com frequência a políticas próximas à irracionalidade. É ótimo saber que, nas palavras, o governo brasileiro não foi tomado por ela.
Talvez esta lucidez da presidente, mobilizada pelas turbulências, possa ajudá-la a corrigir um gravíssimo problema de seu governo, diretamente relacionado ao discurso de ontem. A política econômica seguida nos sete primeiros meses de gestão representou umretrocesso em relação à de seu antecessor, e faz lembrar a estupidez que Dilma enxerga em outros países.
Embora de modo mais ameno, o governo derivou, a partir de janeiro, para a mesma linha — de favorecimento aos mercados financeiros e descuido com serviços públicos – seguida por europeus e norte-americanos. Por um lado, o Banco Central promoveu cinco rodadas seguidas de elevação das taxas de juros. Elas passaram de 10,75% para 12,5% ao ano. Entre58 países acompanhados pela revista The Economist, situam-se entre as cinco mais elevadas. Adotadas a pretexto de combater a inflação, são um péssimo remédio para enfrentar este mal. Além disso, provocam dois efeitos colaterais devastadores.
Transferem renda (via pagamento de juros) do conjunto da sociedade para a pequena minoria que tem dinheiro sobrante para aplicar no mercado financeiro. E devastam a indústria: a perspectiva de rendimentos incomparáveis atrai para o Brasil uma enxurrada de capitais especulativos de todo o mundo, encarecendo o real frente a outras moedas e tornando a produção nacional não-competitiva.
Conformado em alimentar a ciranda especulativa, o governo restringe investimentos importantes. O volume de recursos retirado de todos os outros itens do Orçamento da União para pagamento de juros (o mal-chamado “superávit primário”) vem batendo recordes. Apenas nos seis primeiros meses do ano, foram R$ 78,1 bilhões. São quatro vezeso valor destinado anualmente ao programa Brasil Sem Miséria, e mais de duas vezes e meiao orçamento total do trem-bala (R$ 33 bi) …
Para chegar a tanto, adotou-se no início do ano um bloqueio (“contingenciamento”) de recursos do Orçamento que perdura até hoje. Ele paralisa iniciativas públicas que têm enorme impacto na garantia de condições de vida, na geração de emprego e na manutenção da capacidade de consumo. Mas também liquida projetos essenciais a longo prazo. É responsável, entre muitos outros efeitos, pelo corte drástico de verbas sofrido pelo ministério da Cultura e pela profunda letargia do Plano Nacional de Banda Larga – um iniciativa que a sociedade civil vê como estratégica e a presidente pretendia apresentar como um dos legados de seu governo.
As alegações apresentadas para o “contingenciamento” são frágeis. Fala-se em “austeridade” e “eficiência”. São, em princípio, valores muito positivos. Mas pratica-se um corte de verbas bruto, sem definir nenhum critério sobre que despesas devem ser eliminadas (o Estado continua comprando software que poderia ser obtido gratuitamente e importando de laboratórios transnacionais medicamentos cujas patentes poderiam ter sido quebradas, por exemplo). Ao mesmo tempo, abre-se os cofres do Tesouro para a despesa mais perdulária e contraproducente: o pagamento, a muito poucos, de juros que corroem o parque produtivo e de serviços do Brasil.
Politicamente, só é possível encontrar uma explicação para as políticas muito mais conservadoras, adotadas ao longo dos sete primeiros meses de governo Dilma. Governantes, como quaisquer seres humanos, têm virtudes e defeitos diversos. Sem o carisma, a tarimba política e o protagonismo nas lutas sociais de seu antecessor, a presidente sentia-se insegura para enfrentar as duas ameaças simultâneas com que se deparou no início do mandato. Temia que a alta da inflação derrubasse sua popularidade, ao corroer o poder de compra da nova classe média. E não se sentia segura para combater a alta dos preços enfrentando, ao mesmo tempo, os mercados financeiros e a mídia – sempre aliada a estes. Preferiu o conforto pouco criativo dos times que, no futebol, jogam pelo empate.
A presidente que falou na última quarta-feira era de outra natureza (veja, no vídeo abaixo, o trecho a partir do minuto 13:00). A ousadia pareceu ter-lhe restituído confiança e humor. Não se sabe, ainda, se a mudança é duradoura. Hoje mesmo, há na mídia especulações em sentido oposto. Como os interesses envolvidos na política econômica são bilionários, haverá tensões. Mas é inegável que o discurso de São Paulo aponta a possibilidade de que se abra a partir dele — e a depender das ações dos movimentos sociais — uma nova fase do governo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tijolaço: micro e pequena empresas são barreiras contra a crise

Presidenta Dilma Rousseff, acompanhada dos ministros Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann e Guido Mantega, além do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, participa do anúncio de medidas de aperfeiçoamento da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

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Saiu no Tijolaço, por Fernando Brito:

Micro e pequena empresa: barreiras contra a crise
“O grande enfrentamento da crise é a afirmação do nosso mercado interno, das oportunidades que nós mesmos somos capazes de criar aqui no Brasil”.
A frase da Presidenta Dilma Roussef é o resumo da nossa estratégia para que o Brasil, ao contrário que acontecia nos tempos do neoliberalismo, não seja tragado pela crise mundial.
Como os nossos jornais não prestam atenção em nosso povo, é parca a informação sobre as medidas tomadas hoje para a expansão do Supersimples, o regime simplificado de tributação que é dado aos microempreendedores individuais e às micro e pequenas empresas.
As faixas de abrangência do regime especial de tributação, em valores, foram ampliadas em 50%, o dobro da dos 25% de inflação registrados desde o lançamento do Supersimples, em julho de 2007. Ou seja, mais negócios vão ser incluídos, porque houve uma elevação real do valor das faixas.
Segundo, além disso, as alíquotas foram reduzidas. E fortemente reduzidas, como você pode ver no quadro abaixo.

Terceiro, no caso de pequenos negócios voltados para a exportação, a elevação do valor foi ainda mais significativa. As empresas que faturarem, com o comércio exterior até 100% de seu faturamento no mercado interno, até o limite de R$ 3,6 milhões/ano, fazem jus ao enquadramento no Supersimples.
Nossa grande imprensa, que fica todos os dias chorando a carga tributária, quase nem liga para uma medida que vai tirar das costas dos pequenos e microempresários – 76% das empresas brasileiras – uma carga de tributos da ordem de R$ 5 bilhões.
É porque essa turma não se importa nem acredita na força produtiva do povo. É por isso que não entende como o nosso país deve se proteger, proteger seu mercado, suas empresas, seu trabalhadores, seu mercado.
O negócio deles é o “dever de casa” que os “tios” do mercado nos passam a cada crise, dizendo: juros, juros, juros.

Clique aqui para ler no blog do Planalto: “Acordo prevê desoneração de até R$ 6 bilhões para micro e pequenas empresas; R$ 4,8 bilhões são tributos federais”.

Tijolaço- micro e pequena empresas são barreiras contra a crise - Conversa Afiada

Nova classe média gastará mais de R$ 1 trilhão. Que horror !

Na foto, os alvos da nova classe média

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O Conversa Afiada reproduz matéria do Portal InfoMoney:

Consumo: nova classe média deve gastar mais de R$ 1 trilhão neste ano
por Fernanda de Moraes Bonadia
Os cerca de 104 milhões de brasileiros que integram a nova classe média  devem gastar em consumo um total de R$ 1,03 trilhão neste ano. Segundo dados do levantamento feito pelo Data Popular e divulgados nesta segunda-feira (8), o valor considera a renda total somada ao crédito das famílias.
De acordo com as categorias, o principal gasto da classe C, com 23,16%, será com os Serviços, que incluem cabeleireiros, manicures, lavanderias, sapateiros, empregados domésticos, cartórios etc. Os outros quatro grupos que estarão na mira da nova classe média são Alimentação e Bebidas (18,49%), Saúde e Beleza (8,32%), Transporte (8,17%) e Vestuário (5,12%).

Os dados fazem parte do documento que visa contribuir para o debate sobre o processo de criação de uma nova classe média no Brasil.
Intenção de compra
O estudo ainda avaliou a intenção de compra da baixa renda, a nova classe média e a alta renda, e detectou que os maiores percentuais estão mesmo com a classe C, conforme mostra a tabela abaixo:
Potencial de consumo
O potencial de consumo da nova classe média está no patamar de US$ 661,9 bilhões. Um montante superior ao PIB da Argentina (US$ 370,2 bi), de Portugal (US$ 229,3 bi), do Uruguai (US$ 40,2 bi) e do Paraguai (US$ 18,4 bi).
Outra ferramenta utilizada para avaliar o potencial de consumo da classe C se refere à alimentação fora do lar, que totaliza 46,6%, e dentro de casa, 48,3%. Novamente, a classe C se destaca em relação às demais, cujo potencial de consumo ficou em 15,4% e 24,8% para a baixa renda, e 38% e 26,9% para a alta renda, respectivamente.
Sobre a pesquisa
Os dados foram levantados a partir de três frentes:
- pesquisa on-line com 16 mil pessoas, ouvidas em 26 estados e 251 cidades, no segundo trimestre de 2011;
- pesquisa nacional presencial com 5.003 brasileiros em 44 municípios, no primeiro trimestre de 2011;
- análise do Data Popular do histórico de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) e da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Cada classe social foi dividida a partir da renda domiciliar per capital mensal, ou seja, a soma de todos os rendimentos da família dividida pelo número de integrantes. Assim, a classe A tem renda domiciliar média de R$ 14.203; a classe B, R$ 6.070; a classe C, R$ 2.295; a classe D, R$ 940; e a classe E, R$ 273.

Nova classe média gastará mais de R$ 1 trilhão. Que horror ! - Conversa Afiada

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O complexo de vira-lata

Celso Amorim, no Carta Maior

Até os jornais brasileiros tiveram de noticiar. Uma força-tarefa criada pelo Conselho de Relações Exteriores, organização estreitamente ligada ao establishment político/intelectual/empresarial dos Estados Unidos, acaba de publicar um relatório exclusivamente dedicado ao Brasil, -pontuado de elogios e manifestações de respeito e consideração. Fizeram parte da força-tarefa um ex-ministro da Energia, um ex-subsecretário de Estado e personalidades destacadas do mundo acadêmico e empresarial, além de integrantes de think tanks, homens e mulheres de alto conceito, muitos dos quais estiveram em governos norte-americanos, tanto democratas quanto republicanos. O texto do relatório abarca cerca de 80 páginas, se descontarmos as notas biográficas dos integrantes da comissão, o índice, agradecimentos etc. Nelas são analisados vários aspectos da economia, da evolução sociopolítica e do relacionamento externo do Brasil, com natural ênfase nas relações com os EUA. Vou ater-me aqui apenas àqueles aspectos que dizem respeito fundamentalmente ao nosso relacionamento internacional.

Logo na introdução, ao justificar a escolha do Brasil como foco do considerável esforço de pesquisa e reflexão colocado no empreendimento, os autores assinalam: “O Brasil é e será uma força integral na evolução de um mundo multipolar”. E segue, no resumo das conclusões, que vêm detalhadas nos capítulos subsequentes: “A Força Tarefa (em maiúscula no original) recomenda que os responsáveis pelas políticas (policy makers) dos Estados Unidos reconheçam a posição do Brasil como um ator global”. Em virtude da ascensão do Brasil, os autores consideram que é preciso que os EUA alterem sua visão da região como um todo e busquem uma relação conosco que seja “mais ampla e mais madura”. Em recomendação dirigida aos dois países, pregam que a cooperação e “as inevitáveis discordâncias sejam tratadas com respeito e tolerância”. Chegam mesmo a dizer, para provável espanto dos nossos “especialistas” – aqueles que são geralmente convocados pela grande mídia para “explicar” os fracassos da política externa brasileira dos últimos anos – que os EUA deverão ajustar-se (sic) a um Brasil mais afirmativo e independente.

Todos esses raciocínios e constatações desembocam em duas recomendações práticas. Por um lado, o relatório sugere que tanto no Departamento de Estado quanto no poderoso Conselho de Segurança Nacional se proceda a reformas institucionais que deem mais foco ao Brasil, distinguindo-o do contexto regional. Por outro (que surpresa para os céticos de plantão!), a força-tarefa “recomenda que a administração Obama endosse plenamente o Brasil como um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. É curioso notar que mesmo aqueles que expressaram uma opinião discordante e defenderam o apoio morno que Obama estendeu ao Brasil durante sua recente visita sentiram necessidade de justificar essa posição de uma forma peculiar. Talvez de modo não totalmente sincero, mas de qualquer forma significativo (a hipocrisia, segundo a lição de La Rochefoucault, é a homenagem que o vício paga à virtude), alegam que seria necessária uma preparação prévia ao anúncio de apoio tanto junto a países da região quanto junto ao Congresso. Esse argumento foi, aliás, demolido por David Rothkopf na versão eletrônica da revista Foreign Policy um dia depois da divulgação do relatório. E o empenho em não parecerem meros espíritos de porco leva essas vozes discordantes a afirmar que “a ausência de uma preparação prévia adequada pode prejudicar o êxito do apoio norte-americano ao pleito do Brasil de um posto permanente (no Conselho de Segurança)”.

Seguem-se, ao longo do texto, comentários detalhados sobre a atuação do Brasil em foros multilaterais, da OMC à Conferência do Clima, passando pela criação da Unasul, com referências bem embasadas sobre o Ibas, o BRICS, iniciativas em relação à África e aos países árabes. Mesmo em relação ao Oriente Médio, questão em que a força dos lobbies se faz sentir mesmo no mais independente dos think tanks, as reservas quanto à atuação do Brasil são apresentadas do ponto de vista de um suposto interesse em evitar diluir nossas credenciais para negociar outros itens da agenda internacional. Também nesse caso houve uma “opinião discordante”, que defendeu maior proatividade do Brasil na conturbada região.

Em resumo, mesmo assinalando algumas diferenças que o relatório recomenda sejam tratadas com respeito e tolerância, que abismo entre a visão dos insuspeitos membros da comissão do conselho norte-americanos- e aquela defendida por parte da nossa elite, que insiste em ver o Brasil como um país pequeno (ou, no máximo, para usar o conceito empregado por alguns especialistas, “médio”), que não deve se atrever a contrariar a superpotência remanescente ou se meter em assuntos que não são de sua alçada ou estão além da sua capacidade. Como se a Paz mundial não fosse do nosso interesse ou nada pudéssemos fazer para ajudar a mantê-la ou obtê-la.

Celso Amorim

Celso Amorim é ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula. Formado em 1965 pelo Instituto Rio Branco, fez pós-graduação em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena, em 1967. Entre inúmeros outros cargos públicos, Amorim foi ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco entre 1993 e 1995. Depois, no governo Fernando Henrique, assumiu a Chefia da Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas e em seguida foi o chefe da missão brasileira na Organização Mundial do Comércio. Em 2001, foi embaixador em Londres.

domingo, 24 de julho de 2011

Metalúrgico estuda mais. Classes D e E também são cheirosas.

Publicado em 21/07/2011

Todo mundo cheiroso, Catanhêde. Esse Nunca Dantes ...

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Saiu no Valor, pág. A4:
“Sindicalismo – Pesquisa mostra mudança de perfil dos trabalhadores”
“Metalúrgico do ABC trabalha menos e estuda mais”

13% dos cem mil metalúrgicos têm curso superior completo.
(Contra 6% em 1994, no governo do Farol de Alexandria.)
Hoje, 55% dos metalúrgicos do ABC têm curso médio completo (contra 12% nos sombrios anos do Farol).
Fundamental incompleto: 48% nos anos turvos do Farol, contra 8,5% hoje.
Que horror !
Quer ver outro horror, amigo navegante ?
No mesmo Valor desta quinta feira, pag. B4, aumentou o consumo de antisséptico bucal nas classes D e E.
Em 2009, 85% dos lares das classes D e E passaram a usar colônia.
Nas classes A, B e C, a penetração é de 90%.
Portanto, como diria a Eliane Catanhêde, naquele inesquecível vídeo da massa cheirosa, hoje as classes D e E também são cheirosas.
Que horror !

Paulo Henrique Amorim

Metalúrgico estuda mais. Classes D e E também são cheirosas. - Conversa Afiada

sábado, 23 de julho de 2011

Tijolaço: Estadão na Idade da Pedra. Vale não pode produzir aço

Publicado em 21/07/2011

Joaquim Silvério dos Reis daria um bom presidente da Vale, na visão do Estadão

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O Conversa Afiada reproduz post do Tijolaço, de Fernando Brito:

Dependesse do Estadão, o Brasil nem faria aço
O Estadão, hoje, tem um daqueles momentos de sinceridade antológicos.
É o editorial intitulado “A Vale ainda não entrou na produção de aço, felizmente“.
Depois de algumas lágrimas por Roger Agnelli, o jornalão começa a entregar o seu pensamento colonial.
Por ele, o Brasil ainda seria um pequeno país atrasado, que nem mesmo produziria aço.
Comemora o fato de não aparecer um sócio capaz de colocar dinheiro no projeto da Cia. Siderúrgica de Ubu (CSU) que a Vale pretende instalar no Espírito Santo.
Como se sabe, só há dinheiro de capitalistas para investir em especulação com dólar, uma coisa extremamente mais útil ao país do que produzir aço.
Produzir aço, no Brasil, é algo supérfluo e antieconômico.
Pelo  Estadão, o Brasil só exportaria minério de ferro.
Aquela tal de Companhia Siderúrgica Nacional – esqueça os livros de história que dizem que ela foi fundamental para a industrialização do país – não deve ter passado de um arroubo populista de Vargas.
Afinal, diz o porta-voz de nossas oligarquias, nossas jazidas são “praticamente inesgotáveis”.
E desfaz da óbvia vantagem de podermos fazer aço perto das “jazidas praticamente inesgotáveis” porque  com “o uso de navios gigantescos, se tem reduzido muito nos últimos anos (o custo de se transportar milhões e milhões de toneladas de minério bruto), especialmente quando esses navios podem retornar transportando petróleo”.
Viram que beleza? Exportamos mais ferro e importamos mais petróleo. Só falta sugerir que deixemos lá este “petróleo anti-econômico” do pré-sal.
Evidente que ninguém quer que o Brasil deixe de exportar minério. Mas o que temos é de resolver os problemas estruturais que nos impedem de avançarmos, como poderíamos, na competividade em matéria de siderurgia.
Mas para que resolver problemas, se podemos vender nosso minério, fresquinho, arrancado do chão? O buraco que eles deixam, a riqueza que se vai, nada disso é importante. Importante são os lucros rápidos e de baixo investimento que fazem adorável a nossa elite colonial.
É o modo Joaquim Silvério dos Reis de pensar o Brasil.

Em tempo: é na pág.27 que o Globo conta: “Planalto cobra de Petrobrás e Vale acordo sobre exploração de potássio.”
“Dilma quer ampliação da produção nacional de insumo básico de fertilizantes”
“A presidente convocou ao Palácio do Planalto os presidentes das gigantes Petrobrás e Vale do Rio Doce (este é o nome completo – PHA), José Sergio Gabrielli e Murilo Ferreira, e cobrou deles rapidez para fechar o acordo sobre a exploração da mina de cloreto de potássio de Itaquiri-Vassouras (ela está com a mania de vassoura … – PHA), a unica em atividde no Brasil.”

Como se vê, a Presidenta reassumiu o papel que a participação acionária lhe atribui: a de comandante da Vale do Rio Doce.
Antes, como se sabe, quem mandava na Vale era o PiG (*).

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nunca Dantes levou 40 milhões à Classe C. Uma Espanha. Que horror !

Neri: o Brasil deu o drible da vaca na Índia e na China

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Leia no endereço http://www.fgv.br/cps/brics/ o mais recente trabalho do professor Marcelo Neri sobre a ascensão social no Brasil, reunido em estudo – “Os emergentes dos emergentes”, a nova classe média brasileira, ou “the bright side of the poor” – apresentado em seminário do BID, em São Paulo, nesta segunda feira.
Saiu também no G1:

Classe C ganha 39,5 milhões de pessoas, diz FGV
Do início de 2003 até maio deste ano, aumento foi de 46,57%.
Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo
Do início de 2003 até maio deste ano, 48,7 milhões de pessoas entraram nas classes A, B e C no Brasil, quase a população da Espanha, um crescimento de 47,94%, aponta pesquisa divulgada nesta segunda-feira (27) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Somente na classe C foram 39,5 milhões de novos integrantes no período, um aumento de 46,57%. Paralelamente, 24,6 milhões de pessoas deixaram a classe E, queda de 54,18%, e 7,9 milhões, a classe D, recúo de 24,03%, o que mostra que a desigualdade no país vem caindo, afirma o professor Marcelo Cortes Neri, coordenador da pesquisa.
“Você está falando de crescimento em cima de crescimento (…). Ela [classe C] já cresceu porque a renda do brasileiro vem crescendo desde o fim de 2003, e a desigualdade vem caindo há 10 anos. Esses são fatores fundamentais para este cenário de crescimento. O terceiro fator é a estabilidade, seja a inflacionária, seja o choque de confiança que foi dado aos mercados.”
De acordo com Neri, além do crescimento da renda e da queda da desigualdade, a educação é outro fator que colabora para o aumento da classe C. “A nossa pesquisa mostra que, só pelo efeito da educação, se tudo se mantiver constante, a renda do brasileiro cresceria 2,2 pontos percentuais por ano, o que é bastante”. Ele citou ainda programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, que foi importante para a classe E, e o aumento do salário mínimo, importante para a classe C.
Do total de novos integrantes das classes A, B e C, 13,3 milhões passaram a fazer parte dessas fatias sociais nos últimos 21 meses encerrados em maio, salienta o professor, o que mostra que o crescimento continua.
Crescimento do PIB versus alta da renda
A pesquisa revela ainda que a renda do brasileiro cresce em proporções maiores que o Produto Interno Bruto do país, o que diferencia o Brasil de outros países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
De 2003 a 2009, a taxa de crescimento do PIB per capita foi, em média, de 2,88% ao ano, sendo superada em 1,83 ponto percentual ao ano pela renda da pesquisa nacional por amostra de domicílio (Pnad), que foi de 4,71% ao ano.
Entre as duas últimas Pnads, essa relação quase dobra, diz a pesquisa. O PIB per capita recúa 1,5% em 2009, contra um crescimento de 2,04% na renda da Pnad.
Na China e na Índia, o movimento foi oposto, disse o professor, pois o PIB cresceu mais do que as pesquisas domiciliares daqueles países.

Nunca Dantes levou 40 milhões à Classe C. Uma Espanha. Que horror ! - Conversa Afiada

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Petrobras encomenda sete navios-sonda. No Brasil

O Deepwater Discovery se paga em três anos

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A Petrobras agia como o Agnelli no governo do Farol de Alexandria.
Uma das razões da eleição de Lula em 2002 foi anunciar no Rio que um de seus primeiros atos seria cancelar a encomenda de navios que a Petrobrax tinha feito no exterior.
Leia o que saiu no Tijolaço:

Petrobras encomenda sete navios-sonda. No Brasil
O blog Fatos e Dados , da Petrobras, divulga hoje a constituição, sexta-feira, da Sete BR, uma empresa formada para assumir, em conjunto com o vencedor da licitação, o Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, a contrução de sete navios-sonda destinados à exploração do pré-sal.
O assunto mereceu pouca importância na imprensa, mas os números envolvidos nesta transação mostram que ela é um dos maiores negócios do mercado de construção naval dos últimos tempos.
A encomenda soma US$ 4,6 bilhões, cerca de de US$ 662 milhões por sonda. E as sete encomendadas são apenas um quarto das 28 previstas para o plano de prospecção e exploração do pré-sal. E este resto está deixando louco o mercado mundial de sondas de perfuração de poços de petróleo, como registrou, na semana passada, a Agência Reuters.
Elas pressionam, alegando que, compradas no exterior, as sondas custariam cerca de US$ 500 milhões. É o argumento “Agnelli” que justificou a compra dos supergraneleiros na China e na Coreia e que deixou fulo da vida o ex-presidente Lula.
Para eles, é claro, não importa que um investimento deste porte gere emprego, renda, impostos e, sobretudo, tecnologia e melhoramento em nossa indústria.
A Petrobras está avaliando o processo de contratação das outras 21 sondas.
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, admite que, inicialmente, sondas e navios custam mais no Brasil, mas tendem a convergir para os preços internacionais com o passar do tempo e o avanço das encomendas. Augusto Mendonça, da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore, garante que  a construção das sondas já assegura a instalação de, ao menos, mais três estaleiros no país.
É compreensível a pressa. O aluguel de navios-sonda é caríssimo. Este aí da foto, o Deepwater Discovery, tinha aluguel diário de 425 mil dólares, segundo a Veja, em 2008. Portanto, a construção de uma nave assim se paga em pouco mais de três anos.
Vamos torcer para que a petrobras, como ajudou na formação do consórcio Sete BR para estas sonda iniciais, encontre a forma de fazê-las todas aqui.
E, se não encontrar, que a Presidenta Dilma, como Lula queria fazer no caso da Vale, bata o martelo: façam aqui, porque é deste povo e deste país o petróleo que ela vai buscar.

terça-feira, 17 de maio de 2011

IBGE: negro se identifica cada vez mais como negro

Pereira Nunes: o auto reconhecimento dos negros e indígenas aumentou

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Extraído do Blog do Planalto:

Brasil cresce mais em cidades de médio porte, diz presidente do IBGE
No programa “Brasil em Pauta” desta terça-feira (17/5), o diretor-presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, avaliou que uma das grandes informações positivas levantadas pelo Censo 2010 é que o processo de expansão demográfica do Brasil já não está mais concentrado nas grandes cidades brasileiras – como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre – mas se estendendo por uma quantidade importante de cidades de médio porte em todo o país, o que traz mais oportunidades de emprego para a sociedade. Um exemplo disso é a cidade de Rio das Ostras, que do ano 2000 para o ano de 2010 triplicou sua população, e foi o município que mais cresceu em todo o país.
Por outro lado, Pereira Nunes avalia como negativo o fato de o Brasil ainda ter cerca de 16 milhões de pessoas que vivem em uma faixa de renda considerada de extrema pobreza. O diretor-presidente do IBGE afirmou que o primeiro passo em relação à população brasileira considerada de extrema pobreza foi exatamente a identificação de cidadãos nessas condições de vida. Segundo ele, as informações coletadas pelo IBGE foram repassadas ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que está avaliando os dados e elaborando um programa voltado para esse grupo.
Mas o diretor-presidente do IBGE revela que embora se esteja falando de 16 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, essa pobreza não é homogênea no Brasil, pois em cada lugar ela tem características diferentes: no Maranhão é de uma natureza, na periferia de São Paulo é de outra, em Brasília é de outra natureza. E o que o governo federal está fazendo – não o IBGE, ressalta – é analisar as características socioeconômicas de cada um dos grandes grupos (analfabetos, idosos, sem acesso à saneamento etc) para estabelecer políticas públicas específicas.
Uma outra questão revelada pelo Censo, ao longo dos anos, é o processo cada vez maior de autoreconhecimento do brasileiro em relação à sua cor. Segundo Pereira Nunes, se compararmos o Censo de 2000 com o censo de 2010, houve um aumento da proporção da população que se declarou negra, assim como da que se declarou como indígena. Para se ter ideia, 1,2 milhão não declarou a sua própria cor no Censo de 2000. Esse número caiu para apenas 60 mil pessoas em 2010.
“Isso não quer dizer que a população desse grupo esteja crescendo mais que os demais, não. É simplesmente porque está havendo cada vez mais um autoreconhecimento de cada agrupamento específico (…) ou seja, cada qual se reconhecendo cada vez mais como um cidadão na própria sociedade.”
A questão da idade do brasileiro também é um fator, de acordo com o diretor-presidente do IBGE, que daqui para a frente também passará a fazer parte da agenda de todas as discussões de planejamento da sociedade brasileira para o futuro. A população brasileira está, proporcionalmente, apresentando um número maior de pessoas com mais idade, explicou.
“Só para se ter uma ideia, encontramos no Censo de 2010 cerca de 24 mil pessoas com mais de cem anos de idade.”
Na avaliação dele, a população está envelhecendo por dois motivos que são concomitantes: o cidadão está vivendo cada vez mais, a expectativa de vida está aumentando, e a taxa de fecundidade (dada pelo número médio de filhos que a mulher brasileira tem) está caindo, ou seja, estão nascendo menos crianças.
Pelos dados do IBGE, em 2000 o Brasil tinha 50 milhões de crianças de zero a 14 anos de idade; já em 2010 esse número caiu para 45 milhões. Ou seja, uma queda absoluta de 5 milhões em um país que aumentou – em termos absolutos – em 21 milhões de brasileiros: “Éramos 169 milhões em 2000, e somos 190 milhões em 2010″, esclarece Pereira Nunes. Nesse sentido, deverá haver uma mudança significativa no planejamento da sociedade, explica ele.
“Se eu olho para as próximas décadas eu vejo uma sociedade onde cada vez mais a atenção ao idoso, à saúde, a Previdência Social, o mercado de trabalho, tudo isso terá que levar em consideração uma sociedade envelhecida.”
Em relação à identificação do número atual de homossexuais no país, o diretor-presidente do IBGE explicou que houve a oportunidade de o cidadão responder sobre a sua relação de parentesco com a pessoa de referência do domicílio. Mas o modelo adotado pelo IBGE não conta o total da população que se declara espontaneamente homossexual mas, sim, os casais do mesmo sexo. “Em termos de casais do mesmo sexo, o que nós encontramos no Brasil foi exatamente o número de 60 mil pessoas nessa situação.”
Os dados apurados pelo IBGE sobre analfabetismo (número de pessoas com mais de 15 anos que declaram não saber ler ou escrever) identificaram um índice de 9,6% em 2010. Segundo Nunes, se hoje a taxa de analfabetismo é de 9,6%, cinquenta, quarenta anos atrás essa taxa era de 50% da população. O que aconteceu, explica o diretor do IBGE, é que essas pessoas de antigamente ingressaram no mercado de trabalho, constituíram família, envelheceram, e ainda hoje são os mesmos que compõem o contingente muito grande de analfabetos, ou seja, os que no passado eram jovens e analfabetos, são hoje os idosos e analfabetos.
Então, a taxa de analfabetismo de idosos no Brasil chega a 26% da população, de cada quatro pessoas com mais de 65 anos de idade, quase uma delas é analfabeta, explica Nunes. Já o analfabetismo da população em idade jovem, até 19 anos, por exemplo, é de 2%, o que significa que para o jovem e para a criança de hoje o acesso à escola está universalizado, e o desafio é outro.
“O desafio que o Brasil tem daqui para a frente não é abrir portas para colocar crianças na escola. As portas já existem. O que precisa é fechar as portas para impedir a evasão escolar e garantir um bom ensino para cada criança brasileira.”
De acordo com Pereira Nunes, o Censo 2010 – do ponto de vista do trabalho de campo, da contagem da população, e do tratamento dos dados – já está concluído. O documento pode ser baixado pela internet no endereço www.ibge.gov.br . A partir de agora, cada um dos temas será aprofundado, com análise do perfil da população, da família e de outros fatores. O diretor-presidente do IBGE informou também que daqui para a frente o Instituto fará uma série de publicações, e chamou a atenção para uma que, especificamente, será muito importante para o planejamento urbano das grandes cidades brasileiras: a que vai identificar, em cada bairro do município, as condições de habitação do cidadão. Pereira Nunes explicou que além de fazer perguntas sobre o cidadão e seu domicílio, o IBGE também estuda o entorno da localidade onde o cidadão habita, para saber se tem iluminação publica, saneamento básico, calçamento, arborização, e acessos para a mobilidade de pessoas portadoras de deficiência.
Na avaliação dele, “trata-se de uma série de informações que servem para o planejamento urbano, e para que o governo local possa tomar medidas para melhorar as condições de vida da população.”
Essas informações serão divulgadas pelo IBGE dentro de algumas semanas. Mas antes de divulgar, o Instituto vai discutir com os gestores de cerca de 375 prefeituras onde foram encontradas situações de habitação não adequadas (que são chamadas de aglomerados subnormais), para que eles conheçam a leitura feita pelo IBGE. “Mas isso não significa dizer que se a prefeitura discordar da leitura do IBGE, o IBGE vai mudar, não”, explicou.
“Se a prefeitura discordar e provar que o dado do IBGE não é como a gente está lendo, a gente vai rever. Não necessariamente a revisão implicará em refazer o trabalho que foi feito.”
IBGE- negro se identifica cada vez mais como negro - Conversa Afiada

Brasil ganha mais 272 mil empregos formais em abril

A criação de postos de trabalho com carteira assinada atingiu 272.225 mil em abril deste ano, o quarto melhor resultado para o mês, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho. O recorde para abril foi atingido no ano passado, quando a geração de vagas superou as 305 mil.
O resultado do mês passado é 0,75% maior que o medido em março deste ano. Em abril, o mercado contabilizou 1,7 milhão de admissões e 1,5 milhão de demissões, ambos números recordes para o mês. De acordo com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, isso mostra que a economia brasileira está num momento de alta rotatividade.
Segundo Lupi, o setor da construção civil merece destaque entre aqueles que contribuíram para o bom resultado de abril. "Este é um setor onde os resultados demoram a aparecer, porque obra é uma coisa demorada, mas a partir de agora este é um setor que vai 'bombar'", disse. Na área, houve quase 30 mil novos postos criados, uma alta de 1,15% em relação a março. O ministro também atribuiu o resultado ao fim do período de chuvas, que permite com que as obras andem mais rápido.
Outro setor com desempenho acima da média é o de serviços que, em abril, teve saldo positivo de 114 mil vagas, uma alta de 0,78% em relação a março, o melhor resultado para o mês. A indústria de transformação gerou 51,3 mil empregos a mais que março, uma alta de 0,63% na comparação com o mês anterior. O comércio teve o melhor saldo para o período, com a geração de 41,5 mil vagas a mais que o mês anterior.
Os dados do Caged divulgados hoje também atualizaram os números de março com as informações de empregos entregues fora do prazo pelas empresas. De acordo com os novos números, entre janeiro e março deste ano foram criados 608.492 mil postos de trabalho. Somando-se ao resultado ainda sem ajustes de abril, esse número sobe para 880.717 mil. O ministro do Trabalho prevê que este ano serão criados 3 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.

Os Amigos do Presidente Lula- Brasil ganha mais 272 mil empregos formais em abril

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Mantega prevê aumento de até 14% para o mínimo em 2012

BRASÍLIA – O salário mínimo poderá ter aumento “de 13% ou 14%” em 2012, sem pressionar a inflação, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Aumento do salário mínimo não é inflacionário. Tem sido absorvido pela economia”, neste e em governos anteriores, comentou ele.  Segundo Mantega, ano que vem, o salário deverá incorporar o ganho real do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, uma vez que este ano teve a influência do PIB negativo de 2009, por causa da crise financeira internacional. “Temos que ter cuidado com a Previdência, mas o déficit previdenciário está diminuindo”, por conta do aumento do emprego. “Mas é suportável, sim, dar aumento para o salário mínimo”, continuou. Ao encerrar audiência de quatro horas na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro comentou que o excesso de dólares que entra no país deriva do excesso de liquidez no mercado internacional. Ele mencionou medidas que o governo tem adotado para minimizar a valorização do real, como a taxação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Nenhuma medida está descartada. Em matéria de câmbio usaremos as medidas que forem necessárias. Os mercados são muito criativos. Você fecha uma porta, eles acham outra. Mas temos respondido, sim, fechando portas”, disse ele aos parlamentares. Mantega também comentou que a despeito da guerra cambial, “cair no protecionismo seria um retrocesso”. (Azelma Rodrigues | Valor).

maio 3rd, 2011 | Autor: Jussara Seixas

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Mantega prevê aumento de até 14% para o mínimo em 2012

Desigualdade de renda é a menor em 50 anos

Por sugestão do amigo navegante Orlando:

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Do portal Terra:
Notícias
FGV: Brasil tem menor desigualdade de renda desde os anos 1960
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201105031548_EST_79635785
Esse “Nunca Dantes”…
Diz o Marcelo Neri, no Terra:
FGV: desigualdade no Brasil atinge menor nível histórico
Luís Bulcão
Direto de Rio de Janeiro
O Brasil atingiu em 2010 o menor nível de desigualdade desde os anos 1960, quando dos primeiros dados sobre o tema, segundo a pesquisa Desigualdade de Renda da Década, divulgada na manhã desta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo compara dados de pesquisas realizadas anualmente (PNAD) e mensalmente (PME) pelo IBGE, além de dados históricos.
De acordo com o professor da FGV, Marcelo Neri, a queda na desigualdade na década, que vai de 2000 até o final de 2010, foi extraordinariamente acentuada.

“Não é uma década espetacular em termos de crescimento da renda, mas se a gente olha para o elemento distributivo, há realmente uma grande surpresa”, afirmou.

Os dados analisados pela FGV englobam resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada anualmente, e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), mensal, ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os estudos mostram que na década de 1990, o Brasil atingiu o maior nível de desigualdade, chegando a 0,609 pontos no índice Gini – que varia de zero a 1. Segundo a FGV, quanto mais próxima de 1, maior a desigualdade. O índice, no entanto, começou a cair mais acentuadamente na década de 2000, passando de 0,595 para 0,530 pontos, abaixo dos 0,536 registrados na década de 60.

Desigualdade de renda é a menor em 50 anos - Conversa Afiada

A inflação não vai voltar. É tudo terrorismo dos bancos e do PiG

O "processo civilizatório" chega a Suape. (O Agnelli civiliza na China !)

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Os bancos e seus Navy Seals no PiG (*) desencadearam (como diria a manchete de hoje da Folha(**) ) uma ofensiva contra o Banco Central.
Como sabe, pela primeira vez em muitos anos a diretoria do Banco Central da Presidenta não tem nenhum banqueiro.
O Banco Central sem banqueiro anunciou que vai combater a inflação – baixa, para padrões internacionais – com juros, a longo prazo, e com medidas que hoje se chamam de “macro-prudenciais”.
Por exemplo, controlar o volume do credito disponível, reduzir a alavancagem – coisas de que os Medici, em Florença, já conheciam.
Porém, isso se conflita com a Teologia Neoliberal, que prega juro na veia !
A Teologia dos bancos e seus Navy Seals, que pregam na televisão do PiG – tevê aberta, especialmente muito cedo ou na alta madrugada (que ninguém vê), e na fechada (que ninguém vê).
Hoje, no Valor, na pág. A2, Delfim Netto que, enquanto dorme entende mais de Economia do que todos os Teólogos e seus Navy Seals acordados, trata da estratégia do Governo e do Banco Central para combater a inflação.
Ele enfatiza:
- o Banco Central vai ajustar os juros de forma “suficientemente prolongada”, o que deve angustiar os banqueiros e seus diretores, de olho nos bônus gordos;
- os números do Orçamento indicam que o Governo vai MESMO controlar as despesas de custeio;
(Logo, as despesas de investimento, como as obras do PAC – a conclusão da Norte-Sul e da Transnordestina – ou o dinheiro do Bolsa Família e do Pronatec, nisso não se toca ! Pobre vai ter qualificação – que horror !)
- Delfim desconfia que ocorra hoje no Brasil uma mudança importante no mercado de trabalho. Um horror !, amigo navegante ! Os salários aumentaram porque aumentou a demanda de mão de obra. Um horror ! Assim não dá !
São aqueles filhos de cortadores de cana e de pescadores que foram para escola técnica e hoje trabalham nos estaleiros de Suape, em Pernambuco.
Um horror !
- “… a mudança na estrutura da oferta e da demanda de mão de obra produzidas pelo processo civilizatório que estamos vivendo … não pode ser corrigida apenas pela taxa de juros, ” explica Delfim, de forma mais educada.
Ou seja, amigo navegante, o “processo civilizatório” – que deu comida, alimentação, qualificação e salário aos pobres – tem que ser interrompido.
Com um choque de juros.
Para derrubar a economia.
E arrochar o salário.
É a Teologia Neoliberal dos bancos e seus Navy Seals do PiG (*).
Tchurma que perdeu as três últimas eleições.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

A inflação não vai voltar. É tudo terrorismo dos bancos e do PiG - Conversa Afiada

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Verissimo e a revolta da classe média

A culpa é do Lula!

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Verissimo e a revolta da classe média

Reproduzo crônica de Luis Fernando Verissimo, publicada no jornal O Estado de S.Paulo:
Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.
- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Este caos. Todo o mundo com carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá tentar viajar de avião. Até para o exterior - tudo lotado. Um inferno. Será que não previram isto? Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria esta confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como e fosse manga na feira. É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delírio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda. É por isso que eu sou contra o Lula, contra o que ele e o PT fizeram com este país. Viver no Brasil ficou insuportável.
- A nova classe média nos descaracterizou?
- Exatamente. Nós não éramos assim. Nós nunca fomos assim. Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida, estruturada...
- Buuu para o Lula, então?
- Buuu para o Lula!
- E buuu para o Fernando Henrique?
- Buuu para o... Como, "buuu para o Fernando Henrique"?!
- Não é o que estão dizendo? Que tudo que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?
- Sim. Não. Quer dizer...
- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.
- Claro que não. Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.
- Por quê?
- Porque um é um e o outro é outro, e eu prefiro o outro.
- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?
- Acho, mas...
Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tucanos torcem pela hiper-inflação. Vão se dar mal

Saiu na capa e na pág. A3 do Valor:
O superávit fiscal do Governo está uma beleza !
“Superávit fiscal do 1º. trimestre fica perto de R$ 40 bi.”
É o dobro, o DOBRO de 2010.
É o equivalente a um terço da meta prevista para todo o ano.
Por que ?
Porque as empresas brasileiras faturam horrores:
“Com lucro das empresas em alta, arrecadação bate recorde”
A arrecadação com o lucro das empresas e o Imposto de Renda das pessoas jurídicas, tudo somado, dá um aumento de 20% em relação ao  mesmo trimestre o ano assado.
Que horror !

Navalha

NAVALHA

Recomenda-se a leitura do artigo de Delfim Netto na pág. 2 de Folha (*): “Gradualismo”.
Delfim mostra que há um “otimismo exagerado” do Governo em relação à inflação.
E um “pessimismo exagerado” de alguns analistas do mercado financeiro.
(Aqui, Delfim prega uma armadilha. O que ele chama de “alguns analistas do mercado financeiro” são, também, os notáveis colonistas (**) de Economia do PiG (***), onde se destaca, como sempre, a urubóloga. Ou seja, o que os bancos pensam é o que os colonistas (**) dizem. Aliás, Delfim é autor de célebre frase – no Brasil, jornalismo de economia não é um nem outro. Depois, ele negou a autoria.)
Delfim mostra que o mercado financeiro quer um tratamento de choque.
Ou seja, juro na veia !
Corte de gastos !
Ou seja, redução de gastos para tomar dinheiro do pobre.
“Quem ‘calibra’ para reduzir o crescimento a 3% poderá acabar reduzindo-o para -1%.”
Diante desses riscos, é claro que a estratégia do Governo – cuidadosa – parece ser melhor, diz ele.
Delfim ainda não sabia provavelmente da arrecadação fulgurante do 1º. trimestre.
O que confirma a análise de Delfim: a situação fiscal – as contas do Governo – está longe de ser um desastre.
Como pintam o “mercado” e seus porta-vozes no PiG (***).
Ou seja, amigo navegante, a estratégia do PSDB vai mal.
Não vai haver hiper-inflação.
E os estádios e aeroportos ficarão prontos – apesar do IPEA.
O que sobra ao PSDB ?
O Papa, o aborto (no Chile pode) e a Chevron.
E não é pouco !

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Tucanos torcem pela hiper-inflação. Vão se dar mal - Conversa Afiada

Diminuiu o êxodo para São Paulo. Esse Nunca Dantes …

Na foto, um torneiro mecânico conversa com colegas de estaleiro em Suape

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Saiu na Agência Brasil:

Nos últimos dez anos, mais pessoas saíram do que chegaram à Grande SP
Entre 2000 e 2010, região metropolitana teve êxodo migratório: -30,3 mil pessoas por ano

Agência Brasil

SÃO PAULO – Tradicional centro de atração de migrantes, a região metropolitana de São Paulo registrou um êxodo migratório na primeira década deste século. De 2000 a 2010, o número de pessoas que saíram da Grande São Paulo é maior do que o das que chegaram. Nesse período, deixaram a região 303 mil pessoas a mais do que o total das que se estabeleceram, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 19, pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A pesquisa SP Demográfico cruza taxas de natalidade e mortalidade com os primeiros dados do Censo 2010, já disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir desses números, já é possível saber se a população de alguns locais do país cresceu e se esse crescimento foi causado pelo nascimento de pessoas ou pela chegada de migrantes.

Na região metropolitana de São Paulo, a população cresceu 0,98% de 2000 a 2010, segundo a pesquisa. Isso foi causado pelo crescimento vegetativo da população (diferença entre os nascimentos e as mortes), já que o saldo migratório desse período foi negativo para a região: -30,3 mil pessoas por ano.

Esse número corresponde a uma taxa de migração de -1,62 para cada mil habitantes da Grande São Paulo. No caso da capital paulista, mais especificamente, a taxa de migração é ainda mais baixa: -3,03.

O resultado da Grande São Paulo impactou também no fluxo migratório de todo o estado de São Paulo. Na primeira década do século 21, apesar de o saldo de migrantes ter sido positivo no estado, ele caiu 67% na comparação com o registrado de 1991 a 2000.

De 2000 a 2010 chegaram no estado, por ano, 47,9 mil pessoas a mais do que saíram. Já de 1991 a 2000, o saldo migratório anual foi de 147 mil.

Navalha

NAVALHA

Nenhum Presidente fez mais pela mobilidade vertical que o Nunca Dantes: a passagem das Classes “D” e “E” à Classe “C” – que, agora, o Farol de Alexandria prefere ao povão.
Nenhum presidente fez mais pela mobilidade horizontal que o Nunca Dantes.
Ele tirou a motor da economia do eixo do Sudeste, e da hegemonia que o mineiro JK conferiu a SP.
Com o Nunca Dantes, o Nordeste, o patinho feio, cresceu a taxas chinesas.
A Classe C engordou mais no Nordeste.
E o Rio, com o pré-sal, o Comperj e a indústria naval tira, enfim, a barriga da miséria, desde que JK levou a capital para Brasília, e o jenio do Golbery fez a fusão (sem dinheiro) com o Estado do Rio.
Tudo para não deixar o Brizola ser Governador.
E ele foi, duas vezes, contra o Golbery e a Rede Globo.
O Nunca Dantes abriu o mapa do Brasil.
Se ele voltasse atrás 50 anos na máquina do tempo, em lugar de vir para São Paulo ia ser torneiro mecânico em Suape, num estaleiro – onde se realiza uma revolução e onde Eduardo Campos dá de 10 a 0 no Padim Pade Cerra.
Como diz o professor Wanderley Guilherme dos Santos, na Carta Capital, o Nunca Dantes alterou paradigmas deste país.
Talvez por isso o Farol esteja tão nervoso.
Ele começa a vislumbrar a nota de pé de página que lhe caberá na História do Brasil.
Ou porque o relatório da PF que a Época esconde (e revela singularidades de “Dantas, Cerra, FHC e Gilmar”) um dia apareça num blog sujo.
Quem sabe ?
Ou, talvez, porque a Presidenta vá assinar Lei que permitirá descobrir como se deu a concorrência para o Sivam (clique aqui para ler “Pinheiro: Presidenta vai abrir a porta do passado (militar)”.
O Príncipe está aflito.
Esse Nunca Dantes …

Paulo Henrique Amorim Diminuiu o êxodo para São Paulo. Esse Nunca Dantes … - Conversa Afiada

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Presidenta decepciona o PiG e escolhe presidente da Vale

Vargas (Dilma) e Farquhar (Agnelli): taí um bom curso para o IBMEC

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Lamentavelmente, o PiG (*) não conseguiu manter o Agnelli na Vale – clique aqui para ler “O Agnelli vale tudo isso ?”.
Lamentavelmente, a Folha (**) não teve a propriedade – prevista na Lei das SA – de escolher o sucessor do Agnelli.
A Folha, no uso das prerrogativas estatutárias da ANJ, Associação Nacional dos Jornais, escolheu Tito Martins.
O que levou o Bradesco a dizer que aquilo que a Folha dizia não tinha pé nem cabeça.
Característica anatômica que os leitores da Folha perceberam há muito tempo.
Inexplicavelmente, a JK de saias, que lidera o grupo majoritário da Vale – o conjunto de acionistas sob o controle do Governo Federal -, de forma autoritária, monocrática, imperial, a JK de saias resolveu decidir em nome da maioria.
Um absurdo !
Onde já se viu ?
A maioria querer mandar !
Isso nem na pior das ditaduras de inclinação estalinista.
Numa boa democracia, quem manda é a minoria, reunida em torno da imprensa conservadora (e incompetente).
Assim, como Catarina, a Grande, a Presidenta resolveu fazer o que sabe: mandar !
“Vale terá Murilo Ferreira no comando”, diz a Folha, às lágrimas, na pág. B1.
Informa a Folha que Dilma conheceu Ferreira quando era presidente da Albrás e ela, Ministra das Minas.
A sucessão de Agnelli se tornou uma questão de dogma teológico.
E o que a JK de saias faz, agora, em boa hora, é rever os termos da privatização – aquela em que o Padim Pade Cerra e o Farol de Alexandria entregaram a Vale na bacia das almas.
Clique aqui para ver o vídeo em que o Farol admite que vendeu a Vale docemente constrangido pelo Padim.
A Vale é uma conquista do povo brasileiro desde o Dr Getulio.
Vargas criou a Vale em 1942 para, enfim, depois de uma longa batalha política, tomar o minério de ferro do Brasil e Itabira Iron Ore Company.
A criação da Vale estava indissoluvelmente ligada à criação da Companhia Siderúrgica Nacional.
E, portanto, à industrialização do Brasil.
Vargas já sabia que exportar aço é melhor do que exportar minério de ferro.
E, como se sabe, quando o Agnelli ouve falar em siderúrgica tem coceira na palma a mão.
Um dia, as faculdades de economia do Brasil – que só formam quadros para os bancos – poderiam dar um curso sobre “Como o Brasil enfrentou e derrotou o empresário americano Percival Farquhar, aquele que mandava no minério de ferro da Iron Ore e,  portanto, mandava no Brasil.”
Seria um curso, por exemplo, a ser ministrado aos alunos do IBMEC.
Ou no Instituto Millenium.
A Vale é a maior mineradora do mundo.
E não faz sentido um CEO, de ideias próprias – e bônus próprios, com um jato Bombardier à disposição – decidir que esse patrimônio vai ser dilapidado na venda de um produto só, sem valor agregado – o minério de ferro -, e para um cliente só – a China.
Essa, aliás, é a critica à jestão Agnelli da desprestigiada revista inglesa The Economist, e que, aqui, em boa hora, o PiG desconsiderou.
A Presidenta não é de decepcionar o PiG (*).
Ao contrário.
Foi ao aniversário da Folha.
Fez uma omelete com a Ana Maria Braga.
E, agora, por exemplo, diz-se que ela vai a um seminário de empresários paulistanamente ultraconservadores.
Corro o risco de tomar uma vaia.
Mas, é da vida.
Só que, no caso da Vale, o Dr Getulio podia ficar chateado com ela.
E ela, surpreendentemente, fez o que o Nunca Dantes queria fazer desde que o Agnelli mandou comprar cargueiros em Cingapura; e demitiu mais de mil funcionários – ele e a diretora do Departamento de Pessoal, que, inexplicavelmente parecia ser a 2ª no comando – no auge da crise de 2008.
Vargas, Lula, Dilma.
Quem o Agnelli pensava que é ?
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Presidenta decepciona o PiG e escolhe presidente da Vale - Conversa Afiada

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Salário no Rio é maior que em SP. Folha descobre a pólvora

Na foto, a melhor obra dos tucanos em São Paulo

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No dia 20 de dezembro do ano passado, este ansioso blog escreveu: “com 16 anos de tucanato em São Paulo, os salários do Rio ultrapassam o de São Paulo”.
A certa altura, dizia assim:
Saiu no IBGE informação que o PiG (*) tratou de ocultar.
Pela primeira vez, o salário médio do trabalhador do Rio é maior do que o salário médio do trabalhador de São Paulo.
O Rio passou a criar empregos que exigem mão-de-obra mais qualificada e, portanto, de salário mais alto.
A economia do Rio se beneficia e se beneficiará cada vez mais da industrialização movida a petróleo, pré-sal e Petrobrás.
Os salários que o Rio passou a pagar exigem mais estudo e são oriundos da indústria.
Como se sabe, a indústria cria mais empregos que o setor de serviços, especialmente os bancos, que aceleradamente trocam homem por computador.
O economista Márcio Pochmann – clique aqui para ler “A saída de Pochmann do IPEA será um desastre” – já tinha denunciado a redução do papel do Estadão de São Paulo no conjunto da economia nacional.
Pochmann ressaltou que São Paulo se tornou um Estado de agroindústria e bancos.
Onde a máquina e o computador expelem mão-de-obra e achatam os salários.
Inexplicavelmente, os partidos de oposição em São Paulo não discutiram esse tipo de esvaziamento durante a campanha que elegeu Geraldo Alckmin no primeiro turno.
Covas, Alckmin e Serra afundaram São Paulo.
O PiG (*) escondeu essa informação.
Hoje, a Folha (**) descobre a pólvora e revela hoje na primeira página – e na pág. A4, da seção que ela chama de “Puder” (é assim, mesmo, amigo revisor, puder com “U”, como se diz em Santo Amaro da Purificação):
“Salários do Rio ultrapassam os de São Paulo”
“Em Porto Alegre, os salários do setor de serviços e comércio já estão no mesmo patamar (sic) os de São Paulo”
“A queda de desigualdade regional é inédita”, diz Marcelo Neri, economista da FGV do Rio, que “descobriu a Classe C”.
(Como se sabe, Padim Pade Cerra e o Farol de Alexandria acham que a Classe C é aquela que fica entre a Primeira e a Business.)
O salário médio no Rio é de R$ 1.682, contra R$ 1.637 em São Paulo.
“Nosso mercado de trabalho esta ficando mais homogêneo, com um forte crescimento da classe média em todo o país”, diz João Sabóia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ.
Os “especialistas” da Folha (**) tentam desqualificar a posição do Rio com a explicação de que se deve tudo ao Bolsa Familia.
Ou Bolsa Vagabundagem como a mulher do Cerra andou a dizer na campanha de 2010.
Clique aqui para ver o convite que este blog ansioso fez para que ela e o marido visitem a exposição da Paula Rego na Pinacoteca e São Paulo.
Interessante: no corpo da matéria, ninguém explica o fenômeno com o Bolsa Família.
Está apenas nos títulos …
É um mecanismo de compensação muito parecido com aquele que o Datafalha usava para mostrar que o Cerra não ia ganhar a eleição: porque o Nunca Dantes e a JK de saias eram muito fortes no Nordeste.
Coisas do preconceito da elite branca de São Paulo.
Bolsa Família por Bolsa Família, São Paulo deve ter mais beneficiários do que o Rio.
O problema, amigo navegante, é que, um dia, os paulistas vão mandar esses tucanos para casa.
No dia em que os adversários perderem o medo do PiG (*) e  enfrentarem os tucanos na unha: na questão da violência, do fracasso do transporte publico, da crise abismal do enssino (revisor, não mexa aí), o esvaziamento econômico, a corrupção policial.
Hoje mesmo, no único jornal que presta em São Paulo – o Agora, na primeira página, sabe-se que sumiu de dentro de uma delegacia paulistana a bala que levaria ao autor do assassinato de uma balconista.
O suspeito é um PM !
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Salário no Rio é maior que em SP. Folha descobre a pólvora - Conversa Afiada

domingo, 3 de abril de 2011

Venda de veículos é maior da história. Essa JK de saias…

Os cães ladram e a frota passa

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Saiu no UOL:

Venda de veículos no 1º trimestre é a maior da história

As vendas de veículos subiram 6% no primeiro trimestre.
Foram vendidas 1,3 milhão de unidades.
É o melhor resultado da história.
O que mais subiu foi a venda de caminhões – 27% no trimestre – o que demonstra que a economia roda e transporta carga de lá para cá.
É um horror !
Clique aqui para ler “PiG, bancos e tucanos querem juros na veia”.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 9 de março de 2011

Renda da mulher nordestina cresce mais que a do homem. Que horror !

"Renda feminina cresce mais do que masculina no Nordeste"

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Sai na Folha online:

Renda feminina cresce mais do que masculina no Nordeste
CLAUDIA ROLLI
VERENA FORNETTI
DE SÃO PAULO
A renda das mulheres cresceu mais do que a dos homens em três regiões metropolitanas do Nordeste pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 2010.
Em Fortaleza, Recife e Salvador, enquanto o rendimento feminino por hora avançou de 1,8% a 12,7%, o masculino variou de -0,2% a 9,7%.
Nas outras regiões do país, a renda feminina também avançou, mas em São Paulo e em Porto Alegre o incremento foi menor do que o obtido pelos homens. Em Belo Horizonte e no Distrito Federal, a variação foi semelhante.
A renda feminina foi puxada, principalmente, pelo comércio e pelos serviços domésticos –o Distrito Federal e em Recife, a indústria também se destacou. Para os homens, a construção civil esteve entre os setores com maior alta na remuneração.
(…)

Renda da mulher nordestina cresce mais que a do homem. Que horror ! | Conversa Afiada