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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nunca Dantes levou 40 milhões à Classe C. Uma Espanha. Que horror !

Neri: o Brasil deu o drible da vaca na Índia e na China

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Leia no endereço http://www.fgv.br/cps/brics/ o mais recente trabalho do professor Marcelo Neri sobre a ascensão social no Brasil, reunido em estudo – “Os emergentes dos emergentes”, a nova classe média brasileira, ou “the bright side of the poor” – apresentado em seminário do BID, em São Paulo, nesta segunda feira.
Saiu também no G1:

Classe C ganha 39,5 milhões de pessoas, diz FGV
Do início de 2003 até maio deste ano, aumento foi de 46,57%.
Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo
Do início de 2003 até maio deste ano, 48,7 milhões de pessoas entraram nas classes A, B e C no Brasil, quase a população da Espanha, um crescimento de 47,94%, aponta pesquisa divulgada nesta segunda-feira (27) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Somente na classe C foram 39,5 milhões de novos integrantes no período, um aumento de 46,57%. Paralelamente, 24,6 milhões de pessoas deixaram a classe E, queda de 54,18%, e 7,9 milhões, a classe D, recúo de 24,03%, o que mostra que a desigualdade no país vem caindo, afirma o professor Marcelo Cortes Neri, coordenador da pesquisa.
“Você está falando de crescimento em cima de crescimento (…). Ela [classe C] já cresceu porque a renda do brasileiro vem crescendo desde o fim de 2003, e a desigualdade vem caindo há 10 anos. Esses são fatores fundamentais para este cenário de crescimento. O terceiro fator é a estabilidade, seja a inflacionária, seja o choque de confiança que foi dado aos mercados.”
De acordo com Neri, além do crescimento da renda e da queda da desigualdade, a educação é outro fator que colabora para o aumento da classe C. “A nossa pesquisa mostra que, só pelo efeito da educação, se tudo se mantiver constante, a renda do brasileiro cresceria 2,2 pontos percentuais por ano, o que é bastante”. Ele citou ainda programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, que foi importante para a classe E, e o aumento do salário mínimo, importante para a classe C.
Do total de novos integrantes das classes A, B e C, 13,3 milhões passaram a fazer parte dessas fatias sociais nos últimos 21 meses encerrados em maio, salienta o professor, o que mostra que o crescimento continua.
Crescimento do PIB versus alta da renda
A pesquisa revela ainda que a renda do brasileiro cresce em proporções maiores que o Produto Interno Bruto do país, o que diferencia o Brasil de outros países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
De 2003 a 2009, a taxa de crescimento do PIB per capita foi, em média, de 2,88% ao ano, sendo superada em 1,83 ponto percentual ao ano pela renda da pesquisa nacional por amostra de domicílio (Pnad), que foi de 4,71% ao ano.
Entre as duas últimas Pnads, essa relação quase dobra, diz a pesquisa. O PIB per capita recúa 1,5% em 2009, contra um crescimento de 2,04% na renda da Pnad.
Na China e na Índia, o movimento foi oposto, disse o professor, pois o PIB cresceu mais do que as pesquisas domiciliares daqueles países.

Nunca Dantes levou 40 milhões à Classe C. Uma Espanha. Que horror ! - Conversa Afiada

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mantega prevê aumento de até 14% para o mínimo em 2012

BRASÍLIA – O salário mínimo poderá ter aumento “de 13% ou 14%” em 2012, sem pressionar a inflação, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Aumento do salário mínimo não é inflacionário. Tem sido absorvido pela economia”, neste e em governos anteriores, comentou ele.  Segundo Mantega, ano que vem, o salário deverá incorporar o ganho real do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, uma vez que este ano teve a influência do PIB negativo de 2009, por causa da crise financeira internacional. “Temos que ter cuidado com a Previdência, mas o déficit previdenciário está diminuindo”, por conta do aumento do emprego. “Mas é suportável, sim, dar aumento para o salário mínimo”, continuou. Ao encerrar audiência de quatro horas na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro comentou que o excesso de dólares que entra no país deriva do excesso de liquidez no mercado internacional. Ele mencionou medidas que o governo tem adotado para minimizar a valorização do real, como a taxação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Nenhuma medida está descartada. Em matéria de câmbio usaremos as medidas que forem necessárias. Os mercados são muito criativos. Você fecha uma porta, eles acham outra. Mas temos respondido, sim, fechando portas”, disse ele aos parlamentares. Mantega também comentou que a despeito da guerra cambial, “cair no protecionismo seria um retrocesso”. (Azelma Rodrigues | Valor).

maio 3rd, 2011 | Autor: Jussara Seixas

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Mantega prevê aumento de até 14% para o mínimo em 2012

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A falácia da carga tributária no Brasil

Blog Óleo do Diabo - “A comparação entre cargas tributárias dos diferentes países, repetidas de maneira leviana pela mídia, apenas fazem sentido se cotejadas com o tamanho do PIB per capita.”

Óleo do Diabo

A falácia da carga tributária no Brasil

Num post no blog do Nassif sobre a carga tributária no Brasil, encontrei um comentário muito interessante:

Re: A carga tributária e o PIB
sab, 23/04/2011 - 14:19 — meiradarocha
Aqui está a realidade, Liberal:
O Brasil teve, em 2009, a 22ª carga tributária no mundo. Dos países que tinham carga tributária maior que a nossa, 14 eram países desenvolvidos europeus.
O país mais rico do mundo, a Noruega, tinha carga tributária de 43,6% e arrecadou 25 mil dólares per capita. O Brasil tinha carga tributária de 38,4% e arrecadou 4 mil dólares PPC per capita.
Gostaria que os liberais mostrassem como fazer o milagre de se ter serviços de 25 mil dóleres arrecadando 4 mil.
Tabelas.


Gostei porque ele trouxe estatísticas que provam uma coisa óbvia. A comparação entre cargas tributárias dos diferentes países, repetidas de maneira leviana pela mídia, apenas fazem sentido se cotejadas com o tamanho do PIB per capita. Enfatizo o "per capita", visto que os gastos mais importantes de um Estado são a previdência social e a saúde pública, cuja magnitude é atrelada naturalmente à população.
Se um país tem um PIB per capita alto, ele pode até se dar ao luxo de ter uma carga tributária menor, porque o total arrecadado é grande. O que nem é o caso, visto que as nações desenvolvidas, em geral tem uma carga tributária bem elevada.
Repete-se, por outro lado, que alguns países ricos tem carga tributária menor que a do Brasil, como os EUA. De fato, a carga tributária nos EUA é de 28%, contra 38,8% no Brasil. Entretanto, como os EUA tem um PIB monstruoso, tanto absoluto como per capita, essa carga corresponde a uma arrecadação per capita de 13 mil dólares. A do Brasil, é de 3,96 mil dólares... Ou seja, a expressão clichê sobre o Brasil ter impostos de norte da europa e serviços públicos de qualidade africana nunca me pareceu tão absurda e idiota.

Eu não sou a favor do aumento dos impostos. Tenho micro-empresa e estou sempre à beira de sucumbir sob o peso mastodôntico, complexo e kafkiano das taxas que desabam quase que diariamente sobre minha cabeça. Mas não podemos ver a questão com leviandade. A mídia patrocina uma campanha irresponsável contra o imposto no Brasil. Este deve ser simplificado, naturalmente, e porventura reduzido para empresas pequenas, mas devemos mostrar à sociedade a situação real. Não podemos nos comparar com nenhum país desenvolvido, porque o nosso PIB per capita ainda é baixo. Ainda temos que comer muito feijão com arroz.
Por outro lado, é igualmente injusto falar em "serviço público" africano, expressão que, além de ser politicamente incorreta, é também totalmente inexata. Temos uma previdência social quase universalizada. A saúde pública é abarrotada e sofre constrangimentos em vários setores, mas nosso sistema de vacinação é de primeiro mundo. O tratamento gratuito, inclusive com distribuição de remédios, que damos aos soropositivos, não encontra paralelo nem nos países mais avançados.
Não douremos a pílula, todavia. Ainda temos muito o que aprimorar em termos de serviço público, nas áreas de saúde, educação e infra-estrutura. Mas, por favor, sem a viralatice de nos compararmos às economias destruídas por longas guerras civis, nível de industrialização baixíssimo e desemprego às vezes superior à metade da população ativa.
O debate sobre a carga tributária tem que ser feito com muita seriedade, botando as cartas na mesa, evitando ao máximo o uso desses clichês desinformativos. Os impostos no Brasil são altos, pesam no bolso de empresários, classe média e no custo de vida dos trabalhadores. Mas em valores absolutos, o imposto é baixo, deixando pouca margem para o Estado gastar com serviços e infra-estrutura. O caminho, portanto, é investir no crescimento econômico e na racionalização cada vez maior do gasto público. Seria loucura, porém, promover uma redução brusca da carga tributária, que implicaria em jogar o valor do imposto per capita no Brasil ao lado das nações mais atrasadas do planeta. Ajamos com prudência, responsabilidade, inteligência, sem jamais deixar de lado o bem estar do povo e a necessidade de oferecer serviços de qualidade à população, pois sem isso poderemos até nos tornarmos um país rico, mas seremos sempre uma sociedade triste e miserável.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Salário no Rio é maior que em SP. Folha descobre a pólvora

Na foto, a melhor obra dos tucanos em São Paulo

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No dia 20 de dezembro do ano passado, este ansioso blog escreveu: “com 16 anos de tucanato em São Paulo, os salários do Rio ultrapassam o de São Paulo”.
A certa altura, dizia assim:
Saiu no IBGE informação que o PiG (*) tratou de ocultar.
Pela primeira vez, o salário médio do trabalhador do Rio é maior do que o salário médio do trabalhador de São Paulo.
O Rio passou a criar empregos que exigem mão-de-obra mais qualificada e, portanto, de salário mais alto.
A economia do Rio se beneficia e se beneficiará cada vez mais da industrialização movida a petróleo, pré-sal e Petrobrás.
Os salários que o Rio passou a pagar exigem mais estudo e são oriundos da indústria.
Como se sabe, a indústria cria mais empregos que o setor de serviços, especialmente os bancos, que aceleradamente trocam homem por computador.
O economista Márcio Pochmann – clique aqui para ler “A saída de Pochmann do IPEA será um desastre” – já tinha denunciado a redução do papel do Estadão de São Paulo no conjunto da economia nacional.
Pochmann ressaltou que São Paulo se tornou um Estado de agroindústria e bancos.
Onde a máquina e o computador expelem mão-de-obra e achatam os salários.
Inexplicavelmente, os partidos de oposição em São Paulo não discutiram esse tipo de esvaziamento durante a campanha que elegeu Geraldo Alckmin no primeiro turno.
Covas, Alckmin e Serra afundaram São Paulo.
O PiG (*) escondeu essa informação.
Hoje, a Folha (**) descobre a pólvora e revela hoje na primeira página – e na pág. A4, da seção que ela chama de “Puder” (é assim, mesmo, amigo revisor, puder com “U”, como se diz em Santo Amaro da Purificação):
“Salários do Rio ultrapassam os de São Paulo”
“Em Porto Alegre, os salários do setor de serviços e comércio já estão no mesmo patamar (sic) os de São Paulo”
“A queda de desigualdade regional é inédita”, diz Marcelo Neri, economista da FGV do Rio, que “descobriu a Classe C”.
(Como se sabe, Padim Pade Cerra e o Farol de Alexandria acham que a Classe C é aquela que fica entre a Primeira e a Business.)
O salário médio no Rio é de R$ 1.682, contra R$ 1.637 em São Paulo.
“Nosso mercado de trabalho esta ficando mais homogêneo, com um forte crescimento da classe média em todo o país”, diz João Sabóia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ.
Os “especialistas” da Folha (**) tentam desqualificar a posição do Rio com a explicação de que se deve tudo ao Bolsa Familia.
Ou Bolsa Vagabundagem como a mulher do Cerra andou a dizer na campanha de 2010.
Clique aqui para ver o convite que este blog ansioso fez para que ela e o marido visitem a exposição da Paula Rego na Pinacoteca e São Paulo.
Interessante: no corpo da matéria, ninguém explica o fenômeno com o Bolsa Família.
Está apenas nos títulos …
É um mecanismo de compensação muito parecido com aquele que o Datafalha usava para mostrar que o Cerra não ia ganhar a eleição: porque o Nunca Dantes e a JK de saias eram muito fortes no Nordeste.
Coisas do preconceito da elite branca de São Paulo.
Bolsa Família por Bolsa Família, São Paulo deve ter mais beneficiários do que o Rio.
O problema, amigo navegante, é que, um dia, os paulistas vão mandar esses tucanos para casa.
No dia em que os adversários perderem o medo do PiG (*) e  enfrentarem os tucanos na unha: na questão da violência, do fracasso do transporte publico, da crise abismal do enssino (revisor, não mexa aí), o esvaziamento econômico, a corrupção policial.
Hoje mesmo, no único jornal que presta em São Paulo – o Agora, na primeira página, sabe-se que sumiu de dentro de uma delegacia paulistana a bala que levaria ao autor do assassinato de uma balconista.
O suspeito é um PM !
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Salário no Rio é maior que em SP. Folha descobre a pólvora - Conversa Afiada

sábado, 5 de março de 2011

JK de saias dá uma banana para o PiG e investe mais

Publicado em 04/03/2011

Na foto, o singelo presente que ela mandou para os especialistas da Folha

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Saiu no Valor, pág. A6:
“Apesar dos cortes, governo vai gastar R$ 90 bi a mais em 2011”
“Gasto autorizado supera valor realmente pago em 2010”
O gasto autorizado para 2011 será 12% maior do que as despesas executadas em 2010 – ano do Pibão bão, impulsionado pelo “sujeito da esquina”.
Assim segundo os “especialistas” do Valor,  corte de R$ 50 bilhões – que não afetará o Minha Casa nem o PAC -, esse corte de R$ 50 bi perde o caráter “contracionista”.
Ou seja, a Dilma corta, mas não corta.
Quer dizer, o negócio é derrubar a economia e levar o Pibão para os níveis  sombrios do Cerra-FHC: – média de 2% do PIB, por ano (contra 4% do Nunca Dantes – ou seja, o dobro …).
Este mês, o Obama vem aí.
E vai dizer à Dilma que a economia americana se recupera aos trancos e barrancos, mas se recupera.
Por que a Dilma iria derrubar a economia ?
A Dilma vai é exportar petróleo e gás para os Estados Unidos.
O Globo, sempre o mais aflito dos membros do PiG (a queda da tiragem do Globo deveria mandar a direção toda embora), manifesta a sua indignação:
“Excesso de velocidade (sic) – Tesouro vai injetar R$ 55 bilhões no BNDES.”
Diz o subtítulo inevitável: “Especialistas (sempre eles – PHA) criticam medida por aumentar a demanda …”
(Clique aqui para ver como o “sujeito da esquina”, essa “demanda”, é capaz de fazer coisas inadmissíveis).
O dinheiro vai para o BNDES financiar a compra de máquinas e equipamentos, e projetos de inovação tecnológica.
Um horror !
Que desperdício !
O que o Globo quer é fazer o Pibão virar o Pibinho do Cerra-FHC.
É um horror, mas a JK de saias vai inaugurar uma obra toda terça-feira.
Em tempo: o Globo tentou fazer com que Octávio de Barros, Diretor do Departamento de Pesquisas do Bradesco, e Jim O’Neill, o economista do Goldman que cunhou a expressão “BRICs” falassem mal do Pibão. Não conseguiu.
Paulo Henrique Amorim

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O melhor PIB em 25 anos e a capa que não tem preço

 

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Governo  Lula teve crescimento médio de 4% do PIB e superou a do principado de FHC

março 4th, 2011 | Autor: CelsoJardim

Dentro das previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5% em 2010, no melhor resultado desde 1985 (7,8%) e equivalente ao de 1986. A indústria subiu 10,1%, agropecuária, 6,5% e os serviços, 5,4%. As três atividades compõem o valor adicionado, que cresceu 6,7%, enquanto os impostos aumentaram 12,5%. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 3,675 trilhões, enquanto o PIB per capita chegou a R$ 19.016, alta de 6,5% sobre 2009 (R$ 16.634).

Segundo o IBGE, que divulgou os números nesta quinta-feira (3), de 2001 a 2010 o crescimento anual médio foi de 3,6%, acima do resultado da década anterior (1991-2000), que subiu 2,6%. Já o PIB per capita passou de 1,1% para 2,4% ao ano.

Governo Lula teve crescimento médio de 4% do PIB e superou FHC. O instituto observa que o PIB do ano passado foi beneficiado pela baixa base de comparação de 2009, quando houve recuo de 0,6%. Mas o resultado trouxe dados positivo como o crescimento do consumo das famílias (7%) pelo sétimo ano seguido. Já a formação bruta de capital fixo, que indica investimentos, subiu 21,8%, maior taxa acumulada em quatro trimestres desde 1996, quando se iniciou a série. A taxa de investimento chegou a 18,4% do PIB, ante 16,9% em 2009. Já a taxa de poupança passou de 14,7% para 16,5% do PIB. A despesa da administração púbica aumentou 3,3%.

As exportações aumentaram 11,5%, enquanto as importações cresceram bem mais, 36,2%. “Contribui para este quadro a valorização cambial ocorrida entre 2009 e 2010″, diz o IBGE.

Com os números do PIB de 2010 divulgados nesta quinta-feira (3) pelo IBGE, que mostraram alta de 7,5%, o crescimento médio da economia brasileira durante os dois mandatos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) foi de 4% ao ano. O desempenho supera o de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que mostrou expansão média do PIB de 2,3% ao ano.

“Para BC, demanda doméstica continua sendo o suporte da economia Lula, que começou seu governo com um crescimento tímido de 1,1% em 2003, teve seu melhor resultado justamente em 2010, após a retração de 0,6% registrada no ano anterior. O segundo melhor resultado foi o de 2007, com expansão de 6,1%.

Já FHC teve dois anos bons (4,2% em 1995 e 4,3% em 2000) e dois ruins, em seguida (0% em 1998 e 0,3% em 1999).

As projeções para o primeiro ano do governo Dilma Rousseff variam entre 4% e 5%. No boletim Focus (BC) desta semana, a estimativa do mercado era de crescimento de 4,3%, ante 4,6% de quatro semanas antes.

Celso Jardim com Brasil de Fato

O melhor PIB em 25 anos e a capa que não tem preço

“Sujeito da esquina” fez o Pibão bão. (E o novo papel do Instituto Goethe)

Publicado em 04/03/2011

Na foto, o “sujeito da esquina”. Que horror !

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A pior coisa que poderia ter acontecido ao Brasil foi o Pibão bão de 7,5%.
Uma desgraça inapelável.
É o que se deduz da leitura do PiG (*) nesta manhã de infortúnios sucessivos.
O investimento é pífio.
A inflação saiu do controle.
O corte é insuficiente.
Falta infra-estrutura.
A safra vai apodrecer no Porto de Paranaguá, disse o Ali Kamel, no jornal nacional.
O BC não vai dar conta de suas responsabilidades.
O FMI sai da tumba, diz que o Bolsa Família é um exemplo para o mundo, mas, mas, mas o Brasil vai explodir numa crise de super-aquecimento.
A leitura atenta do PiG (*) e de seus notáveis colonistas (**) leva à conclusão de que ser maior do que todos os países da Europa – menos a Alemanha – é como viver em Benghazi.
Ser a sétima economia do mundo … só ? – perguntará o Cerra no twitter.
Porém, num imperdoável descuido, o Valor, na pág. A3, revela traços interessantes do perfil do Pibão (essa inominável desgraça):
No último trimestre de 2010, a demanda interna cresceu 2,5%.
Este último trimestre de 2010 foi o 29º. trimestre consecutivo de crescimento do consumo das famílias.
O consumo das famílias subiu 13% entre o terceiro trimestre de 2008 (quando começou a crise americana e a urubóloga anunciou o tsunami que ia afundar o Brasil) e o ultimo trimestre de 2010.
13% desde a crise terminal da urubóloga !
No período, o PIB cresceu 5,6%.
Ou seja, o “sujeito da esquina”, como diria o Soberano ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*), “sujeito da esquina” comprou num ritmo de crescimento duas vezes superior ao crescimento do resto da economia.
Sobre este desprezível “sujeito da esquina”, leia aqui para ver como o Gilmar Dantas o trata.
Este desprezível “sujeito da esquina” provocou os seguintes estragos na economia brasileira.
Fez a intermediação financeira subir 11%.
Ou seja, o crédito ao consumidor, a troca do automóvel, a compra do Minha Casa (programa que não será atingido pelos cortes).
O “sujeitinho da esquina” provocou uma expansão do comércio de 7,5%.
E da construção civil de 6,2%.
Um horror !, diria o Prates.
Onde já se viu “sujeito da esquina” comprar carro e casa própria ?
“Sujeitinho” nefasto, esse.
O “sujeito da esquina”, amigo navegante, deve ser a Classe C, que, para os tucanos, fica entre a Primeira e a Business.
A Classe C que, segundo o Nunca Dantes, será conduzido à Classe B pela JK de saias, não demora muito.
Antes que este ansioso blogueiro se esqueça, consulte, amigo navegante, a tabelinha do Lula 10 x 0 Cerra-FHC.
Ela compara o desempenho fulgurante do Nunca Dantes com os anos sombrios da dupla Cerra-FHC.
A Folha (***), na capa, já decretou que o crescimento da economia este ano será inferior a 4%.
De onde a Folha (***) tirou isso, não se sabe.
Deve ser informação que veio da mesma fonte da ficha falsa da Dilma.
Vamos ver se o PiG (*) consegue destruir o “sujeito da esquina”.
Afinal, ele não dá bola para o PiG há três eleições.
Em tempo: diálogo ouvido na mesa ao lado do – excelente – restaurante Mosteiro, no Rio:
- Bom , o Toffoli só está lá porque o Lula mandou ele pra lá, disse o da empadinha de frango.
- E o Gilmar ?, pergunta o da empadinha de camarão. Só está lá porque o Fernando Henrique mandou ele pra lá.
- Não, pera aí. O Gilmar fala alemão, respondeu, rápido, o da empadinha de frango.
- Ta legal. Se fosse assim, meu querido, não precisava de sabatina no Senado, diz o da empadinha de camarão.
- Como assim, pergunta o da empadinha de frango, desconfiado.
- Bastava chamar, todo ano, o melhor aluno do Instituto Goethe.
Pano rápido.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e agora combatem a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

“Sujeito da esquina” fez o Pibão bão. (E o novo papel do Instituto Goethe) | Conversa Afiada

Dilma adota estratégia de exportação para o pré-sal

março 4th, 2011 | Autor: Jussara Seixas

O governo brasileiro quer se tornar grande exportador de gás e petróleo aos Estados Unidos, para evitar que os combustíveis extraídos da camada pré-sal no litoral do Brasil reduzam a proporção de fontes de energia “limpa”, renovável, como a hidroeletricidade, na matriz energética brasileira. A intenção de exportar a maior parte do petróleo e gás do pré-sal para não “sujar” a matriz foi comunicada pela presidente Dilma Rousseff a enviados do governo americano que estiveram no país em preparação à visita do presidente Barack Obama.A estratégia brasileira foi bem recebida em Washington, onde a oferta é vista como uma oportunidade para concentrar no continente americano cada vez mais os fornecedores de combustível fóssil aos EUA, reduzindo a dependência em relação ao Oriente Médio. Ainda não estão concluídas as conversas para o mecanismo que consolidará essa cooperação na área de energia, mas o tema já está escolhido como um dos principais assuntos da visita de Obama ao país e de seu comunicado conjunto com Dilma Rousseff, no sábado, dia 20.

O interesse em ter os EUA como grande consumidor do petróleo do pré-sal foi comunicado por Dilma, em fevereiro, ao secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner e, em janeiro, aos senadores republicanos John McCain e Jonh Barrasso. Os EUA obtêm do Canadá e do México, seus maiores fornecedores, pouco mais de um terço do petróleo que importam; outro terço vem da Arábia Saudita, Nigéria e Venezuela. O Brasil é o décimo maior fornecedor aos EUA.

A perspectiva de obter no Hemisfério Ocidental, em região de influência americana, a maior parte do petróleo consumido nos EUA é recebida com entusiasmo em Washington, segundo uma autoridade que acompanha os preparativos para a vinda de Obama. Mesmo com o aumento da produção local, o Escritório de Energia Americano prevê que o país continuará importando cerca de metade do petróleo que consome e só em 2035 deve reduzir essa parcela a 45%.

O Eximbank americano já ofereceu à Petrobras desde 2010 financiamento de até US$ 2 bilhões para investimentos no pré-sal, com participação de empresas do país. A oferta de linhas do mesmo porte deve ser oficializada durante a visita do presidente americano para financiar joint ventures de companhias brasileiras e americanas no exterior, especialmente na África, em projetos de infraestrutura e exploração mineral.

A tentativa da Exxon de explorar poços em águas ultraprofundas foi malsucedida, como registrou a empresa em seu balanço, no ano passado, ao contabilizar como perdas dois poços na bacia de Santos onde investiu algumas centenas de milhões de dólares antes de considerá-los inviáveis comercialmente. A empresa teria obtido, porém, informações geológicas importantes que poderão ser usadas em novas tentativas, segundo uma fonte que acompanha o assunto.

Fonte: Valor Econômico

Dilma adota estratégia de exportação para o pré-sal

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Nunca Dantes aumenta venda de computador em 23%. Que horror!

Publicado em 21/02/2011

Lula 10 x 0 FHC/Cerra

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Saiu no Globo (logo onde…):
Venda de computadores cresce 23,5% no Brasil em 2010, segundo IDC
SÃO PAULO – As vendas de computadores pessoais no Brasil em 2010 cresceram 23,5 % sobre o ano anterior, para 13,7 milhões de unidades, colocando o país na quarta posição mundial, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão.
Segundo a empresa de pesquisa de mercado IDC, o volume comercializado ficou perto da previsão de vendas de 13,8 milhões de unidades feita em novembro e que havia revisto estimativa de início de 2010, em que a empresa havia calculado as vendas este ano em 13,2 milhões de PCs.
O destaque das vendas ficou com o terceiro trimestre, que registrou vendas de 3,6 milhões de equipamentos, segundo a IDC. “O quarto trimestre de 2010 mostrou um cenário diferente do que víamos no passado, quando eram vendidos mais computadores por conta do Natal. Com a antecipação do varejo nas compras de final de ano, o terceiro trimestre de 2010 foi mais forte”, afirma a empresa de pesquisa em comunicado à imprensa.}
(…)

NAVALHANavalha

Clique aqui para ler “Anatomia da inveja – ou rancor – do FHC”.
Clique aqui para ler “Entrevista de Cerra ao Globo é um estelionato eleitoral”.
Clique aqui para ler “Dilma investe R$ 120 bilhões no Nordeste e pega o estelionatario de calça curta”.
Que horror !

Paulo Henrique Amorim

Nunca Dantes aumenta venda de computador em 23%. Que horror! | Conversa Afiada

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dilma vai rasgar a certidão de nascimento da pobreza

Publicado em 21/02/2011

A pobreza no Brasil tem uma certidão de nascimento: o Nordeste.

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Com essa frase, a JK de saias mostrou, em Aracaju, aos governadores do Nordeste que tem foco:

“Não há uma solução para o Brasil sem uma solução para o Nordeste e não há uma solução para o Nordeste sem uma solução para o Semiárido.”

Clique aqui para ir ao blog da Dilma.
A JK de saias garantiu investimentos de R$ 120 bilhões no Nordeste.
Mesmo com o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento, ela garantiu pisar no acelerador com o PAC 2, o Minha Casa, Minha Vida, as obras para a Copa do Mundo e programa de Mobilidade Urbana, para construir metrô nas grandes cidades brasileiras.
O Padim Pade Cerra apropriou-se da expressão “estelionato eleitoral” para acusar a JK de saias de prometer obras que não realizará.
O estelionato do Padim Pade Cerra não durou 24 horas.
Três horas depois que O Globo chegou às bancas com a inútil entrevista do Cerra, a presidenta anunciava uma Secretaria Nacional de Irrigação.
A presidenta pegou o estelionatário de calças curtas.
No mesmo encontro em Aracaju ela cumpriu outra promessa de campanha: criou o Ministério de Pequenas e Médias Empresas.

Paulo Henrique Amorim

Dilma vai rasgar a certidão de nascimento da pobreza | Conversa Afiada

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PIB do Nunca Dantes fecha com 7,8%. PiG, FHC e Cerra cortam os pulsos

O FHC prometeu enterrar a “Era Vargas”

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O nível de atividade econômica do país cresceu pelo sétimo mês consecutivo em dezembro do ano passado, e, no acumulado de 2010, avançou 7,8%, segundo números divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Banco Central. O valor estimado pela autoridade monetária ficou um pouco acima da previsão do mercado financeiro, que espera um crescimento de 7,6% para o último ano.
hhttp://www.bcb.gov.br/textonoticia.asp?codigo=2926&IDPAI=NOTICIAS
http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/02/pib-cresceu-78-em-2010-diz-banco-central.html
O IBC-Br é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) -  IBGE vai divulgar em março – e ajudar a autoridade monetária na definição da taxa básica de juros (Selic). O Banco Central explicou que o IBC-Br “constitui uma medida antecedente da evolução da atividade econômica”.
Em tempo: O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, funcionário de carreira do banco, indicou dois novos diretores. Ambos são funcionário de carreira do banco. O Banco Central volta aos trilhos. Não é mais vilegiatura de banqueiro privado.

PIB do Nunca Dantes fecha com 7,8%. PiG, FHC e Cerra cortam os pulsos | Conversa Afiada

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Economia mundial vai bombar. Manda bala, presidenta !

Conversa Afiada

O tsunami engoliu a urubóloga; e Jim surfou

Informações esparsas extraídas da recente cobertura do New York Times para a visita do líder chinês Hu Jintao, aos Estados Unidos.
A economia chinesa cresceu 10,2% em 2010.
A economia chinesa deve acrescentar US$ 1 trilhão ao PIB em 2011.
E’ como produzir uma Inglaterra, por ano.
Na última década, a China produziu TRÊS Inglaterras.

“A noção de que a China cresce ás custas do resto do mundo está três anos atrasada. O crescimento da China da’ aos Estados Unidos a chance de se recuperar muito mais rápido. “

Clique aqui para ler “Caças – Dilma pode mudar o jogo”.

“Ainda por um bom tempo, a maré de crescimento da China vai continuar em alta e os investidores deveriam anotar isso: alguns vão ficar mais ricos, antes.
“Os investidores podem se beneficiar da maré chinesa e investir em empresas que estejam na China.”

Essas observações são de Jim O’Neill, o economista do banco Goldman Sachs, citado pelo NY Times e que, dez anos atrás, criou o acrônimo BRICs para popularizar a ideia de que Brasil, Rússia, Índia e China formarão, breve, um bloco econômico mais forte que o G-7.
Quando veio o tsunami de 2008 e a urubóloga Miriam Leitão anunciou o desaparecimento do Brasil e de Lula da face da Terra, Jim  previu o fenômeno do “descasamento”.
Os países ricos iam cair em “U” – bruscamente e ficar muito tempo lá embaixo.
E os BRICs iam cair em “V “- cair e subir rápido.
Foi a marolinha do Lula.
Tragada pelo tsunami foi a ideologia derrotista da urubóloga.
Hoje saiu a notícia de que o FMI prevê um crescimento robusto para a economia mundial.
Presidenta, manda bala !
E paga um salário mínimo que deixe o Paulinho da Força feliz !

FMI prevê que economia global crescerá 4,4% em 2011
DA EFE
O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou a previsão de que a economia global crescerá 4,4% este ano, dois décimos acima do projetado há três meses, graças a uma atividade melhor do que a esperada na reta final de 2010.
As novas projeções apontam um crescimento global de 4,5% em 2012.
Em linha com o mencionado em outras ocasiões, o FMI lembrou nesta terça-feira que a recuperação em andamento tem duas velocidades, com os países emergentes à frente do pelotão e os avançados em um distante segundo lugar.
O Fundo, que publicou nesta terça-feira a versão atualizada do seu relatório semestral “Perspectivas Econômicas Mundiais”, destacou que nas economias avançadas a atividade desacelerou menos que o esperado.

Paulo Henrique Amorim

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lula transferiu o aumento da arrecadação aos pobres. Que horror !

Conversa Afiada

Saiu no Valor, pág. A5:

“Transferência de renda é a principal marca da gestão Lula.”
“Gasto adicional de 2,2% do PIB significa que foram transferidos R$ 75 bi a mais em relação a 2002 (ou seja, em relação ao funesto governo do FHC – PHA)”.
“ … (os) gastos com as transferências de renda para as famílias subiram de 6% do PIB em 2002 para 9% do PIB este ano.”
“O aumento das transferências (aos pobres – PHA) foi tão grande que absorveu todo o crescimento da receita bruta da União no período.”

NavalhaNAVALHA

Pegar o dinheiro dos impostos e transferir aos pobres !
Onde já se viu uma coisa dessas ?
Este ordinário blogueiro se permitiu, um dia, redefinir “esquerda” e “direita” no regime econômico em que se vive – no Brasil e fora dele.
“Direita” é quem acha que rico não precisa pagar imposto.
“Esquerda” é quem acha que o imposto do rico deve ir para o pobre.
Nesse sentido, o FHC , o Arthur Virgilio Cardoso e os DEMO-tucanos todos são de direita, porque acabaram com a CPMF.
E o Lula, de esquerda !
Que horror !

Paulo Henrique Amorim

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Classe C já compra mais eletros que AB

Os Amigos do Presidente Lula

A classe C se tornou a principal consumidora de eletrodomésticos e eletrônicos e desbancou as famílias das classes A e B durante os anos de governo Lula. A chamada "nova classe média" deverá encerrar 2010 com 45% da fatia de gastos desses produtos no país, enquanto os mais ricos ficarão com 37%.
o aummento do emprego formal e pela forte expansão do crédito. Por causa desses fatores, a ampliação do consumo, que ocorreu em todas as classes, foi mais intensa nessa categoria", afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular.
Os dados fazem parte de estudo do instituto, obtido pela Folha e realizado a partir de dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no período de 2002 a 2010.
Segundo o levantamento, no início do governo Lula o topo da pirâmide representava 55% do consumo desses bens; já a classe C tinha 27%.
"A tendência é que a classe C se consolide cada vez mais como a principal consumidora do país. Em 2011, deverá encostar nos 50% [de participação nos gastos com eletros]", prevê Meirelles. As classes D e E ficaram estáveis no período, com 18% da fatia.

TAMANHO

Outro fator que explica o potencial é o seu tamanho. Com 94,9 milhões de pessoas, a classe média do Brasil representa 50,5% da população, e a AB fica com 10,5%, segundo estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) com base em dados da Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
"O gasto per capita da classe C é menor do que a das superiores, mas o seu peso fica maior por ser mais volumosa", diz o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri.
Neste ano, as famílias brasileiras gastarão R$ 45 bilhões com eletrodomésticos e eletrônicos, de acordo com o Data Popular. Desse total, R$ 20,1 bilhões virão da classe C, R$ 16,7 bilhões das A e B e R$ 8,2 bilhões das D e E.

COMPUTADOR

Entre os bens de consumo, o computador foi o que apresentou o maior crescimento dentro dos lares brasileiros -passou de 14% dos lares, em 2002, para 34% em 2009. "Parte dessa classe C é composta por pessoas que ascenderam socialmente, que não tinham um computador ou uma televisão de plasma e passaram a consumir esses produtos", avalia Neri.
Para o especialista, a presença do computador nas casas é um fator positivo. "Trata-se de um artigo produtivo, assim como o celular, que traz condições para as pessoas trabalharem no fim de semana ou em casa."
Na classe média, a evolução foi ainda mais intensa. Em 2002, apenas 13 em cada 100 domicílios tinha microcomputador. Já em 2009, eram 52%.
Na opinião da professora do Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Elaine Brito, a classe D será a próxima a ascender fortemente e deverá ter uma evolução mais forte no consumo durante os próximos anos. "Sairão do consumo básico para realizar desejos."Na Folha tucana

Os Amigos do Presidente Lula: Classe C já compra mais eletros que AB

Foto: Agência Estado no R7

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Economia do Nordeste cresce e estimula acesso à internet

Conversa Afiada

Na foto, os novos internautas do Brasil ! Que horror !

Publicado no site da CartaCapital:

Crescimento econômico do Nordeste se reflete no aumento de acesso à internet
O crescimento da representatividade da economia do Nordeste refletiu-se no acesso à internet. É o que mostra um estudo realizado pela Serasa Experian, empresa de informações financeiras, que revelou um aumento de 7,53% no acesso à rede na região. Com a expansão, os nordestinos passaram a ser responsáveis por 13% do total de visitas à internet no País – o valor anterior era de 12,1%. A variação foi analisada entre 5 de junho e 4 de dezembro de 2010.
Apesar de ter sofrido queda de 0,7% no período do estudo, a região Sudeste manteve larga liderança, com 61,1% do total de acessos. Em seguida, aparecem o Sul, com representatividade de 15,7%, o Centro-Oeste (7,5%) e, por fim, o Norte (2,7%).
(…)

Economia do Nordeste cresce e estimula acesso à internet | Conversa Afiada

domingo, 12 de dezembro de 2010

41% das famílias serão classe média

Os Amigos do Presidente Lula
Em 2020, massa de ganhos dessa faixa de renda vai ser 72% maior do que a de 2009

Estudo prevê que, em dez anos, o Brasil terá 69 milhões de famílias, das quais 29 milhões pertencentes à classe C
No país que já foi chamado de "Belíndia" -por misturar a riqueza da Bélgica e a miséria da Índia-, a nova classe média chega cada vez mais perto do padrão de consumo do Primeiro Mundo.E, daqui a dez anos, essa fatia dos brasileiros deve, sozinha, colocar o equivalente a uma Bélgica no bolso.
O poder de compra da classe C deve quase dobrar e saltar para R$ 757 bilhões em 2020, de acordo com estudo feito pela consultoria Plano CDE para a Folha.Em valores atuais, a projeção é quase o PIB (Produto Interno Bruto) da Bélgica em 2009, de aproximadamente R$ 796 bilhões. Ou perto de duas vezes o da Colômbia, equivalente a R$ 391 bilhões.
Mas é importante frisar que, no quesito PIB per capita, os brasileiros -assim como os colombianos- ainda estão longe dos belgas.Segundo o CIA Factbook, no Brasil o PIB por habitante em 2009 foi estimado em US$ 10 mil (cerca de R$ 17,1 mil), próximo ao da Colômbia (US$ 9.300). Já na Bélgica, cada pessoa tem quase quatro vezes isso para gastar por ano: US$ 36,8 mil.
A massa de renda da classe C brasileira em dez anos seria suficiente, por exemplo, para bancar 126 milhões de pacotes de viagem de nove noites a Nova York, a preços de hoje.

69 MI DE FAMÍLIAS
Para a projeção até 2020, o estudo considera um crescimento médio da economia brasileira de 4% ao ano.
A partir de dados do IBGE, prevê aumento do número de famílias de 58 milhões em 2009 para 69 milhões -sendo, desse total, 29 milhões da nova classe média.O levantamento aponta ainda que o poder de compra da classe C vai ser 20% maior que o da classe A. E quase o triplo das massas de renda das classes D e E somadas.
"Nesse cenário, o "brasileiro médio" passa a ter um padrão de consumo próximo ao observado em países desenvolvidos", diz Haroldo Torres, economista, demógrafo e diretor da Plano CDE.Em relação à distribuição de renda estimada para o Brasil em 2020, a classe C deverá representar 41% das famílias. Em 2009, eram 34%.
A classe D diminuiria para 22% (saindo de 27%), e a E, para 17% (saindo de 21%).E, levando em conta o número absoluto de famílias, o tamanho das classes D e E permanece praticamente constante de 1999 até 2020."Esses dados mostram que a ascensão social que tem existido nas classes mais baixas no país é das novas gerações. São os filhos que, com mais estudo, conseguem mobilidade", diz Torres.Na Folha tucana

Os Amigos do Presidente Lula: 41% das famílias serão classe média

Miguel do Rosário: O pessimismo antibrasileiro do Globo

 

É assim que o brasíleiro deve se enxergar segundo a velha mídia

Viomundo – O que você não vê na mídia
11 de dezembro de 2010 às 21:48

por Miguel do Rosário, no Gonzum (ex-Óleo do Diabo)

O Brasil deve crescer de 7,5% a 8% este ano, o maior crescimento em 24 anos. Mas essa comparação é enganosa. O crescimento verificado no início da redemocratização, sob o governo Sarney, vinha acompanhado de inflação galopante, desemprego em alta e uma dívida externa insustentável. A situação atual, portanto, não encontra paralelo nas últimas décadas. Durante a ditadura, houve picos de crescimento, mas igualmente amparados no endividamento externo e num cenário de profunda concentração de renda. Talvez pudéssemos lembrar dos “anos dourados” da era Vargas, sempre mencionado por setores sindicais por causa do alto valor do salário mínimo da época. Mas estes salários eram uma realidade somente em ilhas de prosperidade, como o Rio de Janeiro dos anos 30 ao 50, sede do governo – e era sustentada em parte pela proliferação de estatais (necessárias, mas que geravam vagas somente aqui), em parte pelo estágio ainda não avançado das indústrias, que exigiam grande quantidade de mão-de-obra para funções que, hoje, são desempenhadas por robôs. O crescimento econômico da época restringia-se a poucas regiões do país.
O crescimento econômico de 2010 inclui ampla distribuição de renda, tanto a nível regional, com maior desempenho de áreas menos desenvolvidas, como Norte e Nordeste, como a nível de classe, com inclusão social de milhões de pessoas antes alijadas do mercado de consumo.
Em suma, sem querer parecer ufanista, atendo-se unicamente aos números, o crescimento que devemos registrar nesse peripatético ano de 2010 corresponde a recorde absoluto na história brasileira moderna. E como seria ridículo atribuir a qualquer ano de nossa triste história pré-abolição qualidades superiores aos de nossa recente e pujante democracia republicana, não seria nenhum absurdo afirmar que 2010 será o melhor ano jamais vivido pelo Brasil!
Jornalismo econômico se faz comparando, e para isso se exige parâmetros racionais. Por exemplo, se o Haiti crescer, no ano que vem, 20%, e o Brasil, 5%, seria estupidez ou mau caratismo (ou ambos) menosprezar os números brasileiros em função dos haitianos.
Pois é justamente isso o que a nossa famigerada mídia faz sistematicamente. Repare a manchete do Globo desta sexta-feira, 10 de dezembro de 2010:

Brasil cresceu na era Lula menos que emergentes e AL
Quem são esses emergentes? Quem é a América Latina? Vamos ao caderno de Economia do jornal, onde está a matéria que originou essa melancólica manchete platinada:

O Brasil e os outros emergentes
Em relação à América Latina, o Brasil só pode ser comparado, por seu tamanho, ao México e um pouco à Argentina. O crescimento desta última tinha que ser muito grande mesmo, em virtude do rombo terrível vivido pelo país na década de 90, por ter seguido políticas neoliberais. Observe que a média de crescimento da Argentina nos anos de 2003 a 2010, de 7,3%, deve nos trazer à lembrança um nome, ou melhor, um sobrenome, Kirchnner. Sempre que você ler uma matéria nos jornais bombardeando o casal K, lembre-se que os presidentes Nestor Kirchner e sua sucessora, Cristina, tiraram a Argentina do buraco. E lembre-se também que a Argentina, nesse mesmo período, tornou-se a segundo maior compradora de produtos brasileiros, superando os Estados Unidos; e mais, a Argentina consolidou-se como o grande destino de nossos manufaturados; sim, porque a China é uma grande parceira comercial, mas ninguém enfatiza o fato dos chineses importarem somente matéria-prima barata do Brasil, enquanto a Argentina importa sobretudo autopeças, máquinas e aparelhos elétricos brasileiros.
Em relação aos “emergentes” que teriam crescido mais que o Brasil, na verdade a matéria se refere ao BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Vejamos: a China é incomparável. Ela tem que crescer muito porque sua renda per capita é baixíssima, e pode crescer rápido porque toda ditadura tem facilidade para gerir política econômica. A história mostra que os ditadores, quando são competentes tecnicamente, tem vantagens enormes para gerenciarem grandes projetos de crescimento. Não tem imprensa enchendo saco. Não tem Ibama enchendo saco. Não tem Tribunal de Contas. Não tem CPI. A ordem é construir a maior hidrelétrica do mundo? Remove-se 10 milhões de pessoas sem choro nem vela, alaga-se paraísos naturais, impõe-se silêncio a qualquer crítica, e faz-se a usina, ponto final. Assim até eu!
Quanto à Índia, é um país igualmente com renda per capita baixíssima, com grande parte da população totalmente marginalizada de tudo, vivendo em miséria absoluta, trabalhando a qualquer preço. O Brasil poderia, pelo tamanho da população, ser comparado à Rússia, que cresceu numa média de 4,8% nos últimos anos. Mas a Rússia não distribuiu renda, não controlou a inflação nem tem uma economia diversificada como a brasileira. Seu crescimento baseou-se unicamente na indústria do petróleo.
Portanto, e agora já com medo de parecer um ufanista ridículo, também se poderia afirmar que o crescimento do Brasil de 2003 a 2010 apresenta muito mais qualidades do que o dos outros países do Bric e do resto da América Latina. A manchete do Globo escamoteia a realidade. Como a maioria das pessoas sequer lêem com atenção as matérias do caderno econômico, restringindo-se a um passar de vista sobre as manchetes, o substrato informativo que fica na mente do leitor é confuso e equivocado.

E por que o Globo faz isso?

Ora, porque a orientação dos editores do Globo, assim como de toda grande imprensa, é filtrar qualquer notícia que possa beneficiar politicamente o governo Lula.
Eu tento ver o lado positivo de tudo isso. O crescimento do Brasil está quase acima do recomendado, tanto que há um pico inflacionário (nada grave, mas que requer atenção). O negativismo do Globo serviria para esfriar o entusiasmo excessivo das massas consumidoras. Mas não é essa a intenção do Globo, nem a imprensa deve assumir esse papel triste e obscuro de puxar para baixo o astral de um país, por uma duvidosa estratégia macro-econômica. O que o Globo faz é puro desespero de torcer a realidade. O resultado, embora pífio (vide a popularidade recorde de Lula, que periga chegar a 100% até o fim do mandato), tem como objetivo manter viva um núcleo de antipetismo, que servirá de base para a construir a estratégia de oposição ao governo Dilma nos próximos quatro anos e emplacar Aécio Neves em 2014.  Não podemos subestimar a oposição midiática, que sequer se preocupa em disfarçar melhor suas intenções. Veja como a matéria termina:
E se o Brasil conseguiu avançar no governo Lula, isso também se deveu aos esforços da era FH, destacou Agostini:

- São dois momentos. É que nem Maradona e Pelé.

O economista da Cepal não está totalmente errado. Todos os presidentes anteriores a Lula participaram um pouco da situação atual. Mas por que essa obsessão em defender FHC? Por que não usar o espaço para trazer mais informações sobre a qualidade do nosso crescimento? Por que a insistência em diminuir o valor simbólico do espetacular crescimento econômico de nosso país em 2010, num ambiente internacional fortemente negativo, com as grandes potências em crise?
Claro que há problemas graves que devem ser abordados. Há outras matérias na mesma edição mencionando o aumento forte das importações e o perigo que isso traz para a indústria nacional. O que me espanta é não haver, em parte alguma do jornal, uma grama de alegria com o desempenho recorde da economia. Essa obsessão por uma visão negativista, irritada, rancorosa, de toda notícia boa para o Brasil, não estaria por trás desses surtos de ódio que explodiram nas últimas eleições? Arriscaria-me até a dizer que ela tem alguma influência sobre as manifestações racistas e homofóbicas que vemos em São Paulo, pois não posso crer que alguém que vê o Brasil com otimismo e esperança, e que votou em Dilma Rousseff, possa cometer o desatino de espancar gratuitamente uma pessoa apenas porque ela é gay ou nordestina. Sei que a maioria dos eleitores do Serra são pessoas boas, simples, honestas e pacíficas. Mas há uma minoria barulhenta, reacionária, cujo ódio é alimentado pela interpretação negativa de qualquer coisa boa que exista no Brasil. Onde está o governador eleito Geraldo Alckmin que até agora não fez declarações enfáticas contra os atos de agressão em São Paulo? Onde está Serra?
Eu não sou nenhum fanático do otimismo; ao contrário, procuro alimentar uma visão do mundo que seja imparcial neste sentido. Há coisas que se deterioram, outras que evoluem. Mas é claro que o otimismo tem uma função biológica e psicológica fundamental para o progresso de indivíduos e nações. Como dizia um grande filósofo (William James) dos Estados Unidos, nação fundada sobre um otimismo inquebrantável, messiânico: O pessimismo conduz à fraqueza, o otimismo ao poder!

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Campos dá de 10 a 0 em Cerra. Fiat vai para PE

Conversa Afiada

Campos, de Pernambuco para o Planalto

Saiu no Estadão:

Fiat abrirá fábrica de automóveis em Pernambuco
SÃO PAULO – Com ajuda do governo federal, a Fiat vai abrir sua segunda fábrica de automóveis no País, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. A montadora receberá incentivos fiscais por meio do regime automotivo para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que recentemente teve a vigência prorrogada até 2020.

Para usufruir dos benefícios especiais, válidos apenas para empresas já inscritas no programa, a Fiat está adquirindo a TCA, fabricante de chicotes elétricos instalada no município desde a década de 1960. A nova fábrica deve ser anunciada na próxima terça-feira, quando o presidente Lula estará em Pernambuco. Em nota divulgada ontem, a Fiat limitou-se a confirmar que mantém com o governo estadual ?conversações em torno da oportunidade de investimentos no Estado?.

O investimento para a nova fábrica faz parte dos R$ 10 bilhões que a Fiat aplicará no País entre 2011 e 2014. O presidente da empresa, Cledorvino Belini, já havia antecipado que R$ 7 bilhões serão gastos na ampliação da fábrica de Betim (MG) e nas outras unidades de caminhões, autopeças e máquinas agrícolas. A nova fábrica, portanto, está inserida nos R$ 3 bilhões restantes.

A Fiat repetirá o que já ocorreu com a Ford, que só instalou uma fábrica na Bahia em razão dos benefícios dados pelo regime tributário especial para montadoras do Nordeste. A Fiat poderá compensar parte do pagamento de PIS e Cofins com créditos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em vigor desde 1996, os benefícios fiscais estavam previstos para terminar no fim deste ano, mas foram estendidos e alterados para favorecer a chegada da Fiat a Pernambuco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Campos dá de 10 a 0 em Cerra. Fiat vai para PE | Conversa Afiada

Família brasileira consome mais. Pelo 28° trimestre consecutivo!

Conversa Afiada

São 28 trimestres seguidos que o brasileiro enche mais o carrinho no supermercado

Saiu  no blog Os Amigos do Presidente Lula:

Consumo das famílias cresce há 28 trimestres
Um “ciclo virtuoso” de aumento de crédito, emprego e renda levou o consumo das famílias à 28.ª alta trimestral consecutiva, de acordo com os dados sobre o PIB divulgados ontem pelo IBGE. O item, que tem peso de 60% no cálculo da soma das riquezas do País, teve alta de 5,9% no terceiro trimestre de 2010, em relação a igual período do ano passado.
Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, a alta foi sustentada pelo aumento dos salários e do crédito. A massa salarial real cresceu 10,2% entre julho e setembro, enquanto o saldo das operações de crédito para pessoas físicas cresceu 17,1%.
Em relação ao segundo trimestre, o consumo teve expansão de 1,6% e, no acumulado de 2010, a alta é de 6,9% – números positivos, segundo Vale. “Na margem, o crescimento continua forte. Li o resultado como bem positivo”, diz o economista. Ele projeta expansão de 5,6% para o indicador no último trimestre de 2010.
Comportamento
Para Ernesto Lozardo, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o aumento da renda das famílias traz a reboque uma mudança de comportamento do consumidor brasileiro, que ficou mais exigente, tanto em alimentos quanto em bens de consumo. “Foi-se o tempo em que as pessoas aceitavam qualquer coisa.”
Uma pesquisa do instituto Data Popular, especializado na classe C, mostra que esse consumidor usa 30% de sua renda em produtos de baixo custo, índice que sobe a 35% nas classes A e B. Por trás disso, explica a entidade, está um menor espaço para “testes” – se o consumidor comprar uma marca de má qualidade, terá de consumi-la o mês inteiro.
“A população come melhor e consome produtos melhores. Isso não vai ser freado”, diz o professor da FGV.

Família brasileira consome mais. Pelo 28° trimestre consecutivo! | Conversa Afiada

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Transparência SP: PIB paulista perde mais de R$ 128 bilhões

 

Falta de política de desenvolvimento no Estado provoca lenta decadência do PIB de São Paulo. Minas e Nordeste ganham espaço na economia brasileira nos últimos 13 anos.

republicado pelo Viomundo - O que você não vê na mídia
29 de novembro de 2010 às 18:18

do Transparência SP

Em 1995, a economia paulista representava 37,3% da economia brasileira. Em 2002, 34,6% e em 2008 caiu para 33,1%. Estes dados podem ser obtidos através do levantamento da evolução do PIB (Produto Interno Bruto) Estadual feito pelo IBGE.
Em outros termos, a perda de São Paulo chegou a R$ 128 bilhões, um orçamento público paulista anual inteiro. A perda foi generalizada, atingindo todos os setores econômicos: na indústria (-10,6%), no setor de serviços (-2,2%), na administração pública (-1,8%) e na agropecuária (-2,5%).
A razão dessa perda tem raízes no processo de desconcentração da indústria e na guerra fiscal dos Estados, mas também na falta de um projeto de desenvolvimento para o Estado de São Paulo, um projeto que buscasse potencializar as vocações das diferentes regiões. Durante esse período, os governos que comandaram o Estado de São Paulo implantaram uma política de orientação neoliberal. Inimigos do desenvolvimento econômico e social, privatizaram um patrimônio público de mais de R$ 80 bilhões.
Diversos são os exemplos da ausência de uma política desenvolvimentista para o Estado. Um deles: com as privatizações, boa parte dos lucros das empresas vendidas foi enviado para as respectivas matrizes, deixando de  ser reaplicado no Estado.
Mais ainda, empresas privatizadas têm significado mais desemprego e maior precarização do trabalho, sobretudo através das terceirizações.Com a privatização e venda de instituições públicas financeiras, o Estado de São Paulo também vem enterrando qualquer política de planejamento e financiamento de longo prazo do desenvolvimento econômico.
A política de “ajuste fiscal permanente” também reduziu investimentos na infraestrutura de transporte público metropolitano, na habitação, no saneamento, na educação e nas demais áreas sociais, tornando o Estado e suas principais cidades menos atrativos.
A ampliação da antecipação (substituição) tributária do ICMS e a multiplicação de pedágios, os mais caros do país, têm ampliado o custo paulista e a carga tributária bruta estadual, desestimulando investimentos no Estado.
A falta de uma política de desenvolvimento que busque articular de forma massiva as diversas instituições públicas de ensino e pesquisa e as iniciativas privadas de inovação produtiva, em todos os segmentos, vem representando um grande desperdício para o enorme potencial de desenvolvimento do Estado.
A extrema concentração das oportunidade de emprego na capital e num raio de 100 km de distância, sem que o poder público estadual incentive a desconcentração do desenvolvimento, têm levado a “soluções de mercado” por parte das empresas, que abandonam a Região Metropolitana de São Paulo em busca de outras regiões, normalmente em outros Estados.
O sul de Minas, o Mato Grosso do Sul e o norte do Paraná têm sido o destino recorrente destas empresas. Uma situação específica reflete esta falta de política para a desconcentração do desenvolvimento econômico do Estado: por que todos os órgãos públicos estaduais, de todos os poderes, estão localizados de forma dispersa na capital paulista?
A queda da participação do PIB paulista mostra, portanto, não apenas o resultado da ação política dos outros Estados – como insiste em lembrar o governo paulista e a mídia -, mas também o custo do “ajuste fiscal permanente” e a consequente inércia dos governantes do Estado de SP.
É bom ressaltar que a queda do PIB reflete, na prática, uma menor atratividade econômica para novos investimentos, menor participação na arrecadação de impostos, nível de vida mais baixo, dificuldades na geração de novos emprego e  dificuldades na expansão dos serviços prestados pelo poder público.
Analisando a evolução do PIB Estadual no Brasil, o Sudeste perdeu R$ 94 bilhões, perda esta que se concentrou em São Paulo. O Rio de Janeiro ampliou sua participação no PIB Nacional, passando de 11,2% em 1995 para 11,3% em 2008 (+ R$ 4 bilhões). Minas Gerais também apresentou elevação expressiva na sua participação no PIB Nacional, passando de 8,6% para 9,3% (+ R$ 20,7 bi). O Espírito Santo passou de 2% para 2,3% (+ R$ 9,5 bi).
O maior ganho em participação na economia nacional é na região Nordeste que cresceu 1,1% e ganhou R$ 32,4 bilhões, com destaque para o Maranhão (+ R$ 11 bilhões) e para a Bahia (+ R$ 8 bilhões).
Em seguida, vem a região Norte, com ganhos de R$ 26,7 bilhões, em especial os estados do Pará (+ R$ 10,9 bilhões) e Amazonas (+ R$ 3,55 bilhões).
O Centro Oeste ganhou R$ 24 bilhões, sendo que este crescimento foi “puxado” pelo Mato Grosso (+ R$ 21,57 bilhões) e Goiás (+ R$ 13,1 bilhões). A região Sul apresentou elevação de R$ 10,9 bilhões, com destaque para Paraná (+ R$ 6,57 bilhões) e Santa Catarina (+ 19,2 bilhões).
Além de São Paulo, outros dois Estados tiveram queda significativa na participação no PIB Nacional: Rio Grande do Sul (- R$ 14,8 bilhões) e o Distrito Federal (- R$ 16,2 bilhões).

Transparência SP: PIB paulista perde mais de R$ 128 bilhões | Viomundo - O que você não vê na mídia