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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Lula tem que morrer

Por Celso José de Brum

Não se trata, definitivamente não se trata, de uma conspiração tramada nas sombras da caverna da liga do mal, para assassinar o cidadão Luiz Ignácio Lula da Silva. Mesmo sabendo-se que a inteligência e a criatividade da direita reacionária sejam parcas, até mesmo a direita reacionária, sabidamente inescrupulosa, reconhece que Lula martirizado fica ainda mais forte, muito mais forte. Assim, o que se persegue desesperadamente é a morte do mito, dessa lenda viva chamada Lula.

Para aqueles que estudaram e estudam a História do Brasil e acompanham os acontecimentos dos últimos 50 anos, algumas lições ficaram claras. A sociedade brasileira ainda mantém nítida a marca da desigualdade e as elites, que dominam e controlam a maioria de nossas instituições, ainda se consideram destinadas, por direito divino, a conduzir a massa ignara, esta destinada, também por direito divino, a obedecer e, de vez em quando ou de vez em sempre, levar varadas pedagógicas no lombo. Não é preciso dizer de que lado está a direita reacionária neste drama (ou farsa?) histórico.

Na política, salvo raros momentos, esse quadro foi mais do que evidente. E, para qualquer estudante aplicado de História, nesses raros momentos, em que as elites perderam o controle político,  o Brasil progrediu e assistimos novos caminhos serem abertos.

Foram as elites que articularam o golpe militar de 1964, que vinham tentando desde 1954. Não fosse o tiro no coração de Getúlio Vargas, a ditadura (“ditabranda”, no dizer da Folha) teria sido imposta já em 1954.

A ditadura militar (militar sim, mas, como disse, tramada também pelas elites civis) de 1964, foi o que foi e de suas principais “realizações”, agora se ocupa (e espera-se que seja com ímpeto, força e amor pela justiça) a Comissão da Verdade.

Passada essa idade das trevas, que foi a ditadura militar, as elites trataram de garantir o poder político, o que conseguiram até 2002. No entanto, a política das elites cuidava bem das elites e a massa ignara continuava vítima da fatalidade histórica: afinal é natural que existam os ricos e os pobres e, entre estes, os párias, os miseráveis, os que morrem de fome, tudo isso é muito natural.

Como, na Democracia, votam todos (não só, “como deveria ser”, os filhos das elites) e, de repente os “coronéis” tivessem perdido o controle de seus currais eleitorais, ocorreu uma inesperada reação da massa ignara: a vitória do representante dileto do povão, da gentalha, da plebe, da ralé, enfim, da massa ignara que – para fazer o que dela esperam as elites – deveria conhecer bem o seu lugar, subalterno, dócil, cordial e humilde.

Para o PSDB (uma UDN apoplética, que agora defende os interesses das elites) a vitória de Lula era o seu plano B. O plano A, lógico, era a vitória do seu candidato. O que mais temiam os tucanos era a vitória de Ciro Gomes, que os havia “jurado”, para usar um termo (“jurado”) bem nordestino. As elites e o PSDB  consideravam, primeiro, que a vitória de Lula era um tributo a pagar pela inevitável (e muitas vezes incômoda) Democracia, segundo, que Lula e o PT iriam fracassar. Com o certo e seguro fracasso de Lula e do PT, as elites voltariam ao poder, direito inequívoco, perfeito e natural.

No entanto, o plano aprimorado, esmerado e lapidar (porque não dizer divino, sublime e maravilhoso) do PSDB e das elites foi “por água abaixo”, quando Lula e o PT realizaram uma obra histórica que, nem os mais otimistas, poderiam esperar. E transformaram o Brasil.

Não foi necessário hostilizar as elites, nem foi preciso utilizar nenhuma utopia (como o socialismo, por exemplo). Foi usando as próprias contradições do capitalismo e recuperando brilhantemente, em seus fundamentais princípios, o abalado (pelo governo Fernando Henrique) Plano Real, que o Presidente Lula fez um governo de extraordinárias conquistas e realizações. Provou que era e é possível fazer, da distribuição de renda, fator do desenvolvimento, fez diminuir a miséria extraordinariamente, levou para  a classe média milhões de pessoas, democratizou  (com o Pró-Uni e outras instituições  similares) o acesso dos pobres ao ensino superior, reduziu a inflação e fez baixar os juros básicos,  fez diminuir o chamado risco-Brasil e elevou o país à condição de protagonista no concerto das Nações.

O sucesso de Lula o fez reconhecido internacionalmente. Lula, o filho do Brasil, amado pela plebe, passou a ser odiado por uma certa e poderosa parcela das elites. É curioso que as elites foram muito beneficiadas pelo governo Lula, pelo desenvolvimento do país.

Mas, para setores das elites, é inadmissível que um operário metalúrgico, retirante nordestino, apenas com o diploma do SENAI, possa realizar o governo que realizou, conseguindo êxitos, nunca dantes conseguidos pelos filhos das elites. É por isso que Lula tem que morrer. Lula vivo, ou seja, Lula honrado, é uma ameaça ao direito divino das elites em manter o poder. É preciso matar Lula, portanto, é preciso degradar Lula, é preciso aviltar Lula, é preciso injuriar Lula, é preciso difamar Lula. Para tanto, vale tudo, qualquer torpeza, qualquer sordidez, qualquer vilania, qualquer indignidade. E é isto que está acontecendo, de muitas maneiras.

Tudo e tudo sendo assistido, quase sempre, sob o impassível olhar de parte das esquerdas brasileiras.

Vamos deixar bem claro: Lula, nem ninguém,  está acima da Lei. Mas, é preciso questionar a preferência que se dá ao Lula e ao PT, esquecendo-se ou postergando-se as acusações aos filhos das elites (onde anda a investigação – se é que existe investigação – de tudo quanto foi denunciado – com provas – pelo livro “Privataria tucana”, por exemplo?).

Falava eu, linhas atrás, do impassível olhar de parte das esquerdas brasileiras. Confesso que me aborrece o fato de vestais e catões das esquerdas repetirem os mantras da direita reacionária, como se a direita fosse ética ou como se a ética fosse propriedade da direita.

Lula e os petistas não são anjos, são apenas seres humanos, sujeitos a erros, como todos nós. Mas, com toda certeza, a guerra que a direita reacionária perpetra contra eles, nada tem a ver com democracia ou com defesa dos bons costumes. É só e tão somente pela conquista do poder, que esses fariseus consideram seu, por direito divino. As vestais e os catões das esquerdas, portanto, que entoam os mantras (sobre ética) da hipócrita e safada direita reacionária, portam-se como “colaboracionistas”, para usar um termo terrível, porém, menos ofensivo que “inocentes úteis”.

A direita reacionária sabe que não tem como conquistar o poder “jogando limpo”. Os corifeus da direita (PSDB e associados) não tem propostas e ideias capazes de ganhar o apoio popular. Resta-lhes o indecente e abjeto recurso da desconstrução dos adversários. E Lula é o símbolo, a bandeira, o líder inconteste que encanta e inspira as multidões. Para os corifeus da direita e para as elites, que dominam a maioria de nossas instituições, Lula tem que morrer.

As esquerdas brasileiras  não podem assistir a isso, sem uma reação.

É verdade que essa reação terá que ser legal, dentro das atuais regras do jogo e no âmbito e para fazer avançar a Democracia.

Algumas ações que podem e devem ser implementadas pelas esquerdas:

-Permanente (e não apenas no período eleitoral) conscientização das massas, com reuniões periódicas com todos os segmentos sociais, inclusive com as elites mais avançadas (porque elas existem);

-Criar um “dia nacional da cidadania”, movimento de massas de grande envergadura, para que a direita reacionária saiba com quem está lidando e para que o povão tenha conhecimento de sua força;

-No lugar ou apesar dos milhares ( e quase sempre inócuos) pequenos jornais das esquerdas, criar um jornal de grande porte, um jornal para todo o Brasil. Deverá ser um jornal com uma nova linguagem (nas esquerdas existem talentos para fazer coisas brilhantes) capaz de se tornar o “rei da bancas” em pouco tempo.

Com a união dos recursos das esquerdas, o jornal poderá ser vendido pela metade dos preços dos jornalões.

E será o jornal para divulgar as notícias boicotadas pela grande imprensa, para falar do Brasil que avança e para confrontar as opiniões da grande imprensa, sempre pessimistas e sempre no intuito de criar um clima contrário aos interesses nacionais.

Criar um jornal, para divulgar as verdades sobre o Brasil, é urgente e absolutamente fundamental. E é algo perfeitamente exequível. Sabendo-se que, ao contrário do que é usualmente  praticado pelos jornalões, ter opinião não significa ter de boicotar os fatos, ou seja, é possível fazer o bom jornalismo e ter opinião.

No mais, para finalizar, reitero que as esquerdas brasileiras tem o dever de manter o poder, pelo menos até que a Democracia seja realmente estabelecida entre nós.

O belo símbolo dos míticos 40 anos da travessia do deserto pelo povo hebreu, até chegar à terra prometida, tem que ser lembrado. Os míticos 40 anos foram para que uma nova geração chegasse à terra prometida.

Portanto, é preciso manter o poder, até que se forme uma nova geração e até que a Democracia chegue a todas as instituições brasileiras, ou seja, até que os filhos dos pobres possam se ombrear aos filhos das elites.

Por tudo isso é que, neste momento, é indispensável ter viva a bandeira do povão, aquele que iniciou a travessia de uma sociedade profundamente desigual para uma sociedade participativa: o imortal Presidente Lula.

Celso José de Brum é ex- professor de Sociologia e Estudo dos Problemas Brasileiros, da Unitau

O texto foi recebido por e-mail

terça-feira, 3 de maio de 2011

Desigualdade de renda é a menor em 50 anos

Por sugestão do amigo navegante Orlando:

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Do portal Terra:
Notícias
FGV: Brasil tem menor desigualdade de renda desde os anos 1960
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201105031548_EST_79635785
Esse “Nunca Dantes”…
Diz o Marcelo Neri, no Terra:
FGV: desigualdade no Brasil atinge menor nível histórico
Luís Bulcão
Direto de Rio de Janeiro
O Brasil atingiu em 2010 o menor nível de desigualdade desde os anos 1960, quando dos primeiros dados sobre o tema, segundo a pesquisa Desigualdade de Renda da Década, divulgada na manhã desta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo compara dados de pesquisas realizadas anualmente (PNAD) e mensalmente (PME) pelo IBGE, além de dados históricos.
De acordo com o professor da FGV, Marcelo Neri, a queda na desigualdade na década, que vai de 2000 até o final de 2010, foi extraordinariamente acentuada.

“Não é uma década espetacular em termos de crescimento da renda, mas se a gente olha para o elemento distributivo, há realmente uma grande surpresa”, afirmou.

Os dados analisados pela FGV englobam resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada anualmente, e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), mensal, ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os estudos mostram que na década de 1990, o Brasil atingiu o maior nível de desigualdade, chegando a 0,609 pontos no índice Gini – que varia de zero a 1. Segundo a FGV, quanto mais próxima de 1, maior a desigualdade. O índice, no entanto, começou a cair mais acentuadamente na década de 2000, passando de 0,595 para 0,530 pontos, abaixo dos 0,536 registrados na década de 60.

Desigualdade de renda é a menor em 50 anos - Conversa Afiada

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Verissimo e a revolta da classe média

A culpa é do Lula!

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Verissimo e a revolta da classe média

Reproduzo crônica de Luis Fernando Verissimo, publicada no jornal O Estado de S.Paulo:
Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.
- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Este caos. Todo o mundo com carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá tentar viajar de avião. Até para o exterior - tudo lotado. Um inferno. Será que não previram isto? Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria esta confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como e fosse manga na feira. É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delírio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda. É por isso que eu sou contra o Lula, contra o que ele e o PT fizeram com este país. Viver no Brasil ficou insuportável.
- A nova classe média nos descaracterizou?
- Exatamente. Nós não éramos assim. Nós nunca fomos assim. Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida, estruturada...
- Buuu para o Lula, então?
- Buuu para o Lula!
- E buuu para o Fernando Henrique?
- Buuu para o... Como, "buuu para o Fernando Henrique"?!
- Não é o que estão dizendo? Que tudo que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?
- Sim. Não. Quer dizer...
- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.
- Claro que não. Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.
- Por quê?
- Porque um é um e o outro é outro, e eu prefiro o outro.
- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?
- Acho, mas...
Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.

domingo, 24 de abril de 2011

Folha distorce comparação entre Lula/FHC

Blog do Miro:
Reproduzo matéria publicada no sítio Vermelho:

Por meio do Blog do Planalto, o governo federal rechaçou a malícia da Folha de S.Paulo — que publicou, nesta terça-feira (19), uma matéria sobre a variação da publicidade oficial nos últimos anos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Com base em dados da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), o blog diz que “comparar verba publicitária entre Lula e FHC, apenas no último ano, resulta em distorção da informação”.
A nota publicada no site lembra que o mercado publicitário brasileiro cresceu mais de 300% nos últimos oito anos, conforme dados do Ibope Monitor — média muito acima da alta da verba oficial, que foi de apenas 42,5%. “Desde o início do governo Lula, houve preocupação crescente com a efetividade do acesso da população à informação sobre as políticas públicas”, afirma o blog.
Com Lula, uma das mudanças mais elogiáveis foi o “substancial aumento do investimento na comunicação regional do governo”. De acordo com o Blog do Planalto, a cobertura das ações de publicidade passou “de 499 veículos em 182 municípios, em 2003, para mais de 5 mil veículos programados em 2.733 municípios, em 2010”.
A Secom também informa que o investimento do governo no ano de 2010 envolve os investimentos de todos os órgãos e entidades da administração direta e indireta — incluindo todos os ministérios, secretarias, fundações, autarquias e empresas estatais. O investimento foi feito nos meios televisão, jornal, rádio, revista, internet, outdoor, cinema e mídia exterior (mídia em aeroportos, placas, painéis, etc).
Mas, segundo o governo, até 2003 não havia investimentos publicitários em órgãos como Ministérios do Turismo, Ciência e Tecnologia, Cidades, Secom, Secretarias de Direitos Humanos, Mulheres e Promoção da Igualdade. No caso do Ministério das Cidades, além de não ter investimento em publicidade antes de 2003, o governo tem agora obrigação legal de destinar parte dos recursos arrecadados a campanhas educativas sobre trânsito, o que contribui para elevação do total de seus investimentos.

Altamiro Borges- Folha distorce comparação entre Lula-FHC

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Educação: Nunca Dantes e Haddad dão de 10 a 0 no Grão-Sociólogo

A culpa é dele, com essa mania de mandar o pobre para a escola

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O Conversa Afiada sempre soube que o PiG (*) e a elite a que serve têm dois bons motivos para querer a cabeça do Ministro da Educação Fernando Haddad.
Primeiro, porque o Haddad manda os pobres para a escola e o PiG (*) e a elite querem que o pobre se exploda – como sugere seu mentor, o Farol de Alexandria.
Não foi por outro motivo que a Globo, a Folha (**)  e o Padim Pade Cerra, governador de São Paulo, tentaram boicotar o ENEM.
Segundo, porque o desempenho do Nunca Dantes e do Haddad dá de 10 a 0 no trio “que o pobre se exploda”: FHC; Paulo Renato, ministro  campeão da privatização; e o próprio Cerra, que atribuiu aos “migrantes” (leia-se nordestinos) a péssima qualidade do ensino publico tucânico de São Paulo.
Haddad distribuiu ontem em São Paulo os dados referentes à administração do Nunca Dantes na Educação.
O Nunca Dantes dá uma surra impiedosa.
Acompanhe, amigo navegante, e desde já sinta comiseração pelo trio “quero que o pobre se exploda”:

1)Orçamento do Ministério da Educação:
2002, R$ 29 bi; 2011, R$ 70 bi.
2)Desempenho no PISA (o ENEM internacional): Luxemburgo, Chile e Brasil foram os países que mais evoluíram.
3)Rede publica federal ganha da escola privada nos exames do PISA, nas três categorias: Leitura, Matemática e Ciências.
4)Prova Brasil (a cada dois anos, para alunos da 4ª. à 8ª. série):
Alunos em 2005 – 3,3 milhões; em 2009, 4,5 milhões
5)ENEM – exame nacional do ensino médio (que o Padim Pade Cerra boicotou)
2002 – 1,9 milhão de alunos

2010 – 4,6 milhões, (com o boicote do maior estado da Federação)
6)Matriculas em educação profissional e tecnologia:
2002 – 565 mil

2010 – 1,1 milhão

7)Unidades de ensino profissional
Janeiro de 2003 – 140

2012 – 435

8)Municípios com ensino profissional:
2003 – 118 municípios

2012 – 388 municipios

9)Escolas profissionais criadas ou federalizadas por presidentes:
Lula – 214 contra 140 de todos os outros presidentes

FHC/Cerra/Paulo Renato – 11

Vargas – 15

Jango – 8

Geisel – o quindim de Iaiá de historialistas brasileiros: 1

10)Matriculas em mestrado e doutorado:
2003 – no Governo do Grão-Sociólogo, 638 mil

2009 – no Governo do metalúrgico, 1 milhão

11)Numero de matriculas em universidades federais:
2003 – 596 mil

2009 – 850 mil

12)Vagas de graduação nas universidades federais:
2003 – 109 mil

2009 – 243 mil

13)Numero de universidades:
2003 – 45

2009 – 59

14)Campus e unidades criadas (não chegam a formar universidades)
2003 – 148

2010 – 274

15)Criação de universidades federais:
FHC – 6 (Geisel, 1; Jango 2; JK 11)

Lula – 14

16)ProUni
De 2005, 2º. Semestre, a 2010, 749 mil bolsas, sendo 47% de afro-descendentes, 69% bolsas integrais e 89% cursos presenciais

No fim de 2010 havia 410 mil  alunos que utilizavam o ProUni

17)FIES
Juros caíram de 9% para 3,4% a.a.; financiamento de 100% das mensalidades; dilatação do prazo de pagamento para o triplo do tempo

2003 – 51 mil contratos

2010 – 426 mil

18)Países que mais evoluíram na publicacão de artigos em revistas cientificas:
China, Brasil, Turquia e Índia, na ordem.

Que horror !
Clique aqui para ler “Educação de Cerra leva bomba”.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Educação- Nunca Dantes e Haddad dão de 10 a 0 no Grão-Sociólogo - Conversa Afiada

domingo, 3 de abril de 2011

Globope da Dilma leva PiG e tucanos ao colapso

Na foto, um tucano que acredita em pesquisa

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O Conversa Afiada não acredita em pesquisa.
O Conversa Afiada acredita menos ainda no Globope e no Datafalha.
O Conversa Afiada, porém, acha que faz bem à saúde irritar o PiG (*) e os tucanos.
Por isso, oferece ao amigo navegante esse adocicado aperitivo para abrir o fim de semana.
Hoje saiu o Globope sobre os três primeiros meses da Dilma: 56% de ótimo ou bom – clique aqui para ler.
No mesmo Globope, nos três primeiros meses de 2003, o Nunca Dantes teve 51%.
Há poucos dias, o Datafalha mostrou que a presidenta teve nos três primeiros meses 47%.
O mesmo Datafalha registrou para os três primeiros meses do primeiro governo Lula 41%.
Quer dizer: a JK de saias ganha do Nunca Dantes.
Isso vai provocar uma reação ainda mais profunda do que o simples ato de cortar os pulsos.
Não será surpresa para este ansioso blogueiro se o próximo programa do PSDB na televisão exibir um ritual de haraquiri coletivo.
Clique aqui para ler “PiG, bancos e PSDB querem juros na veia”.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Agnelli não gostava de pagar imposto. E recorria ao STF

Extraído do Blog Amigos do Presidente Lula: 
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Mesmo condenada a pagar imposto no Brasil, Vale recorre ao tribunal de Gilmar Mendes para não pagar
A mineradora Vale está com sérios problemas de compatibilidade com os interesses da nação brasileira.
Primeiro está sendo cobrada em R$ 4 bilhões de royalties de mineração pelo DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral), em favor dos estados de Minas Gerais e do Pará, e entra com recurso na justiça para não pagar.

Agora faz o mesmo para não pagar impostos sobre os lucros ganhos a partir do dinheiro brasileiro, da matriz “brasileira”, investido no exterior.

A própria Vale informou, com outras palavras:

- que havia entrado com mandado de segurança contra a tributação no Brasil dos lucros das filiais e subsidiárias no exterior.

- que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) julgou que a empresa tem que pagar o imposto no Brasil, sim.

- que recorrerá aos tribunais superiores (STJ e STF) para não pagar, alegando que no tribunal onde Gilmar Mendes dá batente, há julgamento de causa semelhante que permanece empatado.

A ação vem desde 2003, quando a Vale entrou com um processo questionando a validade do artigo 74 da Medida Provisória 2.158-34 de 2001, que determinava o pagamento do imposto de renda no Brasil sobre a receita líquida das subsidiárias estrangeiras.

A Vale alega “bitributação”, dizendo que já paga impostos no estrangeiro.

Então cabe a pergunta: por que ela não entre na justiça estrangeira, alegando bitributação lá, dizendo que tem que pagar impostos aqui?

(Com informações do Valor)

Conversa Afiada: Agnelli não gostava de pagar imposto. E recorria ao STF

terça-feira, 29 de março de 2011

Não há hipótese de Lula divergir da Dilma

O Fernando Henrique pode

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Saiu no Valor, pág. A5:
Lula: se Dilma divergir dele, a Dilma terá sempre razão.
“ … quando houver divergências, ela estará certa”.
“Não há hipótese de haver divergências entre eu e a Dilma”.
“Sou um homem realizado por ter contribuído para eleger Dilma presidente do país.”
(O Farol de Alexandria, lamentavelmente, ajudou a derrotar o Cerra e o Alckmin.)
“É preciso que o país tenha a cara dela. Meu tempo passou, agora é o tempo dela e quero contribuir para ela ter todo o sucesso do mundo.”
O Nunca Dantes volta a contar que o Obama e a União Européia concordaram previamente com os termos o acordo Brasil-Turquia-Irã  sobre o programa nuclear do Irã – como o grande chanceler Celso Amorim já tinha explicado.
E, depois, tiraram o tapete do Brasil e da Turquia.
E foi por isso que o Nunca Dantes não foi ao almoço com o Obama.

Navalha

NAVALHA

O repórter do Valor, Assis Moreira, o entrevistou em Lisboa: o Nunca Dantes recebe amanhã em Coimbra o título de Doutor Honoris Causa.
Antes, de presidentes brasileiros, só o JK e o Farol de Alexandria o receberam.
E olha que o Farol fala francês e o Nunca Dantes não fala nem inglês.O repórter observa que o Nunca Dantes se hospeda no hotel Ritz, muito “elegante”.
(Como se o Nunca Dantes devesse se hospedar em hotel “deselegante”.)
(O Farol de Alexandria, por exemplo, gosta muito dos Ritz: o de Lisboa e o de Paris, na Place Vendôme. Très chic !)
E que foi a D Marisa quem fez o Nunca Dantes dar a entrevista.
Muito bem, D Marisa.
O Nunca Dantes não vai boicotar a Presidenta, nem jogar no quanto pior melhor – que é o que faz o Farol de Alexandria, desde que percebeu que o Lula não ia ser derrubado no mensalão.
Mas, também não pode ficar quieto.
Já que ele não fez a Ley de Medios, ele não tem palanque para se defender do PiG (*).
Boa, D Marisa !

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

terça-feira, 22 de março de 2011

Dilma iguala popularidade de Lula em início de governo

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff é aprovada por 47% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 deste mês.

Com essa taxa de popularidade, iguala-se ao recorde registrado por Luiz Inácio Lula da Silva nesta mesma época no segundo mandato de seu antecessor no Planalto.

Lula teve 43% de aprovação no terceiro mês de seu primeiro mandato, em março de 2003. Depois, bateu um recorde de aprovação presidencial em início de governo em março de 2007, com 48%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, Dilma com seus 47% hoje se iguala tecnicamente aos 48% de Lula em 2007. Desta vez, o instituto entrevistou 3.767 pessoas em 179 municípios.

Dilma supera em popularidade todos os antecessores de Lula, segundo o Datafolha, quando se considera esta fase inicial do mandato.

O instituto faz pesquisas nacionais desde 1990. Em junho daquele ano (a posse então era em março), Fernando Collor tinha 36% de aprovação. Itamar Franco, que assumiu após o processo de impeachment de Collor, teve 34% depois de três meses.

Fernando Henrique Cardoso, eleito em 1994 e reeleito em 1998, no início de seus governos teve aprovação de 39% e 21%, respectivamente.

Na pesquisa divulgada hoje, o Datafolha registra 7% que consideram a gestão de Dilma ruim ou péssima. Outros 34% a classificam como regular. Há também 12% que não souberam opinar.

DIFERENÇAS

Há poucos aspectos negativos para Dilma no levantamento. Mas há alguns sinais que a diferenciam de Lula.

Quando o Datafolha indagou aos entrevistados sobre quem são os mais favorecidos no governo Dilma, no topo da lista, com 23%, aparecem os políticos --apesar de a presidente ter tido um comportamento mais duro com o Congresso em relação ao antecessor. Os trabalhadores vêm a seguir, com 17%. No mesmo patamar estão indústria (14%) e bancos (13%).

Lula, em 2003, exalava uma imagem diferente: para 31%, os mais beneficiados pelo antecessor de Dilma eram os trabalhadores. Em seguida, vinham a agricultura (20%) e os políticos (13%).

Outro aspecto diferente entre Dilma e Lula aparece quando os entrevistados são instados a dizer, de maneira espontânea, quais são os maiores problemas do país.

Há oito anos, sob Lula, os brasileiros apontavam o desemprego (31%), a fome e a miséria (22%) como os maiores problemas do país. Hoje, estão no topo da lista a saúde (31%) e a violência (16%).

Tal como Lula, Dilma tem maior taxa de aprovação no Nordeste. Mas não há a grande assimetria muitas vezes registrada no passado.

Entre os nordestinos, Dilma tem 50% de aprovação. No Sul, Norte e no Centro-Oeste, sua marca é 44%. No Sudeste, 47%. Quando o entrevistado dá uma nota de zero a dez, a média obtida por Dilma é 6,9. Mas ela tem 7,3 no Nordeste e 6,6 no Sul.

A presidente tem sempre enfatizado seu interesse em priorizar a educação. Um comercial federal na TV exaltou nas últimas semanas os feitos na área, que acabou sendo percebida como a de melhor desempenho da petista.

Primeira mulher a ocupar o Planalto, Dilma tem aprovação maior (51%) entre as brasileiras do que entre os brasileiros (43%).

A expectativa dos eleitores em relação a Dilma é grande. Para 78% ela fará um governo ótimo ou bom --uma taxa maior do que a de Lula no início do primeiro mandato (76%) e superior à de FHC no mesmo período (48%).

Editoria de Arte/Folhapress

Folha.com - 20/03/2011 - 08h00

quarta-feira, 9 de março de 2011

Renda da mulher nordestina cresce mais que a do homem. Que horror !

"Renda feminina cresce mais do que masculina no Nordeste"

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Sai na Folha online:

Renda feminina cresce mais do que masculina no Nordeste
CLAUDIA ROLLI
VERENA FORNETTI
DE SÃO PAULO
A renda das mulheres cresceu mais do que a dos homens em três regiões metropolitanas do Nordeste pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 2010.
Em Fortaleza, Recife e Salvador, enquanto o rendimento feminino por hora avançou de 1,8% a 12,7%, o masculino variou de -0,2% a 9,7%.
Nas outras regiões do país, a renda feminina também avançou, mas em São Paulo e em Porto Alegre o incremento foi menor do que o obtido pelos homens. Em Belo Horizonte e no Distrito Federal, a variação foi semelhante.
A renda feminina foi puxada, principalmente, pelo comércio e pelos serviços domésticos –o Distrito Federal e em Recife, a indústria também se destacou. Para os homens, a construção civil esteve entre os setores com maior alta na remuneração.
(…)

Renda da mulher nordestina cresce mais que a do homem. Que horror ! | Conversa Afiada

segunda-feira, 7 de março de 2011

FOLHA: UM FENÔMENO DO REBOLADO

A Folha descobriu que as obras do PAC existem e ajudaram a fazer uma revolução econômica no Nordeste, principalmente em Pernambuco. Mas o Programa que permitiu a Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, não tem nome, pai e nem mãe. Regulação da mídia já!

FOLHA: UM FENÔMENO DO REBOLADO | Brasilianas.Org

Enviado por cariry, dom, 06/03/2011 - 23:30

Autor:
AGENCIA CARTA MAIOR

Neste domingo de Momo, o jornal da família Frias brindou os leitores com uma detalhada reportagem de duas páginas sobre a revolução econômica em marcha no Nordeste brasileiro, mais especificamente em Pernambuco. Um ciclo de redenção econômica e social, atesta a matéria, acontece nesse momento na região mais pobre do país puxado por uma "injeção de R$ 46 bilhões em investimentos públicos e privados previstos até 2014... (o conjunto está fazendo de ) "...Pernambuco, a nova locomotiva do Nordeste (e)...

mudado não só a vida dos 8,7 milhões de pernambucanos, mas sobretudo permitido a volta dos retirantes que um dia caíram no mundo atrás de uma vida melhor (...)", continua a reportagem, que aponta: "No interior, duas obras gigantes (a transposição do rio São Francisco e a construção da Ferrovia Transnordestina) ajudam a desenhar uma nova paisagem na vida do morador do agreste e do sertão..." Perfeito. Exceto por um detalhe: o diário da família Frias e o ilustre repórter Agnaldo Brito conseguiram documentar uma revolução sem perguntar a sua causa e informar a sua origem. Ao longo de densas duas páginas  não se menciona uma única vez o  governo Lula, tampouco  o PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento --que o candidato do jornal à sucessão de Lula dizia ser uma ficção. Vê-se, agora, que era na verdade  um impulso transformador  inédito naquele pedaço do país . Por essas, e tantas outras, Otavinho e Agnaldo levam o estandarte de ouro deste entrudo. No quesito contorcionismo não tem para ninguém, eles rebolam mais que a Mangueira inteirinha.

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

sábado, 5 de março de 2011

O melhor PIB em 25 anos e a capa que não tem preço

 

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Governo  Lula teve crescimento médio de 4% do PIB e superou a do principado de FHC

março 4th, 2011 | Autor: CelsoJardim

Dentro das previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5% em 2010, no melhor resultado desde 1985 (7,8%) e equivalente ao de 1986. A indústria subiu 10,1%, agropecuária, 6,5% e os serviços, 5,4%. As três atividades compõem o valor adicionado, que cresceu 6,7%, enquanto os impostos aumentaram 12,5%. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 3,675 trilhões, enquanto o PIB per capita chegou a R$ 19.016, alta de 6,5% sobre 2009 (R$ 16.634).

Segundo o IBGE, que divulgou os números nesta quinta-feira (3), de 2001 a 2010 o crescimento anual médio foi de 3,6%, acima do resultado da década anterior (1991-2000), que subiu 2,6%. Já o PIB per capita passou de 1,1% para 2,4% ao ano.

Governo Lula teve crescimento médio de 4% do PIB e superou FHC. O instituto observa que o PIB do ano passado foi beneficiado pela baixa base de comparação de 2009, quando houve recuo de 0,6%. Mas o resultado trouxe dados positivo como o crescimento do consumo das famílias (7%) pelo sétimo ano seguido. Já a formação bruta de capital fixo, que indica investimentos, subiu 21,8%, maior taxa acumulada em quatro trimestres desde 1996, quando se iniciou a série. A taxa de investimento chegou a 18,4% do PIB, ante 16,9% em 2009. Já a taxa de poupança passou de 14,7% para 16,5% do PIB. A despesa da administração púbica aumentou 3,3%.

As exportações aumentaram 11,5%, enquanto as importações cresceram bem mais, 36,2%. “Contribui para este quadro a valorização cambial ocorrida entre 2009 e 2010″, diz o IBGE.

Com os números do PIB de 2010 divulgados nesta quinta-feira (3) pelo IBGE, que mostraram alta de 7,5%, o crescimento médio da economia brasileira durante os dois mandatos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) foi de 4% ao ano. O desempenho supera o de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que mostrou expansão média do PIB de 2,3% ao ano.

“Para BC, demanda doméstica continua sendo o suporte da economia Lula, que começou seu governo com um crescimento tímido de 1,1% em 2003, teve seu melhor resultado justamente em 2010, após a retração de 0,6% registrada no ano anterior. O segundo melhor resultado foi o de 2007, com expansão de 6,1%.

Já FHC teve dois anos bons (4,2% em 1995 e 4,3% em 2000) e dois ruins, em seguida (0% em 1998 e 0,3% em 1999).

As projeções para o primeiro ano do governo Dilma Rousseff variam entre 4% e 5%. No boletim Focus (BC) desta semana, a estimativa do mercado era de crescimento de 4,3%, ante 4,6% de quatro semanas antes.

Celso Jardim com Brasil de Fato

O melhor PIB em 25 anos e a capa que não tem preço

“Sujeito da esquina” fez o Pibão bão. (E o novo papel do Instituto Goethe)

Publicado em 04/03/2011

Na foto, o “sujeito da esquina”. Que horror !

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A pior coisa que poderia ter acontecido ao Brasil foi o Pibão bão de 7,5%.
Uma desgraça inapelável.
É o que se deduz da leitura do PiG (*) nesta manhã de infortúnios sucessivos.
O investimento é pífio.
A inflação saiu do controle.
O corte é insuficiente.
Falta infra-estrutura.
A safra vai apodrecer no Porto de Paranaguá, disse o Ali Kamel, no jornal nacional.
O BC não vai dar conta de suas responsabilidades.
O FMI sai da tumba, diz que o Bolsa Família é um exemplo para o mundo, mas, mas, mas o Brasil vai explodir numa crise de super-aquecimento.
A leitura atenta do PiG (*) e de seus notáveis colonistas (**) leva à conclusão de que ser maior do que todos os países da Europa – menos a Alemanha – é como viver em Benghazi.
Ser a sétima economia do mundo … só ? – perguntará o Cerra no twitter.
Porém, num imperdoável descuido, o Valor, na pág. A3, revela traços interessantes do perfil do Pibão (essa inominável desgraça):
No último trimestre de 2010, a demanda interna cresceu 2,5%.
Este último trimestre de 2010 foi o 29º. trimestre consecutivo de crescimento do consumo das famílias.
O consumo das famílias subiu 13% entre o terceiro trimestre de 2008 (quando começou a crise americana e a urubóloga anunciou o tsunami que ia afundar o Brasil) e o ultimo trimestre de 2010.
13% desde a crise terminal da urubóloga !
No período, o PIB cresceu 5,6%.
Ou seja, o “sujeito da esquina”, como diria o Soberano ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*), “sujeito da esquina” comprou num ritmo de crescimento duas vezes superior ao crescimento do resto da economia.
Sobre este desprezível “sujeito da esquina”, leia aqui para ver como o Gilmar Dantas o trata.
Este desprezível “sujeito da esquina” provocou os seguintes estragos na economia brasileira.
Fez a intermediação financeira subir 11%.
Ou seja, o crédito ao consumidor, a troca do automóvel, a compra do Minha Casa (programa que não será atingido pelos cortes).
O “sujeitinho da esquina” provocou uma expansão do comércio de 7,5%.
E da construção civil de 6,2%.
Um horror !, diria o Prates.
Onde já se viu “sujeito da esquina” comprar carro e casa própria ?
“Sujeitinho” nefasto, esse.
O “sujeito da esquina”, amigo navegante, deve ser a Classe C, que, para os tucanos, fica entre a Primeira e a Business.
A Classe C que, segundo o Nunca Dantes, será conduzido à Classe B pela JK de saias, não demora muito.
Antes que este ansioso blogueiro se esqueça, consulte, amigo navegante, a tabelinha do Lula 10 x 0 Cerra-FHC.
Ela compara o desempenho fulgurante do Nunca Dantes com os anos sombrios da dupla Cerra-FHC.
A Folha (***), na capa, já decretou que o crescimento da economia este ano será inferior a 4%.
De onde a Folha (***) tirou isso, não se sabe.
Deve ser informação que veio da mesma fonte da ficha falsa da Dilma.
Vamos ver se o PiG (*) consegue destruir o “sujeito da esquina”.
Afinal, ele não dá bola para o PiG há três eleições.
Em tempo: diálogo ouvido na mesa ao lado do – excelente – restaurante Mosteiro, no Rio:
- Bom , o Toffoli só está lá porque o Lula mandou ele pra lá, disse o da empadinha de frango.
- E o Gilmar ?, pergunta o da empadinha de camarão. Só está lá porque o Fernando Henrique mandou ele pra lá.
- Não, pera aí. O Gilmar fala alemão, respondeu, rápido, o da empadinha de frango.
- Ta legal. Se fosse assim, meu querido, não precisava de sabatina no Senado, diz o da empadinha de camarão.
- Como assim, pergunta o da empadinha de frango, desconfiado.
- Bastava chamar, todo ano, o melhor aluno do Instituto Goethe.
Pano rápido.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e agora combatem a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Nunca Dantes aumenta venda de computador em 23%. Que horror!

Publicado em 21/02/2011

Lula 10 x 0 FHC/Cerra

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Saiu no Globo (logo onde…):
Venda de computadores cresce 23,5% no Brasil em 2010, segundo IDC
SÃO PAULO – As vendas de computadores pessoais no Brasil em 2010 cresceram 23,5 % sobre o ano anterior, para 13,7 milhões de unidades, colocando o país na quarta posição mundial, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão.
Segundo a empresa de pesquisa de mercado IDC, o volume comercializado ficou perto da previsão de vendas de 13,8 milhões de unidades feita em novembro e que havia revisto estimativa de início de 2010, em que a empresa havia calculado as vendas este ano em 13,2 milhões de PCs.
O destaque das vendas ficou com o terceiro trimestre, que registrou vendas de 3,6 milhões de equipamentos, segundo a IDC. “O quarto trimestre de 2010 mostrou um cenário diferente do que víamos no passado, quando eram vendidos mais computadores por conta do Natal. Com a antecipação do varejo nas compras de final de ano, o terceiro trimestre de 2010 foi mais forte”, afirma a empresa de pesquisa em comunicado à imprensa.}
(…)

NAVALHANavalha

Clique aqui para ler “Anatomia da inveja – ou rancor – do FHC”.
Clique aqui para ler “Entrevista de Cerra ao Globo é um estelionato eleitoral”.
Clique aqui para ler “Dilma investe R$ 120 bilhões no Nordeste e pega o estelionatario de calça curta”.
Que horror !

Paulo Henrique Amorim

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PIB do Nunca Dantes fecha com 7,8%. PiG, FHC e Cerra cortam os pulsos

O FHC prometeu enterrar a “Era Vargas”

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O nível de atividade econômica do país cresceu pelo sétimo mês consecutivo em dezembro do ano passado, e, no acumulado de 2010, avançou 7,8%, segundo números divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Banco Central. O valor estimado pela autoridade monetária ficou um pouco acima da previsão do mercado financeiro, que espera um crescimento de 7,6% para o último ano.
hhttp://www.bcb.gov.br/textonoticia.asp?codigo=2926&IDPAI=NOTICIAS
http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/02/pib-cresceu-78-em-2010-diz-banco-central.html
O IBC-Br é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) -  IBGE vai divulgar em março – e ajudar a autoridade monetária na definição da taxa básica de juros (Selic). O Banco Central explicou que o IBC-Br “constitui uma medida antecedente da evolução da atividade econômica”.
Em tempo: O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, funcionário de carreira do banco, indicou dois novos diretores. Ambos são funcionário de carreira do banco. O Banco Central volta aos trilhos. Não é mais vilegiatura de banqueiro privado.

PIB do Nunca Dantes fecha com 7,8%. PiG, FHC e Cerra cortam os pulsos | Conversa Afiada

domingo, 30 de janeiro de 2011

MÍDIA E CORRUPÇÃO

Cloaca News

Por Roni Chira, do blog O que será que me dá

Corromper ou subornar são verbos tão antigos como a própria história da humanidade. No Brasil, vão desde aquela singela cervejinha para o guarda de trânsito – mais conhecida como o “jeitinho brasileiro” – até o que Chico Buarque expressou genialmente em “Vai Passar”:

Dormia a nossa Pátria mãe
tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Os mecanismos de “subtração” aos quais Chico se referia florescem muito mais onde não há democracia, direitos humanos e justiça social. No Brasil, ganharam maior consistência nos bastidores da ditadura militar, onde a classe política foi imobilizada após o fechamento do congresso pelo AI-5 em 1968. Num cenário destes, qualquer “favorzinho” era negociado na base de propina. Do segundo escalão para baixo do governo militar, a corrupção corria solta enquanto a “Pátria mãe dormia”.

Muita gente usou deste recurso, muitas empresas cresceram quando tiveram “visão de mercado” aliando-se aos governos militares de forma pragmática. Falha e Globo são exemplos clássicos disso.

Quando recebeu das mãos dos militares a concessão pública para operar em território nacional, a Globo era associada ilegalmente ao grupo americano Time-Life. Significa que, além de darem suporte logístico e até militar aos generais (frota marítima americana estacionada na costa brasileira pronta para qualquer intervenção que se fizesse necessária para garantir a “normalidade da ordem golpista”), os americanos também atuaram na outra ponta do esquema. Para sustentar-se, o governo militar precisava ter voz e apoio na mídia. Isso é fundamental em qualquer golpe (até o surgimento da Internet). Assim, associados à Time-Life, que injetou o capital necessário, os militares e o jornalista Roberto Marinho vitaminaram o grupo Globo – jornal e TV - para tornarem-se a potência que são hoje. As diretrizes básicas: alinhamento e subordinação total do país aos interesses americanos na região.

Devemos lembrar que, naquela época, os monopólios midiáticos ainda estavam engatinhando no Brasil. A Record – que era a vanguarda da TV brasileira – possuía uma única emissora e um auditório com estúdio na Rua da Consolação. Silvio Santos começava a engatinhar com seu Baú e o horário “nobre” da Globo era um pastelão de luta livre que apresentava Ted Boy Marino – o “galã” da emissora. Havia um enorme espaço a ser ocupado para quem incorporasse a ideologia de subserviência aos EUA. A Falha era um jornaleco provinciano. Ofereceu-se como uma prostituta barata à ditadura. O Estadão representava a ultradireita 100% nacionalista.

No ambiente de 64 e nos anos que se seguiram, os caminhos eram estreitos: hipocrisia ou clandestinidade. No prisma da hipocrisia formaram-se políticos como Maluf e Serra. Um lambeu muita botina de milico até adquirir “maioridade” e caminhar com as próprias pernas, recebendo verbas públicas através do voto popular. “Roubou mas fez” – como dizem os paulistas “espertos” que o fazem campeão de votos em cada eleição que participa. O outro chutou a UNE para o alto e deu no pé quando sentiu o cheiro de botina de milico. Só retornou para lamber os sapatos da elite paulista e, através dela e de sua imprensa, conseguir eleger-se a cargos públicos.

O exemplo mais grave de corrupção no Brasil deu-se no final do primeiro mandato de FHC: a compra de votos parlamentares para aprovar a emenda constitucional que garantiria a reeleição do presidente. Foi um golpe de estado do colarinho branco. E, mais uma vez, precisava da mídia. Ou melhor, de sua omissão. O PIG não fez cerimônia: tratou o caso como um mexerico que não merecia mais do que algumas notas de rodapé em seus jornais. Há transgressão maior do que corromper para obter mais um mandato?

Já em 2005, as doações ao caixa dois do PT – que foram usadas para o financiamento de campanhas de diversos parlamentares e envolveram TODOS os partidos – foram um banquete para o PIG. A partir da denúncia de Roberto Jefferson (que embolsou R$ 4 milhões) armou-se um circo “nunca antes visto neste país”. Em seu embalo golpista, a imprensa amplificou e batizou o esquema de Mensalão. Plantou a idéia de que as verbas do esquema eram roubadas dos cofres públicos através de um labirinto de factoides e personagens emaranhados em intermináveis conexões. E essa percepção continua a ser alimentada ou, para se dizer o mínimo, nunca foi contestada. Até hoje não foi provado que o tal Mensalão era um procedimento mensal. Muito menos que utilizava verbas públicas. Rendeu a cabeça de José Dirceu, e quase derrubou Lula. José Dirceu, aliás, não renunciou para garantir elegibilidade, como a maioria dos acusados fez na época. Preferiu submeter-se à cassação e perder seus direitos políticos convicto de que, mais tarde, provaria sua inocência. A conferir.

Enquanto FHC e os que o antecederam controlavam a mídia e a Polícia Federal, engavetando denúncias e processos de diversas falcatruas que “subtraiam a Pátria”, Lula fez o oposto: deu total autonomia à PF e não impediu nenhuma CPI. Isso gerou números bem contrastantes (veja aqui). E o PIG tratou de configurar estes números como uma avalanche de corrupção orquestrada pelo PT. Colou? Além de colar fácil nas cabeças preconceituosas que não admitiam um operário ser presidente, também criou uma legião de cães raivosos empesteando a sociedade com palavras de ordem fascistas.

O episódio do Mensalão ainda aguarda julgamento para ser passado a limpo. É uma dívida que a justiça e o PT têm com a sociedade brasileira. E a imprensa corrupta e golpista? Continuará impune até quando?

Cloaca News: MÍDIA E CORRUPÇÃO

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O PT não vai defender Lula?

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O PIG precisa diminuir e desconstruir Lula, “Ou seja: destruir a crença popular que a sociedade veio construindo nos últimos anos de que é possível sonhar com um país menos desigual não só para os netos de nossos netos, mas para os que vivem hoje.”
Blog do Miro
Altamiro Borges

O PT não vai defender Lula?

Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no Blog da Cidadania:
Vai se institucionalizando uma campanha permanente de “desconstrução” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora que ele não tem mais o palanque presidencial para se contrapor a uma mídia que acredita que pode prestar ao que sobrou da oposição o serviço que, por mais que tentasse, não conseguiu prestar durante os últimos oito anos.

A institucionalização dessa campanha de destruição de imagem do ex-presidente pode ser vista no furioso noticiário, em novelas e até em programas humorísticos. Insultos, desqualificações, acusações, ridicularizações invadiram tevês, rádios, jornais, internet.
Como sempre, a oposição fica quietinha, deixando à mídia a missão de desmoralizar o ex-presidente que ambas acreditam que tentará voltar ao poder em 2014 ou em 2018, preocupação da direita que lhe insinua certa patologia psicológica por tentar desconstruir hoje um político que, como qualquer um de nós, pode nem estar vivo daqui a 4 ou a 8 anos.
Todavia, não falta consciência dos fatos à direita. Muito pelo contrário: ela sabe muito bem o que está tentando. A destruição do mito Lula é imperativa, para que o povo deixe de acreditar que a política pode lhe mudar a vida “rapidamente” – em termos históricos, oito anos são um piscar de olhos.
A desigualdade brasileira foi construída sobre a premissa do topo da pirâmide social de que seria impossível redistribuir renda rapidamente. O processo demoraria décadas e se daria através do maior enriquecimento dos já muito ricos, de forma que as migalhas acabariam transbordando da mesa do banquete deles.
Lula, em seu governo histórico, provou o contrário. Chegamos ao fim de seu período com um processo intenso de distribuição de renda, ainda que muitos tentem, em vão, desmentir que a renda tenha se desconcentrado no Brasil nos últimos anos, apesar das evidências que caem sobre as cabeças de todos diariamente.
O aumento da participação da renda do trabalho assalariado em relação ao Produto Interno Bruto não deixa dúvidas, mas os pistoleiros da direita na imprensa não param de construir teses malucas que questionam o fato mesmo com eles saltando aos olhos, com aqueles que sempre estiveram alijados do mercado de consumo mergulhando nele de corpo e alma.
O colunista da Folha de São Paulo Clóvis Rossi, por exemplo, há anos trava uma luta inglória no pouco tempo que dedica ao trabalho, com suas coluninhas (agora semanais) na página A2 do jornal nas quais diz que os métodos de aferição da distribuição da renda não contemplam o caixa 2 dos muito ricos e que, por isso, a distribuição de renda propalada seria “lenda”
A tese de Rossi é tão estapafúrdia que não valeria a pena comentar se não fosse o fato de que ainda há formadores de opinião que dão bola a um panfleto partidário como a Folha. Por isso, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, no caderno “Ilustríssima” do jornal, no último domingo, teve que rebater tese tão absurda.
Para resumir, Pochmann deixou claro que os ricos não passaram a ocultar rendimentos hoje e explicou que a comparação, portanto, tem que ser feita entre os indicadores oficiais de hoje e do passado – indicadores como, por exemplo, o índice de Gini.
Esses indicadores com os quais o presidente do Ipea esgrimiu mostram que a renda se concentrou fortemente após o golpe militar de 1964 e permaneceu concentrada, quase sem se mexer, até 2005, a partir de quando começou a se desconcentrar de forma tão intensa que já é possível ver os efeitos, com a classe C virando maioria da população.
É preciso destruir o que Lula representa, pois. Ou seja: destruir a crença popular que a sociedade veio construindo nos últimos anos de que é possível sonhar com um país menos desigual não só para os netos de nossos netos, mas para os que vivem hoje.
Lula representa esse conceito que vai de encontro à mentalidade que permitiu que o Brasil chegasse a ser, ao fim do século XX, o terceiro país mais desigual do mundo, quadro que só começou a melhorar de verdade ao fim do primeiro mandato do ex-presidente, com seus investimentos imensos na inclusão social.
Há uma aposta da direita de que Dilma Rousseff ficará encolhidinha no Palácio do Planalto até 2014, sem incomodar a elite étnico-financeiro-midiática, prontinha para ser derrotada pelo golden boy conservador de turno. Acha isso por prever que a presidente da República não assumirá a liderança política que seu cargo impõe e, assim, será facilmente derrotada.
Contudo, a debilidade eleitoral de Dilma daqui a quatro anos depende da destruição moral de Lula e de sua obra, para que ele não tome o lugar da sucessora na sucessão dela ou para que não volte a avalizá-la eleitoralmente com o sucesso que teve no ano passado.
É nesse ponto que espanta o imobilismo do PT e do próprio governo Dilma diante da campanha difamatória contra o ex-presidente, campanha que a mídia intensificou após ele deixar o poder, no último dia primeiro.
Claro, Dilma não tem nem um mês de governo. Mas e o PT? O partido de Lula não rebate os ataques a ele, à sua família, os deboches, a difusão de uma “herança maldita” que ele teria deixado para a sucessora, teoria tão absurda que não resiste a cinco minutos de análise séria por gente que entenda do traçado.
O governo Dilma não quer marola agora. Vem aí a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, por exemplo. São postos–chave para o governo. Resta saber, apenas, se é inteligente a estratégia de deixar que tentem destruir o legado de Lula e que construam um clima de medo do futuro por conta da tal “herança maldita” que tentam criar.
O debate político é atemporal e não-circunstancial. É perene. Fugir dele já se mostrou um erro – no primeiro turno da campanha eleitoral de 2010. Tudo bem que não estejamos mais em campanha eleitoral, mas como já vi a mídia destruir políticos que durante o mandato foram populares, penso que o PT deveria refletir sobre uma reação a esses ataques.

Altamiro Borges: O PT não vai defender Lula?

Trevisan, Lula e 42 milhões de merendas escolares

Conversa Afiada

Antoninho acha o PiG muito engraçado

O Brasil do presidente Lula e da presidenta Dilma distribui 42 milhões de merendas escolares por dia.
São distribuídas a alunos do ensino fundamental até  quinze anos de idade.
Elas custam aproximadamente 50 centavos.
O Governo Federal (do presidente Lula) entrou com 30 centavos e as prefeituras entram com os outros 20.
(O governo do Farol de Alexandria entrava com 10 centavos.)
(A propósito: o amigo navegante conhece alguma obra do Farol que tenha utilizado cimento e tijolo ?)
Quem compra a merenda é a prefeitura.
E aí reside o perigo.
E aí entra o Antoninho Marmo Trevisan.
Ele montou uma grande rede com o apoio do Conselho Federal de Nutricionistas e o Conselho Federal de Contabilidade.
Como o apoio também da Microsoft, que o ajudou a subir o portal www.acaofomezero.org.br
Quem audita as contas são a Price e a KPMG.
Antoninho fez também uma parceria com o Banco do Brasil, que está em 4 mil municípios do Brasil.
Resultado: o Antoninho montou o programa “Ação Fome Zero” em 2 mil 273 municípios do País.
Cada cidade tem um contador e uma nutricionista, que fazem parte de um conselho para ficar de olho no prefeito.
E garantir que o dinheiro da merenda não desapareça.
E garantir o conteúdo nutricional da merenda.
São os monitores da merenda.
Antoninho resolveu criar o prêmio anual “gestor eficiente da merenda escolar” para prefeitos.
Eles contam no portal “histórias gostosas de se contar” – tem que ser experiências que possam ser replicadas em outras cidades.
No primeiro ano, 300 prefeitos se inscreveram.
Ano passado, 1 mil e 300.
Há um efeito de propagação, conta Antoninho.
Se você for ao mapa, verá que um prefeito inscrito induz, no ano seguinte, o prefeito vizinho a concorrer: ninguém quer ficar feio na foto da região.
E o que ganha o prefeito vencedor?
O direito de ir a uma festa e tirar uma foto ao lado do Lula.
Em novembro do ano passado, em Gramado, RS, num congresso anual com 6 mil de contadores, o Lula foi lá assinar um novo convenio e deu um show.
Antoninho observa com aquele sorriso maroto por trás dos bigodes que o PiG (*) espinafrou o lançamento do programa.
Desconfiou que a doação inicial, de R$ 3 milhões da empresa CBMM, fosse sumir em algum bolso.
Antoninho se diverte: os R 3 milhões estão lá, em caixa, devidamente aplicados.
Ele conta que voltou de Gramado para Brasília no avião do Lula.
(Cuidado, Antoninho, o Globo vai querer que você pague a passagem !)
Por um tempo, Lula contemplou o por de sol na Serra Gaucha e disse, “queria que a Marisa estivesse aqui para ver isso”.
Depois, chamou o Cesar Alvarez para examinar, página por página, por duas horas seguidas, o plano de inclusão digital através da banda larga.
Entretanto, traçava um galetinho esquálido.
Quando acabou, olhou pela janela: o sol já se tinha posto.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Trevisan, Lula e 42 milhões de merendas escolares | Conversa Afiada

Economia mundial vai bombar. Manda bala, presidenta !

Conversa Afiada

O tsunami engoliu a urubóloga; e Jim surfou

Informações esparsas extraídas da recente cobertura do New York Times para a visita do líder chinês Hu Jintao, aos Estados Unidos.
A economia chinesa cresceu 10,2% em 2010.
A economia chinesa deve acrescentar US$ 1 trilhão ao PIB em 2011.
E’ como produzir uma Inglaterra, por ano.
Na última década, a China produziu TRÊS Inglaterras.

“A noção de que a China cresce ás custas do resto do mundo está três anos atrasada. O crescimento da China da’ aos Estados Unidos a chance de se recuperar muito mais rápido. “

Clique aqui para ler “Caças – Dilma pode mudar o jogo”.

“Ainda por um bom tempo, a maré de crescimento da China vai continuar em alta e os investidores deveriam anotar isso: alguns vão ficar mais ricos, antes.
“Os investidores podem se beneficiar da maré chinesa e investir em empresas que estejam na China.”

Essas observações são de Jim O’Neill, o economista do banco Goldman Sachs, citado pelo NY Times e que, dez anos atrás, criou o acrônimo BRICs para popularizar a ideia de que Brasil, Rússia, Índia e China formarão, breve, um bloco econômico mais forte que o G-7.
Quando veio o tsunami de 2008 e a urubóloga Miriam Leitão anunciou o desaparecimento do Brasil e de Lula da face da Terra, Jim  previu o fenômeno do “descasamento”.
Os países ricos iam cair em “U” – bruscamente e ficar muito tempo lá embaixo.
E os BRICs iam cair em “V “- cair e subir rápido.
Foi a marolinha do Lula.
Tragada pelo tsunami foi a ideologia derrotista da urubóloga.
Hoje saiu a notícia de que o FMI prevê um crescimento robusto para a economia mundial.
Presidenta, manda bala !
E paga um salário mínimo que deixe o Paulinho da Força feliz !

FMI prevê que economia global crescerá 4,4% em 2011
DA EFE
O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou a previsão de que a economia global crescerá 4,4% este ano, dois décimos acima do projetado há três meses, graças a uma atividade melhor do que a esperada na reta final de 2010.
As novas projeções apontam um crescimento global de 4,5% em 2012.
Em linha com o mencionado em outras ocasiões, o FMI lembrou nesta terça-feira que a recuperação em andamento tem duas velocidades, com os países emergentes à frente do pelotão e os avançados em um distante segundo lugar.
O Fundo, que publicou nesta terça-feira a versão atualizada do seu relatório semestral “Perspectivas Econômicas Mundiais”, destacou que nas economias avançadas a atividade desacelerou menos que o esperado.

Paulo Henrique Amorim

Economia mundial vai bombar. Manda bala, presidenta ! | Conversa Afiada

Fernando Henrique Cardoso não se enxerga?

“Um estudioso, o historiador Moniz Bandeira, chegou a escrever que a política externa de Fernando Henrique Cardoso foi um “simples acessório dos interesses hegemônicos dos Estados Unidos, no mundo e, em especial, na América Latina”. Ele tem razão.”

Portal Vermelho – Editorial de 24/01/11

Fernando Henrique Cardoso não se enxerga?

A linguagem popular é rica de expressões que têm muitas vezes uma precisão cruel. Uma delas é “ele não se enxerga”, que se aplica como uma luva às declarações recentes – mas não novas – do ex-presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso sobre a política externa do governo Lula e do chanceler Celso Amorim, mantida pela presidente Dilma Rousseff e pelo chanceler Antônio Patriota.
Basta lembrar alguns episódios vexaminosos da diplomacia comandada por Fernando Henrique Cardoso para que se tenha a dimensão dos disparates que ele e seus partidários conservadores e pró-americanos repetem sobre a diplomacia brasileira autônoma e independente reinaugurada por Lula e Celso Amorim.
Um desses episódios foi a demissão do diplomata Samuel Pinheiro Guimarães da presidência do IPRI (Instituto de Pesquisas de Relações Internacionais do Itamaraty), em 2001. Outro, em 2002, foi a demissão do embaixador José Maurício Bustani da direção geral da Opaq (Organização da ONU para as Armas Químicas). Outro, ainda mais devastador para o orgulho nacional, ocorreu em 2002 sendo protagonista o próprio chanceler tucano Celso Lafer que, em visita oficial aos EUA para apoiar o governo local depois dos ataques terroristas de 11de setembro de 2001, aceitou submeter-se à rígida revista policial nos aeroportos de Nova York e de Washington, chegando inclusive a tirar os sapatos, como exigiam os agentes que faziam a revista.
Há uma coerência entre estes episódios vergonhosos. Enquanto o ministro constrangia o Brasil com sua atitude servil, os diplomatas punidos (Samuel Pinheiro Guimarães e José Maurício Bustani) pagaram por sua altivez e dignidade e por não aceitarem dobrar-se ante as imposições da diplomacia norte-americana. Guimarães sempre foi um crítico da ALCA; Bustani rejeitou as pressões do governo de Washington para usar seu cargo na ONU e “criminalizar” nações independentes acusadas mentirosamente por Bush e seus pupilos de detentoras de armas químicas, como ocorreu com o Iraque, contra quem aquelas alegações falsas serviram para legitimar a agressão que destruiu o país e infelicitou o povo.
Esta é a diplomacia que Fernando Henrique Cardoso quer de volta: a dos sem sapatos nem vergonha na cara, submissos passivamente às imposições norte-americanas. Um estudioso, o historiador Moniz Bandeira, chegou a escrever que a política externa de Fernando Henrique Cardoso foi um “simples acessório dos interesses hegemônicos dos Estados Unidos, no mundo e, em especial, na América Latina”. Ele tem razão.
Aquela foi uma política de cabeça baixa, pés descalços e “sim senhor”, que não volta mais. Outro dito popular muito valorizado nos arraiais tucanos diz que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. É o que eles fizeram no governo, rosnando para países pequenos e pobres (como a Bolívia, por exemplo), e curvando a espinha ante os poderosos do mundo, como os governantes de Washington.
O Brasil democrático nem manda nem obedece – trata todos os povos e nações como iguais, cujos interesses precisam ser articulados soberanamente em acordos que contemplem as necessidades e os limites de cada um. Esta é a melhor tradição diplomática brasileira, retomada por Lula e Celso Amorim e que projetou o Brasil no mundo como um parceiro da paz e da busca do desenvolvimento e do progresso para todos os povos. O resto é conversa fiada de gente saudosa do poder do qual foi escorraçada pelo voto popular e cujas chances de voltar são cada vez mais remotas.

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