Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu tenho medo é dos mascarados

Recebi um e-mail alertando para refletir quanto à apologia que se está fazendo ao homossexualismo. Conta com o vídeo de um gênio mascarado e que se diz polêmico porque xinga deputados ao denunciar o risco do “kit gay” para nossos filhos que podem “mudar de lado”. O brilhante anônimo tem a mesma profundidade polêmica de Datena sem a coragem de mostrar a cara, talvez porque não ganhe 1,3 milhões por mês. Não vou divulgar o nickname e nem o vídeo do infeliz porque não vou dar ibope para campanhas homofóbicas “travestidas” de apelos pela normalidade e pela moralidade.
Lembrei de outros mascarados da história. Em especial daqueles que saíam queimando negros nos EUA e que quando já estavam sumindo, reapareceram nos anos de 1950 quando a lei contra segregação foi aprovada por lá.
Achei impressionante alguém falar de moralidade nos dias de hoje. Moralidade heterossexual, Bolsonaro? Deve ser a moralidade dos programas de domingo, com bundas dançantes. A sexualidade hetero e machista exacerbada é moral e normal. Aí pode.
Outra palavrinha bacana: “normal”.  “Pô meurmão, vou ensiná meus filho que ser gay é normal, cumpade?” Lembrou-me o Traficante Viado, personagem de Paulinho Serra dos Dez Necessários(quem quiser ver, vá ao youtube). O mascarado do vídeo homofóbico  contra o kit gay, tem a sexualidade tão bem definida que tem medo de ser contaminado pelo vírus do homossexualismo. Ele acha que seus filhos vão virar gays se assistirem a um vídeo educativo e descobrirem, pasmem, existem homossexuais. O disfarçado demagogo defende a educação explorando a fantasia dos desavisados que ficam a imaginar seus pequerruchos sendo obrigados a brincar com a Barbie nas escolas, quando se fala em educar para a tolerância. Ele se acha normal porque não é gay.
Normal é ser homem, branco e heterossexual. Eu tenho medo desses mascarados que aparecem nos momentos que minorias “anormais” defendem direitos. Pensei no penoso percurso traçado pelas mulheres que podem votar no Brasil não faz nem oitenta anos. Os homens não saíram mascarados às ruas e nem precisaram da internet para garantir o anonimato que o aconchego do lar lhes permitiu para ocultar seu machismo na privacidade doméstica. Afinal, em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Mulheres não precisaram ser espancadas na Av. Paulista para homens dizerem quem é que manda. Isso acontecia e acontece nas casas. Quantas mulheres de olhos roxos e braços quebrados não ouviram que o normal era a mulher servir ao marido, inclusive sexualmente. Até pouco mais de três décadas, publicitários sem máscaras divulgavam por aí o que era normal. O normal muda, e sempre teremos mascarados para incitar o ódio e impor sua normalidade. Desses devemos ter medo.

Para ilustrar o conceito de normalidade pregado pelo vigilante com máscara, algumas propagandas que pregavam o que era o “normal” para as mulheres.

Que gata esse cara ganhou com sua calça bacana!

sex2

Mulheres e volantes...

Mostre a elas. Esse mundo é dos homens

.

Para os homens que acham que mulheres e carros ou se conserta ou é melhor trocar

Essa marca de eletrodomésticos (Chef) diz que faz tudo, mas cozinhar
- é para isso que as mulheres foram feitas

O marido descobriu que ela estava usando outra marca de café.

machismo vintage propaganda,propagandas antigas machistas,machismo,vintage add,underconstruction blog

Ela não estava bem limpinha para ele

machismo vintage propaganda,propagandas antigas machistas,machismo,vintage add,underconstruction blog

domingo, 26 de junho de 2011

Bispo de Guarulhos vomita machismo

Por Altamiro Borges
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos (SP) que ficou famoso nas eleições do ano passado por financiar, ilegalmente, panfletos apócrifos contra a candidata Dilma Rousseff, não tem cura mesmo. Ele precisa urgentemente ser exorcizado! Em entrevista ao jornal Valor, o “apóstolo” do ódio e do preconceito voltou a vomitar contra o direito da mulher ao aborto mesmo em caso de estupro:
“Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima… É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil”, comenta. O bispo ajeita os cabelos e o crucifixo. “Já vi muitos casos que não posso citar aqui. Tenho 52 anos de padre… Há os casos em que não é bem violência… [A mulher diz] “Não queria, não queria, mas aconteceu…”, diz. “Então sabe o que eu fazia?” Nesse momento, o bispo pega a tampa da caneta da repórter e mostra como conversava com mulheres. “Eu falava: bota aqui”, pedindo, em seguida, para a repórter encaixar o cilindro da caneta no orifício da tampa. O bispo começa a mexer a mão, evitando o encaixe. “Entendeu, né? Tem casos assim, do “ah, não queria, não queria, mas acabei deixando”.
Processo urgente
Repugnante! No ano passado, milhões de panfletos acusando Dilma Rousseff de ser “abortista” e de “matar criancinhas” foram apreendidos numa gráfica no Cambuci, no centro da capital paulista. O dono da empresa confessou que o pedido havia sido feito por agentes do bispo de Guarulhos. Apesar do crime eleitoral, nada foi feito contra Dom Bergonzini. Em sermões e entrevistas, ele continuou sua pregação odiosa e mentirosa em favor do candidato tucano José Serra.
Agora, ele volta ao ataque, desprezando a própria legislação brasileira que garante o direito ao aborto em caso de estupro. As suas declarações até que mereceriam um processo, desta vez das entidades feministas que defendem os direitos das mulheres. Não dá para ficar passivo diante da campanha de ódio deste bispo. Como já foi dito, ele precisa urgentemente ser exorcizado!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Renda da mulher nordestina cresce mais que a do homem. Que horror !

"Renda feminina cresce mais do que masculina no Nordeste"

image

Sai na Folha online:

Renda feminina cresce mais do que masculina no Nordeste
CLAUDIA ROLLI
VERENA FORNETTI
DE SÃO PAULO
A renda das mulheres cresceu mais do que a dos homens em três regiões metropolitanas do Nordeste pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 2010.
Em Fortaleza, Recife e Salvador, enquanto o rendimento feminino por hora avançou de 1,8% a 12,7%, o masculino variou de -0,2% a 9,7%.
Nas outras regiões do país, a renda feminina também avançou, mas em São Paulo e em Porto Alegre o incremento foi menor do que o obtido pelos homens. Em Belo Horizonte e no Distrito Federal, a variação foi semelhante.
A renda feminina foi puxada, principalmente, pelo comércio e pelos serviços domésticos –o Distrito Federal e em Recife, a indústria também se destacou. Para os homens, a construção civil esteve entre os setores com maior alta na remuneração.
(…)

Renda da mulher nordestina cresce mais que a do homem. Que horror ! | Conversa Afiada

segunda-feira, 7 de março de 2011

Mulheres, estas bruxas revolucionárias

Do blog MARIA DA PENHA NELES

Por tudo, continuo dispensando a rosa.

Mulheres, estas bruxas revolucionárias - Sobre o 8 de março

Luiz Müller - Luizmuller's Blog

image

Dia 8 de março é dia internacional da mulher. O império inventou uma história em meados do século 20 e espalhou pela face da terra: O dia 8 de março fora escolhido por eles, por que neste dia, em 1875, centenas de mulheres “coitadinhas” teriam sido queimadas vivas por um empresário malvado que provavelmente não aplicava bem as regras do capitalismo. Pois hoje através de pesquisadores, sabemos que esta história é uma fraude. O dia 8 de março de 1875 caiu num domingo, e embora as mulheres (e homens) trabalhassem 14 horas por dia, sem as mínimas condições de segurança e saúde, inclusive nos sábados, os bons capitalistas americanos eram todos cristãos e o domingo era dia sagrado de descanso. Uma fraude pra tentar esconder a capacidade revolucionária da mulher. Mais uma. Na Idade média elas eram as bruxas que aterrorizavam os homens com suas idéias revolucionárias e eram queimadas nas fogueiras. De bruxas malvadas a coitadinhas. Não mesmo.  A história verdadeira é outra. E está assim, bem resumida, na Wikipédia: Na Rússia, as mulheres  foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.

Verdade seja dita: foram as mulheres que iniciaram a maior revolução do século 20. E o que elas pediam “Pão e Paz”. Queriam os soldados russos de volta, por que eram seus filhos e maridos que morriam como bucha de canhão nos fronts de batalha. Queriam uma vida digna. Como querem até hoje as mulheres revolucionárias que na idade média eram chamadas de bruxas e queimadas nas fogueiras, e hoje tem sua história mal versada pelos capitalistas que insistem em rebaixar o papel da mulher e as próprias mulheres a um papel secundário. Recebem menores salários que os homens embora já sejam maioria como chefes de família. O capital as explora e muitas ainda são vítimas da dupla jornada e de violência doméstica. É tempo de reescrever a história. É tempo de abrir os olhos da humanidade para o que Marx disse no século 19: “A exploração do homem pelo homem só terminará quando o homem deixar de explorar a mulher”. Este parece ser o tempo das mulheres: Aqui no Brasil a Presidenta Dilma é símbolo desta evolução. Que este avanço seja o começo da revolução definitiva, que acabe com a exploração da mulher pelo homem, para que possamos acabar definitivamente com a exploração do homem pelo homem e salvar a humanidade das agruras do sistema capitalista que, vira e mexe, está em crise, e cada uma das crises são os trabalhadores e trabalhadoras que tem seus direitos atacados.

VIDA LONGA A LUTA DAS MULHERES POR DIGNIDADE PARA TODA A HUMANIDADE! QUE O DIA 8 DE MARÇO NÃO SEJA MAIS UM DIA DE DITRIBUIR ROSAS E MENSAGENS. É PRECISO QUE A REVOLUÇÃO CONTINUE, POR QUE MULHERES E HOMENS AINDA SÃO VÍTIMAS DA EXPLORAÇÃO NO MUNDO TODO. E ENQUANTO HOUVER UMA MULHER EXPLORADA POR UM HOMEM OU UM HOMEM SENDO EXPLORADO POR UM HOMEM, NÃO TEREMOS A PAZ NECESSÁRIA PARA QUE O PÃO CHEGUE A TODAS E TODOS.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Professor, posso falar?

Do Blog "Brasil que eu quero - Daily News"

Por Miguel do Rosário - Do Gonzum - 21.12.2010    

Buscar a conciliação me parece o mais sensato a fazer agora. Essa brigalhada na web gerou muita energia negativa e desagregou a blogosfera progressista. É ingenuidade, porém, querer encerrarmos a polêmica através de um silêncio forçado, através de uma paz artificial. Os assuntos precisam ser debatidos até o fim. Em seu último post sobre o tema, o Idelber adotou posições das quais continuo discordando, e faço-o aqui com a maior educação e respeito, para expandir o debate e tentar, como se diz, fazer desse limão uma limonada.

O texto de Idelber, com toda sua pompa, faz uma série de generalizações rasas. Ele usa a reação de alguns comentaristas de seu blog como exemplo, além das observações de botequim de uma amiga, para fazer um julgamento absolutamente empírico sobre todos os homens do planeta Terra, acusando-os por sua vez de emitir opiniões empíricas e rasas sobre o feminismo. Ou seja, ele pode fazer um julgamento empírico, os “homens” não.

Confiram trecho:

(…) quando homens emitem “opiniões” sobre o feminismo, elas não costumam vir embasadas em bibliografia ou sequer em escuta da experiência das mulheres narrada por elas próprias. Arma-se alguma capenga simetria entre machismo e feminismo, decreta-se que “as” feministas são isso ou aquilo e encerra-se o assunto sob viseiras, em geral acompanhado de algum choramingo contra “elas”, que são “radicais” ou “patrulheiras” (confesso que “barraqueira” eu ouvi pela primeira vez esta semana), sem que nenhum esforço tenha sido despendido na escuta do outro, neste caso na escuta da outra. Note-se, por favor (já que malentendido, teu nome é Internet), que não me refiro a uma opinião sobre tal ou qual leitura feminista de tal ou qual texto de Clarice Lispector, mas às emissões de “opinião” sobre o que “é” o feminismo. Essas, invariavelmente, são um desastre.

A que homens se refere? A que opiniões? Por que opiniões vem entre aspas? Quando eu emito uma opinião sobre um assunto político eu tenho que obrigatoriamente me embasar sobre a bibliografia citada pelo interlocutor? Idelber parece confundir debate político (e feminismo é uma questão política, e das mais populares, não há sentido compará-la ao estudo da “hermenêutica” ou “fenomelogia”) com a formulação de uma tese acadêmica.

Essa postura (equivocada, a meu ver) será aprofundada nos parágrafos seguintes:

Essa prática sempre me pareceu espantosa, porque ninguém, nem mesmo um daqueles jornalistas mais caras-de-pau de MOSCOU, se arriscaria a ter “opinião” sobre, digamos, fenomenologia ou hermenêutica sem antes equipar-se minimamente para tanto. Todavia, sobre o feminismo, uma constelação de pensamentos, escritas e práticas políticas das mulheres não menos complexa, multifacetada, ampla e profunda que aquelas duas escolas, e sem dúvida mais influente que ambas, os homens, em geral, e com visível desconforto e pressa, acham que podem ter “opinião”, passar juízo, assim, sem mais nem menos, sem sequer dar um checada nas estatísticas de violência doméstica, estupro ou diferença salarial entre homens e mulheres ou ouvir uma feminista. Não falemos de ler alguma coisa de bibliografia, uma Beauvoir ou Muraro básica que seja. Acreditam sincera e piamente que essa sua atitude não tem nada a ver com o machismo.

Quem os homens pensam que são para ousar ter opinião (que vem novamente entre aspas; eu queria saber por que vem entre aspas, que têm uma função neste caso notoriamente pejorativa)? Sobre checar as estatísticas de violência doméstica, etc, ou ouvir uma feminista, Idelber novamente generaliza: ele cria um personagem caricatural, que não tem noção de nada, que nunca leu uma notícia sobre violência doméstica nem sobre diferença salarial, que nunca conversou ou ouviu uma feminista, e pespega essa imagem em todo homem que tem opinião (com aspas). Daí ele nos brinda com uma condescendência paternal, abordando novamente a não leitura do cânone feminista. Ora, me desculpe, mas para mim isso é pedantismo puro e descarado, na pior acepção do termo, pois um intelectual que se preza deveria nos trazer ao menos uma síntese, ou resumo, de alguns conceitos contidos naqueles livros. É assim que se produz cultura. É assim que se instiga as pessoas a procurarem os livros mencionados.

Não acho democrático que, diante de um tema político (e popular, repito, não posso conceber que se compare o tema “feminismo” com o estudo da fenomelogia alemã do século XIX), se exija do interlocutor a leitura de uma determinada obra como pré-condição para participar do debate. Se a pessoa acha essa obra tão fundamental, que exponha, então, os seus principais conceitos.

A atitude de Idelber nada mais é do que uma “carteirada” acadêmica. Ele cria um interlocutor imaginário, uma figura caricata, que ele se empenha em detonar. Ao não pessoalizar o ataque, contudo, ele parece estar dando socos intelectuais num boneco de ar, que não pode responder, e ao mesmo tempo posa de campeão de boxe.

Que eu saiba, existem zilhões de livros no mundo e acho impossível alguém lê-los todos. Pior, lembrar deles. Shopenhauer tinha uma frase engraçada sobre isso: dizia que pretender guardar tudo o que se lê na memória corresponderia a segurar no estômago tudo que se comeu ao longo da vida. Ou seja, o sujeito pode ter lido Simone de Beauvoir há vinte anos e hoje não se lembrar de nada, de maneira que para participar do debate sobre feminismo, teria que não apenas ler os livros mencionados, como relê-los, anotá-los, estudá-los detidamente para depois fazer a prova no blog do Idelber.

Essas exigências todas, a meu ver, transformariam o debate feminista numa conversa incrivelmente restrita, uma panelinha acadêmica, mesmo entre as mulheres. Trata-se de uma visão antidemocrática, elitista, e também profundamente antifilosófica, pois inibe o diálogo e a participação de quem não seria “iniciado” nas teorias do “feminismo”.

Mesmo sem leitura nenhuma no assunto, creio que qualquer pessoa tem potencial para dar uma contribuição criativa, a partir de sua experiência pessoal. Você não percebe, Idelber, que seus critérios produziriam uma hierarquia absurda, inclusive e sobretudo entre as próprias mulheres? Haveria uma categoria de sábios ou sábias que se arvorariam donos da verdade na questão do “feminismo”, por terem lido esses livros. Mas quem garante que esses livros não contém uma série de conceitos equivocados? Quer dizer, entendo que existe um feminismo enquanto tese acadêmica ou ciência, mas existe sobretudo, a experiência viva de todo ser humano diante da condição da mulher no mundo. E o homem deve ser estimulado a falar, a dar uma opinião franca e espontânea sobre o tema, e não ser censurado e intimidado como se pretende em seu blog.

Ele continua assim:

Quando esses homens são confrontados por uma feminista, seja em sua ignorância, seja em sua cumplicidade com uma ordem de coisas opressora para as mulheres, armam um chororô de mastodônticas proporções, pobres coitados, tão patrulhados que são. Todos aqueles olhos roxos, discriminações, assédios sexuais, assassinatos, estupros, incluindo-se estupros “corretivos” de lésbicas (via Vange), objetificações para o prazer único do outro, estereotipia na mídia, jornadas duplas de trabalho, espancamentos domésticos? Que nada! Sofrimento mesmo é o de macho “patrulhado” ou “linchado” por feministas! A coisa chega a ser cômica, de tão constrangedora.

Idelber faz insinuações, por mais melífluas que sejam, ao debate do post anterior, onde eu figurei como um dos debatedores. Ele continua batendo no boneco de ar, mas na sua imaginação (e na dos leitores), os rostos ali projetados são de pessoas conhecidas, que não são dignas, porém, de serem nomeadas. Não é da gente que ele está falando. O que ele chama de chororô é a reclamação que fizemos de que nossas intervenções não foram respondidas com argumentos, e sim com respostas evasivas, esnobes, além de criativas variações em torno da palavra “ignorante”. Além de não podemos falar de feminismo sem antes ler os livros da estante do Idelber, temos que aguentar calados que nos esculachem. Noto ainda uma visão “machista” do homem, pois ele dá a entender que não podemos ter sensibilidade, não podemos nos sentir ofendidos, não podemos chorar.

Desfila-se todo o rosário dos melhores momentos do sexista: como posso ser machista se tenho mãe, mulher e filha, como posso ser machista se quem passa minhas roupas é uma mulher, como posso ser machista se de vez em quando ‘divido’ o serviço doméstico com ela, como podem considerar o feminismo um elogio se o machismo é um insulto, por que as feministas ficam nos dividindo, por que as feministas ficam sendo radicais demais e a longa lista de etecéteras bem conhecida das mulheres que têm um histórico de discussão do tema. Os caras sequer são capazes de renovar os emblemas frasais de sua ignorância.

No meu egocentrismo paranóico, senti aquele “rosário” como mais alfinetada em minha pessoa. Agora não apenas sou machista, como também sexista. Maravilha. E usa a tática recorrente de outros comentaristas do post anterior, e sobre a qual protestamos reiteradamente. Só faltou botar aspas, como fez a outra, para nosso pensamento. Ninguém falou isso que Idelber disse. Ele novamente está batendo num joão-bobo. Eu, por exemplo, dei o exemplo de minha mulher não para vir ao debate com o argumento infantil: “tá vendo? minha mulher concorda comigo”, mas porque minha opinião vinha sendo sistematicamente discriminada pelo fato d’eu ser homem, a ponto de sequer ter o direito de ser chamado de “homem”. A interlocutora (para ser mais preciso, a senhora Lola), passou a nos chamar simplesmente de “machos”, o que, já disse, considerei ofensivo naquele contexto. Nunca me passaria pela cabeça chamá-la de “fêmea”. O que eu quis dizer, e creio que expliquei direitinho, mas se recusaram a entender, é que minha mulher é, na minha opinião, uma feminista. Ela faz uma revista voltada (ao menos nos seus primeiros números) para o público feminino, uma revista que luta abertamente em prol da autoestima e da valorização da mulher. Mas ela também luta contra esse feminismo pedante, acadêmico e agressivo, que, na opinião dela, apenas atrapalha a vida pessoal da mulher e gera estereótipos negativos e contraproducentes para o feminismo.

Quando eu falo em agressividade, não é porque peço um feminismo “dócil”. Não peço nada. Apenas contesto uma maneira de debate fundamentada em acusações de que o outro é ignorante, sem que o interlocutor se disponha a formular sequer UM conceito criativo. Aliás, ainda tem isso, essa falta de criatividade, esse pendurar-se em pensamentos alheios, em conceitos criados nos Estados Unidos há trinta anos, sem atualizá-los à luz dos novos tempos e da realidade brasileira.

Continuando, Idelber aprofunda a generalização e transforma um debate que nem é mais tanto sobre o feminismo, mas que se torna quase um debate sobre a liberdade de expressão, numa crítica abstrata e superficial aos “blogueiros progressistas”.

Foi o caso, nestes últimos dias, de alguns dos blogueiros autoidentificados, a partir de um encontro recente em São Paulo, como “progressistas” (não está muito claro de onde vem nem para onde vai esse “progresso” nem em que consiste o “progredir”, mas é evidente que sou ferrenho defensor da primazia da autoidentificação: que cada um se chame como gosta, contanto que me incluam fora desta; este é um blog de esquerda). O progressismo blogueiro é visivelmente masculinista, e que ele reaja com tão ruidosa choradeira ao mero aflorar de uma crítica feminista é só mais uma óbvia confirmação do fato.

Idelber resolveu implicar com o termo “progressista”, uma preocupação que semelha a busca frenética de pêlos em ovo. Ora, e “esquerda”, não é um termo etimologicamente muito mais estranho? Esquerda também é um termo “resolvido”? Até entendo que ele queira criticar o termo “progressista”, mas a maneira como ele o faz, no contexto da luta política que vivemos, e da posição que ele, Idelber, tem assumido, é desagregadora e desleal. Ora, o termo “progressista” é um tema em aberto. O importante não é tanto o nome do personagem, mas a sua ação, o que ele faz, o que ele pensa. Sobre esse “visivelmente masculinista”, é uma acusação ou qualificação puramente pernóstica. Mais que isso, é enfadonho, como se alguém quisesse desqualificar a revolução francesa por ter sido liderada por homens. É um feminismo barato. Esse sim, a meu ver, é o pior tipo de sexismo. Idelber insinua, por acaso, que os blogueiros progressistas “vetam” deliberadamente a participação de mulheres no movimento? O Encontro Nacional trouxe um enorme número de mulheres. Claro, os blogueiros “grandes” são homens, e certamente pode-se encontrar em toda parte alguma espécie de machismo. Mas é um processo. As mulheres estão ganhando participação e esse tipo de divisionismo sexual, essa tentativa de criar uma guerra entre os sexos, me parece profundamente antipático.

Aí o post sai do estágio do pedantismo e envereda para o da arrogância pura:

Uma das características do masculinismo progressista é sua tremenda dificuldade em entender a lição de Ana que, escrita num contexto de discussão do racismo, também se aplica aqui: não é sobre você que devemos falar. Não é sobre seu umbiguismo, não é sobre seu desconforto, não é sobre a sua necessidade de que as feministas sejam dóceis (ou não “divisionistas”) o suficiente para que possam carimbar e avalizar o seu tranquilizador atestado de boa consciência. Pra isso o Biscoito Fino e a Massa recomenda outra coisa: psicanálise freudiana. No Brasil de Lula e Dilma, já não é coisa tão cara, pelo menos para a maioria dos que leem esta bodega.

Ã? Masculinismo progressista? O que é isso? O que o caracteriza é não entender a lição de “Ana”? Para sermos alguém na vida e nos libertamos de nossos terríveis preconceitos machistas, bastar-nos-á então ler os textos gentilmente indicados por Idelber? No caso, nem é um texto sobre feminismo, é sobre racismo. Daqui a pouco, Idelber vai dizer que os “blogueiros progressistas” são racistas… Aliás, inúmeros comentaristas nessa polêmica insinuaram isso, ao mencionar blogueiros homens-brancos, sem sequer se preocupar em saber que boa parte de nós, blogueiros progressistas, somos pardos e negros. Idelber menciona também o “umbiguismo”, dando vazão ao que eu considero uma discriminação contra uma maneira de escrever, que eu gosto muito, que é de fundamentar conceitos a partir do que conhecemos de nós mesmos. Eu particularmente acho mais honesto e científico basear-se na minha experiência pessoal, no meu umbigo, do que, num debate sobre liberdade de expessão, discorrer sobre as mulheres negras de Uganda. Sobre a análise freudiana, parece-me um ótimo conselho, mas para o próprio autor.

O texto prossegue com xaropadas sobre sexismo, acusando os homens – reles homens! – de cometer a petulância de organizar um movimento na blogosfera! A linguagem de Idelber assusta. Ele conclui com uma espécie de carteirada final, ao dizer que: “Pessoalmente, sou fã da polêmica que se dá entre as feministas materialistas britânicas, em que uma teoria mais funcionalista das relações entre opressão de classe e opressão de gênero se enfrenta com uma teoria entitulada “sistemas duais”, que argumentava pela independência relativa entre capitalismo e patriarcado (embate sociológico dos bons, nos quais nunca, claro, se fixa uma conclusão, mas durante os quais se exploram hipóteses interessantes).”

Bem, eu imagino que essa polêmica aí das feministas materialistas britânicas deve ser algo tremendamente emocionante, mas neste caso, eu prefiro continuar sendo um ignorante.

Por fim, a pérola final do grande Idelber:

Ninguém é obrigado a ser inteligente o tempo todo, mas quando se trata de aprender a escutar, humildade e decência costumam ser as duas qualidades mais importantes da trinca.

Bem, essa aí é fácil responder: basta mandar a bola de volta para quem chutou. Escutar pessoas, homens ou não, que não são expertise em feminismo materialista britânico dual, mas que tem outras experiências de vida interessantes, também seria saudável para Idelber e companhia.

PS: Não quis ofender ninguém ao usar os termos “pedante” ou “arrogante”, mas um debate fica insuportavelmente chato se a gente não puder ter a liberdade de cutucar o interlocutor.

"Brasil que eu quero - Daily News": Professor, posso falar?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Eleições: TSE julga improcedente ação contra sindicato

Blog da Dilma
novembro 25th, 2010 | Autor: CelsoJardim

Elas por Elas revista do Sinpro-MG

A ministra Nancy Andrighi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta terça-feira (23) que é improcedente a representação que acusava o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG) de fazer propaganda em favor da então candidata à Presidência da República Dilma Rousseff.
A acusação foi feita pela coligação “O Brasil Pode Mais”, do candidato José Serra, para quem a publicação de uma entrevista com Dilma na revista periódica da entidade teria caracterizado propaganda irregular em favor da candidata.
O sindicato afirmou em sua defesa que a publicação “Elas por Elas” é voltada para o público feminino e que a entrevista guarda total correspondência com os propósitos da revista, considerando a relevância de haver candidaturas de mulheres ao posto de presidente da República.
Em sua decisão, a ministra Nancy Andrighi considerou que não ocorreu irregularidade na publicação da revista do sindicato, pois não foi manifestado nenhum tipo de preferência ou favorecimento, uma vez que a mesma edição também trouxe entrevista com a também candidata ao cargo Marina Silva.
Para a ministra, a publicação limitou-se a tratar de assuntos que tinham conexão com a temática da revista.
Ao analisar outra acusação sobre propaganda realizada em informativo do sindicato que teria sido distribuído aos sindicalizados, a relatora concluiu que não houve provas. Isso porque a coligação de José Serra apresentou apenas a cópia de um e-mail que, em tese, teria trechos do informativo.

*Celso Jardim

http://blogdadilma.blog.br/2010/11/eleicoes-tse-julga-improcedente-acao-contra-sindicato.html

Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher

Viomundo - O que você não vê na mídia
25 de novembro de 2010 às 1:25

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Hoje é o dia Internacional da Não Violência contra a Mulher.

Há cinco dias blogueiras, blogueiros, twitteiras e twitteiros mudaram seus avatares e vêm postam temáticas relacionadas à campanha. Ela prossegue até o final do mês em diferentes ações no mundo offline. Uma das primeiras ações na blogosfera e redes sociais foi da Niara do Pimenta com limão. No twitter acompanhe a hashtag #FimDaViolenciaContraMulher
No Observatório de Gênero alguns dados das ações sobre a campanha Ponto Final. Aqui, o site oficial da Campanha, que explica a sua história e sua importância.

Abaixo um dos vídeos da campanha.

De minha parte convido os leitores a lerem ou relerem Sexismo emburrece e mata, um post longo que publiquei aqui no blog, em julho, e que ainda acho que tem elementos para refletimos sobre a importância do dia de hoje.

Abaixo dois vídeos da campanha Ponto Final na violência contra mulheres e meninas:

Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher | Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Violência contra as mulheres atinge 'proporções epidêmicas', diz Unesco

Blog Mulher Ativista
PARIS - A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) declarou nesta quarta-feira, 24, que a violência contra as mulheres atinge "proporções epidêmicas", visto que uma em cada três no mundo foi objeto de violência física, manteve relações sexuais forçadas ou foi vítima de maus tratos ao longo da vida.
Por isso, a Unesco planejou uma semana de eventos em torno desse problema, entre os quais uma conferência sobre "A mulher, a água e o desenvolvimento sustentável na África", no escritório de Paris.
Segundo a entidade, a comemoração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, nesta quarta, "nos lembra as proporções epidêmicas que esse problema de nefastas consequências para a saúde e o bem-estar pessoal das mulheres está tomando, assim como para o desenvolvimento social e econômico em geral".
A violência contra as mulheres constitui uma "violação inadmissível de seus direitos e liberdades fundamentais", declarou a diretora geral da Unesco, Irina Bokova.

http://www.estadao.com.br

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Somos milhões de mulheres como Dilma

Blg do Miro
Altamiro Borges:

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Reproduzo manifesto das mulheres em apoio a Dilma Rousseff, já assinado por mais de 300 lideranças do movimento feminista:
A onda de difamação e boataria que tem marcado a campanha contra a candidata à presidente Dilma Rousseff é um enorme retrocesso na vida política do país.
Vemos, indignadas, as tentativas de desqualificá-la e de transformar uma campanha democrática em uma “guerra suja”.
Comprovamos, indignadas, como as camadas mais retrógradas da sociedade brasileira não suportam as transformações que o governo Lula – com Dilma – trouxe para o país. Fazendo-o crescer com distribuição de renda e mais justiça social. Mais educação. Mais emprego e moradia. Mais saúde. Mais cultura. Mais comida na mesa dos brasileiros.
Como os ataques e boatos contra a Dilma têm sido, sobretudo, dirigidos a ela em sua condição de mulher, queremos aqui, ao lado de milhões de mulheres brasileiras, defendê-la.
Somos mulheres cidadãs, trabalhadoras, independentes, profissionais, donas de casa. Somos mulheres de todos os feitios, profissões e crenças. Somos mulheres de todas as idades: jovens, filhas, mães, avós e bisavós. Muitas entre nós foram, como Dilma, presas, torturadas, perseguidas, viveram no exílio, na clandestinidade. Muitas, entre nós, viveram, como ela, o mesmo processo de luta contra a Ditadura Civil-Militar que por 21 anos esmagou e envergonhou nosso país. Muitas, entre nós, viveram, como a Dilma, todo o processo de luta que nos trouxe ao país de agora que ela está ajudando a construir. Somos todas Marias, Clarices, Dilmas e Severinas.
Queremos a continuidade das transformações pelas quais o país vem passando. Queremos uma vida melhor para todos os brasileiros. Queremos homens, mulheres, jovens e crianças vivendo felizes em um país de tolerância e justiça social.
O que decidiremos, no dia 31 de outubro, é o aprofundamento dessa alternativa de crescimento com justiça social, ou o retrocesso de crescer concentrando renda e aumentando a miséria do país. É isso o que está em jogo. Por isso, queremos Dilma como presidente!

Altamiro Borges: Somos milhões de mulheres como Dilma

Somos milhões de mulheres como Dilma

Blg do Miro
Altamiro Borges:

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Reproduzo manifesto das mulheres em apoio a Dilma Rousseff, já assinado por mais de 300 lideranças do movimento feminista:
A onda de difamação e boataria que tem marcado a campanha contra a candidata à presidente Dilma Rousseff é um enorme retrocesso na vida política do país.
Vemos, indignadas, as tentativas de desqualificá-la e de transformar uma campanha democrática em uma “guerra suja”.
Comprovamos, indignadas, como as camadas mais retrógradas da sociedade brasileira não suportam as transformações que o governo Lula – com Dilma – trouxe para o país. Fazendo-o crescer com distribuição de renda e mais justiça social. Mais educação. Mais emprego e moradia. Mais saúde. Mais cultura. Mais comida na mesa dos brasileiros.
Como os ataques e boatos contra a Dilma têm sido, sobretudo, dirigidos a ela em sua condição de mulher, queremos aqui, ao lado de milhões de mulheres brasileiras, defendê-la.
Somos mulheres cidadãs, trabalhadoras, independentes, profissionais, donas de casa. Somos mulheres de todos os feitios, profissões e crenças. Somos mulheres de todas as idades: jovens, filhas, mães, avós e bisavós. Muitas entre nós foram, como Dilma, presas, torturadas, perseguidas, viveram no exílio, na clandestinidade. Muitas, entre nós, viveram, como ela, o mesmo processo de luta contra a Ditadura Civil-Militar que por 21 anos esmagou e envergonhou nosso país. Muitas, entre nós, viveram, como a Dilma, todo o processo de luta que nos trouxe ao país de agora que ela está ajudando a construir. Somos todas Marias, Clarices, Dilmas e Severinas.
Queremos a continuidade das transformações pelas quais o país vem passando. Queremos uma vida melhor para todos os brasileiros. Queremos homens, mulheres, jovens e crianças vivendo felizes em um país de tolerância e justiça social.
O que decidiremos, no dia 31 de outubro, é o aprofundamento dessa alternativa de crescimento com justiça social, ou o retrocesso de crescer concentrando renda e aumentando a miséria do país. É isso o que está em jogo. Por isso, queremos Dilma como presidente!

Altamiro Borges: Somos milhões de mulheres como Dilma

domingo, 29 de agosto de 2010

Maitê Proença fazendo escola entre os machos selvagens | Viomundo - O que você não vê na mídia

29 de agosto de 2010 às 18:06

O título deste post remete à declaração infeliz dada pela atriz global Maitê Proença, discutida aqui. Parece que Maitê encontrou adeptos da espécie ‘machos selvagens’ e sem noção que tanto aprecia. Um deles se identifica no twitter e no twitpic como @cesaradorno. Em seu perfil encontramos a seguinte descrição: “Cesar Adorno, Bio: Medico Veterinário nascido em Santa Cruz do Rio Pardo neto de imigrantes Italianos,Tucano por ideologia e Sãopaulino de coração!”(sic) No seu avatar vemos um twibbon de apoio ao candidato José Serra. Se é um perfil falso ou não, não podemos afirmar, só podemos deduzir que por traz dele existe um ser sem noção e que acredita que vale tudo na campanha, inclusive incorrer em alguns crimes.

A imagem que vocês podem ver reproduzida abaixo foi editada grosseiramente por algum incauto. As inscrições originais da faixa foram apagadas e em seu lugar foram inseridas mensagens de incitamento à violência contra a mulher, no caso: Dilma Rousseff.

Imagem editada que foi publicada por um usuário do twitpic que se identifica como Cesar Adorno.

As frases fazem apologia ao crime na medida em que remetem ao assassinato bárbaro de Elisa Samúdio, seu suposto mandante e possíveis executores.

José Serra não pode ser responsabilizado criminalmente pelos aloprados de sua campanha é fato, mas esse tipo de campanha suja invade a rede em inúmeras vertentes (já falamos sobre isso aqui e também aqui).

Mas o que me chama a atenção nestas manifestações preconceituosas, sexistas, por vezes racistas e na maioria das vezes repletas de preocineitos e classe para além do comportamento agressivo, ilegal e imoral é o fato de percebemos que na própria campanha oficial da coligação demotucana há estímulos à detratação, à desinformação, à disseminação de textos falsos. Veja aqui que tipo de e-mail os eleitores recebem quando se cadastram no site Serra45.

Por isso, infelizmente, constatamos que uma rede feminina de apoio ao PSDB no twitter tenha reproduzido a foto e a mensagem do ‘macho selvagem’ que se diz tucano e carteirinha.

Imagem capturada da tela do computador a Mobilizamulher PSDB.

É lamentável que uma rede feminina de apoio ao PSDB reproduza uma mensagem como essa que traz a tag #eurimuitoooo, como aponta Cinthya Semíramis no Sexismo na Política. O que há de divertido nesta manifestação tão sexista que incita violência contra a mulher?

As feministas históricas tucanas devem estar morrendo de vergonha alheia. Espero que façam mais que isto, espero que se mobilizem para repudiar e denunciar tais práticas que emporcalham a democracia e ferem os direitos humanos.

Maitê Proença fazendo escola entre os machos selvagens | Viomundo - O que você não vê na mídia