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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A baixaria desce a Serra!

Ficha falsa publicada pela Folha dizia “Terrorista/Assaltante de Banco”
Pensei inicialmente em tratar o título acima como uma interrogação. Mas as diversas notícias que já li hoje, não me deixaram dúvidas quanto ao que exclamei. Vai ter baixaria mesmo, montada pela equipe de trucagens de José Serra, e pelo próprio candidato, assim como fez em 2010 contra Dilma. Virei madrugadas desfazendo mentiras e terrorismos eleitorais, naquele ano em que iniciei a atividade paralela de blogueiro e que ingressei na luta pela democratização dos meios de comunicação (oligarquizados por Globo, Veja, Folha e Estadão). Em 2010, para eleger Serra, a Folha publicou uma ficha falsa de Dilma para criar a imagem de terrorista. As redes sociais desmontaram a farsa e a foto de Dilma tirada pelo DOPS se transforme em ícone para a militância.
imageSegurança de Serra acertou bolinha de papel. Serra acusou os petistas.
A Globo tentou vender um ataque petista a Serra, mas foi desmascarada pela Internet que provou que era uma bolinha de papel, e pior, jogada pelo próprio segurança do candidato.
A Veja lançou capas e capas aos sábados contra o governo Lula e o ministério de Dilma para dar o que falar no Jornal Nacional e nas edições de segunda a sexta de Folha e Estadão. Algumas capas da revista, como descobriu a polícia federal, eram encomendadas pelo Cachoeira.
Além da máfia midiática, Serra se usou do que há de mais conservador, moralista, fascista e reacionário nos espaços religiosos. Dos porões de igrejas, com padres ressurgidos da Santa Inquisição, saíram panfletos condenando Dilma que se Presidente faria a liberação do aborto. Como se a discussão, caso acontecesse mesmo, não passasse por um debate nacional. A própria mulher de Serra saiu às ruas para dizer aos eleitores que “Dilma iria matar criancinhas!”. A palhaçada só acabou quando uma ex-aluna de Mônica Serra revelou que a hipócrita professora universitária confidenciara aos alunos o aborto que fizera no Chile. Lá pode?
Folha publica a história do aborto de Monica Serra dias após a divulgação na internet. Na época Serra distribuía santinhos com a sua cara e assinatura em baixo dos dizeres “Jesus é a verdade e a justiça.”
A mesma linha de perseguição moral e religiosa foi lançada contra os homossexuais com as relações entre Serra e algumas igrejas evangélicas. Serra disseminou ódio e, naquele ano, aumentaram os casos de ataque a homossexuais, especialmente na cidade de São
Ataques homofóbicos na Paulista. A campanha eleitoral de 2010 promoveu intolerância
Paulo. A onda de e-mails com ódio religioso, puxou votos de Dilma para Marina, permitindo um segundo turno e chance para Serra.
A coligação de Dilma reagiu tarde, mas reagiu no início do 2º turno. Cadê o Paulo Preto? Dilma jogou no colo de Serra, durante o primeiro debate, o nome do correligionário e amigo do adversário, ligado ao escândalo da DERSA  ocorrido na administração serrista no Estado de São Paulo. Para não responder, Serra fingiu que não o conhecia, para no dia seguinte explicar que não o identificou pelo apelido de Paulo Preto. Foi chumbo contra chumbo.
Serra atrás de Paulo Preto, de quem se esqueceu no debate
Dilma ganhou, mas ficou o ódio puxado por Serra e pelo conservadorismo dos seus aliados que repelem mudanças como a da ascensão das classes D e E para a classe C. Após as eleições, o rastro de Serra estava espalhado pela internet com ataques morais e preconceituosos a nordestinos.
Confesso que tive medo de ver o Brasil dividido, não somente pelas condições entre os que não querem perder privilégios e os que não têm direitos, mas pelo sentimento de ódio. Hoje com aprovação pessoal beirando os 80% e rejeição de apenas 7% ao seu governo, o medo só fica por conta novamente do clima eleitoral já que Serra é candidato. Isso porque o medo é outro sentimento que Serra gosta muito de apresentar às pessoas no lugar de propostas, já que se ele tivesse alguma, a teria implementado após ter passado por tantos cargos, ainda que não tenha permanecido em nenhum deles até o final.
 
imageA Polícia Federal apreendeu dinheiro da empresa de Roseana e do marido, e publicou as fotos em toda a grande imprensa. Do 2º lugar nas pesquisas, sua candidatura desabou. A operação Lunus aconteceu quando o amigo de Serra, Delegado Marcelo Itagiba (acusado de comandar milícias nos morros do Rio e suposta inspiração do “Tropa de Elite 2”) estava na PF para moer adversários de Serra. O caso foi arquivada um ano depois pelo STF, por falta de provas.
imageRegina Duarte tinha medo de que Lula acabasse com tudo o que FHC tinha feito. A esperança venceu o medo e virou realidade.
Seu estilo não deve mudar. Deve ser o mesmo estilo que adota desde 2002, quando usou a Polícia Federal para acabar com a candidatura de Roseana Sarney  que estava em segundo lugar nas pesquisas, à frente de Serra, e quando Regina Duarte tentou vender o seu medo de Lula. A Folha e Veja devem publicar matérias contra Haddad que poderiam ter sido publicadas há um ano, mas que ficaram guardadas ou serão requentadas somente agora para não dar tempo para que sejam esclarecidas. A Globo vai continuar explorando a vaidade dos ministros do STF. Do Estadão não sabemos se haverá novo editorial em apoio a José Serra ou se será velado. As igrejas vão imprimir textos apócrifos para convencer fiéis e desavisados que Haddad não é um “homem de Deus”.
Livro apresenta documentos para contar como as privatizações de FHC geraram o maior processo de lavagem de dinheiro da história do país, protagonizado por sócios, amigos e parentes de Serra. O livro foi um dos mais vendidos e concorre ao Prêmio Jabuti, mas a grande mídia o esconde.
Vai ser assim nossa luta nas próximas duas semanas. Faço esse texto como uma espécie de vacina e alerta contra o que vem por aí. Além de debater propostas para uma cidade melhor do que esta, deixada por Serra e Kassab, vamos ter que ir da defesa para o ataque em vários momentos. Relembrar do Paulo Preto, da Privataria Tucana. Do dinheiro das privatizações das telecomunicações que foi lavado por obra e em favorecimento de amigos e parentes de José Serra. Do mensalão tucano que originou o segundo e que está na gaveta do STF e fora da pauta da grande mídia desde 1998. Enquanto não democratizarmos as comunicações de forma a diminuir o poder e o oligopólio dessas famílias que por décadas manipulam a informação, e garantir pelo controle social o direito de resposta das múltiplas forças políticas que compõem nossa sociedade, a batalha ficará por nossa conta, militância presente, seja nas redes sociais, seja nas ruas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Serra, Globo e bolinha de papel investigados

Já demonstramos que o vídeo da Globo foi uma armação (veja aqui). Também já publicamos vídeo (abaixo) que evidencia que a bolinha de papel foi arremessada por um segurança de Serra, ficando clara a intenção de criar um fato político. Agora Globo e Serra podem responder pelo vergonhoso episódio como publicou o Conversa Afiada (abaixo).

O próprio segurança de Serra atirou a bolinha de papel

Conversa Afiada

Cerra e Globo podem pagar caro pela bolinha de papel

Na foto, a cena do crime !

O amigo navegante Marcelo Zelic, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, enviou e-mail com informações sobre o caso da bolinha de papel na cabeça de Cerra durante a campanha presidencial deste ano.
Segundo Zelic, uma ação ao lado do Deputado Estadual Adriano Diogo solicita apuração dos fatos e a responsabilização deste caso, que pode ser considerado crime eleitoral.
A perícia independente da Rede Globo foi desmentida na internet, inclusive aqui no Conversa Afiada.
Clique aqui para ler “Professor desmoraliza fita adesiva do jn”.
E aqui para conferir o vídeo: “Outro vídeo desmoraliza a #globomente. É o que não falta”.
Confira trechos da carta de Marcelo Zelic:

A questão será decidida pelo Sr. Roberto Gurgel dando continuidade ao despacho do Procurador Regional Eleitoral Pedro Barbosa Pereira Neto do TRE-SP, apurando as mentiras apresentadas no caso “bolinhagate”.
É fundamental para que nas próximas eleições práticas subterrâneas como as que vivemos nas eleições 2010 sejam coibidas e o povo brasileiro possa escolher seus representantes sem a manipulação reincidente de uma emissora de tv e falsos debates em cima de fatos criados para atingir os adversários, distantes dos temas relevantes para uma boa decisão.

Se o Procurador Geral da República Sr. Roberto Gurgel decidir por se omitir e arquivar a apuração da farsa do bolinhagate; o estímulo à calúnia, à mentira visando ganho eleitoral e político, o jogo rasteiro do vale-tudo e a manipulãção estarão contemplados e liberados para a eleição de 2012.

Veja, também, os documentos em questão:








Confira o despacho do TRE-SP:


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Aécio detona FHC e aborto do Serra

Conversa Afiada

Tucanos e demos: um caso de amor

Saiu no Jornal O Globo:

Aécio: antecipar nome do PSDB é ‘tática suicida’
O senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta segunda-feira que a proposta defendida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que o próximo candidato tucano à Presidência seja escolhido em 2012 é uma “tática suicida e amadora”. Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Aécio repetiu que o PSDB precisa passar por uma “refundação”, outro ponto de discordância entre os dois.

- Eu acho que nós não podemos nos precipitar. Em 2012 talvez até já tenha um encaminhamento natural, e as coisas, quando caem naturalmente, caminham melhor. Mas você antecipar muito a indicação de um candidato é uma tática suicida e amadora. Eu não tenho vocação para a primeira e não tenho mais o direito de exercer a segunda. Então, é dar tempo ao tempo – afirmou Aécio.

Logo após o término da eleição, Fernando Henrique defendeu, pela primeira vez, a tese de antecipação para 2012 da escolha do presidenciável de 2014.

- O PSDB não pode ficar enrolando até o final se é A, B, C ou D. Dentro de dois anos, temos de decidir quem é esse ‘é’ e tem de ser de todo mundo, tem de ser coletivo – argumentou.

Aécio defendeu nesta segunda-feira que a indicação do nome do partido para a Presidência da República ocorra após as eleições municipais e ao término do processo de reestruturação do partido:

- Focarmos agora em candidatura presidencial é uma bobagem. Você pode achar que hoje eu sou uma alternativa, mas, daqui a dois anos, pode ter uma melhor. Vamos cuidar de construir um projeto para o país.

O senador mineiro admitiu que vai insistir no termo “refundação” do PSDB. O termo causou polêmica quando dito pela primeira vez, após a eleição. A ala paulista do partido vê a expressão como um primeiro passo dos tucanos mineiros para tentar assumir o comando da legenda. FH chegou a dizer que ela era “muito forte”:

- Alguns colocam algum obstáculo ou um pé atrás nessa coisa da refundação. Eu vou insistir nesse termo porque tem que ser algo profundo.

Depois de uma temporada de férias no exterior, o mineiro desembarcou em São Paulo nesta segunda-feira pela manhã para um almoço com o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) em busca de apoio para essa “refundação”. À noite, ele se encontraria com FH.

Aécio propõe um novo programa partidário para o PSDB – o atual é de 1988 -, mudança no comando da legenda nos estados onde os tucanos tiveram desempenho pífio e a criação de um núcleo de inteligência vinculado à direção nacional, composto por técnicos, para abastecer o partido de informações sobre o governo, orientando, assim, a atuação na oposição. Alckmin mostrou-se favorável.

- Estamos juntos para ajudar a reorganizar o partido. O partido foi fundado no final da década de 80. É importante atualizar o seu programa – disse o governador eleitor de São Paulo.

Aécio afirmou que o partido, equivocadamente, se aproximou de setores conservadores da sociedade nas eleições deste ano durante a discussão sobre temas polêmicos, como a legalização do aborto , e, segundo ele, é preciso voltar a ser um partido social-democrata e de centro-esquerda:

- Eu confesso que foi um retrocesso – disse.

Confira a entrevista de Aécio no Roda Viva:

Aécio detona FHC e aborto do Serra | Conversa Afiada

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Elite redesenha o Brasil. SP é Sul. E Rio e MG caem para o Nordeste

Conversa Afiada
Publicado em 02/11/2010

No restaurante Fasano, esses são os eleitores da Dilma (pobre Portinari !)

A Secretaria de Educação – que paga o salário PSDB, o Pior Salário Do Brasil – do José Serra produziu um livro de Geografia com dois Paraguais.
Agora, a Geografia do PiG (*), me lembrou o Vasco, redesenhou as regiões do Brasil para justificar o racismo.
É mais ou menos assim a Nova Geografia Política do PiG (*).
Quem vota na Dilma é pobre, nordestino, semi-analfabeto.
Os “migrantes” do Serra, aqueles com quem, na Móoca, ele falava “normalmente”.
É o esmoler da Bolsa Vagabundagem, diria a Monica Serra, aquela que, segundo alunas, fez aborto.
Como a Dilma ganhou, além de massacrar no Norte e no Nordeste,  ganhou também no Rio e em Minas.
Teve 46% dos votos de São Paulo e 50% dos votos do Rio Grande do Sul, o PiG (*) e a elite branca (e separatista, no caso de São Paulo) se dedicam agora a criar uma Nova Geografia, diz o meu amigo Vasco.
São Paulo foi deslocado para a Região Sul Maravilha – de brancos, olhos azuis e fala levemente germânica ou italiana, línguas que se empregam nos Açores, como se sabe.
Lá, como demonstrou Fernando Henrique Cardoso, não há negro ( o Paulo Paim nasceu no Kenya, na mesma maternidade do Obama).
(Clique aqui para ler o artigo arrasador que o Mino escreveu sobre o FHC)
Na Nova Geografia Política da Elite de São Paulo, o Rio e Minas foram miseravelmente rebaixados à segunda divisão: a Região Nordeste !
É assim que fica a divisão do país em regiões – e em preconceito racial.
É assim que frequentadores dividem o Brasil no restaurante Fasano.
Trata-se, na verdade, de uma tentativa de desqualificar a vitória da Dilma por goleada, é sempre bom lembrar: 56% a 44%.
Mas, quem tratou disso com muito mais seriedade do que o Vasco, um bonachão, como se sabe, foi o Azenha:

O preconceito que se esconde por trás do mapa vermelho e azul
por Luiz Carlos Azenha
Nem de longe é uma tentativa majoritária. E a imensa maioria dos analistas tem dito isso: o mapa que divide o Brasil entre azul e vermelho não conta toda a história da escolha de Dilma Rousseff.
Mas o mapinha simplório e simplista serve aos que pretendem ligar Dilma Rousseff ao suposto “atraso” das regiões Norte e Nordeste. O preconceito sempre dá um jeito de reaparecer, sob outros disfarces.
Dilma teve 58% dos votos de Minas Gerais, mais de 60% dos votos do Rio de Janeiro, quase 50% dos votos no Rio Grande do Sul e quase 46% dos votos em São Paulo.
Se todos os votos dos dois candidatos no Nordeste fossem descartados, ainda assim Dilma venceria a eleição, mas dizer isso assim pode soar — ao gosto dos que semeiam preconceitos — como desqualificação do voto do nordestino.
Individualmente, os governadores Eduardo Campos, Jacques Vagner, Sergio Cabral, Cid Gomes, a família Sarney e o vice-presidente José Alencar foram os grandes cabos eleitorais de Dilma.
Quanto ao preconceito, foi o alimento de uma das candidaturas e não há de desaparecer assim, por encanto. Neste momento, serve às tentativas de “deslegitimar” o resultado das eleições.

Em tempo: O dia em que o preconceito tomou conta do Twitter:

Caros e caras,
Bem-informados que são, vocês devem ter visto essa notícia. Porém, o Limpinho a reproduziu e está passando pra frente.
http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2010/11/31102010-o-dia-em-que-o-preconceito.html
É um absurdo… O Serróquio conseguiu catalisar todo tipo de preconceito e ódio.
Viva o Nordeste! Viva o povo brasileiro!

Em tempo 2: amiga navegante baiana me conta que uma cozinheira de estrelado restaurante de São Paulo chegou para a gerente (uma mulher, também) e disse que tinha acabado de saber que estava grávida, inesperadamente. A gerente, muito solícita, logo ofereceu: não, não se preocupe. A gente te manda para uma clínica, você faz o aborto rapidinho e a gente paga. E viva o Serra e a D. Monica !

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Elite redesenha o Brasil. SP é Sul. E Rio e MG caem para o Nordeste | Conversa Afiada

Os vexames da campanha: o aborto do Zé Baixaria e o “perito” Molina

Conversa Afiada
Publicado em 01/11/2010


O “perito” Molina examinará urnas para provar que o Serra ganhou

O Conversa Afiada republica post do Blog Amigos do Presidente Lula:

Os maiores vexames da eleição
No topo do ranking: um candidato que entrou na campanha como José Serra, e saiu dela como Zé Baixaria.
Depois vem os vexames, não necessariamente na ordem:
A campanha subterrânea de calúnias por email e telemarketing da campanha de Serra.
A TV Globo, como sempre, manipulou o tempo todo no Jornal Nacional. No dia dos candidatos escondia o melhor de Dilma, os comícios, o povo, e chegava e colocar cenas inócuas dela chegando em aeroportos e saindo de hotel, em detrimento dos atos de campanha. O ponto “alto”, que entrou para a história, ao lado de episódios como a Proconsult, foi a contratação da perícia do “especialista” Ricardo Molina sobre a bolinha de papel.
O William Bonner sendo cutucado pela Fátima Bernardes, para não ser tão grosseiro ao entrevistar Dilma.
A Folha com a ficha falsa e diversas manchetes falsas fabricadas para aparecer no horário eleitoral na TV de José Serra.
Os setores das Igrejas que tentaram transformar seu rebanho em curral eleitoral, em vez de pregar o voto consciente.
Vexame maior para a bispo de Guarulhos que não entendeu ou não quis entender, que opinião qualquer clérigo pode ter, mas o que ele estava fazendo era financiando campanha eleitoral com dinheiro da arquidiocese, o que acaba sendo uma forma de campanha paralela, proibida pela lei eleitoral, e cujo enquadramento legal é de caixa-dois.
Destaque para a atuação da vice-procuradora-geral-eleitoral Drª Sandra Cureau. Ela teve sua opinião formada pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista). Assimilou os viés oposicionista, foi na onda, e causou desequilíbrio, sucumbindo a pressão da opinião publicada e dos serristas, em vez de manter um olhar equidistante em suas avaliações subliminares, com olhos do brasileiro comum, do povo.

Os vexames da campanha: o aborto do Zé Baixaria e o “perito” Molina | Conversa Afiada

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cláudio Lembo e a tática do terror

Viomundo
25 de outubro de 2010 às 13:41

Segunda, 25 de outubro de 2010, 08h02

Violência virtual

Cláudio Lembo
De São Paulo

Em blog do Terra Magazine

Há um modismo na praça. Artificial. Utilizado, porém, por segmento específico do mercado eleitoral. Quando pessoas da classe média consolidada – a velha classe média – se encontram, um tema surge na conversa.

“Campanha violenta, não?” Estas pessoas não saem do interior de suas casas. Consomem, contudo, doses cavalares de emissões televisivas. Envolvem-se emocionalmente com acontecimentos isolados e de nenhuma significação.

São militantes verbais de um conflito que não existe. A atual campanha eleitoral desenvolve-se com normalidade surpreendente. Os candidatos se deslocam pelo imenso território nacional. São recebidos por seus correligionários, em número equivalente ao respectivo grau de simpatia.

Nas ruas, militantes ou contratados exibem bandeiras de seus partidos e candidatos, uns próximos dos outros, entre sorrisos e sadias provocações.

Nada que indique violência. Agressão ou desrespeito.

Na verdade, segmentos remanescentes dos velhos quadros conservadores – reacionários que levaram Vargas ao suicídio – utilizam-se da tática do terror verbal para anunciar anormalidades que não existem.

É louvável e salutar o comportamento dos eleitores, em todas as oportunidades. Portam-se com dignidade e recato cívico exemplares. Não usam insígnias ou quaisquer indicativos de opção partidária.

Reservam-se para registrar suas opções pessoas na urna eletrônica. Quem viveu outras épocas e outras situações, conheceu violência contra a militância política.

Nem sempre de natureza física, mas sempre presente a coação moral representada pelos órgãos de repressão de ditaduras. O temor das palavras proferidas e suas inevitáveis conseqüências: as perseguições de todas as espécies.

Agora, os candidatos expõem – se assim quiserem – o próprios pensamento ou de suas agremiações partidárias. Ninguém o repreende. Só o eleitorado poderá definir se recebeu bem a mensagem ou a rejeitou.

A onda de histeria, presente em diminutos setores, aponta para uma regressão ao passado, particularmente para os anos cinqüenta e sessenta, quando um ódio de minorias urbanas explodia contra políticos progressistas.

É ingênuo este posicionamento. A sociedade avançou e um eleitorado das dimensões do brasileiro se movimenta com rapidez e busca os candidatos correspondentes às suas necessidades e conquistas.

Sentir medo do novo é próprio do conservadorismo. Nada se mantém estático. Tudo evolui e a sociedade não é diferente. Avança e agrega sempre novos contingentes capazes de pensar e agir livremente.

Nesta campanha, em vários momentos, retornou-se ao passado. Os chamados setores “bem pensantes” foram em busca dos argumentos mais heterodoxos.

Nada abalou a tranqüilidade do eleitorado. A paz esteve presente em todos os movimentos eleitorais. Tudo correu com exemplar regularidade por toda a parte.

Onde, pois, o fundamento para infundados temores? A concepção de artifícios recorda outros tempos, quando cartas falsas derrubavam governos.

Na atualidade, as instituições funcionam com normalidade absoluta. Os encarregados de preservar a soberania agem com respeitabilidade exemplar.

Só alguns, portanto, portadores de velhos hábitos golpistas, agora em desuso pleno, mostram-se amedrontados. Encontrarem violência onde apenas existem episódios próprios de campanhas extensas no tempo.

Os candidatos estão esgotados e o eleitorado já massivamente decidido. Só resta aguardar o próximo domingo. Os agentes verbais de violências inexistentes devem – sem dureza – digitar o número de seu candidato.

O erro de escolha, sim, indicará uma violência contra os próximos quatro anos. O resto é ficção.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

Cláudio Lembo e a tática do terror

Viomundo
25 de outubro de 2010 às 13:41

Segunda, 25 de outubro de 2010, 08h02

Violência virtual

Cláudio Lembo
De São Paulo

Em blog do Terra Magazine

Há um modismo na praça. Artificial. Utilizado, porém, por segmento específico do mercado eleitoral. Quando pessoas da classe média consolidada – a velha classe média – se encontram, um tema surge na conversa.

“Campanha violenta, não?” Estas pessoas não saem do interior de suas casas. Consomem, contudo, doses cavalares de emissões televisivas. Envolvem-se emocionalmente com acontecimentos isolados e de nenhuma significação.

São militantes verbais de um conflito que não existe. A atual campanha eleitoral desenvolve-se com normalidade surpreendente. Os candidatos se deslocam pelo imenso território nacional. São recebidos por seus correligionários, em número equivalente ao respectivo grau de simpatia.

Nas ruas, militantes ou contratados exibem bandeiras de seus partidos e candidatos, uns próximos dos outros, entre sorrisos e sadias provocações.

Nada que indique violência. Agressão ou desrespeito.

Na verdade, segmentos remanescentes dos velhos quadros conservadores – reacionários que levaram Vargas ao suicídio – utilizam-se da tática do terror verbal para anunciar anormalidades que não existem.

É louvável e salutar o comportamento dos eleitores, em todas as oportunidades. Portam-se com dignidade e recato cívico exemplares. Não usam insígnias ou quaisquer indicativos de opção partidária.

Reservam-se para registrar suas opções pessoas na urna eletrônica. Quem viveu outras épocas e outras situações, conheceu violência contra a militância política.

Nem sempre de natureza física, mas sempre presente a coação moral representada pelos órgãos de repressão de ditaduras. O temor das palavras proferidas e suas inevitáveis conseqüências: as perseguições de todas as espécies.

Agora, os candidatos expõem – se assim quiserem – o próprios pensamento ou de suas agremiações partidárias. Ninguém o repreende. Só o eleitorado poderá definir se recebeu bem a mensagem ou a rejeitou.

A onda de histeria, presente em diminutos setores, aponta para uma regressão ao passado, particularmente para os anos cinqüenta e sessenta, quando um ódio de minorias urbanas explodia contra políticos progressistas.

É ingênuo este posicionamento. A sociedade avançou e um eleitorado das dimensões do brasileiro se movimenta com rapidez e busca os candidatos correspondentes às suas necessidades e conquistas.

Sentir medo do novo é próprio do conservadorismo. Nada se mantém estático. Tudo evolui e a sociedade não é diferente. Avança e agrega sempre novos contingentes capazes de pensar e agir livremente.

Nesta campanha, em vários momentos, retornou-se ao passado. Os chamados setores “bem pensantes” foram em busca dos argumentos mais heterodoxos.

Nada abalou a tranqüilidade do eleitorado. A paz esteve presente em todos os movimentos eleitorais. Tudo correu com exemplar regularidade por toda a parte.

Onde, pois, o fundamento para infundados temores? A concepção de artifícios recorda outros tempos, quando cartas falsas derrubavam governos.

Na atualidade, as instituições funcionam com normalidade absoluta. Os encarregados de preservar a soberania agem com respeitabilidade exemplar.

Só alguns, portanto, portadores de velhos hábitos golpistas, agora em desuso pleno, mostram-se amedrontados. Encontrarem violência onde apenas existem episódios próprios de campanhas extensas no tempo.

Os candidatos estão esgotados e o eleitorado já massivamente decidido. Só resta aguardar o próximo domingo. Os agentes verbais de violências inexistentes devem – sem dureza – digitar o número de seu candidato.

O erro de escolha, sim, indicará uma violência contra os próximos quatro anos. O resto é ficção.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

GUERRA SUJA: TERRORISTAS DE SERRA ATACAM BLOGUEIROS

CLOACA NEWS:
DOMINGO, 24 DE OUTUBRO DE 2010

Na última semana antes do segundo turno das eleições que decidirão se o Brasil seguirá mudando para melhor ou rumará para o reino das trevas, os bandidos contratados por José Serrapara atuar nos subterrâneos da internet iniciaram uma nova esórdida ação contra a blogosfera. As primeiras vítimas são oViomundo, de Luiz Carlos Azenha, e o Escrevinhador, de Rodrigo Vianna.

Desde a noite deste sábado, 23, quem tenta acessar os blogs dos dois jornalistas é surpreendido pelo aviso macabro de que o site foi “denunciado como foco de ataques!” (imagem acima).

Em comunicado postado às 20:10h, Azenha explica que “a integridade do site está mantida, ele permanece no ar e não dissemina malware”. E completa: “Já temos indícios da origem do problema e quando a investigação for concluída pretendemos tomar as medidas legais cabíveis. Pedimos aos leitores que copiem e disseminem o conteúdo do Viomundo em outros blogs como medida de segurança.”

Em tempo: diante da tela ameaçadora, o titular deste Cloaca News está clicando na linha “Ignorar este alerta”, no canto inferior direito do aviso, e navegando tranquilamente. Não fomos contaminados, de maneira alguma.

 

No Viomundo (blog atacado)
23 de outubro de 2010 às 20:10

Bolinha na cabeça do Viomundo

Caros leitores, ontem passamos das 4 milhões de páginas vistas/mês.
Pelo jeito, tem gente que não gostou disso.
Leandro Guedes, Kauê Linden e uma turma de hackers estão trabalhando para esclarecer as denúncias de malware feitas contra o Viomundo.
A integridade do site está mantida, ele permanece no ar e não dissemina malware!
Contamos com todos para disseminar esta informação e para enfrentar os que querem evitar que você acesse o site.

Luiz Carlos Azenha

PS: Problema resolvido. O Google já foi informado e deve eliminar o alerta nas próximas horas. Para quem usa o Firefox, favor desconhecer o alerta ou, no Ferramentas, Opções, Segurança, desmarcar Bloquear Sites Avaliados como Focos de Ataques.

 

No Escrevinhador

Blog foi atacado - mas já funciona normalmente!

Escrevinhador avança, e incomoda!

publicada segunda-feira, 25/10/2010 às 10:56 e atualizada segunda-feira, 25/10/2010 às 10:46

Amigos internautas: voltava eu da padaria na noite de sábado, com meia dúzia de pãezinhos e 200 gramas de presunto para o lanche da família, quando em meu celular começaram a chegar as primeiras mensagens – “o seu site foi hackeado”, “o seu blog foi invadido”, “alerta, querem tirar do ar todos os blogueiros progressistas”.

De fato, durante várias horas (da noite de sábado até a tarde de domingo), quem acessava o blog pelo “Google”  - ou usando sistemas operacionais  como o Firefox – encontrava a mensagem singela: “esse blog pode conter ameaças…” Freud explica: esse blog, de forma quixotesca, realmente ameaça determinados interesses. Mas o aviso (plantado por algum cracker) tinha como objetivo apavorar os leitores. Não adiantou.

Queria registrar aqui duas coisas:

- a grande maioria dos leitores não se intimidou, ao contrário, escreveu-me para prestar solidariedade e avisou que continuaria entrando no blog – com ou sem aviso, com ou sem terrorismo;

- a audiência do Escrevinhador, em vez de cair, só cresceu, ultrapassando a marca das 30 mil visitas no dia (a maior audiência para um sábado, desde que o blog foi ao ar pela primeira vez, há dois anos).

Queria esclarecer que o problema já foi resolvido. Um arquivo do blog fora invadido, enviando ao “Google” a mensagem de que o Escrevinhador era um blog “perigoso”. A mesma técnica de invasão foi usada contra o blog do Azenha. Eliminamos o arquivo, mas o “Google” demorou algumas  horas para fazer nova varredura – e atestar que o blog não era mais uma “ameaça”.

Agradeço, imensamente,  o apoio dos leitores. Foram dezenas de comentários e emails. Li todos eles. Não pude responder a todos. Mas agradeço! Foi um apoio importante, tenham certeza. Não deixa de ser irônico: passei os últimos dias aqui alertando para os “riscos” na reta final da eleição. E eu mesmo acabei sendo atingido. 

Muita gente – no twitter e nos comentários – saiu a culpar determinada campanha e certo partido pelo ocorrido. Peço aos leitores muita calma. Quero crer que a campanha e o partido a que os leitores se referem devem estar muito preocupados com as últimas pesquisas; não perderiam tempo com um “blog sujo” como esse aqui.

Quero crer, ainda, que o ataque tenha sido ação isolada de alguém que não gosta muito doEscrevinhador e do VioMundo – o blog do Azenha.

Pelo visto, o tiro saiu pela culatra. Serviu como alerta para deixar, a todos, ainda mais atentos às baixarias que já vieram e ainda podem vir nessa última semana de eleição . E ajudou a elevar a audiência do Escrevinhador – que já se aproxima de 1 milhão de pageviews nos últimos 30 dias, segundo a última medição do “Google Analytics”.

A bolinha de papel não ajudou Serra. Mas a invasão dos blogs – apesar de ter causadado alguma dor de cabeça ao Leandro Guedes (que cuida de nossa área técnica) – ajudou a levantar a audiência do Escrevinhador. Não precisamos disso pra crescer. Mas, de toda forma, agradecemos aos inimigos.

GUERRA SUJA: TERRORISTAS DE SERRA ATACAM BLOGUEIROS

CLOACA NEWS:
DOMINGO, 24 DE OUTUBRO DE 2010

Na última semana antes do segundo turno das eleições que decidirão se o Brasil seguirá mudando para melhor ou rumará para o reino das trevas, os bandidos contratados por José Serrapara atuar nos subterrâneos da internet iniciaram uma nova esórdida ação contra a blogosfera. As primeiras vítimas são oViomundo, de Luiz Carlos Azenha, e o Escrevinhador, de Rodrigo Vianna.

Desde a noite deste sábado, 23, quem tenta acessar os blogs dos dois jornalistas é surpreendido pelo aviso macabro de que o site foi “denunciado como foco de ataques!” (imagem acima).

Em comunicado postado às 20:10h, Azenha explica que “a integridade do site está mantida, ele permanece no ar e não dissemina malware”. E completa: “Já temos indícios da origem do problema e quando a investigação for concluída pretendemos tomar as medidas legais cabíveis. Pedimos aos leitores que copiem e disseminem o conteúdo do Viomundo em outros blogs como medida de segurança.”

Em tempo: diante da tela ameaçadora, o titular deste Cloaca News está clicando na linha “Ignorar este alerta”, no canto inferior direito do aviso, e navegando tranquilamente. Não fomos contaminados, de maneira alguma.

 

No Viomundo (blog atacado)
23 de outubro de 2010 às 20:10

Bolinha na cabeça do Viomundo

Caros leitores, ontem passamos das 4 milhões de páginas vistas/mês.
Pelo jeito, tem gente que não gostou disso.
Leandro Guedes, Kauê Linden e uma turma de hackers estão trabalhando para esclarecer as denúncias de malware feitas contra o Viomundo.
A integridade do site está mantida, ele permanece no ar e não dissemina malware!
Contamos com todos para disseminar esta informação e para enfrentar os que querem evitar que você acesse o site.

Luiz Carlos Azenha

PS: Problema resolvido. O Google já foi informado e deve eliminar o alerta nas próximas horas. Para quem usa o Firefox, favor desconhecer o alerta ou, no Ferramentas, Opções, Segurança, desmarcar Bloquear Sites Avaliados como Focos de Ataques.

 

No Escrevinhador

Blog foi atacado - mas já funciona normalmente!

Escrevinhador avança, e incomoda!

publicada segunda-feira, 25/10/2010 às 10:56 e atualizada segunda-feira, 25/10/2010 às 10:46

Amigos internautas: voltava eu da padaria na noite de sábado, com meia dúzia de pãezinhos e 200 gramas de presunto para o lanche da família, quando em meu celular começaram a chegar as primeiras mensagens – “o seu site foi hackeado”, “o seu blog foi invadido”, “alerta, querem tirar do ar todos os blogueiros progressistas”.

De fato, durante várias horas (da noite de sábado até a tarde de domingo), quem acessava o blog pelo “Google”  - ou usando sistemas operacionais  como o Firefox – encontrava a mensagem singela: “esse blog pode conter ameaças…” Freud explica: esse blog, de forma quixotesca, realmente ameaça determinados interesses. Mas o aviso (plantado por algum cracker) tinha como objetivo apavorar os leitores. Não adiantou.

Queria registrar aqui duas coisas:

- a grande maioria dos leitores não se intimidou, ao contrário, escreveu-me para prestar solidariedade e avisou que continuaria entrando no blog – com ou sem aviso, com ou sem terrorismo;

- a audiência do Escrevinhador, em vez de cair, só cresceu, ultrapassando a marca das 30 mil visitas no dia (a maior audiência para um sábado, desde que o blog foi ao ar pela primeira vez, há dois anos).

Queria esclarecer que o problema já foi resolvido. Um arquivo do blog fora invadido, enviando ao “Google” a mensagem de que o Escrevinhador era um blog “perigoso”. A mesma técnica de invasão foi usada contra o blog do Azenha. Eliminamos o arquivo, mas o “Google” demorou algumas  horas para fazer nova varredura – e atestar que o blog não era mais uma “ameaça”.

Agradeço, imensamente,  o apoio dos leitores. Foram dezenas de comentários e emails. Li todos eles. Não pude responder a todos. Mas agradeço! Foi um apoio importante, tenham certeza. Não deixa de ser irônico: passei os últimos dias aqui alertando para os “riscos” na reta final da eleição. E eu mesmo acabei sendo atingido. 

Muita gente – no twitter e nos comentários – saiu a culpar determinada campanha e certo partido pelo ocorrido. Peço aos leitores muita calma. Quero crer que a campanha e o partido a que os leitores se referem devem estar muito preocupados com as últimas pesquisas; não perderiam tempo com um “blog sujo” como esse aqui.

Quero crer, ainda, que o ataque tenha sido ação isolada de alguém que não gosta muito doEscrevinhador e do VioMundo – o blog do Azenha.

Pelo visto, o tiro saiu pela culatra. Serviu como alerta para deixar, a todos, ainda mais atentos às baixarias que já vieram e ainda podem vir nessa última semana de eleição . E ajudou a elevar a audiência do Escrevinhador – que já se aproxima de 1 milhão de pageviews nos últimos 30 dias, segundo a última medição do “Google Analytics”.

A bolinha de papel não ajudou Serra. Mas a invasão dos blogs – apesar de ter causadado alguma dor de cabeça ao Leandro Guedes (que cuida de nossa área técnica) – ajudou a levantar a audiência do Escrevinhador. Não precisamos disso pra crescer. Mas, de toda forma, agradecemos aos inimigos.

sábado, 23 de outubro de 2010

Caminhão com alimentos e propaganda de Serra é apreendido na ERS-135

Correio do Povo
21/10/2010 21:27 - Atualizado em 21/10/2010 22:33

Veículo foi interceptado pela Brigada Militar após denúncia ao Ministério Público Eleitoral

image

Patrulheiros do Comando Rodoviário da Brigada Militar apreenderam, no final da tarde desta quinta-feira, um caminhão carregado com sacolas de alimentos e propagandas do candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra. O veículo, que foi utilizado na campanha de um candidato a deputado estadual pelo PSDB, foi interceptado junto ao Posto do Pedágio na ERS-135, entre Passo Fundo e Coxilha, devido a uma denúncia recebida pelo Ministério Público Eleitoral.
O promotor eleitoral Paulo Cirne recebeu a denúncia de que um caminhão estaria percorrendo a periferia de Coxilha, distribuindo alimentos. Segundo as informações repassadas ao promotor, junto com a sacola de alimentos, os beneficiados recebiam uma bandeira da campanha de José Serra. Paulo Cirne passou o alerta para o posto do Comando Rodoviário da BM com os patrulheiros interceptando o caminhão carregado ainda com várias sacolas de alimentos.
O motorista e um ajudante foram presos em flagrante por crime eleitoral e conduzidos para a Delegacia de Policia Federal em Passo Fundo. Até às 20h40min, eles continuavam sendo ouvidos na Polícia Federal.

Caminhão com alimentos e propaganda de Serra é apreendido na ERS-135

Correio do Povo
21/10/2010 21:27 - Atualizado em 21/10/2010 22:33

Veículo foi interceptado pela Brigada Militar após denúncia ao Ministério Público Eleitoral

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Patrulheiros do Comando Rodoviário da Brigada Militar apreenderam, no final da tarde desta quinta-feira, um caminhão carregado com sacolas de alimentos e propagandas do candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra. O veículo, que foi utilizado na campanha de um candidato a deputado estadual pelo PSDB, foi interceptado junto ao Posto do Pedágio na ERS-135, entre Passo Fundo e Coxilha, devido a uma denúncia recebida pelo Ministério Público Eleitoral.
O promotor eleitoral Paulo Cirne recebeu a denúncia de que um caminhão estaria percorrendo a periferia de Coxilha, distribuindo alimentos. Segundo as informações repassadas ao promotor, junto com a sacola de alimentos, os beneficiados recebiam uma bandeira da campanha de José Serra. Paulo Cirne passou o alerta para o posto do Comando Rodoviário da BM com os patrulheiros interceptando o caminhão carregado ainda com várias sacolas de alimentos.
O motorista e um ajudante foram presos em flagrante por crime eleitoral e conduzidos para a Delegacia de Policia Federal em Passo Fundo. Até às 20h40min, eles continuavam sendo ouvidos na Polícia Federal.

A fraude da Globo

A Globo não se preocupa com sua pouca credibilidade. Assim como Serra, foi para o tudo ou nada. Com uma fraude grosseira, a ponto de desmascarada poucas horas depois pela internet, como o fez o Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil, José Antonio Meira da Rocha. No site de Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada, o professor publicou as imagens do celular exibidas pela Globo. Para facilitar a visualização, recortei de cada quadro a seção em que aparece Serra.

image

imageO primeiro quadro mostra ao fundo de Serra a cabeça de uma pessoa, cujo reflexo forma um arco. Com o deslocamento essa pessoa é encoberta pela cabeça de Serra, mas o arco de reflexo sempre aparece parcialmente. Observe que Serra nos últimos quadros sai da sombra para o sol. No último quadro, a pessoa vista atrás de Serra aparece totalmente iluminada pelo sol e o arco desaparece. Não se observa nenhum objeto se aproximando ou se afastando em relação ao quadro utilizado pela Globo como prova de que Serra fora atingido por um rolo de fita crepe. O quadro que a Globo apresentou como prova foi o sexto da esquerda para a direita, onde as setas indicam o que para a Globo seria um objeto atingindo Serra.

imageO perito solicitado pela Globo, Ricardo Molina, não se deu ao trabalho de buscar imagens quadro a quadro. como fez o Prof. José Antônio. Aos 4 minutos e 20 segundos do vídeo que pode ser visto no G1, Molina apenas congela o quadro em questão e circula o que ele identifica como rolo de fita adesiva. Veja no primeiro quadro à direita que um círculo branco aparece bem mais definido que na imagem acima.

Para não ficar com dúvidas, busquei o vídeo original, publicado pela Folha.com as imagens captadas por Ítalo Nogueira. Aos 6 segundo do vídeo da Folha.com, a imagem não é tão contrastada como a de Molina o que sugere que ela foi trabalhada para evidenciar um objeto circular, enquanto no vídeo da Folha, parece mais uma imagem produzida por contrastes de claro e escuro da cabeça de Serra fundindo-se com as imagens do fundo, o que também ocorre na sequência apresentada no início.

imageAmpliei a área dos dois vídeos e o de Molina evidencia que a imagem do quadro foi tratada antes da entrevista para dar maior definição ao que eles querem provar.

 

A fraude da Globo

A Globo não se preocupa com sua pouca credibilidade. Assim como Serra, foi para o tudo ou nada. Com uma fraude grosseira, a ponto de desmascarada poucas horas depois pela internet, como o fez o Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil, José Antonio Meira da Rocha. No site de Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada, o professor publicou as imagens do celular exibidas pela Globo. Para facilitar a visualização, recortei de cada quadro a seção em que aparece Serra.

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imageO primeiro quadro mostra ao fundo de Serra a cabeça de uma pessoa, cujo reflexo forma um arco. Com o deslocamento essa pessoa é encoberta pela cabeça de Serra, mas o arco de reflexo sempre aparece parcialmente. Observe que Serra nos últimos quadros sai da sombra para o sol. No último quadro, a pessoa vista atrás de Serra aparece totalmente iluminada pelo sol e o arco desaparece. Não se observa nenhum objeto se aproximando ou se afastando em relação ao quadro utilizado pela Globo como prova de que Serra fora atingido por um rolo de fita crepe. O quadro que a Globo apresentou como prova foi o sexto da esquerda para a direita, onde as setas indicam o que para a Globo seria um objeto atingindo Serra.

imageO perito solicitado pela Globo, Ricardo Molina, não se deu ao trabalho de buscar imagens quadro a quadro. como fez o Prof. José Antônio. Aos 4 minutos e 20 segundos do vídeo que pode ser visto no G1, Molina apenas congela o quadro em questão e circula o que ele identifica como rolo de fita adesiva. Veja no primeiro quadro à direita que um círculo branco aparece bem mais definido que na imagem acima.

Para não ficar com dúvidas, busquei o vídeo original, publicado pela Folha.com as imagens captadas por Ítalo Nogueira. Aos 6 segundo do vídeo da Folha.com, a imagem não é tão contrastada como a de Molina o que sugere que ela foi trabalhada para evidenciar um objeto circular, enquanto no vídeo da Folha, parece mais uma imagem produzida por contrastes de claro e escuro da cabeça de Serra fundindo-se com as imagens do fundo, o que também ocorre na sequência apresentada no início.

imageAmpliei a área dos dois vídeos e o de Molina evidencia que a imagem do quadro foi tratada antes da entrevista para dar maior definição ao que eles querem provar.

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Os crimes eleitorais de Serra e dos religiosos

Panfletos criminosos, igrejas usadas como comitê, robôs telefônicos. Agora é a vez da mídia.

A campanha de Serra e alguns religiosos permanecem cometendo crimes eleitorais e tendem ampliar suas ações. Serra até agora não foi punido mesmo após a apreensão dos panfletos criminosos na gráfica de tucanos. Nada aconteceu com os padres, que além da prática de crime eleitoral, desobedecem a hierarquia católica, desrespeitando as orientações da CNBB de não orientar o voto. Como denuncia o blog Os Amigos do Presidente Lula, “ Mesmo com o pedido de busca e apreensão dos panfletos impressos na Editora Gráfica Pana contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), as igrejas da diocese de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, estão apinhadas de materiais gráficos que fazem referência negativa à petista. A cidade de Guarulhos é a região episcopal presidida pelo bispo católico Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teria encomendado os 2 milhões de panfletos apreendidos no último domingo pela Polícia Federal na gráfica do bairro do Cambuci, em São Paulo.” As fotos de mais material feito por criminosos de batina flagradas pelo blog mantém a indagação: de onde vem o dinheiro para a impressão?

No centro da cidade de São Paulo, a Igreja de Santo Antônio, na Praça do Patriarca, também virou comitê eleitoral de José Serra como fotografado e exposto no Luis Nassif Online:

Diante da impunidade e do desespero, a quadrilha eleitoral armou mais um golpe contra o regime democrático. Não bastasse a central de boatos por e-mail, a campanha de Serra lançou o robô telefônico, que liga para a casa dos outros, sem se identificar, para espalhar mais boatos sobre Dilma. Leia no Viomundo a reportagem de Conceição Lemes e a entrevista com o advogado especialista em Direito Eleitoral para entender porque a campanha para beneficiar Serra comete dois crimes.
Com tudo isso, as mentira e os exageros grosseiros de Serra, têm produzido efeito contrário. No vale-tudo que se dará agora, com duas pesquisas na semana (Vox e Ibope) distanciando Serra de seu objetivo maior, a mídia golpista, amiga de Serra, já ampliou a campanha de desinformação, desfigurando as conclusões da PF e explorando a armação de um Serra, sempre vítima, um coitado, sempre atacado por petistas.
Essa eleição já entrou para a história. Depois dela, o Brasil não será mais o mesmo. Como a criança que perde a inocência no fim da puberdade. Aconteça o que acontecer, o país só terá futuro para os desejos da maioria da população, se assumirmos o compromisso de politizar os trabalhadores. 

Os crimes eleitorais de Serra e dos religiosos

Panfletos criminosos, igrejas usadas como comitê, robôs telefônicos. Agora é a vez da mídia.

A campanha de Serra e alguns religiosos permanecem cometendo crimes eleitorais e tendem ampliar suas ações. Serra até agora não foi punido mesmo após a apreensão dos panfletos criminosos na gráfica de tucanos. Nada aconteceu com os padres, que além da prática de crime eleitoral, desobedecem a hierarquia católica, desrespeitando as orientações da CNBB de não orientar o voto. Como denuncia o blog Os Amigos do Presidente Lula, “ Mesmo com o pedido de busca e apreensão dos panfletos impressos na Editora Gráfica Pana contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), as igrejas da diocese de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, estão apinhadas de materiais gráficos que fazem referência negativa à petista. A cidade de Guarulhos é a região episcopal presidida pelo bispo católico Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teria encomendado os 2 milhões de panfletos apreendidos no último domingo pela Polícia Federal na gráfica do bairro do Cambuci, em São Paulo.” As fotos de mais material feito por criminosos de batina flagradas pelo blog mantém a indagação: de onde vem o dinheiro para a impressão?

No centro da cidade de São Paulo, a Igreja de Santo Antônio, na Praça do Patriarca, também virou comitê eleitoral de José Serra como fotografado e exposto no Luis Nassif Online:

Diante da impunidade e do desespero, a quadrilha eleitoral armou mais um golpe contra o regime democrático. Não bastasse a central de boatos por e-mail, a campanha de Serra lançou o robô telefônico, que liga para a casa dos outros, sem se identificar, para espalhar mais boatos sobre Dilma. Leia no Viomundo a reportagem de Conceição Lemes e a entrevista com o advogado especialista em Direito Eleitoral para entender porque a campanha para beneficiar Serra comete dois crimes.
Com tudo isso, as mentira e os exageros grosseiros de Serra, têm produzido efeito contrário. No vale-tudo que se dará agora, com duas pesquisas na semana (Vox e Ibope) distanciando Serra de seu objetivo maior, a mídia golpista, amiga de Serra, já ampliou a campanha de desinformação, desfigurando as conclusões da PF e explorando a armação de um Serra, sempre vítima, um coitado, sempre atacado por petistas.
Essa eleição já entrou para a história. Depois dela, o Brasil não será mais o mesmo. Como a criança que perde a inocência no fim da puberdade. Aconteça o que acontecer, o país só terá futuro para os desejos da maioria da população, se assumirmos o compromisso de politizar os trabalhadores.