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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Repúdio ao orgulho hetero!

Jovens orgulhosos na Paulista

Blog Articulação Jovem

Manifestação de Repúdio e Lamento à Notícia Abaixo!!!!!

O assunto sobre o qual hoje venho a postar minhas reflexões é extremamente importante. Eu gostaria realmente que alguém me mostrasse as estatísticas sobre quantos heterossexuais foram agredidos nas ruas em razão de sua opção sexual. Quantos hetero foram discriminados em um processo de seleção de emprego? Quantas mães foram constrangidas por seus filhos manifestarem sua heterossexualidade? (as vezes tenho vontade de usar o termo heterossexualismo, também. Afinal de contas, não se faz uma defesa ridícula para se usar o termo “ismo”? Com argumentos lingüísticos e semânticos à ocultar preconceitos internos que se deliciam ao ver gays serem definidos com a mesma expressão que definimos alcoolismo, botulismo, vitalismo e outras doenças? Agora, diferente dos homofóbicos de plantão EU tenho consciência.)

O debate do “ismo” é para um outro dia, até porque se discute SEXUALIDADE e não sexualismo, assim sendo, HETEROSSEXUALIDADE E HOMOSSEXUALIDADE.

De repente acordamos de manhã e observamos que na cidade de  São Paulo foi criada uma votação simbólica que aprovou (seja lá o que isso for)  a criação do dia do ORGULHO HETERO. Pôxa! A inocência só é invocada quando para sustentar posturas negativas. Obviamente manifestações de orgulho hetero sãopreconceituosas porque apenas foram criadas para se opor e minar atitudes pró inclusão! A diferença está no sentido das manifestações! Examinaremos o que dizem os defensores, entre eles, o infame vereador Carlos Apolinário naturalmente do DEM (porque somente desses partidos vêm atos desse tipo, inclua-se aí o PSDB que tenta se mostrar progressista com a falácia e quimera do Diversidade Tucana):

Apolinário afirmou que o projeto não é contra os gays, e sim uma forma de se manifestar contra os “excessos e privilégios” destinados à comunidade homossexual, como a realização da Parada LGBT. Excesso e privilégios? Como assim? Os homossexuais compõe hoje uma minoria discriminada no cotidiano! A legislação já defende os heterossexuais com o casamento, pensão, aposentadoria etc. Nenhum hetero é constrangido, humilhado ou ignorado em delegacias! Em compensação, o cidadão homossexual paga os mesmos impostos e tem os mesmos deveres de um cidadão comum, porém não recebe o mesmo amparo legal e proteção social! Ou seja, as manifestações LGBT são legítimas porque objetivam a promoção da IGUALDADE (sim, isso mesmo!) entre tipos de cidadãos que são tratados de modo diferente pela sociedade.

Agora, quando a intencionalidade é atacar os LGBT, tapa-se os olhos e nega-se que o senso comum aceita um tipo de cidadão e massacra o outro.

Conclusão: O Dia do orgulho hetero não é necessário, não porque se censure afirmações de heterossexualidade, e sim porque tais afirmações já acontecem todos os dias no senso comum da sociedade (hetero não é minoria que precisa ser protegida por não ter os mesmo direitos, pôxa!). O que se procura é a paridade entre as orientações sexuais.

A Parada LGBT não é privilégio, tão pouco a união estável e a criminalização da homofobia. Essa história de privilégio é retórica para se influenciar heterossexuais que não conheçam as lutas LGBT, a reproduzir bobagens ou acreditar que os gays organizam secretamente uma revolução para dominar o mundo! (qualquer semelhança com o medo colocados nos alemães de que os judeus tinham uma teoria conspiratória não é mera coincidência!)

Agora o que me entristece é quando a religião é usada para se manipular opiniões ou justificar posturas quando não se tem argumento plausível para se defender o preconceito. Perceberam que quando acabam os argumentos lógicos sempre surge um : -Deus fez o homem pra mulher blá blá blá?

Vejamos: Se aprovada, o dia do orgulho hetero será no período natalino. (porque será, heim?) O texto estabelece que caberá à prefeitura paulistana “conscientizar e estimular a população a resguardar a moral e os bons costumes”. ( de novo, o mesmo papo!  Deixando subentendido que todos os homossexuais necessariamente são imorais e de maus costumes.)

Espero, MESMO, que os heterossexuais não homofóbicos consigam identificar o que está por detrás de um dia do orgulho hetero e deixe a defesa disso somente aos neuróticos esquizofrênicos ( ops! esquizofrenia é psicose! rs…rs…rs…) e fundamentalistas recalcados, que tentam através de seus discursos e argumentos pueris levantar o ódio ao diferente, o que gera invariavelmente: humilhações, espancamentos, agressões e legislações desiguais.

Oswaldo Mammana Neto

Conselheiro Estadual – APEOESP

Coletivo Estadual de Juventude -APEOESP/ Coordenação- Capital

Blog Articulação Jovem: coletivojovem.wordpress.com

(11) 69915270

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu tenho medo é dos mascarados

Recebi um e-mail alertando para refletir quanto à apologia que se está fazendo ao homossexualismo. Conta com o vídeo de um gênio mascarado e que se diz polêmico porque xinga deputados ao denunciar o risco do “kit gay” para nossos filhos que podem “mudar de lado”. O brilhante anônimo tem a mesma profundidade polêmica de Datena sem a coragem de mostrar a cara, talvez porque não ganhe 1,3 milhões por mês. Não vou divulgar o nickname e nem o vídeo do infeliz porque não vou dar ibope para campanhas homofóbicas “travestidas” de apelos pela normalidade e pela moralidade.
Lembrei de outros mascarados da história. Em especial daqueles que saíam queimando negros nos EUA e que quando já estavam sumindo, reapareceram nos anos de 1950 quando a lei contra segregação foi aprovada por lá.
Achei impressionante alguém falar de moralidade nos dias de hoje. Moralidade heterossexual, Bolsonaro? Deve ser a moralidade dos programas de domingo, com bundas dançantes. A sexualidade hetero e machista exacerbada é moral e normal. Aí pode.
Outra palavrinha bacana: “normal”.  “Pô meurmão, vou ensiná meus filho que ser gay é normal, cumpade?” Lembrou-me o Traficante Viado, personagem de Paulinho Serra dos Dez Necessários(quem quiser ver, vá ao youtube). O mascarado do vídeo homofóbico  contra o kit gay, tem a sexualidade tão bem definida que tem medo de ser contaminado pelo vírus do homossexualismo. Ele acha que seus filhos vão virar gays se assistirem a um vídeo educativo e descobrirem, pasmem, existem homossexuais. O disfarçado demagogo defende a educação explorando a fantasia dos desavisados que ficam a imaginar seus pequerruchos sendo obrigados a brincar com a Barbie nas escolas, quando se fala em educar para a tolerância. Ele se acha normal porque não é gay.
Normal é ser homem, branco e heterossexual. Eu tenho medo desses mascarados que aparecem nos momentos que minorias “anormais” defendem direitos. Pensei no penoso percurso traçado pelas mulheres que podem votar no Brasil não faz nem oitenta anos. Os homens não saíram mascarados às ruas e nem precisaram da internet para garantir o anonimato que o aconchego do lar lhes permitiu para ocultar seu machismo na privacidade doméstica. Afinal, em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Mulheres não precisaram ser espancadas na Av. Paulista para homens dizerem quem é que manda. Isso acontecia e acontece nas casas. Quantas mulheres de olhos roxos e braços quebrados não ouviram que o normal era a mulher servir ao marido, inclusive sexualmente. Até pouco mais de três décadas, publicitários sem máscaras divulgavam por aí o que era normal. O normal muda, e sempre teremos mascarados para incitar o ódio e impor sua normalidade. Desses devemos ter medo.

Para ilustrar o conceito de normalidade pregado pelo vigilante com máscara, algumas propagandas que pregavam o que era o “normal” para as mulheres.

Que gata esse cara ganhou com sua calça bacana!

sex2

Mulheres e volantes...

Mostre a elas. Esse mundo é dos homens

.

Para os homens que acham que mulheres e carros ou se conserta ou é melhor trocar

Essa marca de eletrodomésticos (Chef) diz que faz tudo, mas cozinhar
- é para isso que as mulheres foram feitas

O marido descobriu que ela estava usando outra marca de café.

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Ela não estava bem limpinha para ele

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domingo, 8 de maio de 2011

O que Cerra diz do STF e o casamento gay ? Na paz do Cenhor !

"Eu vetarei essa lei!", na paz do Cenhor!

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O Padim Pade Cerra foi candidato a Presidente em 2010.
(Já tinha sido derrotado em 2002.)
Agora, pode ser candidato a tudo: prefeito, governador, Presidente e a Rei da Bogúncia.
Ele é candidato, ponto.
Na campanha de 2010, recorreu àquilo que Ciro Gomes chamou de “calhordice”: a exploração do tema do aborto, numa tentativa de atribuir à adversária a defesa do aborto ilegal.
Desmoralizou-se quando uma aluna da mulher, Monica, disse que Monica contou em aula ter feito aborto no Chile – quando eram casados.
Porém, foi numa cerimônia religiosa no Paraná – clique aqui para ver o vídeo inacreditável – que o Padim Pade Cerra manifestou-se, ele mesmo, publicamente, depois de saudar a todos na paz o Senhor e de ler a Bíblia – a favor do fundamentalismo religioso.
Tratava-se de uma solenidade da Assembléia de Deus – que discrimina fiéis homossexuais.
Não fica claro no vídeo, mas é provável que Cerra se tenha comprometido, ali, a vetar a lei: “eu vetarei essa lei”.
Deve ser um projeto de lei que autorize a união gay.
O Supremo acaba de tomar decisão corajosa e de forma unânime.
Pena que não tenha feito o mesmo ao arbitrar Justiça numa causa igualmente relevante para os brasileiros: a revisão da Lei da Anistia.
O Supremo decidiu.
O que o principal (?) líder da oposição tem a dizer ?
Ele que se vestiu de Padim Pade Cerra e cortejou os fundamentalistas religiosos – como o Bispo de Guarulhos – em busca dos votos da extrema direita.
Cerra é o Papa, o aborto e a Chevron.
O que não é pouco.
Ele contém todo o ideário e a prática da extrema direita brasileira, como demonstrou o professor Wanderley Guilherme dos Santos, na Carta Capital.
Uma vez, este ansioso blogueiro elaborou um Manual de Perguntas que poderiam ser feitas ser feitas ao Cerra, na campanha.
Agora, sugere incluir essa pergunta: o Cenhor (é com “c” mesmo, revisor, “C” de Cerra) concorda com a decisão do Supremo que considerou legal a união dos gays ?
O Conversa Afiada saúda o candidato na Paz do Cenhor !
Clique aqui para votar no “Sim e Não, com Paulo Henrique Amorim”.
Em tempo: este Conversa Afiada acredita que o Padim Pade Cerra e o Farol de Alexandria acreditem em Deus tanto quanto na monogamia.
Paulo Henrique Amorim

O que Cerra diz do STF e o casamento gay - Na paz do Cenhor ! - Conversa Afiada

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Jean Willys, homossexual e cristão, quer a PL 122

Mello na votação do STF: Brasil é o campeão mundial de homofobia

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A pedidos, no dia em que o STF se renova, sacode a poeira obscurantista (que anistiou os torturadores com a anistia à Lei da Anistia), o Conversa Afiada republica texto do deputado federal Jean Willys extraído do site Brasília Eu Vi, de Leandro Fortes:

 

A trincheira de Jean Wyllys

Por Leandro Fortes
Jean Wyllys de Matos Santos é um sujeito tranquilo, bem humorado, que defende idéias sem alterar a voz, as mais complexas, as mais simples, baiano, enfim. Ri, como todos os baianos, da pecha da preguiça, como assim nomeiam os sulistas um sentimento que lhes é desconhecido: a ausência de angústia. Homossexual assumido, Jean cerra fileiras no pequeno e combativo PSOL, a única trincheira radical efetivamente ativa na política brasileira. E é justamente no Congresso Nacional que o deputado Jean Wyllys, eleito pelos cidadãos fluminenses, tem se movimentado numa briga dura de direitos civis, a luta contra a homofobia.
Cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, exclusivamente por serem gays. Entre eles, muitos adolescentes.
Mas o Brasil tem pavor de discutir esse assunto, inclusive no Congresso, onde o discurso machista une sindicalistas a ruralistas, em maior ou menor grau, mas, sobretudo, tem como aliado as bancadas religiosas, unidas em uma cruzada evangélica. Os neopentecostais, como se sabe, acreditam na cura da homossexualidade, uma espécie de praga do demônio capaz de ser extirpada como a um tumor maligno. O mais incrível, no entanto, não é o medievalismo dessa posição, mas o fato de ela conseguir interditar no Parlamento não só a discussão sobre a criminalização da homofobia, mas também o direito ao aborto e a legalização das drogas. Em nome de uma religiosidade tacanha, condenam à morte milhares de brasileiros pobres e, de quebra, mobilizam em torno de si e de suas lideranças o que há de mais lamentável no esgoto da política nacional.
Jean Wyllys se nega a ser refém dessa gente e, por isso mesmo, é odiado por ela. Contra ele, costumam lembrar-lhe a participação no Big Brother Brasil, o inefável programa de massa da TV Globo, onde a debilidade humana, sobretudo a de caráter intelectual, é vendida como entretenimento. Jean venceu uma das edições do BBB, onde foi aceito por ser um homossexual discreto, credenciado, portanto, para plantar a polêmica, mas não de forma a torná-la um escândalo. Dono de um discurso política bem articulado, militante da causa gay e intelectualmente superior a seus pares, não só venceu o programa como ganhou visibilidade nacional. De repórter da Tribuna da Bahia, em Salvador, virou redator do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mas logo percebeu que isso não era, exatamente, uma elevação de status profissional.
Na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys, 36 anos, baiano de Alagoinhas, tornou-se a cara da luta contra a homofobia no Brasil, justamente num momento em que se discute até a criminalização do bullyng. Como se, nas escolas brasileiras, não fossem os jovens homossexuais o alvo principal das piores e mais violentas “brincadeiras” perpetradas por aprendizes de brucutus alegremente estimulados pelo senso comum. Esses mesmos brucutus que, hoje, ligam para o gabinete do deputado do PSOL para ameaçá-lo de morte.
Abaixo, a íntegra de uma carta escrita por Jean ao Jornal do Brasil, por quem foi acusado, por um colunista do JB Wiki (seja lá o que isso signifique), de “censurar cristãos”. O texto é uma pequena aula de civilidade e História. Vale à pena lê-lo:
Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).
Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal.  E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.
Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.
Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.
O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.
Assim como o  trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).
A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.
Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.
Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.
O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?
Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.
Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.
Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que  injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.
Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)
Jean Willys, homossexual e cristão, quer a PL 122 - Conversa Afiada

segunda-feira, 4 de abril de 2011

BLOGUEIRO LIMPINHO DA GLOBO DÁ APOIO A DEPUTADO RACISTA

O tocador-de-jazz e Mestre em Proeminências VentraisRicardo Noblat, titular de afamado blog homiziado no portal do “jornal” O Globo, acaba de publicar um artigo de sua própria lavra (uma raridade naquele cabungo eletrônico) em que faz acalorada defesa do capitão-do-mato Jair Bolsonaro.
Invocando a tolerância, o barrigueiro-mor da Famiglia Marinho sustenta que o deputado tem todo o direito de cometer o crime que quiser e manifestar o preconceito que lhe der na telha. Para Noblablablat, existe o “fascismo do bem”, expressão que cunhou para justificar seu apreço à liberdade de expressão – e com a qual intitula seu troçulho. 

Tape o nariz e clique aqui para ler.

Cloaca News- BLOGUEIRO LIMPINHO DA GLOBO DÁ APOIO A DEPUTADO RACISTA

Cloaca News

quarta-feira, 30 de março de 2011

Jair Bolsonaro e o racismo dos canalhas

“Teria que, necessariamente, ser uma pessoa infame, vil, abjeta, velhaca e desprezível. Pois bem, meus amigos e amigas, existe uma palavra que, de acordo com o dicionário, contém todos esses significados: canalha.”

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Jair Bolsonaro e o racismo dos canalhas

Reproduzo artigo de Wevergton Brito, publicado no sítio Vermelho:
Certa vez, em conversa com uma amiga, ela me relatava em cores vivas exemplos de preconceitos que atingem a mulher negra. De classe média alta, executiva, casada com um professor universitário branco, quando se dirige ao setor reservado aos clientes exclusivos de um banco privado é comum aparecer um funcionário com a advertência de que aquele espaço é para clientes especiais. Em uma dessas ocasiões, ao mostrar o cartão que provava sua condição de cliente especial, ouviu que “não pode ser cartão de terceiros”.
Por ocasião de sua lua de mel na Bahia, ao voltar da praia para o quarto em que estava hospedada (o marido não quis descer naquela manhã) foi parada por um segurança que a acusou de ser “garota de programa”. Ao contrário de outras mulheres negras que sofrem esse tipo de agressão e reagem à altura, minha amiga tem uma reação de pânico. Começa a tremer e sente uma imensa fragilidade.
Esses dois exemplos são até suaves para as pequenas e grandes humilhações cotidianas que sofrem as mulheres negras, atingindo sua auto-estima, e muitas vezes provocando depressão, angústia, síndrome do pânico, etc.
Para essas mulheres, o todo poderoso diretor de Jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, que afirma não existir racismo no Brasil, chega a ser motivo de chacota, tão distante da realidade são suas observações que acabam, queira ou não Ali Kamel, servindo para perpetuar o racismo, pois se ele não existe entre nós, então não existe motivo para combatê-lo, já que não se combate o que não existe.
Mesmo sem existir racismo no Brasil, pelo menos de acordo com Ali Kamel, assistimos declarações como as do Senador do DEM, Demóstenes Torres, que por ocasião da discussão sobre cotas no Senado, afirmou que nas senzalas não havia estupro, havia, isso sim, “sexo consensual” entre senhores e escravas. Ou seja, para o senador “democrata” a escrava era perfeitamente livre para se negar a deitar com o seu “dono”!
Ontem, no entanto, o escondido, hipócrita e sujo racismo brasileiro veio à tona de forma nua e crua. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP) vem a público afirmar que seus filhos jamais namorariam uma negra, pois “foram bem educados”. Ou seja, na doentia visão de Jair Bolsonaro, as negras são seres inferiores e degeneradas que só mereceriam a atenção de pessoas que não tivessem acesso a uma educação que os prevenisse contra essa convivência perniciosa.
Assim que, estarrecido, li e assisti as declarações de Jair Bolsonaro, pensei em como estavam se sentindo as milhões de mulheres negras, as milhões de mães de família, atingidas em sua dignidade. Pensei na própria nação brasileira, também ferida em sua honra, pois milhões de brasileiras que constroem e sustentam a nação foram cruelmente ofendidas. Busquei em minha memória uma palavra que descrevesse uma pessoa que, em pleno século 21, pensa desta maneira. Teria que, necessariamente, ser uma pessoa infame, vil, abjeta, velhaca e desprezível.
Pois bem, meus amigos e amigas, existe uma palavra que, de acordo com o dicionário, contém todos esses significados: canalha. Não posso me furtar, portanto, a dizer a verdade: Jair Bolsonaro é um canalha, pois um racista pode até não assaltar o próximo, no sentido de ser ladrão, mas sem dúvida merece cada um dos epítetos que o dicionário atribui à palavra canalha.
Agora nos resta agregar outro adjetivo ao deputado federal Jair Bolsonaro, que é o de criminoso. O racismo é crime previsto em lei e não existe imunidade parlamentar que permita a qualquer um ofender a honra de toda uma nação.
São necessárias ações em todos os campos, tanto no Congresso quanto na justiça. A impunidade, neste caso, será tão grave e gritante quanto a própria vil agressão.

ÍNTEGRA DA REPRESENTAÇÃO DOS DEPUTADOS CONTRA O DESPREZÍVEL CAPITÃO-DO-MATO

CLOCA NEWS:

Os parlamentares infra-assinados vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência representar contra o deputado JAIR BOLSONARO pelas razões de fato e de direito na seguinte:

REPRESENTAÇÃO DOS FATOS

Na noite de 28 de março de 2011 foi ao ar o programa da TV Bandeirantes entitulado CQC – Custe o Que Custar, no qual foi veiculada uma entrevista com o Deputado Jair Bolsonaro no quadro do CQC denominado “O povo quer saber”.  No decorrer da entrevista, o referido parlamentar, ao ser indagado pela artista e promotora Preta Gil “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?” Eis a resposta literal do entrevistado: “ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu” (!).

Esta resposta caracterizada por evidente cunho racista culminava uma série de afirmações em desapreço a diversos grupos sociais e em apologia a graves violações de direitos humanos, no decorrer de toda a referida entrevista.

Na realidade tem sido recorrentes as manifestações de cunho racista proferidas pelo Sr. Jair Bolsonaro nesta Casa e fora dela, contra diversos grupos sociais e organizações defensoras de direitos humanos, dentre as quais a própria Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da qual ele é membro suplente por designação do partido a que é filiado, o PP.

DO DIREITO

A difusão de conteúdos ideológicos por meio da mídia eletrônica é de conhecido poder de multiplicação, principalmente quando se trata de programa que conta com significativa audiência, como o CQC.  O Sr. Jair Bolsonaro ao utilizar-se de um espaço midiático para propagar atos que configuram crimes, extrapola a liberdade de expressão para ofender a dignidade, a autoestima e a imagem não só da pessoa que fez a pergunta naquele momento, mas de toda a sociedade, uma vez que os direitos e princípios constitucionais ofendidos pertencem à toda a sociedade.

A Lei 7.716, de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, inclui, no seu Art. 20, “que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” é crime passível de reclusão de um a três anos e multa.

Essa Lei decorre de tratados internacionais de que o Brasil é signatário. A Constituição Cidadã é explícita ao repudiar o racismo como prática social, considerando-o como crime imprescritível e inafiançável.  O Art. 1º da Carta Magna, que define como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil “III – a dignidade da pessoa humana.”

O Art. 3º, que enumera os objetivos fundamentais da República, contempla “IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Já o Art. 4º , que estabelece os princípios pelos quais se regem as relações internacionais do país, VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo (…).

O Art. 5º da Constituição Cidadã, por sua vez, define que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (…). O mesmo Artº 5º, em seu Inciso XLII, prevê que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, com base no Recurso Especial 157805/DF, prevê que “Incitar, consoante a melhor doutrina é instigar, provocar ou estimular e o elemento subjetivo consubstancia-se em ter o agente vontade consciente dirigida a estimular a discriminação ou preconceito racial. Para a configuração do delito, sob esse prisma basta que o agente saiba que pode vir a causá-lo ou assumir o risco de produzi-lo (dolo direto ou eventual).”

Por sua vez, o Código Penal, define o crime de injúria no Art. 140, estabelecendo que se trata de injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro. O § 3º da mesma lei,estabelece que “se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, a pena é de reclusão de um a três anos e multa.

Ante o exposto, requerem os representantes se digne V. Excelência determinar, em respeito aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Carta Magna de 1988 e da Lei vigente, a instauração do devido procedimento contra o Deputado JAIR BOLSONARO, para que seja:

1)    Avaliada se a conduta do Deputado Jair Bolsonaro configura efetivamente a prática do crime de racismo;

2)    Determinadas providências para requisição de vídeo tape do programa CQC à TV Bandeirantes exibido na noite de 28 de março de 2011 para melhor exame do caso;

3)    Determinadas providências para requisição de transcrições de discursos do referido deputado nos quais se demonstram as práticas recorrentes de injúrias, ofensas à dignidade e incitação da discriminação e preconceitos, inclusive contra a Comissão de Direitos Humanos e Minorias;

4)    Encaminhe à Corregedoria e, posteriormente, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar abertura de processo sobre eventual quebra de decoro parlamentar.

Brasília(DF), 29 de março de 2011

Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) – presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Brizola Neto (PDT-RJ)

Chico Alencar (PSol-RJ)

Domingos Dutra (PT-MA)

Édson Santos (PT-RJ)

Emiliano José (PT-BA)

Érika Kokay (PT-DF)

Fernando Ferro (PT-PE)

Ivan Valente (PSol-SP)

Jandira Feghali (PCdoB-RJ)

Jean Wyllys (PSol-RJ)

Luiz Alberto (PT-BA)

Luiz Couto (PT-PB)

Marina Santanna (PT-GO)

Perpétua Almeida (PCdoB-AC) 

Para apoiar a manifestação, escreva para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (cdh@camara.gov.br).

Cloaca News

terça-feira, 29 de março de 2011

Racismo com imunidade parlamentar?

Do blog Tijolaço de Brizola Neto

Eu me orgulho de pertencer a um partido que fez o racismo ser crime neste país, com a Lei Caó.
Eu me orgulho de pertencer a um partido que tem como um de seus fundadores um homem como Abdias do Nascimento, que tem 97 anos de luta pela igualdade racial.
Por tudo isso, não posso ficar calado diante de absurdo que foi o comentário do sr. Jair Bolsonaro, de quem também me orgulho de ser um adversário político, esta madrugada, no programa CQC,  da Band.
A cantora Preta Gil, filha do grande Gilberto Gil, perguntou o que ele faria se um de seus filhos casasse com uma negra. Bolsonaro respondeu que os filhos dele são bem educados e “não viveram num lar promíscuo como o dela”.
Porque promíscuo? Porque era de negros, como Gil?
Bolsonaro, como deputado, não está acima das leis. E, graças a Deus, uma das leis é a que faz do racismo um crime inafiançável.
A Constituição que este senhor jurou diz que racismo é crime.
Se não é crime, meu Deus, defender como ele faz a tortura, a prisão e o homicídio políticos praticados pela ditadura, então que seja crime o racismo.
Ou vamos ter de ver os deputados da direita dizerem que não estão criticando os negros, mas os “morenos escuros”, como disse outro dia um parlamentar do DEM em relação ao Ministro Joaquim Barbosa, do STF?
Nem sei se uma retratação do Deputado Bolsonaro, a esta altura, é suficiente. Vejamos se o Ministério Público, tão cioso da letra da lei ao enfrentar a esquerda, tem a coragem de enfrentar a direita…
Assista o video:

PS. Vejo, pelo Twitter, que Preta Gil já acionou advogados para processar Bolsonaro. Parabéns, é a atitude digna e civilizada. Conte com meu apoio militante.image[10][6]

sábado, 12 de março de 2011

A ditadura está bem viva

As reações de chefes militares à instalação da Comissão Nacional da Verdade por meio de projeto de lei que o Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional são apenas a ponta do iceberg que torna imperativa tal Comissão, ainda que os otimistas perguntem por que devemos revolver um passado que é mais confortável olvidar.

O resgate histórico do período de sombras que vai de 1964 a 1985, com a eleição (indireta) do primeiro civil após 21 anos de ditadura militar, não objetiva tão-somente preservar a memória do passado para evitar que se repita no futuro. Objetiva, sobretudo, combater ameaças contemporâneas.

Por doloroso que seja, é preciso constatar que a ditadura não está morta. Ela vive e paira sobre a nação.

A ditadura vive nas notas ameaçadoras que chefes militares publicam reiteradamente em desafio a presidentes como Lula e, agora, Dilma, comandantes-em-chefe das Forças Armadas. Durante a eleição do ano passado, militares cansaram de fazer ameaças diante da possibilidade de eleição da ex-guerrilheira Dilma Rousseff, por exemplo.

Mas não é só nos delírios de militares de pijama – e de outros paramentados com fardas sujas de sangue – que a ditadura subsiste.

A ditadura vive nos jovens riquinhos que espancam e discriminam homossexuais na avenida Paulista ou em qualquer outra parte do país.

A ditadura vive nos brancos de classe alta que espancam e discriminam nordestinos negros no Sul e no Sudeste.

A ditadura vive em Mayara Petruzo, a patricinha do interior de São Paulo que pregou que nordestinos e negros não tivessem direito a voto e que fossem assassinados, e nas dezenas de jovens que a apoiaram em redes sociais da internet.

A ditadura vive nos jovens que, através do Twitter, pregaram que a presidenta da República fosse assassinada por um franco-atirador no dia de sua posse.

A ditadura vive nos comentaristas da Globo como Luiz Carlos Prates, que não se conforma com a distribuição de renda que permite que “qualquer miserável” tenha um carro.

A ditadura vive em tantas delegacias de polícia em que a tortura é exatamente a mesma que a usada nos porões da ditadura militar.

A ditadura vive nos que mantém sites de extrema-direita que exaltam  torturadores, estupradores e assassinos e que, não contentes em criar sites como o Ternuma, ainda saem fazendo ameaças contra os que execram o golpe de 1964.

Vejam só, logo abaixo, ameaça que um tal de “General Azevedo”, que se diz ligado ao site de extrema-direita Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), postou ontem neste blog. Vale refletir sobre suas palavras.

—–
General Azevedo
ternuma.com.br/

gazevedo@hotmail.com

189.0.16.176
Enviado em 10/03/2011 às 18:47
Os comunistóides de bosta deste blogezinho de quinta categoria estão bastante alegres e agitadinhos.
O que tenho pra dizer é que continuamos bem alertas. Não duvidem do que somos capazes. Em 1964 quanto tentaram transformar esse país numa imensa Cuba tivemos que mostrar nossa força.
Vão brincado. Uma hora a palhaçada pode acabar mal para toda cambada de energúmenos adoradores das múmias soviéticas e dos dinossauros de Cuba. Não perdem por esperar.
—–

Então: quem continua achando que a ditadura está morta? Mortos não editam blogs e não fazem ameaças, não espancam negros e homossexuais, não fazem comentários fascistas na televisão, meus caros leitores.

A ditadura vive, respira e age. Nas sombras, no mais das vezes. Mas, de quando em quando, sai à luz do sol nas notas de chefes militares, nos atos de violência e em nosso próprio cotidiano, quando, em nosso meio social, ouvimo-lhes ou lhes lemos as idéias hediondas até em grandes meios de comunicação.

Desde o  fim da ditadura que os sucessivos presidentes da República fazem de conta que não vêem militares da ativa e da reserva –  e até parlamentares representantes da extrema direita, como o tal de Jair Bolsonaro – esbofeteando a nação que torturaram por duas décadas e tripudiando de suas vítimas.

A Comissão da Verdade, pois, é imperativa. Só a verdade sobre aquele período de horror permitirá que seja desmascarado em sua completude. Essa Comissão é imperativa para combater a ameaça que seus agentes fazem reiteradamente não só à democracia, mas a mentes jovens que passam a crer em suas mentiras.

O preço da acomodação é vivermos sob liberdade condicional. A própria democracia ainda é mera concessão dos golpistas sobreviventes e dos adeptos dos criminosos de 1964, que continuam envenenando mentes suscetíveis com a “solução” golpista para barrar a justiça social que o povo brasileiro tenta fazer prevalecer através do voto.

Como blogueiro e ativista político, assumo o compromisso de não tergiversar nessa questão. A ditabranda não será reinstalada neste país enquanto pessoas como eu e como os que prestigiam esta página com sua leitura permanecermos vigilantes e dispostos até a ir às ruas em defesa da democracia e do Estado de Direito.

A ditadura está bem viva | Blog da Cidadania
Posted by eduguim on 11/03/11

image[7]

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tomara que o Itamar leve o Cerra ao Senado.

Para falar de aborto

Conversa Afiada

Dr Cerra, o que ia dentro do cano ?

Saiu no Blog da Dilma:

OPORTUNIDADE DE OURO
Na condição de líder do PPS, o senador Itamar Franco (MG) sugeriu nesta terça-feira (8) que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ouça o ex-candidato à Presidência da República, José Serra, sobre o mínimo de 600,00. Com certeza seria uma oportunidade de ouro para os parlamentares desmascararem Serra: como aumentar o mínimo além do possível sem quebrar a Previdência? Qual é a mágica?
Seria também uma oportunidade para os parlamentares perguntarem a Serra sobre a revelação do WikiLeaks: as conversas de Serra com a Chevron sobre o pré-sal: “Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama. Afinal, Serra iria atender aos desejos internacionais ante os nacionais, iria de fato privatizar o Pré-Sal, entregar ao capital estrangeiro?
E seria uma oportunidade para Serra falar sobre as enchentes de SP: será que ele tem o que mostrar que tenha sido feito para diminuir caos das chuvas, as enchentes?

Serra também poderia explicar a péssima situação da educação em SP; o rombo na Secretaria da Saúde em SP, os gastos gigantescos com publicidade, bem maiores do que com a Saúde

Serra poderia explicar os pedágios mais caros do mundo em SP, explicar a história vexatória da bolinha de papel, do aborto de sua esposa, denunciado por uma ex-aluna. E se isso foi calúnia, por que ele não processou a ex-aluna? Ela tem nome, endereço, se tornou bem conhecida.

Serra poderia explicar a maquete da ponte entre Santos e Guarujá. Segundo um tucano bem relacionado com o atual governador e seu antecessor, “Alckmin não deve mesmo fazer a ponte. Mas também é verdade que o Serra jamais imaginou que aquilo poderia sair da maquete.” Os parlamentares poderiam perguntar: – Serra você mentiu de novo, tentou enganar o povo de novo?

Jussara Seixas

Navalha

A senadora Martha Suplicy (PT-SP) poderia perguntar sobre a homofobia do Cerra, expressa em cerimônia religiosa no Paraná.
A senadora Lídice da Mata, do PSB da Bahia, poderia perguntar sobre o aborto: no Chile pode ?
A senadora Vanessa Grazziotin, do PC do B, que fez essa grande favor à República de derrotar o Arthur Virgilio Cardoso, no Amazonas, poderia perguntar sobre a bolinha do perito Molina.
O senador José Pimentel, do PT do Ceará, poderia perguntar por aquele cano que saía de Sergipe e ia até o Ceará. O que ia dentro do cano ?
Tomara que o Cerra vá ao Senado !
E sobre a sociedade da filha do Cerra com a irmã do Daniel Dantas ? Quem teria coragem de perguntar ?

Clique aqui para ler “Dantas tentou esconder ilegalidade do Safra e do UBS” e aqui para ler “WikiLeaks inocenta Dilma no caso da BrOi, porque ela sabia onde estava a sacanagem”.

Em tempo: a pergunta sobre o Paulo Preto seria feita pelo senador Aloysio 300 mil.

Paulo Henrique Amorim

Tomara que o Itamar leve o Cerra ao Senado. Para falar de aborto | Conversa Afiada

Desarquivado no Senado projeto de lei que criminaliza a homofobia

Blog da Dilma
Autor: Jussara Seixas

Mariana Jungmann, Agência Brasil

“A senadora Marta Suplicy (PT-SP) conseguiu aprovar hoje (8) um requerimento para desarquivar o projeto de lei que torna crime qualquer ato considerado de homofobia ou de discriminação contra idosos e deficientes físicos. Além de Marta, o requerimento contava com as assinaturas de mais 27 senadores.

Todos os projetos que tramitavam no Congresso Nacional desde 2006 ou antes foram arquivados ao fim de 2010, conforme definição do regimento interno da Casa. Para voltarem a ser analisados, eles precisam de um pedido de desarquivamento, como foi aprovado hoje com o de criminalização da homofobia.

Como o substitutivo do texto enviado pela Câmara dos Deputados já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Sociais, a matéria segue agora para a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Para o projeto virar lei, além da CDH, ele ainda precisará ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário do Senado, voltar para Câmara dos Deputados e, se for aprovado, seguir para sanção presidencial.”

http://nogueirajr.blogspot.com/

Desarquivado no Senado projeto de lei que criminaliza a homofobia

imagem: http://www.tokdeclasse.com.br/lances.php?pagina=42

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

No Senado, Marta quer discutir aborto e união civil de homossexuais

‘Enquanto outros países avançam, nós retrocedemos’, disse a senadora, que tomou posse nesta terça

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

BRASÍLIA – A senadora Marta Suplicy (PT-SP) tomou posse de seu mandato nesta terça-feira, 1º, afirmando que vai trabalhar pela aprovação de um projeto que permita a união civil de pessoas do mesmo sexo. Marta também defendeu a legalização do aborto e afirmou que o Parlamento precisa “avançar” em questões comportamentais. Marta foi indicada pelo PT para ocupar a primeira vice-presidência da Casa e deve ser eleita ainda nesta tarde.

Ela afirmou que vai ver os trâmites para a possibilidade de desarquivar um projeto que trata da união civil, de sua autoria, apresentado ainda quando era deputada. Marta disse que o tema pode ser discutido em outro projeto.

“Enquanto outros países avançam, nós retrocedemos, enquanto a Argentina reconhece a união civil e Buenos Aires é uma cidade ‘gay friendly’, nós temos espancamentos na avenida Paulista”, disse a senadora.

Marta diz ver avanços sobre o tema no Judiciário, mas reclamou da atitude do Legislativo sobre o tema. “Tivemos um salto no Judiciário e o Parlamento está se apequenando, e nós precisamos avançar”.

A senadora defendeu ainda a legalização do aborto, tema que colocou o PT na defensiva durante o processo eleitoral. “Não podemos daqui a quatro anos ter ainda este assunto sem discussão porque ninguém tem coragem de debater. A campanha eleitoral foi desastrosa em questões comportamentais, mas isso se deve ao acirramento da eleição e os ânimos agora estarão diminuídos e poderemos debater”. Ela reconheceu, porém, que uma decisão sobre o aborto levará tempo e defendeu que toda a sociedade participe do debate.

No Senado, Marta quer discutir aborto e união civil de homossexuais

 

Quando Beatie estava grávido, havia moralista de plantão nos EUA propondo até que ele abortasse. Nesse caso pode? Nascido mulher, passou por uma operação de mudança de sexo e começou a tomar suplementos de hormônios masculinos, mas decidiu fazer inseminação artificial porque sua companheira não podia ter filhos. Aliás, já disseram que se homem engravidasse, aborto seria legal e sacramentado.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

“Jornalismo popular” ou violação de direitos?

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“o que estes senhores chamam de ‘jornalismo popular’ está pautado na mais explícita banalização da violência e violação de direitos das mulheres, homossexuais e outros grupo historicamente vítimas de preconceito neste país” - Raquel Melo, em seu blog, via Alê Peixoto

Viomundo – O que você não vê na mídia 

Raquel Melo: “Jornalismo popular” ou violação de direitos?

da Raquel Melo, em seu blog, via Alê Peixoto

Boa tarde,

Peço à ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos que esta mensagem chegue ao senhor Gustavo Bernardes da Coordenadoria Nacional de Promoção dos Direitos LGBT.

O jornal Meia Hora, que pertence ao grupo EJESA (Empresa Jornalística Econômico S.A.), é conhecido pela população carioca, e mais recentemente pela paulistana, pelo que seus editores chamam de ‘jornalismo popular’ para retratar situações do cotidiano no país.

O grupo EJESA, segundo o próprio site da empresa, detém três jornais impressos e online: O Dia, Meia Hora e Marca Campeão que juntos chegam a mais de 3,5 milhões de leitores.

Em uma rápida busca no site do jornal considerado mais popular do grupo, o Meia Hora, é possível ter acesso às capas de algumas edições publicadas. Fato é que o que estes senhores chamam de ‘jornalismo popular’ está pautado na mais explícita banalização da violência e violação de direitos das mulheres, homossexuais e outros grupo historicamente vítimas de preconceito neste país.

Em um governo que começa seu mandato afirmando o compromisso de combater a homofobia e outras formas de preconceitos é de extrema urgência que se criem mecanismos que impeçam empresas de comunicação com ou sem concessão pública de perpetuarem a discriminação e incitarem a violência, principalmente contra os homossexuais.

Que criem e garantam nosso direito de resposta às publicações e veiculações absurdas que ferem nossa Constituição e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Abaixo, as capas do jornal Meia Hora publicadas pelo grupo EJESA somente em janeiro de 2011. Reparem nas palavras usadas pelos jornalistas para se referirem às mulheres e aos homossexuais: bibas, gostosa, traveco, piriguete. Imaginem tudo que foi publicado em 2010.

Terça, 18 de janeiro de 2011

http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/18012011.pdf

Sábado, 15 de janeiro de 2011

http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/15012011.pdf

Sexta, 14 de janeiro de 2011

http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/14012011.pdf

Segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/10012011.pdf

Quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/06012011.pdf

Terça-feira, 4 de janeiro de 2011

http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/040120113.pdf

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Direitos Humanos quer punir Bolsonaro por homofobia

Blog da Dilma
dezembro 2nd, 2010 |  Autor: Jussara Seixas

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDH) discute nesta quarta-gfeira (1o) a celeuma provocada pelas declarações homofóbicas de um de seus membros, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Os parlamentares vão analisar as possíveis providências a serem tomadas em resposta à “receita” do deputado para mudar a opção sexual de menores. Em entrevista à TV Câmara, ele sugeriu aos pais dar “um couro” no filho para mudar eventual inclinação homossexual.
A presidente da comissão, a deputada Iriny Lopes (PT-ES) afirmou que tal declaração agride duas vezes os direitos humanos, por pregar a violência contra crianças e por estimular reações homofóbicas. “É um absurdo escolher para a CDH pessoas que passam longe do espírito da comissão”, disse.
Ela considerou que falta pouco mais de um mês para terminar o ano legislativo, mas que é necessário alguma providência para mostrar o descontentamento com relação à posição de Bolsonaro.
Iriny criticou as indicações para as comissões de representantes sem afinidade com o trabalho por elas desenvolvido. “Eles vão para fazer o contraponto ao direito dos índios, crianças e outros, é um contrassenso que temos de impedir”, disse.
Membro da comissão, o deputado Pedro Wilson (PT-GO) considerou inadmissível um parlamentar que integra um colegiado que tem como um de seus objetivos a defesa da livre orientação sexual e não violência fazer declarações como as feita por Bolsonaro.
“Essa não é a primeira vez que este parlamentar age desta forma. Não podemos deixar passar em branco. Cada um tem livre arbítrio, mas o limite da ética e do respeito precisa ser preservado. Vamos discutir essa questão e a comissão tomará a iniciativa que achar mais conveniente”, afirmou.
Em entrevista à imprensa, Bolsonaro ironiza a reação dos colegas. “Estou me lixando para eles, eu sou um dos poucos (integrantes) heterossexuais, então sou minoria, eles têm de respeitar as minorias”, disse, debochando das reações de seus colegas parlamentares.
Fonte: Informes PT

Direitos Humanos quer punir Bolsonaro por homofobia

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Vídeo inacreditável: Cerra usou a carta “homossexual” em culto

Conversa Afiada
Publicado em 30/11/2010

O Conversa Afiada aceita sugestão do amigo navegante Murilo, com um vídeo do Serra pregando IGUAL PASTOR no Paraná e falando mal dos gays.

O vídeo é do You Tube e o Serra, na campanha para presidente, participa de um culto evangélico em que FALA mal dos homossexuais !
Absurdo !

Por favor, que país ele queria ? Nesse vídeo, se vê que o Serra não tem mais senso do ridículo, que ele entrou na luta do voto pelo viés do escárnio.

Confira o vídeo:
SERRA: UM BRAZIL QUE PODERIA MAIS ? Aff.
Obrigado a todos. Se quiserem, podem mostrar meu protesto contra esse brazileiro fundamentalista, ainda bem, do PASSADO!

Murillo Mascarin de Oliveira.

Vídeo inacreditável: Cerra usou a carta “homossexual” em culto | Conversa Afiada

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bolsonaro volta a polemizar e defende agressão a "filho meio gay"

Os Amigos do Presidente Lula
segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) já é conhecido no meio político como polemizador. Conservador e reacionário, ligado aos saudosistas da ditadura, ele vive causando polêmica com suas declarações contra os direitos humanos. São tantas declarações polêmicas que Bolsonaro nem é mais levado a sério entre os colegas. Desta vez, o comentário infeliz do deputado teve como alvo os homossexuais. Bolsonaro sugeriu que os pais deveriam bater nos filhos com tendências homossexuais.
A declaração foi feita durante o programa "Participação Popular", da TV Câmara. Os deputados Jair Bolsonaro e Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), presidente da Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente, discutiam sobre a Lei da Palmada, quando Bolsonaro disse: "O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem".
O telespectador Alexandre, de Minas Gerais, que denunciou a declaração do deputado ao Vermelho, ficou indignado com o preconceito escancarado do parlamentar: "O deputado afirma que palmada corrige a orientação sexual de uma pessoa, sugerindo que ser gay seria algo anormal e motivo sufiente para ser agredido", protesta Alexandre.

Ataque de militar a homossexual é condenado pelo Exército
A declaração escandalosa de Bolsonaro --que tem sua principal base eleitoral entre as famílias de militares do Rio de Janeiro-- acontece no mesmo dia em que o comandante do Forte de Copacabana, coronel Afonso Henrique Pedrosa, teve que vir a público condenar a atitude do sargento do exército Ivanildo Ulisses Gervásio que atirou contra um jovem de 19 anos, após Parada Gay no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (15).
Em entrevista nesta sexta-feira ao RJTV, Pedrosa disse que o Exército brasileiro não admite em seus integrantes qualquer conduta homofóbica ou discriminação ao ser humano. Portal Vermelho

Os Amigos do Presidente Lula: Bolsonaro volta a polemizar e defende agressão a "filho meio gay"

domingo, 21 de novembro de 2010

Movimento LGBT convoca protesto para domingo

Blog Leituras Favre

Solange Spigliatti – O Estado de S.Paulo

Militantes do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) e entidades sociais vão promover no domingo uma manifestação em repúdio e para reivindicar providências contra a série de atentados violentos cometidos na Avenida Paulista. O protesto está previsto para começar às 15 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), de onde os manifestantes vão caminhar até o local das agressões, próximo da Estação Brigadeiro do Metrô.

Um abaixo-assinado virtual direcionado às autoridades públicas também já está disponível. O movimento questiona a falta de uma legislação específica que criminalize a homofobia, assim como já se enquadra o racismo. O foco do movimento é o crime cometido no domingo pelos cinco jovens de classe média – que estudam juntos em um colégio do Itaim-Bibi. Para os organizadores do evento, há diversos indícios que comprovam o crime de intolerância.

Jovem atacado na Paulista escapou da morte, diz polícia

Após vídeo e testemunha, delegado agora fala em tentativa de homicídio

Vigia diz que vítima foi encurralada e não pôde se defender; polícia não conseguiu definir quem é quem nas imagens

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

DE SÃO PAULO

O depoimento de uma testemunha ontem à polícia de SP complicou ainda mais a situação dos cinco jovens acusados de participar de uma série de agressões na av. Paulista no último domingo.
Após ouvir a versão do vigia Rafael Fernandes, que trabalha em um dos prédios da avenida Paulista, a polícia passou a falar no crime de tentativa de homicídio e pode levar a novo pedido de prisão ou internação dos jovens.
Antes, a polícia falava em formação de quadrilha e lesão corporal gravíssima. Para o delegado-assistente Renato Felisoni, se o vigia não tivesse agido em defesa da vítima, ela poderia ter morrido.
Fernandes disse aos policiais que interveio na agressão contra o estudante Luís, 23, e ainda questionou por que faziam aquilo. “Porque ele é “veado”, teria respondido um dos jovens.
O relato do vigia foi dado um dia depois de imagens das câmeras do prédio serem divulgadas pelo “SBT Brasil”, anteontem.
Ele diz que, após os três golpes com lâmpada fluorescente (que aparecem no vídeo), Luís acaba encurralado. Leva socos e chutes no rosto de três dos cinco jovens, e continua apanhando mesmo após desfalecer.
A polícia não conseguiu definir quem é quem nas imagens do vídeo.
Na semana que vem, mais duas testemunhas serão ouvidas. A busca por novas imagens continua. O inquérito deve ser concluído em uma semana.
O Ministério Público informou ontem que requisitou as imagens do vídeo. Haverá pedido de apreensão dos menores? “Ainda é cedo para falar”, disse o promotor Tales de Oliveira, da Infância.
“O Ministério Público já havia pedido a internação provisória desses meninos, mas a Justiça não concordou. A posição da Promotoria, desde o início do processo, é muito clara no sentindo da necessidade da internação desses adolescentes.”
“Uma coisa ficou clara: não ocorreu legítima defesa. A vítima não tentou investir fisicamente. Ela foi tomada de surpresa pela agressão”, disse Oliveira.

MANIFESTAÇÃO
O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP) organizou ontem, na esquina da Paulista com a Brigadeiro Luis Antonio, perto do local da agressão, uma manifestação contra a homofobia.
Ele e ativistas do movimento gay coletaram assinaturas em prol da aprovação do projeto de lei 122/2006, que criminaliza a homofobia.
(CRISTINA MORENO DE CASTRO, ROGÉRIO PAGNAN e JAMES CIMINO)

Promotor vê omissão de pais de agressores

Para Tales Cezar de Oliveira, promotor da Infância e Juventude da capital, “bom pai é o que diz “não’” aos filhos

“Um bom pai jamais permitiria que o filho menor de 18 anos ficasse até as 6h numa balada”, afirma ele

ROGÉRIO PAGNAN – FOLHA SP

DE SÃO PAULO

O promotor Tales Cezar de Oliveira, da Infância e Juventude da capital, critica os pais dos adolescentes envolvidos na agressão contra outros jovens na avenida Paulista, em São Paulo. Primeiro, por permitir que estivessem numa balada até as 6h. Depois, por defendê-los. “Bom pai é o que diz “não’”, disse ele. Leia trechos abaixo.

Folha – Qual foi a sensação do sr. ao ver as imagens?
Tales Cezar de Oliveira -
A sensação, como cidadão, assim como provavelmente deve ter sido com 99% das pessoas, de absoluta repulsa ao ato gratuito de violência.
Isso mostra que a violência urbana está chegado a um ponto extremamente complicado. Nós, cidadãos de bem, estamos ilhados. Por quê?
Porque o Estado está fraco. Ele não tem uma política pública social de prevenção. E, ao mesmo tempo, o Estado repressor é fraco.
Nós, cidadão honestos, estamos entregues à própria sorte.
No lugar desse cidadão agredido poderia ter sido eu, você, minha esposa, meu filho… Qualquer um de nós.

Os pais chegaram a dizer que são meninos de bem, não são violentos, e só reagiram.
Isso só demonstra por que esses filhos chegaram aonde chegaram. Pais omissos, que passam a mão na cabeça dos filhos. Pais que acham que ser bons pais é proteger o filho, não dizer “não” ao filho.
O bom pai é aquele que castiga o filho, desde pequeno, quando faz uma coisa errada. Para ele aprender, quando for grande, os limites das outras pessoas.
O bom pai é aquele que diz “não”.
Um bom pai jamais permitiria que o filho menor de 18 anos ficasse até as 6h numa balada.
Isso demonstra claramente que a família falhou em algum momento na educação dos filhos.

O que pode acontecer com esses pais?
Não vou dizer sobre esse caso específico.
Mas, sempre que estivermos diante de um caso de falha do pai ou da mãe na educação do filho, o estatuto [da Criança e do Adolescente] prevê medidas aplicáveis aos pais, como orientação social e psicológica.
Há muita gente com dinheiro sem estrutura psicológica para enfrentar a vicissitude do dia a dia.

http://blogdofavre.ig.com.br/2010/11/movimento-lgbt-convoca-protesto-para-domingo/

Jovens, covardes e homofóbicos

Blog Leituras Favre

Quem são os acusados de espancar quatro rapazes na capital paulista só porque achavam que eles fossem gays

Bruna Cavalcanti e Solange Azevedo – ISTOÉ

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VIOLÊNCIA
Betonio foi agredido por jovens de classe média. Câmeras
de segurança gravaram o ataque (acima). Soraia
(abaixo), mãe de um deles, reclamou de uma das vítimas por ter feito BO

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“Tudo não passou de uma briga boba.” Foi assim que a publicitária Soraia Costa, 37 anos, classificou a série de espancamentos protagonizada pelo seu filho – de 16 anos – e mais quatro amigos. Todos estudantes de classe média, baladeiros e com histórico de rebeldia. Uma das vítimas foi Luis Alberto Betonio. Ele saía de uma delegacia na região central de São Paulo – com o rosto todo inchado, cheio de curativos e uma porção de hematomas pelo corpo – quando foi abordado por Soraia. Era domingo 14. De maneira autoritária, a publicitária reprimiu a atitude do rapaz. “Você não precisava ter feito um boletim de ocorrência.”

Soraia é bonita, moradora de um bairro nobre da capital e cultiva um estilo autoconfiante. Betonio leva uma vida bem mais modesta. Tem 23 anos, estuda numa universidade popular e reside em Parelheiros, uma das áreas mais pobres da cidade. “Fiquei tão indignado que não consegui responder”, contou Betonio à ISTOÉ. O pai de um dos agressores ainda reclamou com o delegado: “O senhor não é médico. Como pode autuar meu filho em flagrante alegando que ele causou uma lesão corporal gravíssima?”

Os cinco adolescentes, quatro deles menores de idade, passaram pouco mais de 24 horas detidos. Atrás das grades, choraram. “A carceragem é para chorar mesmo. Ainda mais para quem está acostumado com papai e mamãe sempre socorrendo”, disse o delegado Renato Felisoni, que investiga o caso. “Eles chamaram as vítimas de ‘bichas’ e as espancaram porque achavam que fossem homossexuais.” Além de Betonio, o grupo é acusado de atacar outros três rapazes. Um lavador de carros e dois jovens que esperavam por um táxi na avenida Paulista. “Não sou gay, mas um amigo que estava comigo é”, conta Betonio. “Eu tinha acabado de sair de uma lanchonete. Percebi esses jovens vindo no sentido contrário ao meu. Estavam bem vestidos, pareciam pessoas normais.” Logo que passou pelo bando, o universitário foi surpreendido com golpes na cabeça. Jonathan Domingues, 19 anos, o atacou com duas compridas lâmpadas fluorescentes. “Os outros quatro adolescentes assistiam a tudo dando risadas”, lembra a vítima. A pancadaria começou em seguida.

Apesar de os pais dos agressores alegarem que eles são “bons meninos” e que nunca se envolveram em grandes confusões, amigos relatam que não é bem assim. O filho de Soraia passou por várias escolas de São Paulo e, por mais de uma vez, acabou expulso. Desde o início deste ano, é aluno do Colégio Avanço, na zona sul da cidade. “Ele já foi retirado da sala algumas vezes por causa de indisciplina. Costuma ficar rindo das professoras e jogando bolinhas de papel”, revela uma colega. Depois das agressões, ele continua frequentando as aulas normalmente. Amigos próximos têm se divertido com o garoto dizendo que, se acontecer alguma briga, irão chamá-lo para participar. O adolescente vive com a mãe. Ele é filho de Carlos Massetti, acusado pela polícia italiana de ter ligações com a máfia siciliana, e neto de Gaetano Badalamenti. Conhecido como Dom Tano, Badalamenti morreu em 2004, numa prisão americana, onde cumpria pena por assassinatos e tráfico de drogas. Procurada por ISTOÉ, Soraia negou que seu ex-marido tenha dívidas com a Justiça. “Não temos mais nada para falar. Estamos todos bem”, disse.

Jonathan, o mais velho do grupo, é praticante de artes marciais e também teve problemas na escola. “No ano passado, o pai queria mandá-lo para Curitiba, para a casa de uma irmã”, afirma o instrutor Reinaldo Dutra, proprietário de uma academia de jiu-jítsu na zona sul de São Paulo. “Ele foi aluno durante uns seis meses e já não aparecia havia algum tempo. Não parecia brigão. Mas ouvi dizer que costumava beber quando ia para as baladas.” Jonathan mora com o pai e um irmão num confortável apartamento numa área nobre de São Paulo. Perto dali, vivem os outros três agressores. Um deles, também adepto do jiu-jítsu e de muay-thai. O garoto, de 16 anos, que reside com a mãe, passou a se apresentar na rede social Orkut como “o moleque doido da avenida” assim que foi libertado da Fundação Casa (ex-Febem).

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Os cinco companheiros de farra compartilham gostos e problemas. Todos são filhos de pais separados e apreciam lutas. Mas a violência protagonizada por eles é apenas uma pequena amostra do que ocorre País afora. Na semana passada, o estudante Douglas Igor Rodrigues, 19 anos, levou um tiro na barriga. O disparo foi feito por um militar do Exército no Rio de Janeiro (quadro ao lado). Segundo um levantamento do Grupo Gay da Bahia, pelo menos 3.371 gays, travestis e lésbicas foram assassinados no Brasil desde 1980. “Esses espancamentos, infelizmente, não são casos isolados”, afirma a pesquisadora Regina Facchini, do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, da Universidade Estadual de Campinas. “Cadê os pais desses pequenos selvagens?”, pergunta o psicanalista gaúcho Mário Corso. “Esses jovens são de uma miséria psíquica incrível. Quando um homem precisa agredir um homossexual é porque não está seguro da própria masculinidade.”

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HOMOFOBIA DE FARDA

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TIRO
Marques (acima) foi baleado por um militar do Exército no Rio de Janeiro

Mais um caso chocante de homofobia abalou a reputação do Rio de Janeiro, cidade eleita o melhor destino gay do mundo por um site e um canal de tevê internacionais. Um dos mais bonitos cartões-postais da cidade, o Arpoador, na orla de Ipanema, foi palco da cena ocorrida no domingo 14, quando um grupo de 20 jovens homossexuais que tinha participado, pouco antes, da passeata do Orgulho Gay estava reunido no local e foi abordado pelos sargentos Ivanildo Ulisses Gervásio e Jonathan Fernandes da Silva. Armados e trajando fardas camufladas, os militares insultaram e expulsaram o grupo. O estudante Douglas Igor Marques, 19 anos, ousou questionar a truculência e, em resposta, foi baleado na barriga. Por sorte, o tiro pegou de raspão. “A motivação foi homofóbica”, afirmou o delegado Fernando Veloso, da Delegacia do Leblon, que autuou os sargentos por tentativa de homicídio duplamente qualificada (motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima). “O cara me empurrou no chão, falou que eu era uma vergonha para a minha família, e atirou”, contou Douglas. Os agressores estão presos preventivamente e podem ser expulsos da instituição.

Para a mãe de Douglas, Viviane da Silva, 37 anos, a identificação e prisão dos agressores conforta a família, embora não cure a dor. “Ficava com medo de ele ser uma pessoa infeliz por causa do preconceito. Essa era a minha maior preocupação, e acabou acontecendo.” Muitas outras famílias choram as agressões e assassinatos cometidos contra filhos por homofóbicos. Em junho, o adolescente Alexandre Thomé Ivo Rajão, 14 anos, foi torturado e morto após uma briga envolvendo jovens gays, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. “Ele nunca nos disse que era homossexual, por isso, para nós, não era gay. Alexandre foi morto porque tinha amigos homossexuais. Acharam que ele era também”, afirmou à ISTOÉ a irmã do adolescente, Paula. A primeira audiência do caso só será realizada no mês que vem. Os três acusados do crime chegaram a ser presos preventivamente, mas hoje estão livres. “Antes disso tudo eu nem conhecia a palavra homofobia e peço perdão pela minha ignorância. Agora só sinto dor. Saber como meu filho sofreu e que o ser humano pode sentir tanto ódio e matar alguém por um motivo tão banal é muito dolorido”, acrescentou a mãe de Alexandre, Angélica Ivo.

O Estado do Rio foi o primeiro a criar um programa de combate à homofobia, seguindo os passos do governo federal. Nos últimos 12 meses, o “Rio sem Homofobia” registrou 600 denúncias de agressão contra homossexuais — recebidas tanto por um disque-cidadania gay como por registros policiais. “Somos o primeiro Estado a incluir a homofobia como possível motivo de crime nos boletins de ocorrência. Em janeiro do ano que vem, pretendemos inaugurar um núcleo de monitoramento de crimes homofóbicos”, explicou Cláudio Nascimento, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio.

Adriana Prado e Wilson Aquino

http://blogdofavre.ig.com.br/2010/11/jovens-covardes-e-homofobicos/

sábado, 20 de novembro de 2010

Kassab, Robin Hood às avessas


Reeditado em 22/11/1 às 21:31
Mesmo com um orçamento com crescimento de 22% previsto para 2011, Kassab decidiu cortar gastos (valores absolutos) em gestão ambiental, agricultura e regiões mais pobres da cidade. Os valores podem ser conferidos abaixo no trecho obtido do site do Vereador Donato do PT. Kassab parece não ter aprendido nada nestas eleições. Enquanto o debate que definiu a eleição nacional girou em torno de questões como meio ambiente, agricultura familiar e distribuição de renda, o Prefeito prefere a contra-mão. Numa versão às avessas de Robin Hood, optou por ampliar gastar em Subprefeituras de regiões centrais, retirando receita das periferias. Parece apostar para as próximas eleições, em parte do eleitorado de classe média, e contando com votos daqueles que apóiam a estudante de direito Mayara que prega no twiter afogar nordestinos. Ou espera votos daqueles que educam filhos para a homofobia e para a agressão a outros jovens com lâmpadas fluorescentes. Esquece-se dos mais pobres e que parte deles ascendeu à classe C.
DESPESAS
Nas despesas entram todos os investimentos que a Prefeitura fará no próximo ano. Por exemplo com hospitais, escolas, pagamentos de funcionário, etc.
Há muitas discrepancias nos investimentos. Áreas que sofreram grandes reduções e outras áreas grandes aumentos.
Chama a atenção, os investimentos em meio ambiente. Os recursos para gestão ambiental caíram de R$ 423.000.000,00 para R$ 351.234.000,00, uma redução de mais de 17%. Os recursos para a agricultura, caíram de R$ 15.780.000,00 para R$ 11.784.000,00, queda de mais de 25%. A Secretaria do Meio Ambiente sofreu um corte de mais de 12% em seu orçamento total.
Outra área que sofreu cortes drásticos fora os investimentos em acessibilidade. A Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida sofreu redução de quase 15%.
Demonstração de que a Prefeitura não prioriza as pessoas que mais precisam de atenção nem o meio ambiente. Está preocupada em fazer obras. Vejamos por exemplo os índices de crescimento no orçamento da Secretaria de Infra-estrutura Urbana e Obras, cujo orçamento subiu de R$ 369.707.541,00 para R$ 1.578.023.009,00, aumento de 326,8% em relação ao ano de 2010. O mesmo aconteceu com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, subiu de R$ 60.116.017,00 para R$ 286.878.092,00, aumento de 377,2%.
Outro dado que chama a atenção, são os investimentos nas Subprefeituras, ou seja, nos bairros da cidade. Ve-se que os orçamentos das Subprefeituras das regiões mais pobres da cidade, como as Subprefeituras de M’Boi Mirim, Campo Limpo, Capela do Socorro, Cidade Ademar e Itaim Paulista  foram os que mais sofreram redução. Já os orçamentos das Subprefeituras das regiões centrais da cidade, como Vila Mariana, Mooca e Pinheiros, sofreram aumentos.

Subprefeituras das regiões mais pobres tiveram orçamento reduzido.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010