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segunda-feira, 30 de maio de 2011

PSDB espanca “maconheiros” na rua e “alisa” na TV

Polícia tucana bate em quem leva tucano a sério

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O Conversa Afiada reproduz texto sempre agudo do blogueiro sujo Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania:

No domingo, no Fantástico, da TV Globo, foi ao ar reportagem em que o principal líder político do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defende que usuários de maconha possam plantar a erva em casa e, também, que a lei deixe de penalizar o usuário da droga.
Enquanto isso, em São Paulo, o governo mais importante comandado pelo PSDB, através da polícia sobre a qual exerce controle absoluto, reprime com violência jovens que foram às ruas defender aquilo que o mesmo partido defende na TV pela boca dele, do tal líder político.
Segundo a Polícia, o governo e a Justiça de São Paulo, os garotos que foram à rua defender o que defende Fernando Henrique Cardoso teriam feito “apologia” à maconha. Resta saber quem fez tal “apologia” para mais gente, se os jovens na rua  ou FHC na televisão.
Diante dessa situação esquizofrênica desse partido reacionário e violento nas ruas e gentil e progressista na mídia, surge uma questão que deve interessar ao menos aos partidários das teorias pró-maconha: não dá pra trocar o comportamento do PSDB das ruas com o da TV?
Abaixo, reportagens do Fantástico alisando aquele que diz coisas que basta qualquer outro dizer para os pistoleiros do PIG chamarem de “maconheiro” e do UOL mostrando o lado, digamos, mais “careta” do PSDB.
PSDB espanca “maconheiros” na rua e “alisa” na TV - Conversa Afiada

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Jean Willys, homossexual e cristão, quer a PL 122

Mello na votação do STF: Brasil é o campeão mundial de homofobia

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A pedidos, no dia em que o STF se renova, sacode a poeira obscurantista (que anistiou os torturadores com a anistia à Lei da Anistia), o Conversa Afiada republica texto do deputado federal Jean Willys extraído do site Brasília Eu Vi, de Leandro Fortes:

 

A trincheira de Jean Wyllys

Por Leandro Fortes
Jean Wyllys de Matos Santos é um sujeito tranquilo, bem humorado, que defende idéias sem alterar a voz, as mais complexas, as mais simples, baiano, enfim. Ri, como todos os baianos, da pecha da preguiça, como assim nomeiam os sulistas um sentimento que lhes é desconhecido: a ausência de angústia. Homossexual assumido, Jean cerra fileiras no pequeno e combativo PSOL, a única trincheira radical efetivamente ativa na política brasileira. E é justamente no Congresso Nacional que o deputado Jean Wyllys, eleito pelos cidadãos fluminenses, tem se movimentado numa briga dura de direitos civis, a luta contra a homofobia.
Cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, exclusivamente por serem gays. Entre eles, muitos adolescentes.
Mas o Brasil tem pavor de discutir esse assunto, inclusive no Congresso, onde o discurso machista une sindicalistas a ruralistas, em maior ou menor grau, mas, sobretudo, tem como aliado as bancadas religiosas, unidas em uma cruzada evangélica. Os neopentecostais, como se sabe, acreditam na cura da homossexualidade, uma espécie de praga do demônio capaz de ser extirpada como a um tumor maligno. O mais incrível, no entanto, não é o medievalismo dessa posição, mas o fato de ela conseguir interditar no Parlamento não só a discussão sobre a criminalização da homofobia, mas também o direito ao aborto e a legalização das drogas. Em nome de uma religiosidade tacanha, condenam à morte milhares de brasileiros pobres e, de quebra, mobilizam em torno de si e de suas lideranças o que há de mais lamentável no esgoto da política nacional.
Jean Wyllys se nega a ser refém dessa gente e, por isso mesmo, é odiado por ela. Contra ele, costumam lembrar-lhe a participação no Big Brother Brasil, o inefável programa de massa da TV Globo, onde a debilidade humana, sobretudo a de caráter intelectual, é vendida como entretenimento. Jean venceu uma das edições do BBB, onde foi aceito por ser um homossexual discreto, credenciado, portanto, para plantar a polêmica, mas não de forma a torná-la um escândalo. Dono de um discurso política bem articulado, militante da causa gay e intelectualmente superior a seus pares, não só venceu o programa como ganhou visibilidade nacional. De repórter da Tribuna da Bahia, em Salvador, virou redator do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mas logo percebeu que isso não era, exatamente, uma elevação de status profissional.
Na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys, 36 anos, baiano de Alagoinhas, tornou-se a cara da luta contra a homofobia no Brasil, justamente num momento em que se discute até a criminalização do bullyng. Como se, nas escolas brasileiras, não fossem os jovens homossexuais o alvo principal das piores e mais violentas “brincadeiras” perpetradas por aprendizes de brucutus alegremente estimulados pelo senso comum. Esses mesmos brucutus que, hoje, ligam para o gabinete do deputado do PSOL para ameaçá-lo de morte.
Abaixo, a íntegra de uma carta escrita por Jean ao Jornal do Brasil, por quem foi acusado, por um colunista do JB Wiki (seja lá o que isso signifique), de “censurar cristãos”. O texto é uma pequena aula de civilidade e História. Vale à pena lê-lo:
Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).
Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal.  E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.
Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.
Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.
O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.
Assim como o  trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).
A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.
Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.
Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.
O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?
Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.
Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.
Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que  injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.
Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)
Jean Willys, homossexual e cristão, quer a PL 122 - Conversa Afiada

sábado, 12 de março de 2011

Segurança de SP. Para onde se olha tem trampa

Charge do amigo navegante Juliano

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Num shopping center movimentado, o Secretário de Segurança, Antonio,  entrega a um (excelente) repórter documentos que comprovam a corrupção na Secretaria de Segurança – a Secretaria do próprio Antonio.
A reportagem revela que, nos Governos Alckmin (anterior) e Cerra, se praticava um tipo de corrupção que não se viu, por exemplo, no Governo Maluf: vender dados sobre criminalidade a construtoras e esconder do público (e dos compradores de imóveis.)
Chicago na veia !
Funcionários da Secretaria de Segurança capturam o vídeo da câmera do shopping Center e divulgam.
(Que Secretário de Segurança é esse que  tem encontro secreto nu shopping Center ?)
O Secretário de Segurança é do Cerra, que o Alckmin manteve.
O Secretário de Segurança do governo anterior do Alckmin, Saulo, é suspeito de participar do massacre de criminosos no famoso episódio conhecido como “Massacre da Castelinho”.
Saulo foi quem contratou o funcionário que vendia informações sobre criminalidade.
A Antonio se atribui a tarefa de punir funcionários corruptos da Secretaria, funcionários que lá estão desde os tempos do Saulo.
A Folha – no espaço da página 2 dedicado a Clovis Rossi – suspeita que os funcionários corruptos da Secretaria de Segurança (do Saulo e do Antonio) estejam por trás do vazamento do vídeo.
Mas, quem está mesmo por trás de tudo são o Alckmin e o Cerra – ou não, amigo navegante ?
Quando é que São Paulo vai ter um Beltrame ?
Enquanto isso, na pág. C3 da Folha (*), Vila Madalena, bairro nobre de São Paulo, sofreu o quinto arrastão em 30 dias.
Enquanto isso, até em Paris, o poste do Cerra enfrenta protestos por aumento de ônibus.
São Paulo é a única cidade do Brasil que, neste momento, enfrenta paralisações de moradores indignados com o aumento do transporte público.
Em uma semana, três estudantes universitários foram assassinados durante roubos em São Paulo, informa o jornal Agora (o único que presta, em São Paulo), na pág. A6.
Só não haverá um processo de impeachment na Assembléia, porque o próprio Presidente da Assembléia, segundo a Folha, na primeira página, é acusado de um pequeno desvio de R$ 3 milhões (coisa insignificante, para os padrões da Chuíça (**)), na cidade de Itapira.
A Assembléia não comporta DOIS processos de impeachment simultâneos !
Viva a Chuíça (**) !
(E ele ainda quer ser Presidente !)
Clique aqui para ver o vídeo do encontro secreto do Antonio, secretário de Segurança (?), num shopping.
Em tempo:

O Conversa Afiada publica charge e comentário do amigo navegante Juliano:
Olá PHA, tudo bém?

Nessa Ida e Volta lenta do feriadão de carnaval, muitos brasileiros sentiram-se indignados com os pedágios      http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/03/motorista-encontra-filas-na-chegada-sp-pela-dutra-e-castello.htmlPSDBistas, agora cobrados em dólares.

E você, caro leitor… também ficou tão indignado quanto este senhor?

Juliano

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

Segurança de SP. Para onde se olha tem trampa | Conversa Afiada

segunda-feira, 7 de março de 2011

Abuso policial só comove quando é mostrado em vídeos, fotos e TV

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Alckmin preferiu vender o sofá!

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Marcelo Semer: Abuso policial só comove quando é mostrado em vídeos, fotos e TV

Quarta, 2 de março de 2011, 08h15

por Marcelo Semer, em Terra Magazine

As cenas da escrivã sendo despida à força por policiais da Corregedoria em São Paulo suscitaram uma enorme perplexidade.

Muitos se perguntaram: se a polícia faz isso com os próprios policiais, o que não fará com o cidadão comum?

A dúvida do governador Geraldo Alckmin foi outra: como um vídeo oficial da ação policial se tornou público?

O governador se comportou no episódio mais ou menos como o marido que ciente da traição da esposa no sofá da sala, decide vender o móvel.

Mas talvez valha a pena se questionar o que teria acontecido se as imagens jamais chegassem ao YouTube.

O inquérito que apurava eventual abuso de autoridade foi arquivado, a pedido da promotoria. O MP entendeu, que apesar de ter havido “um pouco de excesso na hora da retirada da calça da escrivã”, não havia no ato qualquer intuito libidinoso e isso bastou para isentá-los.

No âmbito disciplinar, os policiais chegaram a ser chamados de corajosos e destemidos.

Depois que o vídeo veio à tona, no entanto, tudo mudou.

Promotores do grupo de controle externo da polícia criticaram fortemente a ação. Os policiais foram afastados e a corregedora-geral perdeu seu cargo de confiança.

A mudança de comportamento não destoa, em verdade, de como a própria sociedade encara os excessos da repressão.

A violência policial está longe de ser uma novidade entre nós. Mas só quando ela nos é mostrada sem pudores, com imagens em relação às quais não se pode fechar os olhos, é que desperta indignação.

Longe dos olhos, longe do coração.

A edição da lei da tortura foi um nítido exemplo da importância das imagens furtivas.

O Brasil era signatário há anos de um tratado no qual se obrigava a reprimir o abuso de agentes públicos, mas as reivindicações para a tipificação do crime não sensibilizavam os parlamentares.

A lei só foi proposta, e aprovada em curtíssimo prazo, quando as cenas da violência policial na Favela Naval, filmadas por um cinegrafista oculto, foram mostradas em rede nacional.

A tortura não nos era desconhecida – apenas suportável quando não éramos obrigados a encará-la de frente.

A situação precaríssima dos encarcerados no país não é lá muito diferente.

É preciso uma rebelião daquelas em que cabeças são cortadas, ou fotos de corpos presos empilhados em contêineres, para que comecemos a supor que, afinal, alguma coisa está fora da ordem.

Analisando as atrocidades que tem visto em inúmeras inspeções carcerárias país afora, um juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça chegou à conclusão que a sociedade tolera as graves violações porque, no fundo, acredita que o criminoso mereça vingança.

Faz sentido.

A opinião de que precisamos de mais repressão, mais pena, mais prisões e menos direitos, é persistente na sociedade. E as críticas aos abusos da punição são bem mais esporádicas.

Mesmo que já estejamos na faixa do meio milhão de presos, sem contar os adolescentes infratores, continuamos a clamar que o Brasil é o celeiro da impunidade, e pedir por mais e mais cadeia.

Quem se opõe a isso e luta pela preservação de garantias fundamentais é taxado de defensor dos “direitos humanos para bandidos”. A ojeriza à utilização dos instrumentos de defesa, como a recente crucificação do habeas corpus, faz com que todo advogado seja considerado um pouco criminoso.

Enquanto isso, as punições por tortura, como se sabe, são irrisórias.

O receio de denunciar, a desconfiança dos operadores do direito, a necessidade de preservar como legítimas provas obtidas de forma ilícita, tudo isso vitamina a enorme cifra negra da tortura.

Mas não é só.

A ânsia de punir, a comoção causada pela contínua exploração midiática dos crimes e a demagogia dos parlamentares que a cada vítima famosa propõem novas leis, acaba por moldar nossa forma de tratar o crime. Com o máximo de espetáculo e o mínimo de limites para a repressão.

Tudo isso vai bem, até que as duras imagens nos cheguem, de alguma forma, contrabandeadas da realidade.

Quando se vê, a barbaridade das consequências enfim nos assusta e nos comove.

Talvez por isso o governador tenha se preocupado tanto com o vazamento do vídeo.

Mas aí seria o caso de se perguntar: para a garantia dos direitos, ao invés de pregar o respeito à Constituição, teremos de recorrer ao Wikileaks?

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de “Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho” (LTr) e autor de “Crime Impossível” (Malheiros) e do romance “Certas Canções” (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

Marcelo Semer: Abuso policial só comove quando é mostrado em vídeos, fotos e TV | Viomundo - O que você não vê na mídia

terça-feira, 1 de março de 2011

Governos Cerra e Alckmin manipulam e vendem dados de violência

Tão verdadeiro quanto a lista da Veja

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O repórter Mario Cesar Carvalho (um dos últimos repórteres vivos, em São Paulo), da Folha (*), faz grave denuncia na capa e na pág. C1:
“Estatístico do Estado vende dado sigiloso”
“Túlio Kahn, coordenador da Secretaria de Segurança de SP, disponibiliza informações criminais por meio de sua empresa”.
“Ele já forneceu dados como furtos a pedestres na região de Campinas e bens mais visados em roubos a condomínios.”
Ele atravessa três governos na função – Alckmin, Cerra, Alckmin.
O levantamento sobre roubos a condomínios foi feito para o  sindicato das empresas imobiliários, SECOVI.
A empresa de Kahn, a Angra, oferece aos clientes informações que não oferece ao cidadão, com um argumento interessante:
“poderiam gerar alarmismo entre os moradores e desvalorizar a área” !!!

Navalha

NAVALHA

Estão aí ao vivo algumas características do tucanismo paulista.
Privatizar.
Privatizar informações e beneficiar clientes poderosos, como o SECOVI.
Não desvalorizar áreas em que ocorra violência.
Manipular dados e “combater” a violência em São Paulo.
A própria Folha (*) já tentou obter os dados que o funcionário do Governo vende, através de sua própria empresa.
Corrupção no alto escalão do Governo não é privilégio de São Paulo.
Traço característico dos tucanos paulistas – Cerra e Alckmin à frente – é a privatização dos serviços públicos.
Outro é manipular informação para não “alarmar” a população.
Manipular para não atrapalhar a indústria imobiliária.
Como se sabe, um dos traços da “estatística” de violência em São Paulo é registrar “homicídio” como “óbito de causa desconhecida”.
É como fazia o regime militar e a Folha da Tarde confirmava.
Na Secretaria de Segurança do Rio acredita-se nas estatísticas de violência da Chuíça (**) tanto quanto na lista de livros mais vendidos da Veja.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

Governos Cerra e Alckmin manipulam e vendem dados de violência | Conversa Afiada

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quando a mídia ajuda a matar

“Após a morte de JFK, vozes do extremismo de direita se afastaram um pouco do rádio e TV. Agora voltaram, diz sobrinho de Kennedy”

Viomundo – O que você não vê na mídia
16 de janeiro de 2011 às 18:33

Robert Kennedy Jr.: Quando a mídia ajuda a matar

[Anúncio de página inteira publicado no Dallas Morning News no dia do assassinato de JFK, em que ele é acusado de ser comunista]

Nas ondas do ódio radioativo

Após a morte de JFK, vozes do extremismo de direita se afastaram um pouco do rádio e TV. Agora voltaram, diz sobrinho de Kennedy

por Robert F. Kennedy Jr., traduzido por Terezinha Martino, no Estadão

No dia 22 de novembro de 1963, minha mãe foi me buscar na Sidwell Friends School, em Washington. Quando seguíamos para casa, em Hickory Hill, norte da Virgínia, observei que todas as bandeiras da cidade estavam a meio pau. Minha mãe disse que um homem malvado tinha atirado no tio Jack e ele tinha ido para o céu. Um amigo do meu pai, Dean Markhan, ex-companheiro do time de futebol em que ele jogava e promotor da divisão de combate ao tráfico, foi buscar meu irmãozinho David na escola Our Lady of Victory. “Por que eles mataram tio Jack?”, David perguntou a ele. Dean, ex-fuzileiro naval, veterano de combates, conhecido como um dos mais robustos atacantes do Esquadrão GI Bill — o mais forte time de futebol [americano] da história da Universidade de Harvard –, não era tão forte para enfrentar aquela pergunta. E chorou silenciosamente durante todo o caminho percorrido.

Quando cheguei em casa meu pai estava no jardim com Brumus, nosso terra-nova, e Rusty, um setter irlandês. Corremos em sua direção e o abraçamos. Todos choravam. Ele nos disse: “John teve a vida mais maravilhosa possível e jamais teve um dia triste”.

Nem Glenn Beck, Sean Hannity ou Michael Savage, nem os odiosos mercadores da Fox News e dos programas de rádio podem dizer que inventaram seu estilo.

[PS do Viomundo: O autor se refere a jornalistas-militantes da extrema-direita]

A virulência tóxica da direita dominava de tal forma as ondas de rádio desde a era McCarthy até 1963 que o presidente John Jack Kennedy, naquele ano, lançou uma campanha para implementar a Fairness Doctrine (Doutrina da Imparcialidade), que exigia exatidão e equilíbrio no rádio e na TV. Estudantes, grupos religiosos e de cidadãos registraram mais de 500 queixas na Comissão Federal de Comunicações contra extremistas de direita e apresentadores que disseminavam o ódio.

Os programas transmitidos em Dallas eram radioativos: pregadores, líderes políticos e empresários locais cuspiam a virulência extremista, inflamando as paixões de legiões de fanáticos desequilibrados. Havia alguma coisa naquela cidade — cólera ou loucura — que, conscientemente ou não, parecia preparar o terreno para o assassinato de Jack. A Voice of America, meia hora após o assassinato do presidente, descreveu Dallas como o “centro da extrema direita”. Texas era um tal caldeirão de corrupção da direita que o historiador William Manchester a retratou como a cidade que lembrava os dias finais da República de Weimar. “Coisas insanas ocorriam”, reportou Manchester. “Enormes cartazes exigiam o ‘impeachment’ de Earl Warren (presidente da Suprema Corte, responsável pelo fim da segregação nas escolas; depois presidiu a comissão Warren, que investigou o assassinato de Kennedy)”.

Lojas de judeus eram pichadas com suásticas. Jovens donas de casa se sacudiam em público ao canto “Stevenson’s going to die — his heart will stop, stop, stop and he will burn, burn, burn”(Stevenson vai morrer — e seu coração vai parar, parar, parar e ele vai queimar, queimar, queimar).

Manchester continua: “Dallas tornou-se a meca dos festivais de cura dos evangélicos da National Independence Convention, das Cruzadas Cristãs, dos Milicianos, da Sociedade John Birch e das Sociedades Patrick Henry e a sede do explorador de petróleo, de direita, H. L. Hunt e suas atividades duvidosas. O prefeito da cidade, o direitista Earl Carrol, era conhecido como ‘prefeito socialista de Dallas’ por ter mantido sua filiação no Partido Democrata”.

[Nota do Viomundo: O autor se refere, acima, a grupos da extrema-direita de então, antecessores do Tea Party]

O discurso de tio Jack em Dallas deveria ser um ataque violento contra a direita. Ele encontrou as ruas abarrotadas de democratas seus partidários, mas entre eles eram vistos os ornamentos familiares do ódio contra o presidente: bandeiras confederadas, centenas de cartazes exibindo uma foto de Jack com a inscrição “Procurado por traição”. Um homem portava uma faixa que dizia: Você um traidor (sic)”. Outras faixas o acusavam de ser comunista. Quando os alto-falantes da escola anunciaram o assassinato de Jack, alunos do quarto anos aplaudiram. Um ouvinte de rádio ligou para dizer que “qualquer branco que fez o que fez pelos negros deve ser morto a tiros”.

Quando meus irmãos e eu fomos à Casa Branca para consolar meus primos John e Caroline, um grupo desfilava diante da residência exibindo um cartaz que dizia “Deus puniu JFK”.

Jack tinha recebido uma infinidade de advertências para não visitar a cidade texana. De fato, um pressentimento tomava conta da nossa família quando ele e a tia Jackie se preparavam para a viagem. Jack fez uma visita não programa a Cape Cod para se despedir do meu avô doente. Na noite anterior à viagem, minha mãe sentiu que ele estava ausente e taciturno no jantar para os juízes da Suprema Corte.

A morte de Jack forçou um autoexame nacional. Em 1964, os americanos repudiaram as forças do ódio e da violência da direita com histórica e esmagadora vitória na eleição presidencial disputada por Lindon Johnson e Barry Goldwater. Por um tempo os promotores do extremismo de direita se afastaram do pódio público. Agora retornaram, pensando em vingança, ao rádio e à TV e a importantes posições no cenário político.

Gabrielle Giffords continua num quarto de hospital lutando pela vida. Uma garota de 9 anos e outras cinco pessoas estão mortas. Rezemos por elas e pelo nosso país e esperemos que essa tragédia leve a um novo exame de consciência.

Aqui, o Viomundo fala sobre o apresentador que fez muito para introduzir o preconceito contra imigrantes no discurso da rede CNN.

Aqui, o artigo de Sarah Robinson falando sobre a ascensão do fascismo nos Estados Unidos.

Aqui, os tuiteiros brasileiros que pregaram o assassinato da presidenta Dilma.

Aqui, os internautas que pediram que Dilma cometesse suicídio, no Flickr.

Aqui, a brasileira que pregou o afogamento dos eleitores nordestinos e mereceu artigo em defesa dela na Folha de S. Paulo.

Robert Kennedy Jr.: Quando a mídia ajuda a matar | Viomundo - O que você não vê na mídia

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os paranoicos

O vídeo “Uma breve história dos Estados Unidos” ironiza a paranoia cultural nos EUA e o texto “Passou no Wal Mart, comprou munição e matou gente” questiona se a preocupação no país com os “desequilibrados” e “loucos” não deve rumar o foco para a discussão do acesso fácil às armas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Blog do Miro
Michael Moore e a tragédia nos EUA

. Extraído do sítio www.michaelmoore.com

Viomundo – O que você não vê na mídia
12 de janeiro de 2011 às 13:49

Heloisa Villela: Passou no Wal Mart, comprou munição e matou gente

por Heloisa Villela

Loucura?

Em meio a toda essa sandice, mais uma de tantas explosões aparentemente gratuitas de violência neste país, as perguntas e tentativas de explicação voltam à tona. São sempre as mesmas, recicladas ou não como novidade. E tudo sempre se resume a uma análise “aprofundada” do sujeito da ação. O cara é desequilibrado, tem problemas mentais,  ninguém tomou providência a tempo, etc, etc. Quantas vezes já ouvimos tudo isso?

Pois é, cansa e parece farsa na quarta ou quinta vez. E fica ainda mais evidente que talvez o blá, blá, blá da mídia sirva apenas para calar a verdadeira discussão que esse país aqui se recusa a travar. São várias, na minha muito modesta opinião. E não passa disso: opinião mesmo, de quem mora há mais de 20 anos aqui, não tem curso de psicologia nem de sociologia. Mas ainda assim, são coisas que me martelam a cabeça.

O rapaz do Arizona comprou uma arma, sem problemas, na loja “Sportsman’s Warehouse”, em novembro. Poucas horas antes de matar seis pessoas, entrou em um Wal Mart (esses hipermercados populares) e comprou munição. No táxi, com toda tranquilidade, ele foi para o estacionamento do mercado Safeway, onde acontecia o pequeno comício, ou corpo-a-corpo da deputada Gabrielle Giffords.

Agora, paramos aqui e juntamos: armas acessíveis, munição à vontade e políticos, em geral, cada vez mais odiados pela população. O que acontece com o debate político nesse país? Nada, porque ele não envolve a população. Nas eleições presidenciais, quando um número maior de eleitores participa, o índice de comparecimento fica ali pelos 50%. Ou seja, metade da população não se interessa em sair de casa para votar. Não se sente representada, talvez, por nenhum dos dois partidos majoritários.

Mais recentemente, a decepção com a classe política se aprofundou. A crise financeira, o socorro aos bancos e o total desinteresse pela situação dos que perderam suas casas porque não podiam mais pagar a prestação irritou muita gente. Em seguida, veio a discussão da reforma da saúde, acalorada, lotada de distorções e mentiras.

O presidente Barack Obama foi eleito numa onda de esperança que mobilizou um bocado de gente. Em seguida, foi uma ducha de água fria. Muita gente se sentiu traída porque ele não atacou os problemas com o vigor que se esperava. Não estou dizendo que o sujeito lá do Arizona decidiu matar uma meia dúzia porque estava irritado com o governo. O que me parece é que existe um descolamento total da política, que não diz nada para a vida do cidadão comum, hoje em um clima tenso, de desesperança.

Ao mesmo tempo, o espaço do debate político foi tomado por uma retórica vazia, de acusações falsas e promoção do ódio aos imigrantes, às minorias… O xerife do condado do Arizona, onde aconteceu o massacre, diz que esse discurso político deve ter influenciado o rapaz. Quanto ao acesso às armas, foi mais radical: “Talvez agora eles exijam que todo bebê mantenha uma Uzi no berço”. Alguém, por aqui, ainda pensa.

O Departamento de Segurança Interna, há dois anos, produziu um estudo mostrando que havia um acirramento dos grupos de ódio e de direita radical, alimentado, entre outras coisas, pela eleição de um presidente negro pela primeira vez na história do país. O estudo alertava para a possibilidade de atos isolados e perigosos. Mas o documento foi engavetado depois que os republicanos berraram, especialmente o agora presidente da Câmara, John Boehner, dizendo que não passava de propaganda do governo Obama.

E, mais uma vez, o governo Obama se calou diante da oposição…

sábado, 4 de dezembro de 2010

Em nome de combater o crime, crimes

Viomundo - O que você não vê na mídia
3 de dezembro de 2010 às 9:47

Por um momento achei que só eu (Azenha) tinha notado que pobre é cidadão de segunda classe no Brasil, ou seja, não tem garantia de inviolabilidade do domicílio:

À MARGEM DA LEI SÃO TODOS MARGINAIS

A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA – AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, fundada em 1991, que tem por finalidade estatutária o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, em consideração às operações policiais e militares em curso no Rio de Janeiro, vem manifestar preocupação com a escalada da violência, tanto estatal quanto privada, em prejuízo da população que suporta intenso sofrimento.
Para além da constatação do fracasso da política criminal relativamente às drogas ilícitas no país, bem como da violência gerada em razão da opção estatal pelo paradigma bélico no trato de diversas questões sociais que acabam criminalizadas, o Estado ao violar a ordem constitucional, com a defesa pública de execuções sumárias por membros das forças de segurança, a invasão de domicílios e a prisão para averiguação de cidadãos pobres perde a superioridade ética que o distingue do criminoso.
A AJD repudia a naturalização da violência ilegítima como forma de contenção ou extermínio da população indesejada e também com a abordagem dada aos acontecimentos por parcela dos meios de comunicação de massa que, por vezes, desconsidera a complexidade do problema social, como também se mostra distanciada dos valores próprios de uma ordem legal-constitucional.
O monopólio da força do Estado, através de seu aparato policial, não pode se degenerar  num Estado Policial que produz repressão sobre parcela da população, estimula a prestação de segurança privada, regular e irregularmente, e dá margem à constituição de grupos variados descomprometidos com a vida, que se denominam esquadrões da morte, mãos brancas, grupos de extermínio, matadores ou milícias.
Por fim, a AJD reafirma que só há atuação legítima do Estado, reserva da razão, quando fiel à Constituição da República.

Em nome de combater o crime, crimes | Viomundo - O que você não vê na mídia

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher

Viomundo - O que você não vê na mídia
25 de novembro de 2010 às 1:25

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Hoje é o dia Internacional da Não Violência contra a Mulher.

Há cinco dias blogueiras, blogueiros, twitteiras e twitteiros mudaram seus avatares e vêm postam temáticas relacionadas à campanha. Ela prossegue até o final do mês em diferentes ações no mundo offline. Uma das primeiras ações na blogosfera e redes sociais foi da Niara do Pimenta com limão. No twitter acompanhe a hashtag #FimDaViolenciaContraMulher
No Observatório de Gênero alguns dados das ações sobre a campanha Ponto Final. Aqui, o site oficial da Campanha, que explica a sua história e sua importância.

Abaixo um dos vídeos da campanha.

De minha parte convido os leitores a lerem ou relerem Sexismo emburrece e mata, um post longo que publiquei aqui no blog, em julho, e que ainda acho que tem elementos para refletimos sobre a importância do dia de hoje.

Abaixo dois vídeos da campanha Ponto Final na violência contra mulheres e meninas:

Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher | Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Violência contra as mulheres atinge 'proporções epidêmicas', diz Unesco

Blog Mulher Ativista
PARIS - A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) declarou nesta quarta-feira, 24, que a violência contra as mulheres atinge "proporções epidêmicas", visto que uma em cada três no mundo foi objeto de violência física, manteve relações sexuais forçadas ou foi vítima de maus tratos ao longo da vida.
Por isso, a Unesco planejou uma semana de eventos em torno desse problema, entre os quais uma conferência sobre "A mulher, a água e o desenvolvimento sustentável na África", no escritório de Paris.
Segundo a entidade, a comemoração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, nesta quarta, "nos lembra as proporções epidêmicas que esse problema de nefastas consequências para a saúde e o bem-estar pessoal das mulheres está tomando, assim como para o desenvolvimento social e econômico em geral".
A violência contra as mulheres constitui uma "violação inadmissível de seus direitos e liberdades fundamentais", declarou a diretora geral da Unesco, Irina Bokova.

http://www.estadao.com.br