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domingo, 13 de novembro de 2011

Traficante Nem: “Lula foi quem combateu o crime com mais sucesso por causa do PAC da Rocinha”

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Meu encontro com Nem

Ruth de Aquino, em Época , sugerido por Fernando

Era sexta-feira 4 de novembro. Cheguei à Rua 2 às 18 horas. Ali fica, num beco, a casa comprada recentemente por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, por R$ 115 mil. Apenas dez minutos de carro separam minha casa no asfalto do coração da Rocinha. Por meio de contatos na favela com uma igreja que recupera drogados, traficantes e prostitutas, ficara acertado um encontro com Nem. Aos 35 anos, ele era o chefe do tráfico na favela havia seis anos. Era o dono do morro.

Queria entender o homem por trás do mito do “inimigo número um” da cidade. Nem é tratado de “presidente” por quem convive com ele. Temido e cortejado. Às terças-feiras, recebia a comunidade e analisava pedidos e disputas. Sexta era dia de pagamentos. Me disseram que ele dormia de dia e trabalhava à noite – e que é muito ligado à mãe, com quem sai de braços dados, para conversar e beber cerveja. Comprou várias casas nos últimos tempos e havia boatos fortes de que se entregaria em breve.

Logo que cheguei, soube que tinha passado por ele junto à mesa de pingue-pongue na rua. Todos sabiam que eu era uma pessoa “de fora”, do outro lado do muro invisível, no asfalto. Valas e uma montanha de lixo na esquina mostram o abandono de uma rua que já teve um posto policial, hoje fechado. Uma latinha vazia passa zunindo perto de meu rosto – tinha sido jogada por uma moça de short que passou de moto.

Aguardei por três horas, fui levada a diferentes lugares. Meus intermediários estavam nervosos porque “cabeças rolariam se tivesse um botãozinho na roupa para gravar ou uma câmera escondida”. Cheguei a perguntar: “Não está havendo uma inversão? Não deveria ser eu a estar nervosa e com medo?”. Às 21 horas, na garupa de um mototáxi, sem capacete, subi por vielas esburacadas e escuras, tirando fino dos ônibus e ouvindo o ruído da Rocinha, misto de funk, alto-falantes e televisores nos botequins. Cruzei com a loura Danúbia, atual mulher de Nem, pilo-tando uma moto laranja, com os cabelos longos na cintura. Fui até o alto, na Vila Verde, e tive a primeira surpresa.

Não encontrei Nem numa sala malocada, cercado de homens armados. O cenário não podia ser mais inocente. Era público, bem iluminado e aberto: o novo campo de futebol da Rocinha, com grama sintética. Crianças e adultos jogavam. O céu estava estrelado e a vista mostrava as luzes dos barracos que abrigam 70 mil moradores. Nem se preparava para entrar em campo. Enfaixava com muitos esparadrapos o tornozelo direito. Mal me olhava nesse ritual. Conversava com um pastor sobre um rapaz viciado de 22 anos: “Pegou ele, pastor? Não pode desistir. A igreja não pode desistir nunca de recuperar alguém. Caraca, ele estava limpo, sem droga, tinha encontrado um emprego… me fala depois”, disse Nem. Colocou o meião, a tornozeleira por cima e levantou, me olhando de frente.

Foi a segunda surpresa. Alto, moreno e musculoso, muito diferente da imagem divulgada na mídia, de um rapaz franzino com topete descolorido e riso antipático, como o do Coringa. Nem é pai de sete filhos. “Dois me adotaram; me chamam de pai e me pedem bênção.” O último é um bebê com Danúbia, que montou um salão de beleza, segundo ele “com empréstimo no banco, e está pagando as prestações”. Nem é flamenguista doente. Mas vestia azul e branco, cores de seu time na favela. Camisa da Nike sem manga, boné, chuteiras.

– Em que posição você joga, Nem? – perguntei.

– De teimoso – disse, rindo –, meu tornozelo é bichado e ninguém me respeita mais em campo.

Foi uma conversa de 30 minutos, em pé. Educado, tranquilo, me chamou de senhora, não falou palavrão e não comentou acusações que pesam contra ele. Disse que não daria entrevista. “Para quê? Ninguém vai acreditar em mim, mas não sou o bandido mais perigoso do Rio.” Não quis gravador nem fotos. Meu silêncio foi mantido até sua prisão. A seguir, a reconstituição de um extrato de nossa conversa.

Nem, líder do tráfico

UPP “O Rio precisava de um projeto assim. A sociedade tem razão em não suportar bandidos descendo armados do morro para assaltar no asfalto e depois voltar. Aqui na Rocinha não tem roubo de carro, ninguém rouba nada, às vezes uma moto ou outra. Não gosto de ver bandido com um monte de arma pendurada, fantasiado. A UPP é um projeto excelente, mas tem problemas. Imagina os policiais mal remunerados, mesmo os novos, controlando todos os becos de uma favela. Quantos não vão aceitar R$ 100 para ignorar a boca de fumo?”

Beltrame “Um dos caras mais inteligentes que já vi. Se tivesse mais caras assim, tudo seria melhor. Ele fala o que tem de ser dito. UPP não adianta se for só ocupação policial. Tem de botar ginásios de esporte, escolas, dar oportunidade. Como pode Cuba ter mais medalhas que a gente em Olimpíada? Se um filho de pobre fizesse prova do Enem com a mesma chance de um filho de rico, ele não ia para o tráfico. Ia para a faculdade.”

Religião “Não vou para o inferno. Leio a Bíblia sempre, pergunto a meus filhos todo dia se foram à escola, tento impedir garotos de entrar no crime, dou dinheiro para comida, aluguel, escola, para sumir daqui. Faço cultos na minha casa, chamo pastores. Mas não tenho ligação com nenhuma igreja. Minha ligação é com Deus. Aprendi a rezar criancinha, com meu pai. Mas só de uns sete anos para cá comecei a entender melhor os crentes. Acho que Deus tem algum plano para mim. Ele vai abrir alguma porta.”

Prisão “É muito ruim a vida do crime. Eu e um monte queremos largar. Bom é poder ir à praia, ao cinema, passear com a família sem medo de ser perseguido ou morto. Queria dormir em paz. Levar meu filho ao zoológico. Tenho medo de faltar a meus filhos. Porque o pai tem mais autoridade que a mãe. Diz que não, e é não. Na Colômbia, eles tiraram do crime milhares de guerrilheiros das Farc porque deram anistia e oportunidade para se integrarem à sociedade. Não peço anistia. Quero pagar minha dívida com a sociedade.”

Drogas “Não uso droga, só bebo com os amigos. Acho que em menos de 20 anos a maconha vai ser liberada no Brasil. Nos Estados Unidos, está quase. Já pensou quanto as empresas iam lucrar? Iam engolir o tráfico. Não negocio crack e proíbo trazer crack para a Rocinha. Porque isso destrói as pessoas, as famílias e a comunidade inteira. Conheço gente que usa cocaína há 30 anos e que funciona. Mas com o crack as pessoas assaltam e roubam tudo na frente.”

Recuperação “Mando para a casa de recuperação na Cidade de Deus garotas prostitutas, meninos viciados. Para não cair na vida nem ficar doente com aids, essa meninada precisa ter família e futuro. A UPP, para dar certo, precisa fazer a inclusão social dessas pessoas. É o que diz o Beltrame. E eu digo a todos os meus que estão no tráfico: a hora é agora. Quem quiser se recuperar vai para a igreja e se entrega para pagar o que deve e se salvar.”

Ídolo “Meu ídolo é o Lula. Adoro o Lula. Ele foi quem combateu o crime com mais sucesso. Por causa do PAC da Rocinha. Cinquenta dos meus homens saíram do tráfico para trabalhar nas obras. Sabe quantos voltaram para o crime? Nenhum. Porque viram que tinham trabalho e futuro na construção civil.”

Policiais “Pago muito por mês a policiais. Mas tenho mais policiais amigos do que policiais a quem eu pago. Eles sabem que eu digo: nada de atirar em policial que entra na favela. São todos pais de família, vêm para cá mandados, vão levar um tiro sem mais nem menos?”

Tráfico “Sei que dizem que entrei no tráfico por causa da minha filha. Ela tinha 10 meses e uma doença raríssima, precisava colocar cateter, um troço caro, e o Lulu (ex-chefe) me emprestou o dinheiro. Mas prefiro dizer que entrei no tráfico porque entrei. E não compensa.”

Nem estava ansioso para jogar futebol. Acabara de sair da academia onde faz musculação. Não me mandou embora, mas percebi que meu tempo tinha acabado. Desci a pé. Demorei a dormir.

Traficante Nem- “Lula foi quem combateu o crime com mais sucesso por causa do PAC da Rocinha” -

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Salário no Rio é maior que em SP. Folha descobre a pólvora

Na foto, a melhor obra dos tucanos em São Paulo

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No dia 20 de dezembro do ano passado, este ansioso blog escreveu: “com 16 anos de tucanato em São Paulo, os salários do Rio ultrapassam o de São Paulo”.
A certa altura, dizia assim:
Saiu no IBGE informação que o PiG (*) tratou de ocultar.
Pela primeira vez, o salário médio do trabalhador do Rio é maior do que o salário médio do trabalhador de São Paulo.
O Rio passou a criar empregos que exigem mão-de-obra mais qualificada e, portanto, de salário mais alto.
A economia do Rio se beneficia e se beneficiará cada vez mais da industrialização movida a petróleo, pré-sal e Petrobrás.
Os salários que o Rio passou a pagar exigem mais estudo e são oriundos da indústria.
Como se sabe, a indústria cria mais empregos que o setor de serviços, especialmente os bancos, que aceleradamente trocam homem por computador.
O economista Márcio Pochmann – clique aqui para ler “A saída de Pochmann do IPEA será um desastre” – já tinha denunciado a redução do papel do Estadão de São Paulo no conjunto da economia nacional.
Pochmann ressaltou que São Paulo se tornou um Estado de agroindústria e bancos.
Onde a máquina e o computador expelem mão-de-obra e achatam os salários.
Inexplicavelmente, os partidos de oposição em São Paulo não discutiram esse tipo de esvaziamento durante a campanha que elegeu Geraldo Alckmin no primeiro turno.
Covas, Alckmin e Serra afundaram São Paulo.
O PiG (*) escondeu essa informação.
Hoje, a Folha (**) descobre a pólvora e revela hoje na primeira página – e na pág. A4, da seção que ela chama de “Puder” (é assim, mesmo, amigo revisor, puder com “U”, como se diz em Santo Amaro da Purificação):
“Salários do Rio ultrapassam os de São Paulo”
“Em Porto Alegre, os salários do setor de serviços e comércio já estão no mesmo patamar (sic) os de São Paulo”
“A queda de desigualdade regional é inédita”, diz Marcelo Neri, economista da FGV do Rio, que “descobriu a Classe C”.
(Como se sabe, Padim Pade Cerra e o Farol de Alexandria acham que a Classe C é aquela que fica entre a Primeira e a Business.)
O salário médio no Rio é de R$ 1.682, contra R$ 1.637 em São Paulo.
“Nosso mercado de trabalho esta ficando mais homogêneo, com um forte crescimento da classe média em todo o país”, diz João Sabóia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ.
Os “especialistas” da Folha (**) tentam desqualificar a posição do Rio com a explicação de que se deve tudo ao Bolsa Familia.
Ou Bolsa Vagabundagem como a mulher do Cerra andou a dizer na campanha de 2010.
Clique aqui para ver o convite que este blog ansioso fez para que ela e o marido visitem a exposição da Paula Rego na Pinacoteca e São Paulo.
Interessante: no corpo da matéria, ninguém explica o fenômeno com o Bolsa Família.
Está apenas nos títulos …
É um mecanismo de compensação muito parecido com aquele que o Datafalha usava para mostrar que o Cerra não ia ganhar a eleição: porque o Nunca Dantes e a JK de saias eram muito fortes no Nordeste.
Coisas do preconceito da elite branca de São Paulo.
Bolsa Família por Bolsa Família, São Paulo deve ter mais beneficiários do que o Rio.
O problema, amigo navegante, é que, um dia, os paulistas vão mandar esses tucanos para casa.
No dia em que os adversários perderem o medo do PiG (*) e  enfrentarem os tucanos na unha: na questão da violência, do fracasso do transporte publico, da crise abismal do enssino (revisor, não mexa aí), o esvaziamento econômico, a corrupção policial.
Hoje mesmo, no único jornal que presta em São Paulo – o Agora, na primeira página, sabe-se que sumiu de dentro de uma delegacia paulistana a bala que levaria ao autor do assassinato de uma balconista.
O suspeito é um PM !
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Salário no Rio é maior que em SP. Folha descobre a pólvora - Conversa Afiada

terça-feira, 1 de março de 2011

Governos Cerra e Alckmin manipulam e vendem dados de violência

Tão verdadeiro quanto a lista da Veja

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O repórter Mario Cesar Carvalho (um dos últimos repórteres vivos, em São Paulo), da Folha (*), faz grave denuncia na capa e na pág. C1:
“Estatístico do Estado vende dado sigiloso”
“Túlio Kahn, coordenador da Secretaria de Segurança de SP, disponibiliza informações criminais por meio de sua empresa”.
“Ele já forneceu dados como furtos a pedestres na região de Campinas e bens mais visados em roubos a condomínios.”
Ele atravessa três governos na função – Alckmin, Cerra, Alckmin.
O levantamento sobre roubos a condomínios foi feito para o  sindicato das empresas imobiliários, SECOVI.
A empresa de Kahn, a Angra, oferece aos clientes informações que não oferece ao cidadão, com um argumento interessante:
“poderiam gerar alarmismo entre os moradores e desvalorizar a área” !!!

Navalha

NAVALHA

Estão aí ao vivo algumas características do tucanismo paulista.
Privatizar.
Privatizar informações e beneficiar clientes poderosos, como o SECOVI.
Não desvalorizar áreas em que ocorra violência.
Manipular dados e “combater” a violência em São Paulo.
A própria Folha (*) já tentou obter os dados que o funcionário do Governo vende, através de sua própria empresa.
Corrupção no alto escalão do Governo não é privilégio de São Paulo.
Traço característico dos tucanos paulistas – Cerra e Alckmin à frente – é a privatização dos serviços públicos.
Outro é manipular informação para não “alarmar” a população.
Manipular para não atrapalhar a indústria imobiliária.
Como se sabe, um dos traços da “estatística” de violência em São Paulo é registrar “homicídio” como “óbito de causa desconhecida”.
É como fazia o regime militar e a Folha da Tarde confirmava.
Na Secretaria de Segurança do Rio acredita-se nas estatísticas de violência da Chuíça (**) tanto quanto na lista de livros mais vendidos da Veja.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

Governos Cerra e Alckmin manipulam e vendem dados de violência | Conversa Afiada

domingo, 23 de janeiro de 2011

Todos em Friburgo repudiam mentira da Veja

Conversa Afiada

O Conversa Afiada reproduz nota contra este detrito de maré baixa, a Veja, enviada por Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades:

Transparência Nova Friburgo
Este Blog traz o espaço próprio para questões de interesse mútuo dos bons cidadãos de Nova Friburgo. Não se trata de um Blog de cunho político partidário,nem de tendências. É imparcial. Sejam todos bem-vindos!
sábado, 22 de janeiro de 2011
NOTA CONJUNTA DE REPÚDIO
O PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, A DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, A OAB/RJ, POR SUA 9ª SUBSEÇÃO, O MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO, O DIRETOR DO IML-AP/RJ E O DELEGADO DE POLÍCIA TITULAR DE NOVA FRIBURGO, vem apresentar nota conjunta repudiando a matéria publicada na Revista Veja, edição 2200, ano 44, nº 03, de 19 de janeiro de 2011, em especial, o conteúdo do último parágrafo de fls. 54 até o primeiro parágrafo de fls. 56, em razão de seu conteúdo totalmente inverídico, conforme será esclarecido a seguir:
1) Inicialmente, cumpre esclarecer que em momento algum os corpos da vítimas fatais ficaram sobrepostos uns sobre os outros no Instituto de Educação de Nova Friburgo, local em que foi montado um posto provisório do IML, em razão da catástrofe que assolou toda esta região, mas sim acomodados separadamente lado a lado no ginásio do Instituto;
2) O acesso ao referido Instituto foi limitado às autoridades públicas e aos integrantes das Instituições inicialmente referidas, sendo certo que o ingresso dos familiares no local para a realização de reconhecimento somente foi permitido após autorização de um dos integrantes das mencionadas instituições e na companhia permanente do mesmo;
3) A liberação dos corpos para sepultamento somente foi autorizada após o devido reconhecimento efetuado por um familiar, sendo totalmente falsa a afirmação de que “ao identificar um conhecido, bastava levá-lo embora, sem a necessidade de comprovar o parentesco”. Frise-se, que mesmo com o reconhecimento, foi realizado posteriormente procedimento de identificação pelos peritos da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro, bem como de outros cedidos pela Polícia Civil de São Paulo, pela Polícia Federal e pelo Exercito Brasileiro, estes por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com a análise da impressão digital, do exame de arcada dentária e exame de DNA;
4) Ademais, cada um dos falecidos foi colocado em uma urna e sepultado individualmente, não existindo qualquer tipo de sepultamento coletivo, mas sim vários sepultamentos individuas e simultâneos no mesmo cemitério;
5) Em meio a infeliz perda de 371 vidas, somente neste Município de Nova Friburgo (até presente momento) é importante registrar que houve apenas 03 (três) casos de divergência dos reconhecimentos feitos pelos parentes, os quais estão sendo devidamente esclarecidos pelos peritos do IML/Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, através do exame das impressões digitais, das arcadas dentárias e do exame de DNA.
Assim, ao contrário do que a narrativa contida na matéria publicada leva o leitor a concluir, não houve uma feira livre na busca e no sepultamento de corpos, mas ao contrário, um trabalho sério realizado por profissionais exemplares, dedicados e comprometidos em minimizar, naquilo em que era possível, o sofrimento da população local, e ainda preservar, dentro das possibilidades existentes, a ordem e a saúde pública.
Aliás, o respeito pelas famílias e pelos corpos dos cidadãos falecidos não permitiria que os mesmos fossem tratados pelas autoridades da maneira descrita pelas jornalistas.
Assim, é com extremo pesar, que em meio a um evento trágico e que entristeceu a todos, tenhamos que vir a público repudiar as inverdades publicadas, de cunho meramente sensacionalista, a fim de evitar que o desserviço gerado pela matéria venha a causar mais prejuízo, sofrimento e comoção aos familiares das vítimas e a toda nossa comunidade.
Nova Friburgo, 21 de janeiro de 2011.
Paulo Vagner Guimarães Pena
Juiz de Direito
Dirigente do Fórum e do 9º NUR-N. Friburgo
Matrícula 21.121
Fernando Luis G. de Moraes
Juiz de Direito
Matrícula 29.813
Gustavo Henrique Nascimento Silva
Juiz de Direito
Matrícula 27.318
Hédel Nara Ramos Jr.
Promotor de Justiça
Coordenador Regional do Ministério Público
Matrícula 1.287/MPRJ
Dermeval Barboza Moreira Neto
Prefeito do Município de Nova Friburgo
Marcelo Barucke
Defensor Público
Coordenador Regional da Defensoria Pública
Matrícula nº 817.882-4
Carlos André Rodrigues Pedrazzi
Advogado – OAB/RJ nº 59820
Presidente da 9ª Subseção da OAB/RJ
Rômulo Luiz de Aquino Colly
Advogado – OAB/RJ nº 110.995
Vice-Presidente da 9ª Subseção da OAB/RJ
Sérgio Simonsen
Perito Legista
Diretor do IML-AP/RJ
Matrícula 872.246-4
José Pedro Costa da Silva
Delegado de Polícia de Nova Friburgo
Matrícula 823.230-8

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Comunidade do Alemão beneficiada pela tecnologia

O Portal MSN publicou matéria do Campus Party (feira tecnológica) em que Rene, um jovem da comunidade do Complexo do Alemão conta sua experiência durante a invasão, quando noticiou os eventos em tempo real via twitter. A iniciativa do rapaz tomou destaque na imprensa e repercutiu em novas iniciativas pela comunidade e atendimento de reivindicações pelo poder público. Isso demonstra a revolução que a tecnologia permite ao democratizar os meios de comunicação pelo uso de novas ferramentas. É urgente que se faça a inclusão digital das classes populares. O acesso a computadores pela Classe C tem sido crescente pelo aumento da renda e da capacidade de consumo das classes em ascensão. Mas a banda larga no Brasil é ainda uma das mais caras do mundo, resultado do processo de privatização das empresas de comunicação com concentração de atividades em pequenso grupos e baixa concorrência. O Ministro Paulo Bernardo já indicou a prioridade do Plano Nacional de Banda Larga, prevendo o barateamento dos preços da banda larga para a população até o momento sem acesso à rede mundial de computadores. Ao final, assista ao vídeo com o depoimento do próprio Renê.

Campus Party: Rene Silva conta como está a vida no Complexo do Alemão.

21 de janeiro de 2011

Em dezembro, quando algumas comunidades que ficam no Complexo do Alemão – Rio de Janeiro – foram invadidas por forças militares, publicamos um artigo falando do jovem Rene Silva, que de dentro de todo o conflito conseguia enviar informações via twitter para o resto do mundo, noticiando com extremo detalhe o que ocorria.

Ele foi convidado para comentar sobre sua experiência, aqui na Campus Party, e também sobre o que está mudando na comunidade por conta do jornal acabar ganhando o mundo. Segundo Rene, o twitter e o jornal impresso conseguiram algumas melhorias para a região, como o que ocorreu no natal de 2010. Os moradores estavam reclamando de falta de asfalto em algumas ruas, além de falta de postes de luz ou semáforos que não funcionavam, tudo isso por e-mail para a prefeitura, mas sem muita resposta.

Com o twitter de Rene ganhando fama e noticiabilidade, estas reinvindicações começaram a ser atendidas de maneira mais rápida, ocorrendo até no dia seguinte que o tuite foi publicado. Além disso, o jornal agora vai ser impresso em cores e a tiragem deve aumentar, já que uma gráfica mostrou interesse no garoto após descobrir seu twitter.

Confira a entrevista que fizemos com ele.

<a href="http://video.msn.com/?mkt=pt-br&amp;brand=v5%5E544x306&amp;from=sp&amp;vid=4499e83e-3431-efad-6d07-d33967465d43&amp;src=FLCP:sharebar:embed" target="_new" title="TechGuru - Entrevista com Rene Silva.">Vídeo: TechGuru - Entrevista com Rene Silva.</a>

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Deus (ou a chuva ?) alaga São Paulo, de novo

Conversa Afiada

A culpa é do Lula

Desde as 19h desta terça feira, São Paulo alagou com o transbordamento do rio Tamanduateí.
Clique aqui para ter uma pálida ideia no G1.
Como se sabe, os governantes de São Paulo têm o hábito de não limpar o leito dos rios.
O Rio Tietê, por exemplo, não merece uma limpeza há três anos.
É obra de Deus, ou da chuva, como se sabe.
No Rio, não…
Lá, a culpa é do Lula.
O alagamento fez piorar o que até nas férias já é u desastre: o tráfego na ciade.
É a Chuiça (*) num momento de glória !
Clique aqui para ler Cerra não vai poder mais acusar Deus.

Paulo Henrique Amorim

(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

Deus (ou a chuva ?) alaga São Paulo, de novo | Conversa Afiada

O tempo é relativo para o PIG

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Para a mídia golpista (PIG), Lula e Dilma precisam mostrar mais trabalho que todos os antecessores juntos. Antes mesmo das catástrofes no Rio (dia 08 de janeiro), Mercadante, Ministro da Ciência e Tecnologia, anunciou (pela primeira vez na história desse país) a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais. Uma proposta com metas já para o próximo verão e que pretende estar totalmente implementado em 4 anos. Para o PIG é muito tempo. Os 500 anos do milênio anterior não contam.

Os Amigos do Presidente Lula

Para quem não teve governo por 500 anos, 4 anos para ter um sistema de prevenção de catástrofes de 1o. mundo é muito?

Quase todos os noticiários soltaram uma notícia boa: o governo federal anunciou a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.
Mais abaixo veremos que o PIG (partido da imprensa golpista) tentou transformar a boa notícia em notícia ruim.
Detalhe: o anúncio deste sistema de Prevenção e Alerta havia sido feito no dia 8 de janeiro (portanto antes da catástrofe das chuvas) como prioridade pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e uma das primeiras medidas de seu ministério.
A montagem do sistema envolve a cobertura nacional de todas as áreas sujeitas a desastres com radares metereológicos e pluviômetros, e procedimentos de alerta e até mesmo de evacuação da população sujeita a ser atingida por uma inundação, por exemplo.
Também será feito um levantamento geológico de áreas habitadas em regiões sujeitas a deslizamento, para identificar as áreas de risco.
Mercadante disse estimar em aproximadamente 500 as áreas de risco no país, com cerca de 5 milhões de pessoas morando, e outras 300 regiões sujeitas a inundações.
As ações serão implantadas de forma gradual e a expectativa é que, em quatro anos, o sistema de defesa e alerta esteja concluído.
Para um trabalho desta magnitude, que nunca foi feito antes, em um país de dimensões continentais como o Brasil, e que exige estudos e soluções sérias, 4 anos é um excelente prazo, principalmente considerando que será gradual, ou seja, já no próximo verão várias localidades já estarão em funcionamento. No verão seguinte, outro tanto, até cumprir toda a meta.
Mas o PIG colocou um "mas..." na boa notícia para fazer parecer ruim, como se o governo fosse demorar 4 anos para agir, e como se o governo anterior do presidente Lula não tivesse feito nada.
Ora, boa parte da população pobre do Brasil só começou a ter governo com Lula. Crianças morriam de desnutrição por falta de comida. O fome zero e o Bolsa família deu um basta nesta tragédia nacional. Para a população pobre havia emergências, uma atrás da outra, em todas as casas, a serem atendidas.
O governo Lula, resolveu um monte de emergências: comer 3 vezes ao dia, impedir a mortalidade infantil alta em algumas regiões, criou o SAMU, gerou empregos, gerou trabalho e renda onde não havia, evitou a evasão escolar e o trabalho infantil com o bolsa-família, abriu escolas técnicas e superiores para não deixar mais uma geração ficar sem qualificação profissional, abriu crédito para a casa própria para a população de baixa renda ter acesso a moradia digna e segura. Agora o governo Dilma continua fazendo o que não foi feito nos 500 anos antes de Lula, sobretudo em desgovernos como de FHC que deixava o povo abandonado à própria sorte, para ser atendido pela "mão invisível do mercado".
Mas que "mercado" iria se interessar em atender a população excluída, sem poder aquisitivo para consumo? Uma multidão de brasileiros não tinham como comprar casa e nem terrenos na cidade formal. Não tinham dinheiro, nem crédito, e para ter um teto fizeram seus barracos nos cantos vagos e marginais das cidades: beira de rios e córregos, morros, sobre aterros sanitários, sem qualquer assistência de engenharia, sem saber dos riscos.
Por ironia do destino, o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais, se baseia numa resolução da Conferência Nacional de Defesa Civil, realizada no governo Lula. O PIG e seu Instituo Millenium viveram bombardeando as Conferências Nacionais, como se fosse uma "ameaça à democracia", coisa de "comunista", "chavista": como se fosse um confronto da democracia direta com participação popular, contra a democracia representativa do Congresso Nacional. Ora, uma coisa não inviabiliza, nem compete com outra. O governo Lula provou que complementa. A participação popular é fundamental, e o Congresso também tem seu papel institucional, tanto maior quanto mais trabalhar sério.
Por que o PIG não cobra do Congresso Nacional, de maioria demo-tucana em anos anteriores, que nunca fez um projeto destes antes, feito agora a partir de uma Conferência Nacional popular?

imagem: alteração do original do blog Kibeloco

ROBERTO FREIRE QUER CPI ELEITOREIRA


Roberto Freire (o da esquerda, somente na foto) acha que precisa de CPI sobre as chuvas no Rio. Ele não quer saber porque em SP, o Tietê enche, e o que a SABESP ganha deixando as represas cheias antes da chuva para depois alagar Franco da Rocha, Amparo, Bragança Paulista, Zona Leste de São Paulo, Guarulhos,…

Blog da Dilma 

ROBERTO FREIRE QUER CPI ELEITOREIRA

janeiro 18th, 2011 | Autor: Jussara Seixas

CPI da chuva
Roberto Freire, presidente nacional do PPS e deputado eleito, defendeu nesta segunda-feira a instalação de uma CPI no Congresso para apurar a tragédia provocada pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Vai ser a CPI de um desastre provocado pela natureza, um imenso volume de chuva em uma ” área de risco”. Ou não é um risco construir nas encostas de morros? Nenhum proprietário, engenheiro, construtora, geólogo, geógrafo, urbanista, avaliou o risco de deslizamento do solo da encosta? Não houve ninguém que olhasse os morros da região serrana do RJ e vislumbrasse o perigo de uma imensa desgraça com um maior volume de chuva? Deputado Roberto Freire: há vários culpados por essa tragédia, todos os citados acima e todos os políticos, inclusive do seu partido, que não tomaram nenhuma providência antes da tragédia nessa “área de risco”.

O deputado demagogo, puxa-saco do Serra, quer transformar em culpados seus desafetos políticos – Lula, Dilma, Sergio Cabral. Quer usar a tragédia como palanque eleitoral. Mas se o deputado está a fim de mostrar que é sério, comece criando uma CPI para investigar as tragédias da chuva e os desvios de verbas em São Paulo. As avenidas 23 maio e 9 de julho, a Rodovia Raposo Tavares, as Marginais e as demais ruas da cidade não são consideradas áreas de risco em caso de chuva; inclusive o Alckmin, quando em sua gestão anterior, colocou placas nas Marginais afirmando que as enchentes tinham acabado. As enchentes em SP continuam e afetam cada vez mais a população. O lixo está acumulado nas vias, os bueiros estão entupidos, o rios estão assoreados, dezenas de piscinões não foram construídos e os que existem estão entupidos de detritos. As ruas de SP estão todas esburacadas, em alguns bairros as enchentes destruíram casas e mais casas; pessoas morreram afogadas nas enchentes, até no centro da cidade, e os que sobreviveram perderam tudo. São Paulo é um caso típico de omissão, negligência, mau uso do dinheiro público, incompetência. Serra não fez nada para amenizar o problema das enchentes em SP, aliás desviou verbas do desassoreamento para publicidade. Bastam 10 minutos de chuva para a cidade virar um caos. Cadê os recursos contra as enchentes em SP? Cadê as obras para diminuir as enchentes em SP?

Outra CPI seria muito útil em SP para investigar o cunhado do Alckmin, que desviou verbas da merenda escolar e transporta cadáveres no mesmo carro que distribui merenda nas escolas. Isso não interessa investigar, deputado Roberto Freire? Em 2006, políticos de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, fizeram um pacto para blindar o tucano Geraldo Alckmin – então candidato à Presidência -, retardando medidas para investigar o escândalo que envolve seu cunhado, Paulo Ribeiro, o Paulão, em suposto esquema de corrupção e tráfico de influência. Um documento subscrito por 11 vereadores da cidade diz expressamente que o prefeito João Ribeiro (PPS), apadrinhado de Alckmin, teria se comprometido a “tomar providências” sobre denúncias de desvios na administração “após as eleições”. O documento trazia detalhes sobre licitações que teriam sido dirigidas em troca de doações para campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito de políticos e empresários. Um acontecimento grave de 2006 só veio a público em 2011, após a eleição do Alckmin para governador. A mídia do PIG sabia dessa maracutaia desde 2006 e protegeu o PSDB, o Alckmin e o Serra, candidatos favoritos dos jornalões de SP. Está mais do que na hora de apurar o que ocorreu e por que ocorreu. Por que tudo foi abafado pelos políticos – inclusive do PPS, partido do Roberto Freire – e pela mídia?

Jussara Seixas

ROBERTO FREIRE QUER CPI ELEITOREIRA

Vai dar tudo errado ! É a nova palavra de ordem do PiG

Conversa Afiada

Na foto, o momento exato em que um raio do PiG destrói o Tupã

A fase I do PiG (*) foi “a culpa é do Lula”.
(Em São Paulo é de Deus ou da chuva. A escolher.)
A fase II foi “a culpa é do Cabral”.
A fase III já se desenha, pelas manchetes dos portais piguentos – UOL, Estadão, Folha etc etc:
“Tudo o que a Dilma fizer vai dar errado.”
O supercomputador Tupã vai dar pau, ao ser atingido por um raio disparado pela urubóloga.
Os Governos estaduais não conseguirão montar esquemas de alerta com as prefeituras.
Os mapas das áreas de risco serão destruídos no computador por um vírus instalado por uma multinacional que produz padiolas e body-bags.
As prefeituras vão torrar o dinheiro em chafariz e estádio de futebol, especialmente as do PT, como o Satã que governa Teresópolis.
(Com exceção da de São Paulo, que, como se sabe, não alaga, especialmente na Zona Leste – leia aqui sobre a hipótese de um crime eleitoral. E onde a empresa de saneamento se especializa em inundar bairro de nordestino pobre. )
O Pão de Açúcar se transformará num vulcão e as lavas subirão o Cristo, que se lançará de cima do Corcovado.
O Minha Casa Minha Vida não vai construir mais um kitchnete/banheiro.
As turbinas de Itaipu racharam – como demonstrou a Eliane Catanhêde -,  vão alagar e inundar Buenos Aires e o Rio de Janeiro.
A transposição vai afundar o rio São Francisco e inundará de Minas abaixo e devolverá o Norte Fluminense à Idade de Pedra.
Furnas entrará em colapso e vai faltar luz em todo o Sudeste – com exceção de São Paulo, onde não falta nada.
As operadoras de telefonia vão se concentrar em fazer a extra-mile da banda larga e se esquecerão de prover telefone celular para todo o estado Rio.
A Dilma nunca mais pisará no Rio.
E o Pezão vai abandonar a política para se transformar em passista da Mangueira.
O Rio acaba.
E São Paulo se separa do Brasil.
E instala a República da Daslu.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem disse que ninguém faz nada?

Conversa Afiada

O Minha Casa, Minha Vida no Alemão. É pouco ?

Depois de estabelecer que em São Paulo é obra de Deus e no Rio é culpa de Lula e do Cabral, o PiG (*) se compraz com a irreversibilidade da catástrofe (no Rio).
Faz parte desta ideologia de satanização do Rio torná-lo incompatível com a Copa do Mundo, a Olimpíada e o simples funcionamento cotidiano.
Não fosse o Rio reduto do Lula, da Dilma e do Cabral.
Não há dúvida de que, em última instância, o maior responsável pelo que aconteceu no Rio e em São Paulo são os governadores.
Padim Pade Cerra e Sérgio Cabral.
No Rio, Sérgio Cabral deve à sociedade explicar por que destinou à Fundação Roberto Marinho dinheiro para a chuva.
Quem jamais dará explicações – não fosse ele o nosso Putin – é o Padim Pade Cerra.
Também ele fez um favorzinho à Globo, quando agasalhou o terreno numa área comercial nobre da cidade de São Paulo há 11 anos invadido pela Globo.
Mas, quem disse que ninguém faz nada ?
Segundo o jornal O Globo de hoje, na página 11, desde que houve a tragédia no Morro do Bumba, em Niterói, Sérgio Cabral criou um “plano diretor de remoção”.
Apenas 7 das 92 prefeituras do Estado aderiram ao plano.
Mas 7 já é um começo.
Faz parte deste plano o programa Morar Seguro, que depende do mapeamento das prefeituras, e de R$ 1 bilhão.
O Governo do Estado já aplicou no Morar Seguro R$ 400 milhões em Angra, Niterói e municípios da Baixada.
Em Angra, 800 unidades residenciais estão para ser concluídas e abrigar 800 famílias retiradas de áreas de risco.
É pouco.
Clique aqui para ler “Falta um Beltrame na serra do Rio”.
Mas, a tragédia não é inevitável e nem irremediável.
O mesmo O Globo que, com a Rede Globo, logo no primeiro dia, botou a culpa no Lula, na página 20, trata de um programa da prefeitura chamado Morar Carioca, lançado ontem no morro onde fica a primeira favela do Rio, a da Providência.
Ali haverá um teleférico, um plano inclinado e mil unidades habitacionais para famílias retiradas de áreas de risco.
O Morar Carioca vai ao Chapéu Mangueira, Babilonia, Pedreira, Chapadão e Turano.
Há 40 mil famílias na cidade do Rio ainda em áreas de risco.
Mas, quem disse que ninguém faz nada ?
No Estadão, a Presidenta Dilma Rousseff cogita aumentar de R$ 130 mil para R$ 170 mil o teto para financiamento do Minha Casa, Minha Vida.
O objetivo é acelerar o programa em cidades como Rio e São Paulo, onde o preço do terreno é mais caro e, portanto, o apartamento também.
Quem disse que ninguém faz nada ?
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Tragédia no Rio e em SP. Iguais e diferentes

Conversa Afiada
Publicado em 13/01/2011
Serra do Mar ou da Morte
O Governo do Rio e as prefeituras da região serrana – especialmente de Teresópolis – são responsáveis pelas 271 mortes.
Deixaram que as áreas de risco continuassem ocupadas.
Não montaram um sistema de defesa civil para áreas próximas ao risco, mesmo depois da tragédia de Angra dos Reis.
Nesta semana, menosprezaram o alerta do serviço de meteorologia que previu “chuvas fortes” desde 16h23 de anteontem.
Com o aquecimento da terra, a incidência de “extremos” de precipitação e temperatura (calor ou frio intenso) será mais frequente – e devastadora.
Ao longo da mortífera Serra do Mar – lembrem-se da tragédia de Santa Catarina -, o Brasil tem 500 áreas de risco.
Clique aqui para ler entrevista com o Ministro Aloizio Mercadante: “Cerra não vai poder dizer mais que a culpa é de Deus”.
Quando o Tupã, o super-computador Craig que o INPE acabou de comprar, estiver a pleno vapor, será possível prever com mais precisão o local da chuva – e o que é mais importante: a intensidade da chuva.
Hoje, os prefeitos de Teresópolis, Petrópolis e Friburgo – cidades que em que os prefeitos deixam ocupar áreas de risco desde quando Pedro II subia a serra no verão – hoje, esses prefeitos poderão sempre dizer que a previsão foi imprecisa.
O que são “chuvas fortes” ?
Daqui a um ano, quando o Tupã localizar melhor onde a chuva vai cair – com intervalos de 5 km e não mais 40 ou 20 km, como hoje – será possível também medir, em milímetros, quanto de chuva vai cair.
Quando o mapa das 500 áreas de risco for integrado ao sistema do Tupã, aí, sim, será o caso de botar muito prefeito e governador na cadeia.
A defesa civil de cada cidade terá uma informação precisa sobre onde vai cair a chuva pesada, qual a área de rico mais vulnerável.
Não haverá desculpa esfarrapada, como agora.
Isso é um sonho ?
Não, isso vai acontecer no Brasil, sim.
Como nos Estados Unidos, onde o serviço de meteorologia anuncia os desastres com antecedência suficiente para a população se proteger.
Todo mundo sabia que o Katrina vinha – e com fúria.
Os ricos e brancos puderam fugir.
Morreram os negros de Nova Orleans,  que não tinham como fugir ou para onde ir.
Em São Paulo, a incompetência e irresponsabilidade do governador e dos prefeitos é diferente.
E igual.
E merece cadeia, como no Rio.
O Governador, por exemplo.
Numa agressão ambiental inadmissível numa democracia, Cerra construiu avenidas marginais à cidade que são plataformas de concreto que não deixam a água passar e aumentam a quantidade de água nos rios.
Os rios de São Paulo – Tietê e Pinheiros – estão sujos desde os anos 60 do século passado.
Mas, o governador Cerra, segundo o governador Alckmin, interrompeu a limpeza dos rios.
E não fez piscinões em quantidade.
São necessários 90 piscinões na cidade de São Paulo.
Quantos Cerra construiu ?
Talvez porque piscinão não dê imagem dramática para o horário eleitoral.
Por conta dos piscinões, numa democracia, Cerra dividiria a cela – se o Brasil fosse uma democracia – com o prefeito/poste, Gilberto Kassab.
Vejam o que os dois fizeram às margens do Tietê, na fronteira com o município de Guarulhos.
Na tragédia do ano passado, o PiG (*), o programa Domingo Espetacular da Record e, aqui, este ansioso blog denunciaram a barbaridade que tinha sido cometida no bairro do Jardim Romano, de maioria nordestina.
Clique aqui para ler o que  este blog ansioso falou sobre o Katrina do Cerra: o Jardim Romano e aqui também.
Uma obra irresponsável destruiu o sistema de drenagem da água do rio Tietê.
A água do rio e os esgotos formavam uma bacia que inundou o bairro por meses.
O que fez a dupla Cerra/Kassab ?
Construiu um piscinão no Jardim Romano e um muro, um dique.
Este ano, o jardim Romano está seco e salvo.
E o que aconteceu em volta ?
Uma catástrofe.
A água que não entra mais no Jardim Romano transbordou para a Vila Itaim e Fiorelli.
Os prefeitos de região serrana do Rio e o Governador Sérgio Cabral não dizem que a culpa é de Deus.
É deles.
Também nenhum deles é candidato a Presidente (eternamente).
A culpa é do governador Cerra, do prefeito Kassab, e da jenial presidência da Sabesp, que abriu as comportas em plena chuva e inundou a cidade de Franco da Rocha.
Cerra e Kassab dizem a mesma coisa há 16 anos – e não remediam os “erros de sempre”, como disse uma manchete da Folha (**) – da Folha !
Clique aqui, amigo navegante, para ver que até o PiG de São Paulo culpa o Cerra pela tragédia deste ano.
Não basta o INPE comprar um supercomputador da Craig, o segundo melhor do mundo para previsão do tempo.
(O primeiro é o americano, da IBM.)
Tem que mudar o pessoal embaixo.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Salário do Rio ultrapassa o de SP. 16 anos de tucanato

Conversa Afiada
Publicado em 20/12/2010

Alckmin, Serra e Covas tocam violino no Salão Nobre do Titanic

Saiu no IBGE informação que o PiG (*) tratou de ocultar.
Pela primeira vez, o salário médio do trabalhador do Rio é maior do que o salário médio do trabalhador de São Paulo.

Navalha

NAVALHA

O Rio passou a criar empregos que exigem mão-de-obra mais qualificada e, portanto, de salário mais alto.
A economia do Rio se beneficia e se beneficiará cada vez mais da industrialização movida a petróleo, pré-sal e Petrobrás.
Os salários que o Rio passou a pagar exigem mais estudo e são oriundos da indústria.
Como se sabe, a indústria cria mais empregos que o setor de serviços, especialmente os bancos, que aceleradamente trocam homem por computador.
O economista Márcio Pochmann – clique aqui para ler “A saída de Pochmann do IPEA será um desastre” – já tinha denunciado a redução do papel do Estadão de São Paulo no conjunto da economia nacional.
Pochmann ressaltou que São Paulo se tornou um Estado de agroindústria e bancos.
Onde a máquina e o computador expelem mão-de-obra e achatam os salários.
Inexplicavelmente, os partidos de oposição em São Paulo não discutiram esse tipo de esvaziamento durante a campanha que elegeu Geraldo Alckmin no primeiro turno.
Covas, Alckmin e Serra afundaram São Paulo.
O PiG (*) escondeu essa informação.
Vasco, navegante de longo curso, que não tem mais nada para fazer na véspera do Natal, assistia à Globo News quando foi alvejado por essa informação que parecia original.
Não era.
A Globo News, simplesmente, tinha feito uma escavação de material noticioso antigo.
O PiG (*) protege São Paulo por alguns motivos.
Primeiro, porque São Paulo é a Santa Sé do tucanato e da ideologia neo-liberal.
Segundo, porque o Globope se sustenta com dois mil domicílios na Grande São Paulo e a Indústria da Publicidade leva o Globope e a Globo a sério.
Terceiro, porque a Folha e o Estadão preferem dançar a valsa de Strauss ao som de violinos no Salão Nobre do Titanic a botar a cabeça para fora da janela.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Salário do Rio ultrapassa o de SP. 16 anos de tucanato | Conversa Afiada

domingo, 19 de dezembro de 2010

“Bancos privados também sobem os morros com UPPs”

Conversa Afiada

No pelotão de trás, o Bradesco. Que derrota !

Saiu na Folha (*), pág. B2.
Além do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, que vão abrir agencias no Alemão, bancos privados também se preparam para abrir unidades onde foram instaladas Unidades de Policia Pacificadora nas favelas do Rio.
O Bradesco vai abrir um agencia na Cidade de Deus: “O banco tem que chegar à comunidade e não uma comunidade de 70 mil pessoas ir ao banco”, disse Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco.
O Bradesco já está na Rocinha e em Cantagalo.
Este ordinário blogueiro já tinha visitado uma próspera agência do Santander na entrada da Vila Cruzeiro, no Alemão.
Clique aqui para ler “Não é sobre drogas; é sobre ocupação do território e armas, estúpido !”.
Positivamente, como diz o PiG (**), a batalha do Alemão foi uma derrota !
(Do PiG.)
Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

“Bancos privados também sobem os morros com UPPs” | Conversa Afiada

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fátima Souza: PCC recebe fugitivos do Rio em São Paulo

Viomundo - O que você não vê na mídia
9 de dezembro de 2010 às 22:50

Comando Vermelho e PCC estão juntos em São Paulo

Fatima Souza, repórter policial

Traficantes do CV teriam recebido apoio de bandidos do PCC em São Paulo

Desde a sexta-feira, 27 de novembro, estou recebendo informações de que muitos bandidos do CV — Comando Vermelho –  que fugiram do morro do Alemão atravessaram a divisa e estão em São Paulo, onde foram recebidos pelos “irmãos” do PCC – Primeiro Comando da Capital. As duas facções criminosas mantem relações cordiais há mais de oito anos.
Trocam armas por drogas e, quando a situação fica “difícil” para alguém do PCC em São Paulo, o CV dá guarida no morro do Alemão, no Rio. E vice-versa: se o apuro for de alguém do CV ele deixa o Rio e é recebido pelo PCC em São Paulo. Situação como esta aconteceu quando o Juiz “Machadinho” foi assassinado pelo PCC, no interior de São Paulo.
Um dos bandidos, “Ferrugem” (que foi quem atirou no Juiz) foi para o Rio de Janeiro e lá, no morro do Alemão, foi recebido pelos integrantes do CV e ficou escondido por lá. Desta vez não foi diferente.
A polícia do Rio, durante três dias, ficou avisando que iria invadir o Morro do Alemão.
Deu tempo suficiente para que muitos traficantes fugissem para outros morros cariocas, ou simplesmente deixassem a cidade maravilhosa rumo à Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. A maioria deles para São Paulo, onde a facção é mais forte. Nos outros estados também foram recepcionados por representantes do PCC.
A primeira ação conjunta de PCC e CV aqui em São Paulo, segundo informações que recebi, foi o tiroteio ocorrido na Rodovia Raposo Tavares, que terminou com três policiais feridos. Os bandidos, que estavam em um carro blindado, após perseguição dispararam com fuzis e metralhadoras contra a polícia e depois saíram correndo por uma mata próxima à Rodovia.
Apesar das buscas intensas (utilizando até o helicóptero Águia) a Polícia Militar não conseguiu capturar ninguém. O carro blindado foi abandonado na pista e dentro dele havia coletes à prova de balas. Não se sabe o que pretendiam fazer os bandidos do PCC/CV com tantas armas, munição e coletes. A Polícia Rodoviária Federal está agora na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro, tentando impedir que mais bandidos cariocas entrem em São Paulo.
A informação de que o CV está em São Paulo foi confirmada através de uma carta que nós conseguimos com exclusividade. A cópia do documento, em papel timbrado da Secretaria de Segurança Pública, sob o título “Alerta”, confirma as informações que recebemos há vários dias.

Fátima Souza: PCC recebe fugitivos do Rio em São Paulo | Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Arquitetos do IAB fazem projetos para reurbanizar favelas do Rio

Conversa Afiada

Projeto de Jacira Farias é um dos conceitos vencedores

Saiu no Globo:

Concurso do IAB escolhe 40 arquitetos que vão planejar reurbanização de 215 comunidades

RIO – As favelas que serão beneficiadas pelo projeto Morar Carioca, que pretende urbanizar 215 comunidades, divididas em 40 grupos, até 2020, num investimento de R$ 8 bilhões, terão a “cara” dos escritórios de arquitetura escolhidos segunda-feira por um concurso promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB – RJ) e pela secretaria municipal de Habitação.
Os 40 vencedores, dos 86 inscritos, apresentaram ideias e conceitos de como deve ser a urbanização das comunidades. Em comum entre quase todos, estão a necessidade de integrar cada vez mais as favelas à cidade formal, reduzir o adensamento, garantir saneamento básico e áreas de convivência para os moradores.

Outras ideias recorrentes foram o plantio de árvores, a construção de ciclovias nas comunidades planas e de teleféricos ou planos inclinados nas que ficam em encostas.

(…)

Clique aqui para ler a matéria na íntegra no Globo.

Arquitetos do IAB fazem projetos para reurbanizar favelas do Rio | Conversa Afiada

sábado, 4 de dezembro de 2010

Em nome de combater o crime, crimes

Viomundo - O que você não vê na mídia
3 de dezembro de 2010 às 9:47

Por um momento achei que só eu (Azenha) tinha notado que pobre é cidadão de segunda classe no Brasil, ou seja, não tem garantia de inviolabilidade do domicílio:

À MARGEM DA LEI SÃO TODOS MARGINAIS

A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA – AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, fundada em 1991, que tem por finalidade estatutária o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, em consideração às operações policiais e militares em curso no Rio de Janeiro, vem manifestar preocupação com a escalada da violência, tanto estatal quanto privada, em prejuízo da população que suporta intenso sofrimento.
Para além da constatação do fracasso da política criminal relativamente às drogas ilícitas no país, bem como da violência gerada em razão da opção estatal pelo paradigma bélico no trato de diversas questões sociais que acabam criminalizadas, o Estado ao violar a ordem constitucional, com a defesa pública de execuções sumárias por membros das forças de segurança, a invasão de domicílios e a prisão para averiguação de cidadãos pobres perde a superioridade ética que o distingue do criminoso.
A AJD repudia a naturalização da violência ilegítima como forma de contenção ou extermínio da população indesejada e também com a abordagem dada aos acontecimentos por parcela dos meios de comunicação de massa que, por vezes, desconsidera a complexidade do problema social, como também se mostra distanciada dos valores próprios de uma ordem legal-constitucional.
O monopólio da força do Estado, através de seu aparato policial, não pode se degenerar  num Estado Policial que produz repressão sobre parcela da população, estimula a prestação de segurança privada, regular e irregularmente, e dá margem à constituição de grupos variados descomprometidos com a vida, que se denominam esquadrões da morte, mãos brancas, grupos de extermínio, matadores ou milícias.
Por fim, a AJD reafirma que só há atuação legítima do Estado, reserva da razão, quando fiel à Constituição da República.

Em nome de combater o crime, crimes | Viomundo - O que você não vê na mídia

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O PiG (*) tem razão: a ocupação do Alemão é uma derrota

Conversa Afiada
Publicado em 03/12/2010

Segundo o PiG (*), no Alemão, o crime compensa

Este ordinário blogueiro voltou à Rua Joaquim de Queiroz, na entrada da Vila Cruzeiro, centro do comércio da droga no Complexo do Alemão.
Às 4h da tarde desta sexta-feira, havia umas 50 pessoas na fila para entrar no ônibus refrigerado da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Na terça-feira, o ônibus atendeu 30 pessoas.
Na quarta, 300, na quinta, 300, e hoje, provavelmente, outras 300.
Os moradores do Complexo do Alemão vão em busca de segundas vias de documentos perdidos, certidão de casamento, carteira de identidade e atestado de óbito.
De terça-feira até hoje, houve ali 10 pessoas com denúncias de violência ou irregularidade cometida por policiais.
Dessas 10, uma resultou numa investigação da Delegacia Policial próxima.
Essa sexta-feira foi o terceiro dia em que funcionários da Sky venderam TV a cabo.
Em três dias, foram vendidas 200 assinaturas no Alemão e 100 na Vila Cruzeiro.
A “TV gato” custava R$ 30 por mês.
A Sky cobra R$ 49,90.
Na Rua Joaquim de Queiroz, há 6 meses funciona sua primeira agência bancária, do banco Santander.
A reduzida e refrigerada agência atende 10 mil pessoas por mês.
Em 6 meses, conquistou 2 mil correntistas.
A agência oferece todos os produtos financeiros de qualquer agência do Santander, em qualquer ponto do Brasil.
No momento, a preferência, além de movimentar a conta corrente, é o correntista abrir conta de poupança e fazer seguro, especialmente de vida.
Um novo produto parece concentrar a atenção do funcionário com quem conversei.
O Santander regulariza as micro e pequenas empresas, faz com que se inscrevam no Simples e oferece uma linha de financiamento dirigido especialmente às micro e pequenas empresas.
O PiG (*), de fato, tem razão.
A ocupação foi um desastre irremediável.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

O PiG (*) tem razão: a ocupação do Alemão é uma derrota | Conversa Afiada

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vídeo que o jn não mostra. O PAC na Rocinha

Conversa Afiada

O PAC desempacou. Quem empacou foi o jn

O Conversa Afiada aceita sugestão do Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades (quem será Stanley Burburinho?):

Assunto: Exclusivo: TV Popular da Rocinha Mostra o PAC
Exclusivo: TV Popular da Rocinha Mostra o PAC
A partir de dica do @williamrocinha, Presidente do Movimento Popular de Favelas, Vice Presidente do Fórum de Turismo da Rocinha.

Vídeo que o jn não mostra. O PAC na Rocinha | Conversa Afiada

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um tucano a menos no ninho do Serra

Os Amigos do Presidente Lula
terça-feira, 30 de novembro de 2010

A reunião promovida ontem pelo diretório regional do PSDB no Rio para discutir o desempenho tucano nas eleições de outubro terminou em crise. O ex-governador Marcello Alencar propôs ao prefeito de Duque Caxias, José Camilo Zito, que deixe a presidência estadual. Ele reclamou que Zito não se empenhou para eleger José Serra presidente e Fernando Gabeira (PV) governador. O prefeito também teria estreitado relações com o governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB). Após as críticas, Zito afirmou que dificilmente permanecerá no cargo e não descarta deixar o partido.
Zito afirmou que entregaria sua carta de renúncia ontem. Mas voltou atrás após pedido do vice-presidente regional, Márcio Fortes. A decisão será tomada em 15 dias. Marcello afirmou estar decepcionado com Zito, que tem mandato de presidente até abril. O ex-governador foi o maior defensor da entrada do prefeito no partido e de sua permanência no comando.
- Estou surpreso. Estive empenhado em eleger Serra. Não podem me culpar de seu desempenho pífio. Sugerir tirar dois meses de licença para a campanha e não quiseram. Respeito o Marcello, mas o tempo dele passou. Será difícil eu permanecer na presidência e ficarei no partido até o prazo que a legislação determinar - sentenciou Zito.
O mal estar tomou conta do ninho após a executiva regional decidir apoiar Gabeira. Zito defendeu Serra, mas foi contra o verde, a quem acusou de discriminá-lo. Serra obteve no segundo turno pouco mais de 25% dos votos em Duque de Caxias. Já Gabeira não chegou a 14% no primeiro turno na cidade.
Após a reunião, os tucanos reagiram à crise defendendo mudanças no partido, como a formação de novos quadros.O PSDB tem que parar de ficar só discutindo e falando de nomes. Precisa é repensar sua ideologia disse a vereadora Andrea Gouvêa Vieira.O PSDB tem agora é que fazer frente à política de um partido único que domina o Rio - acrescentou o deputado Otávio Leite.

Os Amigos do Presidente Lula: Um tucano a menos no ninho do Serra

Vídeo: morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubo

Conversa Afiada
Publicado em 30/11/2010

O Conversa Afiada publica denúncia do Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades (quem será Stanley Burburinho ?):

1) VÍDEO: “Morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubar R$ 31 mil”
2) Moradores da Vila Cruzeiro e do Alemão denunciam abusos dos policiais:
VÍDEO: “Morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubar R$ 31 mil” (Dica do @CidadaoAtento)

Polícia rouba tudo da casa do trabalhador

Moradores da Vila Cruzeiro e do Alemão denunciam abusos dos policiais (Dica @CidadaoAtento : Têm que resolver isso.)

Moradores da Vila Cruzeiro e do Alemão denunciam abusos dos policiais
Denúncias de moradores Vila Cruzeiro e do complexo do Alemão sobre abusos praticados durante as ações policiais nas favelas revelam o outro lado das operações contra o tráfico de drogas no Rio.

(…)


NAVALHA


Navalha

Quando deixava a Vila Cruzeiro, sábado passado, esse ordinário blogueiro foi abordado por um policial da PM.
Segundo o PM, policiais civis do Rio faziam exatamente isso o que esse morador, agora, denuncia.
A única “boa notícia” desse episódio degradante é que os moradores agora denunciam.
Assim em vídeo, ou através do disque-denúncia.
O Delegado Beltrame deve ir para cima desses policiais com a firmeza e a competência com que foi para cima dos traficantes.
É gente da mesma tribo.

Paulo Henrique Amorim


Vídeo: morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubo | Conversa Afiada