A saída marcada de Gabriel Chalita do PSB para integrar o PMDB, a pedido do Vice Presidente, Michel Temer, começa a dar novos contornos à nebulosa disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012. Kassab não pode concorrer a um terceiro mandato. O Prefeito criou o PSD que não sabe dizer se é de esquerda, centro ou direita. Com visíveis problemas de lateralidade, Kassab disse que ajudará Dilma a fazer um bom governo, ao mesmo tempo em que apoiará Serra, provavelmente o único candidato à Prefeitura pelo PSDB. E, por mais que Serra diga não ser candidato, sabemos que sua palavra não vale nem com assinatura reconhecida em cartório. Porém, podemos supor que o novo partido, PSD, não tenha nomes para a disputa e pode caminhar de fato para um distanciamento do alinhamento tucano, obrigando Kassab a deixar vaga a função de poste. Por parte do PT, a indefinição ainda é geral, pois não há consenso sobre os nomes mais comentados como os de Marta, Mercadante e uma possível candidatura de José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça. Ampliando o leque de possibilidades, mais recentemente, Lula disse publicamente que seria cabo eleitoral do partido na disputa pela prefeitura da Capital paulista em 2012, sugerindo um nome novo como o do Ministro da Educação, Fernando Haddad. Chalita que foi secretário de Alckmin é o deputado mais votado por São Paulo depois do Tiririca. Sua vinda para o PMDB como mais uma estratégia de Temer de tomar o controle do partido no Estado depois da morte de Quércia, esquenta a disputa paulistana. Em tempos de debate sobre a reforma política, a conjunção desses fatores demonstra a confusão ideológica que rege os interesses eleitorais. O alinhamento nacional se perde novamente no embate de âmbito regional.
Com informações do Estadão obtidas na postagem do Viomundo.
domingo, 24 de abril de 2011
Chalita fecha com PMDB para disputar Prefeitura de São Paulo
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Lula comandará articulação da campanha para prefeitura de SP em 2012
Brasília Confidencial
“O PT vai ampliar a articulação para a disputa eleitoral de 2012 a partir desta semana. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com prefeitos petistas nos próximos dias. Na pauta, os rumos para as próximas eleições e a conjuntura política em São Paulo. Será a primeira participação do ex-presidente em atividades partidárias, desde a posse da presidente Dilma Rousseff. Lula deve participar mais diretamente das ações políticas do partido nos estados considerados mais estratégicos, como São Paulo e Minas Gerais, com predomínio tucano.
O ex-presidente tem afirmado que o PT deve lançar um nome novo para a disputa na capital paulista e ainda reforçar o “cinturão vermelho” da Grande São Paulo – formado por 13 prefeituras petistas, como São Bernardo do Campo, Osasco e Guarulhos.O governador Geraldo Alckmin (PSDB) já deu início a uma ofensiva política no cinturão. O tucano criou em janeiro a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e deu ao secretário, Edson Aparecido, a tarefa de articular projetos com os prefeitos. No dia 30 de março, o governador deu continuidade à estratégia, ao lançar a Câmara de Desenvolvimento Metropolitano, colegiado composto por 11 secretarias, presidido pelo próprio Alckmin, com o objetivo de estabelecer políticas para as cidades vizinhas à capital. O tucano também tem ampliado sua presença nessas regiões estratégicas. A idéia é mudar completamente a relação de forças no Estado já em 2012 para garantir a reeleição em 2014.
Já o comando petista em São Paulo quer antecipar a campanha de 2012 para tentar arrancar na dianteira,mas ainda precisará evitar prévias e brigas internas para a escolha de um candidato a prefeito de São Paulo. O preferido dos dirigentes é o ministro Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, derrotado na disputa pelo governo paulista em 2010. Lula, no entanto, estaria estimulando o ministro da Educação, Fernando Haddad, a disputar o cargo. Haddad não admite o interesse, mas tem multiplicado a presença em eventos na capital paulista. Hoje mesmo, o ministro da Educação participa de audiência pública em São Paulo. Mercadante tem afirmado que só deixará o ministério para disputar a prefeitura se for intimado à tarefa, ou pelo ex-presidente, ou por Dilma.”
abril 14th, 2011 |
Autor: Jussara Seixas
Lula comandará articulação da campanha para prefeitura de SP em 2012
sábado, 5 de março de 2011
Professor Nicolelis e o desafio inovador para a Ciência
Miguel Nicolelis*
O NaMaria News reproduz a matéria de Conceição Lemes, do Viomundo, sobre os novos planos do Professor Miguel Nicolelis, lançados hoje em reunião com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante - em Natal (RN).
NICOLELIS E A COMISSÃO DA CIÊNCIA BRASILEIRA
- Estratégias para o futuro -
O Viomundo é testemunha: ao pensar o futuro da ciência no Brasil, boa parte dos pesquisadores brasileiros volta os olhos, automaticamente, sem pestanejar, para Estados Unidos, Europa e Ásia. Miguel Nicolelis, um dos mais respeitados neurocientistas do mundo, mira em outro alvo.
Professor e pesquisador na Universidade Duke, *Nicolelis é apaixonado pelo Brasil e nosso povo. Membro das academias Brasileira, Francesa e do Vaticano de Ciências e ganhador de 38 prêmios internacionais, entre os quais dois dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, ele vive na "ponte aérea" Durham, Carolina do Norte – Macaíba, Rio Grande do Norte, onde implantou o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra (IINN-ELS).
É uma infatigável usina de propostas inovadoras, que funciona a mil por hora.
Tanto que, em 23 de novembro de 2010, divulgou aqui, em primeira mão, o Manifesto da Ciência Tropical: Uso democrático da ciência para transformação social e econômica do Brasil.
Agora, três meses depois, se lança a mais este desafio: a Comissão do Futuro da Ciência Brasileira, anunciada nesta quinta-feira, 3 de março, em meio a uma porção de crianças do bairro Cidade Esperança, periferia de Natal, numa escola de educação científica para alunos do IINN-ELS. Escola que nasceu justamente com a proposta de descentralizar a produção da ciência brasileira.
"O objetivo é fazer um diagnóstico profundo estado atual da ciência brasileira, recomendar soluções para seus problemas e propor um plano estratégico para os próximos 10 anos", afirma Nicolelis, convidado pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, para criar a comissão e presidi-la. "Esperamos que a ciência brasileira dê um salto qualitativo que lhe possibilite ser protagonista no cenário científico mundial e possa contribuir com a sociedade."
"A comissão será independente, e os seus membros trabalharão voluntariamente", frisa. "A escolha dos membros foi feita exclusivamente por mim."
A Comissão do Futuro da Ciência Brasileira será composta por:
- Presidente: Miguel A. L. Nicolelis, Duke University e ELS-IINN
- Membros efetivos:
- Alan Rudolph, Biólogo, International Neuroscience Foundation, EUA
- Alexander Triebnigg, Médico, Presidente da Novartis, Brasil
- Conceição Lemes*, Jornalista, Brasil
- Débora Calheiros, Pesquisadora, EMBRAPA, Brasil
- Jon H. Kaas, Neurocientista, Vanderbilt University, US National Academy of Science, EUA
- Luiz A. Baccalá, Engenheiro, Escola Politécnica, USP, Brasil
- Luiz Gonzaga Belluzzo, Economista, Professor Emérito UNICAMP, Brasil
- Mariano Sigman, Neurocientista, Universidade de Buenos Aires, Argentina
- Marilena Chauí, Filósofa e Professora, USP, Brasil
- Mariluce Moura, Jornalista, FAPESP, Brasil
- Mauro Copelli, Físico, UPFE, Brasil
- Patrick Aebischer, Neurocientista, Presidente da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suíça
- Ricardo Abramovay, Cientista Político, FEA-USP, Brasil
- Robert Bishop, Cientista Computacional, ex-CEO da Silicon Graphics, EUA
- Ronald Cicurel, Matemático e Filósofo, Suíça
- Selma Jeronimo, Médica-pesquisadora, UFRN, Brasil
- Stevens Rehens, Biólogo, UFRJ, Brasil
- Thereza Brino, Educadora em Tecnologia da Informação, Brasil
- Victor Nussenzweig, Médico, New York University, Brasil/EUA
- William Feiereisen, Cientista Computacional, Intel, EUA
Por ser uma ação realmente fundamental, por isso pedimos ao professor Miguel Nicolelis mais detalhes.
Viomundo – De quem foi a ideia da comissão?
Miguel Nicolelis – Do próprio ministro. Comissões internacionais são um mecanismo muito usado fora do Brasil. Aqui, vamos utilizá-la pela primeira vez para avaliar o estado atual da ciência brasileira, seus processos, mecanismos de fomento, estrutura dos institutos e órgãos de produção científica. O objetivo é fazer um profundo diagnóstico da situação, recomendar soluções e propor um plano estratégico para os próximos dez anos.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O tempo é relativo para o PIG
Para a mídia golpista (PIG), Lula e Dilma precisam mostrar mais trabalho que todos os antecessores juntos. Antes mesmo das catástrofes no Rio (dia 08 de janeiro), Mercadante, Ministro da Ciência e Tecnologia, anunciou (pela primeira vez na história desse país) a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais. Uma proposta com metas já para o próximo verão e que pretende estar totalmente implementado em 4 anos. Para o PIG é muito tempo. Os 500 anos do milênio anterior não contam.
Para quem não teve governo por 500 anos, 4 anos para ter um sistema de prevenção de catástrofes de 1o. mundo é muito?
Quase todos os noticiários soltaram uma notícia boa: o governo federal anunciou a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.
Mais abaixo veremos que o PIG (partido da imprensa golpista) tentou transformar a boa notícia em notícia ruim.
Detalhe: o anúncio deste sistema de Prevenção e Alerta havia sido feito no dia 8 de janeiro (portanto antes da catástrofe das chuvas) como prioridade pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e uma das primeiras medidas de seu ministério.
A montagem do sistema envolve a cobertura nacional de todas as áreas sujeitas a desastres com radares metereológicos e pluviômetros, e procedimentos de alerta e até mesmo de evacuação da população sujeita a ser atingida por uma inundação, por exemplo.
Também será feito um levantamento geológico de áreas habitadas em regiões sujeitas a deslizamento, para identificar as áreas de risco.
Mercadante disse estimar em aproximadamente 500 as áreas de risco no país, com cerca de 5 milhões de pessoas morando, e outras 300 regiões sujeitas a inundações.
As ações serão implantadas de forma gradual e a expectativa é que, em quatro anos, o sistema de defesa e alerta esteja concluído.
Para um trabalho desta magnitude, que nunca foi feito antes, em um país de dimensões continentais como o Brasil, e que exige estudos e soluções sérias, 4 anos é um excelente prazo, principalmente considerando que será gradual, ou seja, já no próximo verão várias localidades já estarão em funcionamento. No verão seguinte, outro tanto, até cumprir toda a meta.
Mas o PIG colocou um "mas..." na boa notícia para fazer parecer ruim, como se o governo fosse demorar 4 anos para agir, e como se o governo anterior do presidente Lula não tivesse feito nada.
Ora, boa parte da população pobre do Brasil só começou a ter governo com Lula. Crianças morriam de desnutrição por falta de comida. O fome zero e o Bolsa família deu um basta nesta tragédia nacional. Para a população pobre havia emergências, uma atrás da outra, em todas as casas, a serem atendidas.
O governo Lula, resolveu um monte de emergências: comer 3 vezes ao dia, impedir a mortalidade infantil alta em algumas regiões, criou o SAMU, gerou empregos, gerou trabalho e renda onde não havia, evitou a evasão escolar e o trabalho infantil com o bolsa-família, abriu escolas técnicas e superiores para não deixar mais uma geração ficar sem qualificação profissional, abriu crédito para a casa própria para a população de baixa renda ter acesso a moradia digna e segura. Agora o governo Dilma continua fazendo o que não foi feito nos 500 anos antes de Lula, sobretudo em desgovernos como de FHC que deixava o povo abandonado à própria sorte, para ser atendido pela "mão invisível do mercado".
Mas que "mercado" iria se interessar em atender a população excluída, sem poder aquisitivo para consumo? Uma multidão de brasileiros não tinham como comprar casa e nem terrenos na cidade formal. Não tinham dinheiro, nem crédito, e para ter um teto fizeram seus barracos nos cantos vagos e marginais das cidades: beira de rios e córregos, morros, sobre aterros sanitários, sem qualquer assistência de engenharia, sem saber dos riscos.
Por ironia do destino, o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais, se baseia numa resolução da Conferência Nacional de Defesa Civil, realizada no governo Lula. O PIG e seu Instituo Millenium viveram bombardeando as Conferências Nacionais, como se fosse uma "ameaça à democracia", coisa de "comunista", "chavista": como se fosse um confronto da democracia direta com participação popular, contra a democracia representativa do Congresso Nacional. Ora, uma coisa não inviabiliza, nem compete com outra. O governo Lula provou que complementa. A participação popular é fundamental, e o Congresso também tem seu papel institucional, tanto maior quanto mais trabalhar sério.
Por que o PIG não cobra do Congresso Nacional, de maioria demo-tucana em anos anteriores, que nunca fez um projeto destes antes, feito agora a partir de uma Conferência Nacional popular?
imagem: alteração do original do blog Kibeloco
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Ciência brasileira decolando

O brasileiro Nicolelis, um dos maiores neurocientistas do mundo pode receber um prêmio Nobel. Outros pesquisadores começam a despontar no universo científico com seus trabalhos. Esse é o resultado quando há investimento em Ciências e Tecnologia. Durante a campanha eleitoral de 2010, Nicolelis declarou apoio a Dilma, dizendo: “Lula trouxe a ciência para o primeiro plano da política nacional de desenvolvimento estratégico do país. Precisamos garantir que esse projeto não seja interrompido” – leia mais aqui. Aloísio Mercadante assumiu esta semana o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Viomundo – O que você não vê na mídia
Valor Econômico: Nicolelis, candidato ao Nobel
Brasileiros ganham projeção internacional
04/01/2011
Cientistas despertam atenção com trabalhos que vão da cura do Mal de Parkinson até a ‘energia escura’
Cibelle Bouças | De São Paulo, no Valor Econômico
O neurocientista Miguel Nicolelis pode receber um prêmio Nobel por seu trabalho sobre o mal de Parkinson. Outro brasileiro, o físico Daniel Vanzella, descobriu que a energia contida no vácuo é capaz de destruir estrelas. Gilberto Ribeiro desenvolve um resistor de memória capaz de mudar radicalmente o mercado de armazenagem de dados.
Ainda é raro encontrar cientistas e pesquisadores brasileiros como os da lista acima, que ocupam o topo da pirâmide acadêmica ou de inovação empresarial. O reconhecimento recente do trabalho deles, no entanto, mostra que há uma percepção internacional positiva sobre o trabalho de profissionais brasileiros, o que pode se traduzir em ganhos para a ciência no país.
Nos próximos meses, hospitais brasileiros podem abrigar a próxima fase do trabalho de Miguel Nicolelis sobre o Mal de Parkinson. Pela primeira vez, o tratamento proposto pelo neurocientista será testado em seres humanos. Em avaliação, estão instituições médicas em São Paulo e nos Estados Unidos.
Atualmente, Nicolelis divide seu tempo entre o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) e o Centro de Neurociência da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA). No ano passado, ele recebeu o prêmio NIH Director’s Transformative R01, que concede US$ 4,4 milhões para aplicação em pesquisa, e o Director’s Pioneer Award, de US$ 2,5 milhões. Os prêmios estão entre os mais cobiçados no meio científico e costumam indicar potenciais candidatos ao Nobel. Nicolelis foi o primeiro cientista a receber as duas premiações no mesmo ano.
Os recursos serão usados na pesquisa para a cura do mal de Parkinson, desenvolvida desde 2006. Nicolelis e sua equipe já haviam desenvolvido uma técnica para tratar a epilepsia, a partir de estímulos elétricos em regiões periféricas do sistema nervoso, quando perceberam que havia semelhanças no padrão de comportamento do cérebro dos portadores das duas doenças, conta o cientista.
Com a constatação, cobaias passaram a receber medicação para apresentar sintomas como os do mal de Parkinson. Depois, a equipe implantou uma prótese na medula espinhal das cobaias, que disparava estímulos elétricos. A paralisia muscular e os demais sintomas desapareceram.
Esse trabalho tem sido realizado tanto na Universidade de Duke como no IINN-ELS. “Já foram feitos testes com camundongos e primatas. Agora buscamos um parceiro clínico para fazer testes em pacientes”, afirma Nicolelis. “Em dois anos será possível ter uma resposta categórica sobre o tratamento”, diz.
Outra pesquisa surpreendente é comandada pelo físico Daniel Vanzella, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp e do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Vanzella e o doutorando William Lima publicaram, em abril, um estudo sobre a “energia escura” na “Physical Review Letters”, a mais respeita revista de física do mundo.
O artigo teve uma grande repercussão. Embora pareça uma fantasia tirada da série de filmes “Star Wars”, a energia escura intriga o meio científico há muito tempo. Na física, existem duas grandes teorias sobre o universo: a da Relatividade Geral, que descreve a organização do universo em grande escala (estrelas, galáxias etc) e a Quântica de Campos, que focada na chamada pequena escala (ligações químicas, átomos etc). Físicos no mundo tentam, ainda sem êxito, unir as duas teorias. Vanzella e seu aluno se atiraram a esse trabalho com uma análise da “energia escura”. Essa força, que faz o universo se expandir de forma acelerada, exerce uma forte pressão negativa, que seria contrária à gravidade.
Os cientistas partiram do princípio de que o vácuo é preenchido por partículas virtuais, como prótons, elétrons e fótons, que surgem e desaparecem em uma fração de segundo. Imaginava-se que a flutuação dessas partículas, por ser muito rápida, não gerava efeitos nos materiais macroscópicos. Vanzella e Lima descobriram, porém, que sob algumas circunstâncias o crescimento da energia do vácuo pode ocorrer de maneira exponencial e descontrolada, podendo destruir até uma estrela de nêutrons (a matéria mais densa já encontrada no universo).
Vanzella iniciou a pesquisa na Universidade de Wisconsin, nos EUA, mas só chegou à essa conclusão em São Carlos. Agora, ele procura responder, em seu pós-doutorado, o que ocorre com uma estrela quando a energia do vácuo “desperta”. “Essas são questões conceituais sobre os fundamentos da física, mas que vão ajudar a trazer um melhor entendimento sobre a natureza”, afirma Vanzella.
Antes de Vanzella, outro apreciador do espaço ganhou renome. Em 2006, Marcos Pontes, tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), hoje na reserva, participou de uma missão à Estação Espacial Internacional (ISS), com oito experimentos em microgravidade de universidades e institutos brasileiros. “No espaço, [nós, astronautas] somos as mãos e os olhos dos cientistas; executamos os experimentos”, diz Pontes. Atualmente em Houston, na sede da Nasa, ele aguarda nova convocação para missões espaciais. “Espero ansiosamente por essa escalação”, diz.
Para ler o complemento desta reportagem, clique aqui.
Para ler o documento, divulgado em primeira mão pelo Viomundo, em que Nicolelis propõe o desenvolvimento da Ciência Tropical, clique aqui.
Para ouvir uma entrevista de Nicolelis, clique aqui.
Para ler a reportagem da revista Science sobre a ciência brasileira que quase ninguém repercutiu, clique aqui.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Alckmin copia Mercadante e desmancha Governo Cerra
Toma que o Paulo Preto é teu !
Manchete da Folha (*):
“Alckmin resolveu auditar contratos da gestão Serra.”
NAVALHA
Alckmin não quer levar para dentro do Governo o Paulo Preto, as contas do metrô, do Robanel dos Tunganos e a investigação que na Europa se faz sobre a Alstom.
Depositou tudo na porta do sobradinho de taipa que o Cerra tem num bairro da periferia de São Paulo.
Quem com ferro fere, com ferro se ferra.
A primeira coisa que o governador empossado de São Paulo, Zé Pedágio (naquela altura, o Presidente Eleito), fez foi anunciar com tambor e trombone que ia auditar as contas do antecessor, Geraldo Alckmin.
Agora, Alckmin começa a rever os pedágios do Zé Pedágio.
Alckmin já anunciou também que vai rever o sistema de “progressão continuada” nas escolas públicas.
Portanto, Alckmin copia os três pontos centrais da campanha de Aloizio Mercadante, o candidato a governador derrotado.
Alckmin é desde agora oposição ao Cerra.
Não tem importância.
O Farol de Alexandria garante.
Clique aqui para ler “FHC manda Cerra levantar”.
Aqui para ver a charge sensacional do Bessinha.
Aqui para ver o vídeo imperdível “Levanta, Serra !”
E aqui para votar na trepidante enquete; “Se o FHC pedir, o que mais o Cera fará ?”
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Alckmin copia Mercadante e desmancha Governo Cerra | Conversa Afiada
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Mercadante elogia Protógenes e delegados aplaudem
Conversa Afiada
Publicado em 25/11/2010
Mazloum e Correa: o perseguido é o mesmo
O Senador Aloizio Mercadante recebeu ontem, em Brasília, na Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, a “Medalha Tiradentes”.
Estavam presentes o ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, Romeu Tuma Júnior, que foi receber uma homenagem ao pai, e aquele que até hoje não achou o áudio do grampo, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa.
Clique aqui para ler “Lula diz que Polícia Federal conclui investigação sobre Daniel Dantas ainda no mandato dele”.
A “Medalha Tiradentes” é a honra máxima que os delegados conferem a um homem público.
Mercadante disse que a Polícia Federal tem que ser uma polícia de Estado.
Uma polícia que não persegue e nem protege.
Disse que no Governo Lula teve mais autonomia e mais recursos.
A certa altura, Mercadante observou que não podia deixar de citar o delegado Protógenes Queiroz, que ali estava.
E que, como delegado, sempre se motivou pela defesa do interesse público.
Mercadante observou que não pode aceitar a perseguição de que o delegado foi vítima, desde que prendeu Daniel Dantas duas vezes.
É provável que, ao falar da perseguição, Mercadante se referisse a recente condenação pelo juiz Ali Mazloum, que deve o exercício da Magistratura, a uma decisão do ex-Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas (*).
(Cabe lembrar que outro objeto de uma decisão de Gilmar Dantas (*), o doutor Roger Abdelmassih, está solto e condenado a 278 anos de prisão).
Mercadante poderia ter observado que o ali presente doutor Correa não tem tempo de prender criminoso do colarinho branco, porque se dedica a perserguir o delegado Protógenes Queiroz.
Ao falar em Protógenes Queiroz, Mercadante foi entusiasticamente aplaudido pelos delegados federais, colegas do ínclito delegado Protógenes Queiroz.
O Conversa Afiada lamenta que o também ínclito delegado Paulo Lacerda, que iniciou a Operação Satiagraha, também não tenha sido homenageado.
Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.
Mercadante elogia Protógenes e delegados aplaudem | Conversa Afiada
domingo, 14 de novembro de 2010
As políticas de Alckmin para a região metropolitana
Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, sex, 12/11/2010 - 13:59
Do Estadão
Alckmin reforçará gestão em regiões de voto petista
'Supersecretaria' cuidará das 3 regiões metropolitanas, que detêm cerca de 60% da população paulista e cuja periferia concentra eleitores do PT
12 de novembro de 2010 | 0h 00
Roberto Almeida - O Estado de S.Paulo
Vitrine da oposição à presidente eleita Dilma Rousseff (PT), o governo de São Paulo sob Geraldo Alckmin (PSDB) terá um órgão administrativo para as três regiões metropolitanas do Estado - Baixada Santista, Grande São Paulo e Grande Campinas. Elas concentram cerca de 60% da população paulista e têm em seus pontos periféricos alta densidade de voto petista.
Os tucanos pretendem, com a melhora na gestão metropolitana, atacar problemas estruturais das regiões e, em paralelo, reverter um histórico quadro eleitoral negativo. Neste ano a escrita de vitória do PT foi mantida na zonas mais afastadas das metrópoles. Dilma venceu o ex-governador José Serra (PSDB) em ambos os turnos na maioria dos municípios que compõem essas áreas.
Na Baixada Santista, a petista obteve maioria em Cubatão, São Vicente e Guarujá. Na Grande São Paulo, Dilma bateu Serra no chamado cinturão vermelho, que tem São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Cotia, Embu, Ferraz de Vasconcelos e Carapicuíba, entre outros municípios da região.
Na região metropolitana de Campinas, o voto petista concentrou-se em um cordão de cidades que começa ao sul em Monte Mor, passa por Santa Bárbara d"Oeste e chega a Cosmópolis, ao norte.
Para marcar presença do governo paulista nessas regiões, a equipe de transição concentra-se em definir qual é a formatação ideal para o novo órgão. Alckmin nega que a estrutura final vá atingir o status de uma "supersecretaria", mas as características do trabalho elevam o patamar estratégico do nome - ainda não definido - que vai assumir essa tarefa.
Hipóteses. Para o governador eleito, "o mais provável" é que o órgão venha a ser a Secretaria de Gestão e Desenvolvimento Metropolitano. A criação da pasta é uma de suas promessas de campanha e foi cogitada pela primeira vez quando o tucano estava prestes a realizar incursões no ABC paulista.
Naquele momento eleitoral, Alckmin tentava conter o avanço do PT de "fora para dentro" da capital paulista e estancar possível crescimento de seu então rival petista Aloizio Mercadante.
"O mundo moderno é metropolitano", justifica Alckmin. "São enormes desafios de mobilidade, de saneamento. Por isso integrar as políticas públicas de habitação, urbanismo, transporte."
No entanto, não estão descartadas outras duas hipóteses pensadas pelo governador eleito, que ainda passam pelo crivo da equipe de transição. A primeira é a criação de um órgão dentro da Secretaria de Planejamento para traçar metas para as regiões metropolitanas. A segunda hipótese é a formação de um comitê e uma secretaria executiva, em que todos os prefeitos participariam diretamente da elaboração de políticas públicas em favor de suas regiões. Independentemente da opção tomada pela transição paulista, o certo é que o tucano precisará de um "homem forte" para cumprir a missão.
As políticas de Alckmin para a região metropolitana | Brasilianas.Org
domingo, 3 de outubro de 2010
Ibope diz que pode haver segundo turno em São Paulo | Viomundo - O que você não vê na mídia
3 de outubro de 2010 às 17:32
por Luiz Carlos Azenha
Boca-de urna do Ibope em São Paulo:
Geraldo Alckmin 50%
Aloizio Mercadante 37%
Celso Russomano 5%
Paulo Skaf 4%
A surpresa é no Senado, com Aloisio Nunes liderando, seguido por Marta Suplicy e Netinho
Ibope diz que pode haver segundo turno em São Paulo | Viomundo - O que você não vê na mídia
Altamiro Borges: Cheiro de segundo turno em SP, diz Noblat
Blog do Miro:
domingo, 3 de outubro de 2010
Cheiro de segundo turno em SP, diz Noblat
O blogueiro Ricardo Noblat, da Globo, sempre bem entrosado no ninho tucano, acaba de noticiar que "não deve ser descartada a possibilidade da eleição para governador de São Paulo ser decidida no segundo turno entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). O cheiro de segundo turno por lá ainda está forte".
Andando pelas escolas centrais da capital paulista e conversando com muita gente, foi possível constatar uma torcida popular pelo segundo turno. A turma anda descontente com os 16 anos de reinado tucano no estado. Há uma visível "fadiga de material". Se a mídia demotucana não promovesse a forte blindagem aos governos do PSDB, escondendo todos os seus retrocessos e podridões, e a campanha da oposição tivesse sido mais incisia, o segundo turno seria inevitável.
Agora é aguardar a apuração.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Confronto na Globo pode definir segundo turno em São Paulo
Viomundo:
27 de setembro de 2010 às 22:23
por Luiz Carlos Azenha
Fui ao sambódromo paulista ver o comício final da campanha de Aloízio Mercadante. Não fui propriamente para ouvir os discursos, já que poderia tê-lo feito pela rede. Eu queria dar uma olhada no público, conversar com as pessoas, sentir o clima.
Havia muita gente, que não arredou pé apesar de ter chovido canivete. Em seu discurso, Lula parece ter vacinado Dilma antecipadamente contra ataques de última hora a respeito da participação da candidata na resistência ao regime militar. Se chover bala de prata nos momentos finais da campanha presidencial, depois do debate da Globo, quando não haverá mais horário eleitoral gratuito para responder…
O presidente da República anunciou que, além do comício de encerramento da campanha de Mercadante, na noite de quinta-feira (quando Dilma estiver nos estúdios da Globo, debatendo), em São Bernardo, no sábado haverá uma caminhada silenciosa pelas ruas do ABC.
Duvido que Lula faria isso se não houvesse nenhuma possibilidade de segundo turno em São Paulo. Por tudo o que aconteceu ao longo desta campanha eleitoral e no passado, eu não confio no Datafolha, nem no Ibope. Simplesmente perdi qualquer confiança nos dois institutos. Portanto, prefiro trazer aqui os números da pesquisa mais recente do Vox Populi:
De acordo com a pesquisa do Vox Populi, Alckmin caiu de 49% para 40%. Mercadante cresceu 11 pontos percentuais, passando de 17% em agosto para 28% neste levantamento. Celso Russomano (PP) obteve a preferência de 7% do eleitorado, Paulo Skaf (PSB) de 3% e Fábio Feldmann (PV) tem 2%. Votos em branco e nulo somaram 7%, enquanto 13% dos eleitores disseram-se indecisos. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa, encomendada pela Band e pelo iG, foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 31.704/10 e ouviu 1.500 pessoas entre 18 e 21 de setembro.
Segundo o Vox, há uma clara curva descendente de Alckmin e ascendente de Mercadante. Acredito que o teto do petista deve ficar entre 30% e 35% dos votos. As chances disso levar a eleição paulista para segundo turno, portanto, são reais.
Tudo vai depender, é lógico, de uma performance superior de Mercadante no debate desta noite, na TV Globo, que costuma ter uma audiência mais alta, embora já não seja mais aquela Brastemp do passado. Ontem, depois do comício, Celso Russomano declarou apoio a Dilma Rousseff. Ou seja, tudo indica que esta noite os dois farão dobradinha contra Alckmin.
E o que constatei no comício do sambódromo? É lógico que a militância do PT já não é mais a mesma de 1989, por exemplo. Mais de vinte anos já se passaram, o partido ganhou muitas eleições, comandou o Brasil, vários estados e centenas de prefeituras. O partido se profissionalizou.
Porém, para minha surpresa, além dos cabos eleitorais contratados — especialmente dos candidatos a deputado do partido –, notei a presença de centenas de militantes que foram ao comício pelo prazer da politica. Gente de toda parte de São Paulo. Muitas bandeiras do MST, do PCdoB e das centrais sindicais. O cartaz “A Folha Mente” estava lá. E havia centenas de pessoas com as tradicionais estrelinhas e camisetas do PT, como nos velhos tempos.
Acredito que a polarização proposta por Lula na fase final da campanha parece ter dado resultado. Eu não desprezaria a militância digital, como muita gente faz. Mas ainda acredito que, na hora agá da eleição, a militância em carne e osso faz toda a diferença. Muita gente chega ao dia da eleição indeciso ou com o voto não consolidado e, em geral, os eleitores confiam muito mais na opinião de parentes e amigos do que nas manchetes dos jornais ou no que diz o comentarista no rádio.
Em 2008, na eleição para a Prefeitura de São Paulo, fui a um evento do PT e constatei a ausência da militância tradicional e a presença quase exclusiva de militantes profissionais, pagos para acenar as bandeiras e sair na propaganda da TV. Desta feita, no entanto, o que me surpreendeu foi ver e conversar com gente que atravessou a cidade para participar de um comício sob tremenda chuva. Apesar do aguaceiro, foi um bom augúrio para Mercadante.
sábado, 25 de setembro de 2010
Vox Populi aponta 2º turno entre Mercadante X Alckmin
Os Amigos da Presidente Dilma:
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Duas pesquisas Vox Populi e Ibope para o governo de São Paulo, divulgadas nesta sexta-feira (24), apontam queda na diferença entre Aloizio Mercadante (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB).
No Vox Populi, indica perspectiva de 2º turno:
Alckmin (PSDB): 40% (caiu 9 pontos em relação a última pesquisa do instituto)
Mercadante (PT): 28% (subiu 11)
Celso Russomano (PP): 7%
Paulo Skaf (PSB): 3%
Fabio Feldmann (PV): 2%
Indecisos: 13%
Brancos e Nulos: 7%
Mercadante, somado aos demais candidatos alcançam 40%, no limite de haver 2º turno.
Na espontânea, em que nenhum nome é apresentado aos entrevistados:
Alckmin: 32
Mercadante: 23% (tinha 7% há um mês atrás)
No Ibope:
Alckmin (PSDB): 48%
Mercadante (PT): 26%
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
SP está com cheiro de segundo turno. Alckmin, leva o FHC para a tevê !
Conversa Afiada:
20/09/2010
O Lavareda já foi mais argutoSaiu no Diário de São Paulo:
A 13 dias da eleição, os números das pesquisas eleitorais apontam que, neste momento, um segundo turno é muito provável no Estado. Isso está indicado solidamente pela pequena diferença entre o total da intenção de voto no candidato Geraldo Alckmin e a soma de todos os outros.
As equipes de campanha dos dois lados discutem a possibilidade, do lado petista, para animar a turma; do lado tucano, para não deixar que uma boa votação no primeiro turno vire frustração por não resultar em vitória imediata.
Segundo a pesquisa Ipespe/DIÁRIO, a intenção de voto em Alckmin é sete pontos percentuais maior do que a soma de seus adversários. Considerando a margem de erro de 3,2% para cima ou para baixo, Alckmin pode ter 42,8% ou 49,2%; os adversários somados podem ter 35,8% a 42,2% dos votos. No pior cenário para o candidato do PSDB, a diferença poderia ser de menos de um ponto percentual; no melhor cenário, ele estaria eleito no primeiro turno com uma diferença de 13,4%.
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NAVALHA
A coisa tá feia para o Geraldo Alckmin.
Amigo navegante, sabe de quem é o Ipespe ?
Do Antonio Lavareda, uma espécie de guru explícito ou implícito dos tucanos.
Ele vai entrar para a História com a entrevista que concedeu a Mauricio Dias – clique aqui para ver o que Mauricio Dias diz sobre o futuro do Aécio.
Lavareda mostrou que, antes de cair, em 1964, a popularidade do Jango, com a campanha das reformas de base, era comparável à do Lula.
De lá para cá, Lavareda fez muita pesquisa para tucano, a começar por Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati, no Ceará.(Hoje, Jereissati vende Serra na baixa)
Na eleição de 2006, Lavareda disse a um amigo pernambucano comum que Geraldo Alckmin ia ganhar a eleição.
Paciência.
O Montenegro do Globope também disse que o Lula não transfere voto.
Agora, o Lavareda diz que a eleição em São Paulo pode ir para o segundo turno.
Ele está redondamente enganado.
Na ultima semana, Alckmin vai levar para o programa eleitoral, lado a lado, o FHC e o Serra.
E aí, ele ganha no primeiro turno, disparado.
O Lavareda já foi melhor.Em tempo: o Lavareda costumava aparecer com frequência na colona (*) que o Otavinho, provisoriamente, conferiu à Monica Bergamo, na Folha (**). Engraçado. Dessa vez, o Lavareda se escondeu no Diário de São Paulo (que só é lido por amigo navegante que me telefonou).
Paulo Henrique Amorim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores
sábado, 11 de setembro de 2010
Ibope/SP: Alckmin cai 5 pontos percentuais
Blog Leituras Favre:
SPTV – O GLOBO
SÃO PAULO – A pesquisa Ibope/Rede Globo/O Estado de S.Paulo, divulgada nesta sexta-feira, mostra que o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu 5 pontos percentuais em relação à última pesquisa para o governo de São Paulo, divulgada há uma semana. O tucano tem 46% das intenções de voto, ante 51% da pesquisa divulgada no último dia 3. Na pesquisa divulgada hoje Mercadante subiu 2 pontos percentuais e agora aparece com 22% das intenções de voto.
Os demais candidatos citados na pesquisa são Celso Russomano (PP), com 8%; Paulo Skaf (PSB), com 2%; e Fábio Feldman (PV), com 1%. Os candidatos Paulo Búfalo (PSOL), Mancha (PSTU) e Anaí Caproni (PCO) não pontuaram. Igor Grabois (PCB) não foi citado pelos entrevistados. Brancos e nulos somam 10 e indecisos, 11%.
Na simulação para o segundo turno, segundo a pesquisa Ibope, Alckmin venceria Mercadante, 54% contra 27%. Brancos e nulos somam 10% e indecisos, 8%.
Questionado sobe quem o eleitor não votaria para governador de São Paulo, 24% não votariam em Mancha, 18% em Mercadante, 15% em Alckmin e 13% em Russomano.
O Ibope ouviu 1.806 eleitores entre os dias 7 e 9 de setembro. A pesquisafoi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TER) com o número 83153/2010.
sábado, 4 de setembro de 2010
Mercadante reduz a diferença | Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, sab, 04/09/2010 - 09:01
Da Folha
Mercadante sobe e reduz vantagem de Alckmin
Diferença cai 8 pontos, mas tucano ainda seria eleito no primeiro turno
Ex-governador venceria adversário por 50% a 24%; Netinho passa Quércia e conquistaria a segunda vaga no Senado
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULOO candidato Aloizio Mercadante (PT) reduziu em oito pontos a vantagem de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo governo de São Paulo. Mesmo assim, o tucano ainda lidera com folga e venceria no primeiro turno, se a eleição fosse hoje.
Segundo o Datafolha, Mercadante subiu quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, divulgada há uma semana, e aparece agora com 24% das intenções de voto. Alckmin caiu quatro pontos e tem 50%.
A diferença entre os dois diminuiu de 34 para 26 pontos, a menor margem desde o início da campanha.
O terceiro colocado, Celso Russomanno (PP), permanece com 7%. Paulo Skaf (PSB) continua com 3%. Os candidatos Fabio Feldmann (PV), Paulo Bufalo (PSOL) e Mancha (PSTU) têm 1% cada um, e Anaí Caproni (PCO) não pontuou.
Brancos e nulos somam 5%, e 9% dos entrevistados estão indecisos.
O crescimento de Mercadante reflete o empenho maior do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenciável Dilma Rousseff (PT), que aumentaram a presença no Estado e no programa eleitoral do petista.
Nos votos válidos, que excluem brancos e nulos, Alckmin bateria Mercadante por 58% a 27%. Para haver segundo turno, nenhum candidato pode alcançar 50% dos votos válidos mais um.
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor não recebe a lista de candidatos, o tucano vence o petista por 28% a 15%. Não opinaram 44%.SENADO
Na disputa pelo Senado, Netinho (PC do B) subiu para 28% e aparece pela primeira vez à frente de Orestes Quércia (PMDB), que tem 26%. Os dois estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda vaga do Estado.
Marta Suplicy (PT) lidera com 33% e seria eleita para a primeira cadeira.
Na comparação com o levantamento anterior, Netinho subiu quatro pontos percentuais, e Quércia permaneceu estável. Marta oscilou positivamente um ponto.
Mais atrás, aparecem Romeu Tuma (PTB), com 15%; Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 12%; e Ciro Moura (PTC), com 11%.
O Datafolha ouviu 2.050 eleitores entre os dias 1º e 2. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Redistribuição da verba fez mídia paulistana cair no colo do PSDB/DEM
Do Blog Nas retinas:
30/08/2010É fácil entender o esforço da mídia paulistana em defender a candidatura tucana com unhas e dentes no Estado de São Paulo. Me atenho aqui a SP, apesar da mídia carioca ter ido pelo mesmo rumo, porque o estado vive a “bolha de imprensa”. Qualquer opinião contrária ao estado tucano é amplamente abafada na mídia, fazendo com que a população se mantenha com viseiras de cavalo, quase que em catarse.
De 2003 até agora o governo Lula começou um processo de regionalização da verba publicitária gerenciada pela Secretaria de Comunicação, a Secom. Ou seja, o dinheiro que antes era destinado somente para os veículos de rádio, TV, jornal e revista das grandes capitais, principalmente São Paulo e Rio, começou a ser redistribuído para veículos do interior do país. É o processo de isonomia, como pediu Mino Carta. Em 2003 o governo federal anunciou em 270 emissoras de rádio. Em 2009 foram 2.809 rádios. Jornais, no mesmo período, saltaram de 179 para 1.883. Veja tabela abaixo. Os dados são da Secom e, portanto, públicos. Basta solicitar, como eu fiz. Clique para ampliar.
O gráfico mostra o aumento no investimento também para TV e revista. Observando a imagem abaixo, separando somente os números de investimento em jornais, pode-se notar realmente como o governo federal provocou a ira dos grandes veículos impressos. A retirada de verba foi significativa de 2007 até 2009. Enquanto a verba direcionada aos jornais do interior subia, diminuia a verba da capital. Em 2007 os jornalões das capitais receberam 6.844.417,8. Em 2008 a verba subiu um pouco, saltando para 7.776.730,2. Por fim, em 2009, a verba despencou para 3.939.348,0. No mesmo ano, os jornais do interior receberam 6.226.047,5. Veja o gráfico completo.
Imaginem vocês se o Mercadante chega ao governo do estado em São Paulo e promove a mesma isonomia do governo federal. A mídia paulista vai à bancarrota. E justamente por isso se agarraram nos calcanhares do PSDB e DEM, que é garantia de escoamento de anúncios e convênios de assinaturas de jornais para escolas. A leitura dos jornais despenca. Os números de assinantes são inflados constantemente com a distribuição gratuita de exemplares para quem nunca assinou ou já deixou de assinar. Admitir queda na circulação significa perder mais dinheiro. Os anunciantes privados não têm piedade e querem resultados.
Redistribuição da verba fez mídia paulistana cair no colo do PSDB/DEM « Nas retinas
domingo, 29 de agosto de 2010
As eleições paulistas e o fator Lula | Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, dom, 29/08/2010 - 08:25
Do Estadão
Alckmin tem mais vantagem no interior
Candidato do PSDB caiu na capital, mas manteve índices de intenção de voto em outras regiões; Mercadante cresceu em todo o Estado
Malu Delgado e Daniel Bramatti - O Estado de S.Paulo
Na corrida pelo governo de São Paulo, a vantagem do líder Geraldo Alckmin (PSDB) sobre Aloizio Mercadante (PT) é maior no interior que na capital, segundo a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo.
Entre o fim de julho e o fim de agosto, Alckmin caiu nove pontos na cidade de São Paulo, de 51% para 42%, mas apenas oscilou dentro da margem de erro na região metropolitana e no interior. Em todo o Estado, ele tem 47% dos votos.
Mercadante cresceu nas três áreas, com destaque para a capital (de 15% para 26%) e o interior (de 13% para 23%). Mas, com 23% das preferências em todo o Estado, ele ainda tem menos da metade dos potenciais eleitores do principal adversário.
Considerando-se apenas os votos válidos, excluídos os brancos, nulos e eleitores indecisos, o candidato do PSDB tem hoje 57%, sete pontos a mais do que o necessário para vencer no primeiro turno.
Apesar da desvantagem de seu candidato, dirigentes petistas se declaram animados com a campanha. Pesquisas qualitativas feitas a pedido do PT nas últimas duas semanas sinalizam grande potencial de transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Mercadante, assim como aconteceu com a presidenciável Dilma Rousseff.
Televisão. A aparição de Lula no programa eleitoral de Mercadante foi bem avaliada, segundo o PT, e eleitores indecisos começaram a cogitar a possibilidade de votar no petista devido à essa associação de imagens.
A conexão Mercadante-Lula já merece a atenção de Alckmin. No debate Estadão/TV Gazeta, na última terça-feira, ele lembrou o episódio dos "aloprados", quando petistas envolvidos na campanha de Mercadante, em 2006, negociaram a compra de um suposto dossiê contra tucanos. O episódio contaminou a campanha de reeleição de Lula e o levou para o segundo turno com o próprio Alckmin.
As pesquisas qualitativas recentes também enumeram casos de eleitores de Alckmin que se mostraram dispostos a mudar o voto por Mercadante. Eleitores decididos a votar em Dilma Rousseff para a Presidência por causa da influência de Lula passaram, segundo essas sondagens feitas pelo PT, a considerar a possibilidade de votar em Mercadante ao tomar conhecimento de que ele também é apoiado por Lula.
Atualmente, dos eleitores de Dilma em São Paulo, 46% dizem que votarão em Mercadante para governador, e 31% em Alckmin. Há um mês, apenas um terço dos "dilmistas" se declarava também eleitor de Mercadante.
Nas qualitativas, em que o eleitor é chamado a opinar sobre os programas independentemente de seu voto e de suas preferências, a apresentação que Lula fez sobre Mercadante e a ligação política entre os dois rendeu a sensação de "credibilidade e experiência política" do senador.
Segundo opiniões desses eleitores ouvidos, e conforme relato de integrantes da campanha de Mercadante, a possibilidade de o candidato do PT em São Paulo trabalhar em sintonia com Dilma começa a mobilizar votos. Na cabeça dos eleitores, "Mercadante vai ter o apoio da Dilma" e isso pode ser importante para o Estado.
Essas mesmas pesquisas mostram que Alckmin é bem avaliado e ainda aparece como o candidato mais competitivo. O tucano é associado a um perfil de seriedade e alguns programas implementados pelo PSDB no Estado, como as Fatecs e Etecs (faculdades e escolas técnicas) e o Dose Certa (distribuição gratuita de remédios) são elogiados e bem avaliados.
sábado, 28 de agosto de 2010
Ibope: Mercadante sobe 9 pontos e Alckmin cai 3 | Viomundo - O que você não vê na mídia
28 de agosto de 2010 às 9:54
Ibope: Mercadante cresce 9 pontos em SP; Alckmin lidera com 47%
28 de agosto de 2010 • 06h05 • atualizado às 08h59
O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, lidera a corrida eleitoral com 47% das intenções de voto e venceria no primeiro turno caso as eleições fossem hoje, é o que aponta a pesquisa Ibope divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo neste sábado (28). Aloizio Mercadante (PT) cresceu nove pontos e agora registra 23%, seguido por Celso Russomanno (PP) que foi lembrado por 8% dos entrevistados.
De acordo com a última pesquisa Ibope, divulgada no dia 30 de julho, o candidato tucano tinha 50% das intenções de voto contra 14% de Mercadante.
Segundo o novo levantamento, o candidato do PSB, Paulo Skaf, tem 2% e Fábio Feldmann (PV), 1%. Os outros candidatos não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 7%. Enquanto 11% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
Na pesquisa espontânea – quando não é apresentada ao eleitor uma lista com o nome dos candidatos – Alckmin aparece à frente com 29% das intenções de voto. Mercadante tem 18%, seguido por Celso Russomanno que assinalou 4%. Paulo Skaf e Anaí Caproni pontuaram 1%. Os demais candidatos não foram citados. Votos brancos e nulos somam 8% e 38% dos eleitores se mostraram indecisos.
Encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo , a pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 28 de agosto, com 1204 entrevistados em todo Estado, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 23 de agosto de 2010, sob o número 26048/2010.
*****
Minas Gerais
Antonio Anastasia 35%; Hélio Costa 33%
DF
Roriz 36%; Agnelo Queiroz 33%
Rio
Cabral 56%; Gabeira 14%
Pernambuco
Eduardo Campos 69%; Jarbas 20%
Senado em SP
Marta 36%; Netinho 24%; Quércia 21%; Tuma 14%
Ibope: Mercadante sobe 9 pontos e Alckmin cai 3 | Viomundo - O que você não vê na mídia
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Altamiro Borges: Estadão soa o alarme: Mercadante vem aí
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Estadão soa o alarme: Mercadante vem aí
Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:
Não gostei dos primeiros programas de Mercadante na TV. O contraste com os programas de Dilma era gritante. Pareciam – os de Mercadante – vídeos envelhecidos, feitos numa linguagem de 20 anos atrás. Será que São Paulo envelheceu? Pode ser… A criatividade hoje parece vir do Nordeste, dos baianos, pernambucanos…
Sem dizer que o Tiririca (que concorre a deputado por um partido aliado do PT em São Paulo) não é – digamos – um apoio dos mais consistentes para o senador.
Mas, mesmo sem uma campanha brilhante, e apesar do Tiririca, Mercadante começa a preocupar os tucanos. A mídia paulista – que elegeu São Paulo e Paraná como as cidadelas que o PSDB deve preservar – já deu o sinal. Ontem, foi uma notinha no “Painel” da “Folha”. Hoje, foi o “Estadão”, que resolveu avisar: “Tucanos se previnem contra Mercadante”.
É como um chamado (do “Estadão”) às tropas: é preciso defender São Paulo da onda petista.
Faz todo sentido. O “DataFolha” (que desistiu de dar aquela mãozinha ao Serra) já mostrou que Dilma passou a liderar até em São Paulo. Se Lula consegue empurrar a candidata para o alto, num Estado em que ela é pouco conhecida, por que não conseguiria empurrar também Mercadante?
O PSDB parece se desmanchar. Talvez Alckmin consiga resistir, até porque ele faz o tipo “circunspecto” e conservador (ao contrário de Serra, que tentou inventar o “Zé”, Alckmin é assim de verdade – conservador e circunspecto) que parece agradar aos paulistas – especialmente no interior e nos bairros da classe média da capital.
Mas o PT nunca teve uma chance tão boa de equilibrar o jogo no Estado.
Em 2002, a onda Lula levou Genoíno ao segundo turno – mas ele acabou perdendo para o mesmo Alckmin. Dessa vez, a onda lulista pode levar Mercadante ao segundo turno. E o senador petista tem um perfil que agrada mais aos paulistas: jeito de professor, sóbrio, estilo classe média. Para alguns, ele seria quase um tucano no PT (o que, ressalto eu, é maldade pura!).
Se Mercadante chegar a 25% ou 30% dos votos (hoje tem menos de 20%), precisaria contar também com a mãozinha de Russomano (o candidato do PP deve conseguir perto de 10% dos votos, graças à imagem de “repórter do povo”) , e de Skaf (o empresário “socialista” pode fazer algo em torno de 5% dos votos, tirando eleitores do PSDB). Os três juntos precisariam chegar a 45% dos votos. Nesse caso, se Alckmin ficar com pouco menos de 45%, teríamos segundo turno – num quadro favorável a uma virada de Mercadante.
A “Folha” e o “Estadão já perceberam que essa é a onda que pode avançar. As pesquisas internas dos partidos também mostram um crescimento (ainda tímido) de Mercadante.
São Paulo - cidadela tucana – pode cair. Com ajuda do Lula.
Mas com ajuda também do Tiririca e do Russomano.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Mudando o curso da história com a eleição de Mercadante
Os Amigos do Presidente Lula:
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Mudando o curso da história com a eleição de Mercadante
O significado histórico da eleição de Mercadante (PT) no estado de São Paulo, precisa ser melhor compreendido, e melhor dimensionado, para dar a verdadeira importância histórica.
Na superfície, vemos os 16 ou 24 anos de governo do grupo demo-tucano que está aí, deixando um legado de pedágios extorsivos, alagões, cracolândias, PCC's, crise na educação, engarrafamentos e escândalos de corrupção abafados, com polpudas contas bloqueadas na Suíça.
Mas o buraco é bem mais embaixo e tem impactos em todo o Brasil.
Os governos demo-tucanos paulistas tem a visão imperialista sobre os demais estados brasileiros por um lado, e a visão subalterna de colonizados diante dos países ricos, por outro lado.
São Paulo não deve ficar entrando em guerra fiscal com estados mais pobres do Brasil, impedindo seu desenvolvimento, como fizeram Serra e Alckmin.
Quando os outros estados se desenvolvem, São Paulo também ganha com o crescimento do mercado interno, vendendo aos outros produtos fabricados em solo paulista.
Por isso São Paulo precisa entrar em outro patamar, na fase que o presidente Lula inseriu o Brasil internacionalmente, e pensar grande. Precisa competir com os países ricos, pelos mercados da América Latina, da África, do Oriente Médio, e também conquistar mercados dentro dos próprios países ricos.
José Serra (PSDB), como relator do capítulo tributário na constituinte, usou a lei do mais mais forte, de maior poder político e econômico, para saquear o ICMS do petróleo, prejudicando o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Sergipe na constituinte. Saqueou também o ICMS da eletricidade de Itaipu, prejudicando o Paraná. Não precisava fazer isso, e só teria a ganhar se não tivesse saqueado. Estes estados, todos vizinhos de São Paulo, quando enriquecem, são também mercados consumidores de produtos paulistas.
Nos governos de Alckmin e Serra, eles achavam São Paulo pequeno para ter um banco como o Banespa. Venderam para os espanhóis. Achavam SP pequeno para ter companhias de energia. Venderam a Eletropaulo para a falida AES. Achavam São Paulo pequeno para ter um empresa de telefonia e banda-larga, com tarifas que dá e sobra para amortizar qualquer investimento. Deixaram vender a Telesp para os espanhóis.
Não por acaso, o PIB da Espanha havia passado o do Brasil na época de FHC. São Paulo foi submissa diante de Madri, de Nova York, se comportando como Colônia diante da Metrópole.
Nos anos FHC, o escritório da GM para a América Latina, chegou a fechar em São Paulo e atender em Miami, sem qualquer reação dos governadores demo-tucanos.
Empresas de informática saíam de São Paulo e iam para o Chile atender toda a América Latina. Alckmin, Serra e FHC, não tinham coragem de taxar os produtos e serviços vindos do Chile, destas empresas, mas Serra se fez de "macho" para sobretaxar os produtos da Zona Franca de Manaus, barrando sua entrada em São Paulo.
A Argentina já foi um dos países mais rico do mundo, e por acomodação e relações carnais com o neoliberalismo, empobreceu, enquanto outros países enriqueceram. Se São Paulo quiser viver do passado, se acomodando com a tradição de locomotiva do Brasil, também acabará ficando para trás, porque o Brasil tem muita riqueza para ser desenvolvida em todos os estados, e comporta várias locomotivas.
São Paulo com Mercadante, crescerá de dentro para fora, como o Brasil de Lula e Dilma, sem ser imperialista sobre os demais estados brasileiros, pelo contrário, aproveitando as oportunidades de crescimento do mercado interno.
São Paulo, com Alckmin, continuará pensando pequeno, com guerrinhas fiscais contra estados do Nordeste, com o Amazonas, com o Espírito Santo, com Santa Catarina, e com a visão submissa diante dos países ricos, ficará vendo passivamente o Brasil e América do Sul crescer em torno de si.
Até para a reforma tributária sair, é mais viável um pacto nacional com Mercadante. Ele não deixaria São Paulo sofrer perdas, mas não teria a visão tacanha de obstruir o desenvolvimento de longo prazo. Com Alckmin, será repeteco das discussões que já foram emperradas por ele e Serra, durante o governo Lula.
São Paulo, com Alckmin, será como aquele vizinho de família rica, que recebeu uma boa herança e, em vez de trabalhar e estudar para prosperar também, fica revoltado com os vizinhos que enriquecem, e quase tem um ataque quando vê seu vizinho operário, no fim da rua, comprar um carro parecido com o dele.
Os Amigos do Presidente Lula: Mudando o curso da história com a eleição de Mercadante
