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sábado, 2 de abril de 2011

Serra faz ameaças e detém escândalo do Tietê

Na manhã da última sexta-feira, segundo informações apuradas por este blog, as redações da imprensa paulista teriam voltado a ser bombardeadas por telefonemas de emissários ligados ao ex-governador José Serra. Esses telefonemas teriam exigido que o escândalo do Tietê sumisse das pautas.

Pouco após o alvorecer de 26 de março último, o portal UOL publicou reportagem dando conta de que foram jogados no lixo 2 bilhões de reais gastos durante 2005 e 2006 para pôr fim aos constantes transbordamentos do rio Tietê, pois a limpeza do rio foi interrompida por Serra, sucessor de Geraldo Alckmin, que fez a bilionária obra de rebaixamento da calha do rio.

A reportagem do UOL teria sido produto de uma revolta que, segundo as fontes, cresce nas redações da imprensa paulista. Em cursos de jornalismo de todo país, o acobertamento do escândalo do Tietê já teria se tornado referência de promiscuidade entre o poder público e a imprensa.

A dimensão do escândalo é tão ampla que se esperava que, com o UOL repercutindo, houvesse maior veiculação nacional das denúncias contra Serra, sobretudo no Jornal Nacional. Apesar de algumas veiculações no rádio e amplamente disseminadas na internet, nas tevês e nos jornais deste sábado a repercussão foi pífia ou inexistente.

Estaria correndo intramuros, na imprensa paulista, que a pouca repercussão de uma notícia antiga, a despeito das perdas imensas – patrimoniais e de vidas humanas – que causou, dever-se-ia a ameaça que Serra estaria fazendo de que, se o escândalo provocar investigação séria por pressão da imprensa, fará “revelações”.

O grande temor de Serra seria a comparação entre o aumento exponencial dos gastos com publicidade oficial durante o período de redução dos gastos com a limpeza do rio Tietê. Acredita-se que, para não estourar o orçamento, Serra retirou de vários investimentos do Estado os recursos usados para se promover visando a eleição de 2010.

Segundo o UOL, “(…) a bancada oposicionista da Assembleia Legislativa anunciou (…) que irá fazer um requerimento para que o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, o deputado estadual Edson Giriboni, compareça ao Legislativo para explicar os motivos que levaram as autoridades a suspender o trabalho de desassoreamento em 2006, 2007 e 2008”.

Todavia, a oposição paulista tem dúvidas de que o convite ao secretário será atendido, pois, na forma como será feito o tal requerimento, o convidado poderá comparecer ou não. Ainda segundo a oposição, se houvesse convocação a bancada governista a derrubaria, como já vez várias vezes valendo-se da maioria que tem.

Vereador da Câmara Municipal de São Paulo ouvido por este blog afirma que a única possibilidade de se apurar responsabilidades pelas tragédias geradas pela drástica redução da limpeza do rio Tietê será através de pressão da imprensa.

Se as denúncias do UOL ficarem restritas à internet, portanto, várias fontes afirmam que nem o Ministério Público de São Paulo, nem o Poder Legislativo tomarão qualquer medida no sentido de esclarecer o caso, restando à população paulistana a impunidade do crime de redução de obras que redundou em tragédias que todos conhecem.

A única possibilidade de o Ministério Público Estadual pelo menos se pronunciar sobre o assunto será através da provocação. Qualquer parlamentar paulista ou paulistano – ou qualquer outro cidadão – pode provocar o MPE. Resta saber se alguém se habilitará a fazê-lo, pois Serra estaria disposto a retaliar quem tente.

Serra faz ameaças e detém escândalo do Tietê - Posted by eduguim on 26/03/11

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Kassab atinge maior índice de reprovação

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No momento em que deixa o DEM para fundar um novo partido, o PSD (Partido Social Democrático), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, registra sua pior avaliação na pesquisa Datafolha.

Kassab atinge maior índice de reprovação

março 21st, 2011 |  Autor: Jussara Seixas

De saída do DEM e dedicado à criação de um novo partido, prefeito de SP tem 43% de rejeição, segundo Datafolha

Com a pior nota desde que foi reeleito, Kassab vê sua imagem ruir com o aumento da tarifa de ônibus e as enchentes

VERA MAGALHÃES

DE SÃO PAULO

No momento em que deixa o DEM para fundar um novo partido, o PSD (Partido Social Democrático), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, registra sua pior avaliação na pesquisa Datafolha.
Em quatro meses, caiu 8 pontos (de 37% para 29%) o total daqueles que avaliam o governo de Kassab como ótimo ou bom.
Os que julgam a administração regular passaram de 30% para 27%, e os que a consideram ruim ou péssima, de 31% para 43% dos entrevistados -a maior taxa de reprovação desde que assumiu o cargo, em 2006.
O Datafolha fez o levantamento nos últimos dias 15 e 16. Foram realizadas 1.089 entrevistas com pessoas com 16 anos ou mais na capital. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
O intervalo entre as duas pesquisas do Datafolha coincidiu com a intensificação da movimentação partidária de Kassab. Nesse período, ele negociou o ingresso no PMDB, mas decidiu fundar uma nova legenda.
Também manteve negociações com o governador Eduardo Campos (PE) para uma coligação entre o novo partido e o PSB em 2012, com o intuito de promover a fusão das legendas mais adiante.
Na administração, o maior foco de desgaste foi o reajuste de R$ 2,70 para R$ 3 na tarifa de ônibus municipais anunciada nos últimos dias de 2010 e implementada em janeiro. O aumento foi de 11%, enquanto a inflação medida na cidade no ano foi e 5,83%, segundo a Fipe.

ENCHENTES
Nos quatro meses que separam as duas avaliações também coincidiu com o das sucessivas enchentes que assolaram a capital no final de 2010 e o início do ano.
Mas as cheias parecem ter contribuído menos para o desgaste do prefeito.
O Datafolha perguntou quem é o principal responsável pelas enchentes, e 10% apontaram a prefeitura.
A nota média atribuída a Kassab foi 4,6, ante 5,4 que ele recebeu em novembro.
A nota de agora é a menor do atual mandato, para o qual o prefeito foi reeleito em 2008, depois de substituir o tucano José Serra no posto.
Ele registrou queda de popularidade em todos os segmentos de renda e escolaridade e entre eleitores de ambos os sexos e de todas as faixas de idade.
Kassab obtém os piores índices entre os homens (47% de ruim e péssimo, contra 40% entre as mulheres), junto aos mais jovens (48% dos que têm de 16 a 24 anos o reprovam) e aos eleitores com nível superior escolar.
Foi nesse segmento, aliás, que sua aprovação teve a queda mais acentuada: 19 pontos, de 44% para 25%.
Desde que o reajuste da tarifa de ônibus foi anunciado, estudantes, militantes do PT e de outros partidos organizaram vários protestos contra o prefeito na cidade.

terça-feira, 8 de março de 2011

Folha esconde responsabilidade de Cerra nas enchentes

Na foto, mais uma obra de Deus. Ou da chuva

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Saiu no Blog do Nassif:

Alagamentos: Folha esconde responsabilidade de Serra
Por Edson Joanni

Em 4 anos, alagamentos praticamente triplicam na marginal Tietê

Folha.com
Os pontos de alagamento da marginal Tietê praticamente triplicaram de 2008 para 2011, considerando o primeiro bimestre de cada ano. Nesse período, foram 36 pontos em 2008 e 101 neste ano –27 intransitáveis, informa a reportagem de Cristina Moreno de Castro publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A Folha levantou os pontos registrados pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências, da prefeitura) em toda a extensão da marginal Tietê. Em 2009, foram 19 pontos e, em 2010, 57.

O monitoramento é feito da mesma forma que há quatro anos –não houve alteração na tecnologia do CGE nem na atuação da CET.

Luciana Travassos, doutora em ciência ambiental pela USP, diz que há várias hipóteses para a alta: bocas de lobo e galerias sem manutenção, falhas de drenagem da nova marginal, aumento da chuva ou das áreas de impermeabilização –tanto local, com a nova pista, pronta em março de 2010, quanto em toda a sub-bacia do rio Tietê.

Não há cálculos, por exemplo, sobre o quanto de área impermeabilizada surgiu no período e o quanto ela –e a área verde de 18,4 hectares suprimida– contribuem para os alagamentos.

Leia a reportagem completa na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.
Comentário
Nesses quatro anos o fator novo foi a redução do dessassoreamento do rio Tietê pela gestão Serra – recursos desviados para o marketing de governo, segundo seu próprio sucessor Geraldo Alckmin. Qual a razão para a repórter ter ignorado o fator principal?

Clique aqui para ler “Alckmin põe em Cerra a culpa pelo alagão. E inocenta Deus”.
E aqui para ler “Deus e a chuva prendem Cerra num alagamento”.

Folha esconde responsabilidade de Cerra nas enchentes | Conversa Afiada

sábado, 5 de março de 2011

Alckmin culpa Serra pelas enchentes que o Estadão censurou

 

Alckmin põe em Cerra a culpa pelo alagão. E inocenta Deus

Na foto, uma reunião no comitê do PSDB de São Paulo

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Saiu no Agora (único jornal que presta em São Paulo), pág. A3:
“Alckmin quer construir muro (sic) na marginal do Tietê”
Diz que vai construir 8 piscinões.
Limpar os rios Tietê e Pinheiros.
Construir canais para desviar a água de pequenos córregos.

Navalha

NAVALHA

Alckmin promete o que Cerra não fez.
Alckmin desmascara o Cerra e seu poste, o Kassab.
Cerra dizia que a culpa dos alagões era de Deus
O poste culpava a chuva.
E o Ali Kamel concordava.
O jornal nacional cola a notícia do alagão paulistano no mapa do tempo e jamais se perguntou pelos piscinões.
O governo de São Paulo precisa construir 90 piscinões e, não, os oito do Alckmin.
Interessante a decisão do Alckmin de exonerar Deus dessa grave responsabilidade: destruir a cidade de São Paulo toda vez que chove.
Deve ser porque um tucaníssimo paulista, o embaixador Andrea Matarazzo, deu-se a falar com o cônsul americano em São Paulo e foi apanhado no WikiLeaks.
E contou que o Alckmin é da Opus Dei.
E que o Cerra não estava minimamente interessado na vitória do Alckmin na campanha presidencial de 2006.
Aliás, o Padim Pade Cerra nunca esteve interessado em vitória nenhuma do Alckmin.
Para prefeito em 2008, Cerra detonou o Alckmin e apoiou o poste.
O amigo navegante deve ter ouvido falar em Ultimate Fighting Championship (UFC).
Deve conhecer o Anderson Silva e Vitor Belfort, os brasileiros que disputam o título da UFC.
Pois, amigo navegante, o Vitor e o Anderson lutam mais limpo que os tucanos de São Paulo.

Paulo Henrique Amorim

Alckmin põe em Cerra a culpa pelo alagão. E inocenta Deus | Conversa Afiada

 

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A notícia que o Estadão censurou sobre as enchentes

Enviado por luisnassif, sab, 05/03/2011 - 08:36

É curiosa a maneira como o Estadão ainda esconde a responsabilidade de José Serra nas enchentes de São Paulo. Fica-se num lero-lero danado.

A questão objetiva - e que deveria motivar uma ação pública contra a irresponsabilidade  de Serra- é que o pior governador que São Paulo já teve simplesmente interrompeu o trabalho de dessassoreamento do rio Tietê. Com isso reduziu em 30 a 40% a vazão do rio. A consequência óbvia foi o transbordamento. Em vez de trazer água para o rio, as galerias pluviais conduziam as águas do rio para a cidade.

Foi o erro de gestão mais grave da história de São Paulo. Duvido que alguém aponte outro erro que tenha afetado tal quantidade de pessoas e regiões.

No entanto, por conveniência eleitoral, varreu-se o erro para baixo do tapete. Apenas a blogosfera levou essa informação aos leitores.

Agora, fica-se na situação surreal de continuar escondendo a informação - ou colocando-a escondida em textos - para livrar a cara da falta de jornalismo que marcou a cobertura.

Olha o único vestígio da informação principal, escondido no texto da matéria:

"Todos os anos, cerca de 600 mil m³ de sedimentos vão parar no Rio Tietê, conforme estudos feitos pela Secretaria de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos. A limpeza chegou a ser paralisada na gestão José Serra, como destacou Geraldo Alckmin após as enchentes de janeiro".

Muros na beira da Marginal. A arma do governo para o Tietê não transbordar - saopaulo - Estadao.com.br

Muros na beira da Marginal. A arma do governo para o Tietê não transbordar

Pacote antienchente ainda prevê desassoreamento do rio, criação de valas na zona leste, construção de piscinões e instalação de bombas

05 de março de 2011 | 0h 00

Tiago Dantas - O Estado de S.Paulo

Até o fim do ano, o Estado pretende construir quatro muros de contenção na Marginal do Tietê, retirar 2,8 milhões de m³ (230 mil caminhões) de sedimentos dos dois maiores rios da capital e entregar um piscinão na bacia do Pirajuçara, na zona sul. As medidas fazem parte de um pacote antienchente anunciado ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) - que inclui ainda outros seis piscinões e obras de proteção à várzea do Tietê.

Os investimentos em obras de drenagem na Região Metropolitana de São Paulo devem subir de R$ 285 milhões para R$ 558,5 milhões, de acordo com Geraldo Alckmin. Nem o crescimento de 96% no orçamento, porém, será suficiente para acabar com as enchentes na cidade ou com o transbordamento do Tietê, que já ocorreu três vezes neste ano.

Muros. Uma das formas de evitar que a água do Tietê volte a invadir as pistas será construir muros de até 1,5 metro de altura (com a largura que for necessária) nas laterais da calha, apenas nos trechos em que a pista foi rebaixada, para permitir a passagem de caminhões sob as pontes - o que fez o asfalto ficar abaixo do nível do rio.

Além de represar o curso d"água, o sistema adotado - chamado de dique pelo governo do Estado - também deve contar com bombas capazes de jogar a água da chuva que fica parada nas faixas de tráfego para dentro do rio. O mesmo sistema já funciona na Ponte das Bandeiras, em um trecho que alagou após a chuva de 11 de janeiro.

A instalação de mais diques, discutida pelo menos desde 1997 pelo governo do Estado, deve contemplar os trechos sob as Pontes do Limão, da Vila Guilherme, da Vila Maria e do Aricanduva - onde uma estrutura chamada pôlder também deverá ajudar a evitar inundações nas ruas do bairro, bombeando o excedente da bacia do Aricanduva para o Tietê.

"Essas medidas são importantes, mas só serão acionadas em momentos de emergência. Elas podem evitar que carros fiquem ilhados nesses pontos. Mas isso não é tudo", avalia o professor de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), José Rodolfo Scarati Martins. "Em São Paulo você tem componentes que nenhuma engenharia resolve, como o excesso de lixo que vai parar no rio e o furto de cabos elétricos, que pode parar o funcionamento de uma bomba de água."

Calha. Para complementar as obras, o governador Alckmin voltou a falar do desassoreamento dos rios. O edital para tirar 2,1 milhões de m³ do Tietê e 700 mil m³ do Pinheiros foi publicado ontem. As obras devem começar em maio.

Todos os anos, cerca de 600 mil m³ de sedimentos vão parar no Rio Tietê, conforme estudos feitos pela Secretaria de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos. A limpeza chegou a ser paralisada na gestão José Serra, como destacou Geraldo Alckmin após as enchentes de janeiro.

Valas. No dia 11, deve ser lançado outro edital, para contratar uma empresa que fará a "circunvalação" na região do Parque Ecológico do Tietê, entre a zona leste e Guarulhos. O projeto prevê a criação de valas, que funcionariam como córregos paralelos ao Tietê e teriam o objetivo de receber a água dos córregos próximos. O sistema ficaria completo com a instalação de mais dois reservatórios, que teriam capacidade para receber até 1 milhão de m³ em dias de tempestades.

O governador destacou que essas obras vão melhorar o sistema de contenção das águas na região acima da Barragem da Penha. O fechamento das comportas dessa represa foi apontado como uma das causas do alagamento que durou quase dois meses no Jardim Romano, na zona leste da capital paulista.

A notícia que o Estadão censurou sobre as enchentes | Brasilianas.Org

terça-feira, 1 de março de 2011

Só a prefeitura de SP sobrou para o Cerra

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São Paulo amanheceu hoje como se estivesse no Leste da Líbia.
Ruas esburacadas.
Lixo espalhado na calçada e encostado ao meio-fio.
Sinais de trânsito sem funcionar.
Transporte público lento e sobrecarregado.
Trânsito infernal (redundância, em São Paulo).
Na véspera, transbordaram as duas avenidas marginais à cidade (a única coisa de cimento e tijolo que ele produziu): elas são um desastre ambiental que a Blá Blá Blá Marina não denunciou.
Como o Cerra não construiu piscinões nem limpou o leito, os rios Pinheiros e Tietê transbordaram.
Desabaram casas.
Uma idosa morreu soterrada.
Uma mulher deu à luz num engarrafamento.
Apesar disso – e da carta que assinou, no papel timbrado da Folha (*), para prometer que cumpriria o mandato de prefeito até o fim -, apesar da falência da administração municipal e estadual, apesar disso tudo, o Conversa Afiada já tinha dito que “a prefeitura de São Paulo é o que sobra para o Cerra tentar”.
O que se confirma no olhar atento do Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades:

Serra tenta assegurar controle da eleição de 2012 em São Paulo
Embora tucano negue, aliados já dão como praticamente certa sua candidatura à prefeitura paulistana

Nara Alves iG, São Paulo

O ex-governador tucano José Serra trabalha nos bastidores para aumentar seu controle sobre o processo eleitoral de 2012 na capital paulista. Para isso, tem convidado vereadores tucanos e outros líderes locais para encontros em seu escritório, na zona oeste da capital, para tratar, entre outros assuntos, da corrida à Prefeitura de São Paulo. Para tucanos, sua candidatura é dada como certa, embora ele tenha negado repetidas vezes que irá concorrer ao cargo.

Entraram na lista de convidados para as reuniões vereadores como Gilson Barreto, Tião Faria e Floriano Pesaro. Em algumas conversas, Serra ventilou o nome do senador pelo PSDB-SP, Aloysio Nunes Ferreira, como possível candidato à prefeitura. O senador, porém, garante que não pedirá afastamento do cargo para concorrer em 2012. “Não sou candidato a prefeito de jeito nenhum. Nem se o Serra pedir. Ele sabe que eu não quero”, afirmou Aloysio Nunes ao iG.

Para tucanos que acompanham a movimentação, Serra usa Aloysio Nunes para garantir espaço enquanto tenta se viabilizar nacionalmente. O candidato derrotado à Presidência trabalha para recuperar sua influência no PSDB e tem deixado correr a articulação em torno de seu nome à presidência do partido. Caso Serra não consiga se colocar nacionalmente, as eleições municipais seriam, então, seu plano B para se cacifar novamente como candidato do PSDB à Presidência da República, frente ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O avanço de Serra faz frente ao aumento do controle do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no PSDB de São Paulo. Entre lideranças ligadas ao governador, o nome do secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, circula como favorito. Além de Covas, o secretário estadual de Energia de São Paulo, José Aníbal, também deve se colocar como candidato da ala alckmista.

Navalha

NAVALHA

Como diz este ansioso blogueiro: assim como fez com Fernando Henrique, o PSDB vai ter que interditar o Padim Pade Cerra.

Fazer dele coroinha do Bispo de Guarulhos.

Clique aqui para se divertir com o “Day after da derrota do Cerra e do Tasso tenho jatinho porque posso”.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Só a prefeitura de SP sobrou para o Cerra | Conversa Afiada

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O problema da Globo é o povo

Conversa Afiada

 

Brigar com o cliente costuma dar errado

Comentário do amigo navegante MauMauQuirino:

Dá nojo assistir ao JN
Quem assiste ao JN perde seu tempo e corre o risco de ter uma úlcera. Hoje 2ª feira, 24/01/2011 duas reportagens me chamaram a atenção.
A primeira sobre a invasão de um morro carioca pela polícia civil, à procura de armas, drogas, como também para fazer um levantamento da área, pois pretende instalar uma UPP.
Estranhamente, a reboque desta reportagem o casal 45 noticiou que o GLOBOCOP foi atingido por três tiros de fuzil, concluindo que seria um atentado à liberdade de imprensa.
O que pretende a Globo com isso ???
A segunda diz respeito às inundações em São Paulo.
Foram longos dez minutos para atribuir a culpa à população, que joga o seu lixo nos córregos, nas ruas etc. e a enorme quantidade de chuva.
Eles seriam os responsáveis pelo caos em que se encontra a cidade de São Paulo, apesar dos esforços das autoridades (grupo político) que governa o Estado há mais de 25 anos.
São essas autoridades que não retiraram o lixo dos córregos, do rio Tietê e outros.
Os rios transbordam a cada chuva mais forte. Mas, a culpa é do povo e de Deus, por intermédio de São Pedro.
Nenhum questionamento foi feito sobre o corte de verbas no governo Serra para a limpeza dos rios.
Nada, nadinha.
Ao mesmo tempo, outras reportagens atacam o governador Sérgio Cabral e a presidenta Dilma, indiretamente, pelo o ocorrido na região Serrana do Rio de Janeiro.
A Globo foi, é e será sempre golpista.
A ley de medios tem que vir logo.

O problema da Globo é o povo | Conversa Afiada

Sem limpeza, Tietê transborda de novo

Gabo Morales/Folhapress

Vista do rio Tietê, momentos antes de transbordar para a marginal com a chuva que atingiu a cidade de São Paulo

Vista do rio Tietê, momentos antes de transbordar para a marginal com a chuva que atingiu a cidade de São Paulo

Os Amigos do Presidente Lula
terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sem limpeza, Tietê transborda de novo

O rio Tietê já transbordou duas vezes neste ano, a última delas anteontem, apesar de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ter anunciado, em 2005, que isso não voltaria a acontecer.

Duas causas contribuíram para a volta dos alagamentos do rio, que corta a região metropolitana de leste a oeste: falta de obras e de limpeza.

Dos 134 piscinões previstos para toda a região metropolitana, que "segurariam" as águas das chuvas antes que elas chegassem ao rio, apenas 44 saíram do papel.

Também faltou manutenção. O rio não foi limpo adequadamente neste período.

O governo do Estado divulgou que, entre 2008 e 2010, tirou 1,8 milhão de m3 de sujeira de dentro do Tietê.

Amauri Pastorello, superintendente do DAEE, disse que ao menos mais 3 milhões de m3 precisam ser retirados para voltar aos níveis da obra de aprofundamento da calha, concluída de 2005. Isso deve ser feito em 2011 e 2012.

No período de 2006 a 2010, que inclui as gestões de Cláudio Lembo (DEM), José Serra (PSDB) e Alberto Goldman (PSDB) e parte da de Alckmin, o desassoreamento foi feito apenas parcialmente.

Conforme os estudos geológicos incluídos no plano de macrodrenagem da região metropolitana, o Tietê recebe anualmente 1 milhão de m3 de sedimentos por ano. Pastorello, do DAEE, diz que são entre 400 mil e 500 mil de m3.

Se a sujeira fica acumulada no fundo do rio, passa menos água por ali e aumentam as chances de alagamentos.

O projeto previa que o Tietê, após a conclusão das obras -aprofundamento da calha e os 134 piscinões-, tinha apenas 1% de chance de transbordar.Na situação atual do rio -sujo e sem os piscinões concluídos-, a chance de ocorrer um transbordamento é de 20%, segundo especialistas ouvidos pela Folha.

Os Amigos do Presidente Lula: Sem limpeza, Tietê transborda de novo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Herança maldita de Serra: um rio cheio e 307 milhões em publicidade

No saldo eleitoral de 2010, Alckmin não tem poupado Serra entregando sua cabeça na bandeja para a imprensa. Não é para menos. Três anos sem desassorear o Tietê (o rio acumula mai de um metro de terra e lama por ano em seu fundo), deixa para Alckmin enchentes para driblar. O pior é que parte da verba que seria para a manutenção de obras de prevenção das enchentes estão amarradas com publicidade dos grandes feitos do gestor que o antecedeu. Ninguém merece. Talvez o Alckmin.

Os Amigos do Presidente Lula 

Herança maldita: Alckmin ''herda'' R$ 307 mi em contratos de publicidade de Serra

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) herdou da gestão dos também tucanos José Serra e Alberto Goldman 22 contas de publicidade que somam R$ 307,6 milhões, valor equivalente a seis vezes o orçamento da Secretaria da Pessoa com Deficiência.

São contratos assinados pela extinta Secretaria de Comunicação (Secom) - hoje subsecretaria -, por oito empresas, duas fundações e uma autarquia e prorrogados no fim do ano passado. A maior parte dos acordo vigora ao menos até maio.

Na primeira semana de governo, Alckmin anunciou o remanejamento de R$ 24 milhões do orçamento de comunicação para o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), que a usará para desassorear a calha do Rio Tietê, e a revisão de todos contratos do governo Serra/Goldman. Na sexta-feira, contudo, o governo informou que ainda não há nenhuma decisão sobre redução dos negócios ou cancelamento de campanhas publicitárias.

Durante a transição, reservadamente, o atual governador reclamou com interlocutores que, do seu ponto de vista, Serra havia exagerado no gasto com publicidade. Só a Lua Branca Propaganda, agência de Luiz Gonzalez, marqueteiro das campanhas de Alckmin ao governo e de Serra à Presidência em 2010, mantém três contas semestrais no valor total de R$ 87,6 milhões. Duas delas (de R$ 34,6 milhões e R$ 17 milhões) são com a Secom para as campanhas da Nota Fiscal Paulista, Lei Antifumo e do mínimo paulista, entre outras, e uma com a Dersa (R$ 36 milhões), estatal responsável pelo trecho sul do Rodoanel e pela ampliação da Marginal do Tietê.

Com exceção da Secom, que concentra R$ 105 milhões em quatro contratos direcionados para as pastas da Saúde, Educação e Fazenda, a Dersa é o órgão do governo que mais investe em ações de marketing. Além da conta da Lua Branca, a empresa também prorrogou até maio a contratação da DPZ Propaganda no valor de R$ 17,5 milhões, totalizando R$ 53,5 milhões. Ambos têm duração de seis meses.

Em seguida vem a Sabesp. A estatal do saneamento tem duas contas de publicidade semestrais que somam R$ 43,7 milhões e que foram estendidas até junho. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), terceira na lista, também prorrogou suas três contas, que somam R$ 30 milhões.

A CPTM divide com o Metrô as campanhas do programa Expansão São Paulo e estendeu três contratos, no total de R$ 28,1 milhões. O maior deles (R$ 12,8 milhões) é com a Duda Propaganda, agência do marqueteiro Duda Mendonça, réu no processo do mensalão, no Supremo.

Não são apenas as grandes estatais que investem em propaganda. A Fundação Florestal, por exemplo, órgão ligado à Secretaria do Meio Ambiente, tem uma conta semestral de R$ 5 milhões que vigora até fevereiro e pode renovada por mais seis meses. Já a Artesp, agência reguladora do transporte rodoviário, tem contrato até 17 de março com agência White Propaganda. A conta de seis meses é de R$ 10 milhões e também pode ser prorrogada novamente.

Alckmin informou em nota que os valores previstos nos contratos com as agências podem não ser integralmente pagos. "O desembolso dos recursos previstos no Orçamento dependem da autorização dos órgãos contratantes, que podem ou não executar serviços de publicidade durante o período de vigência dos contratos", diz a nota..Estado

Geraldo Alckmin recorre ao Supremo

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin PSDB tenta, no Supremo Tribunal Federal, suspender uma ordem que bloqueou R$ 650 mil dos cofres públicos para o pagamento de um precatório. A Procuradoria-Geral do Estado pediu que antiga decisão do STF fosse estendida ao caso. Se aceito, o pedido fará com que ações desse tipo tenham de esperar o STF julgar o mérito da questão em plenário.

Os Amigos do Presidente Lula: Herança maldita: Alckmin ''herda'' R$ 307 mi em contratos de publicidade de Serra

Cerra não limpou os rios e São Paulo alaga (de novo)

Conversa Afiada

Bessinha fotografou a chuva que cairá sobre os tucanos de SP

O rio Tietê transbordou:
São Paulo fechou o domingo alagado até os dentes.
A maior vítima é a Zona Leste, onde ficam o Jardim Romano e a Vila Itaim, bairros de maioria nordestina – clique aqui para ler sobre a “sowetização de São Paulo sob o regime dos tucanos”.
O PiG (*) tem uma explicação-padrão:
No Rio, a culpa é do Lula, da Dilma, do Cabral, e “nada do que for feito vai dar certo”.
Para São Paulo, a explicação do PiG acompanha a do Padim Pade Cerra: a culpa é de Deus.
Ou a do poste do Cerra: a culpa é da chuva.
Mas, há outra: o Cerra não limpou o rio.
É o que mostra o site Amigos o Presidente Lula:

Sucessor tucano enterrou José Serra com 4 milhões de metros cúbicos de lama e lixo do Rio Tietê
Durante as eleições, o tucano Alckim escondeu, mas depois de tomar posse como governador e ter que responder pelos alagões em São Paulo, ele entregou José Serra: disse esta semana que precisará retirar só neste ano 4,18 milhões de metros cúbicos (*) de lama e lixo do Rio Tietê e Pinheiros para “desentupir” nos próximos dois anos.
Em 2010, o governo de Goldman (vice que assumiu quando Serra saiu candidato a presidência), após os alagões, diz que foram retirados 1 milhão de metros cúbicos. Em 2009, com Serra, foram apenas 380 mil. Em 2008 e 2007 as autoridades tucanas escondem os números da população, mas há fortíssimas suspeitas de que foi ZERO!
Ou seja, Alckmin diz que vai retirar o que deveria todo ano para manutenção e mais o entulho deixado por Serra nos anos anteriores. O governo estadual calcula que o rio tenha hoje 2,1 milhões de metros cúbicos de entulho do Serra.
O governador tucano não está fazendo mais do que a obrigação, mas faltou honestidade durante a campanha eleitoral para admitir isso que toda a blogosfera disse incessantemente no ano passado.
(*)Rio Tietê: 2,1 milhões de m³ + Rio Pinheiros: 1,5 milhão de m³ + Barragem da Penha: 580 mil m³

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Cerra não limpou os rios e São Paulo alaga (de novo) | Conversa Afiada

São Paulo inundou mais uma vez

Viomundo - O que você não vê na mídia

Com informações do R7 e  G1

O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), órgão ligado à Prefeitura de São Paulo, colocou a marginal Tietê e a região da Penha, na Zona Leste, em estado de alerta, às 22h deste domingo (23), devido à chuva forte que atinge a capital paulista.  Pouco antes, às 20h20, o centro já havia anunciado o estado de alerta para as zonas Norte, Leste, Oeste e região central de São Paulo, além das marginais Pinheiros e Tietê.

Por volta das 22h, o Rio Tietê havia transbordado na altura da Rodovia Presidente Dutra e a Marginal Tietê e a Subprefeitura da Penha, na Zona Leste de São Paulo, foram colocadas em estado de alerta.

Foi a segunda vez que o CGE colocou parte da capital paulista em atenção por causa da chuva neste domingo. No final da tarde, as zonas norte, leste e marginal Tietê chegaram a ficar em atenção por 45 minutos, das 16h50 às 17h35. A zona oeste e a região central também tiveram a restrição decretada, mas por menos tempo: das 17h10

Às 22h40, por causa da chuva forte, a cidade tinha, no horário, 35 pontos de alagamento, a maior parte deles é instransitável. Grande parte se concentrava nas subprefeituras da Mooca e Vila Prudente, na Zona Leste da capital paulista, e da Lapa, na Zona Oeste.  Rio Tietê transbordou na altura da Rodovia Presidente Dutra.

Por causa da forte chuva, o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, ficou fechado para pousos e decolagens das 20h55 às 21h23 deste domingo.

Os flagrantes abaixo foram registrados por leitores do G1

Foto da Rua Francisco Machado de Campos, no Tatuapé, enviada pelo leitor Thiago dos Santos Oliveira mostra que a água cobriu carros

Rua Francisco Machado de Campos, no Tatuapé, enviada pelo leitor Thiago dos Santos Oliveira mostraque a água cobriu carros (Foto: Thiago dos Santos Oliveira/VcnoG1)

Morador da Rua Carlos Silva, também na Zona Leste de São Paulo, mostrou que a água quase encobriu os carros na rua. Segundo ele, estacionamento do seu prédio foi tomado pela água

Na rua   Carlos Silva, também na Zona Leste de São Paulo, a água quase encobriu os carros na rua.Segundo morador, estacionamento do seu prédio foi tomado pela água (Foto: Allan/VcnoG1)

O leitor José Martins disse que água que invadiu sua casa e a dos vizinhos atingiu até 1 m de altura

Segundo José Martins,  a água que invadiu sua casa e a dos vizinhos atingiu até 1 m de altura (Foto: José Martins/VcnoG1)

Internauta flagrou Rio Tietê próximo de transbordar nas proximidades da ponte da Casa Verde

Internauta flagrou Rio Tietê próximo de transbordar nas proximidades da ponte da Casa Verde (Foto: Luis Roberto Perroud Teixeira/VcnoG1)

Ps. do Viomundo: A foto da home foi publicada no R7.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Todos em Friburgo repudiam mentira da Veja

Conversa Afiada

O Conversa Afiada reproduz nota contra este detrito de maré baixa, a Veja, enviada por Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades:

Transparência Nova Friburgo
Este Blog traz o espaço próprio para questões de interesse mútuo dos bons cidadãos de Nova Friburgo. Não se trata de um Blog de cunho político partidário,nem de tendências. É imparcial. Sejam todos bem-vindos!
sábado, 22 de janeiro de 2011
NOTA CONJUNTA DE REPÚDIO
O PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, A DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, A OAB/RJ, POR SUA 9ª SUBSEÇÃO, O MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO, O DIRETOR DO IML-AP/RJ E O DELEGADO DE POLÍCIA TITULAR DE NOVA FRIBURGO, vem apresentar nota conjunta repudiando a matéria publicada na Revista Veja, edição 2200, ano 44, nº 03, de 19 de janeiro de 2011, em especial, o conteúdo do último parágrafo de fls. 54 até o primeiro parágrafo de fls. 56, em razão de seu conteúdo totalmente inverídico, conforme será esclarecido a seguir:
1) Inicialmente, cumpre esclarecer que em momento algum os corpos da vítimas fatais ficaram sobrepostos uns sobre os outros no Instituto de Educação de Nova Friburgo, local em que foi montado um posto provisório do IML, em razão da catástrofe que assolou toda esta região, mas sim acomodados separadamente lado a lado no ginásio do Instituto;
2) O acesso ao referido Instituto foi limitado às autoridades públicas e aos integrantes das Instituições inicialmente referidas, sendo certo que o ingresso dos familiares no local para a realização de reconhecimento somente foi permitido após autorização de um dos integrantes das mencionadas instituições e na companhia permanente do mesmo;
3) A liberação dos corpos para sepultamento somente foi autorizada após o devido reconhecimento efetuado por um familiar, sendo totalmente falsa a afirmação de que “ao identificar um conhecido, bastava levá-lo embora, sem a necessidade de comprovar o parentesco”. Frise-se, que mesmo com o reconhecimento, foi realizado posteriormente procedimento de identificação pelos peritos da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro, bem como de outros cedidos pela Polícia Civil de São Paulo, pela Polícia Federal e pelo Exercito Brasileiro, estes por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com a análise da impressão digital, do exame de arcada dentária e exame de DNA;
4) Ademais, cada um dos falecidos foi colocado em uma urna e sepultado individualmente, não existindo qualquer tipo de sepultamento coletivo, mas sim vários sepultamentos individuas e simultâneos no mesmo cemitério;
5) Em meio a infeliz perda de 371 vidas, somente neste Município de Nova Friburgo (até presente momento) é importante registrar que houve apenas 03 (três) casos de divergência dos reconhecimentos feitos pelos parentes, os quais estão sendo devidamente esclarecidos pelos peritos do IML/Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, através do exame das impressões digitais, das arcadas dentárias e do exame de DNA.
Assim, ao contrário do que a narrativa contida na matéria publicada leva o leitor a concluir, não houve uma feira livre na busca e no sepultamento de corpos, mas ao contrário, um trabalho sério realizado por profissionais exemplares, dedicados e comprometidos em minimizar, naquilo em que era possível, o sofrimento da população local, e ainda preservar, dentro das possibilidades existentes, a ordem e a saúde pública.
Aliás, o respeito pelas famílias e pelos corpos dos cidadãos falecidos não permitiria que os mesmos fossem tratados pelas autoridades da maneira descrita pelas jornalistas.
Assim, é com extremo pesar, que em meio a um evento trágico e que entristeceu a todos, tenhamos que vir a público repudiar as inverdades publicadas, de cunho meramente sensacionalista, a fim de evitar que o desserviço gerado pela matéria venha a causar mais prejuízo, sofrimento e comoção aos familiares das vítimas e a toda nossa comunidade.
Nova Friburgo, 21 de janeiro de 2011.
Paulo Vagner Guimarães Pena
Juiz de Direito
Dirigente do Fórum e do 9º NUR-N. Friburgo
Matrícula 21.121
Fernando Luis G. de Moraes
Juiz de Direito
Matrícula 29.813
Gustavo Henrique Nascimento Silva
Juiz de Direito
Matrícula 27.318
Hédel Nara Ramos Jr.
Promotor de Justiça
Coordenador Regional do Ministério Público
Matrícula 1.287/MPRJ
Dermeval Barboza Moreira Neto
Prefeito do Município de Nova Friburgo
Marcelo Barucke
Defensor Público
Coordenador Regional da Defensoria Pública
Matrícula nº 817.882-4
Carlos André Rodrigues Pedrazzi
Advogado – OAB/RJ nº 59820
Presidente da 9ª Subseção da OAB/RJ
Rômulo Luiz de Aquino Colly
Advogado – OAB/RJ nº 110.995
Vice-Presidente da 9ª Subseção da OAB/RJ
Sérgio Simonsen
Perito Legista
Diretor do IML-AP/RJ
Matrícula 872.246-4
José Pedro Costa da Silva
Delegado de Polícia de Nova Friburgo
Matrícula 823.230-8

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Qual é a cara do paulistano?

Kassab acha que temos cara de palhaço?

Em novembro eu publiquei aqui a postagem Kassab, Robin Hood às avessas onde eu relatava: “Mesmo com um orçamento com crescimento de 22% previsto para 2011, Kassab decidiu cortar gastos (valores absolutos) em gestão ambiental, agricultura e regiões mais pobres da cidade.”
Não nos surpreende a opção de Kassab, enquanto prefeito pelo DEM e sucessor de Serra.  A cidade está mais rica e mais cortes estão previstos. A reportagem do Estadão.com revela que eles ocorrerão na área social e nas políticas públicas.  De todas as metas propostas para cumprir até o fim do mandato (2012), ele alterou 18, todas reduzidas. Mas agora ele substima a nossa inteligência com suas desculpas. Veja alguns cortes e as desculpas.
O reparo de calçados não diminuiu o número. Continua previsto o valor: 600 mil. O que mudou foi a unidade. Eram 600.000 metros de calçadas. Agora serão m² (metros quadrados). Segundo o Prefeito que nos toma por tolos, "essa unidade de medida é a mais adequada para aferir a execução da meta". Mais adequada para ele, pois essa mudança é o mesmo que reformar apenas um metro da largura dos 600 km de calçadas previsto anteriormente. Na porta de casa, a calçada tem pelo menos 2 metros de largura.
Redução de gastos nas áreas sociais é uma marca do seu governo. Por isso vai reduzir o atendimento a moradores de regiões vulneráveis. Redução de: 29%  dos beneficiados pelo programa de urbanização de favelas; 23% do programa de regularização fundiária; 25% de recuperação de cortiços; 20% das verbas voltadas moradores de loteamentos irregulares emananciais. Enquanto os prefeitos não forem responsabilizados judicialmente pelas tragédias como as ocorridas no RJ, esse tipo de postura não vai desaparecer da prática pública. Vejam as desculpas dessa vez. Segundo a Prefeitura, informa o Estadão, “foi ´superestimada´ a quantidade de famílias que necessitam de atendimento”. Portanto, podemos concluir, que ao cumprir a meta agora reduzida, em 2012 teremos todas as favelas urbanizadas, a regularização fundiária cumprida, todos os cortiços recuperados e não teremos mais moradores em loteamentos irregulares. Que maravilha, diria o palhaço paulistano!
Outras reduções confirmam para que Kassab veio. Dessa vez, não sabemos as justificativas. Podemos deduzir. Mais uma vez, Kassab faz opção pelo automóvel como meio de transporte reduzindo a previsão de corredores para motos (de oito para três) e de terminais urbanos. Quem mora em São Paulo sabe que Kassab reduziu o número de ônibus na cidade. Com relação à iluminação cumprirá apenas 40% do prometido. De 400 telecentros previstos, apenas 200 serão realizados. O Prefeito vai ainda reduzir a construção de teatros. A explicação deve estar na nova classe C que ampliou em 70% a compra de automóveis e nos 2,5 milhões de carteiras assinadas em 2010 no Brasil. Kassab conta com as conquistas de Lula. Agora, cada um que compre seu computador e espere o Plano Nacional de Banda Larga proposto pelo Ministro Paulo Bernardo como meta do Governo Dilma. A nova Classe C poderá ainda gastar sua renda maior com ingresso nos teatros já existentes. Quanto à população D e E, antes “superestimada”, pode deixar com Kassab. Mais 2 anos e estarão morando em favelas urbanizadas, cortiços reformados e fora de áreas irregulares. Viva São Paulo!

A reportagem do Estadão.com:

Kassab muda 18 metas. A maioria para baixo

Houve cortes principalmente na área social: famílias beneficiadas pelo programa de urbanização de favelas passaram de 120 mil para 85 mil

    Diego Zanchetta e Renato Machado - O Estado de S.Paulo

    O prefeito Gilberto Kassab (DEM) mudou 18 metas que deve concluir até o fim do mandato, no ano que vem. Nenhuma foi revisada para "mais", com inclusão de novas obras e serviços. A Agenda 2012 previa, por exemplo, construir oito motofaixas, instalar 40 mil pontos de luz e construir 400 telecentros. Agora, a administração prevê, respectivamente, três corredores para motos, 16 mil novos pontos de iluminação e 200 telecentros.

    O plano de metas foi o primeiro projeto da sociedade civil a virar lei. Os prefeitos precisam divulgar o plano de governo e cumpri-lo, sob risco de responder por improbidade administrativa. Modificações nas metas estão previstas. A primeira revisão foi aprovada pelo conselho das metas no fim de dezembro.

    Uma das áreas mais atingidas foi o atendimento a moradores de regiões vulneráveis. A atual gestão reduziu de 120 mil para 85 mil famílias (-29%) que serão beneficiadas pelo programa de urbanização de favelas. Também houve cortes nas famílias atendidas pelo programa de regularização fundiária (-23%), de recuperação de cortiços (-25%), ou moradores de loteamentos irregulares em mananciais (- 20%) .

    "Não há essa denominação nas metas, mas se deduz que sejam moradores de áreas de risco", diz o coordenador do Nossa São Paulo Maurício Broinizi, entidade autora do projeto de lei sobre o plano de metas.

    A Prefeitura afirma que não haverá nenhum risco para quem vive em área de risco com as reduções. Na justificativa, a Prefeitura informou que, na época da elaboração do programa, houve um problema de troca de informações entre as Secretarias de Habitação e Planejamento e, por isso, foi "superestimada" a quantidade de famílias que necessitam de atendimento. O município também afirma que algumas ações dependem de outros órgãos.

    Kassab também usou uma brecha para reduzir a extensão de calçadas que serão reformadas, de 600 quilômetros para 600 mil m² . "Essa unidade de medida é a mais adequada para aferir a execução da meta", justificou. Sobre as faixas para motos, que chegaram a ser classificadas como "sucesso", a atual gestão agora afirma que não atingiram o objetivo de reduzir os acidentes com motos e que é necessário um período de avaliação.

    Segundo a Prefeitura, a Agenda 2012 está com mais de 42% de média de eficiência e 88% das metas estão em andamento.

    REDUÇÕES

    Habitação
    Programa de urbanização de favelas, regularização fundiária, recuperação de cortiços e para moradores de loteamentos em mananciais

    Transportes
    Terminais urbanos e motofaixas

    Cultura
    Construção de novos teatros

    Outros
    Telecentros, calçadas e iluminação de novos pontos

    quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

    CPI: a culpa é do Cerra. PiG de SP também se afoga na chuva

    Conversa Afiada

    A OAB não vai para cima do Cerra ?

    O Estadão e a Folha (*) esconderam da primeira página que, por obra de Deus (ou da chuva), São Paulo e o ABC alagaram ontem.
    Nem uma escassa referência.
    A exceção foi o Agora, o único jornal que presta em São Paulo:
    “ (rio) Tamanduateí alaga e helicóptero salva motoristas ilhados.”
    “Uma mulher morreu afogada em Mauá após sua casa desabar.”
    “A capital teve quinze pontos de alagamento”.
    Clique aqui para ler “Deus (ou a chuva) alaga São Paulo, de novo”.
    Na página 3, a Folha se manca e publica artigo de título: “Enchentes em São Paulo são inaceitáveis”.
    Os autores são José Américo, jornalista, vereador em São Paulo pelo PT, e membro da CPI das Enchentes; e Adilson Amadeu, empresário, vereador pelo PTB, e presidente da CPI das Enchentes da Câmara.
    Assim começa a ascensão de Padim Pade Cerra ao cadafalso:

    Enchentes em São Paulo são inaceitáveis
    JOSÉ AMÉRICO e ADILSON AMADEU

    Em vez de ajudar a reduzir as enchentes, como a obra bilionária anunciava, o rio Tietê se tornou o principal fator para sua realimentação

    As enchentes que tornam penosa a vida dos paulistanos em todo começo de ano são, em grande parte, produto do imobilismo de nossos governantes. Os diagnósticos oficiais se caracterizam pela superficialidade; os cronogramas não são cumpridos e os recursos financeiros, escassos, são mal aplicados.
    Essas são as principais conclusões da CPI das Enchentes, encerrada há um mês na Câmara Municipal de São Paulo (relatório em www.camara.sp.gov.br). Para a maioria de seus integrantes, mais do que à natureza ou mesmo à ocupação errática do espaço urbano, a maior responsabilidade pelos efeitos das chuvas cabe à Prefeitura de São Paulo e ao governo do Estado.
    Sempre choveu forte em São Paulo. É bom lembrar que, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o janeiro mais chuvoso de nossa história foi o de 1947 -há 64 anos!-, e não qualquer um mais recente.
    Em vez de pautar suas decisões pelo bom senso, o ex-governador José Serra e o atual prefeito Gilberto Kassab têm preferido trilhar o caminho oposto e reduzir as verbas para as enchentes.
    Nos últimos dois anos, Serra cortou o quanto pôde -em 2009, gastou menos que a metade dos R$ 188 milhões previstos para o Alto Tietê e, em 2010, reduziu o orçamento do Estado em R$ 51 milhões.
    (*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

    CPI: a culpa é do Cerra. PiG de SP também se afoga na chuva | Conversa Afiada

    terça-feira, 18 de janeiro de 2011

    A inundação de Franco da Rocha foi irresponsabilidade da Sabesp

    Caso de polícia. Segundo o especialista Julio Cerqueira, a inundação de Franco da Rocha foi irresponsabilidade da SABESP. Uma série de reportagens do Viomundo vem alertando e denunciando desde o ano passado o descaso com que o governo tucano paulista tem tratado a vazão das águas. As evidências apuradas pela reportagem apontam para o fato de que a SABESP (e as empresas consorciadas) para não perder água (dinheiro), deixa de forma irresponsável os níveis das represas quase na totalidade até as épocas das chuvas quando não dá mais para esvaziar sem causar tragédias. A situação merece uma CPI na Assembleia Legislativa de SP. Este blog pretende encaminhar a denúncia contida na reportagem de Conceição Lemes para os Deputados de oposição, mesmo sabendo que poderá ser mais uma para ser arquivada pelos tucanos.

    Viomundo - O que você não vê na mídia

    Júlio Cerqueira sobre a inundação de Franco da Rocha: Uma irresponsabilidade da Sabesp 

    de Conceição Lemes
    Na última semana,  Franco da Rocha, a 45 quilômetros da capital paulista, “ganhou” o noticiário nacional. Na quarta-feira, 12,  amanheceu inundada, inclusive a Prefeitura. Em certos lugares, a água subiu 2 metros. A população de 120 mil habitantes ficou ilhada.

    Sábado, 16 de janeiro, os moradores começaram a voltar para casa. A remoer-lhes esta dúvida: A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) agiu corretamente ao abrir as comportas?

    “Por telefone, no dia 11 [terça-feira], a Defesa Civil de Franco da Rocha foi comunicada que no dia seguinte [12, quarta-feira] a Sabesp iria abrir as comportas da represa Paiva Castro e liberar 15 metros cúbicos por segundo [15m³/s]”, diz ao Viomundo João Cruz, assessor de imprensa da Prefeitura do município. “Nada mais foi dito.”

    “Por telefone?”, esta repórter questionou-o.

    “Só por telefone!”

    “Foi só esse comunicado à Defesa Civil?”,  a repórter insistiu.

    “Só isso. Nada mais.”

    “Nem que aumentariam a vazão de 15 m³ para 80 m³/s?”

    “Não. Em nenhum momento.”

    “No dia 10 [segunda-feira], choveu bastante, mas no 11 deu uma estiada, durante o dia”, prossegue  Cruz. “Fomos dormir com os pontos tradicionais de alagamento quando chove aqui. No dia 12 [quarta-feira], amanhecemos debaixo d’água. A inundação foi devido à abertura das comportas da Paiva Castro e não às chuvas que caíram antes.”

    Ou seja, em 11 de janeiro, a Defesa Civil de Franco da Rocha foi comunicada que no dia 12 a Sabesp iria abrir as comportas da represa Paiva Castro. Guarde essa informação.

    No dia 12, quarta-feira, em entrevista coletiva, a Sabesp afirmou que a abertura das comportas era necessária.

    Para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), a Sabesp acertou ao abrir as comportas da represa Paiva Castro. Comunicado da empresa reforçou.

    Será? A Sabesp teria agido no momento adequado?

    O QUE ACONTECEU EM 2009/2010 NO SISTEMA DO ALTO TIETÊ

    As represas liberam água o ano inteiro para os rios envolvidos manterem as suas características. Na maior parte dos meses, em pequenas quantidades.  Porém, por volta de setembro, outubro ou novembro, dependendo do volume represado, começam a soltar progressivamente mais água. É para evitar que as barragens fiquem lotadas na época das chuvas. Quando essa recomendação não é seguida, há dois riscos: 1) rompimento das barragens; 2) abertura das comportas numa época em que os rios estão naturalmente cheios devido às chuvas, causando inundações nas regiões abaixo.

    Foi o que aconteceu em janeiro de 2010 com as represas do sistema do Alto Tietê, que o Viomundo revelou (clique aqui para ler) .

    “O Pantanal [em 23 de janeiro] inundou, de novo, porque as barragens do sistema do Alto Tietê estão excessivamente cheias para o verão, e a Sabesp abriu as comportas, contribuindo para alagar ainda mais região”, denunciou, na época, ao Viomundo José Arraes. “É uma irresponsabilidade a Sabesp e o Daee terem deixado a cheia chegar, para começarem a descarregar água dos seus reservatórios. É um crime. É um erro tremendo de gerenciamento.”

    Arraes é economista, ambientalista, membro do Comitê da Bacia do Alto Tietê, do Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e do conselho gestor da APA (Área de Proteção Ambiental) da várzea do Tietê. No final de 2009, ele e outros ambientalistas alertaram à Sabesp e ao Daee [Departamento de Águas e Energia Elétrica], órgãos do governo do Estado de São Paulo, que as barragens do Alto Tietê estavam lotadas demais para o verão.

    A de Paraitinga (em Salesópolis), tem capacidade para 37 milhões m³, estava com  92% da sua capacidade. A de Biritiba-Mirim (no município do mesmo nome), 35 milhões m³, estava com 94%. A de Jundiaí (em Mogi das Cruzes), 84 milhões m³ e 97% de cheia. A de Ponte Nova, 300 milhões m³, estava com 73%. A de Taiaçubepa (entre Mogi das Cruzes e Suzano) tem capacidade para 82 milhões m³, estava com 73% de cheia.

    Resultado: em janeiro de 2010, a Sabesp teve de aumentar a descarga de água dos seus reservatórios, mesmo o Tietê estando cheio devido às chuvas de verão e à falta de desassoreamento em 2006, 2007 e 2008, como demonstrou reportagem do Viomundo (clique aqui para ler).

    A questão do desassoreamento persiste em 2011. Segunda-feira passada, 10 de janeiro, a capital paulista submergiu mais uma vez. Apesar de Ronaldo Camargo, secretário de Administração das Subprefeituras da capital, jogar a culpa em São Pedro (clique aqui para ler), o rio Tietê e vários afluentes transbordaram por falta crônica de capacidade e de limpeza. Diferentemente de 2010, as barragens do sistema do Alto Tietê não tiveram influência nas inundações que atingiram este ano certas áreas do Pantanal, como a Vila Itaim e a Chácara Três Meninas.

    “A denúncia do Viomundo deu resultado. Este ano as barragens do sistema do Alto Tietê entraram preventivamente no período chuvoso com 70%  da capacidade de armazenamento, diferentemente do verão passado, quando estavam com 99%”, observa José Arraes. “ Quem passa habitualmente pelas marginais do Tietê, deve ter percebido que, no segundo semestre de 2010, o leito estava mais cheio e não ‘lá no fundo’, como em 2009, quando o rio era apenas uma lâmina de uns 20 centímetros.”

    A Sabesp está exigindo na Justiça explicações de Arraes sobre a denúncia que ele fez ao Viomundo em 2010 (clique aqui para ler).

    “NÃO HÁ NADA QUE POSSA JUSTIFICAR A DESCARGA DE 80 M3/S”

    E o que tem a ver o sistema do Alto Tietê, Zona Leste da capital paulista, com o da Cantareira, Zona Oeste?

    Tenham um pouco de paciência. O assunto é complicado. O sistema Cantareira inclui várias barragens:

    * Jaguari/Jacareí – 808 milhões m³

    * Cachoeira – 79,6 milhões m³

    * Atibainha – 96, 2 milhões m³

    * Paiva Castro – 7,6 milhões m³

    Elas são interligadas por túneis, que funcionam como vasos comunicantes.  A Jaguari-Jacareí descarrega água na Cachoeira, que lança na Atibainha, que, por sua vez, manda para Paiva Castro. Daí, via estação elevatória de Santa Inês, vai para o reservatório de Águas Claras. O destino é a estação de tratamento de água do Guaraú.

    Assim, continuamente elas descarregam  água – mais ou menos —  na seguinte.

    A explicação que demos para o sistema do Alto Tietê, vale para Jaguari-Jacareí, Cachoeira e Atibainha. Essas três represas não podem estar lotadas na época das chuvas, pois correm o risco de transbordamento ou de rompimento. Recomenda-se que, antes das cheias, soltem progressivamente água, para que fiquem num nível seguro no verão e suas comportas não precisem ser abertas.

    Paiva Castro é diferente. Não chega a ser um reservatório de água. É um canal de passagem. Imagine “quatro piscinas”, conectadas por canos. Jaguari-Jaguareí, a maior de todas, é a “piscina olímpica”. Cachoeira, uma “piscina de academia de ginástica”.  Atibainha,” semi-olímpica”. A Paiva Castro é “uma piscina infantil”.

    Como essas “piscinas” são integradas e transferem água para outra, dependendo do volume descarregado na “piscina infantil”,  o seu volume pode aumentar muito em poucas horas, mesmo sem chuvas intensas. No dia 10, Paiva Castro estava com 48,67%. No dia 11, saltou para 93,42% . No dia 12, quando atingiu 96,40%, Franco da Rocha amanheceu debaixo d’água.

    “A vazão média do rio Juqueri, que é o formador da Paiva Castro, é de 2 m³/s. Esse reservatório repassa para o canal de Santa Inês, em média, 33 m³/s ”, explica o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, ex- professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP. “Essa operação é feita rotineiramente há mais de 30 anos.”

    “As chuvas ocorridas na região são consideradas normais para essa época do ano, como atestam os meteorologistas”, prossegue Cerqueira César. “A série histórica de precipitações apresenta dados de mais de 40 anos.”

    “Não há nada, portanto, que possa justificar a descarga de 80 m³/s, a não ser a irresponsabilidade da operadora da Paiva Castro”, é taxativo Cerqueira César.

    PAIVA CASTRO NÃO ATINGIU 97%, EMBORA COMUNICADOS E ALCKMIN DIGAM QUE SIM

    No site da Sabesp, não há informações transparentes para o público (consumidores, jornalistas, investidores, etc) sobre cada uma das represas dos seus vários sistemas. Atualmente, estão indisponíveis até internamente para os funcionários. Está aberto apenas o dado global, juntando todas as represas do sistema Cantareira. Mesmo assim não é fácil achá-lo.

    O jeito foi recorrer ao Google, pois  buscava informações  detalhadas, diárias,  de cada uma das quatro represas. Busca aqui, busca ali, o que procurávamos encontra-se hoje  lá pelo décimo quarto resultado.  Confira antes que desapareça.  Em cima  desses dados, esta repórter montou a tabela:

    Atentem aos dias 10, 11 e 12. No dia 10, a  Paiva Castro estava  com 48,67% do seu volume. No dia 11, saltou para 93,42%. No dia 12, para 96,40%.

    Para checar, solicitei  à Sabesp o volume das represas Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro também nos dias 1º de outubro de 2010, 1º de novembro, 1º de dezembro e 1º de janeiro de 2011. Comparei as respostas  fornecidas pela Sabesp com os dados  não elencados nos links de suas páginas iniciais e internas,  obtidos com a ajuda do Google.  Todos coincidem, exceto  um. O volume da Paiva Castro do dia 11. O  fornecido pela Sabesp é  97%, enquanto o real é 93,42%. O volume do dia 12 não nos foi enviado.

    O printscreen com o recorte  dos dados  obtidos via Google,   exibindo apenas o volume da Paiva Castro nos  dias 10, 11 e 12, confirma isso.

    Por sinal, o volume de 97% é citado em vários comunicados da Sabesp à imprensa, inclusive no que é citado o governador Geraldo Alckmin.


    É que com 97% há risco de rompimento dessa barragem — o que justifica  a abertura das comportas.

    Só que a Paiva Castro não atingiu 97% nem no dia 10, nem no 11,  nem no 12, quando Franco da Rocha acordou ilhada.

    Alguém poderia dizer: “Ah, mas no dia 12, chegou perto – 96, 40%”

    No dia 12, Franco da Rocha já amanheceu submersa. Então, por que, curiosamente, o volume do dia 11 foi o único que a Sabesp forneceu errado (via e-mail) para o Viomundo?  A Sabesp nos informou 97%. Só que o volume real era 93,42%

    Estranhamente algo mais aconteceu nos dias 10 e 11.

    TEMPESTADE DA TERÇA, CHUVA DA NOITE DA SEGUNDA OU IRRESPONSABILIDADE?

    Aqui, vale a pena recordar  um trecho do comunicado oficial da Sabesp após a coletiva do dia 12, quarta-feira passada. O diretor metropolitano da empresa culpa “tempestade da terça”.

    No dia 13, outro informe da Sabesp fala em 96% e  põe a culpa na chuva da segunda-feira pela abertura das comportas:

    Dadas as chuvas que aconteceram na noite de 10/01, o volume de água que chegou na represa Paiva Castro fez com que a reservação passasse de 46% para 96% do volume total.

    Diante dessa situação, foi necessário abrir as comportas para evitar o rompimento da barragem.

    Lembram-se das informações que, lá no início desta reportagem, pedimos para vocês guardarem bem?  São as revelações de João Cruz, assessor de imprensa de Franco da Rocha, ao Viomundo. Elas foram confirmadas pela Defesa Civil e pela Guarda Municipal da cidade. Vale a pena repeti-las aqui.

    “Por telefone, no dia 11, a Defesa Civil de Franco da Rocha foi comunicada que no dia seguinte a Sabesp iria abrir as comportas da represa Paiva Castro e liberar 15 m3/segundo”, repetiu-nos várias vezes  João Cruz. “No dia 10, choveu bastante, mas no 11 deu uma estiada, durante o dia. Fomos dormir com os pontos tradicionais de alagamento quando chove aqui. No dia 12, amanhecemos debaixo d’água. A inundação foi devido à abertura das comportas da Paiva Castro e não às chuvas que caíram antes.”

    A propósito:

    1) Não há elementos para se afirmar que a abertura das comportas se deveu às chuvas, como diz  a Sabesp. Há divergência entre os próprios comunicados da empresa. Um atribui às chuvas do dia 10, outro, às do dia 11.

    Qual deles é o correto? Como o diretor diz que a tempestade da terça fez com que a vazão atingisse 80m3/s, se durante o dia 11 a chuva deu uma estiada em Franco da Rocha, segundo João Cruz, que é de lá?

    2) A Defesa Civil de Franco da Rocha foi avisada no dia 11 que no dia 12 a Sabesp abriria as comportas da Paiva Castro. Só que as comportas foram abertas no mesmo dia em que foi feita a comunicação.

    Como a Defesa Civil poderia ter tomado medidas preventivas em Franco da Rocha se as comportas foram abertas antes do que havia sido comunicado?

    Confiram no quadro abaixo. A vazão  de 1 m³/s,  às 8 h, pulou  para 16 m³/s, às 9h. Às 23h, comportas  já estavam jorrando 80 m3/s. A progressão não foi conforme explicação da Sabesp no comunicado em que  cita o governador Alckmin.

    As comportas da Paiva Castro foram abertas na seguinte sequência:

    Ontem, 17 de janeiro, a represa Jaguari-Jacareí — a maior do sistema Cantareira, com capacidade para 808 mihões m3 —  estava com 100,2% de volume.

    “Considerando que Jaguari-Jacareí deve ser operada também para proteger a bacia hidrográfica a jusante  [abaixo] contra inundações, a ocorrência desse nível nessa época do ano, estação chuvosa, não se justifica”, reprova o professor Cerqueira César. “A não ser como mais uma irresponsabilidade da operadora do sistema Cantareira”.

    Não se pode entrar na estação chuvosa, repetindo o professor Júlio, com a principal represa cheia, já que vai entrar muita água das precipitações.

    Em 1º de janeiro de 2011, Jaguari-Jacareí já estava com 83,97% de sua capacidade (veja a tabela Sistema Cantareira — Volume Operacional). E daí só fez aumentar.

    Será que, a exemplo do aconteceu com o sistema do Alto Tietê em 2009/2010, esse procedimento não está equivocado?

    Será que se Jaguari-Jacareí estivesse operando com volume compatível para o tempo de chuva, a abertura das comportas de Paiva Castro poderia ter sido evitada?

    Será que se os ganhos financeiros da Sabesp não fossem provenientes da venda de água, Jaguari-Jacareí estaria com tanta água na época chuvosa?

    São perguntas para as quais não existem, por enquanto, respostas definitivas.

    Mas nos parece claro que falta transparência ao gerenciamento das represas paulistas, especialmente quando dependem de transparência e clareza  as ações preventivas da Defesa Civil, de prefeituras e dos próprios moradores das cidades atingidas.

    Notem, na reportagem abaixo, que o próprio prefeito de Amparo — uma das cidades atingidas pela vazão de represas do sistema Cantareira — não entende direito o que está acontecendo:

    Abaixo, reportagem em que um empresário de Bragança Paulista diz que a Sabesp anuncia uma vazão para a represa de Jaguari (aquela, que atingiu seu limite e passou a verter uma quantidade maior de água nas últimas horas), mas pratica outra:

    Infelizmente, é a sociedade que continua pagando a conta em todos os sentidos. Até quando?

    Deus (ou a chuva ?) alaga São Paulo, de novo

    Conversa Afiada

    A culpa é do Lula

    Desde as 19h desta terça feira, São Paulo alagou com o transbordamento do rio Tamanduateí.
    Clique aqui para ter uma pálida ideia no G1.
    Como se sabe, os governantes de São Paulo têm o hábito de não limpar o leito dos rios.
    O Rio Tietê, por exemplo, não merece uma limpeza há três anos.
    É obra de Deus, ou da chuva, como se sabe.
    No Rio, não…
    Lá, a culpa é do Lula.
    O alagamento fez piorar o que até nas férias já é u desastre: o tráfego na ciade.
    É a Chuiça (*) num momento de glória !
    Clique aqui para ler Cerra não vai poder mais acusar Deus.

    Paulo Henrique Amorim

    (*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

    Deus (ou a chuva ?) alaga São Paulo, de novo | Conversa Afiada

    O tempo é relativo para o PIG

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    Para a mídia golpista (PIG), Lula e Dilma precisam mostrar mais trabalho que todos os antecessores juntos. Antes mesmo das catástrofes no Rio (dia 08 de janeiro), Mercadante, Ministro da Ciência e Tecnologia, anunciou (pela primeira vez na história desse país) a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais. Uma proposta com metas já para o próximo verão e que pretende estar totalmente implementado em 4 anos. Para o PIG é muito tempo. Os 500 anos do milênio anterior não contam.

    Os Amigos do Presidente Lula

    Para quem não teve governo por 500 anos, 4 anos para ter um sistema de prevenção de catástrofes de 1o. mundo é muito?

    Quase todos os noticiários soltaram uma notícia boa: o governo federal anunciou a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.
    Mais abaixo veremos que o PIG (partido da imprensa golpista) tentou transformar a boa notícia em notícia ruim.
    Detalhe: o anúncio deste sistema de Prevenção e Alerta havia sido feito no dia 8 de janeiro (portanto antes da catástrofe das chuvas) como prioridade pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e uma das primeiras medidas de seu ministério.
    A montagem do sistema envolve a cobertura nacional de todas as áreas sujeitas a desastres com radares metereológicos e pluviômetros, e procedimentos de alerta e até mesmo de evacuação da população sujeita a ser atingida por uma inundação, por exemplo.
    Também será feito um levantamento geológico de áreas habitadas em regiões sujeitas a deslizamento, para identificar as áreas de risco.
    Mercadante disse estimar em aproximadamente 500 as áreas de risco no país, com cerca de 5 milhões de pessoas morando, e outras 300 regiões sujeitas a inundações.
    As ações serão implantadas de forma gradual e a expectativa é que, em quatro anos, o sistema de defesa e alerta esteja concluído.
    Para um trabalho desta magnitude, que nunca foi feito antes, em um país de dimensões continentais como o Brasil, e que exige estudos e soluções sérias, 4 anos é um excelente prazo, principalmente considerando que será gradual, ou seja, já no próximo verão várias localidades já estarão em funcionamento. No verão seguinte, outro tanto, até cumprir toda a meta.
    Mas o PIG colocou um "mas..." na boa notícia para fazer parecer ruim, como se o governo fosse demorar 4 anos para agir, e como se o governo anterior do presidente Lula não tivesse feito nada.
    Ora, boa parte da população pobre do Brasil só começou a ter governo com Lula. Crianças morriam de desnutrição por falta de comida. O fome zero e o Bolsa família deu um basta nesta tragédia nacional. Para a população pobre havia emergências, uma atrás da outra, em todas as casas, a serem atendidas.
    O governo Lula, resolveu um monte de emergências: comer 3 vezes ao dia, impedir a mortalidade infantil alta em algumas regiões, criou o SAMU, gerou empregos, gerou trabalho e renda onde não havia, evitou a evasão escolar e o trabalho infantil com o bolsa-família, abriu escolas técnicas e superiores para não deixar mais uma geração ficar sem qualificação profissional, abriu crédito para a casa própria para a população de baixa renda ter acesso a moradia digna e segura. Agora o governo Dilma continua fazendo o que não foi feito nos 500 anos antes de Lula, sobretudo em desgovernos como de FHC que deixava o povo abandonado à própria sorte, para ser atendido pela "mão invisível do mercado".
    Mas que "mercado" iria se interessar em atender a população excluída, sem poder aquisitivo para consumo? Uma multidão de brasileiros não tinham como comprar casa e nem terrenos na cidade formal. Não tinham dinheiro, nem crédito, e para ter um teto fizeram seus barracos nos cantos vagos e marginais das cidades: beira de rios e córregos, morros, sobre aterros sanitários, sem qualquer assistência de engenharia, sem saber dos riscos.
    Por ironia do destino, o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais, se baseia numa resolução da Conferência Nacional de Defesa Civil, realizada no governo Lula. O PIG e seu Instituo Millenium viveram bombardeando as Conferências Nacionais, como se fosse uma "ameaça à democracia", coisa de "comunista", "chavista": como se fosse um confronto da democracia direta com participação popular, contra a democracia representativa do Congresso Nacional. Ora, uma coisa não inviabiliza, nem compete com outra. O governo Lula provou que complementa. A participação popular é fundamental, e o Congresso também tem seu papel institucional, tanto maior quanto mais trabalhar sério.
    Por que o PIG não cobra do Congresso Nacional, de maioria demo-tucana em anos anteriores, que nunca fez um projeto destes antes, feito agora a partir de uma Conferência Nacional popular?

    imagem: alteração do original do blog Kibeloco

    ROBERTO FREIRE QUER CPI ELEITOREIRA


    Roberto Freire (o da esquerda, somente na foto) acha que precisa de CPI sobre as chuvas no Rio. Ele não quer saber porque em SP, o Tietê enche, e o que a SABESP ganha deixando as represas cheias antes da chuva para depois alagar Franco da Rocha, Amparo, Bragança Paulista, Zona Leste de São Paulo, Guarulhos,…

    Blog da Dilma 

    ROBERTO FREIRE QUER CPI ELEITOREIRA

    janeiro 18th, 2011 | Autor: Jussara Seixas

    CPI da chuva
    Roberto Freire, presidente nacional do PPS e deputado eleito, defendeu nesta segunda-feira a instalação de uma CPI no Congresso para apurar a tragédia provocada pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Vai ser a CPI de um desastre provocado pela natureza, um imenso volume de chuva em uma ” área de risco”. Ou não é um risco construir nas encostas de morros? Nenhum proprietário, engenheiro, construtora, geólogo, geógrafo, urbanista, avaliou o risco de deslizamento do solo da encosta? Não houve ninguém que olhasse os morros da região serrana do RJ e vislumbrasse o perigo de uma imensa desgraça com um maior volume de chuva? Deputado Roberto Freire: há vários culpados por essa tragédia, todos os citados acima e todos os políticos, inclusive do seu partido, que não tomaram nenhuma providência antes da tragédia nessa “área de risco”.

    O deputado demagogo, puxa-saco do Serra, quer transformar em culpados seus desafetos políticos – Lula, Dilma, Sergio Cabral. Quer usar a tragédia como palanque eleitoral. Mas se o deputado está a fim de mostrar que é sério, comece criando uma CPI para investigar as tragédias da chuva e os desvios de verbas em São Paulo. As avenidas 23 maio e 9 de julho, a Rodovia Raposo Tavares, as Marginais e as demais ruas da cidade não são consideradas áreas de risco em caso de chuva; inclusive o Alckmin, quando em sua gestão anterior, colocou placas nas Marginais afirmando que as enchentes tinham acabado. As enchentes em SP continuam e afetam cada vez mais a população. O lixo está acumulado nas vias, os bueiros estão entupidos, o rios estão assoreados, dezenas de piscinões não foram construídos e os que existem estão entupidos de detritos. As ruas de SP estão todas esburacadas, em alguns bairros as enchentes destruíram casas e mais casas; pessoas morreram afogadas nas enchentes, até no centro da cidade, e os que sobreviveram perderam tudo. São Paulo é um caso típico de omissão, negligência, mau uso do dinheiro público, incompetência. Serra não fez nada para amenizar o problema das enchentes em SP, aliás desviou verbas do desassoreamento para publicidade. Bastam 10 minutos de chuva para a cidade virar um caos. Cadê os recursos contra as enchentes em SP? Cadê as obras para diminuir as enchentes em SP?

    Outra CPI seria muito útil em SP para investigar o cunhado do Alckmin, que desviou verbas da merenda escolar e transporta cadáveres no mesmo carro que distribui merenda nas escolas. Isso não interessa investigar, deputado Roberto Freire? Em 2006, políticos de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, fizeram um pacto para blindar o tucano Geraldo Alckmin – então candidato à Presidência -, retardando medidas para investigar o escândalo que envolve seu cunhado, Paulo Ribeiro, o Paulão, em suposto esquema de corrupção e tráfico de influência. Um documento subscrito por 11 vereadores da cidade diz expressamente que o prefeito João Ribeiro (PPS), apadrinhado de Alckmin, teria se comprometido a “tomar providências” sobre denúncias de desvios na administração “após as eleições”. O documento trazia detalhes sobre licitações que teriam sido dirigidas em troca de doações para campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito de políticos e empresários. Um acontecimento grave de 2006 só veio a público em 2011, após a eleição do Alckmin para governador. A mídia do PIG sabia dessa maracutaia desde 2006 e protegeu o PSDB, o Alckmin e o Serra, candidatos favoritos dos jornalões de SP. Está mais do que na hora de apurar o que ocorreu e por que ocorreu. Por que tudo foi abafado pelos políticos – inclusive do PPS, partido do Roberto Freire – e pela mídia?

    Jussara Seixas

    ROBERTO FREIRE QUER CPI ELEITOREIRA