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sábado, 28 de abril de 2012

O desmonte da máfia midiática

Nesta semana vi no Jornal Nacional a matéria que citava a denúncia do site 247 sobre os depósitos milionários na conta do Senador do DEM, Demóstenes Torres nas suas relações espúrias com o bicheiro Cachoeira. Naturalmente, a Globo sempre poupa sua parceira de sacanagens editoriais, a revista Veja que foi pautado esses anos todos pela bandidagem, como tem descoberto a Polícia Federal. A Globo deu o mesmo destaque tanto para os milhões de Demóstenes quanto para procurar, de alguma forma, provar que Agnelo, Governador do DF pelo PT, conhecia Cachoeira. Isso mesmo. A barbeiragem editorial tratou com o mesmo peso a relação criminosa entre um Senador e um bandido, e a informação quanto a um governador petista conhecer ou não o bicheiro amigo da Veja.
O primeiro sinal da decadência desse tipo de jornalismo começa a se delinear quando o JN é obrigado a se pautar por um site de notícias. Mas a derrocada começa de fato, quando as mãos grandes desses barões da comunicação não conseguem mais esconder suas próprias sujeiras, também por causa da internet. A notícia abaixo começa a dar sentido para as tentativas de incriminação de Agnelo. Demóstenes, Cachoeira e Veja tentaram derrubar Agnelo por ser um obstáculo às tentativas de enfiar a Construtora Delta no Governo do Distrito Federal. A Construtora é pivô nos esquemas do bicheiro e do Senador racista que disputava o trono da moralidade, coroado pela Globo e pela Veja. Isso antes da casa cair.

Demóstenes, com Dadá e PJ, tentou derrubar Agnelo
Brasil 247

Demóstenes, com Dadá e PJ, tentou derrubar AgneloFoto: Divulgação

NOVOS DIÁLOGOS DO INQUÉRITO MONTE CARLO REVELAM AÇÃO COORDENADA DO SENADOR GOIANO PARA PRESSIONAR O GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL A AGIR EM DEFESA DOS INTERESSES DA EMPREITEIRA DELTA; CASO CONTRÁRIO, HAVERIA MAIS DENÚNCIAS NA VEJA PARA PROVOCAR UM IMPEACHMENT; PJ É POLICARPO JÚNIOR

28 de Abril de 2012 às 22:53

247 – Graças ao trabalho do jornalista Luiz Carlos Azenha, do blog Viomundo, novas peças do quebra-cabeças da Operação Monte Carlo começam a se encaixar.

A partir de diálogos do inquérito vazado pelo 247, Azenha garimpou informações relevantes para a compreensão da crise política no Distrito Federal.

Em 28 de janeiro deste ano, Veja publicou uma reportagem chamada “O PT na Caixa de Pandora”, apontando que o governador Agnelo Queiroz teria agido para derrubar o antecessor José Roberto Arruda.

Um dos personagens citados na reportagem era o senador Demóstenes Torres, que aparentemente pautava a sucursal brasiliense da revista Veja. Ouvido pela revista, o parlamentar goiano declarou que Agnelo teria agido de forma criminosa.

Os diálogos da Operação Monte Carlo, no entanto, revelam que Demóstenes não se pautava pela ética, mas sim pelos interesses comerciais da Construtora Delta.

Num dos grampos, de 30 de janeiro deste ano, Dadá comenta com um interlocutor identificado como Andrezinho que Demóstenes só sentaria com Agnelo para poupá-lo de novas denúncias na revista Veja se seus interesses (da Delta) fossem atendidos.

No mesmo dia, Dadá fala também com Carlinhos Cachoeira, que é explícito na pergunta: “Agora ele cai?” Ou seja: fica claro que o contraventor, sócio da Delta, trabalhou, em conluio com a revista Veja, pela queda do governador do Distrito Federal.

Depois disso, no mesmo dia, há um novo diálogo, entre Cachoeira e o diretor da Delta, Claudio Abreu. “Arrebentou, hein, o bicho arrebentou, hein”, diz Abreu. “Foi bom demais”, responde Cachoeira.

Antes de desligar, Abreu revela ter orientado o jornalista Policarpo Júnior, de Veja.

“Mas eu já tinha falado isso pro PJ lá: “PJ, vai nesse caminho”.

PJ é Policarpo Júnior.

Como diz Reinado Azevedo, Policarpo é f... Ele nunca vai ser nosso.

Clique aqui e leia a íntegra dos diálogos garimpados por Azenha.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

JN atropela Código de Ética da Globo

Por Luis Nassif, em seu blog:
Na chamada das 17hs00 do Jornal Nacional, Fátima Bernardes anunciou que uma das prisões da Polícia Federal – na operação sobre o Ministério do Turismo – seria de Clarice Coppeti.
Clarice foi vice-presidente de TI da Caixa Econômica Federal. Saiu, está de quarentena, preparava uma palestra na UnB quando foi alcançada por telefonemas desesperados de seus familiares.
É tida na CEF como pessoa corretíssima e, mais: jamais trabalhou em qualquer área ou projeto relacionado com o Ministério do Turismo.
A notícia foi dada sem que os nomes fossem conferidos e os acusados ouvidos.
PS - O Jornal Nacional abriu a matéria pedindo desculpas para a vítima - que está arrebentada, chorando, a mãe velhinha em pânico em Porto Alegre.

Altamiro Borges- JN atropela Código de Ética da Globo

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dobradinha Globo/PSDB I – fiasco na Copa

Oposição e jn apostam no fracasso da Copa. Cadê a Ley de Medios ?

No Maracanã, tudo bem. Se o jn concordar

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No jornal nacional de hoje (é caixa baixa, mesmo, revisor) há extensa reportagem sobre o fracasso da Copa no Brasil.
Trata de uma pesquisa do IPEA que localiza atraso em 10 dos 13 aeroportos de cidades que serão sede de jogos da Copa.
O IPEA é sério.
O jn, não.
Não ouve o “outro lado”, como diz a Folha (*), especialista em falsas equivalências, como diz o Paul Krugman.
A Infraero, responsável pelas obras não fala.
O Ministro dos Transportes não fala.
A agência designada para coordenar as obras da Copa não fala.
Só quem fala são o jn e o técnico do IPEA, que entende muito do que acontece hoje, mas não sabe avaliar o que vai acontecer na Copa.
O site Amigos do Presidente Lula revela que o programa do PSDB no horário eleitoral vai atacar o Governo com o atraso das obras nos aeroportos.
Essa é a batalha anunciada.
O PiG (**) e a Oposição (eles são como a corda e a caçamba) vão dizer que a Copa é um fracasso.
Não importa o que acontecer.
De futebol todo brasileiro entende.
É uma aposta alta.
Derrotar a Dilma em 2014 com finger de aeroporto é um desafio para quem quer que o pobre exploda.
Mas, é uma aposta que pode render frutos.
Com o apoio do PiG (**).
Como foi no “caosaéreo”, quando PiG (**) demonstrou que o Lula não ligou o transponder do Legacy e não puxou o freio do Airbus da TAM, em Congonhas.
A oposição não tem o que dizer.
Tem que apostar no fracasso.
No quanto pior, melhor.
É do jogo.
A JK de saias que bote a rapaziada para trabalhar.
Quem manda não ter uma Ley de Medios, para botar a Infraero e o Ministro dos Transportes para falar !

Clique aqui para ler “Parlamentares do PSOL defendem a Ley de Medios – e o PT ? E o PC do B? E o PSB ? Cadê a base do Governo ? Têm medo da Globo ?”

Em tempo: às 21h30 desta quinta-feira o PSDB deu sequência à reportagem do jornal nacional.  Um comercial de televisão, localizado num aeroporto, mostra um jovem a dizer que os aeroportos da Copa estão todos atrasados e ninguém faz nada. Casal 45 e partido 45, tudo a ver!

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O problema da Globo é o povo

Conversa Afiada

 

Brigar com o cliente costuma dar errado

Comentário do amigo navegante MauMauQuirino:

Dá nojo assistir ao JN
Quem assiste ao JN perde seu tempo e corre o risco de ter uma úlcera. Hoje 2ª feira, 24/01/2011 duas reportagens me chamaram a atenção.
A primeira sobre a invasão de um morro carioca pela polícia civil, à procura de armas, drogas, como também para fazer um levantamento da área, pois pretende instalar uma UPP.
Estranhamente, a reboque desta reportagem o casal 45 noticiou que o GLOBOCOP foi atingido por três tiros de fuzil, concluindo que seria um atentado à liberdade de imprensa.
O que pretende a Globo com isso ???
A segunda diz respeito às inundações em São Paulo.
Foram longos dez minutos para atribuir a culpa à população, que joga o seu lixo nos córregos, nas ruas etc. e a enorme quantidade de chuva.
Eles seriam os responsáveis pelo caos em que se encontra a cidade de São Paulo, apesar dos esforços das autoridades (grupo político) que governa o Estado há mais de 25 anos.
São essas autoridades que não retiraram o lixo dos córregos, do rio Tietê e outros.
Os rios transbordam a cada chuva mais forte. Mas, a culpa é do povo e de Deus, por intermédio de São Pedro.
Nenhum questionamento foi feito sobre o corte de verbas no governo Serra para a limpeza dos rios.
Nada, nadinha.
Ao mesmo tempo, outras reportagens atacam o governador Sérgio Cabral e a presidenta Dilma, indiretamente, pelo o ocorrido na região Serrana do Rio de Janeiro.
A Globo foi, é e será sempre golpista.
A ley de medios tem que vir logo.

O problema da Globo é o povo | Conversa Afiada

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

JORNAL NACIONAL: DILMA LAUGHS!

Blog Escreva Lola Escreva:

O Jornal Nacional de sexta, dia 14 de janeiro, lá pelas 21 horas, cometeu uma manipulação grosseira. Eu não vi porque mal vejo TV, mas li reclamações aqui e ali (nenhum post em blog), e minha mãe veio me falar disso ontem. Parece que foi assim: o JN dedicou a maior parte de sua duração à tragédia causada pelas chuvas e aos delizamentos de terra no Rio. Foram longos minutos com muito choro, inclusive com muito sensasionalismo, com repórteres fazendo aquelas perguntas pertinentes de sempre: “Como você se sente ao ver sua família inteira morta?”. Um desespero só. Aí, no meio do nada, o JN corta pra falar de uma reunião ministerial de Dilma para aumentar o salário mínimo e para liberar dinheiro para as prefeituras atingidas pelas enchentes (veja aqui). No momento em que a narração em off da repórter começa a dizer “O problema com as enchentes ocupou boa parte da reunião ministerial”, a imagem que ocupa a tela passa a ser a presidenta gargalhando. Como se ela estivesse, obviamente, rindo da tragédia. Como se alguém pudesse rir de uma tragédia dessas.
Pra quem acredita na velha ladainha da neutralidade dos telejornais, este exemplo (e é apenas um exemplo entre tantos outros) deveria servir pra mostrar que tudo é manipulação. A escolha dessa imagem, no meio de uma reportagem cheia de choro, contrasta com a cara de velório do apresentador e da repórter, e de tudo que veio antes e que virá a seguir no telejornal. E ela não está lá à toa. Ela quer passar uma mensagem: a de que Dilma é uma insensível, capaz de rir de 600 mortos. E também a de que um governo, de que o Estado, não faz nada além de rir da miséria alheia, enquanto a iniciativa privada é que realmente se preocupa com o povo, com suas campanhas de caridade à la Criança Esperança.
Uma imagem dessas (risos no meio da tragédia) cairia mal a qualquer governante, até aos mais risonhos, como Lula. Mas em Dilma fica pior, e a Globo sabe disso. Quantas vezes, na campanha eleitoral, o JN selecionou alguma imagem de Dilma rindo? Vou chutar que nenhuma, porque uma Dilma gargalhante se chocaria contra o que a oposição dizia da candidata – que era durona, fria, mandona. Meio Greta Garbo, sabe? Greta, um dos ícones da história do cinema, nunca ria em seus filmes. E sua persona não era diferente: ela raramente aparecia sorrindo nas fotos. Daí que, pra divulgar a comédia Ninotchka, os produtores colocaram nos posters a chamada “Garbo laughs!” (Garbo ri!), como se fosse um fato inédito e de relevância mundial.
É parecido com o que a Globo fez com a presidenta. Só faltou a legenda “Dilma laughs!”. Pois é, acabada a campanha, perdidas as eleições (para eles), a campanha continua. Ano passado tivemos o espetáculo das capas da Veja e sua atribuição relativa de culpa (a equação é simples; aprendam, crianças: enchente em SP é culpa da chuva, enchente no Rio é culpa do governo). Mal posso esperar algum desastre aéreo pra ver a risada da Dilma tomar novamente o Jornal Nacional.

domingo, 16 de janeiro de 2011
Escreva Lola Escreva: JORNAL NACIONAL: DILMA LAUGHS!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mesmo com eleição e Copa jornal nacional desaba

Conversa Afiada

A iluminada gestão do Kamel produz efeitos há muito tempo

Saiu na Folha (*), seção “Ilustrada”, pág. E8:
“ ‘JN’ perde um de cada quatro espectadores.”
“O ‘Jornal Nacional’ (Globo) fechou 2010 com a pior audiência de sua história.”
“Encerrou 2010 com média de 29,8 pontos e 49,3% de share, uma QUEDA DE 24% (ênfase minha) de audiência em relação a 2000: perdendo um de cada quatro espectadores”.

NAVALHA

Navalha

Como se sabe, o ano de 2010 teve Copa – exclusividade do “Cala a Boca, Galvão”, que tem o poder de derrubar e escalar o técnico da seleção.
E teve eleição – onde a Globo não exerce mais o monopólio.
Copa e eleição são puxadores de audiência.
Não adiantou nada.
O carisma e a isenção do Casal 45 (especialmente quando entrevistam candidatos trabalhistas) não conseguiram salvar a pátria.
Muito contribuiu para o naufrágio a iluminada gestão do Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da História da Globo.
Kamel levou para o jn um padrão de isenção, objetividade, qualidade e inovação que seria inevitavelmente recompensado.
Sobretudo o aspecto da inovação.
Kamel consegue a proeza de fazer o mesmo jornal nacional que o Armando Nogueira fazia nos anos 60, com uma diferença: Armando não tinha computador.
(Outra diferença: o jn do Armando tinha humor, um sorriso nos lábios, especialmente nas reportagens que antecediam o “boa noite” do Cid Moreira. Hoje, o jn tem o senso de humor do Cerra. Uma questão de contágio.)
Numa empresa privada, a queda de 24% – um em cada quatro clientes – significaria demissão.
Mas, como já disse esse ordinário blogueiro, a Globo não é uma empresa propriamente capitalista: é uma prisão de segurança máxima.
Você tem todo o conforto, televisão no quarto, geladeira, passeio no sol, visita íntima, comida de primeira, todas as regalias: só não pode sair de lá.

Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Mesmo com eleição e Copa jornal nacional desaba | Conversa Afiada

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

No JN, a “paginação” dos sonhos de Serra | Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de outubro de 2010 às 23:09

por Luiz Carlos Azenha

O Jornal Nacional escondeu, mais uma vez, o Paulo Preto.

Nenhuma reportagem investigativa, nenhuma entrevista a respeito, absolutamente nada. Nem um segundinho sequer.

Presumo que o PT já sabia que seria assim, nesta campanha: Erenice, 1.435 manchetes e reportagens investigativas; Paulo Preto quem?

Porém, hoje me chamou a atenção a paginação do jornal.

O JN deu longa cobertura ao resgate dos mineiros, com todos os detalhes religiosos (crucifixos, orações, etc).

Break para a propaganda eleitoral.

Propaganda de José Serra com apelo “religioso”.

Propaganda de Dilma Rousseff.

Bloco policial.

Cobertura eleitoral, com José Serra falando em “união nacional”, à chilena.

Pesquisa com queda de Dilma e ascensão de Serra, comparando um Ibope de segundo turno hipotético com o Ibope de um segundo turno real.

Pano rápido.

É conferir para ver se existe nisso algum padrão kameliano.

No JN, a “paginação” dos sonhos de Serra | Viomundo - O que você não vê na mídia

domingo, 3 de outubro de 2010

jornal nacional pensa que o Brasil é um aterro sanitário | Conversa Afiada

Publicado em 03/10/2010

Na foto, a “pesquisa” do jornal nacional

Na véspera de uma eleição com 136 milhões de eleitores, o telejornal de maior audiência é uma sucessão de “resultados” de pesquisas eleitorais.
O programa foi quase todo dedicado a um conjunto de hipóteses realizadas por duas instituições com um histórico de manipulação e erro.
Ao longo mesmo dessa eleição, o Datafalha e o Globope foram flagrados num e noutro caso: manipular e errar.
O Datafalha sempre esteve – como hoje – na companhia do candidato da elite branca (e separatista) de São Paulo.
E o Globope é uma “subsidiária” da Globo e de seus interesses.
NENHUM PAÍS DO MUNDO LEVA PESQUISA ELEITORAL A SÉRIO. SÓ O BRASIL.
Nenhum !
Por que o Brasil leva a sério ?
Porque três famílias controlam o PiG (*) e duas das quatro maiores empresas de pesquisa.
Essas duas empresas de pesquisa desfrutam da audiência do PiG (*) – maior do que a  audiência dos dois outros institutos, a Vox e a Sensus.
A pesquisa casada com o PiG (*) – especialmente a Globo e, especialmente o jornal nacional – é uma arma política.
Do PiG (*) – ou seja, da elite branca (e separatista, no caso de São Paulo).
O PiG (*) e seus institutos de pesquisa são, por definição, imunes a revisão.
Não há como refazer uma pesquisa.
Mas, é possível suspeitar dos “critério técnicos” do Datafalha, sobretudo, o que mais erra.
O Datafalha ouve mais eleitores do Serra.
O pesquisador do Datafalha submete o entrevistado a uma sessão de tortura.
O Datafalha tem tanta relação com o IBGE quanto com o Census Bureau americano.
E o Datafalha pesquisa por telefone.
Todas essas observações já foram feitas pelos blogs sujos, como este ordinário blogueiro e o Luis Nassif, por exemplo.
Este ordinário blogueiro, como se sabe, trabalhou na Rede Globo, trabalhou em cobertura de eleições e é testemunha de como o Globope “fecha” pesquisa em cima da eleição.
O Fernando Henrique se elegeu prefeito por São Paulo pelo Globope.
E por que foi possível chegar a esse ponto ?
Por causa da provisória supremacia da Globo e do PiG (*).
Eles, juntos, de propósito e por incompetência, conseguiram desidratar o debate político do Brasil.
O PiG (*) e especialmente a Globo não têm espaço para debater políticas públicas.
As tevês educativas e públicas foram devidamente desidratadas.
Os partidos políticos também desidrataram a política.
A política no Brasil se faz ao largo dos foros públicos, das arenas para confrontar ideias.
O PT saiu da rua.
O Governo Lula tirou o PT da rua.
E o PSDB tem medo da rua: quantos comícios fez o Serra nessa campanha ?
Resulta que as informações mais relevantes da campanha apareceram nos programas do João Santana no horário eleitoral da Dilma.
Desde o primeiro, ainda sem que a Dilma fosse candidata, quando o Santana pendurou o FHC no pescoço do Serra.
Tem culpa também essa excrescente legislação eleitoral.
Primeiro, revelou-se “imparcial”, como a Dra Sandra Cureau.
Segundo, inútil, porque teve que depositar a Ficha Limpa e os dois documentos no vácuo cinzento que fica entre as ilustres poltronas ministeriais do Supremo.
E terceiro, porque, com medo da parcialidade da Globo e do PiG (*),  permitiu que os partidos engessassem a cobertura da campanha – como fizeram com o debate.
Clique aqui para ler “por que o debate da Globo não presta”.
Só uma Ley de Medios dá jeito nisso.
Só uma Ley de Medios leva o debate para a rua.
Sem Ley de Medios, os eleitores da Dilma de hoje votarão no Berlusconi em 2014.
É o que o Wanderley Guilherme dos Santos também disse, em excelente artigo no Valor desta sexta-feira.
Vamos, então, esquecer que esta foi uma eleição entre uma candidata trabalhista e dois conservadores, unidos pelas tripas.
Vamos relevar as diferenças ideológicas, óbvias, entre trabalhistas e conservadores.
Quem diz que “esquerda” e “direita” acabaram é a direita.
Vamos ficar nas figuras públicas, nas personas em disputa.
Nada mais “televisivo”, nada mais “notícia” do que “personagem”.
De um lado, José Serra, uma “spent force”, diriam os professores dele em Cornell.
(Como é que um exilado político, que saiu do Chile de Allende, foi parar nos Estados Unidos, assim, numa “nice” ?)
Gasto, “força desgastada”, superado, ideologicamente envelhecido.
Ancorou-se em 2002, quando teve 39% dos votos (contra 61% do Lula) e achou que venceu a eleição.
Tanto que o PiG (*) sempre o tratou como “presidente eleito”, depois de 2002.
Faltava tomar posse.
O Serra não percebeu que o Brasil mudou com Lula.
Que o Lula engordou a Classe C.
Para os tucanos de São Paulo, costuma dizer o Paulo Henrique Amorim, a “Classe C” fica entre a Business e a Primeira.
A ascensão social é mais do que uma questão econômica, que o IBGE possa medir.
Isso tem a ver com política, com visão de mundo.
É “cidadania”, como o Lula repete.
Ou, como diria o Albert Hirschman, que o Fernando Henrique leu e finge que não leu: o consumidor vira cidadão.
(Por falar nisso: cadê o Fernando Henrique ? Não vai segurar a alça do caixão ?)
Essa poderia ser uma discussão interessante, em torno de candidatos e personagens da Classe C.
Mas, o jornal nacional preferiu fazer uma tournée aero-rocambolesca para mostrar o que o Brasil tem de pior.
Um esgoto sanitário em cada esquina.
Bom mesmo, que este ordinário blogueiro tenha visto, o jornal nacional só achou em … onde ?, amigo navegante ?
Em São Paulo !
Em Lençóis Paulista …
O PiG (*) e a Globo poderiam falar do “verdismo” da Marina.
Como fez o meu amigo Mauro Santayana: a candidata de duas caras.
Pela frente, a pobrinha que anda num jato de US$ 50 milhões.
Por trás, os americanos e o James Cameron.
Como foi a jestão da Marina no Ministério ?
Um desastre ecológico, uma British Petroleum.
Além de traíra, ela é uma péssima administradora.
Como aquele outro traíra, o Cristovão Buarque, que foi mandado embora a tempo de salvar o programa educacional do Lula.
Por que a urubóloga Miriam Leitão acusava a Marina Ministra de desmatar o Brasil e, depois, viu nela uma cruza de Joana D’Arc com Angelina Jolie ?
Clique aqui para ler “Lucia Hippolito vota na Marina. Por que a Globo trocou de candidato ?”.
(Este post chega a dizer – que absurdo ! – que as eleitoras da Marina usam Kelly bag com sandália haviana verde !
Quá, quá, quá !)
A Dilma será a primeira mulher presidente da Brasil.
A Dilma será o primeiro presidente que é da primeira geração de imigrantes.
A Dilma será a primeira presidente que lutou na clandestinidade – e se orgulha disso ! – contra o regime militar.
E, muito importante, como ressalta o sábio Fernando Lyra – a Dilma se elege FORA da política partidária: ela nunca foi eleita para cargo nenhum.
Ela é uma renovação, nesse sentido também.
E o jornal nacional adora “pesquisa”.
O jornal nacional de sábado e a sucessão de DUAS  “pesquisas” por estado, com “margens de erro” que engolem tudo (manipulação, despudor, imprecisão técnica etc etc ), são reflexo de uma eleição sem política.
O jornal nacional trata a eleição – como tentou fazer do Brasil, na tournée aero-rocambolesca – como se fosse um aterro sanitário.
Onde nada germina.
O jornal nacional vai ver o que germina hoje à noite.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

jornal nacional pensa que o Brasil é um aterro sanitário | Conversa Afiada

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Golpe, Capítulo 995: como o jn vai usar o Datafalha

Conversa Afiada:
Publicado em 28/09/2010

Na foto, a Marina dos pobres

Registre-se, em primeiro lugar, que a Bláblárina Silva é colonista (*) da Folha (**).
(O Gabeira, também, mas deixou de ser chic citar o Gabeira, coitado.)
Clique aqui para ler “Por que a Globo trocou o Serra pela Marina – ou a escolha de Lucia”.
Este Conversa Afiada já apresentou um “Manual do Golpe, ou a testemunha bomba do Ali Kamel”.
A primeira fase desta etapa final do Golpe, em sua 995ª. versão, é a manipulação do Globope e do Datafalha.
Saiu hoje, na primeira página, o Datafalha que jornal nacional utilizará para tentar levar a eleição para o segundo turno.
O Datafalha, já se sabe, está fora da curva das pesquisas.
O Datafalha tem problemas de amostra.
O Datafalha entrevista mais eleitores do Serra do que da Dilma.
Entrevista por telefone.
E há duvidas sobre se entrevista os eleitores ou se os submete a uma sessão de tortura.
O Datafalha anabolizou o Serra até onde pode, ajudou a destruir a candidatura presidencial do Aécio, e, só depois, sob a pressão da Vox e da Sensus, entrou “na linha”.
O Datafalha volta hoje a sair da “da linha”.
Ele não tem nada a ver com o que diz, todo dia, o tracking da Vox.
(Ou seja, Dilma tem 49 contra 37, soma da jenio com Bláblárina…)
Mas, isso não tem importância.
O Datafalha não é para medir a intenção do eleitor.
O Datafalha é para municiar o jornal nacional do Ali Kamel.
E para dar o Golpe.
Como dizia o Caetano, antes de trabalhar para a Globo: assisto ao jornal nacional não para saber o que aconteceu, mas para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu.
Agora, é tudo ou nada !
Levar a eleição para o segundo turno e, lá, como Lázaro, o jenio ressuscitar.
O interessante na “pesquisa” do Datafalha é que o jenio, “a elite da elite”, transformou-se num ser inanimado.
Clique aqui para ler “E diziam que ele ia virar nos debates”.
O Datafalha registra a fantástica experiência de uma “onda verde”, sob a liderança de uma candidata que não consegue articular três idéias além do óbvio, a Bláblárina Silva.
Um Tiririca de rico.
Será, como diz o amigo navegante, a “candidata laranja”: se levar a eleição para o segundo turno, quem disputa é outro.
O Datafalha registra hoje um fenômeno inaudito, se comparado com o que acabou de dizer o Marcos Coimbra, da Vox, para quem a “Dilma vence de Norte a Sul, de Leste a Oeste”:

Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.

Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais.

As pesquisas dão a Dilma vantagem em todos os segmentos socioeconômicos relevantes. É a preferida de mulheres e homens (sepultando bobagens como as que ouvimos sobre as dificuldades que teria para conquistar o voto feminino), de jovens e velhos, de negros e brancos. Está na frente entre católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de religiões afro-brasileiras.

Vence entre pobres, na classe média e entre os ricos (embora fique atrás de Serra entre os muito ricos). Lidera entre beneficiários do Bolsa Família e entre quem não recebe qualquer benefício do governo. Analfabetos e pessoas que estudaram, do primário à universidade, votam majoritariamente nela.

Ou seja, o Datafalha desta terça feira, no Capitulo 995º. do Golpe do PiG (***) é a última versão da ficha falsa da Dilma.
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: amiga navegante (muito inteligente) Marilia envia trecho de artigo de João Quartim de Moraes, professor universitário, pesquisador do marxismo e analista político:  

De caso pensado (porque bobos não são), os donos dos jornais e os plumitivos a seu serviço confundem o poder de imprimir com a liberdade de expressão. Nos jornais em que eles mandam, só se escreve o que eles deixam, só se expressa o que eles permitem. As “notícias” que divulgam são tão manipuladas quanto a escolha de seus articulistas e colunistas. A maioria destes defende compactamente, alguns agressivamente, o ponto de vista e os interesses da direita liberal/pró-imperialista. Como porém a importância de um jornal está diretamente relacionada com o número de seus leitores, os magnatas da mediática “abrem espaço” para opiniões diferentes, persuadindo os ingênuos de que são “pluralistas”. Entre os colaboradores mais ou menos (em geral mais para menos do que para mais) “alternativos” figuram dois políticos defensores do verde: F. Gabeira e Marina Silva, articulistas da Folha dita branda.

Mas o apoio unânime que Marina tem recebido por parte do cartel mediático não há de ser principalmente motivado pelo desejo de proteger os micos-leões dourados, lobos-guará e outras espécies em extinção. Mesmo porque ela é, como dizem os gringos, “only the second best” da direita bicéfala (PSDEMB). O problema é que o candidato desta, “the first best”, continua sem fôlego para subir a serra de um eventual 2º turno; a última esperança da direita é que a candidata da “onda verde” arranque uns pontinhos suficientes para deixar Dilma aquém de 50,01% dos votos válidos, impedindo-a de ser eleita logo no primeiro turno.

Em tempo 2: a propósito da “queda da Dilma, para o Datafalha:

Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial – Dia das Crianças 2010

Menor desemprego, maior renda e crédito levam o varejo a apostar no melhor Dia das Crianças dos últimos 6 anos, mostra Serasa Experian

Pesquisa com 1.007 executivos do varejo, realizada de 8 a 15 de setembro, aponta o otimismo do setor com Dia das Crianças 2010; pequenas empresas estão menos otimistas

São Paulo, 28 de setembro de 2010 – A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial para o Dia das Crianças 2010 mostra que os varejistas brasileiros estão entusiasmados com a data. São 57% dos entrevistados que acreditam no aumento do faturamento de seu negócio nesta data de 2010, na comparação com 2009. É a maior parcela desde o início da pesquisa em 2005. No Dia das Crianças 2009, havia 49% de empresários otimistas.

Neste ano, as grandes empresas do varejo estão capitaneando as opiniões positivas, de acordo com 76% de seus empresários. Nas médias empresas, são 66% e nas pequenas 54%.

Na análise regional, o Nordeste tem um otimismo destacado. 72% de seus varejistas acham que vão ampliar seu faturamento no Dia das Crianças 2010 em relação à mesma data de 2009.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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sábado, 25 de setembro de 2010

Kamel, o futuro do Brasil está em suas mãos

Conversa Afiada:
em 25/09/2010

Kamel tem um encontro marcado com a História

Aparentemente, esgotou-se o acervo de detritos de maré baixa da Veja.
A capa dessa semana é uma defesa do Golpe do PiG (*).
Este ordinário blogueiro não ousou abrir a capa de plástico.
E explicou aos frequentadores da banca que fica em frente à padaria Aracaju, em Higienópolis, São Paulo, que ao manusear as páginas da Veja é possível contrair doenças terminais de pele.
O notável desta edição – uma das últimas deste periódico – é que ele não tem mais a propriedade de dar o Golpe antes da eleição.
(Perguntava o Brizola, o avô: quantos passaportes tem o sr. Civita ?)
Resta ao Golpe do PiG (*) o jornal nacional da véspera da eleição.
O jornal nacional da véspera da eleição já produziu uma memorável edição do debate entre Collor e Lula, acompanhada de um editorial inesquecível de Alexandre Maluf Garcia.
Na véspera de outra eleição, Ali Kamel ignorou a tragédia da Gol para não desarmar a paginação do jornal nacional que levou para o segundo turno a eleição entre Alckmin e Lula.
Clique aqui para ler “O primeiro Golpe já houve, falta o segundo”.
No dia 1º de outubro, Ali Kamel terá um encontro com a História.
Detonar a bala de prata e, de um só Golpe, atravessar o coração de Lula e da Dilma.
O Alexandre, o casal 45, o Waack, a Mônica, a urubóloga, o Jabor, e agora a nova estrela do firmamento Golpista, o Merval, eles não conseguiram o que só o Ali Kamel pode conseguir.
Como se diz no mictório da padaria: Ali Kamel, o futuro do Brasil está em suas mãos.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Altamiro Borges: Manchetes que viram propaganda eleitoral

Blog do Miro:
sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Manchetes que viram propaganda eleitoral

Reproduzo artigo de Ricardo Kotscho, publicado no blog Balaio do Kotscho:
Pelos comentários que leio diariamente aqui, os leitores estão cada vez mais indignados com o comportamento da grande imprensa brasileira na cobertura da campanha eleitoral de 2010. Um exemplo que resume a bronca da maioria é a mensagem enviada às 14h06 desta quinta-feira pelo leitor Eduardo Bonfim, pedindo que eu me manifeste sobre o assunto:
“Prezado Ricardo Kotscho
Sou fã do seu blog. Gostaria que você escrevesse um artigo sobre a propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional (JN no Ar) todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”

Sim, meu caro Eduardo, esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado JN no Ar, por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher… Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.
Na outra metade do programa tucano, em tabelinha com os principais veículos de comunicação do país, são apresentadas as manchetes dos jornais e revistas com denúncias contra a candidata Dilma Rousseff, o governo Lula e o PT, numa sucessão de escândalos sem fim até o dia de disparar a tal “bala de prata”.
Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.
O esquema é sempre o mesmo: no sábado, a revista Veja lança uma nova denúncia, que repercute no JN de sábado e nos jornalões de domingo, avançando pelos dias seguintes. A partir daí, começa uma gincana para ver quem acrescenta novos ingredientes ao escândalo, não importa que os denunciantes tenham acabado de sair da cadeia ou fujam do país em seguida. Vale tudo.
Como apenas 1,5 milhão de brasileiros lê jornal diariamente, num universo de 135 milhões de eleitores, ou seja, o que é quase nada, e a maioria destes leitores já tem posição política firmada e candidato escolhido, reproduzir as manchetes e o noticiário dos impressos na televisão, seja no telejornal de maior audiência ou no horário de propaganda eleitoral, é fundamental para atingir o objetivo comum: levar o candidato da oposição ao segundo turno, como aconteceu em 2006.
À medida em que o tempo passa e nada se altera nas pesquisas, que indicam a vitória de Dilma no primeiro turno, o desespero e a radicalização aumentam. Engana-se, porém, quem pensar que o eleitorado não está sacando tudo. Basta ler os comentários publicados nos diferentes espaços da internet _ este novo meio que a população vem utilizando mais a cada dia, para deixar de ser um agente passivo no mundo da informação e poder formar a sua própria opinião.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Das notícias que o JN omite (1)

Do Viomundo:
10 de setembro de 2010 às 18:14

Classe média alcança metade da população de todo o País

Cerca de 3,1 milhões de pessoas das classes D e E migraram para o segmento C entre 2008 e 2009

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro | 10/09/2010

Pela primeira vez na história do País mais da metade da população de todo o território nacional passou a compor a classe média. Cerca de 3,1 milhões de pessoas das classes D e E migraram para o segmento C entre 2008 e 2009. Com isso, 94,9 milhões de pessoas compunham a classe média no ano passado, num total de 50,5% da população. Em 2008, o percentual era de 49,2%.

As informações constam da pesquisa A Nova Classe Média: o Lado Brilhante dos Pobres, do Centro de Estudos Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A entidade considera a classe C famílias com renda mensal de R$1.126 a R$4.854; classe B de R$4.854 a R$6.229, e no topo da pirâmide social (classe A) rendimentos acima deste valor.

“A classe média era um pouco mais de 1/3 (37%) da população há apenas oito anos. Agora ela é metade da população. 2009 definitivamente não foi um ano de crise nas estatísticas sociais”, afirmou o autor da pesquisa, Marcelo Neri, chefe do Centro de Estudos Sociais da Fundação Getúlio Vargas.

Pesquisas anteriores baseadas em dados das maiores capitais brasileiras já mostravam o crescimento da classe média num ritmo acelerado. Mas é a primeira vez que a FGV capta uma classe média com mais de 50% da população a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Até então isso só havia ocorrido nas seis metrópoles investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

A pobreza, representada pela classe E com 28,8 milhões de pessoas, recuou 4,34% em plena crise. Um milhão de pessoas cruzaram a linha da miséria em 2009. A classe D, com renda mensal familiar de R$ 705 a R$ 1.126, por sua vez, encolheu 3%.

Também alargaram espaço na pirâmide social as classes B (3,49%) e a A (0,18%). A transferência dos mais pobres para os extratos de renda mais abastados da pirâmide retrata, segundo Neri, crescimento econômico combinado com distribuição de renda.

Se por um lado o Produto Interno Bruto (PIB) não cresceu em 2009, a renda média do trabalhador brasileiro ficou 2% maior. Acontece que as Contas Nacionais, que resultam no cálculo do PIB, consideram o setor externo na hora de medir o conjunto de riquezas do País. A economia dependente do setor externo foi mal, mas a demanda doméstica e outras variáveis ligadas ao mercado interno continuaram crescendo.

Segundo o pesquisador, o movimento de ampliação da classe média é sustentável tanto pelo pontencial de geração de renda quanto pela capacidade cada vez maior de consumo dos brasileiros. Ainda segundo Neri, o potencial de consumo aumentou 22,6%, entre 2003 e 2008, enquanto a capacidade de geração de renda subiu 31,2%.

29 milhões em seis anos

Num balanço dos últimos seis anos, a pesquisa mostra que 29 milhões engrossaram a classe média, o que equivale a um crescimento de 34,3%. Para a classe AB, no mesmo período, migraram 6,6 milhões, num salto de 39,6%. E as classes menos favorecidas encolheram, refletindo diretamente a redução da miséria. Cerca de 20,5 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, segundo a linha estimada em cerca de R$ 144 pela FGV.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

No deserto jornalístico de Kamel, bebê deixa Serra falando sozinho | Viomundo - O que você não vê na mídia

10 de setembro de 2010 às 0:33

por Luiz Carlos Azenha

Gastei meia hora de meu precioso tempo noturno, ontem, para testemunhar ao vivo o Jornal Nacional.

Teve a leveza e a graça de uma autópsia.

O Jornal Nacional faz de conta que não estamos às vésperas de uma eleição histórica. Para o JN, o Brasil é um grande cenário, onde as estrelas da Globo são os protagonistas. Elas cortam os céus a jato, se protegem da chuva na cabine e usam o povo como coadjuvante para suas grandes descobertas: potiguar, sei agora, é comedor de camarão.

Higienicamente separados da cobertura política por um bloco inteiro de notícias, os artistas da Globo preocupados com a eleição não se misturam com a política partidária, que isso é coisa de bandido.

O bloco de cobertura de eleições é o bloco policial do JN.

A polícia paulista mostra serviço apurando a quebra de sigilo fiscal, que é o centro da cobertura “política” da Globo. Em seguida, os candidatos são usados como meros coadjuvantes para fazer jogo-de-cena no roteiro de Ali Kamel.

Falam José Serra e Marina Silva, martelando tudo o que já disseram dezenas de vezes ao longo dos últimos dias. Por último, Plínio de Arruda Sampaio dá seu recado de alguns segundos. É a “democracia”, versão JN.

Essa paródia jornalística nos é apresentada como “jornalismo imparcial”.

Com o cuidado de omitir toda e qualquer informação que possa jogar alguma luz sobre o momento. Ontem foi um dia especialmente farto em números da economia: as vendas de cimento cresceram 14,6% de janeiro a agosto; as vendas de material de construção devem crescer 11% em 2010; “Um milhão de brasileiros deixam a pobreza mesmo com a crise”, diz a FGV; Caixa Econômica Federal vai emprestar 70 bilhões em 2010 para a habitação, diz o G1. E por aí vai.

Mas, presumivelmente para não ajudar a candidata do governo, o JN simplesmente suspendeu as “notícias boas” — como, aliás, já fez em 2006 (Marco Aurélio Mello, então editor de Economia do JN na praça econômica mais importante do Brasil, recebeu ordens do Rio de Janeiro para “tirar o pé”).

Ou seja, se de fato Dilma Rousseff vencer pela margem que se imagina que vá vencer, em primeiro turno, o público cativo do JN certamente será pego de surpresa.

Seria exagero imaginar que Ali Kamel criou esse deserto jornalístico noturno apenas para ver brilhar a flor da indignação ensaiada de José Serra.

Hoje, ainda sem falar uma palavra, o neto da Dilma roubou a cena. Foi a “notícia política” da noite.

Além de conhecê-lo, nessa meia hora fiquei sabendo que o Ernesto Paglia gosta de comer camarões, que o sorteio do destino do jatinho é “honesto” e que a proposta do Serra… qual é mesmo a proposta do Serra?

No deserto jornalístico de Kamel, bebê deixa Serra falando sozinho | Viomundo - O que você não vê na mídia

domingo, 5 de setembro de 2010

Jornalista em "off" exala mau cheiro vindo do Jornal Nacional

Os Amigos do Presidente Lula:
sábado, 4 de setembro de 2010

Fonte em "off" é comum em jornalismo... Mas a emissora esconder a própria equipe de produção que obteve uma informação oficial, exala forte mau cheiro de coisa errada.

O Jornal Nacional da TV Globo de ontem, trocou email com a assessoria de comunicação do TRE-SP.

O TRE-SP prestou uma informação no mínimo temerosa, ao afirmar a situação de "filiado" ao PT de contabilista Antônio Carlos Atella Ferreira:
Afirmou que a situação de filiação partidária é excluído, significa que a anotação de filiação foi excluída do cadastro de eleitores, não significa desfiliação, apenas havia algum dado divergente que o partido não corrigiu.
O senhor Antônio filiou-se em 20 de outubro de 2003 ao Partido dos Trabalhadores, no município de Mauá, São Paulo, na zona eleitoral de número 217. A data de exclusão é 21 de novembro de 2009.

A nota mais confunde do que esclarece. Por que não informar qual dado divergente, como fez o PT-SP, hoje? E por que não informar a real situação como elucida a nota do PT-SP?
Do texto tortuoso do email divulgado no JN, o que entendi é que registro de filiação no nunca foi aceito na Justiça Eleitoral. Tinha pendências a serem regularizadas, e como não foram, foi excluído. Portanto, Atella Ferreira não poderia exercer qualquer atividade partidária formal como membro do partido perante a justiça eleitoral, enquanto não regularizasse seu registro.
A informação tortuosa prestada pelo TRE-SP, apesar de ter pouca relevância sem estar acompanhada de outros fatos, foi combustível para o noticiário incendiar o assunto através de ilações e manchetes maliciosas, que... tcham... tcham... tcham... foram usadas no programa eleitoral da TV de José Serra (PSDB), na tarde deste sábado, como a simples filiação fosse prova de cumplicidade.

Resumindo: a nota do TRE-SP, a forma que o JN divulgou, e as manchetes que foram produzidas, formaram um conjunto para alimentar o factóide que interessava à campanha de José Serra (PSDB), usando a malandragem do "quem conta um conto, aumenta um ponto".
É óbvio que o TRE-SP não é responsável pelo uso que fazem das informações de seus e-mails. O PIG (imprensa golpista) deturpa qualquer coisa que recebe em mãos ao seu bel prazer. Mas, como diz o ditado, "a mulher de Cesar não basta ser honesta, tem que parecer honesta".
E o que ficou muito esquisito nesta história, é o JN apagar o email de quem consulta ao TRE-SP (ver a seta vermelha na primeira figura acima).
A consulta, mesmo feita por email, é de natureza pública. Não há nada de sigiloso. Não existe nenhum motivo para um órgão de imprensa ocultar um e-mail corporativo, de trabalho, nestas circunstâncias.
A ocultação desse e-mail, aliado ao uso que foi feito da informação, depõe contra a emissora e coloca a Assessoria de Comunicação do TSE em uma saia justa, como se houvesse algum tipo de relação clandestina, com fontes "em off", ou de ação previamente combinada.
Já que a TV Globo não divulgou com transparência a origem do email, cabe ao TRE-SP divulgá-lo, além da íntegra do texto, sem o filtro do Jornal Nacional, para não pairar dúvidas de haver coisas combinadas por trás daquela troca de mensagens.

Os Amigos do Presidente Lula: Jornalista em "off" exala mau cheiro vindo do Jornal Nacional

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O crack, a campanha e a realidade paulista | Viomundo - O que você não vê na mídia

27 de agosto de 2010 às 10:37

O crack, a campanha e a realidade paulista

por Luiz Carlos Azenha
Será que aquele jatinho do Jornal Nacional vai pousar em Congonhas e visitar o centro de São Paulo?
Se for, encontrará este cenário na chamada cracolândia:



No entanto, quem não mora em São Paulo — ou quem mora e nunca passou pela cracolândia — fica imaginando que aqui o problema foi resolvido e que os tucanos pretendem “exportar” uma solução paulista para outros lugares do Brasil.
A cracolândia no centro de São Paulo, diga-se, não é um fenômeno novo, que não pudesse ter sido enfrentado com uma solução criativa. É bom saber que pelo menos agora tem gente despertando para o problema.
Do Diário de Pernambuco:
26/08/2010 | 20h58
Monica Serra aposta na simpatia para conquistar eleitores para o marido
A simpatia de Monica Serra contrastou com o comportamento geralmente sizudo do marido, o presidenciável tucano José Serra. Em visita ao Recife, hoje, Monica encontrou lideranças comunitárias no Clube das Pás e desfilou com chapéu de palha com a bandeira de Pernambuco, que recebeu de presente da artesã Rose Presbítero.
Ao falar sobre o combate ao crack, uma das bandeiras da campanha do marido, Monica defendeu a criação de clínicas especializadas no serviço público de saúde. “O tratamento, hoje, só existe em clínicas particulares”, declarou.
A esposa de Serra aproveitou a visita para condenar a violação de sigilo de quatro pessoas do PSDB ligadas a Serra. “Isso é caso de polícia. Se nada for feito, estamos numa ditadura”, afirmou.
Monica também defendeu o Bolsa Família e afirmou que o programa foi derivado de um projeto semelhante desenvolvido na gestão de Fernando Henrique Cardoso como presidente da República. Ela reforçou o discurso do marido, que diz que vai dobrar o valor destinado ao programa.
Pela manhã, Monica visitou a ONG Casa de Passagem, a Fundação Altino Ventura e a Casa da Cultura.
Do Zero Hora:
Eleições | 23/08/2010
Serra quer criar clínicas para dependentes químicos
Em Sorocaba, candidato tucano afirmou que fará mudanças em pedágios federais
Candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta segunda-feira que, caso seja eleito, vai criar clínicas para tratamento de dependentes químicos, viciados em drogas e álcool.
Segundo Serra, o combate às drogas é um assunto fundamental para o país.
— O crack no Brasil de hoje é uma verdadeira desgraça. Tem que ser combatida a entrada de cocaína pelas fronteiras, coisa que o governo federal não fez adequadamente. Tem que ser combatido o tráfico e tem que ter um processo educacional para afastar a juventude das drogas — defendeu o candidato, após participar de uma caminhada de pouco mais de uma hora pelas ruas do centro da cidade de Sorocaba, a 90 quilômetros da capital.
Serra também afirmou que fará mudanças nos pedágios federais:
— Os pedágios federais hoje são inclusive uma fraude. Não tiveram investimento nenhum nas rodovias federais — afirmou.
PS: As fotos foram tiradas por colaboradores do blog que não querem se identificar.
O crack, a campanha e a realidade paulista | Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A TV Globo não mostra o caos na saúde em São Paulo

Do Blog da Dilma13
quarta-feira, 18 de agosto de 2010

* Celso Jardim

Por falta de anestésicos as parturientes do SUS atendidas nas unidades de saúde do estado paulista sofrem dores na hora do parto, o que poderia ser evitado se houvesse medicamentos a disposição dos médicos.

Mais um fato negativo da política de saúde do governo paulista, a falta de anestésicos nas unidades de saúde aos usuários do SUS do Estado de São Paulo. Informações mostradas por parte da imprensa, que insiste em não ver o que está em baixo dos olhos, ou das lentes das máquinas fotográficas, e que os servidores da saúde já sabiam e denunciam há muito tempo.

Especialistas e representantes de entidades de classe criticam a falta de anestesia em partos nos hospitais estaduais, municipais e filantrópicos que operam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.

Um documento produzido pela Secretaria Estadual de Saúde, com base na opinião dos usuários do SUS, aponta que 24% das entrevistadas enfrentaram o trabalho de parto tomando a anestesia (raqui ou peridural) nas costas, 18,6% anestesia local, 14% banho morno e 42,8% remédios.

A presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo, Desiré Callegari, acredita que o número (24%) de pacientes que tomaram a anestesia nas costas é baixo, mesmo considerando que uma grande parte dos partos feitos no SUS é realizada sem cirurgia abdominal.

Hoje, todas as mulheres devem ter o direito de não sentir dor, mesmo no parto normal. Se a pessoa toma anestesia para arrancar um dente, deve ter essa opção na hora de ter um filho.

Um consenso médico, “E todos sabemos que existe um percentual menor de opção pela anestesia correta no SUS”, declarou dirigente do conselho estadual e federal de Medicina.

A tendência da medicina moderna é fazer a anestesia nas costas em todas as cirurgias. Há, sim, casos em que a anestesia não é indicada. Mas, no geral, a recomendação é que seja aplicada a chamada raquidiana ou peridural.

São duas as principais causas para o problema. Primeiro inclusive por falta de orientação, as grávidas muitas vezes chegam ao hospital já em um estágio avançado para ter o bebê.

É “vergonhoso” o fato de que 42,8% das pacientes entrevistadas na pesquisa tomaram apenas remédios para aliviar a dor (no caso dos partos normais).

“Os remédios injetados via endovenosa ou intramuscular atingem a circulação rapidamente, o que pode aumentar a exposição materna e fetal pela medicação”, diz a chefe de Anestesia do hospital Santa Joana e chefe do serviço de Anestesia Obstétrica da maternidade Pró-Matre.

Como ela indica, tomar remédios e não uma anestesia (raqui ou peridural) deveria ser limitada a um grupo muito pequeno de mulheres, como as que têm problemas de coagulação.

Deveria ser a técnica de exceção e não de rotina.

Na rede privada, 95% das mulheres dão a luz com anestesia nas costas. Toda mulher tem o direito de ter um parto sem dor. E hoje as técnicas permitem que as dores no parto normal sejam diminuídas sem nenhum tipo de prejuízo para as contrações.

O programa de propaganda eleitoral de José Serra de ontem foi focado em saúde e o JN da Globo em dobradinha com Serra falou de uma das grandes preocupações do brasileiros, é o atendimento a saúde. Esqueceram de mostrar que parturientes dão a luz sem anestesia nos hospitais de São Paulo por falta de anestésicos.

http://dilma13.blogspot.com/2010/08/tv-globo-nao-mostra-o-caos-na-saude-em.html#axzz0x0u3ibMP

Jornal Nacional e sua luta incansável para eleger Serra

Os Amigos do Presidente Lula:
quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ontem no  "Jornal Nacional", "Na série sobre as preocupações dos cidadãos: Por que a saúde é a maior de todas?". Na longa reportagem, "o governo relata avanços, mas 41% dos cidadãos escolheram a área como a que mais preocupa diz a repóter"

Quanta "coincidência!"

No programa eleitoral do candidato tucano, também na noite de ontem, o tema foi único foi....a saúde!.

Fico com o "Economist"

O jornal Inglês, "Economist" também viu a propaganda do Serra, e escreveu: "Mas a inadequação de Serra no palco eleitoral se mostrou incontornável. No dizer da "Economist", antecipando-se à sua "apresentação", "ele aparenta ser insípido, exceto quando sorri, quando parece assustador"...Parece que só a Globo acha o Serra lindo.

Os Amigos do Presidente Lula: Jornal Nacional e sua luta incansável para eleger Serra

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dilma: por que o Serra não sobe na garupa do FHC ? | Conversa Afiada

Publicado em 12/08/2010


Um foge do outro

Saiu na Folha:

Serra não pode estar na garupa de FHC porque é até covardia, afirma Dilma
LUIZA BANDEIRA
ENVIADA ESPECIAL A FLORIANÓPOLIS
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, rebateu nesta quinta-feira (12) as críticas de seu adversário José Serra (PSDB) de que um presidente não pode governar “na garupa”.
Serra fez as declarações em entrevista dada ontem ao “Jornal Nacional”, fazendo alusão à dependência de Dilma em relação ao presidente Lula. “O próximo presidente vai ter de governar e não pode ir na garupa”, disse Serra, na Rede Globo.
Em resposta, Dilma afirmou que Serra tem “medo” de comparar os desempenhos de Fernando Henrique Cardoso e Lula.
“O meu adversário tem um medo enorme da comparação entre o governo dele, que é o do FHC, e do meu, que é do presidente Lula. Ele não pode estar na garupa do presidente FHC, porque aí é até uma covardia.”
Dilma afirmou ainda que “tem orgulho” do presidente Lula e o considera um presidente “muito forte, que mudou o Brasil”.

(…)

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Cloaca News: ZÉ CHIRICO NO JORNAL NACIONAL

 

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ZÉ CHIRICO NO JORNAL NACIONAL


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Postado por Cloaca News às 08:26:00

Cloaca News: ZÉ CHIRICO NO JORNAL NACIONAL