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quarta-feira, 9 de março de 2011

WikiLeaks e o sanatório geral da campanha de 2010

 

Serra se cercou de um conjunto de jornalistas, para jornalistas, políticos sem conhecimento mínimo sobre o jogo político, meros torcedores sem capacidade de análise prospectiva, sem discernimento para entender sua (do Serra) própria incapacidade analítica, e, com eles, criou um mundo virtual. Machado de Assis se esbaldaria com essa versão contemporânea de "O alienista". – Luis Nassif

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WikiLeaks e o sanatório geral da campanha de 2010

Enviado por luisnassif, qua, 09/03/2011 - 15:17

Os novos documentos do WikiLeaks, sobre as eleições de 2010, mostram o enorme despreparo do corpo diplomático norte-americano em acessar as fontes corretas.

Os diplomatas se deixaram envolver pelo coro da velha mídia como um leitor classe média desinformado.  Nenhuma visão estratégica, nenhuma discernimento para separar torcida de análise e a inacreditável ingenuidade de considerar Diogo Mainardi como “renomado colunista político” – apenas um repassador de recados e de dossiês de Serra, utilizado por ele para atacar inimigos e jornalistas.

Mas dá uma boa ideia de como a vontade se impõe sobre os fatos e gera erros rotundos de análise.

Até agora é o melhor documento sobre a loucura que tomou conta da velha mídia, indo comer nas mãos de Serra. Uma fantasia na qual se meteu uma dúzia de jornalistas, julgando que com seus veículos à mão - em uma fase de transição em quase todos eles - se tornariam os novos donos do Brasil.

Serra se cercou de um conjunto de jornalistas, para jornalistas, políticos sem conhecimento mínimo sobre o jogo político, meros torcedores sem capacidade de análise prospectiva, sem discernimento para entender sua (do Serra) própria incapacidade analítica, e, com eles, criou um mundo virtual. Machado de Assis se esbaldaria com essa versão contemporânea de "O alienista".

Quando se deu conta de que os fatos não batiam com as análises, a corte de Serra passou a espancar os fatos resultando na campanha jornalística mais irracional da história recente do país. Só restaram escândalos diários para suprir os erros de análise.

Em seu “Ciência e Demência” Olavo de Carvalho traça um cenário clássico desse tipo de piração coletiva de intelectuais  e subintelectuais, quando os fatos teimam em desmentir suas teses. Por não pode abrir mão da teoria - porque ela os consagrou - passam a desenvolver teses para provar que os fatos não existem, são meras alucinações.

Por exemplo, Serra – cuja incapacidade de análise política hoje em dia é uma unanimidade (especialmente no seu partido) – diz a Mainardi, durante um almoço, que Marina Silva seria a vice de seus sonhos, porque tem uma história bonita como a de Lula. Pronto. A embaixada informa que Mainardi reproduziu todos os argumentos de Serra em sua coluna na Veja – aliás, foi um dos pontos ridículos da campanha, na qual um colunista sem familiaridade com a política recebe a receita do bolo de Serra e se propõe a ser o padrinho de uma chapa presidencial impossível. Era o poder que emanava de quem considerava estar falando com Deus.

Desde meados de 2009, qualquer analista político competente sabia que Aécio jamais aceitaria ser vice de Serra. Esse quadro ficou óbvio em dezembro, quando Aécio anunciou oficialmente sua desistência de qualquer tentativa de impor seu nome – a presidente ou a vice – e  lançou sua campanha para senador. Ainda se poderia acreditar nele para presidente, jamais para vice de seu verdugo.

No entanto, a embaixada se baseia em “insiders” – Mainardi e Merval Pereira (!) – para sustentar que Aécio aceitaria ser vice, sim.  Aécio anuncia formalmente estar fora da disputa. Mas a embaixada, em conversa com o notável analista político Mainardi, sustenta que ele irá aguardar até... março para aceitar a indicação para vice.

Qual a outra grande fonte da embaixada que confirma a informação? O delegado Marcelo Itagiba, claro. No início de 2010, também garantiu que Aécio terminaria vice de Serra. O brilhante Itagiba é mais contundente: se Aécio perceber que a vitória de Serra não está assegurada, aí ele aceitará ser o vice. Só um completo alienado poderia supor um Aécio indo para o sacrifício por Serra.

Ou seja, um conjunto de pessoas intimamente ligadas a Serra, despidas de qualquer capacidade mais profunda de análise, comendo na mão de Serra e tratando como análises definitivas o que não passava de sonhos desconjuntados e impossíveis do próprio Serra. E essa loucura tornou-se o fio condutor da cobertura da velha mídia.

Por aí dá para entender a maluquice da velha mídia de jogar todas suas fichas no desastre político de Serra. Eles acreditavam piamente no que escreviam sobre as possibilidades de Serra porque só no final da campanha perceberam que estavam nas mãos de um alienado.

Muitas vezes escrevi como esse desequilíbrio da informação era um dos principais fatores do custo Brasil, por conduzir a erros decisões empresariais e políticas. No episódio em si, as maiores vítimas foram os próprios jornais.

Quando sai das fontes midiáticas e passa a falar com deputados, como Otávio Leite Rio (PSDB-RJ) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) os relatos ganham um pouco mais de consistência. Eles mostram a quase impossibilidade de Aécio aceitar a vice candidatura ou de Marina apoiar Serra no segundo turno.

Mais posts sobre o WikiLeaks:

No Blog Gonzum

No Maria Frô

imagem: da adaptação em quadrinhos de "O Alienista" de Machado de Assis, feita por Gabriel Bá e Fábio Moon.

domingo, 28 de novembro de 2010

Ministro Celso Amorim na lista de 'pensadores globais'

Os Amigos do Presidente Lula
domingo, 28 de novembro de 2010

Revista 'Foregin Policy' inclui Celso Amorim em lista de 'pensadores globais' de 2010

A lista dos cem "pensadores globais" mais importantes do mundo segundo a prestigiosa revista internacional "Foregin Policy" aponta o ministro brasileiro das Relações Exteriores Celso Amorim como o 6º lugar do seu ranking. A lista completa, que sai na edição de dezembro da publicação, foi divulgada neste domingo (28) no site da revista.Veja a lista completa no site da revista, em inglês
Segundo a "FP", Amorim se esforçou para transformar o Brasil em uma potência internacional sem seguir cegamente o governo dos Estados Unidos nem romper com os americanos como fizeram outros governos de esquerda. A participação dele na negociação com o Irã, diz, "colocou o Brasil no mapa".
"Sob a liderança de Amorim, o Brasil abraçou entusiasticamente a aliança dos BRIC, com Rússia, Índia e China, que ele acha que tem o poder de 'redefinir a governabilidade mundial'".
A revista trouxe ainda uma longa entrevista com o ministro brasileiro.
A lista completa dos pensadores ainda cita a candidata derrotada à Presidência Marina Silva, mencionada em 32º lugar junto a outros líderes de partidos verdes.

Os Amigos do Presidente Lula: Revista 'Foregin Policy' inclui Celso Amorim em lista de 'pensadores globais' de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A internet foi decisiva na eleição

Blog do Miro
Altamiro Borges
quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Reproduzo artigo de Lia Segre, publicado no Observatório do Direito à Comunicação:
Especialistas em internet que estiveram à frente das campanhas presidenciais mais votadas acreditam que a internet foi essencial para o desenrolar das eleições. Sem ela não teria acontecido segundo turno, acredita Caio Túlio Costa, jornalista, consultor de novas mídias e coordenador de campanha de Marina Silva (PV). A internet possibilitou a criação de um novo polo formador de opinião, diz Marcelo Branco, ativista pela liberdade do conhecimento – como se define - e coordenador da campanha de Dilma Roussef (PT) nas mídias sociais.
Participantes discutem mídias sociais e jornalismo. Foto: Divulgação“Pela primeira vez temos um terceiro bloco formador de opinião. Os blocos tradicionais sempre foram os partidos e candidatos e, do outro lado, a imprensa. Eles formavam a impressão do leitor”, contou no 4º Seminário Internacional de Jornalismo Online (MediaOn), que aconteceu dias 9, 10 e 11 na capital paulista. Também participou da mesa a coordenadora da campanha online de José Serra (PSDB), ex-vereadora da cidade Soninha Francine.
Caio Túlio acredita que foi a internet que fez Marina Silva atingir 20 milhões de votos – algo que apontou como inédito no país em se tratando de um 3º colocado no pleito. Inicialmente com um desconhecimento de 60% por parte dos eleitores e com apenas 1 min e 23 s na TV contra 12 min de Dilma e 9 min de Serra, montaram estratégia eficiente na internet, com uso intenso de redes sociais dividida em 12 frentes como Blog, Twitter, sistema de arrecadação online entre outros. Esse trabalho levaou a candidatura a arrecadar 170 mil reais, doados por 2 mil pessoas, em 58 dos 242 dias que duraram sua campanha na internet. Caio segmentou os eleitores por rede social: “No Orkut a gente falava com os evangélicos, Facebook falávamos com classe média intelecutalizada, no twitter falamos com vanguarda da internet”.
Marcelo, coordenador de mídias sociais da campanha petista, acredita que a internet dá possibilidade aos eleitores de se expressarem pelas redes sociais, “possibilidade que milhões de pessoas tenham sua expressão e postem isso na internet”, e passaram a influenciar os candidatos. Soninha mencionou que a propaganda eleitoral tem apenas dez minutos, que um panfleto de debates televisivos não conseguem aprofundar temas tanto quanto a internet, onde se pode oferecer mais conteúdo. Para Marcelo, tratou-se de democratização da campanha, ainda que a base social de apoio ao governo do PT sejam os desconectados.
Ao contrário do candidato José Serra, que Marcelo acredita ter tido o apoio da mídia de massas em vozes como as de Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat, na campanha de Dilma as redes sociais pautaram a “mass media”, e não a mídia pautou as redes, como acontecia com o adversário.
Citou como os melhores momentos da campanha online o caso da publicidade da Globo que fazia apologia ao slogan do candidato tucano “O Brasil pode mais”, e quando Lula foi entrevistado no Jornal Nacional. Esses fatos que a princípio pareciam negativos para a campanha, ajudaram quando a emissora se desculpou por insinuar preferência. A capa da Época que “pretendia ser negativa acabou sendo positiva”, e virou material de campanha em camisetas e canecas. Marcelo também lembrou a repercussão no Twitter do “Dilma facts by folha” e o “bola de papel facts”, que ficou pouco mais de um dia no Twitter mundial.
Uma das principais características da campanha que o PT fez online contou com engajamento de militantes ou simpatizantes em blogs e redes sociais diversas. Para Soninha, que controlava o conteúdo do site da campanha tucana ao Planalto, a internet permite o engajamento voluntário, um aspecto da campanha que faz diferença pois “é cada vez é mais dificil as pessoas fazerem campanha de graça”. Na campanha de Serra, a doação por internet não foi substancial. A coordenadora esperava pouco da internet, mas se empolgou ao longo da campanha com o feedback de militantes online inesperados, como donas de casa e idosos.
Campanha online
“Visitamos os estados, consultamos sete mil pessoas, conhecemos pessoas que seriam motores da campanha da Dilma na internet”, explica Marcelo, contratado em abril. Foi essa experiência que o permitiu conhecer a base social que daria sustentação para a campanha, que define como descentralizada e feita principalmente por voluntários, acrescenta.
Marcelo acredita que campanha na internet é diferente, e a construção do coletivo tem que se dar de forma colaborativa. “O que funciona na rede é imprevisivel ainda. Temos que aproveitar qualidade da contrução colaborativa. Não centramos a campanha no dilma.com.br, e blog”. Foram milhares de ativistas e blogueiros que se somaram à campanha oficial - “a melhor cobertura não foi feita por nós, foi feita pelos outros”. Considera a melhor atuação a feita na blogosfera, e a pior no Facebook.
A campanha de Serra, assim como a de Dilma, separava internet de outras mídias. “A nossa configuração de internet era diferente. A gente não tinha coordenador de mídias sociais, eu era responsável pelo site oficial”, afirmou a ex-vereadora que se integrou a campanha em julho. A data avançada impediu a equipe de ter um formato definido para tocar a rede desde o começo, afirmou.
“O que imaginamos de internauta tipico se mostrou uma minoria na campanha”, disse Soninha. Ela se surpreendeu por mensagens com sugestões, críticas à campanha, e elogios de pessoas inesperadas, como “agricultores do interior do Espírito Santo”, idosos, donas de casa. Para ela, o site e a rede acabaram por ser não só oferta de conteúdo, mas ponto de encontro para militantes dos perfis mais diversificados, cujo encontro físico jamais se daria.
Ameaça
O fórum mais democrático da internet, onde a construção de conteúdo é colaborativa e as pessoas podem se expressar com certa amplitude, está ameaçado pela tramitação do Projeto de Lei (PL) 84/99, do senador Eduardo Azeredo (PSDB), lembrou Marcelo e Caio durante o debate do MediaOn. O PL se caracteriza por criminalizar ações da internet como download e compartilhamento de mp3, entre outros.
“Internet é sempre criminalizada”, afirmou Marcelo quanto à pergunta sobre baixaria nas eleições. “Não foi na internet, foi nas campanhas políticas”. O coordenador da campanha digital petista afirmou a baixaria se deu com acusações falsas, fraudes e declarações suspeitas, que apenas foram reproduzidas na internet e ganharam uma repercussão diferente.
Marcelo e Caio foram a favor de um pacto, no próprio ato do debate, de combate à lei de cibercrimes. “Não passarão”, disse um e repetiu o outro. Soninha não se manifestou.

Altamiro Borges: A internet foi decisiva na eleição

Clique aqui para assistir aos vídeos do debate

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PiG não deixou Marina ir para o 2º turno

Conversa Afiada
Publicado em 17/11/2010

E ela ainda acha que o PiG é verde

Saiu na Folha (*), página C1:
No dia 21 de setembro de 2010, no primeiro turno, por 2 horas houve o completo colapso do metrô do Serra entre as estações Pedro II e Sé.
18 trens foram danificados.
150 mil pessoas foram afetadas.
Passageiros desesperados subiram no teto dos vagões para alcançar passagem de emergência.
Não houve sabotagem, como insinuou o poste do Serra, o governador Alberto Goldman.
A culpa também não foi da blusa vermelha de uma passageira, que teria ficado presa na janela de um vagão.
As causas de um desastre segundo relatório agora – e só agora divulgado – foram:
- Saturação completa dos trilhos.
- Falha na comunicação em todo o sistema.
- Problema na cabine, a ponto de haver um técnico de manuntenção durante a viagem fatídica;
Esse é o panorama da Linha 3 Vermelha, 10 dias antes da eleição do primeiro turno.

Navalha

NAVALHA

O PiG omitiu essa catástrofe.
Os tucanos produzem pouco mais de um quilômetro de linha de metrô por ano.
O transporte público de São Paulo é a cara do regime tucânico.
Ou seja, o PiG impediu que a Marina fosse para o segundo turno com a Dilma.
Já imaginou, amigo navegante, se a Globo do Ali Kamel conta essa história ?
E faz uma reconstituição no computador dos passageiros desesperados, correndo em cima dos vagões ?
Já imaginou se o “perito” Molina tivesse sido chamado pelo Ali Kamel para analisar o efeito da saturação no sistema psico-motor do passageiro da Linha 3 Vermelha ?
A Marina pensa que o PiG jogou para ela.
Ela tinha razão: o povo brasileiro queria duas mulheres na final.
O PiG é que não deixou.

Paulo Henrique Amorim

PiG não deixou Marina ir para o 2º turno | Conversa Afiada

sábado, 16 de outubro de 2010

Altamiro Borges: Marilena Chauí e o "voto verde"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Marilena Chauí e o "voto verde"

Reproduzo matéria publicada no sítio Carta Maior:
Em ato realizado na última sexta-feira na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, a professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Marilena Chauí, apresentou um argumento para a campanha de Dilma Rousseff atrair, neste segundo turno da eleição, os votos de ambientalistas que foram para Marina Silva no primeiro turno: "É preciso mostrar aos ambientalistas que José Serra foi vitorioso em todas as regiões da agroindústria, do latifúndio que ataca o meio ambiente", defendeu.
"O mapa da votação mostra que José Serra foi vitorioso em todas as regiões da agroindústria. Portanto, foi vitorioso nas regiões que, no meu tempo, quando era jovem, chamávamos de latifúndio. Ele foi vitorioso no latifúndio e no latifúndio que ataca o meio ambiente e que impede a reforma agrária".
"Não é pouco. Não é pouco que isso se refira à estrutura da terra criada desde a colonização, que isso seja ligado aos obstáculos contra a reforma agrária que se refira também ao ataque contra o meio ambiente".
"Então, é preciso conversar com os ambientalistas, pelos quais tenho o maior respeito. Ao chegar na minha idade, a questão principal é o futuro das novas gerações. Eu penso nos jovens que estão aqui. Eu penso nos meus netos. É preciso lembrar aos ambientalistas que apoiar José Serra significa apoiar a agroindústria e, portanto, o ataque ao meio ambiente e à possibilidade de reformar a situação da terra no Brasil".

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Idelber Avelar: Não é verde, é cinza | Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de outubro de 2010 às 20:34

do Idelber Avelar, no Biscoito Fino e a Massa

Idelber Avelar: Não é verde, é cinza | Viomundo - O que você não vê na mídia

Marina diz que vai votar na Dilma. Mas o Terra censura. O Terra ? | Conversa Afiada

Publicado em 14/10/2010

Quem manda no Terra? A Telefônica ou... (print do amigo navegante Claudio)

Este ordinário blogueiro leu os amigos navegantes Fernando e Felipe e foi lá, ao Terra:

•    Fernando Barretto
14 de outubro de 2010 às 17:40
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4735487-EI15315,00-Marina+pela+minha+tradicao+eu+seria+favoravel+a+apoiar+o+PT.html
•    Felipe
14 de outubro de 2010 às 17:38
Marina Silva disse: “pela minha tradição, eu seria favorável a apoiar o PT”
fonte: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4735487-EI15315,00-Marina+pela+minha+tradicao+eu+seria+favoravel+a+apoiar+o+PT.html

Foi lá e não achou o voto da Marina em Dilma.

É, esses amigos navegantes estão a ver estrelas, pensou o ordinário blogueiro.
Nada disso.
Se eles viram alguma coisa nos céus foi um fenômeno que reluz mais que uma estrela: foi a desmoralização de um portal multinacional, ligado a uma multinacional de telefonia, ou a desmoralização de um(a) candidato(a).
Ou os dois.
Vejam o que o telescópio do Obede, nosso editor,  e o do Nassif captaram no espaço Sideral:

Paulo,

Hoje a Marina deu uma entrevista ao Terra e o Nassif republicou:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/marina-pela-minha-tradicao-eu-seria-favoravel-a-apoiar-o-pt

No entanto, o mesmo Terra mudou o lead todo e até o título da matéria, a mando de quem não se sabe…

hhttp://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4735487-EI15315,00-Marina+se+esquiva+de+julgar+posicao+de+candidatos+sobre+aborto.html

Segue o link que prova a mudança de título: http://ow.ly/i/4zbe

Em tempo: Ganha um doce quem descobrir quem mandou o Terra censurar a Marina.

Paulo Henrique Amorim

Marina diz que vai votar na Dilma. Mas o Terra censura. O Terra ? | Conversa Afiada

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Uma lembrança para Marina Silva

Blog do Miro:
terça-feira, 12 de outubro de 2010

Reproduzo mensagem enviada por Paulo Maldos, ex-assessor do Conselho Indigenista Missionário (CIMI):
Acho que é o caso de lembrar a Marina de onde ela estava em abril do ano 2.000.
No dia 22 de abril de 2.000 ela estava na estrada que liga Santa Cruz de Cabrália a Porto Seguro, junto com 3.600 indígenas, de mais de 180 povos, militantes do movimento negro, quilombolas, militantes do MST, estudantes, mulheres, militantes de inúmeros movimentos populares e sindicais, talvez mais de 10 mil ao todo, de todo o Brasil.
Ela tinha falado no Quilombo, que era o acampamento coletivo, no dia anterior, para alguns destes milhares de militantes.
No dia 22 de abril, logo pela manhã, foi desatada a repressão sobre todos e todas.
O Fernando Henrique estava na Cidade Alta de Porto Seguro, comemorando com o Presidente de Portugal.
Na estrada, a policia do Antonio Carlos Magalhães e as tropas do FHC jogavam bombas de gás, arrastavam negros pelos cabelos, espancavam indígenas e prendiam estudantes. Havia helicópteros e lanchas da Marinha no cerco.
Um indígena se jogou no chão da estrada, em frente dos soldados, que passaram por cima dele.
Encontrei a Marina com sua assessora Áurea, perdidas na estrada, escutando bombas e tiros próximos.
Coloquei as duas no meu carro, para escapar dali protegendo-as. Dentro do carro, a Marina falou calmamente que, se respirasse aquele gás, poderia morrer. Virei o carro para pegar um caminho de terra e ir em direção da praia. Ela pediu que não fosse, porque tinha visto soldados irem para a praia perseguindo estudantes.
Voltei com o carro prá estrada e levei a Marina até local seguro, longe da repressão e das bombas. Emocionado porque, segundo a nossa Senadora, eu talvez tivesse acabado de salvar sua vida.
Acho bom ela lembrar deste episódio neste momento, para pensar de que lado ela sempre esteve, e de que lado deve estar agora.
Um abraço fraterno

Altamiro Borges: Uma lembrança para Marina Silva

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Assessor de Marina diz que “tucano é repressão” (aos movimentos sociais) | Viomundo - O que você não vê na mídia

8 de outubro de 2010 às 22:53

da Radioagência NP (a gravação está lá)

(2′00” / 481 Kb) – O coordenador da Rede Ecosocialista e assessor da candidata à presidência da República, Marina Silva, Pedro Ivo Batista, avalia que a coligação de Dilma Rousseff (PT), saiu na frente na disputa pelo apoio do PV.

O PT abriu a possibilidade de incluir no programa de governo pontos reivindicados pela candidata Marina Silva, que ficou em 3º lugar nas eleições. Já o candidato José Serra (PSDB) ofereceu quatro ministérios para conquistar o apoio do PV.

Pedro Ivo, que saiu do PT e entrou no PV junto com Marina, acredita  que é positiva a proposta de Dilma. Entre os pontos que Marina quer discutir com o PT está  a manutenção do Código Florestal.

“A Marina já deixou claro que esse debate é programático. Nenhum tipo de toma-lá-da-cá ela aceita. Ela acha que pode contribuir para o Brasil através dessa plataforma. É isso que ela quer discutir. Essa questão de oferecimento de quatro ministérios ao PV ela já condenou publicamente. O PT, por enquanto, de forma correta, procurou – parabenizou a própria ministra Dilma – e tem buscado fazer uma conversa mais programática. Isso é positivo”.

Batista avalia positivamente a política econômica, a política externa e as políticas de inclusão social do governo Lula, mas avalia que ficou a desejar na questão da sustentabilidade, da reforma agrária e na reforma  política. Por isso, ele defende uma discussão programática em torno do apoio a Dilma no 2º turno.

“Sem dúvida, o governo Lula tem uma tradição democrática muito maior e tem uma relação muito mais respeitosa do ponto de vista das liberdades democráticas e sindicais, do que o governo tucano, Tucano é repressão. Por outro lado, isso não significa dizer que simplesmente essa questão é suficiente.”

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.

08/10/10

*****

Numa declaração muito pouco repercutida (por que?), a candidata do PV disse que o Brasil está pronto, sim, para ter uma mulher na presidência da República:

Assessor de Marina diz que “tucano é repressão” (aos movimentos sociais) | Viomundo - O que você não vê na mídia

Altamiro Borges: Marina e o “apetite por cargos” do PV

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Marina e o “apetite por cargos” do PV

Por Altamiro Borges
O jornalista Bernardo Mello Franco, da Folha, fez uma revelação ontem (7) que confirma as tensões na cúpula do Partido Verde. “Em reunião fechada com aliados, a candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva, atacou a gula de dirigentes do partido por cargos e afirmou que não vai ´se apequenar´ nas negociações do segundo turno. Ela se mostrou irritada com a intenção do núcleo da campanha de José Serra (PSDB) de oferecer quatro ministérios em troca do apoio do PV”.
Ainda segundo a reportagem da insuspeita Folha, “em tom de ironia, Marina criticou o fisiologismo de parte da cúpula verde, sugerindo que a oferta seria alta demais para alguns dirigentes de seu partido”. Na reunião fechada, que teve a presença do teólogo Leonardo Boff – que já declarou apoio a Dilma para derrotar o “neoliberal Serra” -, a presidenciável do PV insinuou que tende a ficar “neutra” no segundo turno. A decisão deveria ser anunciada na convenção marcada para 17 de setembro.
Racha na cúpula verde
A “reunião fechada” causou estragos na direção do PV. Apesar do presidente do do partido, José Luiz Penna, rechaçar as criticas ao seu fisiologismo, ele tem o pé em várias canoas. No governo Lula, cumpre importante papel no Ministério da Cultura. Já em vários estados, o partido está umbilicalmente ligado aos demotucanos. Participou da prefeitura do Rio de Janeiro na gestão do demo César Maia – que acaba de ser rejeitado nas urnas. Em São Paulo, participa do governo estadual, controlado pelos tucanos, e na prefeitura da capital, dirigido pelo demo Kassab.
Para o segundo turno, dirigentes do PV já tinham declarado publicamente seu apoio a José Serra – sem ouvir a própria candidata, a maior responsável pela expressiva votação da legenda no primeiro turno. Com suas críticas ao “apetite por cargos”, Marina despertou a ira da direção do partido. “Próxima ao PSDB, a cúpula verde ameaça boicotar a convenção do dia 17 e anunciar apoio a Serra na semana que vem, à revelia da ex-presidenciável”, relata hoje (8) o UOL.
Minoritária da direção do partido
Segundo a matéria, “Marina foi duramente atacada na reunião organizada às pressas pelo presidente da sigla, José Luiz Penna, em Brasília. Participaram cerca de 20 pessoas, algumas com cargos no governo paulista e na Prefeitura de São Paulo, administrada pelo DEM. A senadora não foi chamada. No encontro fechado, o grupo de Penna acusou a candidata derrotada de desrespeita a cúpula do partido, ao qual se filiou em agosto de 2009”.
Numa nítida provocação à candidata, José Luiz Penna convocou reunião da executiva nacional do PV para a próxima quarta-feira (13), que pode precipitar a decisão da legenda. O grupo de Marina Silva, recém-ingresso no partido, tem apenas 10 dos 60 votos da executiva. “A tendência é pela aprovação do apoio a Serra”, garante o UOL. Nos bastidores, o clima é de guerra. Marina cancelou a reunião com a direção do PV e insiste que deseja debater “compromissos programáticos”; já a cúpula verde tucanou e assume “compromissos fisiológicos” com José Serra.
A encruzilhada de Marina Silva
Como se observa, a situação do PV é delicada. Marina Silva obteve quase 20% dos votos por várias razões. Numa avaliação generosa, ela surpreendeu porque expressou as justas preocupações ambientais, críticas às limitações do governo Lula e a busca de alternativa diante da polarização PSDB-PT. Numa leitura mais crítica, ela foi inflada pela mídia para viabilizar a ida de Serra para o segundo turno e colheu os votos conservadores, com base na manipulação religiosa rasteira.
Agora, PV e Marina Silva estão na berlinda. A tendência, como apontam vários especialistas em eleições, é que ocorra uma dispersão dos votos “verdes”. O problema não é apenas eleitoral. É político. Quanto ao PV, ele continuará sendo um partido sem consistência programática – nem mesmo a questão ambiental é levada muito a sério por sua direção. O maior dilema é mesmo o de Marina Silva. Ela servirá ao retrocesso neoliberal, maior inimigo do desenvolvimento sustentável, ou apostará na continuidade das mudanças no país? É uma baita encruzilhada!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Querida Marilia, não se assuste. A Marina não engana ninguém | Conversa Afiada

Publicado em 07/10/2010


Marilia, você reconhece alguém ali em Hades ?

Este ordinário blogueiro toma a liberdade de reproduzir troca de e-mails com sua irmã, a muito inteligente Marilia, professora da Universidade de Paris e, quatro meses por ano, moradora de um simpático apê, diria o Ibrahim, em Ipanema.
Disse a Marilia:

Cher, acabo de chegar da Grécia. Foi tudo excelente, depois eu conto. Por ora, veja esse excelente artigo sobre o eco-capitalismo da Marina. Ele traça o perfil exato dos eleitores da Marina que estão, infelizmente, entre alguns dos meus amigos …
Bjs,
Marilia

(Leia o artigo de Vladimir Safatle  logo abaixo da minha resposta)
Aqui, a resposta deste ordinário blogueiro:

Marilia, dear,
Eu tinha lido. O Safatle é ótimo.
Só que a questão política no primeiro turno mudou de curso, para o lado calhorda, sub-reptício: o do aborto.
É a treva absoluta.
E você sabe muito bem quem habita Hades.
Dear, os teus amigos são, agora, o que sempre foram, os da classe média da nossa Zona Sul: tucanos com a sunga do Gabeira.
Não mudam o resultado da eleição.
A Marina teve 20% dos votos.
Uns 5 ou 8% são lacerdistas (você sente o cheiro limpinho, Natural, de longe) que vão votar no Serra, como votam desde o Brigadeiro.
O resto, desviado momentaneamente pelo aborto, volta para a Dilma.
O aborto é a foto do dinheiro dos aloprados de 2006: assustou uma parte do eleitorado.
Com os esclarecimentos, volta tudo a se alinhar com o Lula, a Dilma.
Ainda mais agora que o Aécio conseguiu pendurar o FHC – e o Dantas, aquele velho amigo meu – no pescoço do Serra.
Quero ver o Serra levar o FHC para um comício ali no Pavão-Pavãozinho, atrás da tua casa, em Ipanema.
Eles sobem numa viagem do elevador do Rubem Braga e descem correndo na viagem seguinte.
Não se assuste.
A Marina não engana ninguém.
Aquilo ali não tem um pingo de consistência.
É vaidade pura, verde – e, agora, ressentimento roxo.
Da mesma natureza daquilo que o Iago instalou no peito do Otelo.
Bjs, saudades.
PH

Repassando texto do Prof. Vladimir Safatle, da USP.

Marina Silva em Wall Street
Com o programa econômico mais liberal entre todos, PV apresentou o novo centro, com roupagem “moderna”
Wladimir Safatle, Folha de S.Paulo, 4 de outubro de 2010
“Wall Street” é, entre outras coisas, o nome do novo filme do cineasta norte-americano Oliver Stone. Ele conta a história da crise financeira de 2008 tendo como personagem central um jovem especulador financeiro que parece ter algo semelhante ao que um dia se chamou pudor.
Sua grande preocupação é capitalizar uma empresa, que visa produzir energia ecologicamente limpa, dirigida por um professor de cabelos brancos e ar sábio. O jovem especulador é, muitas vezes, visto pelos seus pares como idealista. No entanto, ele sabe melhor que ninguém que, depois do estouro da bolha financeira, os mercados irão em direção à bolha verde. Mais do que idealista, ele sabe, antes dos outros, para onde o dinheiro corre. Enfim, seu pudor não precisa entrar em contradição com sua ganância.
Neste sentido, “Wall Street” foi feliz em descrever esta nova rearticulação entre agenda ecológica e mundo financeiro. Ela talvez nos explique um fenômeno político mundial que apareceu com toda força no Brasil: a transformação dos partidos verdes em novos partidos de centro e o abandono de suas antigas pautas de esquerda.
A tendência já tinha sido ditada na Europa. Hoje, o partido verde alemão prefere aliar-se aos conservadores da CDU (União Democrata-Cristã) do que fazer triangulações de esquerda com os sociais-democratas (SPD) e a esquerda (Die Linke). Quando estiveram no governo de Schroeder, eles abandonaram de bom grado a bandeira pacifista a fim de mandar tropas para o Afeganistão. Com o mesmo bom grado, eles ajudaram a desmontar o Estado do bem-estar social com leis de flexibilização do trabalho (como o pacote chamado de Hartz IV). Daniel Cohn-Bendit, um dos líderes do partido verde francês, fez de tudo para viabilizar uma aliança com os centristas do Modem. Algo que soaria melhor para seus novos eleitores que frequentam as praças financeiras mundiais.
No Brasil, vimos a candidatura de Marina Silva impor-se como terceira via na política. Ela foi capaz de pegar um partido composto por personalidades do calibre de Zequinha Sarney e fazer acreditar que, com eles, um novo modo de fazer política está em vias de aparecer. Cobrando os outros candidatos por não ter um programa, ela conseguiu esconder que, de todos, seu programa era o economicamente mais liberal. O que não devia nos surpreender. Afinal, os verdes conservaram o que talvez havia de pior em maio de 68: um antiestatismo muitas vezes simplista enunciado em nome da crença na espontaneidade da sociedade civil.
Não é de se estranhar que este libertarianismo encontre, 40 anos depois, o liberalismo puro e duro. De fato, a ocupação do centro pelos verdes tem tudo para ficar. Ela vem a calhar para um eleitorado que um dia votou na esquerda, mas que gostaria de um discurso mais “moderno”. Um discurso menos centrado em conflitos de classe, problemas de redistribuição, precarização do trabalho e mais centrado em “nova aliança”, “visão integrada” e outros termos que parecem saídos de um manual de administrador de empresas zen. Alguns anos serão necessários para que a nova aliança se mostre como mais uma bolha.
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VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP.

Querida Marilia, não se assuste. A Marina não engana ninguém | Conversa Afiada

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PiG foi para o lixo. Religião votou em Marina | Conversa Afiada

Publicado em 06/10/2010

À direita, Serra, numa cerimônia nas águas do rio Tietê

Não tem mais PiG (*).
Não tem debate na Globo.
Não tem Erenice.
Não tem Eduardo Jorge.
Não tem jatinho da Natura.
Não tem James Cameron.
Nada disso deu voto à Marina.
O Conversa Afiada tinha dito “Dilma tem que conquistar o voto religioso”.
O jornal Valor foi fazer o que antigamente os jornais faziam: reportagem.
Hoje, como se sabe, o PiG (*) não tem mais reportagem.
Tem opinião.
Ou “reportagem” produzida por uma Central Lunus 2010, para destruir personalidades – de preferência a do Lula.
A pág. A16 do Valor de hoje traz reportagem sobre o voto em Marina em Sabará, Minas; na Grande Recife; em Piquete, no Vale do Paraíba, SP;  e em Volta Redonda, no Rio de Janeiro – áreas onde a Marina foi bem votada.
Em Sabará, não houve campanha da Dilma nem do Serra.
O Aécio só pediu voto para o Anastasia.
O vice prefeito é do PV.
Em Piquete, o que decidiu foi a forte religiosidade da região, que abriga a Basílica de Aparecida.
Ali se disseminou o rumor de que Dilma é a favor do aborto.
Em Volta Redonda, segundo o vice do Sergio Cabral, o Pezão, a instrução que líderes religiosos davam era clara: não votar na Dilma.
Em Recife, onde Eduardo Campos derrotou Jarbas de forma esmagadora, Marina se beneficiou do contágio do “segmento evangélico”.
Essa onda não foi “verde”.
Foi religiosa.
Quem acha que é “verde” é a urubóloga, que se abraça à Marina como uma bóia de salvação.
Marina é o último e passageiro vínculo do PiG (*) com o poder real.
Não adianta os malufistas do Bom (?) Dia Brasil dizerem que um assalto a uma carrocinha de pipoca no Paraná é culpa do Lula.
Pode desentocar o Eduardo Jorge.
A Erenice.
O mensalão.
Pode jogar a Globo no limite da desobediência civil – e da cassação da concessão.
Pode esconder as vaias ao Serra.
Pode a Folha (**) dizer que o PT vai tirar o aborto do programa – outra mentira, como demonstrou o Marco Aurélio Garcia.
Não adianta nada.
Esse voto foi para a Marina por mecanismo autônomo, inacessível à pregação Golpista.
Se você chegar em Sabará e perguntar pelo Alexandre Garcia, eles vão pensar que é o açougueiro.
Sorry, Ali Kamel, mas você não está nesse jogo.
Essa batalha se travará num campo já previamente inclinado a favor da Dilma.
Ela precisa de 3 milhões de votos e o Zé Baixaria, de 18 milhões.
A distância entre eles é de um eleitorado de Minas.
Nesse campo inclinado, a luta será entre a pregação visível, ostensiva, pública e transparente da Dilma.
E a treva da baixaria que beneficia o Serra.
De um lado, a disputa do voto dos religiosos, com argumentos que os convençam de que a Dilma apóia o aborto que está na Constituição: em caso de estupro ou de risco de vida.
De outro, a turma que se inspira nos baixios do Serra.
Este ordinário blogueiro sempre disse que a baixaria é a ultima arma do Serra.
Como diz o Ciro, que entende de Serra como ninguém: o Serra não tem escrúpulos: se preciso for, passa com um trator por cima da mãe.
A arma mais eficaz para beneficiar o Serra é a que foi usada no primeiro turno.
Espalhar o medo.
O “tenho medo” da Regina Duarte foi substituído pelo “tenho medo” do aborto.
Era o Golpe do Medo, agora é o Golpe do Aborto.
A essência é a mesma: Golpe.
Como o Bush: “tenho medo do Bin Laden”.
Como  enfrentar essa campanha sórdida, subterrânea ?
Aparentemente, a Dilma tomou medidas apropriadas.
Chamou o Ciro para desafiar o Serra no tom apropriado: aos berros.
Serra tinha dito que Ciro era um fósforo apagado.
Apagado ?, como ?, se ainda queima.
Eduardo Campo vai empenhar seus 80% em Pernambuco.
Sergio Cabral e Pezão os seus 65%.
Patrus, católico fervoroso, o homem do Bolsa Família, pode passar em Sabará e falar um pouco da Dilma.
Não precisa falar do Serra, porque, lá, nem o Aécio falou dele.
E os líderes religiosos que conhecem a Dilma, apoiaram a Dilma e agora vão para o horário eleitoral.
É só divulgar o que aconteceu com o Chalita.
Bastou ele romper com o Serra para ser perseguido por uma campanha abjeta nas redes sociais e no Youtube.
Serra está em casa.
É o seu habitat – a vala negra, que também corta a redação da Veja, essa escória, como diz o Ciro.
Agora, uma pergunta: quais são as credenciais para Serra herdar os votos da Marina ?
Credenciais “verdes”, ele não tem: basta respirar às margens dos rios que cortam a cidade de São Paulo.
Evandro Lins e Silva defendeu Samuel Wainer numa batalha judicial que Carlos Lacerda, outro pai do Serra (***), moveu contra ele.
Lacerda assegurava que Samuel tinha nascido na Bessarábia e, portanto, não podia ser dono da Última Hora.
A lei dizia que só brasileiro podia ser dono de jornal.
Evandro tinha lá as dúvidas dele.
Mas, a certa altura, Samuel apareceu com uma testemunha bomba: o rabino que o tinha circuncidado, na Tijuca.
Evandro me contou que, tempos depois, ele soube que o rabino, coitado, tinha caído na lábia do Samuel e mentiu.
Por hipótese, a equipe do Serra pode produzir duas testemunhas bombas, até o fim da eleição.
O membro do PCC que trabalhou para a Dilma.
E São João Batista que o batizou no Jordão.
Ou o rabino que o circuncidou.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Ciro diz que Serra é filhote do FHC. Fora do casamento ?, pergunta este ordinário blogueiro.

PiG foi para o lixo. Religião votou em Marina | Conversa Afiada

Altamiro Borges: Leonardo Boff e o projeto de Marina

Blog do Miro:
terça-feira, 5 de outubro de 2010

Leonardo Boff e o projeto de Marina

Reproduzo artigo do teólogo Leonardo Boff, publicado no sítio da Adital:
O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros, mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?
É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.
Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as "humilhadas e ofendidas" e consideradas "zeros econômicos" pelo pouco que produzem e consomem.
Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi uma virada de magnitude histórica.
Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.
O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluídos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.
Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB, que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo, pois sempre se atém aos ditames dos países centrais.
José Serra do PSDB representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.
O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora.
Quer forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.
Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões, e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres, nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular, pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida, pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.
Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.
É aqui que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra.
Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental. Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

sábado, 2 de outubro de 2010

Marina de tão verde, caiu no conto do e-mail falso

A página com o título Dilma menospreza Jesus Cristo existiu um dia no site da candidata verde. Deve ter sido copiada de e-mails falsos antes de verificarem a veracidade do conteúdo. Já havíamos percebido nos debates, que Marina entrara na onda do denuncismo golpista de Serra e da grande mídia. Seu site utilizou o mesmo método editorial de Veja, Globo, Folha e Estadão. Primeiro publica a mentira. Se verificarem que a história foi desmentida, esquece que publicou. O site verde ficou marrom, um verdadeiro blog sujo. Bem que a candidata poderia voltar a ficar vermelha, mas agora por vergonha.

image

http://www.movmarina.com.br/profiles/blogs/dilma-menospreza-jesus-cristo?xg_source=activity

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lucia Hippolito vota na Marina. Por que a Globo trocou de candidato

Conversa Afiada:
Publicado em 28/09/2010

Kelly bag com havaiana verde: ideal para ir à Fundação Roberto Marinho

Amigo navegante sugere visitar o Blog da Lucia Hippolito.
Lá está:
A candidata do Blog é a Bláblárina Silva que, segundo a Hippolito, tem “a cara do Brasil” (esconjuro!).
Nada mais natural.
O PiG (*) fora de São Paulo já sabe: o jenio tem essa propriedade: ele perde.
A Bláblárina é o “novo”.
O “chic”.
O “radical chic” do West Side.
O Natura: perfumado, mas nem tanto.
O radical que entra nas colunas sociais.
O radical que sabe onde fica Kyoto.
Que morde mas não aperta.
Que, se for preciso, pára de morder.
O radical que adora os filmes do Fernando Meirelles.
Come barra de cereal para não engordar.
Odeia bife de tira.
Cerveja, cachaça ?
Não, vinho branco não muito gelado.
Que já foi de esquerda, de direita, mas agora viu a Luz.
O radical que trocou a “teoria da dependência” pelo Al Gore.
Usar Havaianas com Kelly bag.
Pobreza ?
Aumento do salário mínimo ?
Índice de Gini ?
Nada disso: calota polar, CO2, gás estufa – isso é o que importa.
Distribuir renda ?
O importante é distribuir oxigênio.
Precisamos garantir a sobrevivência da espécie (dos ricos).
Não mudar nada.
Se for para mudar alguma coisa, trocar a calça americana por calça de linho cáqui.
Perder com a Bláblárina é mais chic do que perder com o Serra – que, além de tudo, é muito feio.
E, na Globo, tudo isso tem uma vantagem: um dos filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – é “verde”, um ecologista militante de coquetel.
A última vez em que esteve na Amazônia foi, provavelmente, numa escala do jatinho em Manaus, a caminho dos Hamptons.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/09/28/lucia-hippolito-vota-na-marina-por-que-a-globo-trocou-de-candidato/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+pha+(Conversa+Afiada)

O Golpe, Capítulo 995: como o jn vai usar o Datafalha

Conversa Afiada:
Publicado em 28/09/2010

Na foto, a Marina dos pobres

Registre-se, em primeiro lugar, que a Bláblárina Silva é colonista (*) da Folha (**).
(O Gabeira, também, mas deixou de ser chic citar o Gabeira, coitado.)
Clique aqui para ler “Por que a Globo trocou o Serra pela Marina – ou a escolha de Lucia”.
Este Conversa Afiada já apresentou um “Manual do Golpe, ou a testemunha bomba do Ali Kamel”.
A primeira fase desta etapa final do Golpe, em sua 995ª. versão, é a manipulação do Globope e do Datafalha.
Saiu hoje, na primeira página, o Datafalha que jornal nacional utilizará para tentar levar a eleição para o segundo turno.
O Datafalha, já se sabe, está fora da curva das pesquisas.
O Datafalha tem problemas de amostra.
O Datafalha entrevista mais eleitores do Serra do que da Dilma.
Entrevista por telefone.
E há duvidas sobre se entrevista os eleitores ou se os submete a uma sessão de tortura.
O Datafalha anabolizou o Serra até onde pode, ajudou a destruir a candidatura presidencial do Aécio, e, só depois, sob a pressão da Vox e da Sensus, entrou “na linha”.
O Datafalha volta hoje a sair da “da linha”.
Ele não tem nada a ver com o que diz, todo dia, o tracking da Vox.
(Ou seja, Dilma tem 49 contra 37, soma da jenio com Bláblárina…)
Mas, isso não tem importância.
O Datafalha não é para medir a intenção do eleitor.
O Datafalha é para municiar o jornal nacional do Ali Kamel.
E para dar o Golpe.
Como dizia o Caetano, antes de trabalhar para a Globo: assisto ao jornal nacional não para saber o que aconteceu, mas para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu.
Agora, é tudo ou nada !
Levar a eleição para o segundo turno e, lá, como Lázaro, o jenio ressuscitar.
O interessante na “pesquisa” do Datafalha é que o jenio, “a elite da elite”, transformou-se num ser inanimado.
Clique aqui para ler “E diziam que ele ia virar nos debates”.
O Datafalha registra a fantástica experiência de uma “onda verde”, sob a liderança de uma candidata que não consegue articular três idéias além do óbvio, a Bláblárina Silva.
Um Tiririca de rico.
Será, como diz o amigo navegante, a “candidata laranja”: se levar a eleição para o segundo turno, quem disputa é outro.
O Datafalha registra hoje um fenômeno inaudito, se comparado com o que acabou de dizer o Marcos Coimbra, da Vox, para quem a “Dilma vence de Norte a Sul, de Leste a Oeste”:

Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.

Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais.

As pesquisas dão a Dilma vantagem em todos os segmentos socioeconômicos relevantes. É a preferida de mulheres e homens (sepultando bobagens como as que ouvimos sobre as dificuldades que teria para conquistar o voto feminino), de jovens e velhos, de negros e brancos. Está na frente entre católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de religiões afro-brasileiras.

Vence entre pobres, na classe média e entre os ricos (embora fique atrás de Serra entre os muito ricos). Lidera entre beneficiários do Bolsa Família e entre quem não recebe qualquer benefício do governo. Analfabetos e pessoas que estudaram, do primário à universidade, votam majoritariamente nela.

Ou seja, o Datafalha desta terça feira, no Capitulo 995º. do Golpe do PiG (***) é a última versão da ficha falsa da Dilma.
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: amiga navegante (muito inteligente) Marilia envia trecho de artigo de João Quartim de Moraes, professor universitário, pesquisador do marxismo e analista político:  

De caso pensado (porque bobos não são), os donos dos jornais e os plumitivos a seu serviço confundem o poder de imprimir com a liberdade de expressão. Nos jornais em que eles mandam, só se escreve o que eles deixam, só se expressa o que eles permitem. As “notícias” que divulgam são tão manipuladas quanto a escolha de seus articulistas e colunistas. A maioria destes defende compactamente, alguns agressivamente, o ponto de vista e os interesses da direita liberal/pró-imperialista. Como porém a importância de um jornal está diretamente relacionada com o número de seus leitores, os magnatas da mediática “abrem espaço” para opiniões diferentes, persuadindo os ingênuos de que são “pluralistas”. Entre os colaboradores mais ou menos (em geral mais para menos do que para mais) “alternativos” figuram dois políticos defensores do verde: F. Gabeira e Marina Silva, articulistas da Folha dita branda.

Mas o apoio unânime que Marina tem recebido por parte do cartel mediático não há de ser principalmente motivado pelo desejo de proteger os micos-leões dourados, lobos-guará e outras espécies em extinção. Mesmo porque ela é, como dizem os gringos, “only the second best” da direita bicéfala (PSDEMB). O problema é que o candidato desta, “the first best”, continua sem fôlego para subir a serra de um eventual 2º turno; a última esperança da direita é que a candidata da “onda verde” arranque uns pontinhos suficientes para deixar Dilma aquém de 50,01% dos votos válidos, impedindo-a de ser eleita logo no primeiro turno.

Em tempo 2: a propósito da “queda da Dilma, para o Datafalha:

Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial – Dia das Crianças 2010

Menor desemprego, maior renda e crédito levam o varejo a apostar no melhor Dia das Crianças dos últimos 6 anos, mostra Serasa Experian

Pesquisa com 1.007 executivos do varejo, realizada de 8 a 15 de setembro, aponta o otimismo do setor com Dia das Crianças 2010; pequenas empresas estão menos otimistas

São Paulo, 28 de setembro de 2010 – A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial para o Dia das Crianças 2010 mostra que os varejistas brasileiros estão entusiasmados com a data. São 57% dos entrevistados que acreditam no aumento do faturamento de seu negócio nesta data de 2010, na comparação com 2009. É a maior parcela desde o início da pesquisa em 2005. No Dia das Crianças 2009, havia 49% de empresários otimistas.

Neste ano, as grandes empresas do varejo estão capitaneando as opiniões positivas, de acordo com 76% de seus empresários. Nas médias empresas, são 66% e nas pequenas 54%.

Na análise regional, o Nordeste tem um otimismo destacado. 72% de seus varejistas acham que vão ampliar seu faturamento no Dia das Crianças 2010 em relação à mesma data de 2009.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/28/o-golpe-capitulo-995-como-o-jn-vai-usar-o-datafalha/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+pha+(Conversa+Afiada)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Marina diz que Serra pede cabeça de jornalista

Viomundo:
27 de setembro de 2010 às 9:30

Marina critica comportamento de Serra junto à imprensa
27 de setembro de 2010 • 00h34 • atualizado às 00h46

Marina disse que o problema da droga é muito sério e que há problemas de investimentos na área. Nossos jovens estão sendo tragados pelas drogas. Isso …. Foto: Mauro Pimentel/Futura Press

Filippo Cecilio, no Terra
Direto do Rio de Janeiro

Após o debate da Rede Record, a presidenciável Marina Silva (PV) disse que não se incomodou com a postura adotada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que neste domingo (26) declarou apoio à candidatura de José Serra, e aproveitou para criticar o comportamento do tucano junto à imprensa.

Para Marina, a atitude do Estadão ou de qualquer outro veículo de imprensa que venha a fazer o mesmo, não prejudica sua candidatura desde que seja feita uma cobertura isenta do processo eleitoral e “de que se tenha uma relação respeitosa com a imprensa porque, muitas vezes, não se faz a crítica aberta, mas nos bastidores existem aqueles que ameaçam, tratam de forma deselegante, que ficam ligando para as redações, pedindo cabeça de jornalistas”.

A senadora disse ainda que a defesa da liberdade de imprensa não pode ser apenas um discurso de conveniência. “Existe aquele que não gosta que se faça perguntas que ele considera que lhe são desfavoráveis”. Questionada se estava se referindo a Serra, Marina disse: “isso são vocês que, às vezes, reclamam”. Os jornalistas insistiram: “Você está falando do Serra?”. Marina responde: “do Serra”.

Durante o debate, como parte de sua estratégia para alcançar o segundo turno, a candidata do PV aproveitou todas as oportunidades que teve para fazer perguntas para Dilma Rousseff (PT), adotando um tom firme em suas colocações.

“O Brasil está preparado para ir para o segundo turno e se tem uma Rousseff que pode ir para o segundo turno, tem também uma Silva e que seja dada a oportunidade para a Silva apresentar com tempo igual suas propostas”.

http://www.viomundo.com.br/politica/marina-diz-que-serra-pede-cabeca-de-jornalista.html

domingo, 26 de setembro de 2010

Gilson Caroni: Marina, a segunda morte de Chico Mendes

Viomundo:
25 de setembro de 2010 às 18:50

Marina Silva e as novas florestas

por Gilson Caroni

O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.

Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.

Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.

Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.

Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?

Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes?

Quando em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança“. Marina  mistura oportunismo e desorientação espacial.

A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.

Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”.

Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.

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