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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Os “hackers cheirosos”

Brizola Neto, no Tijolaço:

No vale-tudo para atacar o Governo brasileiro, hoje a D. Eliane “Massa Cheirosa” Cantanhede se superou, com seu artigo “Hackers pela Ética”, tranformando um grupo anárquico, que buscava, confessadamente, a notoriedade que a mídia lhes deu e não parecia interessado em revelações de interesse social, mas em divulgar CPF, listas de e-mail e em “derrubar” sites oficiais.

“Com CUT, UNE e MST fora de combate a partir de Lula, por conveniência ou oportunismo, entra em ação pela ética pública um tal de LulzSec para azucrinar e expor os Poderes da República.”, escreve a colunista.

Ora, esses grupos, se têm de ser responsabilizados por danificarem propriedade pública (arquivos) e impedir o funcionamento dos sites, não devem nem ser demonizados nem endeusados, duas faces de um mesmo processo.

Não são assunto de política, mas de providências tecnológicas e administrativas. Até porque não guardam nenhuma relação com “segredos de Estado”, como se disse, mas com a sabotagem do funcionamento de sites públicos e violação de dados pessoais.

O que estes “hackers” estão fazendo nada tem a ver com transparência, com publicização de atos secretos de governo tomados à sombra do desconhecimento da sociedade, como fez, por exemplo, o Wikileaks.

Aliás, quem melhor respondeu a isso foi um ouro grupo de “hackers”, ontem, no Correio Braziliense:

“Em meio às recentes invasões a sites governamentais, o grupo Transparência Hacker afirma não ter relação com os responsáveis pelos ataques e aproveita o momento para discutir a própria atuação. Segundo seus participantes, a organização, objeto de reportagem do Correio de 21 de maio, tenta se desvencilhar das ações criminosas. “Trabalhamos com dados que são abertos. Nossa luta é divulgar informações governamentais que já são públicas, tornando-as mais acessíveis”, explica o articulador de redes Diego Casaes, 23 anos. Ele desaprova a publicação de dados como telefones de ministros ou o CPF da presidente Dilma Rousseff, por exemplo. “Essas informações são pessoais, não públicas. Entendo que devem permanecer sigilosas, porque dizem respeito à pessoa”, afirma.”

É isso que D. Cantanhede elogia, ao afirmar que “o alerta para os governos e demais Poderes é que a sociedade, de alguma forma, está de olho.

Quando um grupo de hackers tem mais respeito pela privacidade que uma colunista de um jornal como a Folha, quando se trata de atingir o objetivo político de atacar o governo Dilma é bom a gente se cuidar.

Mas, reconheça-se, não apenas a colunista da “massa cheirosa”, mas toda imprensa, sem capacidade de separar seus ódos políticos ao Governo da instituição Estado, deu o tamanho e a projeção que era aquilo que estes grupos, no fundo, pretendiam.

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terça-feira, 3 de maio de 2011

"Facebook é máquina de espionagem"

Para o fundador do Wikileaks, Julian Assange, Facebook “é a mais terrível máquina de espionagem já inventada”. Os representantes da empresa dizem que ela "não responde a "pressões", mas a requisições da Justiça. A polêmica levanta discussões sobre as mudanças na sociedade e no comportamento pelas redes sociais e as tentativas de corporações e governos controlarem as informações como forma de poder. Aqui no Brasil, sob o pretexto de impedir a pedofilia, o Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) tentou implantar o projeto de lei apelidado de AI-5 digital. Com o projeto as pessoas poderiam ser acompanhadas e investigadas sem decisão judicial, e fakes (perfis falsos no orkut, facebook, twitter) seria crime. Seria um poder para o Estado que romperia com a concepção de liberdades individuais. Hoje pela lei, qualquer um que cometer um crime pela internet pode ser investigado pela polícia, se a justiça considerar as evidências suficientes. Qualquer perfil pode ser rastreado por meios legais sem necessidade de rasgar direitos dos cidadãos. Quanto ao uso de redes sociais ou qualquer ferramenta de comunicação pela internet como forma de espionagem para obter informações para governos ou grandes grupos econômicos, se já não acontece no mundo, o risco é bem real como analisam os especialistas.

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"Facebook é máquina de espionagem"

Reproduzo matéria de Rosangela Basso, publicada no blog Maria da Penha Neles:
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, levantou a questão das redes sociais em uma entrevista na Rússia hoje, dizendo que o facebook “é a mais terrível máquina de espionagem já inventada”.
Assange disse acreditar que o Facebook é uma enorme base de dados de nomes e registros de pessoas, voluntariamente mantida por seus usuários, mas desenvolvido pela inteligência dos EUA para uso.
"Todos devem compreender que, quando você adiciona amigos ao Facebook , você está fazendo o trabalho de graça para as agências de inteligência dos Estados Unidos, e criando esse banco de dados para eles ", disse Assange.
Porém, Assange não afirma que o Facebook é realmente executado por agências de inteligência dos EUA. O fato é que o acesso aos seus registros é perigoso. "Agora,o Facebook está a cargo da inteligência dos EUA? Não, não é. É simplesmente que a inteligência dos EUA é capaz de impor a pressão jurídica e política sobre eles", disse ele.
Assange também abordou a questão dos cables secretos do governo dos EUA publicados pelo Wikileaks, argumentando que os que têm importância não foram publicados ainda. "Só publicamos os que foram considerados secretos, classificados como confidencial. Nós não tivemos nenhum cable ultra-secreto. As coisas realmente constrangedoras, o que é realmente grave, não está na nossa 'coleção' para a publicação. Mas estão lá ", disse ele.
No final da entrevista, Assange destruiu a indústria da mídia, dizendo que ela distorce a realidade para o público e que tem feito muito pouco para impedir as guerras e tirar os governos corruptos do poder. "Realmente essa é a minha opinião sobre os meios de comunicação, eles são tão ruins, que devemos nos perguntar se o mundo seria melhor sem eles completamente", disse ele.

Do Portal Terra:

Facebook responde à acusação de que é máquina de espionagem
No mundo virtual, a companhia de tecnologia é responsável, mas é o usuário quem deve zelar pela segurança online. Foto: AFP

Porta-voz do Facebook disse que empresa não responde a "pressões", mas a requisições da Justiça
Foto: AFP

O Facebook respondeu nesta terça-feira às acusações feitas pelo criador do WikiLeaks, Julian Assange, de que a rede social é "uma das mais terríveis máquinas de espionagem já inventadas" e que é vulnerável à "pressão" da Inteligência americana para liberar dados de usuários. "Não respondemos à pressão, respondemos pela obrigação de um mandado judicial", disse um porta-voz do facebook à Forbes.
"Nunca fomos pressionados a entregar informações. Nós lutamos a cada vez que acreditamos que o processo judicial é insuficiente", afirmou o porta-voz. "Os dispositivos legais que obrigam uma empresa a revelar informações são determinadas pelas leis dos países, e nós respeitamos esse padrão", disse à Forbes.
Em uma entrevista à rede de TV Russian Today, o criador do WikiLeaks afirmou que o Facebook é o banco de dados mais abrangente do mundo sobre as pessoas, seus relacionamentos, seus nomes, endereços, localização, relações pessoais e familiares, "todos acessíveis à Inteligência dos Estados Unidos". Assange afirmou que isso não acontece somente com o Facebook, já que Google, Yahoo e outras grandes organizações americanas têm construído interfaces para o setor de Inteligência americana.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Wikileaks: o saque do petróleo no Iraque

Por Altamiro Borges
Documentos vazados pelo WikiLeaks nesta terça-feira (19) comprovam, mais uma vez, que a "guerra" no Iraque foi uma grande farsa - tramada pelas potências capitalistas e amplificada pela mídia corporativa.
Eles mostram que o governo britânico, em conluio com o dos EUA, discutiu a partilha do petróleo do país invadido um ano antes da invasão. A história da existência de armas de destruição em massa foi mais uma mentira abjeta e descarada das nações imperialistas.
Partilha combinada um ano antes
Conforme notícia publicada no jornal inglês The Independent, os documentos vazados pelo WikiLeaks revelam que "os planos para exportar as reservas de petróleo do Iraque foram discutidos por ministros do governo britânio e as principais petroleiras internacionais um ano antes da Grã-Bretanha aceitar, junto com os Estados Unidos, invadir o solo iraquiano".
O jornal lembra que a grave denúncia sobre a existência do plano prévio já havia sido feita em março de 2003. Na época, tanto Shell com a BP negaram que tivessem se reunindo às escondidas em Downing Street, sede do governo britânico, para discutir a partilha do petróleo. O primeiro-ministro na época, o capacho Tony Blair, também qualificou as denúncias de "totalmente absurdas".
Saqueadores e criminosos
Agora, porém, os documentos vazados pelo WikiLeaks confirmam a trama e desmascaram os mentirosos - que deveriam ser processados pela morte de milhares de pessoas no Iraque. Os memorandos publicados no The Independent, datados de outubro e novembro de 2002, dão detalhes sobre as reuniões.
Num deles, de cinco meses antes da invasão, Elizabeth Symons, ministra de Comércio, afirma à BP que o governo queria que as companhias energéticas britânicas recebessem parte dos enormes benefícios do petróleo e do gás do Iraque como recompensa pela ajuda militar dada por Blair aos Estados Unidos para a mudança do regime iraquiano.

Altamiro Borges- Wikileaks- o saque do petróleo no Iraque

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domingo, 10 de abril de 2011

Petição contra a tortura

Bradley Manning é um soldado do Exército dos Estados Unidos que foi preso e processado por acesso e divulgação de informações sigilosas. (informações da Wikipédia)

Nos ajude a conseguir 250,000

AVAAZ.org: The World in Action

Agora mesmo Bradley Manning, o delator do Wikileaks, está sendo torturado em uma prisão militar nos Estados Unidos. O Manning está sendo sujeitado ao isolamento absoluto, tática que pode enlouquecer a pessoa, com curtos períodos por dia onde ele é totalmente despido e abusado verbalmente pelos outros presos.
O Manning está aguardando julgamento por liberar documentos militares secretos ao Wikileaks, incluindo o vídeo dos soldados americanos massacrando civis iraquianos. Este tratamento brutal parece ser parte de uma campanha de intimidação para silenciar qualquer delator e derrubar o Wikileaks. O governo dos EUA está dividido sobre este assunto com diplomatas criticando publicamente o exército pelo tratamento do Manning, mas com o Presidente Obama ainda alheio ao caso.
O Obama se preocupa com a reputação global dos EUA -- nós precisamos mostrar para ele o que está em jogo. Vamos gerar um chamado global massivo ao governo dos EUA pedindo o fim da tortura de Manning e observação da lei. Assine a petição -- a nossa mensagem será entregue através de anúncios ousados e atos públicos em Washington DC assim que conseguirmos 250.000 assinaturas.

Clique aqui para assinar

terça-feira, 29 de março de 2011

Secretário considerava Kassab “apêndice” do PSDB

Na foto, o apêndice e seu ex-secretário

Andrea Matarazzo foi Subprefeito da Sé e Secretário (Coordenação das Subprefeituras) de Kassab. Ficou reconhecido por sua política de descer o pau nos ambulantes e banir os pobres do centro. Um higienista social. Para o serrista Matarazzo, Kassab era um “apêndice” em uma administração controlada pelo PSDB. Foi o que revelaram mais documentos do Wikileaks.

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No Wikileaks, serrista diz que Kassab é 'apêndice' do PSDB em SP

Não mais que um "apêndice" em uma administração controlada essencialmente pelo PSDB. É assim que, segundo telegramas vazados pelo site Wikileaks, o atual secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo, se referiu ao prefeito da capital, Gilberto Kassab (sem partido), em conversa com o cônsul-geral dos Estados Unidos, Thomas White, em 22 de outubro de 2007. O site "Agência Pública", parceiro do Wikileaks no Brasil, foi o primeiro a reportar o conteúdo das mensagens, na tarde de ontem.

Descrito como um "autopromotor, satisfeito e confortável com a autoridade lhe é atribuída pelo prefeito e pelo governador e desfruta claramente do seu exercício", Matarazzo então ocupava a secretaria de coordenação das subprefeituras. É identificado como "amigo e colega" do então governador, José Serra (PSDB). "Matarazzo age como chefe de fato de uma cidade de 11 milhões de habitantes e um orçamento de mais de US$ 10 bilhões", descreve White em um dos telegramas. Matarazzo teria comentado com White que 80% dos cargos da prefeitura eram controlados pelo PSDB.

Matarazzo pretendia, até o fim daquele ano, acabar com o sistema de licenças para vendedores ambulantes e acreditava que a cidade não precisava dos camelôs: "É uma máfia!" Segundo o telegrama, Matarazzo classificou os camelôs em dois tipos: receptadores empregados pelo PCC e contrabandistas ligados ao chinês Law Kim Chong.

No plano nacional, a avaliação de Matarazzo era de que o então Presidente Lula trabalharia para se manter no poder, fosse emplacando uma emenda constitucional ou propondo um plebiscito. No primeiro caso, poderia até contar com o apoio do PSDB, desde que o mandato presidencial fosse esticado para cinco anos e não houvesse mais reeleição. Caso não desse certo, Matarazzo acreditava que Lula apoiaria à sua sucessão Ciro Gomes (PSB), a quem se referiu como "patologicamente insano, doente". Contactada, a assessoria do secretário informou que ele estava em um evento e não poderia atender à reportagem.

Não é a primeira vez que Matarazzo aparece na correspondência da diplomacia americana vazada pelo Wikileaks. No começo deste mês, telegramas davam conta de um encontro com o cônsul Christopher McMullen, em 2006. Matarazzo teria então afirmado que Alckmin seria membro da Opus Dei, prelazia conservadora da Igreja Católica. O secretário confirmou o encontro, mas negou a afirmação.

quarta-feira, 9 de março de 2011

WikiLeaks e o sanatório geral da campanha de 2010

 

Serra se cercou de um conjunto de jornalistas, para jornalistas, políticos sem conhecimento mínimo sobre o jogo político, meros torcedores sem capacidade de análise prospectiva, sem discernimento para entender sua (do Serra) própria incapacidade analítica, e, com eles, criou um mundo virtual. Machado de Assis se esbaldaria com essa versão contemporânea de "O alienista". – Luis Nassif

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WikiLeaks e o sanatório geral da campanha de 2010

Enviado por luisnassif, qua, 09/03/2011 - 15:17

Os novos documentos do WikiLeaks, sobre as eleições de 2010, mostram o enorme despreparo do corpo diplomático norte-americano em acessar as fontes corretas.

Os diplomatas se deixaram envolver pelo coro da velha mídia como um leitor classe média desinformado.  Nenhuma visão estratégica, nenhuma discernimento para separar torcida de análise e a inacreditável ingenuidade de considerar Diogo Mainardi como “renomado colunista político” – apenas um repassador de recados e de dossiês de Serra, utilizado por ele para atacar inimigos e jornalistas.

Mas dá uma boa ideia de como a vontade se impõe sobre os fatos e gera erros rotundos de análise.

Até agora é o melhor documento sobre a loucura que tomou conta da velha mídia, indo comer nas mãos de Serra. Uma fantasia na qual se meteu uma dúzia de jornalistas, julgando que com seus veículos à mão - em uma fase de transição em quase todos eles - se tornariam os novos donos do Brasil.

Serra se cercou de um conjunto de jornalistas, para jornalistas, políticos sem conhecimento mínimo sobre o jogo político, meros torcedores sem capacidade de análise prospectiva, sem discernimento para entender sua (do Serra) própria incapacidade analítica, e, com eles, criou um mundo virtual. Machado de Assis se esbaldaria com essa versão contemporânea de "O alienista".

Quando se deu conta de que os fatos não batiam com as análises, a corte de Serra passou a espancar os fatos resultando na campanha jornalística mais irracional da história recente do país. Só restaram escândalos diários para suprir os erros de análise.

Em seu “Ciência e Demência” Olavo de Carvalho traça um cenário clássico desse tipo de piração coletiva de intelectuais  e subintelectuais, quando os fatos teimam em desmentir suas teses. Por não pode abrir mão da teoria - porque ela os consagrou - passam a desenvolver teses para provar que os fatos não existem, são meras alucinações.

Por exemplo, Serra – cuja incapacidade de análise política hoje em dia é uma unanimidade (especialmente no seu partido) – diz a Mainardi, durante um almoço, que Marina Silva seria a vice de seus sonhos, porque tem uma história bonita como a de Lula. Pronto. A embaixada informa que Mainardi reproduziu todos os argumentos de Serra em sua coluna na Veja – aliás, foi um dos pontos ridículos da campanha, na qual um colunista sem familiaridade com a política recebe a receita do bolo de Serra e se propõe a ser o padrinho de uma chapa presidencial impossível. Era o poder que emanava de quem considerava estar falando com Deus.

Desde meados de 2009, qualquer analista político competente sabia que Aécio jamais aceitaria ser vice de Serra. Esse quadro ficou óbvio em dezembro, quando Aécio anunciou oficialmente sua desistência de qualquer tentativa de impor seu nome – a presidente ou a vice – e  lançou sua campanha para senador. Ainda se poderia acreditar nele para presidente, jamais para vice de seu verdugo.

No entanto, a embaixada se baseia em “insiders” – Mainardi e Merval Pereira (!) – para sustentar que Aécio aceitaria ser vice, sim.  Aécio anuncia formalmente estar fora da disputa. Mas a embaixada, em conversa com o notável analista político Mainardi, sustenta que ele irá aguardar até... março para aceitar a indicação para vice.

Qual a outra grande fonte da embaixada que confirma a informação? O delegado Marcelo Itagiba, claro. No início de 2010, também garantiu que Aécio terminaria vice de Serra. O brilhante Itagiba é mais contundente: se Aécio perceber que a vitória de Serra não está assegurada, aí ele aceitará ser o vice. Só um completo alienado poderia supor um Aécio indo para o sacrifício por Serra.

Ou seja, um conjunto de pessoas intimamente ligadas a Serra, despidas de qualquer capacidade mais profunda de análise, comendo na mão de Serra e tratando como análises definitivas o que não passava de sonhos desconjuntados e impossíveis do próprio Serra. E essa loucura tornou-se o fio condutor da cobertura da velha mídia.

Por aí dá para entender a maluquice da velha mídia de jogar todas suas fichas no desastre político de Serra. Eles acreditavam piamente no que escreviam sobre as possibilidades de Serra porque só no final da campanha perceberam que estavam nas mãos de um alienado.

Muitas vezes escrevi como esse desequilíbrio da informação era um dos principais fatores do custo Brasil, por conduzir a erros decisões empresariais e políticas. No episódio em si, as maiores vítimas foram os próprios jornais.

Quando sai das fontes midiáticas e passa a falar com deputados, como Otávio Leite Rio (PSDB-RJ) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) os relatos ganham um pouco mais de consistência. Eles mostram a quase impossibilidade de Aécio aceitar a vice candidatura ou de Marina apoiar Serra no segundo turno.

Mais posts sobre o WikiLeaks:

No Blog Gonzum

No Maria Frô

imagem: da adaptação em quadrinhos de "O Alienista" de Machado de Assis, feita por Gabriel Bá e Fábio Moon.

WikiLeaks: Cerra queria governar “alinhado”com EUA, mas foi taxado de desinformado

Entreguismo do Cerra não é novidade

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Extraído do blog Os Amigos do Presidente Lula:

WikiLeaks: Serra acenou para os EUA com “relações carnais”, mas gringos o consideraram completamente desinformado
No fim de 2009, José Serra (PSDB/SP) ainda era governador de São Paulo e candidato informal tucano à presidência.
O subsecretário para assuntos do hemisfério ocidental do governo americano, Arturo Valenzuela, visitou países do Cone Sul e na volta aproveitou para fazer uma escala em São Paulo onde realizou uma série de encontros extra-oficiais.
Um dos encontros extra-oficiais foi com o então governador José Serra.
Durante 90 minutos no palácio do governo paulista, o demo-tucano insinuou troca de apoio com os estadunidenses: caso ele viesse a ser presidente do Brasil, faria uma política externa alinhada com os EUA (insinuando que seria interessante aos estadunidenses engajarem-se em sua candidatura).
O fato lembra a frase do ex-presidente argentino Carlos Menen (colega de FHC e Serra no neoliberalismo e nas quebradeiras internacionais), quando disse que mantinha “relações carnais” com os EUA.

Conspirando com os gringos contra os interesses brasileiros
No encontro, segundo os telegramas vazados, Serra criticou a participação do presidente Lula na crise de Honduras, responsabilizando o governo brasileiro e o presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya por resistirem ao golpe de estado.
Nada como um dia após o outro. Recentemente, em outro telegrama, vazado do wikileaks, descobriu-se que o embaixador estadunidense em Honduras, Hugo Llorens, avaliou que a destituição do ex-presidente do país Manuel Zelaya foi “ilegal” e “inconstitucional”.
Em outro trecho da conversa, Serra resmungou e “aconselhou” os EUA a não elogiar Lula: “Ele também avisou que as referências do governo americano a uma ‘relação especial’ com o presidente Lula não agradam a todos os segmentos do Brasil e que poderiam ser manipuladas pelo PT”, diz o telegrama.
O demo-tucano também repetiu o discurso tosco, simplório e fascista do PIG (Partido da Imprensa Golpista), como se fosse um fantasma de um líder da UDN falando a um senador macarthista dos anos 50, acusando o “perigo vermelho” crescente no governo do PT, onde, segundo o demo-tucano, a radicalização e a corrupção estarima crescentes.
Para não dizer que Serra não falou nada que preste, ele criticou a tarifa americana sobre o álcool brasileiro, mas não se sabe o que ofereceu em troca. Em outro telegrama, fala nas conversas do demo-tucano para entrega do pré-sal com uma executiva da Chevron (Petroleira estadunidense).

Completamente desinformado
No telegrama, Valenzuela achou Serra focado demais na política interna brasileira sem prestar a devida atenção aos vizinhos na América do Sul.
O demo-tucano, tentou aplicar o discurso do medo no estadunidense, chamando de “perigo” a eleição de Dilma: “A presidente Kirchner é esperta e cordial. Se o populismo na Argentina preocupa aos EUA, então Dilma causará preocupação maior”.
Mas a avaliação do estadunidense sobre a visão de Serra foram devastadoras:
“Serra pareceu completamente desinformado de acontecimentos recentes no Cone Sul, incluindo a situação política do presidente paraguaio Lugo”, comentou o telegrama fazendo menção à série de reconhecimentos de paternidade atribuídas ao ex-bispo.
Medo da derrota
José Serra deu a entender a Arturo Valenzuela não estar “firmemente confiante” que fosse ganhar as eleições de 2010. Segundo o tucano, o embate entre os esforços do PT em montar uma base política sólida e o fraco aparato do PSDB justificavam tal descrença.
Vexame
Por fim, deu vexame ao destacar “seu engajamento com o então governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger”, nas questões climáticas como uma das oportunidades de cooperação. Isso a partir de um breve encontro de poucos minutos com o astro do “Exterminador do futuro”, nos corredores da conferência do clima na Dinamarca, ocorrida poucos dias antes. Só faltou destacar como “exemplo de cooperação” o encontro com a cantora Madonna. (Com informações do Carta Capital WikiLeaks)

WikiLeaks: Cerra queria governar “alinhado”com EUA, mas foi taxado de desinformado | Conversa Afiada

segunda-feira, 7 de março de 2011

Wikileaks: EUA queria Alckmin e não Lula em 2006

“O governo do presidente norte-americano George W. Bush não tinha simpatia pelas opções de política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva… uma vitória de Alckmin seria mais benéfica aos interesses dos EUA” – informações do Wikileaks

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Wikileaks revela preferência da embaixada norte-americana pela vitória de Alckmin contra Lula em 2006

março 7th, 2011 |  Autor: Jussara Seixas

O governo do presidente norte-americano George W. Bush não tinha simpatia pelas opções de política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a conclusão tirada por dois despachos divulgados neste domingo (06/03) pelo site WikiLeaks, que  revelam conversas de integrantes da embaixada norte-americana no Brasil com políticos e diplomatas ligados ao PSDB a respeito do segundo turno das eleições presidenciais de 2006. Os documentos revelam uma preferência do embaixador pela vitória de Geraldo Alckmin. As datas dos despachos são 26 e 27 de outubro daquele ano, quando o segundo turno da disputa foi realizado no dia 29. Lula acabou reeleito com uma diferença de vinte pontos percentuais sobre o rival tucano. No primeiro documento, assinado pelo embaixador Clifford Sobel, que havia chegado ao Brasil apenas em agosto,  aponta que uma vitória de Alckmin seria mais benéfica aos interesses dos EUA, embora fosse praticamente inviável àquela altura. Leia o documento original na íntegra.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tucano a diplomatas: Alckmin é do Opus Dei

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Os dois Silas: o católico é amigo do Alckmin, o evangélico, do Serra

Matarazzo diz a diplomatas que Alckmin é do Opus Dei

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BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

WikileaksEm conversa com diplomatas americanos, o secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), afirmou que o governador tucano Geraldo Alckmin pertencia ao Opus Dei, relata um telegrama obtido pelo WikiLeaks.

O diálogo ocorreu em 14 de junho de 2006, quando o tucano disputava a Presidência. Matarazzo era secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras.

Procurado pela Folha, ele negou as opiniões registradas no documento e disse não se lembrar do encontro.

De acordo com o telegrama, o secretário definiu o atual chefe como um "católico conservador" e foi categórico quanto à sua atuação na igreja: "Obviamente Alckmin é um membro do Opus Dei, apesar das suas negativas, opinou Matarazzo".

O governador sempre negou ligação com o Opus Dei, uma das prelazias mais conservadoras do catolicismo. Ele não quis falar ontem.

Segundo o relato, Matarazzo via Alckmin como um político de "orientação direitista", que só conseguia ver o mundo "da perspectiva de São Paulo" e "não tinha ideia de como conduzir uma campanha nacional".

Ligado ao ex-governador José Serra (PSDB), o secretário teria afirmado que os aliados mais próximos de Alckmin, como o secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), habitavam o "baixo clero" do PSDB.

Os alckmistas poderiam demonstrar "alguma habilidade política", mas não teriam "ideia do que é necessário para operar uma campanha em escala nacional".

Isso também valeria para o presidenciável. "Embora o mote do choque de gestão tenha apelo no meio empresarial, os eleitores do Nordeste, que Alckmin precisa conquistar para derrotar Lula, não têm ideia do que ele está falando", anotaram os diplomatas após o encontro.

O telegrama afirma que o tucano foi claro ao dizer que Serra não se empenharia na campanha do aliado e que Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso participariam "sem nenhum entusiasmo".

"Matarazzo explicou que o PSDB não está fortemente unido em torno de Alckmin, apesar das manifestações públicas em contrário", diz o texto. "Aos 64 anos, Serra sabe que, se Alckmin vencer, suas chances de chegar à Presidência acabam."

CAIPIRA

Em outro telegrama de 2006, os diplomatas relatam ter ouvido do então governador Cláudio Lembo (DEM) que FHC considerava Alckmin um "caipira".

De acordo com os documentos vazados, Matarazzo recebeu em seu gabinete o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Christopher McMullen, e um assessor político.

O secretário disse ontem que o relato dos diplomatas "não tem o menor fundamento" e que seu teor "certamente é uma besteira". "Nunca falei isso de Opus Dei. É um delírio", afirmou.

Folha.com - Poder - Matarazzo diz a diplomatas que Alckmin é do Opus Dei - 04/03/2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

EUA financiam mídia golpista da Venezuela

blog do Miro
Altamiro Borges:

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

EUA financiam mídia golpista da Venezuela

Reproduzo matéria publicado no jornal Hora do Povo:
O dono do jornal venezuelano El Nacional, Miguel Otero, e os da Globovisión, Guillermo Zuloaga e Nelson Mezer-hane, que fazem oposição cerrada ao governo de Hugo Chávez, se reuniram em 2010 com o diplomata norte-americano Patrick Duddy para pedir financiamento que os tirasse da falência.
A informação vazou em documentos do site Wikileaks e explica como jornais que têm venda ao público praticamente nula continuam circulando. As mensagens revelam que Otero dava como prazo máximo de funcionamento do jornal até abril do ano passado, se não recebesse recursos. O El Nacional, ainda que só para ser exposto nas bancas, continua sendo impresso diariamente até hoje.
Zuloaga e Mezerhane fugiram para a Florida acusados de várias fraudes, rombos financeiros, dívidas milionárias com o fisco, incitação ao magnicídio e outros crimes.
A advogada Eva Golinger, que tem se caracterizado por denunciar as manobras pensadas e executadas por Washington contra Caracas, declarou que outros documentos do Departamento de Estado dos EUA que estão sendo divulgados evidenciam o processo de seleção e cooptação de jornalistas para trabalhar nesses meios à serviço dos interesses anti-nacionais.
Para esse fim é usado como fachada um programa de intercâmbio internacional, cujo verdadeiro objetivo é pagar profissionais que se disponham a promover e defender os interesses dos EUA, mesmo tendo que se submeter ao aviltamento da sua profissão. Eva mencionou entre esses mercenários o agora deputado da Assembléia nacional, Miguel Angel Rodríguez, que recebeu milhares de dólares para assinar supostas reportagens de “investigação” e receber aulas em escritórios para essa finalidade nos Estados Unidos.

Altamiro Borges: EUA financiam mídia golpista da Venezuela

domingo, 9 de janeiro de 2011

Jobim defende Comissão da Verdade

Será? Segundo o Wikileaks, ele entregou ao Embaixador  norte-americano seus co-legas, ministros de Lula , que tinham um conceito mais soberano e independente sobre as relações do Brasil com os EUA. Revelou confidências de Lula sobre Evo Morales. Em 2010 alimentou a crise criada pelo PIG sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos (versão 3) que defendia a Comissão da Verdade sobre as torturas, mortes e desaparecimentos causados pelo regime militar. Esperava-se que ele sequer estivesse no governo de Dilma. Por algum motivo, está. Agora, esperamos que ele não a atrapalhe.

Viomundo – O que você não vê na mídia
7 de janeiro de 2011 às 18:36

Blog do Planalto: Jobim defende Comissão da Verdade

Sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 às 10:02
Comissão Nacional da Verdade tem apoio do Ministério da Defesa
do blog do Planalto
O ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro desta sexta-feira (7/1) – a primeira edição do ano – ser favorável à instalação da Comissão Nacional da Verdade para investigar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, e disse que não há divergência entre ele e Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos. “Não há nenhuma divergência com a ministra de Direitos Humanos, ela conhece bem o projeto e nós temos uma excelente relação”, disse Jobim, destacando ter ido à posse de Maria do Rosário no cargo.

Em maio de 2010 um projeto de lei que cria a Comissão foi enviada ao Congresso Nacional pelo então presidente Lula, mas ainda não foi votado. Segundo o ministro, a Comissão Nacional da Verdade tem que ser usada para o País conhecer os fatos, não para ser um instrumento de retaliação. “Vamos aguardar o debate no Congresso, para a elaboração e criação da Comissão Nacional da Verdade, para depois desenvolver a ela relativas”, afirmou.

Atualmente, disse Jobim, o Brasil tem apenas um grupo de trabalho do Araguaia, sendo feita pelo Ministério da Defesa, cumprindo determinação da Advocacia-Geral da União (AGU). O grupo já está trabalhando há dois anos na busca dos corpos dos desaparecidos na região durante a ditadura militar (1964-1985).

A entrevista com o ministro Jobim também abordou outros temas importantes, como a Estratégia Nacional de Defesa e sua contribuição para o desenvolvimento do País, a importância da proteção das fronteiras nacionais, principalmente na Amazônia e a aviação civil brasileira. Ele conversou com os jornalistas durante quase uma hora, falando sobre a necessidade de fortalecimento do programa Calha Norte, que está completando 25 anos, e a transferência do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) da Casa Civil para a Defesa. O ministro explicou ainda as medidas adotadas em sua gestão durante o governo Lula para a aviação civil, que segundo ele servirão de base para os novos projetos a partir de 2011. Outro assunto abordado foi a atuação da Força de Pacificação para a manutenção da segurança pública nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, assinaram em dezembro acordo que autorizou o início dos trabalhos e definiu as regras de implementação da Força de Pacificação (FPaz) no complexo Penha-Alemão. Constituída pelo Exército e pelas polícias Civil e Militar, a Força atua para garantir a lei e a ordem na área abrangida pelo complexo.

Jobim comentou também o convite que fez ao ex-deputado e ex-presidente nacional do PT, José Genoíno, para assessorá-lo no Ministério da Defesa. Segundo o ministro, José Genoíno teve uma atuação destacada no Congresso e ajudou muito no debate sobre a Defesa nacional. Jobim disse que Genoíno ainda na respondeu ao convite e que o martelo deve ser batido em fevereiro.

Sobre a compra de novos aviões caça para a Força Aérea Brasileira (FAB), Nelson Jobim disse que o assunto deverá estar resolvido no primeiro semestre deste ano, lembrando que os atuais aviões em atuação no Brasil (Mirage 2000) terão seus ciclos de vida expirando em 2016. Brasil abriu concorrência internacional para comprar 36 caças e estão na disputa os modelos Gripen (Suécia), F-18 (Estados Unidos) e Rafale (França).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Wikileaks: Tony Palocci queria a ALCA

Conversa Afiada

Bem que o Bessinha podia trocar as cores das pantufas

Saiu na Folha (*), pág. A7:
“Críticos minaram diplomacia comercial do Brasil com os EUA.”
“Estratégia do Itamaraty foi atacada em contatos com americanos … ”
“Defensores da ALCA acenaram aos EUA com a chance de reativar as negociações em 2005, quando o então Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, aproveitou um encontro de Lula com o Secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, para debater a idéia.”
“Segundo os americanos, (Tony – PHA) Palocci ‘se ofereceu (sic) para liderar (sic) um esforço para dar novo impulso às negociações’ e levar (sic) o Itamaraty a ‘uma postura mais proativa (sic)’. Lula ‘desconversou’, indicando que não tinha interesse.”

NAVALHA

Navalha

Quer dizer, então, que, depois do Nelson Johnbim, temos agora o ministro Tony Palocci.
Dois que espinafram a política externa brasileira para autoridades americanas.
Papelão, hein ?
Como o Celso Amorim deve ter sofrido, nas mãos do Tony e do Johnbim.
A ALCA, como se sabe, foi uma tentativa americana de unir as Américas, sob a liderança americana.
Era a criação de um Commonwealth do Império Americano.
A tentativa começou com Bush, o pai, tomou outro formato com Clinton, e Bush, o filho, tentou ressuscitá-la.
O principal objetivo sempre foi botar o Brasil – o maior país da América Latina – debaixo do guarda-chuva americano.
Outro grande da America Latina, o México, já estava devidamente abrigado sob o guarda-chuva do Nafta.
E deu no que deu.
O PiG (**) e a elite branca se excitaram com a idéia de aderir à ALCA e oficializar a volta à condição de colônia com que sempre sonharam.
Lula resistiu.
Celso Amorim comeu o pão que o diabo amassou nos editoriais coloniais do Estadão.
O que não se sabia é que Tony trabalhava nos bastidores.

Em tempo: como sempre, a Folha (*) errou na hora de fazer o título. Quando deu a notícia de que o Johnbim foi ao embaixador americano para solapar a política externa do Governo a que servia, o título da Folha (*) era outro. Escondia a infidelidade do ministro serrista. Agora, para proteger Tony Palocci – quindim de Iaiá do PiG (**) – fez o mesmo. Deu a proteção dos últimos parágrafos da matéria.
Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Wikileaks: Tony Palocci queria a ALCA | Conversa Afiada

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Por que Washington odeia Chávez

os sobreviventes do Katrina amontoadas no Superdome como “abrigo” improvisado por Bush

Mike Whitney: “Venezuela foi martelada por chuvas torrenciais e enchentes que deixaram 35 pessoas mortas e 130 mil desabrigadas. Se George Bush fosse o presidente, em vez de Hugo Chavez, os desabrigados seriam empurrados sob a mira de armas para prisões improvisadas — como a Superdome –  como aconteceu depois do furacão Katrina.”

Viomundo – O que você não vê na mídia

Mike Whitney explica o ódio de Washington contra Chávez

Venezuela vs. os Bancos

Why Washington Hates Hugo Chavez [Porque Washington odeia Hugo Chavez]

By MIKE WHITNEY, no Counterpunch

No fim de novembro a Venezuela foi martelada por chuvas torrenciais e enchentes que deixaram 35 pessoas mortas e 130 mil desabrigadas. Se George Bush fosse o presidente, em vez de Hugo Chavez, os desabrigados seriam empurrados sob a mira de armas para prisões improvisadas — como a Superdome –  como aconteceu depois do furacão Katrina. Mas esta não é a forma de trabalho de Chavez. O presidente venezuelano rapidamente aprovou “leis habilitantes” que deram a ele poderes especiais para dar ajuda de emergência e moradia para as vítimas das enchentes. Chavez mandou limpar o palácio presidencial e deu moradia nele a 60 famílias, o que seria o equivalente a transformar a Casa Branca em um abrigo para os  sem teto. As vítimas do desastre estão agora sendo alimentadas e cuidadas pelo estado até que possam ficar em pé e retornar ao trabalho.

Os detalhes do que Chavez fez foram omitidos pela mídia dos Estados Unidos, onde ele é regularmente demonizado como “autoritário esquerdista” ou ditador. A mídia se nega a admitir que Chavez diminiu a diferença de renda, eliminou o analfabetismo e deu cobertura de saúde a todos os venezuelanos, reduziu a desigualdade e aumentou o padrão de vida para todos. Enquanto Bush e Obama estavam expandindo as guerras externas e aprovando cortes de impostos para os ricos, Chavez estava ocupado melhorando a vida dos pobres e necessitados, ao mesmo tempo em que enfrentava a última onda de agressão dos Estados Unidos.

Washington despreza Chavez porque ele se nega a dar os vastos recursos da Venezuela para as elites corporativas e os banqueiros. É por isso que o governo Bush tentou depor Chavez em um golpe fracassado em 2002 e é por isso que o fala-mansa do Obama continua a lançar ataques clandestinos contra Chavez hoje. Washington quer troca de regime para poder instalar a marionete que dará as reservas de petróleo da Venezuela para o “big oil” [grandes companhias petrolíferas privadas], enquanto transforma em inferno a vida dos trabalhadores.

Documentos recentemente divulgados pelo Wikileaks mostram que o governo Obama aumentou sua interferência nos assuntos internos da Venezuela. Aqui está um trecho de um documento divulgado pela advogada e autora Eva Golinger:

“Em documento secreto de autoria do atual subsecretário assistente de estado para assuntos do hemisfério, Craig Kelly, mandado da embaixada dos Estados Unidos em Santiago em junho de 2007 para o secretário de Estado, a CIA e o Comando Sul do Pentágono, além de uma série de embaixadas dos Estados Unidos na região, Kelly propõe “seis áreas principais de ação para o governo dos Estados Unidos limitarem a influência de Chavez” e “recuperar a liderança dos Estados Unidos na região”.

Kelly, que fez o papel principal de “mediador” durante o golpe do ano passado em Honduras contra o presidente Manuel Zelaya, classifica o presidente Hugo Chavez como “inimigo” em seu relatório.

“Conheça o inimigo: Temos de entender melhor como o Chavez pensa e o que pretende… para efetivamente enfrentar a ameaça que ele representa, precisamos conhecer melhor seus objetivos e como ele pretende perseguí-los. Isso requer melhor inteligência de todos os nossos paises”. Mais adiante no memorando, Kelly confessa que o presidente Chavez é um “adversário formidável” mas, acrescenta, “ele pode ser derrotado”. (Wikileaks: Documentos confirmam planos dos Estados Unidos contra a Venezuela, de Eva Golinger, no blog Postcards from the Revolution)

Os telegramas do Departamento de Estado mostram que Washington tem financiado grupos anti-Chavez na Venezuela através de organizações não-governamentais que dizem trabalhar pelas liberdades civis, direitos humanos e promoção da democracia. Esses grupos se escondem por trás de uma fachada de legitimidade, mas sua proposta real é a de derrubar o governo democraticamente eleito de Chavez. Obama apoia esse tipo de suversão tão entusiasticamente quanto Bush. A única diferença é que a equipe de Obama é mais discreta. Aqui está outro trecho no qual Golinger detalha o caminho do dinheiro:

“Na Venezuela, os Estados Unidos tem apoiado grupos anti-Chavez por mais de oito anos, inclusive aqueles que executaram o golpe contra o presidente em abril de 2002. Desde então, os fundos foram aumentados substancialmente. Um relatório de maio de 2010 avaliando o apoio estrangeiro a grupos políticos da Venezuela, feito a pedido do National Endownment for Democracy, revelou que mais de 40 milhões de dólares anuais são destinados a grupos anti-Chavez, a maioria através de agencias dos Estados Unidos… A Venezuela se destacou na América Latina como o país que mais recebeu fundos do NED para grupos de oposição durante 2009, com 1 milhão 818 mil e 473 dólares, mais que o dobro do ano anterior… Allen Weinstein, um dos fundadores do NED, revelou ao Washington Post, “o que fazemos hoje era feito clandestinamente pela CIA 25 anos atrás…” (“‘Operações na Sociedade Civil’ clandestinas dos Estados Unidos: Interferência na Venezuela continua a crescer”, Eva Golinger, no site Global Research).

Na segunda-feira, o governo Obama revogou o visto do embaixador da Venezuela em Washington em retaliação à rejeição de Chavez da nomeação de Larry Palmer para embaixador dos Estados Unidos em Caracas. Palmer tem sido abertamente crítico de Chavez e diz que existem ligações claras entre membros do governo Chavez e guerrilheiros esquerdistas da vizinha Colômbia. É uma forma torta de acusar Chavez de terrorismo. Ainda pior, a origem e a história pessoal de Palmer sugerem que a nomeação dele representa ameaça à segurança nacional da Venezuela. Considere os comentários feitos por James Suggett, do site Venezuelanalysis no Eixo da Lógica:

“Olhem a história de Palmer, trabalhando para os oligarcas apoiados pelos Estados Unidos na República Dominicana, Uruguai, Paraguai, Serra Leoa, Coreia do Sul e Honduras, “promovendo o Tratado de Livre Comércio da América do Norte [NAFTA]“. Da mesma forma que a classe dominante dos Estados Unidos indicou um afro-americano, Barack Obama, para substituir George W. Bush e para deixar o resto intacto, Obama, por sua vez, indica Palmer para substituir Patrick Duddy, que se envolveu na tentativa de golpe contra o presidente Chávez em 2002 e que foi um inimigo dos venezuelanos no período em que foi embaixador dos Estados Unidos na Venezuela”.

A Venezuela já está cheia de espiões e sabotadores dos Estados Unidos. Eles não precisam da ajuda da embaixada. Chavez fez a coisa certa ao fazer sinal negativo para Palmer. Além disso, Chavez desprovou as acusações espúrias de Palmer na semana passada, quando extraditou o comandante da ELN, Nilson Albian Teran Ferreira, o Tulio, para a Colombia, “a primeira extradição de um guerrilheiro colombiano para seu país”. A notícia não saiu na mídia ocidental (porque prova que Chavez não apoia os grupos paramilitares que operam na Colômbia).

A nomeação de Palmer não é “mais do mesmo”; mais interferência, mais subversão, mais problemas. O Departamento de Estado foi largamente responsável pelas assim-chamadas revoluções coloridas na Ucrânia, Líbano, Georgia e Quirguistão etc.; todas foram armações feitas para a TV, que colocaram de um lado os interesses de ricos capitalistas contra os de governos eleitos. Agora a turma da Hillary quer tentar a mesma estratégia na Venezuela. É papel do Chavez evitar isso, razão pela qual ele aprovou uma lei para “regulamentar, controlar ou proibir o financiamento estrangeiro de atividades políticas”. Enfrentar as ONGs é a única forma de se defender contra a interferência dos Estados Unidos e proteger a soberania venezuelana.

Chavez também está usando seus novos poderes para reformar o setor financeiro. Aqui está um excerto de um artigo intitulado “Assembleia Nacional venezuelana aprova lei fazendo dos bancos um ’serviço público’”:

“A Assembleia Nacional da Venezuela na sexta-feira aprovou legislação que define a indústria bancária como ’serviço público’, requerendo que os bancos contribuam mais para os programas sociais, a construção de moradias e outras necessidades sociais, tornando mais fácil a intervenção do governo quando os bancos não cumprirem as prioridades nacionais. A nova lei protege os bens dos clientes dos bancos no caso de irregularidades cometidas pelos donos… e estipula que o Superintendente de Instituições Bancárias considere o interesse dos clientes — não apenas dos acionistas… quando tomar decisões que afetem as operações bancárias”.

Então por que Obama não está fazendo o mesmo? Ele tem medo de qualquer mudança real ou é um lacaio de Wall Street? Aqui, mais um pouco do mesmo artigo:

“Numa tentativa de controlar a especulação, a lei limita a quantidade de crédito que pode ser dado a indivíduos ou entidades privadas ao fixar 20% como o máximo total de seu capital que o banco pode emprestar. A lei também limita a formação de grupos financeiros e proíbe os bancos de ter participação em corretoras ou empresas de seguros. A lei também estipula que 5% dos lucros brutos dos bancos devem ser dedicados a projetos elaborados pelos conselhos comunais; 10% do capital do banco deve ser colocado em um fundo para pagar salários e pensões em caso de falência. De acordo com dados de 2009 da Softline Consultores, 5% dos lucros brutos da indústria bancária da Venezuela no ano passado equivaleriam a 314 milhões de bolivares, ou 73,1 milhões de dólares, para programas sociais para atender as necessidades da maioria pobre da Venezuela”.

“Controlar especulação?” Aí está uma boa ideia. Naturalmente, os líderes da oposição chamaram as novas leis de “um ataque contra a liberdade econômica”, mas isso é pura besteira. Chavez está meramente protegendo o público das práticas predatórias dos banqueiros sedentos de sangue. A maioria dos americanos desejaria que Obama fizesse o mesmo.

De acordo com o Wall Street Journal, “Chávez ameaçou expropriar os grandes bancos no passado se eles não aumentassem os empréstimos para pequenos negócios e compradores de casas; desta vez está aumentando a pressão publicamente para mostrar preocupação com a falta de moradias para 28 milhões de habitantes da Venezuela”.

Caracas sofre de uma maciça falta de moradias que se tornou ainda pior por causa das enchentes. Dezenas de milhares de pessoas precisam de abrigo, razão pela qual Chavez está colocando pressão nos bancos para emprestar. Naturalmente, os bancos não querem ajudar, por isso estão no modo-bebê-chorão. Mas Chavez descartou a choradeira e os colocou “sob aviso”. De fato, na terça-feira, ele deu um alerta direto:

“Qualquer banco que escorregar… vou expropriá-lo, seja o Banco Provincial, o Banesco ou o Banco Nacional de Crédito”.

Bravo, Hugo. Na Venezuela de Chavez as necessidades básicas das pessoas comuns e trabalhadoras tem precedente sobre os lucros dos banqueiros. É surpresa que Washington o odeie?

As relações da Veja com a CIA

blog Ficha Corrida

04/01/2011

WikiLeaks, CIA & Veja

capa380Julian Assange entregou as provas do financiador ideológico-mor da revista Veja. Documentos a serem divulgados hoje, 04/01/2011, explicam a coincidência entre os interesses eleitorais de Álvaro Uribe, o exílio do padre colombiano Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como Padre Olivério Medina, e a matéria da revista Veja acusando o PT de participação nas FARC.

Segundo matéria assinada pela correspondente da WikiLeaks no Brasil, Natália Viana, em 2005 a Colômbia pediu a extradição e a embaixada americana prontamente se aliou. Daí a razão pela qual a Veja e seus aliados no Congresso, fomentados pela CIA, pa$$aram ao ataque. O incentivo da CIA vem agora comprovado pelo esforço diplomático em benefício da política eleitoral de Uribe, aliado incondicional dos EUA.

No documento fica particularmente evidente o empenho da tríplice aliança, Álvaro Uribe, EUA e VEJA, quando o “ embaixador aconselha que o governo americano ajude a Colômbia a montar um argumento “o mais forte e mais detalhado possível contra Cadena”: “Associar isso com quaisquer novas informações ou inteligência que os serviços do governo colombiano ou americano possam obter sobre a história de Cadena nas ações militares das Farc também seria útil”. E a Veja cumpriu seu papel! Mandou e todos seus colonistas pa$$aram a tratar do tema diuturnamente.

Assim como as campanhas eleitorais são financiadas visando um benefício futuro, as matérias celulares (pré-pagas) da VEJA também escondem, ou revelam, que intere$$es escondem ou revelam…

Uma mão lava a outra

E as duas, a bunda. O assunto envolvendo o PT e as FARC voltou à tona nas eleições do ano passado. Como ficou provado em documento anterior vazado pela Wikileaks, houve dobradinha durante a campanha. Dobradinha servida pelo Índio da Costa que Serra engoliu sem mastigar. Ou, pelas provas de agora, saboreou. Para defender os interesses americanos o vice de José Serra trouxe a baila novamente o tema da ligação do PT com as FARC (e o TSE deu direito de resposta ao PT), e, com isso, a Chevron ganhou de Serra a promessa que, se eleito, mudaria as regras do Pré-sal em benefício das empresas americanas. Saiba mais sobre as relações do candidato José Serra com os interesses dos EUA, lendo: Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal.

 

PSDB, independência dependente

José Serra esteve “exilado” nos EUA, exatamente o país que apoiava a ditadura. Fernando Henrique foi financiado pela Fundação Ford com o único intuito de criar a doutrina segundo a qual o Brasil só seria independente se dependesse dos EUA. Uma independência tutelada…

Como se vê, nos tempos atuais urge uma WikiLeaks que trate da movimentação financeira entre a CIA  e a VEJA. Seria a prova do que já sabemos!

Wikileaks: EUA queriam que Brasil ajudasse a espionar Chávez

Um despacho confidencial publicado pelo site Wikileaks nesta quarta-feira (5/1) revela que o embaixador norte-americano propôs ao governo brasileiro “compartilhar inteligência” sobre o presidente da Venezuela Hugo Chávez em 2005.
A proposta foi feita durante uma reunião em 14 de março de 2005 entre John Danilovich, então embaixador, e o então ministro das relações exteriores, Celso Amorim. O embaixador abriu a conversa dizendo que o governo norte-americano se preocupava com a retórica e as ações de Chávez e o considerava como uma “ameaça à região”.
“Ele pediu que o ministro do exterior Amorim considere institucionalizar uma parceria política mais intensa entre os governos brasileiro e norte-americano em relação a Chávez, e assinar um acordo de compartilhamento de inteligência”, disse, segundo o texto.
Segundo o despacho, Amorim foi direto ao rejeitar a aliança contra o venezuelano.
“Não vemos Chávez como uma ameaça”, teria dito o agora ex-chanceler, antes de defender a “maneira democrática” como o venezuelano fora eleito e o seu apoio popular. “Nós temos que trabalhar com ele e não queremos fazer nada que estrague nossa relação”.
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Amorim teria explicado que a relação entre os dois países é “sensível” e que o Brasil não podia fazer nada que pudesse minar sua “credibilidade” perante Chávez, já que buscava “influenciá-lo em uma posição mais positiva”. Um exemplo disso, segundo Amorim, foi que Lula teria sugerido a Chávez, em uma reunião no Uruguai, que ele “baixasse o tom da sua retórica”.
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Em outra ocasião, Lula teria persuadido o governante venezuelano a não nadar em uma praia chilena que ele queria reivindicar para a Bolívia diante da imprensa local. A Bolívia mantém uma disputa com o Chile sobre a sua antiga saída para o Pacífico, perdida para o país vizinho na Guerra do Pacífico (1879-1883).
Rejeição seca
Apesar de rejeitar a proposta norte-americana, Amorim teria dito que o Brasil gostaria de aumentar o diálogo sobre Chávez com os EUA e que se interessava em obter “qualquer inteligência” que os norte-americanos quisessem fornecer. No despacho, Danilovich afirma que Amorim “não comprou” a ideia de que Chávez seria uma ameaça.
“A rejeição seca a compartilhar inteligência foi equilibrada pela sua vontade de aumentar a colaboração conosco no nível político com relação à Venezuela, e nós devemos buscar maneiras de explorar essa abertura para defender nosso argumento de que o Chávez representa um perigo. Fornecer mais informações detalhadas ao governo brasileiro sobre direitos humanos e ações repressivas dentro da Venezuela, bem como quaisquer informações sobre o que aprontam grupos apoiados pelo presidente da Venezuela em outros países (mesmo que signifique oferecer informações de inteligência unilateralmente) pode ser parte dessa colaboração política”, escreveu o diplomata.
Na mesma reunião, Amorim disse que Lula mantinha contato direto com Evo Morales, então líder da oposição boliviana, para convencê-lo a manter uma linha democrática. Amorim também se comprometeu a manter a “linguagem” do Conselho de Segurança da ONU na resolução da I Cúpula América do Sul-Países Árabes em 10 e 11 de maio de 2005.
*Especial para o Wikileaks. Publicado originalmente no blog de Natalia Viana.

Do Opera Mundi

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Assange defende a Falha de S.Paulo

O blog que fazia uma sátira do “jornalão” foi censurado pelo mesmo via “justiça”. Para Assange, censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada.
Blog do Miro
Altamiro Borges
Assange defende a Falha de S.Paulo

Reproduzo artigo de Natalia Viana, publicado no sítio da CartaCapital:
Em uma entrevista concedida ao Estadão ontem, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, citou o caso do blog satírico FAlha de São Paulo para defender a liberdade de expressão.
“Entendo a importância de proteger a marca e temos sites similares que se passam por WikiLeaks. Mas o blog não pretende ser o jornal e acho que deve ser liberado. A censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada. Sempre que haja censura, ela deve ser denunciada”, disse Julian ao jornalista Jamil Chade.
O site FAlha de S Paulo foi retirado do ar por ordem da justiça paulista, após o jornal Folha de S Paulo entrar com processo por uso indevido da marca. O site humorístico satrizava o maior jornal do país.
Ontem a organização Repórteres sem Fronteiras pediu que a Folha de S Paulo retire o processo, dizendo que o jornal se “engrandeceria” ao tomar esta atitude.
O jornal nega que tenha censurado o conteúdo do site – diz que o problema é o nome parecido e o logo da Folha.
Asilo político no Brasil
Julian também falou que pensa em expandir a atuação do WikiLeaks no Brasil. “Vemos muito apoio vindo do Brasil, tanto da população, mídia, da forte e emergente cultura de internet. E também há muita corrupção. Portanto, haverá bons tempos no futuro no Brasil para nós”.
Perguntado se já pensou em pedir asilo político no Brasil, o fundador do WikiLeaks disse que “seria ótimo” se fosse oferecido.
“É um país grande o suficiente para ser independente da pressão dos EUA, tem força econômica e militar suficiente para fazer isso. E não é um país como China e Rússia que não são tão tolerantes com a liberdade de imprensa. Talvez o Brasil seria um bom país para que coloquemos parte de nossas operações”.
Julian também falou da perseguição que tem sofrido por parte dos EUA - disse se considerar um preso político – e do recente vazamento de parte do processo que está sofrendo na Suécia por crimes sexuais.
“Transparência é para governos. Não para indivíduos. O objetivo de revelar informações sobre pessoas poderosas é cobrar responsabilidade deles. Quando um governo dá material legal para um jornal para prejudicar alguém, trata-se de um abuso. O repórter que foi escolhido para receber a informação é um conhecido crítico de nossa organização. O Guardian não perguntou por que foi liberada essa documentação antes de uma audiência na Corte. Quais são os motivos envolvidos. São perguntas que não foram respondidas”.
Ele também e explicou os planos da organização para o próximo ano. “Para 2011, vamos publicar mais telegramas sobre países e sobre mais de cem organizações. Mas também teremos outras publicações. Vamos expandir nossa estrutura”.

Altamiro Borges: Assange defende a Falha de S.Paulo

Burburinho: Assange espinafra a Folha (*)

Conversa Afiada

Folha censura. Qual a novidade ?

O Conversa Afiada publica e-mail de Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades:

Do Desculpe a nossa fAlha
23 dezembro 2010

Os bastidores da entrevista de Assange ao Estadão + Vazou a crítica interna da ombudsman da Folha!

Como vocês devem imaginar, não foi fácil para o Estadão publicar um petardo contra sua compadre da Barão de Limeira. O jornal quis cortar o trecho em que Assange referia-se à Falha, mas o pessoal do WikiLeaks que acompanhava o Assange não deixou. Tinha uma exigência clara de não se vetar nenhuma das partes da entrevista, segundo confirmação de fontes do próprio Estadão. Uma vez impedido de censurar a censura, a direção do jornal dos Mesquita teve que travar um saboroso e constrangedor diálogo com a direção da Folha, diálogo esse que eu pagaria mil reais para ouvir uma gravação. O resultado foi a publicação do trecho da Falha mais o box-outro lado da Folha, aquele textorisível em que o jornal do Otavinho nega a censura. (Não sei porque, mas lendo esse box da Folha repetindo freneticamente “Eu não censurei!”, me lembrei daquele personagem do Casseta & Planeta que, dentro de uma sauna gay, rodeado de marmanjos e só de toalha, bradava “Eu não sou gay!”).

Curiosidade besta antes do filé: no Jornal da Tarde a notícia saiu sem box do outro lado surrealista. Pô Folha, assim não dá, processa o Grupo Estado!

Agora o melhor: vazou para nós, a la WikiLeaks, a crítica interna da ombudsman da Folha, Suzana Singer, que circulou entre os jornalistas da Folha agora à tarde, com um aviso bem grande pedindo para “NÃO DIVULGAR”:
FALHA DE S. PAULO
A incrível capacidade de mobilização dos irmãos responsáveis pelo site Falha de S.Paulo, processado pela Folha, obteve uma vitória impressionante hoje, quando Julian Assange, o símbolo do momento da luta pela liberdade de imprensa, defendeu o site. Está na entrevista exclusiva publicada no Estadão. “Entendo que há um grande escândalo em relação ao ao blog Falha de S.Paulo, que é uma sátira ao nome do jornal com o qual temos uma parceria no Brasil. Entendo a importância de proteger a marca e temos sites similares que se passam pelo WikiLeaks. Mas o blog não pretende ser o jornal e acho que deve ser liberado. A censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada. Sempre que há censura, ela deve ser denunciada”. Tem um box de outro lado, com a Folha negando que seja censura.

Os dois blogueiros já tinham conseguido que os Repórteres sem Fronteiras condenassem o processo, por considerarem difícil que um jornal do porte da Folha tenha sofrido danos á imagem por causa do site. Também dizem que os irmãos Bocchini não terão dinheiro para pagar a indenização. A Global Voices, comunidade internacional de blogueiros, também apoiou os irmãos. O site da Wired contou a história, sem emitir opinião. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo condenou a atitude da Folha.

O jornal precisa noticiar o processo, fazer reportagem ouvindo os dois lados, explicar melhor sua posição. Não dá mais pra fingir que nada está acontecendo.

Suzana, apesar do apoio de muita gente incrível que recebemos aqui no Brasil (a quem somos imensamente gratos), tivemos que ir buscar o aval dos gringos para a Folha acordar. Longe de mim querer dar pitaco no seu trabalho, mas para quem quer ser o “Jornal do Futuro”, todos os detalhes desse caso mostram que ainda há um longuíssimo caminho a percorrer.

http://desculpeanossafalha.com.br/bastidores-da-entrevista-de-assange-ao-estadao/
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Burburinho: Assange espinafra a Folha (*) | Conversa Afiada

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Brasil lutou para livrar a cara dos que mataram no desastre da Gol

Conversa Afiada

Na foto, os queridinhos do Itamaraty: os pilotos do Legacy (sem o transponder)

Os pilotos americanos do jato Legacy, Joseph Leporace e Jan Paladino, mataram 154 brasileiros que viajavam num Boeing da Gol, em 29 de setembro de 2006.
(Lembre-se que o Ali Kamel preferiu não divulgar esse desastre no jornal nacional para levar a eleição de 2006 para o segundo turno – clique aqui para ler “O primeiro golpe já houve. Falta o segundo”).
Os pilotos americanos voavam na altura errada e não ligaram a máquina que avisaria onde eles estavam – o transponder.
O resto foi barulho do PiG (*) para instalar o Caosaéreo e derrubar o Lula.
O que se reforçou com a tragédia da TAM, em Congonhas, pouco depois.
Foi aí que o jornal nacional fez a memorável “reportagem” da “moedinha”: provou que uma chuva que provocasse uma poça da espessura de uma moeda de um Real provocaria tantos desastres quantos o jn quisesse.
Viva o Brasil !
Foi aí que  Nelson Johnbim se tornou Ministro da Defesa e, na entrada, tratou o grande brasileiro Waldyr Pires, seu antecessor, de forma grosseira.
Era o começo.
Clique aqui para ler “Maria do Rosário não é Vannuchi”.
Agora, vem o WikiLeaks e faz revelações estarrecedoras.
O Itamaraty, através do embaixador Manoel Gomes Pereira, “suavemente” pressionou a Justiça brasileira para livrar a cara dos dois responsáveis pela morte de 154 brasileiros.
O Itamaraty !
Além do Itamaraty, a Embaixada americana contou com o apoio decisivo do escritório de advocacia do Grande Ministro da Justiça do Governo do Farol de Alexandria, José Carlos Dias.
A passagem dele pelo Ministério deixou marcas que só se comparam às de Nabuco de Araújo e Ruy Barbosa.
Seu filho, Théo (que o embaixador americano fez questão de ressaltar que se tratava de filho do ex-ministro José Carlos Dias), prometeu ao embaixador que se não livrasse a cara dos pilotos na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça era uma barbada !
Diz o Globo, na pág. 33:
“… Sobel (o embaixador americano que deu a entender que considerava o Johnbim um “trêfego” – PHA) Sobel prepara o Departamento de Estado para uma eventual derrota no Tribunal Regional Federal, TRF. REVELA QUE O ADVOGADO DOS PILOTOS ACREDITA QUE, NESSA EVENTUALIDADE, SERIA VENCEDOR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA”. (Ênfase minha – PHA)
Das duas uma.
Ou o Dr Théo (filho do ex-Ministro) é um fanfarrão e promete o que não pode cumprir.
Ou o escritório do ex-Ministro faz e acontece no STJ.
O Conversa Afiada acredita na primeira hipótese – a da fanfarrice.
(Este ordinário blogueiro conhece o pai de outros carnavais).
O Brasil, como se sabe, é o único país do mundo que não leva o WikiLeaks a sério.
A Folha (**) tentou livrar a cara do Johnbim, por exemplo.
E deu destaque a trecho do telegrama em que o embaixador Sobel achava que o Itamaraty era contra os americanos (não os pilotos, bem entendido).
Só que a Folha escondeu a informação de que o embaixador Sobel apenas reproduzia informação que tinha recebido, a portas fechadas, do Ministro da Defesa do Brasil, o dito Johnbim.
Aí, o Johnbim e o presidente Lula espinafraram o WikiLeaks, quando este ordinário blog botou o Johnbim na roda.
(Depois o presidente Lula defendeu o Assange. Mas aí, amigo navegante, sabe como é fim de mandato.)
O WikiLeaks não oferece, na versão do Globo, nenhuma informação sobre o papel do PiG (e especialmente da Folha e sua colonista (***) Eliane Catanhêde) na batalha para divulgar versões que, por coincidência, se coadunavam com as do Dr Théo (ou do ex-Ministro).
Mas, o Globo reproduz interessante “denúncia” que o deputado ACM Neto faz ao embaixador americano sobre a incompetência do Presidente Lula.
A Embaixada americana vai mal de interlocutor.
Ou devia mandar alguém à Bahia para localizar a “incompetência” do Lula ao desconstruir a dinastia Magalhães.
Um incompetente !
O Neto sabe.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

O Brasil lutou para livrar a cara dos que mataram no desastre da Gol | Conversa Afiada

Após sair da prisão, Assange agradece a Lula

Os Amigos do Presidente Lula Presidente Lula e Julian Assange - WikiLeaks

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse que é maravilhoso sair do confinamento com o apoio de "pessoas perto do poder", como o presidente Lula.A declaração foi dada por Assange em entrevista, ao jornal espanhol "El País".
"Lula é um caso especial, porque está deixando o cargo, e isso lhe permite ser mais direto do que havia sido. Já não tem que prestar nenhuma lealdade aos EUA."Há três semanas, quando Assange foi preso, Lula classificou sua detenção de "cerceamento à liberdade de expressão na internet".Também disse, dias depois, que protestaria contra quem censurou o site.

Os Amigos do Presidente Lula: Após sair da prisão, Assange agradece a Lula

Imagem: BLOG DA NÍVIA, uma cachaceira