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quinta-feira, 9 de junho de 2011

As avaliações apressadas

Palocci: é a política, estúpido! E agora, Dilma?


publicada quarta-feira, 08/06/2011 às 17:26 e atualizada quinta-feira, 09/06/2011 às 11:43
por Rodrigo Vianna
A queda de Palocci gerou debates acalorados na internet. Recapitulemos. O principal ministro do governo, acuado por denúncias de ter enriquecido 20 vezes enquanto exercia o mandato de deputado federal pelo PT, manteve-se calado por 20 dias. Quando resolveu falar, escolheu: entrevista exclusiva para a Globo.
O meio é a mensagem. Muita gente discutiu os argumentos do ministro naquela entrevista, as explicações, o tom “sóbrio”. O recado principal ali era outro: Palocci indicou que tinha (e tem) aliados poderosos no “establishment”. O meio é a mensagem. Falar à Globo – com exclusividade – é uma forma de dizer: eu sigo forte entre aqueles que mandam ou imaginam que mandam no Brasil. Isso era fundamental para que Palocci se sentisse mais “protegido” ao sair do governo.
Na segunda-feira, veio a decisão da Procuradoria Geral da República (PGR): o procurador não enxergou motivos (jurídicos) para investigar Palocci. Em alguns blogs e no twitter, choveram conclusões apressadas: “aí está a prova de que os detratores de Palocci estavam errados, ele é inocente, não há sequer indícios contra o ministro”. Espalharam-se ataques contra o jornalista Ricardo Kotscho, que havia escrito no blog dele, no dia da entrevista pra Globo:  “Palocci escolheu a guilhotina”. Kotscho errou feio, diziam alguns. Errou??
Outros blogueiros (entre eles esse escrevinhador), que escolheram o caminho da crítica (política) a Palocci, foram acusados de “traidores” e “oportunistas”. Um certo stalinismo de botequim espalhou-se por aí: quem não defende o governo unilateralmente é “traidor”. Hehe. Nessa, eu não caio.
Quem achou que a decisão da PGR era uma “vitória definitiva” de Palocci, desculpe-me, mas não entende muito de política. Palocci permaneceu no cargo durante mais de 20 dias justamente com esse objetivo: usar o cargo para evitar estragos maiores (especialmente na área judicial). Na segunda-feira, diante das conclusões apressadas dando conta da ”vitória jurídica” de Palocci, escrevi no twitter o que me parecia o óbvio ululante: a questão era – e continua a ser – política.
Agora que Palocci caiu, alguns blogueiros e tuiteiros que respeito muito dizem que “o governo acabou”. Bobagem…
Esse é um governo em disputa – ainda mais agora, com o rearranjo de forças. De minha parte, acho que o problema de Dilma não foi a queda de Palocci, mas sua nomeação numa função tão importante. Quando digo que a questão era, e é, política, refiro-me justamente a isso: a escolha de Palocci simbolizava a escolha de um nome completamente comprometido com o mundo financeiro e o grande capital. Em 2003, Lula precisava de um nome assim. FHC entregara o país à beira da bancarrota. Palocci cumpriu essa tarefa. Depois, foi derrubado pela soberba – no vergonhoso episódio do caseiro.
Dilma não precisava e não precisa disso. Ah, mas foi o Lula que indicou Palocci. E daí? Lula é um ser iluminado que não erra? Sigo a entender que Lula foi o melhor presidente da República, ao lado do Getúlio Vargas dos anos 50. Nem por isso deixaram (Vargas e Lula) de cometer erros.
A escolha de Palocci para a Casa Civil soma-se a outras escolhas da presidente Dilma – que apontam num rumo claro: o governo caminhou alguns graus rumo ao centro, na comparação com o segundo mandato de Lula – que foi razoavelmente avançado, um governo social-democrata clássico.
A saída de Palocci pode abrir caminho para um novo arranjo. Ninguém espera um governo “socialista” ou de “esquerda” na gestão Dilma. Claro está que a correlação de forças no Brasil exige acordos. Mas quem vai estar ao leme? Quem vai ter a hegemonia do processo? Num texto recente, escrevi sobre os risco das últimas escolhas de Dilma. Dizem por aí que as pesquisas já mostrariam certa queda no apoio à presidenta. Por conta do desgaste gerado pelo caso Palocci no noticiário. Isso é conjuntural. Mais grave pra mim é a corrosão de longo prazo: setores de esquerda sentem-se longe desse governo que prometia ser a continuidade de Lula.
O portal “Sul21″, que tem certa proximidade editorial com o governador petista Tarso Genro (RS), é muito claro na avaliação da queda de Palocci: “Soberba x Prestação de Contas”. Blogueiros como Idelber Avelar e Renato Rovai também escreveram texto curtos e precisos sobre o significado da queda de Palocci. Nenhum deles pode ser apontado como “traidor”, “oportunista”, ou  “agente infiltrado do PIG”.
A ideia de que a queda de Palocci significa a “capitulação” de Dilma ao PIG é simplista. Foi Dilma quem tentou um acordo com a velha imprensa, no início do mandato: foi à “Folha”, à Globo, e deu sinais indiretos de que não iria avançar na “Ley de Medios” preparada por Franklin Martins. Escolhas. Palocci, no centro do governo, certamente tinha muito a ver com essas escolhas.
Essas escolhas criaram certo mal-estar entre gente que apoiou e/ou votou em Dilma durante a dura batalha de 2010. A queda de Palocci pode ser o símbolo de uma fase nova no governo.
O PT e o governo, se deixaremde lado o medo e os acertos “por cima”, podem usar o episódio Palocci contra a oposição. Se Palocci caiu por “enriquecer sem explicações convincentes”, o que dizer de Aécio e sua frota de carros na rádio? O que dizer da filha de Serra?
Não é por outro motivo que Serra (e muitos tucanos) ficaram ao lado de Palocci nesse episódio. Palocci era uma ponte com os tucanos e o empresariado atucanado.
A ponte ruiu. Isso não quer dizer que o governo Dilma vai avançar nas áreas onde tropeça e cede ao conservadorismo (Cultura, Relações Internacionais, Meio Ambiente). Mas a chance existe.
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terça-feira, 31 de maio de 2011

Presidenta já demitiu Palocci. (Na prática)

Que falta ele faz em Brasilia !

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Saiu no Valor, primeira página:

“Dilma revê coordenação política”
“A crise que abalou o Governo nos últimos 15 dias forçou a presidenta a rever a estratégia da articulação política, duramente criticada pelos aliados, e retomar (sic) a iniciativa na administração. Hoje, a presidenta se reúne com governadores e prefeitos de estados e capitais que sediarão a Copa de 2014. Amanhã, terá reunião do conselho político com a presença dos presidentes dos partidos aliados”.

Navalha

NAVALHA

Tony Palocci, assim, se reduz à condição de “vaso chinês” – até cair formalmente.
(Há outros exuberantes “vasos chineses” no gabinete da Presidenta.)
Como disse aquela amiga argentina do Conversa Afiada, a Presidenta vai ter que entrar em campo, se sujar na lama, dar e levar canelada, porque técnico não ganha jogo.
O Valor revela também que foi o próprio Nunca Dantes quem tomou a iniciativa de ir a Brasília salvar a “governabilidade”.
O que a Presidenta considerou, segundo o Valor, um “mau passo”.
O Conversa Afiada e o Ciro Gomes (que falta faz em Brasília, ele que é quem melhor compreende a alma do Padim Pade Cerra !) também.
Aos poucos a Presidenta se livra do estrago do Tony Palocci.
Agora que acabou a crise da hiper-inflação e a urubóloga, hoje, no Globo, se dedica, como Keynes,a reorganizar o FMI, é preciso criar a “crise” da governabilidade com o PMDB.
Que é uma crise que ficará sempre na gôndola, à disposição do PiG (*).
O PMDB só estará satisfeito quanto retomar Furnas e a Funasa.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Presidenta já demitiu Palocci. (Na prática) - Conversa Afiada

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Acabou a crise da inflação. Como o PiG (*) vai derrubar a Dilma ?

E ainda tinha a urubóloga

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Saiu no Estadão online a informação da Agência Nacional de Petróleo sobre a queda do preço do etanol em todo País.

Em São Paulo, quartel general do PiG (*), o etanol no mês caiu 4%.
Já de manhã, a pesquisa Focus do Banco Central indica que a expectativa do “mercado” para a inflação cai há três semanas.
E olha que o “mercado”, ou seja, os economistas das maiores instituições financeiras do País que participam da Focus, costuma chutar a inflação para cima e forçar o Banco Central a elevar os juros.
Isso deu certo quando o presidente do BankBoston, Henrique Meirelles, acumulava a função de presidente do Banco Central.
Hoje, não há ninguém do “mercado” na diretoria do Banco Central.
A pirueta da pesquisa Focus hoje faz menos efeito.
Como o PiG (*) tentará derrubar a Dilma, sem a crise da hiperinflação ?
Os filhos do Roberto Marinho já trataram de “matá-la” na capa da revista Época.
Sobra agora o Tony Palocci que, a cada dia, solapa a estabilidade e a credibilidade da Presidenta.
Mas, por motivos óbvios, o PiG (*) bate leve no Palocci.
Tão leve quanto bate no Ricardo Teixeira.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Acabou a crise da inflação. Como o PiG (-) vai derrubar a Dilma - - Conversa Afiada

Faltou Aécio Neves na lista da Folha

Por Rodrigo Vianna, no blogEscrevinhador:
Nas últimas semanas, militantes de esquerda, blogueiros, lideranças políticas e sindicais concentraram-se num (saudável) processo de crítica ao governo Dilma e às atitudes recentes da direção do PT. Aqui no Escrevinhador, procuramos alimentar esse debate – o que gerou reação irada de alguns leitores que preferiam a “defesa firme” do governo. Recuso-me a seguir por esse caminho do “apoio incondicional”, e lembro que a crítica dura pode ser uma ótima forma de colaborar com o país – ainda que ninguém tenha me pedido colaboração alguma.

De todo jeito, a crítica ao governo não significa esquecer quem está do outro lado. E um bom exemplo é a reportagem de capa na “Folha” desse domingo. Em letras garrafais, o jornal anuncia a lista de congressistas que são donos de rádios e TVs, ou que mantêm parentes na direção das emissoras. Trata-se de assunto importante, sem dúvida. Mas é curioso que a “Folha” tenha “esquecido” um nome na lista!
Ora, há pouco mais de um mês o Brasil ficou sabendo que Aécio Neves, o impulsivo e notívago líder da oposição, é dono de uma rádio em Minas. A própria “Folha” fez matéria sobre o fato. Descobriu-se que o carro conduzido por Aécio, quando ele foi parado numa blitz da lei seca no Rio, estava em nome da tal rádio. E descobriu-se, ainda, que a rádio de Aecim é dona de uma estranha frota de carros de luxo. A oposição ao PSDB em Minas desconfia de repasse de recursos públicos para a rádio, e tenta abrir uma CPI. Quem não se lembra pode ler reportagem da “Folha” aqui.
Agora, a “Folha” traz uma lista enorme de deputados e senadores do chamado “baixo clero”, donos de rádios e TVs. Ótimo!
Mas e o Aécio? Cadê? Por que não está na lista?
O jornal pode se eximir, dizendo que “apenas” reproduziu a lista – que está sendo preparada pelo próprio governo federal, numa tentativa de moralizar o setor. Ora, nesse caso a “Folha” é que devia lembrar o leitor sobre a existência da rádio de Aécio, estranhando que o nome dele não esteja na tal lista! Não se trata de qualquer um: é o líder da oposição!
Outra observação: a “Folha” não deu destaque para o fato de, depois de 8 anos de governo Lula, não haver nenhum parlamentar do PT dono de rádio ou TV! Imagine se houvesse um? Unzinho só? Viraria manchete. Mas Aécio (que tem rádio), esse passa longe da reportagem de domingo no jornal de maior circulação do país.
O moralismo seletivo continua a ser a regra na “Folha”, na “Veja”, no ”Estadão”, em “O Globo”.
Claro que os jornais cumprem seu papel ao divulgar o estranho enriquecimento de Palocci. Não há do que reclamar no caso isolado. Mas salta aos olhos que não se faça o mesmo com a filha do Serra! Quem pagou a casa onde vive a família Serra no Alto de Pinheiros, em São Paulo? Por que Verônica Serra multiplicou o patrimônio de sua empresa em 50 vezes, como se lê aqui?
Não faço aqui qualquer acusação contra Verônica. Mas não é curioso esse moralismo seletivo que poupa a família Serra e a rádio do Aécio, enquanto tenta emparedar o Palocci?
Por essas e outras (quem não se lembra da “ficha falsa” de Dilma na “Folha”, do pé na bunda de Lula na “Veja”, e das armações de Ali Kamel – o jornalista da bolinha de papel - na Globo?), todo mundo que acompanha as comunicações no Brasil estranhou quando Dilma tentou fazer de conta que isso tudo não existe, e adotou a tática de “normalizar” relações com a velha mídia: foi à festa da “Folha”, fez omelete na Globo e mandou recados de que “o clima precisava melhorar de parte a parte”.
Dilma errou feio (também) nessa estratégia. Como diria Mané Garrincha, faltou combinar com os russos!
Sob comando de Otavinho Frias, Ali Kamel (o jornalista) e da turma barra pesada da Abril, os russos seguem a adotar a tática de sempre: tentaram “matar” Dilma na capa de “Época” essa semana, livraram a cara de Aécio na capa da “Folha”, e seguiram a bater em Palocci.
O governo deve ter apreendido algo nesse episódio. Os russos continuam sendo os russos. Palocci, aliás, é daqueles que se dão bem com os russos. Dilma poderia aproveitar a crise, mandar Palocci tomar chopp no Pinguin em Ribeirão Preto, e voltar a tratar os russos como eles são. Pra isso, seria preciso adotar outro tom.
A Dilma precisa ser aquela Dilma do primeiro debate do segundo turno. A Dilma que não ouve marqueteiros nem Paloccis - e faz a boa e velha política.
Do contrário, ela continuará sendo “morta” toda semana pela “Época”, enquanto a turma do Kamel e do Otavinho seguirá a pavimentar o caminho para que Aécio (ou outro da turma dele) avance em 2014.
Nada mudou quanto a isso. A não ser o fato de que a direção do PT parece ter-se encantado com os rapapés do poder e esquecido de um detalhe: mesmo moderadíssimo, mesmo cheio de ministro consultores, o PT e o lulismo não frenquentam as reuniões do Country Clube no Rio e nem tomam whisky com os ricaços no Clube Harmonia em São Paulo. Por isso, Palocci e outros da mesma cêpa são vistos pela elite como arrivistas, como gente que se lambuza porque nunca antes comeu mel.
Bem que Dilma poderia aproveitar a deixa pra se livrar da turma que está toda lambuzada.

Altamiro Borges- Faltou Aécio Neves na lista da Folha

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domingo, 22 de maio de 2011

Palocci, Strauss-Kahn e a presunção da culpa

Blog da Cidadania

O domingo amanheceu com uma notícia surpreendente garimpada pelo blogueiro Mello em um site noticioso português: o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, o DSK, dera entrevista, meses antes de ser acusado de estupro, dizendo temer que sua fama de mulherengo estimulasse algum adversário político a armar um flagrante de estupro contra si.

No dia em que estourou o escândalo sexual em que se meteu o então chefe do famigerado FMI, de triste memória para os brasileiros, publiquei post em que, apesar de relevar a injusta dificuldade que as mulheres vítimas de estupro têm para conseguir justiça contra os agressores, estranhava o caso.

Como um homem com tanto a perder, como DSK, cometeria um desatino de tal monta, ao tentar estuprar uma camareira de hotel que facilmente poderia denunciá-lo ao terminar o ato de agressão?

Não tardou para que chovessem agressões nos comentários do post. A maioria tive que bloquear porque não apenas me faziam acusações injustas como, também, agrediam até a minha família. Publiquei só as discordâncias respeitosas. E, no Twitter, perdi pelo menos uma dezena de seguidores que, ao lerem que eu não condenava o diretor do FMI in limine, julgaram-me quase um seu cúmplice.

Não é demais, ainda que os mais renitentes venham a discordar, dizer que a mesma situação se aplica ao ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Não que, contra ele, pesem indícios tão fortes quanto os que pesaram contra DSK. Muito pelo contrário. O “furo” que a Folha de São Paulo diz que deu ao noticiar o crescimento patrimonial dele foi obtido sabem onde? Em suas declarações de imposto de renda.

Pois é…

Enfim, o que se nota é que, cada vez mais, os brasileiros vão perdendo a noção de um dos princípios mais edificantes da humanidade, oriundo da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, formulada em 1791, na França, no âmbito da Revolução Francesa: o princípio de presunção da inocência, que preconiza que todo homem seja considerado inocente até a decisão de um julgamento justo, que contemple amplo direito de defesa e recursos.

A indústria jornalística, em seu afã de produzir espetáculo ou de demonstrar poder ou de destruir adversários político-ideológicos ou de tudo isso junto, vem liderando, desde sempre, a relativização da presunção da inocência. Que o digam os donos da Escola Base.

Aliás, o próprio Palocci vive um processo mais incrível do que o de relativização do preceito constitucional brasileiro (art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal) de presunção da inocência. Contra ele, pratica-se a afirmação da culpa à revelia de ter sido inocentado pela Justiça da acusação de ter violado o sigilo do “pobre caseiro” que recebeu quase 40 mil reais “do pai” uma semana após se reunir com o DEM e pouco antes de denunciar o mesmo Palocci.

O caso Palocci é tão incrível que ontem (sábado) coloquei uma pergunta simples no Twitter e no Facebook que mais de cem pessoas que tentaram responder, não conseguiram: “Qual é a acusação contra Palocci?”.

Pois é, simples assim: ninguém conseguiu responder qual é a acusação que se faz a alguém que já pedem para ser demitido do cargo. Simplesmente não há acusação, há só suspeita com base em informações que ele mesmo forneceu em sua declaração de imposto de renda. Suspeitam de que o crescimento de seu patrimônio não seja legal por ter ocorrido logo depois de ocupar o cargo de ministro da Fazenda, que, como todos sabem, enriquece a todos que o exercem.

E por que o cargo de ministro da Fazenda enriquece? Porque quem o exerce tem acesso a informações valiosíssimas sobretudo sobre o mercado futuro, sobre tendências de câmbio, inflação etc. E como a lei só impõe 120 dias de “quarentena” para membros da equipe econômica dos governos, eles podem, após míseros quatro meses, usar as informações que amealharam nos cargos.

É errado, mas como é que se vai condenar só Palocci pelo que todos os outros que ocuparam o mesmo cargo também fizeram? Um dos muitos seguidores no Twitter que pensam o oposto do que pensam os que querem condenar Palocci (sem dizer sob que acusação), sentenciou: “Você obterá mais de 40 milhões de mensagens e nenhuma resposta”. Outro propôs: “Palocci é culpado porque é gordo, feio e bobo”.

O que preocupa, pois, não é Palocci, mas o princípio constitucional de presunção da inocência. Sobretudo quando a realidade é falseada para condizer com a acusação.

Vejam, por exemplo, a notícia que a mídia espalhou de que o procurador-geral da República, doutor Roberto Gurgel, teria intimado Palocci a dar explicações. Dito assim, é uma grosseira mentira. O que o PGR fez foi seguir o rito processual decorrente de duas representações que a oposição protocolou no Ministério Público Federal contra o chefe da Casa Civil.

Pouco antes, vale ressaltar, Gurgel já havia declarado que não havia nada que incriminasse Palocci e que não fora oferecido nenhum indício relevante para abrir inquérito contra ele. Isso significa que a Procuradoria não iria propor nenhuma ação contra o principal ministro do governo Dilma Rousseff. Contudo, o noticiário induz à crença de que foi isso o que ocorreu.

Não é por outra razão que, no Brasil, está quase que vigendo a presunção da culpa, ou seja, o que mais se vê e ouve é que Palocci tem que provar que não fez nada de errado, mesmo que ninguém saiba exatamente o que seria. Afinal, assim como no caso Dominique Strauss-Kahn, parece que o ministro brasileiro é culpado e, assim, há que puni-lo antes (com perda do cargo) para só depois provarem-lhe a culpa, quando (ou se) acharem alguma prova.

Sabem o que me move? Se um ministro de Estado está sujeito a ser acusado e condenado sem provas ou meros indícios que não tenham sido oferecidos por ele mesmo, você, antipetista, ou você, simpatizante do governo que está cedendo à gritaria, estão agindo contra um dos principais princípios da civilização, consagrado há mais de duzentos anos, de que todo cidadão é inocente até prova em contrário.

Cuidado. Ninguém está livre de ser acusado injustamente. Só então entenderá quão valiosa é a presunção da inocência e por que todos devemos ser seus guardiões.

Palocci, Strauss-Kahn e a presunção da culpa - Blog da Cidadania

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De onde saíram as informações sobre a empresa de Palocci?

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“Alegando um ‘OFF’ de duas pessoas que tiveram ‘acesso’ aos documentos da empresa Projeto, a Folha pode ter reconhecido um crime. (…) A suspeita recai sobre a secretaria de fazenda do governo municipal de São Paulo, onde fica localizada a sede da empresa de Palocci, e é administrada por Kassab, que até alguns meses atrás era filiado ao DEM, que faz oposição ao Governo Dilma. A partir dos valores recolhidos de ISSQN é possível se chegar a arrecadação de uma empresa, pois a alíquota do ISSQN para atividades de consultoria é fixada em 5%. O problema que esses valores são protegidos por sigilo e é crime revelar para quem quer que seja, inclusive a imprensa.”

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Jornalismo mafioso:Folha

maio 22nd, 2011 | Autor: Betania

Jornalismo mafioso: Folha quebrou ilegalmente sigilo de empresa de Palocci?
Postado por LEN às 5:18 pm Adicionar comentários .mai 20
2011.O jornal Folha de São Paulo no afã de criar uma crise no governo Dilma Rousseff vem promovendo ataques diários ao ministro da Casa Civil Antonio Palocci. O “crime” de Palocci segundo a Folha foi o de prestar consultoria e empresas privadas através de sua empresa enquanto era deputado Federal.

Não há crime previsto no código penal de um deputado federal possuir uma empresa e ter negócios com a iniciativa privada. Palocci por ter sido ministro da fazenda aumentou o seu capital profissional e tornou-se objeto de desejo de muitas empresas pelo conhecimento adquirido no período em que desempenhou as funções de ministro. Outros ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central tiveram em pouco tempo enriquecimento maior e não foram alvo de cobranças pelo jornalismo partidário que a empresa dos Frias pratica.

O problema que parece que a Folha ultrapassou o sinal da legalidade ao tentar estender o “escândalo” que criou e hoje publicou informações que só poderia saber em caso de uma quebra ilegal de sigilo fiscal como a informação que a empresa de Palocci faturou 20 milhões no ano de 2010. Alegando um “OFF” de duas pessoas que tiveram “acesso” aos documentos da empresa Projeto, a Folha pode ter reconhecido um crime. Afinal, onde diabos alguém pode ter acesso a documentos sigilosos sem cometer crime, afinal nem Palocci nem a empresa revelaram qualquer dado referente ao seu faturamento.

A suspeita recai sobre a secretaria de fazenda do governo municipal de São Paulo, onde fica localizada a sede da empresa de Palocci, e é administrada por Kassab, que até alguns meses atrás era filiado ao DEM, que faz oposição ao Governo Dilma. A partir dos valores recolhidos de ISSQN é possível se chegar a arrecadação de uma empresa, pois a alíquota do ISSQN para atividades de consultoria é fixada em 5%. O problema que esses valores são protegidos por sigilo e é crime revelar para quem quer que seja, inclusive a imprensa.

A Folha de São Paulo, que foi beneficiada por contratos que somam 27 milhões de Reais pela secretaria de educação do Governo do Estado de São Paulo, administrado há 16 anos pelo PSDB, costuma praticar jornalismo chapa-branca para governos tucanos e no ano passado tentou criminalizar o governo federal pela quebra de sigilo de tucanos paulistas conseguidos a mando do Jornal Estado de Minas por conseqüência da guerra entre José Serra e Aécio Neves pela candidatura a presidência da república.

Na ocasião, o enriquecimento misterioso de Verônica Serra (Filha do candidato tucano) e do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge não atiçou curiosidade na redação do jornal que preferiu tratar o caso como um ataque a reputação, sem se importar com os valores e motivos para que os suspeitos enriquecessem tão rapidamente.

O jornal Folha de São Paulo deve respostas de como acessou as informações que hora divulga sob pena de tornar o crime de acesso a dados sigilosos algo banal. Até que ponto um jornal pode cometer crimes para informar? Se a Folha obteve dados de forma ilegal tem que mostrar como e quem os forneceu.

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Jornalismo mafioso-Folha

Ideológo de 'jogo duro' e 'fuga' do Congresso, Palocci entra na mira

Carta Maior

Governo Dilma impõe jogo duro aos partidos e tenta fugir de votações rotineiras no Congresso, para fazer menos concessões a aliados. Em pouco mais de quatro meses, já deu diversos sinais de que tenta fugir de negociações cotidianas com parlamentares. Para o Planalto, Congresso deve se dedicar a “grandes questões estruturais”, como as reformas política e tributária. Estratégia montada pelo chefe da Casa Civil revolta partidos e deixa governo desconfiado de que há 'fogo amigo' por trás da notícia de que Antonio Palocci comprou imóvel milionário às vesperas assumir ministério.

André Barrocal

BRASÍLIA – O governo Dilma Rousseff está decidido a depender menos do Congresso, para não ter de fazer tantas concessões a aliados, como ocorreu com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia tem causado revolta nos partidos, sobretudo nos maiores, PT e PMDB, que perdem poder de pressão e não conseguem reagir, apenas reclamar nos bastidores. E, segundo avaliações dentro do Palácio do Planalto, estaria na origem da notícia de que o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, identificado como ideólogo da nova postura, comprou imóvel de R$ 6 milhões no fim de 2010, tendo recebido R$ 1 milhão como deputado em quatro anos.
A relação Planalto-Congresso praticada até agora desagrada parte da base aliada da presidenta Dilma, segundo uma fonte governista, porque enfraquece partido que sonha em ver um indicado ocupando cargo num ministério ou numa empresa estatal e permite ao governo levar adiante uma política de nomeação “a conta gotas”.
Em pouco mais de quatro meses, o governo já deu diversos sinais de que quer fugir de negociações cotidianas com parlamentares. A lei que estabelece reajuste automático do salário mínimo em quatro anos, aprovada em fevereiro pelo Congresso, diz que o valor será fixado por decreto presidencial. Até então, dependia todos os anos de lei votada no Legislativo. O aumento por decreto foi concebido na Casa Civil.
Foi lá, também, onde se planejou que a presidenta Dilma use menos medidas provisórias (MPs). Até maio, ela baixou doze, uma a cada onze dias, em média. Em dois mandatos, o ex-presidente Lula assinara 418 MPs, média de uma por semana. Como toda MP precisa passar pelo Congresso, menos MPs significa menos votações. Uma das MPs de 2011 define regras de correção instantânea da tabela do imposto de renda até 2014. Outra vez, o governo foge de negociar com parlamentares ano a ano.
Para o Planalto, o Congresso deve se dedicar a “grandes questões estruturais”, como as reformas política e tributária. E até no caso da reforma tributária, tentará usar da estratégia de “depender menos” do Legislativo. Só fará uma proposta de mexer na Constitutição, que exige mais votos para passar do que uma lei comum. E, mesmo assim, será uma ideia de interesse patronal - alterar a contribuição das firmas à Previdência Social -, levando o empresariado a cobrar a votação dos congressistas.
Proteção contra retaliações
A estratégia do governo de evitar o Congresso sempre que puder reduz a chance de parlamentar ou partido retaliar o governo, votando contra propostas do Executivo, caso esteja insatisfeito, por exemplo, com a falta de nomeações de apadrinhados ou o represamento de dinheiro de emendas. Ao mesmo tempo, libera a presidenta Dilma para montar uma equipe mais técnica e com menos influência política.
Desde o início do ano, é comum encontrar na imprensa notas ou reportagens sobre o mal estar de partidos com o governo pela demora na nomeação de indicados. Quase sempre com PT e PMDB, os dois maiores, citados como aborrecidos.
Também há contrariedade geral dos partidos com a decisão do governo de, no esforço de controlar a inflação neste ano, cortar do orçamento R$ 18 bilhões em verba de obras defendidas por deputados e senadores. E de cancelar de R$ 5 bilhões em emendas de 2007 a 2009 que ainda não tinham sido pagas.
Nos bastidores do Congresso, pode-se ouvir, de petistas e peemedebistas, que "está faltando carinho do governo com o Congresso”, que "o governo não devia deixar prosperar a ideia de desprezo pelo Congresso”, e que "ninguém consegue falar com o Palocci, nem o PT”.
“De fato, há uma estratégia em curso: o governo quer depender o mínimo possível do Congresso. Sem uma alternativa de poder no horizonte da oposição, pode dar certo”, analisa o cientista político Antonio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), um dos maiores conhecedores da alma do Congresso. “Só mesmo uma crise de grandes proporções, envolvendo um grande personagem do governo, pode mudar isso”, completa.
Fogo amigo e oposição
O atual episódio Palocci não chega a ser uma “crise de grandes proporções”, na visão do governo, mas certamente envolve “um grande personagem do governo” e deixa o Planalto desconfiado de que a notícia nasceu do acúmulo de aliados contrariados. O conhecido 'fogo amigo". Em Brasília, sabe-se que dificilmente existe uma denúncia da imprensa se não houver alguém querendo prejudicar alguém que sopre uma história ou uma dica para um jornalista.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Palocci adquiriu, no fim de 2010, um apartamento na capital paulista por R$ 6 milhões. A operação seria incompatível com a renda amealhada por ele como deputado entre 2007 e 2010, de R$ 1 milhão, fora os descontos fiscais.
Em nota da assessoria de imprensa da Casa Civil, o ministro diz que comprou o imóvel com dinheiro que ganhou prestando consultoria econômica e financeira, entre 2006 e 2010, em uma empresa de nome Projeto, da qual é sócio com 99% das ações. Antes de virar ministro, prossegue a nota, Palocci mudou os objetivos da Projeto. Como sócio de consultoria, ele não poderia assumir a Casa Civil, por potencial conflito de interesses. Hoje, a firma tem como missão cuidar do patrimônio imobiliário do ministro.
Os partidos adversários do governo – PSDB, DEM e PPS – estão tentando explorar o assunto para desgastar o ministro mais forte do governo Dilma. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), disse em entrevistas à imprensa que seria necessário esclarecer quem pagou pelas consultorias de Palocci. O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou à imprensa que quer que Palocci vá a uma comissão da Câmara prestar esclarecimentos.
O PPS deseja o mesmo. Nesta segunda-feira (16/05), entrou numa comissão da Câmara com pedido de convocação de Palocci. Quem o encaminhou foi o deputado Moreira Mendes (RO), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, também conhecida como bancada ruralista. Mendes defende a votação imediata do projeto que muda o Código Florestal, para que os produtores rurais não sejam multados por terem desmatado, no passado, acima do que a lei permite.
A votação do Código Florestal tem sido administrada pelo governo, com Palocci à frente, com jogo duro e guerra de nervos, igualmente gerando descontentamento entre aliados já contrariados. O PMDB, que controla o ministério da Agricultura, interlocutor dos grandes agropecuaristas, defende a votação. O PT, que dirige o ministério do Desenvolvimento Agrário, interlocutor dos pequenos agricultores, também. Todos os agropecuaristas, não importa o tamanho da propriedade, cobram a mudança.
O PPS também vai pedir, nesta terça-feira (17/05), que a Procuradoria Geral da República investigue Palocci e que Comissão de Ética Pública da Presidência da República abra uma sindicância contra ele. O presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, já opinou sobre o caso, nesta segunda-feira (17/05). Para ele, a notícia refere-se a fatos anteriores à ida de Palocci para o governo, logo, a Comissão não teria o que investigar. Só terá se as informações dadas pelo ministro à Comissão, antes de ele entrar no governo, sobre a situação da empresa Projeto, estiverem incorretas.
Depois da declaração de Pertence, o chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, considerou que o assunto "está encerrado". O governo vai tentar impedir a aprovação de qualquer proposta de que Palocci vá ao Congresso prestar esclarecimentos.

Carta Maior - Política - Ideológo de 'jogo duro' e 'fuga' do Congresso, Palocci entra na mira

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sábado, 21 de maio de 2011

Caso Palocci e a seletividade da mídia

Por Washington Araújo, no Observatório da Imprensa:
Leigos costumam achar que jornalismo é profissão sem rotina. Ledo engano. Todo ano tem Carnaval, Campeonato Brasileiro, enchentes em São Paulo e em cidades do Nordeste; a cada dois, eleições e bienais; de dois em dois ou Copa do Mundo ou Olimpíada; todos os dias, fofocas políticas e denúncias de corrupção. As pautas estão sempre pré-montadas à espera de repórter que lhe acentue os contornos e que tenha disposição para cobri-las com imagens candentes, com frases bombásticas, com depoimentos indignados de cidadãos.
E na falta disso tudo temos sempre de plantão articulistas indignados com o excesso de ação do governo ou, então, com a inação deste. É este o tipo de jornalismo que temos. Cabe aqui a pergunta do plantonista, do observador assíduo da imprensa: mas será este o tipo de jornalismo que gostaríamos de ter?
Perguntas sem respostas
A função do quarto poder é, sem dúvida, controlar e criticar os outros poderes tradicionais, e só pode fazê-lo em país em que vigore o estado de direito e a liberdade de expressão plena, isto porque sua crítica não tem conteúdo repressivo. Portanto, o Brasil atende a esses requisitos. O que não falta é liberdade para opinar e, no caso de se possuir algum veículo de comunicação, a liberdade inclui o direito de alçar à condição de notícia o que em condições normais de temperatura e pressão não passariam de meras suposições.
É corrente a percepção que os meios de comunicação podem influenciar a vida política do país por meio da criação de opinião. Cria-se, então, a opinião e busca-se logo em seguida quem a assine e se disponha a defendê-la publicamente. Umberto Eco foi feliz quando afirmou que os poderes tradicionais não podem controlar os meios de comunicação a não ser através deles mesmos, pois de outra maneira qualquer intervenção sua se converteria em sanção de natureza executiva, legislativa ou judiciária, algo que só pode ocorrer se os meios gerarem situações de desequilíbrio político e institucional.
Mas, surge outra questão – para muitos considerada impertinente! – sobre as reais possibilidades de existir um controle de um meio sobre o outro quando todos estão tão interligados pela preservação de sua própria influência e poderio ostensivo. A idéia monopolista veta este curso de ação e a imprensa se vê isolada, imune a qualquer marco regulatório, uma vez que o dispositivo constitucional não foi regulamentado e que qualquer tentativa nesse sentido terá ampla possibilidade de ser solapada por interesses tacanhos, quando não apenas escusos.
Com o objetivo de movimentar um pouco o noticiário é de se esperar que alguns veículos de comunicação, observando o impressionante estoque de tintas de escândalo armazenadas em suas redações cada vez mais virtuais e menos físicas, sintam-se tentados a cavar uma história em busca de indícios de corrupção. Não apenas de corrupção, mas de grossa corrupção.
Foi o que ocorreu nos últimos dias com as investigações do jornal Folha de S.Paulo sobre o enriquecimento do ministro-chefe da casa Civil Antonio Palocci: seu patrimônio teria aumentado em 20 vezes nos últimos anos. Há que se perguntar o porquê da seletividade: por que apenas Palocci teve esquadrinhada a evolução de seu patrimônio? Não seria interessante levar à mesma alça de tiro duas outras personalidades públicas, por exemplo, um grão-oposicionista e alguma vistosa autoridade do Poder Judiciário?
Obviamente esse é o tipo de pergunta que se formula com absoluta certeza de que não é para valer porque jamais será respondida. Obviamente existem interesses envolvidos, dentre os quais aqueles que se comprazem em ver sombras de suspeição pairando por sobre a Casa Civil do governo Dilma Rousseff.
Defesa vigorosa
É bem difícil para a grande imprensa assistir impávida ao autodesmoronamento da oposição no país, uma oposição tratada nos últimos oito anos a pão de ló, recebendo amplo noticiário para qualquer de suas teses, quer estivessem bem fincadas na realidade quer não. A experiência manda que tenhamos sempre um pé atrás quando, assim do nada ou do "quase nada", surge denúncia de enriquecimento ilícito envolvendo um figurão da República. Por trás da "história" pode existir lista em ordem alfabética de interesses a atender, de beneficiários a contemplar, ainda mais quando o procedimento padrão de investigação parece tão exato e preciso quanto a previsão da ocorrência concomitante de terremotos e de imensas ondas a varrer do mapa cidades e usinas nucleares.
Uma pista àqueles que têm um pendor por acompanhar as idas e vindas da imprensa brasileira é observar a forma como se dá a repercussão: que colunistas impedem que o tema morra por inanição ou por completa ausência de novos fatos; que personagens públicos são chamados a opinar; em que sequência midiática ocorre a repercussão propriamente dita. E também que assuntos que pareciam mortos e enterrados voltam como toque de mágica à superfície dos acontecimentos para abastecer quadros pretensamente explicativos e que levam o prosaico título "para entender o caso". Na pior das hipóteses, é já recorrente o expediente de oferecer bandeiras a quem, na falta delas e na falta de votação expressiva advinda das urnas, precisa de um generoso tempo de sobrevida.
Acompanhemos os desdobramentos. Nestes, encontraremos o vigor com que a imprensa defende de qualquer forma de controle constitucional e democrático a sua liberdade de expressão e de imprensa, de impressão e de pressão.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Altamiro Borges- Caso Palocci e a seletividade da mídia

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Eleição já é com lista fechada. Pelos empresários

O dono da Projeto e o grande eleitor

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É o que se deduz do excelente artigo de Maria Inês Nassif, no blog do Nassif:

O escândalo Palocci, por Inês Nassif
O escândalo Palocci e as miçangas
Por Maria Inês Nassif
Para o Blog Luis Nassif Online
Até o momento, mesmo com todos os revezes de sua vida pública, a imagem de Antonio Palocci, titular da Casa Civil, que emerge das denúncias de que teria aumentado o seu patrimônio pessoal em 20 vezes de 2006 a 2010, está longe de ser a de um ministro enfraquecido. É o retrato de corpo inteiro de um político muito forte. Palocci não tem poder apenas porque isso foi conferido a ele pela presidente da República, Dilma Rousseff, mas pela capacidade de se investir do papel de fiador de governos petistas, principalmente junto ao mercado. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi o fiador de um candidato eleito considerado pelo mercado como um incendiário; no governo Dilma, de uma presidente com um passado revolucionário que carregava a tiracolo um ministro da Fazenda, Guido Mantega, nada ortodoxo, e optou por tirar do Banco Central outro “fiador” do mercado, Henrique Meirelles.
No governo Lula, Palocci não caiu porque se viu envolvido em denúncias. Enquanto eram apenas elas, foi suficientemente poupado pelo mercado, pelos jornais e também pela oposição. Caiu devido a um excesso seu, depois de já ter retomado o controle sobre seu destino no Congresso. Depois de sair-se muito bem em uma ida ao Legislativo para prestar esclarecimentos, sua assessoria divulgou o sigilo bancário de um caseiro, a testemunha do caso. Se esse excesso não tivesse acontecido, é provável que tivesse continuado no governo, inclusive fortalecido, numa conjuntura em que o presidente estava frágil e o PT sob fogo cruzado. Seria, pelo menos naquele momento, um ministro forte sustentando um presidente fraco. Palocci não voltou para o governo antes de ter sido absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mas, já nessa condição e ainda na campanha eleitoral de Dilma, colocou-se – e foi colocado – novamente como o grande interlocutor do partido junto ao poder econômico. A manutenção de Guido Mantega na pasta da Fazenda foi um aceno, para o partido, de que a presidenta não abandonaria a opção desenvolvimentista representada pelo titular da pasta. A escolha de Palocci como “gerente”, todavia, deu a ele o espaço de articulador e mediador junto a setores empresariais e financeiros.
Palocci ocupou todos os espaços de poder conferidos à Casa Civil: não há um assunto de governo, hoje, que não seja acompanhado pelo ministro. Não interessa para esses setores, que têm uma forte ascendência também sobre os partidos de oposição, que se mude a relação de poder dentro de um governo cujos espaços divide com a esquerda, ou que desapareça do cenário um político pragmático, que tem bom trânsito a empresários e a partidos mais conservadores da base aliada, além de uma certa simpatia da oposição. Se cair, será por seus excessos, não pelo zelo da oposição em defenestrá-lo.
O primeiro excesso já ocorreu. Em sua defesa, partiu para o ataque. Sua nota, em que nomeia ex-ministros que ficaram ricos depois que saíram do governo, é uma saída à La caseiro: uma aposta de que tem apoio de quem interessa do lado de fora do governo, e de quem consegue fazer isso prevalecer dentro do Congresso e do próprio núcleo de poder; a certeza de que a intimidação pode levar adversários ao corner. Como grande gerente da máquina de governo, conseguiu, por exemplo, traduzir isso em votos na Câmara para evitar sua convocação para prestar esclarecimentos. Confiante em sua própria capacidade de reverter uma situação contrária, apela com naturalidade ao discurso de que se todos fazem – ganham dinheiro depois que saem do governo –, ele também tem esse direito.
É uma situação que pouco contribui para a discussão de sistema político do país. Um debate de reforma política que abrir mão de entender por que é tão normal ex-dirigentes governamentais da área econômica acumularem fortunas depois que saem de cargos públicos será uma discussão sobre miçangas. O que é hoje, segundo o ministro, um padrão normal de relações, onde fatalmente um homem forte de governo se torna rico quando volta para a planície, é também um elemento importantíssimo de análise das causas da corrupção no Brasil. O discurso oficial, assumido pelos jornais e pela opinião pública, é o de que a classe política é intrinsicamente corrupta: faz parte da sua natureza ruim o político tirar proveito de seu mandato. O problema é bem mais amplo. Na verdade, num sistema onde transitam grandes vantagens privadas, a corrupção é um negócio que interessa tanto ao corruptor, como ao corrupto. Para os setores que têm interesses econômicos no governo, é uma situação muito mais cômoda arcar com os ônus de financiar campanhas políticas e contratar consultorias de quem tem informações de governo do que defender, por exemplo, o financiamento público de campanha. Num sistema político que é movido a dinheiro privado, esses recursos não apenas financiam partidos, mas escolhem nas agremiações quem vai representá-lo. O financiamento privado é uma terceirização da atividade partidária. O dinheiro mantém nos partidos homens fortes, cujos erros são relativizados, e todo o sistema político na defensiva, ao jogar para os representantes eleitos a responsabilidade exclusiva das mazelas morais da democracia.
Eleição já é com lista fechada. Pelos empresários - Conversa Afiada

Mino: Palocci, privilégio e predação. E Cerra e Aécio … mudos

Atirar a primeira pedra ? Quem ? Eu ? Não !

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Na Carta Capital desta semana, editorial de Mino Carta, na pág. 16, diz assim, a certa altura:
“De outra natureza ainda é o caso do Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, de características tipicamente nativas, de uma sociedade do privilégio vocacionado para a predação. O ex-ministro da Fazenda milita em uma categoria que no Brasil apresenta dimensões e tonelagens excepcionais.”
“Estabelecidas solidas cabeças de ponte dentro dos gabinetes governistas, venderam a peso de ouro conselhos abastecidos pela chamada inside information.”
“O próprio Palocci incumbe-se de desfiar um rosário de nomes ilustres que o precederam neste gênero de atividade. Sustenta, impávido, a seguinte tese: se eles pecaram, por que não eu ?”
A reportagem de capa de Cynara Menezes e Sergio Lírio tem o título “Ele se ri de que ?”, ao lado de uma foto de Palocci a rir, com a presidenta em primeiro plano.
“A aparente alegria do Chefe da Casa Civil talvez tenha explicação no quase estrondoso silencio a cercar o escândalo que o envolve”.
Cerra e Aécio são um capítulo desta reportagem, merecedores de foto interessante e a legenda: “Um tucanato passivo é o aspecto mais surpreendente  do o episódio. Quem não tiver pecado atire a primeira pedra”.
Como se sabe, Cerra disse sobre Palocci: “Bons rendimentos promovem uma variação patrimonial”.
(Ele é um jenio !)
Clique aqui para ler “Alckmin agasalha concorrência do Cerra para o metrô”.
E Aécio: “Não é nossa intenção desestabilizar o Governo”.
(E dirigiu-se célere ao bafômetro, provavelmente.)
A Carta lembra: o caseiro Francenildo, sim, quase desestabilizou o Governo em 2005.
Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Palocci e mensalista tucano vão escrever Ley de Medios

“De onde menos se espera daí é que não vem nada.” Barão de Itararé

Saiu no Blog do Nassif:
Do Estadão

Regulação da mídia ocorrerá sob amplo debate, afirma Paulo Bernardo
Ministro das Comunicações vai consultar outros ministérios para fechar texto do projeto e, depois, colocá-lo em consulta pública
JOÃO DOMINGOS – Agência Estado
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje que conversou esta semana com a presidente Dilma Rousseff sobre o projeto de regulação da mídia. Ele afirmou que havia recebido o texto antigo, preparado pelo ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins, e argumentou que o projeto não estava totalmente completo.
Bernardo informou à presidente que deseja a participação de todos os ministérios envolvidos – como Cultura, Comunicação, Justiça, entre outros – para que ajudem a fechar um texto consensual. Esse novo projeto, então, será enviado à Casa Civil e, depois, será colocado em consulta pública. Paulo Bernardo participou da abertura do 9.º Seminário Políticas de Telecomunicações, hoje, em Brasília, com a palestra “As políticas do Governo Dilma na área de Telecomunicações”.

Saiu no Blog Amigos do Presidente Lula:

Tucanos presidirão comissão das comunicações e informática na Câmara. Será o Azeredo?
Os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados decidiram o comando das comissões permanentes em reunião.
Os tucanos, aliados do PIG, se infiltraram na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.
Ficarão com a presidência. O PSDB ainda não definiu o nome, mas o mais cotado é Eduardo Azeredo (PSDB/MG), aquele do mensalão tucano, e do projeto para policiar a internet que ficou conhecido como o AI-5 digital.
Esta comissão é a que apreciará o marco regulatório dos meios de comunicação.
O presidente da comissão não pode tudo, afinal as coisas são decididas no voto dos demais membros, mas pode fazer muito estrago, com manobras como colocar em votação coisas na calada da noite, quando os governistas cochilarem.

Navalha

NAVALHA

O ministro das Comunicações tem medo da Globo.
Tão simples como isso.
Como anunciou este ansioso blogueiro, logo após a primeira entrevista dele na Folha (*).
O que o Ministro quis dizer no Seminário da Converge, em Brasilia, hoje, é que vai empurrar o assunto com a barriga, até onde der.
Ou seja, ele vai negociar com a Globo.
A “consulta pública” vai ser assim: os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – vão se trancar numa sala com o Tony Palocci.
E acertar tudo.
Palocci, como se sabe, foi quem salvou a Globo de uma retumbante concordata.
Por que a presidenta tem tanto medo da Globo quanto o Nunca Dantes  ?
Isso é assunto para outra discussão.
O fato concreto é que a Ley de Medios nas mãos do Ministro Paulo Bernardo terá a urgência da investigação da Polícia Federal sobre os crimes do Daniel Dantas.
O Governo Dilma caiu na fetichização da banda larga – clique aqui para ler – , o que seria uma solução mecanicista para um problema político.
A banda larga aí entra como Pilatos no credo.
É tudo medo da Globo e suas ramificações no Congresso.
Ou a lei do menor esforço, ou a “Lei da Banda Estreita”: para que gastar tanto capital político num problema que a banda larga por si só resolverá ?
Ledo engano, amigo navegante.
A banda larga é o trilho.
A democracia é o que vem dentro do vagão que corre no trilho.
Por falar em Congresso, os Amigos do Presidente Lula mostram que o favorito para presidir a Comissão da Ley de Medios, a Comissão de Comunicação, é um mensalista tucano de Minas Gerais, autor do AI-5 Digital, Eduardo Azeredo.
Então, amigo navegante, fica combinado assim.
Os filhos do Roberto Marinho se trancam na sala com o Tony.
Celulares desligados.
E Senador Evandro Guimarães fica do lado de fora.
Quando estiver tudo acertado, eles chamam o Azeredo para aprovar na Câmara.
Viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Palocci e mensalista tucano vão escrever Ley de Medios | Conversa Afiada

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tony Palocci foi quem salvou a Globo da concordata

Tony é colonista (*) do Globo

Pouco antes de deixar o desastroso Governo de São Paulo – clique aqui para ler “Alckmin diz a Cerra: toma que o Paulo Preto é teu” -, Padim Pade Cerra pocurou dirigentes da indústria de televisão.
Não havia nenhum representante da Globo.
A Globo está sempre subentendida nas conversas do Cerra.
Ou não foi ele quem agasalhou o terreno que a Globo invadiu por onze anos em São Paulo ?
Cerra queria que as outras emissoras de TV cobrissem o Governo dele – e do jeito simpático com que a Globo cobriu seu iluminado – e alagado – Governo.
Pouco antes da eleição no segundo turno, ele fez a mesma peregrinação.
(Agora ele deu para isso: fazer peregrinações – especialmente a Aparecida.)
Queria evitar, também, que a posição política de algumas emissoras de tevê repercutisse além dos espaços que um sinal de televisão alcança.
A mesma coisa fez a candidata Dilma Rousseff.
Pouco antes da eleição, ela se reunuiu com dirigentes da indústria (não havia ninguém a Globo).
E ouviu severas críticas à passividade do Governo Lula diante da hegemonia da Globo.
Embora se reconhecesse que, no Governo Lula e na administração de Franklin Martins, a parcela da Globo na publicidade do Governo caisse de 90% (êpa ! êpa !) no Governo FHC para menos de 40% no fim do Governo Lula.
Antes que as criticas à posição do Governo Lula diante da Globo se acirrassem, Dilma interveio.
- Voces sabem quem salvou a Globo da concordata ?
Fez-se silêncio.
Ela apontou para o Tony Palocci, que a acompanhou na reunião.
Clique aqui para ler: “Tony queria liderar esforço para solapar política do Itamaraty contra a Alca”.
Paulo Henrique Amorim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

Tony Palocci foi quem salvou a Globo da concordata | Conversa Afiada

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Wikileaks: Tony Palocci queria a ALCA

Conversa Afiada

Bem que o Bessinha podia trocar as cores das pantufas

Saiu na Folha (*), pág. A7:
“Críticos minaram diplomacia comercial do Brasil com os EUA.”
“Estratégia do Itamaraty foi atacada em contatos com americanos … ”
“Defensores da ALCA acenaram aos EUA com a chance de reativar as negociações em 2005, quando o então Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, aproveitou um encontro de Lula com o Secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, para debater a idéia.”
“Segundo os americanos, (Tony – PHA) Palocci ‘se ofereceu (sic) para liderar (sic) um esforço para dar novo impulso às negociações’ e levar (sic) o Itamaraty a ‘uma postura mais proativa (sic)’. Lula ‘desconversou’, indicando que não tinha interesse.”

NAVALHA

Navalha

Quer dizer, então, que, depois do Nelson Johnbim, temos agora o ministro Tony Palocci.
Dois que espinafram a política externa brasileira para autoridades americanas.
Papelão, hein ?
Como o Celso Amorim deve ter sofrido, nas mãos do Tony e do Johnbim.
A ALCA, como se sabe, foi uma tentativa americana de unir as Américas, sob a liderança americana.
Era a criação de um Commonwealth do Império Americano.
A tentativa começou com Bush, o pai, tomou outro formato com Clinton, e Bush, o filho, tentou ressuscitá-la.
O principal objetivo sempre foi botar o Brasil – o maior país da América Latina – debaixo do guarda-chuva americano.
Outro grande da America Latina, o México, já estava devidamente abrigado sob o guarda-chuva do Nafta.
E deu no que deu.
O PiG (**) e a elite branca se excitaram com a idéia de aderir à ALCA e oficializar a volta à condição de colônia com que sempre sonharam.
Lula resistiu.
Celso Amorim comeu o pão que o diabo amassou nos editoriais coloniais do Estadão.
O que não se sabia é que Tony trabalhava nos bastidores.

Em tempo: como sempre, a Folha (*) errou na hora de fazer o título. Quando deu a notícia de que o Johnbim foi ao embaixador americano para solapar a política externa do Governo a que servia, o título da Folha (*) era outro. Escondia a infidelidade do ministro serrista. Agora, para proteger Tony Palocci – quindim de Iaiá do PiG (**) – fez o mesmo. Deu a proteção dos últimos parágrafos da matéria.
Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Wikileaks: Tony Palocci queria a ALCA | Conversa Afiada

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Belchior leva o PAC. Palocci vai ser a Rainha da Inglaterra

Conversa Afiada
Publicado em 06/12/2010

Belchior: o PAC tem dono

Saiu na Folha (*):
Lula oficializa que PAC sairá da Casa Civil e irá para Planejamento
SIMONE IGLESIAS
BRENO COSTA
DE BRASÍLIA

Em cerimônia, com prefeitos e governadores, de assinatura de obras do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se antecipou à sucessora, Dilma Rousseff, e anunciou que o programa sairá da Casa Civil e ficará sob responsabilidade do Ministério do Planejamento no próximo governo.
“Quero dizer aos prefeitos novos que prestem atenção numa coisa: essa moça [em referência a Miriam Belchior] vai para o Planejamento e junto vai levar o PAC”, disse Lula.

Lula disse que Dilma é muito preparada para discutir recursos. “As coisas podem fluir com muito mais facilidade”, afirmou.

O presidente criticou os antecessores, dizendo que não investiam em infraestrutura e não se relacionavam com prefeitos e governadores porque temiam que passassem os mndatos pedindo dinheiro à União para governar.

 

NAVALHA

NavalhaA Casa Civil vai voltar a ser o que era.
Uma espécie de Chefe de Gabinete de luxo do Presidente da República.
Quem era o chefe da casa Civil do Dr Tancredo ?
Do FHC ?
A gente só lembra do Pedro Parente porque ninguém se esquece do apagão do FHC.
Mas a Casa Civil só voltou a ser forte com o Lula: José Dirceu e Dilma.
Com a Dilma, a cartucheira foi com a Belchior para o Planejamento.
A Dilma deve saber o que faz.
( O Conversa Afiada desconfia.)

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Belchior leva o PAC. Palocci vai ser a Rainha da Inglaterra | Conversa Afiada

sábado, 4 de dezembro de 2010

Palloci, Cardozo e Carvalho confirmados

Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, sex, 03/12/2010 - 16:30

Da Folha

Dilma oficializa nomes de Palocci, Carvalho e Cardozo para novo governo

VALDO CRUZ
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
ANA FLOR
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA

A assessoria da presidente eleita, Dilma Rousseff, oficializou na tarde desta sexta-feira (3) os nomes de Antonio Palocci, Gilberto Carvalho e José Eduardo Cardozo para o novo governo.
"A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou o deputado Antonio Palocci para ocupar a chefia da Casa Civil do futuro governo e o atual chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, para ser o titular da secretaria geral da Presidência. O deputado José Edurado Cardozo, também convidado, assumirá o Ministério da Justiça. A presidenta eleita orientou os futuros ministros a trabalharem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento ao seu programa de desenvolvimento, com distribuição de renda e garantia da estabilidade econômica", diz nota da assessoria.
Com isso, são seis ministros já confirmados pela petista. Do núcleo palaciano, ainda não estão totalmente fechados os futuros titulares das pastas de Relações Institucionais e da Comunicação Social.
Há expectativa para oficializar a jornalista Helena Chagas, chefe da equipe de imprensa do governo de transição, como ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social, no lugar de Franklin Martins.
Helena não respondeu se aceita assumir o posto. Questionada hoje à tarde sobre o convite, Helena sorriu e desconversou.
Já o atual ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) pode tanto continuar no posto como ser deslocado para o Ministério da Saúde, caso Dilma não feche outro nome para a pasta.
A petista chegou a cogitar deixar confirmações de novos ministros para próxima semana, mas voltou atrás.

PMDB E PP
Dilma já definiu ainda o espaço do PMDB no governo. Serão quatro ministérios. Dois na cota dos deputados peemedebistas e dois na dos senadores. Edison Lobão em Minas e Energia e Wagner Rossi na Agricultura já estão certos. Ainda estão indefinidos os nomes para as pastas da Previdência e do Turismo.
A presidente eleita pode ainda definir um quinto ministério na cota do vice-presidente eleito, Michel Temer, que seria ocupado por Moreira Franco. Essa pasta pode ser a futura Secretaria de Aviação Civil.
Diante da definição das pastas a serem destinadas ao PMDB, cresceu a possibilidade de o PP manter o controle sobre o Ministério das Cidades.

EQUIPE ECONÔMICA
Há alguns dias, Dilma confirmou sua equipe econômica: Guido Mantega, que permanece na Fazenda, Miriam Belchior, para o Planejamento, e Alexandre Tombini para o Banco Central.

Palloci, Cardozo e Carvalho confirmados | Brasilianas.Org

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Meirelles começa a carreira de colonista do PiG

Conversa Afiada
Publicado em 19/11/2010

A seleção do Globo é pior do que a do Mano Menezes

Saiu no Estadão online:
Meirelles vê risco de bolha nos ativos e excesso de crédito

Cynthia Decloedt, da Agência Estado
FRANKURT – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ter visto “algum risco” de bolha no preço dos ativos e excesso de liquidez no crédito, em consequência do fluxo de entrada de capital. “Estamos tratando de tais questões vigorosamente para evitar desequilíbrios domésticos e bolhas de ativos”, disse.
Meirelles previu ainda que o déficit em conta corrente do Brasil poderá ampliar-se fortemente para US$ 67 bilhões no próximo ano, de cerca de US$ 39 bilhões este ano. O comentário foi feito durante a 6ª Conferência de Bancos Centrais em Frankfurt.

Navalha

NAVALHA

Essas declarações podem ser lidas assim:
Se eu sair, a vaca vai para o brejo.
Segundo a abalizada opinião do Globo, na primeira página de hoje, Meirelles diz que só fica se tiver autonomia.
O que é uma trapaça dele ou do Globo.
Se Meirelles ficar, a Dilma fica fraca.
Se sair, fica fraco o substituto.
Ministra, Dilma foi contra o “jurismo” do Meirelles.
Mantega sempre divergiu do Meirelles.
Logo, é possível que Meirelles dance.
E começa aqui, em Frankfurt, a carreira de colonista (*) do PiG (**).
Carreira que perseguem vários ex-diretores do Banco Central do Meireles: servem ao Governo Lula, arrumam um bom emprego nos bancos e se tornam críticos ferozes da política do Governo Lula que recém ajudaram a formular.
Viva o Brasil !
Hoje, em Frankfurt, Meirelles pode ter começado a carreira de colonista (*) do Globo.
Outro que nos agredirá com um português de Word.
Na companhia da urubóloga Miriam Leitão e do medalhão Antonio Palocci.
Clique aqui para ler “Gilmar, Gaspari e Palocci, outro medalhão”.

Paulo Henrique Amorim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Meirelles começa a carreira de colonista do PiG | Conversa Afiada

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PiG (*) perdeu: Mantega fica. Palocci não vai para a Fazenda

Conversa Afiada
Publicado em 18/11/2010

O desenvolvimentista derrotou o colonista (**) do Globo

Saiu no UOL:

Dilma convida Mantega a ficar na Fazenda, e ele aceita
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
A presidente eleita, Dilma Rousseff, fez nesta quinta-feira o convite para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, continue à frente do cargo a partir de janeiro do ano que vem, como a Folha informou hoje (íntegra somente para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a Folha apurou, o ministro aceitou o convite.
A conversa, inicialmente prevista para ontem, ocorreu hoje na Granja do Torto e durou cerca de duas horas e meia.
(…)

NAVALHA

NavalhaA permanência de Guido Mantega é um prêmio a uma administração bem sucedida.
Mantega comandou a Economia no Governo Lula durante o período em que houve mais crescimento e mais inclusão.
A ida de Palocci era o sonho de consumo de todas as listas do PiG (*) e especialmente da Veja.
Clique aqui para ler: “Lula não quer Palocci. E Cardozo ?”
E aqui para ler: “Gilmar, Gaspari e Palocci, outro medalhão…”
Palocci significaria um retorno à primeira fase do Governo Lula.
Foi quando Palocci e Henrique Meirelles, presidente do BankBoston, avalizavam o presidente temido pelo Mercado e satanizado pelo Novo Messias, José Serra, na campanha de 2002.
Palocci e Meirelles eram um FHC light.
Mantega e Dilma foram os ministros que com Carlos Lessa, no BNDES, mais criticaram a dupla neoliberal de esquerda.
No meio da tempestade da desvalorização do dólar seria um risco tirar o Mantega, que liderou a política anti-cíclica do Governo Lula, e botar no lugar o Palocci que, segundo as colunas que escreve no Globo, parece concordar com a colega Miriam Leitão.
Dilma 1 x 0 PiG (*).
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

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