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terça-feira, 29 de março de 2011

Kassab: 'Meu partido não será de direita, nem de esquerda, nem centro'

“Nunca antes neste país, um político foi tão explícito a respeito do carater fisiológico de um partido político, especialmente quando esse partido é o seu”

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Kassab: 'Meu partido não será de direita, nem de esquerda, nem centro'

Em entrevista, o  prefeito de São Paulo Gilberto Kassab explicou o posicionamento ideológico de seu partido, o Partido Social Democrático.PSD, não será de direita, nem de esquerda, nem centro
Como bem lembrou o comentários do jornal do Serra, Nunca antes neste país, um político foi tão explícito a respeito do carater fisiológico de um partido político, especialmente quando esse partido é o seu.
...Podemos imaginar então que, o partido do Kassab, ex demo, será orientado de acordo com o partido que estiver no governo federal?
Ou será que Kassab quis dizer que o partido que ele acaba de fundar, não existe?
Ou ainda, o partido do Kassab não parece o PV da Marina Silva que ficou em cima do muro durante a eleição de 2010?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Eduardo Guimarães: A quem interessa desagregar a blogosfera? |

Viomundo – O que você não vê na mídia 

Eduardo Guimarães: A quem interessa desagregar a blogosfera?

por Eduardo Guimarães, no blog da Cidadania

Luis Nassif teve uma atitude corajosa e humilde ao assumir um erro que fatalmente cometeu ao transformar em post o comentário de um leitor seu que inseriu na blogosfera um termo que, até então, só os mais versados na luta das mulheres por igualdade conheciam: “feminazi”. A partir desse episódio, produziu-se uma trama cada vez mais intrigante.

Nassif errou, demorou a corrigir o erro e, assim, teve que assumir e deixar para o público o julgamento sobre se deve ou não ser desculpado, já que não matou ninguém nem pregou opressão das mulheres, ainda que tenha dado espaço a uma caricatura de um movimento necessário como o dessas que tanto sofrem ainda em pleno século XXI.

Mas o que me preocupa não é isso. O que me levanta suspeita é a quem interessaria prolongar uma discussão tão tremendamente estéril que, como primeira conseqüência, já causou uma baixa de expressão em um movimento que se autodenominou “blogosfera progressista” por decisão de mais de 300 blogueiros de todas as partes do país que se reuniram em agosto em São Paulo e que votaram – eu disse que VOTARAM – por se autodenominarem “progressistas”.

Nassif não quer mais nada com o peixe. E não é o único blogueiro de projeção nacional a não querer. Não cito quem são os outros porque não lhes tenho autorização, mas garanto que são aqueles que atraíram para a blogosfera o público que ela auferiu por serem pessoas de projeção pública, jornalistas de renome que tiveram boa intenção e se ferraram por isso.

No começo, pensei que tudo fosse só produto de quatro tipos de pessoas que declararam guerra não só ao Nassif, mas à comissão organizadora do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas. A saber:

1 – Os que esperavam lucrar mais com o Encontro inserindo-se em um grupo fechado que acreditavam existir, mas que jamais existiu – a comissão organizadora do encontro dos blogueiros progressistas foi constituída episodicamente e, ao fim do evento, decidiu-se que nos próximos seria renovada.

2 – Militantes e não militantes de boa-fé e que ficaram legitimamente contrariados com o erro claramente involuntário cometido por Nassif – estes, ativeram-se a criticar Nassif e só a ele e de forma educada.

3 – Desafetos antigos do Nassif que aproveitaram seu tropeço para acertarem velhas contas consigo, em uma atitude covarde e desleal, e que chegam ao ponto de escrever textos imensos culpando-o pelo sofrimento de todas as mulheres só porque publicou o malfadado post.

4 – Os contrariados com a escolha dos blogueiros que entrevistaram Lula, que não se conformaram por não estarem entre os escolhidos e que não entenderam como nasceu esse encontro e, por isso, não entenderam tal escolha.

Vale explicar uma coisa: a primeira pessoa a lançar uma proposta informal de uma entrevista de blogueiros com Lula foi Eduardo Guimarães há mais ou menos uns dois anos.

Acontece que descobri ter um leitor assíduo que trabalhava no Palácio do Planalto e que um dia me procurou para me convidar a tomarmos um café e batermos papo. Fui ter com ele e, durante o papo, abordei possibilidade que já tinha comentado com amigos como Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha, Conceição Lemes, Renato Rovai e Altamiro Borges, entre outros, de o presidente conceder uma entrevista à blogosfera.

Como de costume, comecei a “agitar”. Falei com mais pessoas, tais como, por exemplo, alguém que era sempre bem recomendado inclusive pelo Nassif, um acadêmico e blogueiro de Minas chamado Idelber Avelar.

Convidei todos para uma reunião em meu escritório, da qual todos disseram que participariam. Entretanto, só compareceram o Altamiro e o Rodrigo porque os outros tiveram problemas para comparecer.

Meu leitor que trabalhava no governo me disse que deveria encaminhar uma proposta à Secom, pois achava que ela poderia frutificar devido à vontade do presidente Lula de incentivar o surgimento e a consolidação das mídias alternativas.

Contudo, como não tinha experiência de manter interlocução com governos, fui deixando o assunto pra lá até que acabei não encaminhando nada à Secom.

Lá pra junho deste ano, se bem me lembro, o Miro (Altamiro Borges) convocou uma reunião no restaurante paulistano Sujinho para discutirmos idéia sobre a qual o Azenha sempre falava, de os blogueiros com maior notoriedade se empenharem para dar espaço aos blogueiros ainda pouco conhecidos que estavam surgindo e que tinham ideologias e posições políticas próximas, ainda que desiguais.

Durante aquele jantar, formou-se o embrião da comissão organizadora do encontro de blogueiros que o Azenha pretendia que fosse igual ao que contou com o apoio de Barack Obama durante a última campanha eleitoral à presidência dos EUA.

Mas como fazer para realizar esse encontro? Dificilmente muitos blogueiros de outros Estados poderiam arcar com despesas de avião, hotel, refeições em restaurantes etc. Havia que conseguir recursos, organizar a relação das pessoas que viriam etc.

Azenha e Paulo Henrique Amorim, que num segundo momento juntou-se a nós, não hesitaram em tirar do bolso três mil reais cada um. Azenha, particularmente, sempre tentou dar notoriedade aos blogueiros que estavam chegando – primeiro, através do Sivuca e, depois, através de uma seção que criou em seu blog que chamou de Palanque, se bem me lembro.

Mas era pouco dinheiro o que doaram Azenha e PH e os outros não tínhamos condição de imitá-los. Então, eu, a Conceição Lemes, o Altamiro Borges e a Conceição Oliveira saímos a campo em busca de recursos. Particularmente, fui um dos que mais doações de 3 mil reais conseguiu.

Fomos a empresas, a sindicatos e, a duras penas, juntamos recursos para o evento.

Nada disso teria sido possível sem o apoio do Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, presidido pelo Miro, pois a estrutura que se montou para dar transporte, hospedagem e alimentação a centenas de pessoas, só tendo uma organização como essa por trás.

Ao fim do encontro, em jantar de avaliação da obra que cometêramos, o Rovai comunicou que levara adiante a idéia que abandonei e que recebera um parecer positivo da Secom. Para dar ainda mais força à associação de blogueiros progressistas que surgira, decidimos que assim nos apresentaríamos durante a entrevista.

Como o encontro de blogueiros nasceu em São Paulo e o governo queria representantes de outros Estados, convidamos o Cloaca, o Túlio Vianna, o Altino Machado, o Leandro Fortes, o Pierre Lucena e o José Augusto (Amigos do Presidente Lula). Azenha, PH e Nassif abriram mão de participar em favor deles e criamos mais “vagas” do que pretendíamos, para dez blogueiros.

Eu mesmo não pretendia participar. Tinha que viajar para a Argentina a trabalho porque devido à campanha eleitoral deixei meu ganha-pão de lado e as empresas que represento estavam me cobrando queda nas vendas. Além do que, alguma coisa me dizia, desde 2 anos antes, que haveria uma comoção entre os que ficassem de fora.

O Rovai e uma pessoa que não posso nominar – e que foi decisiva para eu rever minha decisão de não comparecer – pediram-me encarecidamente que desse um jeito de participar da entrevista. E até por eu ter vários leitores no governo, incluindo o ministro Franklin Martins.

Enfim, contei essa história para que todos entendam como surgiu esse grupo que se autodenominou “progressista” e que teve tal denominação aprovada por expressiva maioria dos 300 blogueiros do Encontro de agosto, e como logramos extrair do Palácio do Planalto a entrevista que o presidente Lula nos concedeu.

Contudo, há uma figura que me levantou suspeita nesse espantoso caso “feminazi”. O tal de Idelber Avelar, com quem só falei uma vez até hoje. Ele aproveitou para acertar alguma conta antiga com Nassif e ainda envolveu gente que não publicou post nenhum divulgando o termo doentio, os blogueiros progressistas.

Qual o interesse desse sujeito? Quem ele pensa que é para apontar o dedo para gente que nem conhece e fazer acusações sobre nada? E o que é pior: de forma covarde e esquizofrênica, sem dar nomes aos bois e baseado apenas em suas idiossincrasias. A quem interessa, pois, desagregar uma blogosfera progressista da qual até o governo Lula reconheceu a relevância?

PS meu, Eduardo Guimarães: o Nassif só cometeu um erro imperdoável, de não ter citado a jornalista Conceição Lemes, que o PH bem chamou de “a alma” do encontro dos blogueiros e que já produziu as melhores reportagens da blogosfera brasileira no Viomundo. Mas devido ao assédio que Nassif vem sofrendo, é compreensível.

Eduardo Guimarães: A quem interessa desagregar a blogosfera? | Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Paulo Renato e a politização da questão educacional

Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, qua, 10/11/2010 - 15:36

Por Rudá Ricci

ENEM e o oportunismo dos educadores tucanos
Primeiro veio Paulo Renato. Agora foi a vez de Maria Helena Guimarães. Ambos afirmam que o ENEM confunde avaliação com seleção. É brincadeira! Reuniões no gabinete de Paulo Renato, quando ministro, apontavam justamente para esta direção. Pensavam tanto nesta hipótese que chegaram a postar no site do ministério o exemplo norte-americano, cujo vestibular é unificado nacionalmente. Este é um dos problemas da cultura partidária tupiniquim: quer surfar em qualquer ondinha para conseguir financiamento de campanha.
É óbvio que precisamos nacionalizar o vestibular (o melhor seria extingui-lo). Não podemos estar ao sabor do que uma ou outra instituição acredita ser o essencial para um jovem ter como conhecimento básico. Esta é uma questão nacional, de formação cidadã e profissional. Fico indignado de ouvir o argumento oportunista de defesa da autonomia das escolas. Autonomia? Num sistema? Então, por qual motivo se elaborou oi PNLD (Programa Nacional de Livro Didático)? Por que não respeitaram a autonomia das editoras? Justamente porque educação é tema central da formação de um país e não de feudos.

Paulo Renato e a politização da questão educacional | Brasilianas.Org

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Padre descreveu campanha em evento religioso como “profanação”; ouça o áudio

Viomundo – O que você não vê na mídia
19 de outubro de 2010 às 2:30

Do jornal O Povo, do Ceará:

Padre critica panfleto contra Dilma e Tasso reage

Durante a missa em homenagem a São Francisco, o padre que celebrava o ato religioso reclamou do tumulto causado pela presença de José Serra. Ao final, reclamou da distribuição de panfletos contra Dilma, provocando a revolta de Tasso Jereissati

16.10.2010| 22:04

A visita do presidenciável José Serra (PSDB) a Canindé, durante os festejos em homenagem a São Francisco, terminou em confusão entre o padre que celebrava a missa das 16 horas e tucanos. Entre eles, o senador Tasso Jereissati, que tentou tirar satisfações com o religioso – cujo nome não foi informado pela secretaria paroquial da Basílica – depois que ele, no fim da celebração, reclamou da distribuição de panfletos contra a também candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT).

O material apresentava três motivos para não votar na petista e, segundo o padre, estavam sendo distribuído durante a missa. Assinada pelo Instituto Vida de Responsabilidade Social, e apresentando dois números de CNPJ, ele afirmava, por exemplo, que Dilma é a favor do aborto, envolvida com as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que “nunca na história desse país houve tanta corrupção”.

Com um exemplar do material em mãos, já no fim da celebração, o padre reclamou: “Estão acusando a candidata do PT de várias coisas, afirmando em nome da Igreja. Não é verdade! Isso não é jeito de se fazer política! A Igreja não está autorizando isso”, bradou o padre, provocando os aplausos de fiéis e a revolta de Tasso, que partiu para cima do altar, sendo contido por uma assessora e pela esposa, Renata Jereissati. “O senhor não pode fazer isso”, repetia Tasso. Nesse momento, o padre sumiu do recinto, e não conseguiu mais ser localizado pela imprensa. Ao mesmo tempo, presentes gritavam os nomes tanto de Serra como de Dilma.

Enquanto isso, o candidato do PSDB ao Planalto agia como se nada estivesse acontecendo. Quando a confusão já estava generalizada, Serra continuava com o semblante tranquilo, sentado na primeira fileira do recinto, conversando e tirando fotografias com eleitores.

Pouco depois, saiu escoltado por seguranças e correligionários, sem dar entrevista.

Tasso, por sua vez, não ficou calado, e acusou o sacerdote. “O padre é petista. Tá ali com uma bandeira petista dentro da Igreja. São esses padres que têm causado problema na Igreja”.

Reclamações

Antes, ao longo da celebração, a missa já vinha tumultuada. Depois que Serra chegou e tomou assento, uma multidão de fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas o rodeou. O padre reagiu imediatamente. Ele lamentou que, “infelizmente”, nem todos tinham ido à missa com o mesmo objetivo: louvar São Francisco. “Não me refiro a A ou B, mas àqueles que estão conversando e tumultuando. A prioridade aqui é a palavra de Deus. Se você está aqui com outra intenção, assim como você entrou, pode sair”.

Em outro momento, nova reclamação: “Vocês não vieram aqui para ver os políticos. Vocês vieram aqui para ver quem? São Francisco”. Na comunhão, mais reclamações: “Estão atrapalhando com filmagens. Não é assim que se faz política, não. Estão atrapalhando a celebração do começo ao fim. Lamentavelmente isso é uma profanação”, disse.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/padre-descreveu-campanha-em-evento-religioso-como-profanacao-ouca-o-audio.html

Padre descreveu campanha em evento religioso como “profanação”; ouça o áudio

Viomundo – O que você não vê na mídia
19 de outubro de 2010 às 2:30

Do jornal O Povo, do Ceará:

Padre critica panfleto contra Dilma e Tasso reage

Durante a missa em homenagem a São Francisco, o padre que celebrava o ato religioso reclamou do tumulto causado pela presença de José Serra. Ao final, reclamou da distribuição de panfletos contra Dilma, provocando a revolta de Tasso Jereissati

16.10.2010| 22:04

A visita do presidenciável José Serra (PSDB) a Canindé, durante os festejos em homenagem a São Francisco, terminou em confusão entre o padre que celebrava a missa das 16 horas e tucanos. Entre eles, o senador Tasso Jereissati, que tentou tirar satisfações com o religioso – cujo nome não foi informado pela secretaria paroquial da Basílica – depois que ele, no fim da celebração, reclamou da distribuição de panfletos contra a também candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT).

O material apresentava três motivos para não votar na petista e, segundo o padre, estavam sendo distribuído durante a missa. Assinada pelo Instituto Vida de Responsabilidade Social, e apresentando dois números de CNPJ, ele afirmava, por exemplo, que Dilma é a favor do aborto, envolvida com as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que “nunca na história desse país houve tanta corrupção”.

Com um exemplar do material em mãos, já no fim da celebração, o padre reclamou: “Estão acusando a candidata do PT de várias coisas, afirmando em nome da Igreja. Não é verdade! Isso não é jeito de se fazer política! A Igreja não está autorizando isso”, bradou o padre, provocando os aplausos de fiéis e a revolta de Tasso, que partiu para cima do altar, sendo contido por uma assessora e pela esposa, Renata Jereissati. “O senhor não pode fazer isso”, repetia Tasso. Nesse momento, o padre sumiu do recinto, e não conseguiu mais ser localizado pela imprensa. Ao mesmo tempo, presentes gritavam os nomes tanto de Serra como de Dilma.

Enquanto isso, o candidato do PSDB ao Planalto agia como se nada estivesse acontecendo. Quando a confusão já estava generalizada, Serra continuava com o semblante tranquilo, sentado na primeira fileira do recinto, conversando e tirando fotografias com eleitores.

Pouco depois, saiu escoltado por seguranças e correligionários, sem dar entrevista.

Tasso, por sua vez, não ficou calado, e acusou o sacerdote. “O padre é petista. Tá ali com uma bandeira petista dentro da Igreja. São esses padres que têm causado problema na Igreja”.

Reclamações

Antes, ao longo da celebração, a missa já vinha tumultuada. Depois que Serra chegou e tomou assento, uma multidão de fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas o rodeou. O padre reagiu imediatamente. Ele lamentou que, “infelizmente”, nem todos tinham ido à missa com o mesmo objetivo: louvar São Francisco. “Não me refiro a A ou B, mas àqueles que estão conversando e tumultuando. A prioridade aqui é a palavra de Deus. Se você está aqui com outra intenção, assim como você entrou, pode sair”.

Em outro momento, nova reclamação: “Vocês não vieram aqui para ver os políticos. Vocês vieram aqui para ver quem? São Francisco”. Na comunhão, mais reclamações: “Estão atrapalhando com filmagens. Não é assim que se faz política, não. Estão atrapalhando a celebração do começo ao fim. Lamentavelmente isso é uma profanação”, disse.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/padre-descreveu-campanha-em-evento-religioso-como-profanacao-ouca-o-audio.html

sábado, 16 de outubro de 2010

Serra invade missa e toma vaia no Ceará

Blog do Miro:
Por Altamiro Borges
sábado, 16 de outubro de 2010

Reproduzo matéria de Saul Leblon, publicada no "Blog das Frases" no sítio Carta Maior:
"Isso é uma profanação"
Cristãos começam a reagir ao oportunismo religioso de Serra. A presença do candidato do conservadorismo nativo na missa da festa de São Francisco, em Canindé (CE), neste sábado, pode ter sido um ponto de inflexão.
A festa é o maior evento religioso da cidade. Quando chegou, Serra foi vaiado por manifestantes pró-Dilma. O candidato chegou a ser empurrado num início de conflito.
"Gostaria que a missa não fosse tumultuada com os políticos que aqui chegaram, por favor. Se vieram com outra intenção, peço que saiam assim como entraram. Isso é uma profanação", advretiu o celebrante olhando fixamente para a fileira da frente onde Serra estava.
Perto do fim da missa, o frade exibiu um panfleto contra Dilma e foi mais duro ainda: "Acusam a candidata do PT em nome da igreja. Não é verdade". A plateia aplaudiu. "Não está autorizada essa coisa. A igreja não está autorizando essas coisas". Mais aplausos. Serra saiu à francesa.
Indignação também nas universidades
Inteligência brasileira se une contra um retrocesso chamado Serra.
Intelectuais e artistas brasileiros se mobilizam em todo o país em manifestações de protesto e indignação contra as metas e os métodos adotados pela candidatura do conservadorismo brasileiro. Circulam pelas universidades e na Internet o "Manifesto dos Reitores contra Serra"; o "Manifesto dos Professores de Filosofia contra Serra"; o "Manifesto dos Artistas e Intelectuais contra Serra". O mais recente documento, que ontem já reunia cerca de 680 assinaturas, é o manifesto dos professores universitários que abre com a seguinte frase:
"Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra".
Porto Alegre se levanta
Tarso Genro mobiliza dois mil militantes.
"Um tom de urgência, gravidade e intensa mobilização marcou praticamente todas as intervenções".
No Rio, na 2º feira, dia 18, no teatro Casa Grande, intelectuais liderados por Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepomuceno e Leonardo Boff entregam manifesto de apoio a Dilma Rousseff.
Em São Paulo, na 3º feira, dia 19, às 19 horas, a campanha pró-Dilma tem encontro marcado na PUC-SP, Monte Alegre ,1024. O ato está sendo organizado pelo jurista Celso Antônio Bandeira de Mello e pelo teólogo Mário Sérgio Cortella.

Altamiro Borges: Serra invade missa e toma vaia no Ceará

Serra invade missa e toma vaia no Ceará

Blog do Miro:
Por Altamiro Borges
sábado, 16 de outubro de 2010

Reproduzo matéria de Saul Leblon, publicada no "Blog das Frases" no sítio Carta Maior:
"Isso é uma profanação"
Cristãos começam a reagir ao oportunismo religioso de Serra. A presença do candidato do conservadorismo nativo na missa da festa de São Francisco, em Canindé (CE), neste sábado, pode ter sido um ponto de inflexão.
A festa é o maior evento religioso da cidade. Quando chegou, Serra foi vaiado por manifestantes pró-Dilma. O candidato chegou a ser empurrado num início de conflito.
"Gostaria que a missa não fosse tumultuada com os políticos que aqui chegaram, por favor. Se vieram com outra intenção, peço que saiam assim como entraram. Isso é uma profanação", advretiu o celebrante olhando fixamente para a fileira da frente onde Serra estava.
Perto do fim da missa, o frade exibiu um panfleto contra Dilma e foi mais duro ainda: "Acusam a candidata do PT em nome da igreja. Não é verdade". A plateia aplaudiu. "Não está autorizada essa coisa. A igreja não está autorizando essas coisas". Mais aplausos. Serra saiu à francesa.
Indignação também nas universidades
Inteligência brasileira se une contra um retrocesso chamado Serra.
Intelectuais e artistas brasileiros se mobilizam em todo o país em manifestações de protesto e indignação contra as metas e os métodos adotados pela candidatura do conservadorismo brasileiro. Circulam pelas universidades e na Internet o "Manifesto dos Reitores contra Serra"; o "Manifesto dos Professores de Filosofia contra Serra"; o "Manifesto dos Artistas e Intelectuais contra Serra". O mais recente documento, que ontem já reunia cerca de 680 assinaturas, é o manifesto dos professores universitários que abre com a seguinte frase:
"Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra".
Porto Alegre se levanta
Tarso Genro mobiliza dois mil militantes.
"Um tom de urgência, gravidade e intensa mobilização marcou praticamente todas as intervenções".
No Rio, na 2º feira, dia 18, no teatro Casa Grande, intelectuais liderados por Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepomuceno e Leonardo Boff entregam manifesto de apoio a Dilma Rousseff.
Em São Paulo, na 3º feira, dia 19, às 19 horas, a campanha pró-Dilma tem encontro marcado na PUC-SP, Monte Alegre ,1024. O ato está sendo organizado pelo jurista Celso Antônio Bandeira de Mello e pelo teólogo Mário Sérgio Cortella.

Altamiro Borges: Serra invade missa e toma vaia no Ceará

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Elaine Tavares: Um pitaco sobre as eleições | Viomundo - O que você não vê na mídia

9 de outubro de 2010 às 0:12

Um pitaco sobre as eleições

Por Elaine Tavares,  jornalista

07.10.2010 – As eleições no Brasil se revestiram de um manto moral. Quase ninguém discutiu os projetos de nação que apresentavam as candidaturas. O que importava mais era atuar na destruição da pessoa, no que ela tinha de “sujo e condenável”. Assim, a história de Dilma Roussef, uma mulher valente que entregou sua juventude para lutar contra a ditadura sanguinária que se instalou no país em 1964, no projeto de dominação perpetrado pelos Estados Unidos para evitar o “comunismo”, acabou se transformando em inomináveis absurdos. Pelas redes sociais, pelos correios eletrônicos, e na mídia comercial circularam informações das mais esdrúxulas. Que Dilma era assassina, terrorista, e pasmem, que havia dito que nem Jesus Cristo tirava a vitória dela. Cabia atacar a candidata do Lula, pois era a mais forte e se configurava a favorita. O fato de ela ter sido uma lutadora contra a ditadura, ter sido presa, torturada, ter se constituído uma profissional competente num mundo masculino, ter sido ministra numa pasta nunca antes ocupada por uma mulher, e tudo mais, não foi saudado. Nem pelas militantes do “gênero”.

Mesmos para aqueles que, como eu, sempre fizeram a crítica sistemática ao governo Lula, pelas coisas que deixou de fazer e pelas que fez dentro do recorte neoliberal, ler os correios que chegavam aos borbotões causava engulhos. Porque a crítica ao governo Lula precisa ser feita desde a esquerda, como forma de apontar os erros e de alavancar mudanças. Jamais poderíamos compactuar com as atrocidades ditas pela direita raivosa, pela igreja conservadora e pelas marionetes. Quando o argumento crítico é político, vamos discutir, mas atuar na lógica dos ataques pessoais, e além de tudo mentirosos, é voltar ao triste episódio dos anos 60, quando os católicos foram às ruas na Marcha da Família dizendo se defender do tremendo “mal” do comunismo, que comia criancinhas e roubava a propriedade privada. Os tempos atuais não poderiam conter esse viés reacionário e pouco inteligente. Hoje temos muito mais acesso a informações para que se possa cair neste velho conto. Mas, ainda assim, patrocinado pelos Estados Unidos, o inimigo que assoma – e ao qual se acusam todos os lutadores – é o de “terrorista”. Bastou gritar contra o preço do cafezinho e a pessoa já pode ser apontada como um.

A própria Marina Silva, que ao longo da campanha não deixou explícito que projeto de país defendia, embora durante sua trajetória como ministra e depois como candidata tenha realizado alianças claríssimas com o chamado “ecocapitalismo”, foi atacada no pessoal. A direita não a acusava de ter se aliado aos grandes empresários do agronegócio ou do chamado “desenvolvimento sustentável”, muito menos de ter compactuado com a liberação dos transgênicos ou com o roubo do conhecimento ancestral dos indígenas. Não, isso, na visão dos dominantes, foi coisa boa e não poderia ser criticado. A crítica a ela também era pessoal. Ela era a feia, a esfomeada, e outros adjetivos abjetos. Seu projeto de ligação visceral com o capitalismo dito responsável ficou obscurecido e os ambientalistas do capital a seguiram alegremente, como se fosse possível ser “sustentável” no capitalismo. O fraco discurso de salvar as florestas e os animais sem apresentar proposta de transformação para a vida humana na consolidação de uma proposta socialista acabou sem crítica e o resultado foram os milhões de votos.
Plínio de Arruda Sampaio, apesar de sua estatura intelectual, tampouco ficou de fora da mira do moralismo barato que invadiu a campanha eleitoral. O homem era inteligente, simpático, mas “muito velho”, iria morrer logo, então, melhor evitar o voto em alguém assim condenado.  Nas campanhas anônimas que encheram caixas de correio e viajaram no boca-a-boca apenas Serra era a opção. Os motivos? Ora, os motivos eram claros: a Dilma era terrorista, a Marina, esfomeada, o Plínio, velho, o Zé Maria, louco, os demais eram ninguém, então só sobrava o paulistano, amigo do FHC, que tanto fez pelo Brasil. Para que melhor argumento? A morte da política.

É certo que o governo de Luis Inácio tem parte da culpa desta despolitização total da população. Mesmo na propaganda da Dilma, os argumentos para se votar na ex-ministra, acabavam sendo morais, de forte apelo emocional. Em um deles a canção chega a dizer que Lula entregava seu povo nas mãos dela, como se a população fosse um saco de batatas sem voz ou desejos. Enfim, o resultado foi o espelho da proposta de campanha que praticamente todos os candidatos empreenderam.

Figuras histriônicas como o Tiririca, Romário, e outros sem qualquer proposta concreta para o país, foram eleitos e causa surpresa a indignação que toma conta da mídia. Como se não fosse também responsabilidade dos formadores de opinião midiáticos esta completa falta de credibilidade que toma conta da população com relação ao Congresso Nacional. Não é de hoje que factóides denunciatórios tomam conta das telinhas da televisão, mostrando os políticos de Brasília como ladrões que levam dinheiro em cueca, num achincalhe pessoal, sem que a crítica se espraie para o terreno da política mesma.

O julgamento dos deputados corruptos é sempre moral. As atrocidades políticas que eles comentem contra o país e sua gente não são tratadas com a mesma “fome”. O que dizem os meios sobre as votações da bancada ruralista em prol do agronegócio? O que dizem sobre a aprovação de obras predadoras como a construção indiscriminada de barragens? E o Código Ambiental?  Nada.  Só que as pessoas não são idiotas e sabem que as casas legislativas não representam a vontade popular. Votar no Tiririca parece muito mais racional, não é, “peixe”?,  como diria o Romário. O achincalhe é o protesto da consciência ingênua, daqueles que sabem que algo está errado no “reino de Brasília”, embora possam não saber bem o quê.

Agora vem o segundo turno. É a disputa plebiscitária. Serra contra Dilma. O eleitor inteligente haverá de buscar as informações reais. Serra é cria de FHC, que ficou no comando do país por oito anos, tal qual Lula, de quem Dilma é cria. O que fez o Fernando Henrique pelo país e pela população nos oito anos que lhe couberam? Qual era seu projeto de país, quem foram seus aliados? E o Lula, o que fez? Que projeto tornou real ao longo do seu mandato?

FHC foi a locomotiva do projeto neoliberal. Durante seu governo, os trabalhadores foram arrochados ao máximo, perderam dezenas de direitos, empresas públicas foram privatizadas em verdadeiros crimes de lesa pátria, o patrimônio da nação foi dilapidado. Sua idéia era a de estado mínimo para os pobres e estado total para os ricos. Representava a elite selvagem, capaz de saquear o próprio país sem qualquer abalo moral. Na sua testa poder-se-ia pregar o nome “bussines” (negócio, em inglês), sem medo de errar. Basta pesquisar as mobilizações populares no governo de FHC para se perceber os golpes dados contra o país.

O governo Lula assomou em 2003 com a promessa de mudança. Ao longo dos tempos foi fazendo composições e concessões com a elite produtiva do país. No seu governo os ricos ganharam muito, mas, na linha da social democracia, ele também trabalhou na outra ponta. O Bolsa família levou comida a milhões de famílias, criou vagas nas universidades, criou 14 novas universidades públicas, melhorou o salário mínimo, alavancou a vida da classe média, abriu crédito, praticou uma política externa de aproximação com a América Latina, coisa nunca feita antes. Claro que o governo Lula não significou qualquer avanço no projeto socialista. E ele nunca se propôs a isso. Talvez por isso tenha se tornado palatável a parte da elite local. As críticas feitas a todos estes projetos citados acima sempre foram contundentes. O bolsa família ainda não avançou para um processo de libertação, as universidades novas ainda carecem de qualidade, as vagas universitárias foram para a privadas, e toda uma sorte de outros pontos que poderíamos citar, e já o fizemos em vários outros artigos. Mas, mesmo dentro da lógica do capital, o governo Lula foi melhor que o de FHC.

Assim, se o processo que inicia agora rumo ao segundo turno é um plebiscito sobre propostas de governo, é preciso clareza. Serra representa o atraso, o conservadorismo, a elite insaciável e entreguista, capaz de qualquer coisa para sangrar as riquezas nacionais em benefício próprio e incapaz de conceder um mínimo que seja à população. Dilma representa o chamado “capitalismo humanizado”, que concede à elite, mas busca atender aos de baixo, em políticas assistenciais, programas sociais e políticas públicas. Dilma não é socialismo e muito menos a ameaça comunista, pode chegar a social democracia, garantindo privilégios, mas distribuindo melhor a riqueza. Já o Serra não é social democrata, apesar de isso estar no nome do seu partido. Ele é o vampiro das elites.

Ao povo, que no geral sabe muito bem das ínfimas diferenças que existem entre os candidatos, valeria uma reflexão. Estudar as ações de cada grupo em vez de dar voz a argumentações morais e pessoais que só reduzem a vida política ao ridículo. A eleição, enfim, não é “a mãe de todas as batalhas”, mas, nessa conjuntura, ela pode definir o futuro. A grande política pressupõe análise da realidade e propostas de superação. O socialismo pressupõe mais trabalho entre as gentes. Há que se voltar ao trabalho de base, coisa praticamente esquecida pelos partidos políticos que, na sua maioria, entraram na lógica do institucional. Há que voltar às ruas, aos bairros, às estradas barrentas da vida real, para construir desde baixo o sonho da sociedade justa, igualitária, fraterna e cooperativa.

Enquanto isso não acontece, não se pode retroceder. Sem volta atrás…

Elaine Tavares: Um pitaco sobre as eleições | Viomundo - O que você não vê na mídia

Altamiro Borges: Marina e o “apetite por cargos” do PV

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Marina e o “apetite por cargos” do PV

Por Altamiro Borges
O jornalista Bernardo Mello Franco, da Folha, fez uma revelação ontem (7) que confirma as tensões na cúpula do Partido Verde. “Em reunião fechada com aliados, a candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva, atacou a gula de dirigentes do partido por cargos e afirmou que não vai ´se apequenar´ nas negociações do segundo turno. Ela se mostrou irritada com a intenção do núcleo da campanha de José Serra (PSDB) de oferecer quatro ministérios em troca do apoio do PV”.
Ainda segundo a reportagem da insuspeita Folha, “em tom de ironia, Marina criticou o fisiologismo de parte da cúpula verde, sugerindo que a oferta seria alta demais para alguns dirigentes de seu partido”. Na reunião fechada, que teve a presença do teólogo Leonardo Boff – que já declarou apoio a Dilma para derrotar o “neoliberal Serra” -, a presidenciável do PV insinuou que tende a ficar “neutra” no segundo turno. A decisão deveria ser anunciada na convenção marcada para 17 de setembro.
Racha na cúpula verde
A “reunião fechada” causou estragos na direção do PV. Apesar do presidente do do partido, José Luiz Penna, rechaçar as criticas ao seu fisiologismo, ele tem o pé em várias canoas. No governo Lula, cumpre importante papel no Ministério da Cultura. Já em vários estados, o partido está umbilicalmente ligado aos demotucanos. Participou da prefeitura do Rio de Janeiro na gestão do demo César Maia – que acaba de ser rejeitado nas urnas. Em São Paulo, participa do governo estadual, controlado pelos tucanos, e na prefeitura da capital, dirigido pelo demo Kassab.
Para o segundo turno, dirigentes do PV já tinham declarado publicamente seu apoio a José Serra – sem ouvir a própria candidata, a maior responsável pela expressiva votação da legenda no primeiro turno. Com suas críticas ao “apetite por cargos”, Marina despertou a ira da direção do partido. “Próxima ao PSDB, a cúpula verde ameaça boicotar a convenção do dia 17 e anunciar apoio a Serra na semana que vem, à revelia da ex-presidenciável”, relata hoje (8) o UOL.
Minoritária da direção do partido
Segundo a matéria, “Marina foi duramente atacada na reunião organizada às pressas pelo presidente da sigla, José Luiz Penna, em Brasília. Participaram cerca de 20 pessoas, algumas com cargos no governo paulista e na Prefeitura de São Paulo, administrada pelo DEM. A senadora não foi chamada. No encontro fechado, o grupo de Penna acusou a candidata derrotada de desrespeita a cúpula do partido, ao qual se filiou em agosto de 2009”.
Numa nítida provocação à candidata, José Luiz Penna convocou reunião da executiva nacional do PV para a próxima quarta-feira (13), que pode precipitar a decisão da legenda. O grupo de Marina Silva, recém-ingresso no partido, tem apenas 10 dos 60 votos da executiva. “A tendência é pela aprovação do apoio a Serra”, garante o UOL. Nos bastidores, o clima é de guerra. Marina cancelou a reunião com a direção do PV e insiste que deseja debater “compromissos programáticos”; já a cúpula verde tucanou e assume “compromissos fisiológicos” com José Serra.
A encruzilhada de Marina Silva
Como se observa, a situação do PV é delicada. Marina Silva obteve quase 20% dos votos por várias razões. Numa avaliação generosa, ela surpreendeu porque expressou as justas preocupações ambientais, críticas às limitações do governo Lula e a busca de alternativa diante da polarização PSDB-PT. Numa leitura mais crítica, ela foi inflada pela mídia para viabilizar a ida de Serra para o segundo turno e colheu os votos conservadores, com base na manipulação religiosa rasteira.
Agora, PV e Marina Silva estão na berlinda. A tendência, como apontam vários especialistas em eleições, é que ocorra uma dispersão dos votos “verdes”. O problema não é apenas eleitoral. É político. Quanto ao PV, ele continuará sendo um partido sem consistência programática – nem mesmo a questão ambiental é levada muito a sério por sua direção. O maior dilema é mesmo o de Marina Silva. Ela servirá ao retrocesso neoliberal, maior inimigo do desenvolvimento sustentável, ou apostará na continuidade das mudanças no país? É uma baita encruzilhada!