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domingo, 12 de junho de 2011

Record do ENEM é o fracasso do Cerra e do Di Jenio

Saiu na Folha: Enem tem adesão recorde com 6,2 milhões de inscritos.
A esta altura do domingo, uma legião de repórteres dito investigativos do PiG (*) deve estar na rua com a missão de detonar o ENEM recordista.
Vale a pena recordar que, quando uma prova do ENEM “vazou” da gráfica da Folha (**), “governava” São Paulo o Padim Pade Cerra.
A primeira coisa que ele fez foi retirar as universidades dele do âmbito do ENEM.
Com a rapidez com que mandou trancar as portas das escolas públicas, quando a Globo anunciou que o Brasil seria arrasado pela gripe suína.
Cerra com o PiG é assim: vapt-vupt.
Esta ansioso blog já disse que o ENEM é a banda larga para a entrada do pobre na Universidade.
Como o Pro-Uni.
E  o que mais apavora a elite branca (que em São Paulo é separatista desde o Partido Republicano Paulista) é ver o filho do pobre estudar.
A lamentável comprovação disso foi o violento artigo do Cerra no Globo, que tornou equivalentes o Bolsa Família e o resíduo sólido.
O Bolsa Família que a ONU e o Banco Mundial elogiam porque a mãe só recebe o benefício se o filho for à escola.
O ENEM teve outro efeito salutar: matou a indústria do cursinho.
Onde imperava o Di Jenio.
Breve este Conversa Afiada terá o raro prazer de divulgar a decisão judicial que absolveu este ansioso blogueiro numa ação que o Di Jenio contra ele moveu.
(Deve ser a 38ª.
Preciso checar com meus advogados, que cuidam dessa área “Diz-me quem te processa e dir-te-ei quem és.)
Di Jenio era mais amigo do Antonio Carlos Magalhães do que do Cerra – é verdade.
Mas, foi ele um espírito santo de orelha da política de privatização da educação que prevaleceu no Governo cinzento do Cerra/FHC.
Enquanto isso, o Nunca Dantes, metalúrgico nordestino que nao sabe falar inglês fundou 14 universidades federais.
Como diz o Mino Carta, a Casa Grande fica aflita quando a Senzala aprende a ler.
Não, nao somos racistas !
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Record do ENEM é o fracasso do Cerra e do Di Jenio - Conversa Afiada

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Um em quatro aprovados desiste da USP. “Culpa” do Nunca Dantes

Na foto, o culpado pelas desistências na USP

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Saiu na Folha:

Um em quatro aprovados desiste da USP
Dos 10.652 nomes da 1ª chamada do vestibular, 2.562 (ou 24%) não fizeram a matrícula; em 2005, foram 13%

Reitoria, escolas e MEC atribuem fato a aumento de vagas nas federais, seleção via Enem e bolsas e financiamentos

LAURA CAPRIGLIONE
FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
A USP, maior universidade pública do país, cujo logotipo impresso em um diploma é símbolo de excelência, essa universidade foi, neste ano, esnobada por nada menos do que um em cada quatro alunos aprovados no vestibular.

Dos 10.652 nomes que constavam na primeira chamada da Fuvest (fundação para o vestibular), 2.562 não se apresentaram para a matrícula. O resultado dessa espécie de evasão instantânea é que nunca foi tão gorda a lista da segunda chamada.

Em 2005, de 9.567 aprovados na Fuvest, 1.243 desistiram da USP na primeira chamada -dava 13% do total.

Cursinhos, reitoria da USP e MEC atribuem o fenômeno:

1) à multiplicação de vagas nas universidades federais (e em algumas estaduais);
2) ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada do ministério), pelo qual um estudante pode disputar vagas em várias universidades públicas, fazendo apenas uma prova (o Enem);
3) ao ProUni (bolsas de estudo na rede privada);
4) ao Fies (financiamento estudantil do governo federal), que concede empréstimos para pagamento de mensalidades a juros de 3,4% ao ano.
(…)

Leia a matéria na íntegra na Folha.
Clique aqui para ler “Pobre foge da USP. É o que a elite queria”.
E aqui para ler “USP cai 64 posições. Serra é um jenio”.

Um em quatro aprovados desiste da USP. “Culpa” do Nunca Dantes | Conversa Afiada

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Haddad diz que STJ derrubou todas as liminares contra o SiSU

Segundo ministro da Educação, todas as liminares, inclusive a que permitia vistas dos estudantes às provas do Enem, caíram

iG Brasília | 21/01/2011 20:28

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Em coletiva na noite desta sexta-feira, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que a Advocacia Geral da União (AGU) conseguiu derrubar todas as liminares contrárias ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU). A seleção distribui vagas em instituições públicas a partir das notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou pedido da AGU para que houvesse "pacificação" das decisões, por entender que juízes de primeira instância de diferentes regiões deram decisões distintas e "incoerentes entre si". Assim, o direito a ver a correção da prova e recorrer de possíveis erros, não vale mais.

"Não há como resolver essas dúvidas se não houver centralização da decisão. Agora, o MEC está com segurança jurídica para divulgar resultados na segunda-feira", afirmou Haddad, se referindo ao cronograma que prevê divulgação do resultado dos aprovados em primeira chamada no SiSU no próximo dia 24. Ao todo, pouco mais de 1 milhão de candidatos conseguiram efetuar a inscrição para as 83.215 vagas oferecidas pelo sistema.

Com a queda da liminar expedida pela Justiça do Ceará, os estudantes que participaram do Enem e não concordam com as próprias notas continuarão sem poder apresentar recursos ou revisar as próprias avaliações. Para Haddad, é difícil garantir esse direito com as dimensões que o Enem ganhou, desde a obrigatoriedade de suas notas para a concessão de bolsas de estudo para jovens de baixa renda no Programa Universidade para Todos (ProUni) e a utilização das notas pelas federais.

"Não é pouca coisa, só a China tem cifras de maior escala", disse, acrescentando que um processo seletivo como este não pode ser mudado em um fim de semana. Segundo ele, é preciso cautela e preparação adequada. "Exige preparação das empresas, digitalização das imagens, software para coloca-las a disposição, software acesso, rede, etc", comentou.

Ele defende que o mesmo critério, se adotado para o Enem, deve valer em qualquer processo seletivo. "O concurso do Ministério Público, por exemplo, não prevê recurso em edital. Acho incoerente o MP exigir que outro órgão respeite um princípio que ele não considera", afirmou. Haddad defendou que a sociedade tome uma decisão em conjunto nesse sentido e pense uma solução que trate com isonomia os processos seletivos.

Haddad diz que STJ derrubou todas as liminares contra o SiSU - Enem - iG

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Lula e Haddad esvaziam escolas tucanas de SP

Conversa Afiada
Publicado em 12/01/2011
        Na foto, a política educacional do Governo Cerra

Como se sabe, o governador Padim Pade Cerra foi o primeiro a boicotar o ENEM, quando a prova vazou (êpa ! êpa !) da gráfica da Folha (*).
O ENEM, como se sabe, é a porta de entrada do pobre na faculdade.
E é por isso que o PiG (**)  e o Cerra não gostam dele.
Como se sabe, a política do Governo Cerra para a Educação (pública, bem entendido !) foi o cacete.
O professor recebe – como todo o funcionalismo de São Paulo – o salário PSDB, Pior Salário Do Brasil.
E tem que viver do “vale coxinha”.
Por isso, se entende o que o Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades, selecionou esta manhã para o amigo navegante (quem será Stanley Burburinho ?):

USP perde candidatos para novas universidades federais

São Paulo – A ampliação da oferta de vagas em universidades federais no Estado é apontada por especialistas como uma das principais causas das abstenções recordes na segunda fase do vestibular da Fuvest, que seleciona para a Universidade de São Paulo (USP) e a Santa Casa. Ontem, o índice chegou a 9%. Anteontem, 8,33%. O padrão era em torno de 5% a 6%.
Neste ano, as três universidades federais em São Paulo ofereceram 5.118 vagas. Em 2005, eram 1.403, já que a Universidade Federal do ABC começou a funcionar em 2007, com 1,5 mil vagas. Há quatro anos, eram duas federais no Estado: Unifesp, com câmpus na capital, e os de São Carlos e Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A partir de 2008, foram abertos, além da federal do ABC, o câmpus de Sorocaba da UFSCar e outros quatro da Unifesp (Baixada Santista, Diadema, Guarulhos e São José dos Campos).

Dados do Censo do Ensino Superior de 2007 e 2008, do Ministério da Educação, mostram que a oferta de vagas quase dobrou nas federais no período – passou de 4,5 mil em 2007 para 6.776 em 2008. As estaduais perderam 248 cadeiras. Mas não é só: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ampliou a chance de os estudantes ingressarem em boas instituições e a USP mudou o formato de seu vestibular desde o ano passado, tornando-o mais difícil na avaliação de educadores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Lula e Haddad esvaziam escolas tucanas de SP | Conversa Afiada

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Brasil está entre países que mais evoluíram em educação

Conversa Afiada

Para Haddad, pior momento foi entre 2000 e 2001, quando o Brasil ocupou a lanterna no ranking

O Conversa Afiada reproduz post do Portal Vermelho:

Brasil está entre países que mais evoluíram em educação na década

O Brasil está entre os três países que alcançaram a maior evolução no setor educacional na última década. É o que apontam os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2009, divulgados nesta terça-feira (7).
A prova é aplicada a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. No ano passado, participaram 65 países.

O Brasil ingressou no Pisa em 2000. Desde então, a média entre as três provas — considerando os resultados em leitura, matemática e ciências — subiu de 368 para 401 pontos. Nesse mesmo período, apenas dois países conseguiram melhorias superiores aos 33 pontos alcançados pelo Brasil: Chile (mais 37 pontos na média) e Luxemburgo (mais 38 pontos).

Na média, os países-membros da OCDE ficaram estagnados de 2000 a 2009, sem avanços. O Brasil estabeleceu metas de melhorias no Pisa, como as que já existem para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para 2009, o objetivo era atingir 395 pontos, o que foi superado. Em 2021, o país precisa alcançar 473 pontos — média dos países da OCDE.


Ex-lanterna

Na avaliação do ministro da Educação, Fernando Haddad, os resultados desmontam a teoria de que o Brasil estaria sempre em defasagem em relação aos países desenvolvidos, já que somente em 2022 atingiria níveis semelhantes na avaliação. “O mundo está estagnado do ponto de vista da qualidade [da educação]. Embora alguns países da OCDE tenham melhorado, outros pioraram e, na média, ficaram estagnados. Em educação sempre há espaço para melhorar — mas o mundo desenvolvido está com dificuldade em fazer a sua média subir”, afirmou.

Para Haddad, o “pior momento” da educação brasileira foi no início da década, entre 2000 e 2001, quando o país ocupou a lanterna no ranking do Pisa. Segundo o ministro, essa tendência está revertida e parte dos avanços se deve às mudanças no sistema de avaliação do país, especialmente a criação do Ideb em 2005 que atribui e divulga nota para cada escola pública.

“Não tenho dúvida que isso impactou muito favoravelmente, mexeu com a educação no Brasil. Em 2006, quando divulgamos pela primeira vez os resultados por escola, informamos diretores, professores, passamos a fazer formação [de professores]. Estamos só colhendo os resultados dessa percepção de que a aprendizagem estava afastada do cotidiano da escola”, afirma Haddad. O maior crescimento – de 17 pontos – se deu no último triênio (2006-2009), destacou o ministro.

Haddad ressaltou que a escola não pode se ocupar somente dos resultados em avaliações, mas não pode esquecer que está formando alunos que “precisam ter proficiência nas disciplinas básicas. “A educação não se reduz a isso, os testes padronizados são importantes, mas não esgotam a questão. A educação transcende esses testes, mas a avaliação é um elemento que estava faltando na cultura escolar”, apontou.

O relatório da OCDE também destaca a criação do Ideb como ação importante para a melhoria dos resultados e aponta o Brasil como exemplo a ser observado por outros países com baixa proficiência.

“O país investiu significativamente mais recursos em educação, aumentando os gastos em instituições de ensino de 4% do PIB [Produto Interno Bruto] em 2005 para 5% em 2009, alocando mais recursos para melhorar o salário dos professores. Também gastou o dinheiro de forma mais equitativa do que no passado. Recursos federais agora são direcionados para os estados mais pobres, dando às escolas recursos comparáveis aos que são disponibilizados nos mais ricos”, diz o relatório, em referência ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), criado em 2006.

Da Redação, com informações da Agência Brasil

Brasil está entre países que mais evoluíram em educação | Conversa Afiada

domingo, 21 de novembro de 2010

E nem a Folha consegue evitar Falha

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Os amigos do Presidente Lula
domingo, 21 de novembro de 2010

Enquanto isso, naquele ninho de altas plumagens...

Esse aqui é o ENEM da Folha? Os prejudicados deveriam recorrer à Justiça. Lá em Fortaleza, tem uma juíza que é facinha, facinha... Estranho, não vivem dizendo que é simples organizar uma prova?. Falar dos outros é fácil... Mas, vamos ser sinceros.Quem  não tem capacidade para realizar um processo seletivo para estagiários não tem cacife para criticar o Exame Nacional do ensino Médio realizado para mais de 4 milhões de pessoas.

sábado, 20 de novembro de 2010

Abaixo-assinado de professores em apoio ao ministro Fernando Haddad

Viomundo - O que você não vê na mídia
19 de novembro de 2010 às 20:28

Nota de apoio ao Ministro da Educação Fernando Haddad

Há, com certeza, muito a ser feito para superar os efeitos de uma desatenção histórica, por parte das elites brasileiras, ao campo da educação no país. Não obstante, entre os esforços sérios e consistentes para alterar tal quadro, com justiça, deve figurar o papel desempenhado nos últimos anos pelo ministro Fernando Haddad. Sob sua gestão, o Ministério da Educação desenvolveu importantes iniciativas para a qualificação dos professores da rede de ensino fundamental, através do envolvimento da Capes, e reverteu o processo de redução do papel da universidade pública e federal no conjunto do ensino superior brasileiro.
Um passo significativo, no sentido da modernização e da democratização, foi materializado por meio da implantação de um sistema de avaliação de estudantes egressos do ensino médio. Tal sistema, organizado em escala nacional, mais do que avaliar a qualidade da formação dos estudantes, consolidou-se como modalidade de acesso à universidade pública. O experimento, pela sua magnitude e complexidade, deve retirar de suas eventuais falhas motivos para aperfeiçoamento. Essa é a direção responsável para a aplicação de políticas públicas com largo impacto social.
O sistema materializado no ENEM constitui um avanço na avaliação dos estudantes e na forma de seu acesso á universidade. Constitui-se, assim, como um patrimônio a ser preservado e aperfeiçoado. Deve ser, portanto, defendido da crítica oportunista e destrutiva dos que gostariam que a universidade pública no país seguisse o destino que a ela foi imposto no passado.
Os signatários do presente texto afirmam sua confiança na capacidade de gestão do ministro Fernando Haddad e, dessa forma, vêm de público a ele prestar a sua solidariedade.

Para assinar este abaixo-assinado, CLIQUE AQUI

Twitter: Twitar Isso!!

Endereço para divulgação: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/751

Abaixo-assinado de professores em apoio ao ministro Fernando Haddad | Viomundo - O que você não vê na mídia

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ENEM: desembargador impede que Juíza subverta a ordem

Conversa Afiada
Publicado em 19/11/2010

Faria não deixou os candidatos assumirem o poder no ENEM

O presidente do TRF da 5ª região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, suspendeu ontem a decisão da Juíza Federal da 7ª vara/CE, Karla Maia, que assegurava a realização de uma nova prova a TODOS  os estudantes que se sentissem prejudicados pelos erros de impressão do caderno amarelo ou pela inversão dos cabeçalhos nos cartões de resposta do Enem.
O Desembargador Faria denunciou o caráter subversivo – lesão á ordem pública – da decisão da Dra Maia.
Clique aqui para ler “ENEM: o que quer a dra. Karla ?”
Igualmente subversiva foi a adesão furiosa do PiG (*) às insensatas decisões da Juíza (foram duas !).
Mas, para prejudicar o Presidente Lula, o PiG (*) é capaz de subverter tudo.

Paulo Henrique Amorim
Leia trechos da decisão do desembargador Luiz Alberto Faria (extraído do site
“Migalhas”):
Destaca que a pretensão do MPF é tangenciar a decisão proferida na SL nº 4208-CE, não podendo ser aceito, sob pena de subverter o que restou decidido nesta Corte. Aduz a ocorrência de grave lesão à ordem pública, na sua feição administrativa, considerando que a tutela deferida possibilita que os candidatos possam livremente optar se querem fazer uma nova prova, sem qualquer verificação objetiva por parte da Administração do prejuízo efetivo. Por fim, requer a extensão da decisão proferida na SL nº 4208-CE, ou caso assim não entenda, seja a presente peça recebida como nova suspensão de antecipação de tutela.
Determinei a autuação do presente petitório, vindo-me os autos conclusos para o exame do pleito.Passo a decidir.
…
Na hipótese de que se cuida, vislumbro, mais uma vez, a presença dos pressupostos legais. Com efeito, a possibilidade de grave lesão à ordem pública, aqui considerada na acepção ordem administrativa, decorre da faculdade autorizada pelo Juízo Federal da 7ª Vara – CE de possibilitar aos alunos “que se sintam prejudicados” no ENEM 2010 a submissão a novo certame, sem que a Administração Federal possa realizar a verificação objetiva do efetivo prejuízo sofrido pelos candidatos, circunstância essa possível a partir do cotejo do teor das atas de aplicação das provas e dos requerimentos contendo as reclamações.
De mais a mais, a adoção do critério subjetivo na avaliação do prejuízo sofrido pelo candidato levaria a Administração à difícil situação de ficar submetida ao alvedrio do candidato dito prejudicado, impossibilitando-se, assim, qualquer controle estatal, ocasionando grave violação à ordem pública.
Afora isso, conforme já destaquei quando do exame da SL nº 4208-CE, a alteração do cronograma fixado pelo MEC implica, inquestionavelmente, atraso na conclusão do ENEM 2010, aspecto por demais relevante, levando em conta que diversas instituições de ensino superior utilizarão as notas do ENEM na seleção de ingresso dos novos alunos, repercutindo sobremodo nos vestibulares realizados em todo o País.
…
Não se pode admitir, pois, que paixões a teses jurídicas venham aflorar e contaminar o Judiciário, a ponto de se pretender a reforma de decisão por quem não possui competência para tanto, trazendo insegurança jurídica, por corolário, para milhões de jovens atônitos (e suas famílias) à espera da definição das respectivas situações escolares, em um momento tão importante das suas vidas, às vésperas da difícil disputa pelo ingresso no ensino superior.


LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Presidente

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

ENEM: desembargador impede que Juíza subverta a ordem | Conversa Afiada

NaMaria News: Da água que Enem bebe Saresp também bebe

Viomundo - O que você não vê na mídia
19 de novembro de 2010 às 17:04

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

do blog NaMaria News

Tudo indica, embora a lei da mordaça tenha imperado no universo público acadêmico, que o Saresp * 2010 teve tantos tropeços quanto o do ano passado - ou talvez mais.
Está certo que, aparentemente, pelo menos as provas ficaram prontas em tempo e ele não foi adiado como o anterior, que não houve mutirão de amigos na gráfica, que a logística de entrega foi mais apessoada etc.. Mesmo assim, a barra pesou.
O Secretário de Educação de São Paulo, Sr. Paulo Renato Costa Souza, que ama espinafrar com o inclusivo Enem dos moldes atuais, disse que os probleminhas da décima terceira edição do Sarespforam por conta da complexidade do exame, pois que são 26 cadernos de provas diferentes. O Enem tem só quatro.
Ele também disse, acerca dos gabaritos errados, que a falha “já estava prevista”, e também “a solução, o antídoto”, que seria: o coordenador entrar no site do exame, imprimir o gabarito correto e sanar o problema. Em várias cidades do Estado houve troca da folha de resposta. Isso ocorreu, e nenhum aluno foi prejudicado por causa desse problema, porque já havia uma solução prevista – que fique bem claro.
Certo, nós acreditamos.
Então vamos ao fabuloso Momento Breve Rescaldo do Saresp 2010
- Sob responsabilidade da VUNESP, o exame teve o seguinte contrato e valor:

DO- 9/setembro/2010
Extratos de Contrato
Processo: 90/0400/2010.
Contrato 02/2010.
Contratante: Secretaria de Estado da Educação.
Contratada: Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Vunesp.
Objeto: Prestação de serviços técnicos especializados na área de avaliação para execução do SARESP 2010.
Prazo de vigência: 12 meses contados a partir da assinatura.
Data de Assinatura: 30-8-2010
Valor do Contrato: R$ 33.487.096,67.

- Realizado nos dias 17 e 18 de novembro, no site oficial do Saresp não informaram quando seriam as provas – a não ser que você, sem pressa, se dispusesse a enfrentar outros links internos, entrasse em “Documentos Legais” e em seguida, sem pestanejar, acertasse na Resolução do Saresp 2010 SE 54.

- Eis os disciplinas das provas e as turmas deste ano:

- A imprensa amiga não deu um pio sobre quaisquer problemas no primeiro dia das provas. Foi como se tudo estivesse um esplendor de ordem. Mas no Twitter o bicho estava pegando, bombava a tag #Saresp (e outras menos cotadas mas igualmente inspiradoras: #EnemFeelings, #aprendinosaresp). Mesmo numa busca simples sem #, não era possível vencer a velocidade de postagens; estava uma loucura. Palavras carinhosas a respeito do exame, que começavam com M, passavam por E, depois R, depois D e acabavam com A eram as mais empregadas para descrever a alegria profunda de ter de participar de tão importante avaliação que não serve de nada aos matriculados das unidades escolares, não os ajuda a entrar em faculdades, por exemplo – nem obrigatório é. Outros vernáculos, adjetivos ainda mais belos também eram encontrados amiúde. O pessoal jovem é bastante carinhoso.
- Já no segundo dia, hoje, a casa caiu oficialmente. Fez-se o vudu de ardor infernal. Graças à colunista do Estadão, Sra. Sonia Racy, fomos informados, à hora do almoço, de que algum olho de secar pimenteira finalmente havia pousado sobre o coitadinho do Saresp. Trouxe-nos à luz as notas que poderão ser lidas ao clicar  em 1 e 2 :
- Enquanto a dona Racy começava a repercutir no Twitter, o pessoal das escolas – sobretudo os alunos – já descreviam as misérias Sarespianas do dia, há muito tempo, desde o dia anterior. Mais uma vez ficamos atarantados tentando acompanhar o frenesi generalizado, tal como comportam-se as galináceas durante um terremoto de destruidora escala.
Na impossibilidade de copiar um a um, recorremos à antiga forma de sorteio, exatamente como muitos dos alunos confessaram ter feito ao responder as questões de Matemática do primeiro dia de prova: na base do mamãe mandou bater nesse daqui. Desta feita, originaram-se as duas imagens que seguem. Nelas há opiniões sinceras, os erros cometidos (cabeçalhos trocados, falta de provas para todos os alunos, falhas de impressão etc.), a profundidade de algumas das questões, a liberdade confessa na hora da prova (gente tuitando na boa, gente manguaçada na Catuaba), a riqueza de tema das redações, os boicotes animados dos estudantes da ETESP e ETECs, os recados à grande imprensa e ao Paulo Renato e outras pérolas mais.
Ao final, uma das mais intrigantes proposições: Poderíamos fazer a campanha: “Juíza Karla, cancele o Saresp”. Boa ideia.
Naturalmente as mensagens à perfeição, indo ao NaMaria News. Qual a tua preferida?
- Não esqueça jamais: o Sr. Paulo Renato garantiu que nenhum aluno ou escola foi ou será prejudicado porque as falhas estavam previstas e tinham antídotos, tudo correu bem, tudo foi absolutamente normal – como sempre.

*Você nunca ouviu falar do Saresp?
Então vamos ao bê-a-bá.
O Saresp é o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, como o nome diz, vale somente para o estado de SP. Na verdade, é uma avaliação de quantas anda a fina educação do PSDB estadual, tendo começado em 1996.  É aplicado nas escolas públicas, mas também nas municipais e nas particulares que aderirem. Este ano foi a décima terceira avaliação. Os resultados valem para dar um abono tapa buraco pra Inglês ver (em vez de aumento real e digno de salário) aos professores e funcionários cujas escolas tiverem maior pontuação.

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Provão escolar de SP tem série de falhas

Agora São Paulo - São Paulo

19/11/2010

Folha de S.Paulo

O Saresp, prova do governo do Estado de SP que avaliou cerca de 2,5 milhões de estudantes ontem e anteontem, teve uma série de falhas. Além de mapear dificuldades dos alunos, o exame ajuda a determinar o bônus recebido pelos professores.
Há relatos de gabaritos trocados, provas faltando, uso de celular durante a aplicação do teste e até de professores da própria escola dentro da sala, o que é proibido.
A Secretaria de Estado da Educação confirma parte das falhas, como o recebimento pelos estudantes de gabaritos que não correspondiam às provas, mas diz que ninguém foi prejudicado porque o problema foi resolvido a tempo.
A prova é aplicada para estudantes do 3º, 5º, 7º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.
Além dos alunos da rede estadual, fazem a prova estudantes de escolas municipais e particulares que quiserem testar seu desempenho.

Ajuda
Na escola Dr. João Ernesto Faggin, em Cidade Ademar (zona sul), estudantes e um professor contam que docentes aplicaram provas para suas próprias turmas, o que não é permitido --salvo exceções para escolas isoladas, o que não é o caso. O professor disse à reportagem que testemunhou colegas ajudando os estudantes nas questões. A direção da escola nega.
A reportagem obteve vários relatos de uso do celular durante a prova. Problemas nos gabaritos são os relatos mais comuns. No interior de SP, em ao menos 18 escolas, alunos receberam gabaritos com uma numeração diferente da que havia no caderno de perguntas. Estudantes temem que o erro faça com que respostas corretas sejam consideradas erradas, já que a prova pode ser de um tipo diferente do gabarito.
Foram aplicados 26 tipos diferentes de prova. Estudantes temem que o erro faça com que respostas corretas sejam consideradas erradas.

Folhas de resposta
Na escola Thomazia Montoro (zona oeste), um aplicador relata que, em algumas das salas do exame, não havia provas e folhas de resposta para todos.
Ele diz que a falta pôde ser suprida por cadernos extras. Porém, ao menos um aluno demorou para conseguir começar a prova, pois o material foi trazido de outra sala.
Afirma ainda que os aplicadores não conseguiam colar os lacres dos envelope que guardavam os gabaritos preenchidos. Com isso, em tese, o diretor ou professor da escola, se quisesse, poderia abrir o envelope e alterar as provas.

Agora São Paulo - São Paulo - Provão escolar de SP tem série de falhas - 19/11/2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TRF manda juíza parar de boicotar o ENEM

Conversa Afiada
Publicado em 18/11/2010

Haddad: é duro levar o pobre à faculdade

O Conversa Afiada reproduz notícia do UOL:

TRF derruba decisão que permitia que todos que se sentissem prejudicados refizessem o Enem

Da Redação
Em São Paulo
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, derrubou nesta quinta-feira (18) a liminar da Justiça Federal no Ceará que permitia que todos os alunos que se sentiram prejudicados pelas falhas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 pudessem refazer a prova. A decisão atende a um pedido da AGU (Advocacia Geral da União), protocolado nesta quinta.
Na liminar de ontem, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal, determinava, também, a prorrogação do prazo para fazer o requerimento da prova até a próxima sexta-feira (26). Com a derrubada da decisão, o prazo volta a ser esta sexta-feira (19), até 23h59. O MEC, informado da decisão, afirmou que toda a programação está inalterada e que vai procurar atender os alunos prejudicados.
De acordo com a AGU (Advocacia Geral da União), em  nota divulgada pelo MEC (Ministério da Educação) na quarta, as medidas já tomadas são “justas”:
“A AGU entende que as providências adotadas pelo Ministério da Educação no sentido de permitir aos alunos eventualmente prejudicados que requeiram a correção invertida, através de requerimento eletrônico disponível no site do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais], e a possibilidade de nova prova para quem não teve o caderno de questões amarelo com defeitos de impressão substituído pelos fiscais, é a medida mais justa para assegurar o direito aos alunos prejudicados, sem prejuízo daqueles que fizeram a prova regularmente, ou da apuração de outras ocorrências registradas em ata”, afirma o ministério.
(…)

Clique aqui para ler “O que quer a juíza Karla ? Fechar o ENEM ?”
E aqui para ler “O PiG e o Serra odeiam o ENEM por causa dos pobres”.
E também aqui para ler “Exame de SP leva bomba !”

TRF manda juíza parar de boicotar o ENEM | Conversa Afiada

Exame de SP leva bomba!

Conversa Afiada
Publicado em 18/11/2010

O que Souza vai dizer à GloboNews ?

Extraído do site Os Amigos do Presidente Lula:

Versão paulista do ENEM também teve gabaritos trocados
Pau que bate em Francisco também bate em Chico, e pau que bate no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) do governo federal também tem que bater no SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) do governo demo-tucano.
Na noite de quarta-feira, o secretário estadual da Educação, Paulo Renato de Souza (PSDB/SP), desdenhava do Ministério da Educação, querendo jactar-se de uma inexistente maior competência demo-tucana:
- Vamos mostrar que é possível aplicar uma grande prova sem ter problemas. No Saresp, são 26 cadernos de provas diferentes e não tivemos problemas. No Enem, são só quatro cadernos e deu no que deu. Ficou provado que não é possível realizar um vestibular nacional sem erros.
Hoje o tucano do bico grande teve que engolir suas palavras.
A diretoria regional da cidade de Assis recebeu gabaritos de respostas trocados, incompatíveis com o caderno de perguntas.
A Secretaria de Educação atribuiu o erro a Vunesp, empresa de processos seletivos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que foi responsável pela prova.
Política de arrocho salarial, com “gorjetas” apenas para uma minoria dos professores
O SARESP é uma versão paulista do ENEM. As diferenças é que o SARESP avalia o ensino fundamental (além do médio), e só é usado para avaliar as escolas, não servindo ao aluno como complemento/alternativa ao vestibular.
Os resultados são computados em um índice, onde os professores e demais funcionários das escolas mais bem avaliadas recebem uma “gorjeta” no salário, como forma de cala-boca, que o governo demo-tucano chama de bônus ou gratificação.
O problema da política de bônus paulista é que, em vez de premiar professores, na prática, castiga 80% do professorado, deixando-os sem reposição salarial, e apenas uma minoria de 20% recebe uma “gorjeta”, como se fosse um “prêmio”, mas que não é mais do que a obrigação, para aproximar de uma reposição salarial.
Em 2009, extravio de provas e denúncias de fraude
Na prova do ano passado, houve denúncias de fraude e pacotes com provas chegaram com exemplares a menos em alguns colégios. A suspeita é que cadernos tenham sido extraviados e divulgados antes do teste.
Na escola Benedito Aparecido Tavares, em Franco da Rocha (Grande São Paulo), houve a denúncia de que professores passaram cola aos alunos (ajudaram os alunos a resolver as questões), para ganharem o bônus.
A gestão José Serra (PSDB) disse que os problemas “eram pontuais” e que, onde houver comprovação de fraude, o resultado da unidade será anulado e passará a valer a média da região para o pagamento de bônus. Não se falou em refazer a prova e com o tempo, e o complacência da imprensa paulista para não atrapalhar a eleição de Serra e Alckmin, caiu tudo no esquecimento, bem diferente do sensacionalismo que fazem com o ENEM, por muito menos.

Exame de SP leva bomba ! | Conversa Afiada

O que quer a juíza Karla ? Fechar o ENEM ?

Conversa Afiada
Publicado em 18/11/2010

A Dra Maia tem um problema Superior

Saiu no Globo, na Folha (*) e no Estadão.
Juíza Karla Maia, da Justiça Federal do Ceará, que tentou anular o ENEM, agora quer fechar o ENEM por sua desmoralização.
A Advocacia Geral da União conseguiu anular a primeira decisão da Dra Maia.
E, na decisão, ficou previsto o mecanismo que dará aos 0,0000001% dos prejudicados o direito à isonomia.
Pois a Dra Maia resolveu enfrentar a instância superior que a derrotou.
E quer criar instrumentos mais abrangentes – e descabidos – para um segundo ENEM.
A Dra Maia provavelmente não gosta do ENEM, do Haddad nem de Instância Superior.
Por muito menos, o corajoso Juiz Fausto De Sanctis é perseguido até hoje pelo Supremo ex-Supremo Presidente do Supremo.
Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

O que quer a juíza Karla ? Fechar o ENEM ? | Conversa Afiada

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Escola do MST recebe melhor nota do Enem

Blog do Miro
Altamiro Borges
quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Por Altamiro Borges
PROCURADORES QUEREM O FIM DE ESCOLAS DO MSTNos últimos dias, a mídia demotucana tem feito um grande alarde contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Devido a falhas lamentáveis em algumas provas, ela decidiu transformar o assunto na sua primeira bandeira de oposição ao futuro governo Dilma Rousseff. De quebra, ainda presta um serviço à poderosa indústria do vestibular e às faculdades privadas. O Grupo Folha, dono da gráfica que imprimiu as provas irregulares, é um dos que mais fustiga o Enem.
Com sua cobertura enviesada e manipuladora, a mídia omite fatos curiosos do Enem. Um deles, que ela nunca divulgaria, é que a Escola Semente da Conquista, localizada no assentamento 25 de Maio, em Santa Catarina, foi o destaque do Exame Nacional em 2009, conforme noticiado na página oficial do Enem. Ela ocupou a primeira posição no município, com nota de 505,69.
Semente da Conquista
Nesta escola estudam 112 filhos de assentados, de 14 a 21 anos. Ela é dirigida por militantes do MST e os professores foram indicados pelos próprios assentados do município de Abelardo Luz, cidade com o maior número de famílias assentadas no estado. São 1.418 famílias, morando em 23 assentamentos. A primeira colocação no Enem foi comemorada pelas famílias de sem-terra.
A mídia, porém, nada falou sobre esta vitória. Segundo o sítio do MST, “essa conquista, histórica para uma instituição de ensino do campo, ficou fora da atenção da mídia, como também é pouco reconhecida pelas autoridades políticas de nosso estado. A engrenagem ideológica sustentada pela mídia e pelas elites rejeita todas as formas de protagonismo popular, especialmente quando esses sujeitos demonstram, na prática, que é possível outro modelo de educação”.
“A Escola Semente da Conquista é sinal de luta contra o sistema que nada faz contra os índices de analfabetismo e êxodo rural. Vale destacar que vivemos numa sociedade em que as melhores bibliotecas, cinemas, teatros são para uma pequena elite... Mesmo com todas as dificuldades, a escola foi destaque entre as escolas do município. Este fato não é apenas mérito dos educandos, mas sim da proposta pedagógica do MST, que tem na sua essência a formação de novos homens e mulheres, sujeitos do seu processo histórico em construção e em constante aprendizado”.

Altamiro Borges: Escola do MST recebe melhor nota do Enem

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Haddad acusa a Folha de não zelar pela prova do ENEM

Conversa Afiada
Publicado em 16/11/2010
A Folha frangou a prova

O Conversa Afiada reproduz post do blog Os Amigos do Presidente Lula:

Ministro da Educação diz que gráfica do grupo Folha não foi capaz de zelar por segurança do Enem
Ao prestar esclarecimentos sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Senado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou:

“Não há que se falar em responsabilização criminal e civil de ninguém do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais]. Todas as hipóteses foram levantadas. O fato concreto é que uma das maiores gráficas do país não foi capaz de zelar pela segurança”.

Ao tecer o comentário na Comissão de Educação, Haddad fez referências às falhas registradas este ano no cartão de respostas e nas questões do caderno amarelo e também ao vazamento de provas do Enem, no ano passado, dentro da gráfica do grupo Folha (jornal Folha de São Paulo). O ministro defendeu a punição de indivíduos envolvidos nos problemas, mas pediu que as instituições ligadas ao Enem sejam preservadas.

Haddad acusa a Folha de não zelar pela prova do ENEM | Conversa Afiada

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Partido da Imprensa Golpista (PIG) já escala o Ministério de Dilma

Mal Dilma voltou da Coreia e o PIG aumenta os esforços para escalar o novo Ministério que será composto pela Presidenta eleita. Já cheirava mal, o grande estardalhaço feito por o Globo, a Globo, Estadão e Folha, por por causa de menos de 0,04% de provas com defeito no exame do Enem realizado para mais de 3 milhões de estudantes. Sabe-se que no ano passado, o vazamento se deu em uma gráfica ligada ao Grupo Folha de São Paulo. A prova precisou ser adiada.
No levante provocado pela velha mídia nesta semana, duas foram as vítimas: o Ministro Fernando Haddad e o próprio Enem. Quanto ao Enem, está claro o motivo dos ataques. Ao menos para quem se informa além do Jornal Nacional e dos jornalões.
O Enem, além de garantir aos filhos das classes mais baixas frequentar uma universidade particular pelo Prouni, dá acesso a universidades públicas, sem o tal vestibular (para Paulo Henrique Amorim, assim como saudade, não tem tradução). Isso, por si, já é um absurdo para muitos da elite que atendem fácil a um chamado da mídia golpista para engrossar o coro. O Globo tentou no Rio reeditar os “caras pintadas” em Ipanema. Alunos de escolas particulares de classe média alta “revoltados” com o Enem. Sempre defensoras de práticas estadunisenes, a elite, por aqui, não quer copiar o modelo norte americano de exame unificado de admissão.
Mas os interesses prejudicados nessa história são outros. Primeiro há uma fábrica de vestibular nesse país e quanto mais melhor para ela, não é? Os principais vestibulares nunca tiveram a credibilidade questionada mesmo diante de histórias de falhas em provas e até fraudes, o que se espera, e percebido, deve-se corrigir. Outra indústria que não quer perder seu filão no mercado é a dos cursinhos. Como explicou a filósofa Viviane Mosé na rádio CBN, o Enem é excelente porque avalia raciocínio do aluno. O aluno pobre não depende mais da memorização dos pacotes de informações apostiladas pela máfia de cursinhos. Mosé, assim como o Presidente Lula, entende que até a Polícia Federal precisa investigar porque acontece tanta coisa errada com o Enem. Mas a notícia boa é que o TRF derrubou a liminar que brecou o exame de mais de 3 milhões de alunos de classes baixas que poderiam ficar sem cursar universidades públicas em 2011. E estas teriam de recorrer ao “velho e confiável” vestibular, favorecendo bastante os alunos de cursinho, e a “credibilidade” dos mesmos demanda para a educação pública. O Inep ao reverter a decisão na justiça~poderá refazer a prova para todos os prejudicados, pois a prova do Enem como explicou o Ministro aos chacais do Bom Dia Brasil, corresponde ao novo conjunto de tecnologias da educação que permite avaliar os mesmos indicadores em ocasiões e em provas diferentes. O MEC informou que o número de pessoas que realmente precisariam repetir o exame seria de 200 (duzentos) alunos. Observem a preocupação repentina da elite e da mídia com as minorias. Diferente reação tiveram em 2009 quando os erros no Saresp de Serra afetaram 20 mil alunos em São Paulo (leia no Azenha).
Na outra ponta dos ataques midiáticos está Fernando Haddad. Mas, mediante tamanho “escândalo”, para a mídia ele está fora do páreo de ser Ministro de Dilma. Escândalo, lembremos, que ela própria criou a partir de um incidente absoluta e relativamente pequeno. Passível de ocorrer mediante o imenso universo que o exame do MEC representa. Até o Sarem do Estado governado por Serra deu xabu. Especialmente com tanto predador rodeando o filhote que ainda aprende se equilibrar nas pernas. O Enem dobrou o número de participantes no último ano (isso deve incomodar).
Quando a semana iniciou, e junto, os ataques a Haddad, cogitei em meu local de trabalho que, além dos interesse daqueles grupos econômicos que não querem o Enem, eu desconfiava que o alvo era o Ministro também. Sabe-se por aqui, na blogosfera, que é de praxe nestes últimos anos, o PIG enfraquecer candidatos a, ou Ministros empossados, pelo ataque contínuo. Especialmente se ele tem determinado poder para liderar inversões nessa pirâmide de interesses sociais e econômicos que constituem historicamente a base de nossa nação.
Durante a semana, o Estadão já havia demitido o Ministro Amorim de sua pasta porque ele não acompanhou Lula e Dilma no G-20. Esqueceram de informar que havia sido um pedido dele mesmo. Quanto à pasta da Educação, minha desconfiança se confirmou procedente nesse fim de semana quando o Estadão publicou a matéria abaixo. Para o jornalão das elites, Chalita já é o nome para substituir Haddad. A velha mídia aproveitou que a briga dos partidos aliados (PSB, PMDB, PCdoB e outros) por cargos vai ser feia e já tacou gasolina na fogueira. Lembremos que Chalita, além de ser um nome forte para o jornal, o que na minha opinião, já o desabona, foi Secretário da Educação no Governo Alckmin. Até aí, nenhum problema, além do fato de o Estado mais rico não ter conseguido durante a gestão tucana dar qualquer sinal de avanço em termos de qualidade do ensino ou na  carreira dos professores (muito pelo contrário). Mas, como denunciou o combatente blog Cloaca News, Chalita tem um histórico de histórias mal contadas em sua passagem como Secretário dos tucanos arquivadores de mais 90 CPIs no Estado.  O Cloaca cita as informações oferecidas pelo Namaria News que usa a lupa de suas páginas digitais para deixar às vistas, as pequenas letrinhas do Diário Oficial do Estado, onde se escondem as parabólicas compradas na gestão Chalita. Outro que torce para o ex-companheiro de Partido, Paulo Renato, que além de manter negócios com editoras foi Secretário da Educação em São Paulo quando comprou muitos livros de qualidade, digamos, duvidosa para as escolas. E falando do Governo de São Paulo, não esqueçamos que o Namaria News já desmembrou os negócios milionários e lucrativos para a Editora Abril (a mesma da Veja) durante a gestão de Serra pela Prefeitura e pelo Estado.
Mas não é só de notícia ruim que passamos a vida, não é? A boa nova é que uma lei de regulação de mídia está por vir no governo Dilma. O Ministro Franklin Martins explicou bem essa semana durante o evento sobre integração de mídias. Diferente do que tem esbravejado o PIG, não se trata de censura, pois ninguém vai analisar conteúdos e deliberar se podem ou não ir a público. Todo mundo vai continuar falando e escrevendo o quer. Mas, como acontece nos EUA, Portugal, França, Reino Unido, etc, haverá um órgão que poderá avaliar quem está se excedendo, ou digamos, pendendo para o lado de interesses “não coletivos”. Democratização dos meios de comunicação, acesso à banda larga, direitos de resposta, equilíbrio ideológico, pluralidade cultural, preservação da identidade regional. Todos pontos a serem debatidos no Congresso, espero que em breve. Pontos sem os quais, nenhuma democracia sobrevive, mais quatro anos.
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Enem
Mídia




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  • Chalita é nome cotado para substituir Haddad no governo Dilma
    Ex-secretário da Educação de São Paulo na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), Chalita conta também com o carinho especial da presidente eleita
    12 de novembro de 2010 | 15h 59
    Daiene Cardoso/SÃO PAULO - Agência Estado
    Os dois anos de sucessivas falhas na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não só desgastaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para continuar à frente da pasta no governo Dilma Rousseff, como abriram espaço para que outros candidatos disputem a vaga. Em meio às negociações para a formação do futuro governo, o PSB pode abocanhar também o Ministério da Educação e ampliar sua participação no Planalto - que hoje se restringe ao Ministério de Ciência e Tecnologia e Secretaria Especial dos Portos. Segundo fontes ligadas à legenda, o nome mais cotado é o do deputado eleito e vereador por São Paulo Gabriel Chalita.
    Ex-secretário da Educação do Estado de São Paulo na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), Chalita conta também com o carinho especial da presidente eleita. Ele foi um dos responsáveis pela aproximação de Dilma com setores da Igreja Católica desde a pré-campanha e atuou como "bombeiro" na articulação entre a candidata e a Igreja nos momentos mais delicados da campanha, quando as discussões envolvendo temas como aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo fizeram a petista perder pontos nas pesquisas de intenção de voto.
    Na disputa com o deputado federal eleito neste pleito - o segundo mais votado do Estado depois do palhaço Tiririca - estão nomes como o da filósofa Marilena Chauí, ex-secretária da Cultura da prefeitura de São Paulo durante o governo de Luíza Erundina, do escritor Fernando Morais e do senador petista Aloizio Mercadante. Chalita é considerado um gestor agregador e mobilizador das redes de ensino, com boas chances de pôr fim à crise que colocou o Enem em xeque. "Para ela (Dilma), o que aconteceu com o Enem é inconcebível", conta um pessebista, ao criticar as falhas consecutivas na aplicação da prova.
    Caso seja escolhido para dirigir o Ministério da Educação, Chalita deverá promover mudanças significativas no Enem, começando com a aplicação da prova em três datas diferentes ao longo do ano, como defende a ex-secretária executiva do MEC Maria Helena Guimarães de Castro, uma das criadoras do Enem na gestão Fernando Henrique Cardoso. No passado, Chalita fez críticas ao Enem, o qual classificou como "tão ruim quanto os antigos vestibulares".
    Os primeiros nomes do novo governo Dilma Rousseff devem ser anunciados já na próxima semana. A prioridade é a definição da área econômica, como sugeriu o presidente Lula. A tendência é que a presidente eleita aposte em perfis técnicos com viés desenvolvimentista. Num dos postos-chave do governo, a Casa Civil, a discussão está em torno do perfil do novo titular, se vai pender mais para o político ou para o técnico. Segundo Fontes, além dos conselhos do presidente Lula, Dilma tem ouvido com frequência seu vice Michel Temer para fechar os nomes do primeiro escalão.
    Outros partidos
    O PV, que faz questão de se colocar como "independente", também vem sendo cogitado para integrar o governo Dilma. Para surpresa do partido da senadora Marina Silva, o PV foi sondado para compor a nova administração. No segundo turno, Dilma se comprometeu com propostas que faziam parte do plano de governo de Marina. Embora a equipe de transição esteja mais comprometida em atender os partidos de sua coligação, Dilma quer ter ao seu lado o PV que saiu fortalecido das urnas. "Está havendo boa vontade e sondagens, mas não há nenhuma sinalização sobre ministérios", disse um ex-candidato do PV.
    Oficialmente, o PV rechaça discussões relacionadas à negociação de cargos. "Qualquer conversa em torno de programas é construtiva. Mas não há convites e não haverá convites", reforça o vice-presidente do partido, Alfredo Sirkis. Deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro, Sirkis lembra que o governo Dilma terá dificuldades para agregar todos os partidos da sua base, "quanto mais os que não a apoiaram", portanto não acredita que haja espaço para o PV.
    Já o PCdoB, que se reuniu esta semana com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, diz que o tema da conversa não foi composição ministerial e sim questões programáticas que não foram aprofundadas durante a campanha eleitoral, como as reformas e a guerra cambial. "Temos muitos nomes, nomes de excelência, mas não chegamos lá (na reunião) para cobrar ministérios", disse o secretário de comunicação do partido, José Reinaldo Carvalho.
    O secretário destaca que o partido se identifica com as pastas criadas no governo Lula, como a Secretaria de Políticas de Promoção e Igualdade Racial, e áreas que exijam interface com movimentos sociais. Entre os "nomes de excelência" do PCdoB estão os deputados federais Aldo Rebelo (SP), Manuela D'Ávila (RS), Flávio Dino (MA) e o atual ministro dos Esportes, Orlando Silva, em alta com os preparativos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 no Rio.
    Quanto à possibilidade de manter a divisão dos ministérios na mesma proporção em que ocupam no governo Lula, como quer o PMDB de Temer, o PCdoB manda o seu recado: "É um novo governo, é um novo quadro político".

    domingo, 14 de novembro de 2010

    EX-TUCANO QUER SER O MINISTRO DA FALCATRUA

    Cloaca News:
    domingo, 14 de novembro de 2010



    .O nome dele é Gabriel Benedito Isaac Chalita. Sob sua gestão como Secretário da Educação em São Paulo, mais de R$ 13 milhões foram para o “ar”, disfarçados de antenas parabólicas, entre outras trambicagens

    .O sempre tucano Gabriel Chalita, atualmente homiziado nas hostes do PSB, teve seu nome plantado pelo Estadão para ser o ministro da Educação no governo de Dilma Rousseff. Segundo a fuxiquenta nota publicada pela centenária e mafiosa gazeta, Chalita “é considerado um gestor agregador e mobilizador das redes de ensino” e alguém que “deverá promover mudanças significativas no Enem”. O que os zelosos jornalistas ribeirinhos da corporação mafiomidiática não contaram é que o elemento tem uma vistosa ficha corrida em matéria de transações tenebrosas.

    O caso mais indecoroso – devidamente reportado no site Transparência Brasil – é o dos contratos assinados por ele, em 2006, para fornecimento de antenas parabólicas para implementação do projeto Canal do Saber – uma das muitas maracutaias tucanas na Educação paulista. Trata-se de uma trama rocambólica, desenrolada magistralmente pelo blog NaMaria News, em 7 de abril deste ano. Respire fundo e clique aqui para conhecer todos os detalhes da tramóia.

    Se apenas uma mutreta não for suficiente para deslindar a natureza brejeira do candidato a ministro, experimente esta outra, em que ele “conseguiu” na faixa uma fazenda de 87 hectares do governo de São Paulo para a rede católica Canção Nova, potentado carola – do qual Chalita é prócer – que promove “a evangelização através dos meios de comunicação", e que já conta com editora, rádio e televisão próprias.
    Cloaca News: EX-TUCANO QUER SER O MINISTRO DA FALCATRUA

    sexta-feira, 12 de novembro de 2010

    O ENEM vale. O Golpe caiu

    Conversa Afiada
    Paulo Henrique Amorim
    Publicado em 12/11/2010

    A Dilma venceu o "terceiro turno" criado pelo PiG

    Saiu no site do MEC:

    TRF suspende decisão da Justiça Federal do Ceará e dá continuidade ao exame
    O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, acolheu recurso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação, e sustou, na manhã desta sexta-feira, 12, liminar que impedia o instituto de dar prosseguimento ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. A interrupção do exame fora determinada pela juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara do Ceará.
    Gurgel de Faria atendeu o pedido formulado pelo Inep, responsável pelo Enem, na suspensão de antecipação de tutela nº 4208-CE. O magistrado ressaltou que a suspensão de um exame que envolve mais de três milhões de estudantes traria grandes transtornos aos organizadores e candidatos de todo o Brasil e que a alteração do cronograma do Enem repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de educação superior que pretendem usar as notas do exame em seus processo seletivos. Portanto, havia risco de grave lesão à ordem administrativa.

    O desembargador destacou, ainda, a possibilidade de um elevadíssimo prejuízo ao erário — aproximadamente R$ 180 milhões —, decorrente da contratação da logística necessária à realização de novo exame. Segundo ele, a decisão da juíza Karla Maia, baseada “em eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a dois mil estudantes”, prejudicaria todos os demais, o que afrontaria o princípio da proporcionalidade.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Assessoria de Imprensa do TRF da 5ª Região

    O ENEM vale. O Golpe caiu | Conversa Afiada

    Rudá Ricci: Enem sofre ofensiva de interesses ligados à indústria do vestibular |

    Viomundo - O que você não vê na mídia
    12 de novembro de 2010 às 10:11

    Na avaliação do sociólogo e consultor na área de educação, Rudá Ricci, há uma disputa de política educacional em curso, e é necessário preservar uma avaliação de caráter nacional. “Uma prova nacional permite que o país trace objetivos de política educacional”, defende. Entre os setores interessados economicamente, segundo ele, estão as próprias universidades, que arrecadam em matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vestibular.

    por Anselmo Massad, na Rede Brasil Atual, via Carta Maior

    São Paulo – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sofre uma ofensiva de interesses, segundo o sociólogo e consultor na área de educação Rudá Ricci. Ele enumera grupos e setores do que chama de “indústria do vestibular”, de cursos preparatórios a docentes encarregados de formular as provas. Para ele, há uma disputa de política educacional em curso, e é necessário preservar uma avaliação de caráter nacional.

    “Uma prova nacional permite que o país trace objetivos de política educacional”, esclarece. Um vestibular nacional do ponto de vista da aplicação e do conteúdo promove um impacto no ensino médio, de modo a reverter problemas dessa faixa da educação.

    Para ele, os vestibulares descentralizados, feitos por cada universidade, provocam danos à educação, já que o ensino médio e mesmo o fundamental direcionam-se às provas, e não à formação em sentido mais amplo. “O ensino médio é o maior problema da educação no Brasil, é o primeiro da lista, com mais evasão, em uma profunda falência”, sustenta.

    “O Enem faz questões interdiciplinares, é absolutamente técnico, é super sofisticado”, elogia. Os méritos estariam em privilegiar o raciocínio à memorização de conteúdos. Isso permitiria que o ensino aplicado nas escolas fosse além do preparo para enfrentar provas de uma ou outra universidade.

    O Enem traz uma “profunda revolução”, na visão de Rudá, “ao combater profundamente a concepção pedagógica e política de vestibulares por universidade”. Ao se aproximar dessa concepção nacional – fato que aconteceu apenas nos últimos anos –, interesses de grupos educacionais foram colocados em xeque, o que desperta ações contrárias.

    Entre os setores interessados economicamente, segundo ele, estão as próprias universidades, que arrecadam em matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vetibular.

    Controle social
    Ricci critica a postura do ex-ministro da Educação, Paulo Renato, e da ex-secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro. O sociólogo taxa os comentários feitos pelos especialistas ligados ao PSDB como “oportunismo”. Isso porque, segundo ele, o uso da prova como seleção e seu caráter nacional, hoje criticados pelos tucanos, foram objetivos perseguidos durante a gestão de Renato na pasta, de 1995 a 2002.

    O que ele considera como mudança de postura é resultado da disputa política, que faz com que os estudantes passem a rejeitar o exame. “Os jovens não querem mais essa bagunça. E têm razão”, pontua.

    “Existe uma movimentação para politizar esse tema; vamos ter o avanço de uma oposição organizada, que junta as forças políticas que perderam a eleição nacional com escolas particulares, cursinhos que têm muito interesse na manutenção do sistema de vestibular”, avalia.

    O sociólogo defende o modelo de exame nacional, mas acredita que a fórmula possa ser aprimorada, seja com mais dias de provas, seja com provas aplicadas a cada ano do ensino médio. Ele aponta ainda que houve um desvirtuamento da proposta interdisciplinar e sofisticada, empregada originalmente, em função da necessidade de expandir a prova. Em 2010, foram 4,6 milhões de inscritos.

    Ele acredita que a postura de críticas deve-se às diferenças partidárias. “Estão politizando o Enem, politizando o ingresso na universidade e o conteúdo da prova”, lamenta. “Seria interessante ter um órgão que execute o exame sob controle social, não de governo, nem de empresas”, sugere.

    “A solução é nós discurtirmos nacionalmente esse gerenciamento em um modelo como o americano para o vestibular nacional”, defende. O SAT, usado como método de seleção nos Estados Unidos, é aplicado por agentes privados de modo controlado pelo departamento de educação federal. Além de poder ser aplicado em dias diferentes, cartas de recomendação de professores e outros instrumentos também são considerados na seleção por parte de universidades.

    Rudá Ricci: Enem sofre ofensiva de interesses ligados à indústria do vestibular | Viomundo - O que você não vê na mídia

    Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo

    Viomundo - O que você não vê na mídia
    12 de novembro de 2010 às 20:58

    por Conceição Lemes

    Desde o último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Ministério da Educação (MEC) estão sob bombardeio midiático.

    Estavam inscritos 4,6 milhões estudantes, e 3,4 milhões  submeteram-se às provas.  O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais e 128.200 salas.  Foram impressos 5 milhões de provas para o sábado e outros 5 milhões para o domingo. Ou seja, o total de inscritos mais de 10% de reserva técnica.

    No teste do sábado, ocorreram  dois erros  distintos. Um foi assumido pela gráfica encarregada da impressão. Na montagem, algumas provas do caderno de cor amarela tiveram questões repetidas, ou numeradas incorretamente ou que faltaram. Cálculos preliminares do MEC indicavam que essa falha tivesse afetado cerca de 2 mil alunos. Mas o balanço diário tem demonstrado, até agora, que são bem menos: aproximadamente 200.

    O outro erro, de responsabilidade do Inep, foi no cabeçalho do cartão-resposta. Por falta de revisão adequada, inverteram-se os títulos. O de Ciências da Natureza apareceu no lugar de Ciências Humanas e vice-versa. Os fiscais de sala foram orientados a pedir aos alunos que preenchessem o cartão, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente do cabeçalho. Inep é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão do MEC encarregado de realizar o Enem.

    “Nenhum aluno será prejudicado. Aqueles que tiveram problemas poderão fazer a prova em outra data”, tem garantido desde o início o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Isso é possível porque o Enem aplica  a teoria da resposta ao item (TRI), que permite que exames feitos em ocasiões diferentes tenham o mesmo grau de dificuldade.”

    Interesses poderosos, porém, amplificaram ENORMEMENTE os erros para destruir a credibilidade do Enem. Afinal, a nota no exame é um dos componentes utilizados em várias universidades públicas do país para aprovação de candidatos, além de servir de avaliação parabolsa do PRO-UNI.

    “Só os donos de cursinhos e aqueles que não querem a democratização do acesso à universidade podem ter algo contra o Enem”, afirma, indignado, ao Viomundo o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos EUA, e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. “Eu vi a entrevista do ministro Fernando Haddad ao Bom Dia Brasil, TV Globo. Que loucura!  Como  jornalistas  que num dia falam de incêndio, no outro, de escola de samba, no outro, ainda, de esporte, podem se arvorar em discutir um assunto tão delicado como sistema educacional? Pior é que ainda se acham entendedores. Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo!”

    Nicolelis é um dos maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem americano.

    Viomundo — De um total de 3,4 milhões de provas aplicadas no sábado, houve problema incontornável em menos de 2 mil. Tem sentido detonar o Enem, como a mídia brasileira tem feito? E dizer que o Enem fracassou, como um ex-ministro da Educação anda alardeando?

    Miguel Nicolelis — Sinceramente, de jeito algum — nem um nem outro. O Enem é equivalente ao SAT, dos Estados Unidos. A metodologia usada nas provas é a mesma: a teoria de resposta ao item, ou TRI, que é uma tecnologia de fazer exames.  O SAT foi criado  em 1901. Curiosamente, em outubro de 2005, entre as milhões de provas impressas, algumas tinham problema na barra de códigos onde o teste vai  ser lido.  A entidade que  faz o exame não conseguiu controlar, porque esses erros podem acontecer.

    Viomundo — A Universidade de Duke utiliza o SAT?

    Miguel Nicolelis — Não só a Duke, mas todas as grandes universidades americanas reconhecem o SAT. É quase um consenso nos Estados Unidos. Apenas uma minoria é contra. E o Enem, insisto, é uma adaptação do SAT, que é uma das melhores maneiras de avaliação de conhecimento do mundo. O teste é a melhor  forma de avaliar uniformemente alunos submetidos a diferentes metodologias de ensino. É a saída para homogeneizar a  avaliação de estudantes provenientes de um sistema federativo de educação, como o americano e o brasileiro,  onde os graus de informação, os métodos, as formas como se dão, são diferentes.

    Viomundo — Qual a periodicidade do SAT?

    Miguel Nicolelis –  Aqui, o exame é aplicado sete vezes por ano. O aluno, se quiser, pode fazer três, quatro, cinco, até sete, desde que, claro, pague as provas. No final, apenas a melhor é computada. Vários estudos feitos aqui já demonstraram que o SAT é altamente correlacionado à capacidade mental geral da pessoa.

    Todo ano as provas têm uma parte experimental. São questões que não contam nota para a prova. Servem apenas para testar o grau de dificuldade. Outro peculiaridade do sistema americano é a forma de corrigir a prova. É desencorajado o chute.

    Viomundo — Explique melhor.

    Miguel Nicolelis — Resposta errada perde ponto, resposta em branco, não. Por isso, o aluno pensa muito antes de chutar, pois a probabilidade de ele errar é grande. Então se ele não sabe é preferível não responder do que correr o risco de responder errado.

    Viomundo –  Interessante …

    Miguel Nicolelis – Na verdade,  o SAT é  maneira  mais honesta, mais democrática de avaliar pessoas de  lugares diferentes, com sistemas educacionais diferentes,  para tentar padronizar o ingresso. Aqui, nos EUA, a molecada faz o exame e manda para as faculdades que querem frequentar. E as escolas decidem quem entra, quem não entra. O SAT é um dos componentes para essa avaliação.

    Viomundo — Aí tem cursinho para entrar na faculdade?

    Miguel Nicolelis — Tem para as pessoas aprenderem a fazer o exame, mas não é aquela loucura da minha época. Era cheio de cursinho para todo lugar no Brasil. Cursinho  é uma máquina de fazer dinheiro.  Não serve para nada a não ser para fazer o exame. Por isso ouso dizer: só os donos de cursinho e aqueles que não querem democratizar o acesso à universidade podem ter algo contra o Enem.

    Viomundo –Mas o fato de a prova ter erros é ruim.

    Miguel Nicolelis — Concordo. Mas os erros vão acontecer.  Em 1978, quando fiz a Fuvest (vestibular unificado no Estado de São Paulo), teve pergunta eliminada, pois não tinha resposta.  Isso acontece desde o tempo em que havia exame para admissão [ao primeiro ginasial, atualmente 5ª série do ensino fundamental)  na época das cavernas (risos). Você não tem exame 100% correto o tempo inteiro.

    Então, algumas pessoas estão confundindo uma metodologia  bem estudada, bastante conhecida e aceita há décadas,   com problemas operacionais que acontecem em qualquer processo de impressão de milhões de documentos. Na dimensão em que aconteceram no Brasil está dentro das probabilidade de fatalidades.

    Viomundo -- Em 2009, também houve problema, lembra-se?

    Miguel Nicolelis -- No ano passado foi um furto, foi um crime. O MEC não pode ser condenado por causa de um assalto, que é uma contigência e nada tem a ver com a metodologia do teste.

    Só que, infelizmente, gerou problemas operacionais para algumas universidades, que não consideraram a nota do Enem nos seus vestibulares. Isso não quer dizer que elas não entendam ou nãoaceitam o teste. As provas do Enem são muito mais democráticas, mais  racionais e mais bem-feitas do que os vestibulares de qualquer universidade brasileira.

    Eu fiz a Fuvest. Naquela época, era muito ruim. Não media nada. E, ainda assim, a gente teve de se sujeitar àquilo, para entrar na faculdade a qualquer custo.

    Viomundo -- Fez cursinho?

    Miguel Nicolelis -- Não. Eu tive o privilégio de estudar numa escola privada boa. Mas muitas pessoas que não tinham educação de alto nível eram obrigadas a recorrer ao cursinho para competir em condições de igualdade.

    Mas o cursinho não melhora o aprendizado de ninguém. Cursinho é uma técnica de aprender a maximizar a feitura do exame. É quase um efeito colateral do sistema educacional absurdo que  até recentemente tínhamos no Brasil. É um arremedo. É um aborto do sistema educacional que não funciona.

    Viomundo -- Qual a sua avaliação do Enem?

    Miguel Nicolelis -- É um avanço tremendo, porque a longo prazo a repetição do Enem várias vezes por ano vai acabar com o estresse do vestibular. Você retira o estresse do vestibular. Na minha época, e isso acontece muito ainda hoje, o jovem passava os três anos esperando aquele "monstro". De tal sorte, o vestibular transformava o colegial numa câmara de tortura. Uma pressão insuportável. Um  inferno tanto para os meninos e meninas quanto para as famílias. Além disso,  um sistema humilhante, porque as pessoas que não podiam frequentar um colégio privado de alto nível sofriam com o complexo de não poder competir em pé de igualdade. Por isso os cursinhos floresceram e fizeram a riqueza de tanta gente, que agora está metendo o pau no Enem. Evidentemente  vários interesses estão sendo contrariados devido ao êxito do Enem.

    Viomundo -- Tem muita gente pixando, mesmo.

    Miguel Nicolelis -- Todo esse pessoal que pixa acha que sabe do que está falando.  Só que não sabe de nada. Exame educacional não é  jogo de futebol. Tem metodologia, dados, história. E olha que eu adoro futebol. Sempre que estou no Brasil, vou ao estádio para assistir ao jogos do Palmeiras [Ninguém é perfeito (rs)!] O Brasil fez muito bem em entrar no Enem. É o único jeito de  acabar com esse escárnio, com essa ferida que é o vestibular .

    Viomundo — Nos EUA, não há vestibular para a universidade. O senhor acha que o Brasil seguirá essa tendência?

    Miguel Nicolelis --  Acho que sim. O importante é o seguinte. O Brasil está tentando iniciar esse processo. Quando você inicia um processo dessa magnitude, com milhões fazendo exame,  é normal ter problemas operacionais de percurso, problemas operacionais. Isso faz parte do processo.

    Nós estamos caminhando para o Enem ser a moeda de troca da inclusão educacional. As crianças vão aprender que não é porque elas fazem cursinho famoso da Avenida Paulista que elas vão ter mais chance de entrar na universidade. Elas vão entrar na universidade pelo que elas acumularam de conhecimento ao longo da vida acadêmica delas. Elas vão poder demonstrar esse conhecimento sem estresse, sem medo, sem complexo de inferioridade. De uma maneira democrática.E, num futuro próximo, tanto as crianças de escolas privadas quanto as  de escolas públicas vão começar a entrar nesse jogo  em pé de igualdade. Aí,  sim vai virar jogo de futebol.

    Futebol é uma das poucas coisas no Brasil em que o mérito é implacável. Joga quem sabe jogar. Perna de pau não joga. Não tem espaço. O talento se impõe instantantaneamente.

    Educação tem de ser a mesma coisa. O talento e a capacidade têm de aflorar naturalmente e todas as pessoas têm de ter a chance de sentar na prova com as mesmas possibilidades.

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