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domingo, 14 de novembro de 2010

EX-TUCANO QUER SER O MINISTRO DA FALCATRUA

Cloaca News:
domingo, 14 de novembro de 2010



.O nome dele é Gabriel Benedito Isaac Chalita. Sob sua gestão como Secretário da Educação em São Paulo, mais de R$ 13 milhões foram para o “ar”, disfarçados de antenas parabólicas, entre outras trambicagens

.O sempre tucano Gabriel Chalita, atualmente homiziado nas hostes do PSB, teve seu nome plantado pelo Estadão para ser o ministro da Educação no governo de Dilma Rousseff. Segundo a fuxiquenta nota publicada pela centenária e mafiosa gazeta, Chalita “é considerado um gestor agregador e mobilizador das redes de ensino” e alguém que “deverá promover mudanças significativas no Enem”. O que os zelosos jornalistas ribeirinhos da corporação mafiomidiática não contaram é que o elemento tem uma vistosa ficha corrida em matéria de transações tenebrosas.

O caso mais indecoroso – devidamente reportado no site Transparência Brasil – é o dos contratos assinados por ele, em 2006, para fornecimento de antenas parabólicas para implementação do projeto Canal do Saber – uma das muitas maracutaias tucanas na Educação paulista. Trata-se de uma trama rocambólica, desenrolada magistralmente pelo blog NaMaria News, em 7 de abril deste ano. Respire fundo e clique aqui para conhecer todos os detalhes da tramóia.

Se apenas uma mutreta não for suficiente para deslindar a natureza brejeira do candidato a ministro, experimente esta outra, em que ele “conseguiu” na faixa uma fazenda de 87 hectares do governo de São Paulo para a rede católica Canção Nova, potentado carola – do qual Chalita é prócer – que promove “a evangelização através dos meios de comunicação", e que já conta com editora, rádio e televisão próprias.
Cloaca News: EX-TUCANO QUER SER O MINISTRO DA FALCATRUA

Folha demite Amorim e muda política externa brasileira

 Viomundo - O que você não vê na mídia
13 de novembro de 2010 às 11:14
por Luiz Carlos Azenha

Ontem a Folha de S. Paulo demitiu Celso Amorim do governo. Disse que o ministro foi “desconvidado” do encontro do G20, na Coreia do Sul, pelo próprio governo. Hoje Celso Amorim esclarece que foi ele quem pediu para não ir, já que a ênfase do encontro era nas questões econômicas. A mentira saiu com destaque. O desmentido, miudinho.

A Folha não apenas demitiu Celso Amorim, como tirou o ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Antonio Patriota — ligado a Amorim — da lista de ministeriáveis. Colocou no lugar dele o José Viegas Filho e o Nelson Jobim. O Jobim, aliás, está em todas. Hoje, em editorial, a Folha dá uma guinada na política externa brasileira.

Duas coisas me impressionam profundamente neste período pós-eleitoral: 1. a desconexão entre os fatos e o noticiário; 2. o lobby descarado que os jornais fazem em defesa de seus candidatos ao ministério e dos “programa de governo” que formulam. É como se a população tivesse eleito a Folha para governar. Eu não consigo ler mais nenhuma “notícia” sem esperar pelo desmentido dela no dia seguinte.

O nível dos jornais brasileiros é uma lástima. O Valor Econômico, que é o menos ruinzinho, mandou um repórter para o Vietnã, fazer reportagem sobre o plantio de arroz, sob patrocínio da Syngenta! Embora tenha noticiado no pé da “reportagem” que a viagem tinha sido paga pela Syngenta, o jornal não esclareceu o que é a Syngenta. No texto, o repórter atribui parcialmente à ideologia a rejeição de rizicultores vietnamitas aos “pacotes” tecnológicos da Syngenta. Fica parecendo que os pacotes tecnológicos da Syngenta são milagrosos e que os vietnamitas não tem apenas 5 mil anos de desenvolvimento da tecnologia de plantio de arroz. O repórter não reserva uma linha sequer à vasta literatura existente sobre o papel exercido pelas grandes corporações do agronegócio — dentre as quais figuram com destaque a Syngenta e a Monsanto –, que tentam cercar o mercado das sementes, do veneno e dos fertilizantes.

Estamos falando de um jornal que, em tese, deveria servir aos formuladores das políticas públicas brasileiras.

No entanto, serve ao lobby descarado.
Folha demite Amorim e muda política externa brasileira | Viomundo - O que você não vê na mídia

O Globo não serve nem para embrulhar peixe

Viomundo - O que você não vê na mídia
13 de novembro de 2010 às 14:26

Meu problema com os jornais velhos (e os novos)

por Luiz Carlos Azenha

Não dou conta de ler todos os jornais que assinei durante o período eleitoral. Tenho preguiça. Os jornais são previsíveis: tudo é culpa do Lula ou do governo federal. Mudam as manchetes, mas o foco é sempre o mesmo. Nem parece que a campanha eleitoral terminou. Os jornais são uma campanha eleitoral permanente. O menu é formulaico: em defesa de menos governo, da redução dos gastos públicos, da redução dos impostos, contra “setores radicais” (sic) do PT, em defesa do Palocci e do Jobim, etc.

Curiosamente, nem os jornais cumprem na prática a enfática defesa que fazem das leis do mercado. Tentei cancelar O Globo. O jornal continua a chegar. Recebi uma ligação: o sr. não pagou O Globo. Respondi: não quero mais receber o jornal, cancele o envio e mande-me a conta até hoje. O jornal fez que não era com ele: mandou um boleto de mês cheio, como se eu quisesse continuar recebendo o jornal. O Globo, aparentemente, não aceita  minha decisão de cancelá-lo.

Ligo para o peixeiro de Maresias: fulano, acumulei um montão de jornais velhos aqui em casa. Quando descer, vou levá-los para você. Ele: Olha, agradeço, mas dispenso. Os compradores já não aceitam jornal. Querem papel sem tinta para embrulhar os peixes.

Ligo para o zelador: seo Antonio, tem jornais aqui, o sr. manda buscar e entrega para aquele nosso amigo da carrocinha? Ele: Seo Azenha, ele não leva jornais. Diz que não vale a pena, por causa do peso. Leva papelão, metal ou vidro. Jornal, não.

Ligo para a cooperativa de recicláveis. “Amigo, tenho centenas de jornais velhos aqui em casa. Será que alguém se interessa? “. Resposta: Desculpe, mas nosso problema é portabilidade. Juro que ele falou “portabilidade”. Deve ser um daqueles que receberam dinheiro do BNDES, via governo federal. Depois, explicou:

Ele: Jornal não compensa.
Eu: É, eu cancelei.
Ele: Não vale quanto pesa.
Eu: É, ainda mais com os editoriais…
Ele: É sujo.
Eu: Não, amigo, sujos são os blogs.
Ele: Hein?
Eu: E o Merval, alguém merece?
Ele: Mer… quem?
Eu: O cara do Globo.
Ele: Ah, adoro aquele biscoito.
O resumo da ópera é que continuo com os jornais. Os novos e os velhos. Faz diferença?
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