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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Governo da Chuíça (*) reduz investimento no metrô

Metrô de SP: apenas 1,6km por ano desde que os tucanos assumiram

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O Conversa Afiada reproduz reportagem da Carta Capital:

Em latas de sardinha
por Rodrigo Martins

Não é por falta de dinheiro que o plano de expansão do Metrô paulistano caminha a passos de tartaruga, com uma média de 1,6 quilômetro por ano desde que o PSDB assumiu o controle do estado, em 1995. Nos últimos anos, o governo aplicou bem menos recursos na ampliação da malha metroviária que aquele autorizado pelo orçamento. Entre 2008 e 2010, estavam previstos 9,58 bilhões de reais, mas só foram gastos 5,95 bilhões, 37% menos que a verba disponível. Apenas no primeiro semestre deste ano, segundo o Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo), estavam liberados gastos superiores a 3 bilhões de reais. O governo empenhou 1,2 bilhão, mas não liquidou nem pagou qualquer despesa. Em outras palavras, nada teria sido repassado ao Metrô nos seis primeiros meses de 2011.

No ano passado, o descompasso entre o investimento previsto no orçamento e o gasto efetivo na ampliação da rede e na recapacitação e modernização das linhas existentes foi significativo. O governo podia aplicar até 4 bilhões de reais em investimentos na rede metroviária. Desembolsou 1,7 bilhão, 42,5% do previsto. Somente para a expansão das linhas foi gasto 1,06 bilhão de reais, metade do valor aplicado no ano anterior, segundo o balanço financeiro do próprio Metrô.

“É muita propaganda e pouca ação”, afirma o deputado estadual Enio Tatto, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa. “Por onde passa, o governador Geraldo Alckmin promete uma nova estação de metrô. Se vai à Zona Sul, diz que o metrô vai chegar a Taboão da Serra. Se visita Guarulhos, afirma que o metrô será interligado ao aeroporto de Cumbica. Mas o que vemos é o descumprimento de todas as metas fixadas pelo governo para a ampliação das linhas.”

Para embasar a crítica, o parlamentar destaca uma série de projetos traçados nos planos plurianuais do governo paulista que não saíram do papel ou foram parcialmente concluídos. Alckmin prometeu iniciar a primeira fase da Linha 4 – Amarela em 2006, mas só começou o projeto em 2008. Pelo plano de expansão de José Serra, a linha deveria estar em operação desde 2010, mas, atualmente, apenas quatro das seis estações previstas foram inauguradas, e funcionam em fase experimental. Serra prometeu ainda inaugurar mais duas estações da Linha 5 – Lilás até o fim de 2010, mas nenhuma delas foi entregue até hoje.

Por meio de uma nota, o Metrô de São Paulo informa que o seu orçamento para 2011 é de 4,8 bilhões de reais. Desse total, 1,5 bilhão é proveniente do Tesouro do estado, e 300 milhões foram contingenciados no início da atual administração. O restante seria de empréstimos obtidos junto a instituições financeiras. A companhia esclarece que o orçamento foi revisado para baixo. E o Metrô contará com 2,4 bilhões de reais para 2011. Desse total, 600 milhões foram gastos até junho, diferentemente do que mostra o Sigeo, que identificou o empenho de 1,2 bilhão, mas não revelou qualquer despesa paga. Além disso, a assessoria de imprensa da Secretaria dos Transportes Metropolitanos diz que os gastos não são lineares e podem se concentrar em determinados meses do ano.

Quantos aos recursos de 2010, o Metrô confirma o descompasso entre o previsto no orçamento, 4 bilhões de reais, e o gasto efetivo, 1,7 bilhão. Mas a companhia atribui a discrepância a “uma série de fatores que prejudicaram o andamento das obras”, como a demora nas desapropriações, a remoção não prevista de uma adutora no trajeto da Linha 5 – Lilás e uma denúncia de fraude na licitação da segunda fase dessa mesma linha, que atrasou em sete meses o cronograma das obras. A extensão da Linha 2 – Verde também teria sofrido atrasos em razão de entraves no licenciamento ambiental e a Linha 17 – Ouro (monotrilho) devido a uma ação movida por moradores na Vila Inah.

“Essa justificativa seria até plausível se fosse um fato extraordinário, que só tivesse ocorrido naquele ano. Mas a verdade é que o governo do estado promete mundos e fundos e nunca cumpre o cronograma das obras”, afirma Tatto. “Nos últimos quatro anos, mais de 3,6 bilhões de reais deixaram de ser investidos na expansão do metrô.”

De acordo com José Geraldo Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô, os investimentos minguaram entre a década de 1980 e meados da década de 1990. “Isso ocorreu no País inteiro em razão das crises econômicas e o consequente endividamento dos estados e municípios. São Paulo só conseguiu equacionar sua dívida e se credenciar para receber empréstimos de instituições financeiras como o Banco Mundial em 2005. A partir de então, começou a ter recursos para expandir a rede”, afirma. “Os atrasos em virtude do licenciamento ambiental e das desapropriações ocorrem em qualquer obra pública, e também emperram as obras do PAC do governo federal. O importante é manter um estoque razoável de recursos disponível para tocar as obras e ter um bom planejamento de longo prazo, que leve em conta o crescimento dos municípios e a integração dos diferentes modais, como ônibus, metrô e trens de superfície. Esse é o aspecto em que os governos costumam pecar mais, porque as cidades crescem desordenadamente para as periferias, gerando novas demandas.”

É quase unanimidade entre os especialistas que o metrô paulista precisaria ter ao menos 200 quilômetros de extensão para atender satisfatoriamente os 20 milhões de habitantes da região metropolitana. Esse é o tamanho do metrô da Cidade do México, que começou a ser construído na mesma época, nos anos 1970. Mas, no atual ritmo de expansão, com média de 1,6 quilômetro por ano, o metrô da capital paulista pode demorar 80 anos para chegar a esse patamar. Com um agravante: o elevado crescimento da demanda verificado nos últimos anos.

Desde que o Bilhete Único passou a ser aceito, permitindo aos usuários de ônibus complementar o trajeto pela malha metroviária a custos reduzidos, a demanda pelo transporte sob trilhos aumentou 42%. O número de passageiros transportados diariamente passou de 2,6 milhões, no fim de 2005, para os atuais 3,7 milhões. Parte desse crescimento se deve também às integrações gratuitas com as linhas de trem de superfície da CPTM, que percorrem 20 dos 39 municípios da região. Consequência: o metrô de São Paulo é considerado o mais lotado do mundo, segundo a Community of Metros (CoMet), que congrega as 12 maiores redes metroviárias do planeta. A estrutura paulista tem 11 passageiros por metro quadrado, enquanto o recomendável para garantir o mínimo de conforto seria de apenas 6 usuários no mesmo espaço.

(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

domingo, 15 de maio de 2011

Crônica “primária” de um Churrascão diferenciado

Puta que pariu / É a elite/ Mais tosca do Brasil !!

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Posted by eduguim on 14/05/11

O verso acima era declamado por mais de mil pessoas que se espremiam diante do shopping  no meio da tarde de um sábado nublado – e esfriando – depois do sol que dera palhinha por volta das 12 horas, quando cheguei ao local do Churrascão da Gente Diferenciada e não encontrei ninguém que me parecesse que participaria de algo assim tão “popular”.

No boulevard que precede os corredores tomados por brilhos, luzes, cheiros e sons que embriagam o endinheirado consumidor do asséptico e verdejante bairro paulistano de Higienópolis para depois depená-lo, senhores maduros, gordos e engravatados riem em duas, três mesas, fazendo-me pensar por que estariam vestidos assim num sábado. Outras mesas eram ocupadas por casais, senhoras e até crianças e adolescentes, mas os maduros predominavam.

Olho para um lado, para o outro, e nada. Ninguém diferenciado. Eram todos iguais na cor da pele, nos perfumes fortes, na aparência bem-nutrida, enfim. Não posso negar que, por alguns momentos, senti-me em Paris. Lembrei-me de um café em Saint Germains des Pres…

Pensei na internet. Deve ter informação. Só que não uso esses telefones que, além de tudo, fazem até chamadas e nos quais se pode navegar na rede. Mas estava em um shopping e todo shopping tem lan-houses… Certo? Errado. Nesse não tem. E por que teria, ora, se todos, ali, andam pelos corredores do shopping e nas ruas olhando seus aparelhinhos mágicos?

Contudo, estava na República de Higienópolis e, ali, até os balcões de informações são… diferenciados – ou seriam iguais aos dos países que aquele bairro-estado emula? Enfim, sei que a garota me disse que NÃO havia lan-houses no shopping ou naquela região (?!), mas que a uns MIL metros dali, na rua Maria Antonia, encontraria. E imprimiu o mapa para mim (!).

É um bairro mais igual, entendem? É o contrário do conceito de “diferenciado”.

Fui até lá e, assim que entro no Twitter, o Luis Nassif me manda uma mensagem dizendo que estava ali “com as menininhas” e doido pra comer churrasco, mas não tinha nada. Deixo-lhe uma mensagem pedindo que me ligue. Ele liga e diz que tem compromisso, lamentando não ter encontrado o churrasco.

Penso que está na hora de voltar. Ficarei até duas e meia e, se não aparecer ninguém, vou ao Sujinho comer bisteca de boi e tomar uma cachacinha Seleta, que as mais famosas não cabem no meu bolso. Saio a passos largos, já suando e maldizendo o blazer que vesti no começo da manhã, quando fazia frio e saí de casa para ir ao Churrascão.

Alvíssaras!, tem gente lá na frente falando com a imprensa. Estão ao lado de um carro da RedeTV! Aproximo-me e algumas pessoas vêm falar comigo. Alguns membros do Movimento dos Sem Mídia, leitores que conheço e várias pessoas simpáticas que não conhecia. A maioria, porém, não conheço. Todos ainda muito tímidos. Eu, inclusive.

Fiquei pensando, naquele momento: como faremos isso aqui? Esse pessoal tão… civilizado e fleumático vai se “horrorizar”.

Ando entre os grupos de pessoas conversando. Vai chegando cada vez mais gente. Uma rede de tevê me pára e pede para dar entrevista, como fazia sem parar. Não guardei o nome porque o afluxo crescente de pessoas começou a surpreender. Daqui a pouco chegam a Band e o SBT. Já havia quase umas duzentas pessoas, no local.

Aí a polícia apareceu, bem como o CET. Chegam manifestantes, chega polícia, chega imprensa… E vão chegando.

Mas os grupos de pessoas só dão entrevista e mais entrevista. Ouço um engraçadinho que não quis se misturar dizer que tinha mais jornalista que manifestante. O sangue sobe. Vou ao centro dos manifestantes e grito: Quem quer metrô, aqui?! Aquela massa crescente acorda e brada: Nós! E fica esperando eu dizer mais.

As câmeras se voltam e começo a discursar, com as mãos ao lado da boca numa tentativa de amplificar a voz. Surpreendentemente, ecoou forte. A repórter enfia o microfone na cara e começa a fazer perguntas que respondo não para ela, mas para as pessoas, que assoviam, gritam frases bem-humoradas.

Paro de falar e a manifestação amaina. Em alguns segundos, porém, mais alguém começa a falar. Daí chega o humorista Celso Mim com um capacete de obras “reprimindo” a manifestação como se fosse um funcionário do metrô, dando bronca nos manifestantes. Alguns parecem acreditar, de início.

Quando os discursos e palavras de ordem já proliferavam, ouve-se a batucada lá longe, mas avançando pela avenida Higienópolis. Parecia que jogavam confete. Sambavam, cantavam. Um dos cânticos era mais ou menos assim, se me lembro:

Se esta rua fosse minha / Eu mandava ladrilhar / Com Pedrinhas de Brilhante / Para o meu metrô passar

Alguém aparece com churrasco. Agora está cheio de jovens bem-humorados. Maduros, idosos e até crianças diferenciados. Somos muitos. A avenida Higienópolis está tomada. Não passam mais carros. Das imensas sacadas dos prédios, moradores do bairro, imóveis e aparentemente em silêncio, observam a tudo.

Passo a me esgueirar entre a multidão. Encontro gente que conheço e que não conheço e me conhece e eis que, de repente, vejo, diante de mim, dois colunistas da Folha de São Paulo.

São Fernando de Barros e Silva e Sergio Malbergier, aquele que andou escrevendo sobre o direito dos ricos de não quererem metrô na porta deles. Abro-lhes um sorriso como se fossem velhos amigos e, para minha surpresa, percebo que me reconhecem, apesar de jamais termos nos visto pessoalmente.

– Eu conheeeço você – digo a Barros e Silva, em tom jocoso –, e você também – estendo o cumprimento a Malbergier.

Digo que li o texto de Malbergier e que estava “um primor”. Ele sorri, simpático, como se não ligasse para a ironia. Barros e Silva, porém, fecha a cara, aproxima-se e diz:

– Olha, eu respeito você, Eduardo, mas as suas posições são primárias…

Respondo:

– Eu acredito que você pensa assim, mas não são as minhas posições que são primárias, são as suas que são muito avançadas, próprias para Londres, Paris, Amsterdam…

Barros e Silva franze ainda mais o cenho, percebo os dentes trincando, dá-me as costas, empina o queixo e diz, sem se voltar: “Está vendo como você é primário?”. E sai andando.

Comento com Malbergier: “Ele está zangado, né?”. E ele, sorridente: “Está zangado”.

Bato no braço dele, despedindo-me, e dizendo que acho positivo que tenham ido até lá. E caio no meio da galera.

Dali, a manifestação começa a se mover com batucadas e jovens à frente. Avançam em direção à avenida Angélica. Dobram à direita e começam a subi-la. Ocupam as duas pistas. Olho para a avenida e, diante de nós, está vazia de veículos até onde a vista enxerga. Nos prédios em volta as pessoas se debruçam nas janelas e sacadas. Policiais e agentes da CET parecem nervosos…

Peço ao comandante da operação que me diga o número estimado de manifestantes. Ele tasca 600. Digo que ele só pode estar brincando. Havia mais de mil pessoas fácil, ali. Saio meio zangado, batendo o pé, e nem agradeço. Depois reflito que o oficial não teve culpa. Estava cumprindo ordens.

Vejam o que acham

Enfim, foi mágico para este coração cinqüentão de um homem que cresceu em um país em que fazer um ato daquele significava ser espancado e até preso e torturado, quando não assassinado. E o mais lindo foi ver os jovens exigindo direitos, pregando igualdade com calma, bom humor, pacificamente.

Pena que a grande imprensa não contará direito o que aconteceu em São Paulo nesta tarde fria de maio, mas a internet contará a verdade. Fotos, vídeos e relatos, não faltarão. Não carecia, portanto, que me prendesse a isso. Queria passar ao meu leitor as “primárias” impressões deste “primário” blogueiro sobre essa incrível festa da democracia.

—–

Abaixo, um dos primeiros vídeos. Só pra dar gostinho na sua boca, leitor.

Churrasco de linguiça (Aurora) no Higienópolis

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Detalhes imperdíveis, narrados pela Conceição Oliveira, autora das fotos que aparecem acima (para ver mais, vá ao blog da Maria Frô):

Policial para manifestante: Quem é que lidera isso aí?

Resposta: O povo.

Policial: !?!

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Da Conceição: O bom de manifestação em Higienópolis é que aqui a gente não apanha! (Diante da Prefeitura, numa manifestação contra as enchentes em São Paulo, ela foi afogada em gás pimenta)

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Repórter de importante emissora, narrando diante da câmera o evento:

“Tem linguiça, carne e abobrinha”.

Virando-se para um presente, em nome da verdade factual: “Aquilo é abobrinha, mesmo?”

Para saber mais, vá ao blog da Conceição Oliveira.

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Churrasco de linguiça (Aurora) no Higienópolis - Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Churrascão da “Gente Diferenciada” em Higienópolis

 

A “sapiência” do eleitorado paulista mantém os tucanos no poder no Estado de São Paulo desde 1995. Detalhe: governarão até 2014. E agora, por razões que explico a seguir, o ex-Estado relativamente mais rico da federação, que as administrações tucanas conseguiram pôr em 3º lugar, abrigará um evento simbólico no próximo sábado, 14 de maio.

Conforme a imprensa noticiou amplamente nesta quarta-feira, o governador Geraldo Alckmin, atendendo ao abaixo-assinado da imensa multidão de 3.500 ricaços que moram na região do bairro paulistano de Higienópolis, não mais construirá estação de metrô na avenida Angélica, que abriga um fluxo de 750 mil pessoas por mês.

A obra contemplaria milhares de pessoas que trabalham na região, mas os moradores ricaços, entre os quais se perfila seu filho mais “nobre”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dizem que não querem ver aquela “gente diferenciada” (negros, nordestinos, enfim, pobres) sendo atraídos pela facilidade de chegar até lá. Como controlam o picolé de chuchu, foram atendidos.

Dizem, aliás, que a República de Higienópolis está pleiteando independência. Querem que o bairro da elite branca paulista seja transformado em Estado autônomo e que FHC seja coroado rei. Para ir lá, agora, só com passaporte e visto. Além disso, pedem que os serviçais que ali labutam sejam atirados de paraquedas diariamente. Não dizem como eles deixarão o local de trabalho…

Diante disso tudo, está sendo agendado um último evento popular no mais novo Estado autônomo da América Latina. Será o “Churrascão da Gente Diferenciada”.  Você que é de São Paulo, não perca a última chance de passear pelas alamedas arborizadas que quase 11 milhões de paulistanos pagam para ser mantida tão aprazível. Compareça.

Posted by eduguim on 11/05/11
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Churrascão da “Gente Diferenciada” em Higienópolis - Blog da Cidadania

terça-feira, 26 de abril de 2011

Fantástico (até ele !) detona metrô do Cerra em SP

E ele ainda quer ser Presidente (só se for do Palmeiras )

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O Fantástico da Rede Globo detonou o metrô do Cerra, também conhecido como o Nunca Mais.
Comparou a experiência de passageiros num trajeto semelhante – 16 km – nos três metrôs mais movimentados do mundo: São Paulo,
Moscou e Hong Kong.
O trajeto em Moscou é feito em 30 minutos.
Em Hong Kong, 20km são cobertos em 45 minutos.
São Paulo dos tucanos tem 70km de metrô.
Moscou tem 300km.
E Hong Kong, 175 km.
A passageira do Fantástico levou uma hora e trinta minutos para cobrir 16 km.
E ele ainda quer ser presidente da República !
D Cida precisa tomar três trens diferentes para chegar ao trabalho.
O Conversa Afiada recomenda prestar atenção às comoventes manifestações de apreço à jestão de Cerra como prefeito e governador de São Paulo, expressas pelos passageiros do metrô de São Paulo, no Fantástico:
“É um caos”
“Tá louco ! Ai, socorro !”
“No calor, tem gente que passa mal”
“Você está sendo jogado” (para dentro do vagão)
Se o Fantástico faz isso …
E a Época mostra que a ligação dele com o Daniel Dantas se sustenta em “objetivos comuns”.
Será que as Organizações (?) Globo resolveram jogar o Nunca Mais ao mar ?
Ou chegaram à conclusão de que não adianta segurar a barra de um Nunca Mais  ?

Paulo Henrique Amorim Fantástico (até ele !) detona metrô do Cerra em SP - Conversa Afiada

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Estadão fala da propina da Alstom sem citar o PSDB

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MP suíço mapeia propina a autoridades no Brasil

Ex-diretores da Eletropaulo e um conselheiro do TCE paulista são citados como destinatários de remessas da Alstom para assegurar contratos públicos no País

13 de abril de 2011 | 0h 00

Jamil Chade / GENEBRA – O Estado de S.Paulo

O Ministério Público da Suíça cita ex-diretores da Eletropaulo e um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo no recebimento de propinas da Alstom para assegurar contratos públicos no Brasil. Transferências entre contas bancárias administradas pela empresa e funcionários públicos de São Paulo fazem parte do ato de acusação contra o ex-banqueiro suíço Oskar Holenweger.

Suspeito de ser o pivô de um caixa 2 da Alstom para a distribuição de propinas pelo mundo, Holenweger teria usado mais de US$ 2 milhões para permitir a obtenção de contratos em pelo menos 20 transferências bancárias.

Nesta semana, o Tribunal Federal da Suíça julga o caso. Por enquanto, a Alstom não é acusada, só Holenweger, também suspeito de ligações com Pablo Escobar e o Cartel de Medelin, na Colômbia, e de ter usado US$ 9 milhões para garantir propinas a funcionários públicos em diversos países.

No processo, uma parte substancial da acusação usa as transferências de milhões de euros aos ex-funcionários públicos brasileiros como prova da atuação do ex-banqueiro. O processo identificou o pagamento a esquemas em 20 ocasiões no País.

Em 28 de outubro de 1999, um valor de 41,5 mil teria servido como um aditivo para Gisel (projeto da Eletropaulo), em que o beneficiário final seria Robson Marinho, conselheiro do TCE de São Paulo e chefe da Casa Civil de Mario Covas entre 1995 e 1997. O dinheiro passaria pelo Banco Audi, em Luxemburgo, entraria na conta 48059 da empresa MCA no Uruguai e terminaria no banco Credit Lyonnais, na conta 17321 em nome do brasileiro. No mesmo dia, 54 mil também entrariam no negócio.

Marinho teria recebido no total quase US$ 500 mil em nove transferências. Em 13 de abril de 2000, mais uma transferência passando por diversos países acabaria na conta de Marinho, com mais 41,5 mil, repetindo o percurso do dinheiro enviado em 1999. O mesmo se repetiria em setembro daquele ano.

Outro beneficiário teria sido José Geraldo Villas Boas, que teria ficado com 1 milhão. Villas Boas presidiu a Cesp nos anos 80. Em 1999, ele recebeu 175,5 mil na conta 18558, no banco Safdié de Genebra, no nome da empresa Taltos Corp. O nome dele ainda aparece em uma segunda transação, com praticamente o mesmo valor e para o mesmo banco. Receberia depois mais 300 mil em Genebra.

Hollenweger teria destinado mais de US$ 2 milhões para beneficiários brasileiros. Em 2010, a Suíça congelou US$ 7,5 milhões em nome de Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes do governo de Fleury Filho em São Paulo, em 1994. A acusação alega que um esquema bastante elaborado de pagamento de propinas foi construído com sua ajuda.

Ética. Em nota, a Alstom informou que “segue um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações mundialmente”. “A empresa está colaborando com as investigações e, até o momento, as suspeitas de irregularidades em contratos não foram comprovadas e não estão embasadas em provas concretas”, assinala a Alstom.

O advogado Belisário dos Santos Jr., que defende Fagali Neto, foi taxativo: “Reitero a informação que ele (Fagali) sempre repetiu: nunca teve nenhum negócio com a Alstom, nunca teve nada com a Alstom.” Sobre a investigação do MP da Suíça, Belisário anotou: “Nunca tive vista desse processo, não posso informar nada. No necessário momento processual, aqui ou lá, ele demonstrará que não teve absolutamente nada com a Alstom.”

O criminalista Celso Vilardi, defensor de Robson Marinho, disse que “só vai se manifestar após ter conhecimento dos documentos sobre os quais a reportagem do Estado se refere”.

O advogado Luiz Guilherme Moreira Porto, que defende Villas Boas, rechaçou as suspeitas: “Ele (Villas Boas), muitos anos depois de sair da Cesp, trabalhou sim como consultor da Alstom. Mas era um consultor efetivo, realizou trabalhos concretos. Era um prestador de serviço e por isso remunerado. Nunca foi um consultor de fachada, nunca serviu de laranja ou intermediário para pagamentos. É um engenheiro renomado, um dos mais prestigiados currículos.”/ COLABOROU FAUSTO MACEDO

Nota do Viomundo: Milagre, o Estadão conseguiu escrever um colosso de reportagem sem citar uma só vez o PSDB! E é propina com papel passado e tudo…

Estadão fala da propina da Alstom sem citar o PSDB - Viomundo - O que você não vê na mídia

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Testemunha bomba: como Alstom e Siemens subornaram tucanos de SP

Alckmin, Cerra e Covas: algo a declarar ?

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Saiu no portal R7:

Testemunha desvenda esquema de propina do Metrô de SP e DF
(na transição do Governo Covas para o Governo Alckmin – PHA)
Dinheiro de “caixinha” vinha por meio de duas offshores do Uruguai, segundo documentos
Gilberto Nascimento, do R7
Informações sigilosas de uma importante testemunha vão ajudar a desvendar um esquema internacional de propina que, segundo denúncias, teria sido montado no Brasil pelas multinacionais Alstom e Siemens.

Uma figura que acompanhou de perto contratos firmados nos últimos anos pelas duas empresas com os governos do PSDB em São Paulo e do DEM no Distrito Federal para a compra de trens e manutenção de metrô passou a fazer novas revelações e a esmiuçar os caminhos do propinoduto europeu em direção ao Brasil.
Supostos “acertos” e negociações atribuídos a representantes das duas companhias estão em um documento elaborado por essa fonte e encaminhado ao Ministério Público de São Paulo. 
Contatada pelo R7, a testemunha – que se identifica apenas como F. e teme ser fotografada por causa de represálias – dá detalhes de como a propina chegava ao Brasil por meio de duas offshores (paraísos fiscais), a  Leraway e a Gantown, sediadas no Uruguai, e de como a Alstom e a Siemens teriam se utilizado da contratação de outras empresas para encaminhar o dinheiro da “caixinha” a políticos, autoridades e diretores de empresas públicas de São Paulo e de Brasília.
F. relata esquemas supostamente arquitetados para a obtenção de contratos da linha 5 do metrô no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo; para a entrega e a manutenção dos trens série 3000 (também conhecidos como trem alemão) para o governo paulista, além da conservação do metrô do Distrito Federal.
O deputado estadual Simão Pedro (PT) encaminhará ao Ministério Público de São Paulo nos próximos dias uma representação pedindo a investigação das denúncias feitas por F..
Sob investigação na Europa
A francesa Alstom e a alemã Siemens foram alvos de investigações na Suíça e na Alemanha por causa da acusação de pagamento de suborno a políticos e autoridades da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens teria feito pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.
Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pagado propina a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. O ex-diretor Reinhard Siekaczek acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Argentina, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.
Já a propina paga pela Alstom em diversos países – incluindo o Brasil -, pode ter sido superior a US$ 430 milhões, de acordo com os cálculos da Justiça suíça. No Brasil, a empresa foi acusada, por exemplo, de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões no metrô de São Paulo.
A francesa Alstom fabrica turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, conforme a testemunha.
Para trazer o dinheiro ao Brasil
O esquema para mandar dinheiro ao Brasil via offshore, revela F., conta com a participação das empresas Procint e Constech, sediadas na capital paulista e pertencentes aos lobistas Arthur Teixeira e Sergio Teixeira. As offshores Leraway e Gantown seriam sócias da Procint e da Constech. F. mostrou cópias de contratos firmados pela Siemens da Alemanha com as duas offshores. Segundo ele, esses contratos comprovam o envolvimento da empresa alemã no esquema.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mais um incêndio em favela de São Paulo

“A origem do incêndio ainda não foi comprovada, mas a coincidência e uma sequência de favelas queimadas revelam que existem outros interesses no incêndio e no despejo das pessoas que residem no local. Os interessados são a própria prefeitura e os especuladores imobiliários, na região onde recentemente foi construída a continuação da linha verde do metrô.” – PCO

Notícias JusBrasil

Mais um incêndio em favela de São Paulo

Extraído de: Partido da Causa Operária -  11 de Fevereiro de 2011

Mais um incêndio em favela de São Paulo

15:30h - 11 de fevereiro de 2011

O município de São Paulo passa por uma série de incêndios em favelas por motivos desconhecidos neste último período. Nesta sexta-feira (11/02) a comunidade que está sofrendo com mais este ataque é da favela Boqueirão bairro da Saúde, zona sul de São Paulo.

A origem do incêndio ainda não foi comprovada, mas a coincidência e uma seqüência de favelas queimadas revelam que existem outros interesses no incêndio e no despejo das pessoas que residem no local. Os interessados são a própria prefeitura e os especuladores imobiliários, na região onde recentemente foi construída a continuação da linha verde do metrô.

A prefeitura tenta retirar os moradores da favela desde 2007, quando tentou na justiça despejar as famílias que residem no local.

É mais uma atitude criminosa dos governos burgueses contra a população trabalhadora em benefício da especulação imobiliária. É mais uma medida de ataque dos trabalhadores, como a perseguição ao comércio ambulante, artistas de rua, caminhoneiros entre muitas outras categorias realizado pela prefeitura de São Paulo. Esses incêndios devem ser denunciados como crimes cometidos pelo Prefeito Gilberto Kassab.

Mais um incêndio em favela de São Paulo :: Notícias JusBrasil

Foto: G1

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Fraude no metrô de São Paulo: segundo turno foi desnecessário

Conversa Afiada
Publicado em 01/12/2010

"...porque sei o mal que ele pode fazer"

Notável colonista (*) da Folha (**) observou que seria necessário um terceiro turno por três motivos:
A crise do ENEM, que só foi crise no PiG (***) e na Justiça do Ceará.
A monumental fenda numa das turbinas de Itaipu que, como se sabe, provocou o alagamento da Casa Rosada, em Buenos Aires.
E o Governo teria escondido a quebra do Panamericano.
Tudo isso para impedir a vitória inevitável do Padim Pade Cerra.
Este ordinário blogueiro já ponderou que o PiG (***) não deixou a Marina ir para o segundo turno, clique aqui para ler, porque escondeu a verdadeira causa da crise do metrô de São Paulo: o excesso de passageiros ou a escassez de metrô.
Dá no mesmo.
Agora o blog Os Amigos do Presidente Lula mostra que o poste que José Serra deixou no Governo de São Paulo confessa aquilo que a Folha (**) já tinha dito: que uma concorrência do metrô de São Paulo teve cartas marcadas.

Governador do PSDB admite fraude no Metrô
A Corregedoria do Estado concluiu que houve conluio entre as empresas que venceram a licitação de sete lotes para a construção da linha 5-lilás do Metrô.
A licitação foi suspensa no fim de outubro após o jornal “Folha de S.Paulo” revelar que conhecia, seis meses antes, os vencedores dos sete lotes da concorrência, no valor de R$ 4 bilhões.
O parecer do órgão é conclusivo ao afirmar que não houve envolvimento de funcionários do Metrô, mas aponta “indícios de possível fraude ao caráter competitivo do processo de licitação”. A Corregedoria identificou que só as vencedoras fizeram propostas de preços abaixo do mínimo estabelecido.
O secretário da Casa Civil, Luiz Antonio Guimarães Marrey, braço direito do governador Alberto Goldman (PSDB), afirma que houve “prévio acordo entre licitantes”, “consenso dos bastidores” e “indícios de que os preços foram combinados” para fraudar a concorrência.
O presidente da Corregedoria, André Dias Menezes de Almeida, aponta que a existência de conluio entre as empresas “pode gerar consequências administrativas”.
Ele sugere um procedimento interno para “avaliar a anulação do processo licitatório” e deu prazo de 30 dias para o Metrô informar as medidas adotadas no caso.
Caso a licitação seja anulada, a linha 5-lilás não será concluída nos próximos quatro anos, na avaliação da equipe do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB). Fonte

NAVALHA

Foi uma mutreta.
NavalhaEste ordinário blogueiro gostaria de considerar também que se a ocupação do Alemão e seu retumbante sucesso fossem conhecidos antes do primeiro turno, o Brasil teria sido poupado da patética campanha do Padim Pade Cerra contra o aborto ( no Brasil. Porque no Chile, tudo bem ) e os homossexuais.
Clique aqui para ver o dantesco espetáculo do Padim Pade Cerra no papel de pastor evangélico.
A colonista da Folha (**) quer o terceiro turno.
Este ordinário blogueiro no fundo, no fundo, até que gostou do segundo turno porque foi possível desnudar o verdadeiro Padim Pade Cerra.
Como disse o notável escritor Fernando Morais: “voto na Dilma, porque conheço o Serra há 30 anos e sei o mal que ele pode fazer por este País.”
Paulo Henrique Amorim

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Fraude no metrô de São Paulo: segundo turno foi desnecessário | Conversa Afiada

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PiG não deixou Marina ir para o 2º turno

Conversa Afiada
Publicado em 17/11/2010

E ela ainda acha que o PiG é verde

Saiu na Folha (*), página C1:
No dia 21 de setembro de 2010, no primeiro turno, por 2 horas houve o completo colapso do metrô do Serra entre as estações Pedro II e Sé.
18 trens foram danificados.
150 mil pessoas foram afetadas.
Passageiros desesperados subiram no teto dos vagões para alcançar passagem de emergência.
Não houve sabotagem, como insinuou o poste do Serra, o governador Alberto Goldman.
A culpa também não foi da blusa vermelha de uma passageira, que teria ficado presa na janela de um vagão.
As causas de um desastre segundo relatório agora – e só agora divulgado – foram:
- Saturação completa dos trilhos.
- Falha na comunicação em todo o sistema.
- Problema na cabine, a ponto de haver um técnico de manuntenção durante a viagem fatídica;
Esse é o panorama da Linha 3 Vermelha, 10 dias antes da eleição do primeiro turno.

Navalha

NAVALHA

O PiG omitiu essa catástrofe.
Os tucanos produzem pouco mais de um quilômetro de linha de metrô por ano.
O transporte público de São Paulo é a cara do regime tucânico.
Ou seja, o PiG impediu que a Marina fosse para o segundo turno com a Dilma.
Já imaginou, amigo navegante, se a Globo do Ali Kamel conta essa história ?
E faz uma reconstituição no computador dos passageiros desesperados, correndo em cima dos vagões ?
Já imaginou se o “perito” Molina tivesse sido chamado pelo Ali Kamel para analisar o efeito da saturação no sistema psico-motor do passageiro da Linha 3 Vermelha ?
A Marina pensa que o PiG jogou para ela.
Ela tinha razão: o povo brasileiro queria duas mulheres na final.
O PiG é que não deixou.

Paulo Henrique Amorim

PiG não deixou Marina ir para o 2º turno | Conversa Afiada

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O transporte de São Paulo. O jeito tucano de governar

Conversa Afiada
Publicado em 16/11/2010
Na foto, a elite de São Paulo a caminho do trabalho

O Conversa Afiada reproduz texto do nosso editor João Andrade, que enfrentou o caos do transporte de São Paulo na manhã desta terça-feira:

Paulo e Geórgia,
Acabo de chegar no C Af, com 1h30 de atraso.

Como de costume, vim trabalhar de carro. Mas o trânsito, que já é intenso diariamente, estava insuportável. Moro na Vila Prudente e preciso cruzar a Avenida do Estado quase inteira. Um percurso que deveria ser de 20 minutos, mas passa a ser de, no mínimo, 45 minutos por conta do congestionamento.

Liguei o rádio na Jovem Pan e ouvi que, por causa das chuvas, o nível do Rio Tamanduateí (que corre ao lado da avenida) estava alto. Deduzi que não chegaria no horário e resolvi usar o transporte público.

Estacionei o carro e me dirigi ao metrô Tamanduateí, um daqueles recém-lançados, coincidentemente na época das eleições. Mas, apesar de funcionar desde 21 de setembro, está em teste. E já se vão dois meses de testes, ou Operação Assistida, como gostam de chamar.

Por conta disso, todas as pessoas que vêm do Tamanduateí e Vila Prudente são obrigadas a desembarcar na estação Sacomã. Isso mesmo! Você está dentro do vagão e tem que descer. Todos desembarcam, saem da estação, pagam sua passagem e pegam uma imensa fila para embarcar novamente. Se fosse em Portugal, seria motivo de piada.

É incrível! Além dos famosos 1 km por ano, sempre ditos pelo Paulo Henrique, o Governo de São Paulo ainda complica o óbvio no metrô. Dois ou três vagões andam vazios por uma estação, enquanto centenas de pessoas se espremem para entrar nos demais vagões, que vão superlotados como todo o metrô da cidade.

Alguns trens e quase meia hora depois, embarquei. Fiz as duas baldeações necessárias, percorri as três linhas (Verde, Azul e Vermelha) e cheguei ao C Af, duas horas após deixar minha casa. E inconformado por ver como o povo é tratado em São Paulo!

Trânsito, enchente, transporte público… mas como costumo dizer, paulista deve gostar, já que reelege o mesmo modelo de Governo há 16 anos.

O transporte de São Paulo. O jeito tucano de governar | Conversa Afiada

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Empresas suspeitas de fraudar licitação do Metrô de SP pagaram R$ 5,8 milhões da campanha de Alckmin

Blog da Dilma
novembro 14th, 2010 | Autor: Sandra de Andrade

Doações de seis construtoras correspondem a 17% do que foi arrecadado por tucano

Thiago Faria, do R7

22.out.2010/Agência Estado

22.out.2010/Agência Estado

Geraldo Alckmin (à esq.) ao lado do ex-governador de São Paulo José Serra durante viagem de metrô em meio à campanha eleitoral deste ano.

Logo que sentar na cadeira de governador, em janeiro do ano que vem, o tucano Geraldo Alckmin, eleito em São Paulo, terá que tirar uma “pedra no sapato” herdada da atual gestão: a suspeita de fraude em licitações da linha 5 (Lilás) do Metrô (Companhia do Metropolitano de São Paulo).

Com os contratos das obras suspensos pelo governador Alberto Goldman, Alckmin terá pela frente mais do que um problema administrativo, pois vai mexer com interesses de empresas que pagaram cerca de R$ 5,8 milhões da sua campanha ao Palácio dos Bandeirantes, de acordo com a Justiça Eleitoral.

Pelas prestações de contas divulgadas no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), metade das empresas que venceram as licitações suspeitas doou ao comitê financeiro do governador eleito. O valor total das doações – R$ 5.815.000 – corresponde a 17% dos R$ 34.221.236,96 oficialmente arrecadados por Alckmin durante todo o período eleitoral.

Só a Camargo Corrêa, que participa do consórcio vencedor do lote 3, doou R$ 2,5 milhões ao comitê financeiro de Alckmin. OAS (R$ 1 milhão), Andrade Gutierrez (R$ 500 mil), Mendes Junior (R$ 1,2 milhão), Triunfo (R$ 215 mil) e Carioca (R$ 400 mil) completam a lista de construtoras que contribuíram para eleger o tucano.

Há também as chamadas “doações ocultas”, quando as empresas doam ao partido e estes, por sua vez, repassam às campanhas. Só ao PSDB de São Paulo foram quase R$ 6,5 milhões de empreiteiras suspeitas de fraude na licitação da linha 5. Nestes casos, porém, não há como identificar quanto desse valor foi usado na campanha de Alckmin.

Na lista de construtoras que repassaram dinheiro ao partido estão também os vencedores do lote 2 da linha 5 do metrô –Serveng e Galvão Engenharia -, que tiveram sua proposta rejeitada em abril deste ano pelo Metrô. A justificativa da companhia para a medida estava relacionada ao preço das obras.

Também doaram ao PSDB paulista a OAS (R$ 600 mil), Queiróz Galvão (R$ 1,35 milhão), Mendes Junior (R$ 200 mil) e Carioca (R$ 346.700).

O deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT-SP), que propôs uma CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo para investigar um possível conluio entre as empreiteiras e agentes públicos, diz que o valor doado durante a campanha esconde interesses.

- Eu vejo com muita tristeza esse relacionamento incestuoso entre a doação eleitoral e a vantagem. Enquanto não houver financiamento público de campanha isso vai continuar acontecendo. Grandes empresas financiam as campanhas para obter vantagens mais para frente.

Investigação

O governo de São Paulo suspendeu temporariamente na última semana as obras da linha 5 (lilás) do Metrô. A medida foi tomada após o jornal Folha de S.Paulo divulgar que os vencedores da licitação de cinco lotes das obras eram conhecidos há pelo menos seis meses.

Goldman pediu também a abertura de uma investigação no Ministério Público Estadual e que a Corregedoria Geral da Administração realize uma investigação junto ao Metrô para apurar o caso, além de solicitar que a empresa apure a denúncia.

Esta, no entanto, não será a primeira vez que o Ministério Público investiga irregularidades envolvendo contratos do Metrô de SP. Em 2008, o órgão viu suspeitas de pagamento de propina em acordos feitos com a Alstom. O caso também foi investigado durante CPI na Alesp, mas o relatório final foi aprovado sem pedidos de indiciamentos.

Empresas

Procuradas pela reportagem, a Andrade Gutierrez, a Camargo Corrêa e a Carioca disseram, por meio da suas assessorias, que as doações a partidos políticos e às campanhas foram feitas de acordo com a legislação vigente e com as normas do TSE. As demais empresas citadas não retornaram o contato até a publicação da notícia. A reportagem não conseguiu entrar em contato com a Serveng e com a Queiroz Galvão.

Em nota, o Metrô disse que “desconhece acerto entre empreiteiras” e que “nos processos licitatórios, o Metrô tem de garantir o menor preço e a melhor qualidade técnica”. A empresa afirmou ainda que “todas as licitações são feitas de acordo com a lei 8.666 e o Tribunal de Contas do Estado, em fevereiro de 2009, analisou e deu parecer favorável ao mesmo, e permanece a disposição para prestar esclarecimentos e reafirma que o resultado da licitação da linha 5 obteve preço abaixo dos ofertados no certame revogado”.

Questionadas sobre as doações e sobre como o novo governo vai tratar o assunto, a assessoria de imprensa de Alckmin também não retornou o contato até a publicação da matéria.

Empresas suspeitas de fraudar licitação do Metrô de SP pagaram R$ 5,8 milhões da campanha de Alckmin

domingo, 7 de novembro de 2010

Superlotação parou Metrô de SP. Outra farsa do Serra

Conversa Afiada 
Paulo Henrique Amorim
Publicado em 05/11/2010

O transporte público do Serra é assim

Os tucanos constroem pouco mais de 1 km de metrô por ano.
O metrô de São Paulo é o mais cheio do mundo.
Na campanha presidencial, quando houve uma pane do metrô, o poste do Serra no governo de São Paulo deu a entender que houve sabotagem.
Depois, os tucanos inventaram que tinha sido a blusa vermelha de um passageiro.
Tudo farsa.
O metrô quebrou por causa da superlotação recorde.
Herança maldita do Serra para o grande amigo Geraldo Alckmin.
Saiu no blog Amigos do Presidente Lula:

Superlotação causou a pane que parou Metrô de SP, diz IC
Nem vandalismo e tampouco sabotagem, como diziam os tucanos na véspera das eleições. A pane do dia 21 de setembro foi provocada pela superlotação, resultado da falta de investimentos

A pane que paralisou a Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo na manhã do dia 21 de setembro – prejudicando cerca de 250 mil pessoas que utilizavam o sistema em mais um dia de trabalho – foi causada pela superlotação dos trens, segundo perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) citada esta semana em reportagem do pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Na ocasião, o ex-candidato tucano à Presidência José Serra, o governo paulista e a direção do Metrô insinuaram que a pane teria sido uma sabotagem provocada por vândalos que tinham como objetivo prejudicar a candidatura de Serra.

Após a pane, o ex-governador Serra afirmou que “o sistema do Metrô é seguro. Isso me pareceu algo provocado. Nessas vésperas de eleição, os acidentes estão se multiplicando. Não tenho provas, mas eu não tenho dúvidas que há interesses eleitorais por trás”. Não passou de uma tentativa de criar um factóide para colocar Serra e o governo tucano em São Paulo como vítimas, além de culpar o PT pelo caos.
Na época, a direção do Metrô de São Paulo emitiu nota oficial responsabilizando “uma peça de vestuário em uma das portas do último carro”. Segundo a empresa, “não houve falha técnica de qualquer natureza, seja dos trens, dos equipamentos de via ou mesmo de energia elétrica”. No dia da pane, o governador Alberto Goldman (PSDB) afirmou que uma sindicância iria apurar se a pane foi acidental ou proposital. “Não sabemos a motivação pela qual você encontra uma porta que não foi fechada pela ação de alguém. Se foi casual ou motivado, se foi um acidente ou foi proposital, nós queremos saber”.
De acordo com reportagem do jornal, o laudo revela que o “micro switch”, equipamento que emite um sinal de alerta e impede o condutor de movimentar o trem quando uma porta está aberta, disparou. O aparelho também dispara quando existe pressão sobre as folhas das portas. Segundo o IC, como os trens estavam superlotados, as portas foram pressionadas, o alarme foi acionado e a composição parou.

No momento da pane do dia 21 de setembro, muitos dos trens parados estavam sob o sol, nos trechos de superfície. A energia da linha foi desligada e, consequentemente, a circulação de ar dentro dos vagões – que têm as janelas seladas – foi interrompida. O calor, a superlotação e a falta de ar provocou pânico nos passageiros, que quebraram janelas e portas para sair dos trens. Centenas de pessoas foram obrigadas a caminhar sobre os trilhos do Metrô neste dia. Cinco pessoas ficaram feridas e 26 foram hospitalizadas. Nas 18 estações da Linha 3-Vermelha o atendimento ao público foi suspenso, normalizado somente por volta das 12 horas.

A superlotação no Metrô de São Paulo, que ocorre diariamente nos horários de pico, é fruto do descaso e falta de investimento no sistema pelos sucessivos governos tucanos em São Paulo. Desde dezembro de 2007, ocorreram 42 panes em todas as 5 linhas do Metrô de São Paulo. Até a recém-inaugurada Linha Amarela, que só funciona de segunda a sexta das 9 às 19 horas, já apresentou problema na alimentação de energia.

Levantamento realizado pela bancada do PT na Assembléia Legislativa mostra que, somente neste ano, foram cinco falhas no mês de outubro, sete no mês de setembro e cinco no mês de agosto, uma em julho e uma em janeiro. Problemas como falha elétrica, falha no sistema pneumático, falha na tração de uma estação e outra na tração de um trem, ocorreram nos últimos meses deste ano. Mas em 2009, até choque entre composições, focos de incêndio e fumaça gerada por vazamento de óleo aconteceram. No dia 7 de agosto de 2008, um curto circuito num trem em movimento deixou dois passageiros feridos. Relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), de 2009, já alertava que a Linha 3 – Vermelha, estava circulando com 60% de passageiros a mais do que sua capacidade permitia.

O laudo do IC citado pelo “O Estado de S. Paulo” não encontrou sinais de vandalismo nos trens, apenas de desespero. De acordo com a reportagem do jornal, a polícia concluiu que todos os danos causados nos trens se deveram à escapada das composições, e que não existe qualquer indício de atos intencionais de “sabotadores”. Para a polícia, se o objetivo fosse provocar a pane, equipamentos como bancos e monitores de televisão dos trens também seriam alvo dos supostos agressores – o que não aconteceu. Apenas vidros foram quebrados.

E, como o problema de superlotação está longe de ser resolvido devido à falta de investimentos do governo estadual, técnicos do Metrô alertaram que outras panes deverão ocorrer.Hora do Povo

Superlotação parou Metrô de SP. Outra farsa do Serra | Conversa Afiada

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada

Conversa Afiada
Por Paulo Henrique Amorim
Publicado em 26/10/2010

O Serra se enterrou no metrô

E o Serra ainda insiste com a Erenice.
Saiu na Folha:

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO
A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.

O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) –ele deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República. Em seu lugar ficou seu vice, o tucano Alberto Goldman.

O resultado da licitação foi conhecido previamente pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas. A suspensão do processo licitatório ocorreu três dias depois do registro dos vencedores em cartório.

O Metrô, estatal do governo paulista, afirma que vai investigar o caso. Os consórcios também negam irregularidades ou “acertos”.

O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões. A linha 5 do metrô irá do Largo 13 à Chácara Klabin, num total de 20 km de trilhos, e será conectada com as linhas 1 (Azul) e 2 (Verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.
VÍDEO E CARTÓRIO
A Folha obteve os resultados da licitação no dia 20 de abril, quando gravou um vídeo anunciando o nome dos vencedores.

Três dias depois, em 23 de abril, a reportagem também registrou no 2º Cartório de Notas, em SP, o nome dos consórcios que venceriam o restante da licitação e com qual lote cada um ficaria.

O documento em cartório informa o nome das vencedoras dos lotes 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Também acabou por acertar o nome do vencedor do lote 2, o consórcio Galvão/ Serveng, cuja proposta acabaria sendo rejeitada em 26 abril. A seguir, o Metrô decidiu que não só a Galvão/Serveng, mas todas as empresas (17 consórcios) que estavam na concorrência deveriam refazer suas propostas.

A justificativa do Metrô para a medida, publicada em seu site oficial, informava que a rejeição se devia à necessidade de “reformulação dos preços dentro das condições originais de licitação”.

Em maio e junho as empreiteiras prepararam novas propostas para a licitação. Elas foram novamente entregues em julho.

No dia 24 de agosto, a direção do Metrô publicou no “Diário Oficial” um novo edital anunciando o nome das empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, tendo discriminado quais poderiam concorrer a quais lotes.

Na quarta-feira passada, dia 20, Goldman assinou, em cerimônia oficial, a continuidade das obras da linha 5. O nome das vencedoras foi divulgado pelo Metrô na última quinta-feira. Eram exatamente os mesmos antecipados pela reportagem.
OBRA DE R$ 4 BI
Os sete lotes da linha 5-Lilás custarão ao Estado, no total, R$ 4,04 bilhões. As linhas 3 e 7 consumirão a maior parte desse valor.

Pelo edital, apenas as chamadas “quatro grandes” Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez e Metropolitano (Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão) estavam habilitadas a concorrer a esses dois lotes, porque somente elas possuem um equipamento específico e necessário (shield). Esses dois lotes somados consumirão um total de R$ 2,28 bilhões.
OUTRO LADO
Em nota, o Metrô de São Paulo informou que vai investigar as informações publicadas hoje na Folha.

A companhia disse ainda que vai investigar todo o processo de licitação.

“É reconhecida a postura idônea que o Metrô adota em processos licitatórios, além da grande expertise na elaboração e condução desses tipos de processo. A responsabilidade do Metrô, enquanto empresa pública, é garantir o menor preço e a qualidade técnica exigida pela complexidade da obra.”

Ainda de acordo com a estatal, para participação de suas licitações, as empresas precisam “atender aos rígidos requisitos técnicos e de qualidade” impostos por ela.

No caso da classificação das empresas nos lotes 3 e 7, era necessário o uso “Shield, recurso e qualificação que poucas empresas no país têm”. “Os vencedores dos lotes foram conhecidos somente quando as propostas foram abertas em sessão pública. Licitações desse porte tradicionalmente acirram a competitividade entre as empresas”, diz trecho da nota

O Metrô afirmou ainda que, “coerente com sua postura transparente e com a segurança de ter conduzido um processo licitatório de maneira correta, informou todos os vencedores dos lotes e os respectivos valores”.

Disse seguir “fielmente a lei 8.666″ e que “os vencedores dos lotes foram anunciados na sessão pública de abertura de propostas”. “Esse procedimento dispensa, conforme consta da lei, a publicação no ‘Diário Oficial’”.

Todos os consórcios foram procurados, mas só dois deles responderam ao jornal.

O Consórcio Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa, vencedor da disputa para construção do lote 3, diz que “tomou conhecimento do resultado da licitação em 24 de setembro de 2010, quando os ganhadores foram divulgados em sessão pública”.

O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão, vencedor do lote 7, disse que, dessa licitação, “só dois trechos poderiam ser executados com a máquina conhecida como ‘tatu’ e apenas dois consórcios estavam qualificados para usar o equipamento”.

“Uma vez que nenhum consórcio poderia conquistar mais que um lote, a probabilidade de cada consórcio ficar responsável por um dos lotes era grande”, diz.
O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão diz ter concentrado seu foco no lote 7 para aproveitar “o equipamento da Linha 4, reduzindo o investimento inicial”.

Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada | Conversa Afiada

Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada

Conversa Afiada
Por Paulo Henrique Amorim
Publicado em 26/10/2010

O Serra se enterrou no metrô

E o Serra ainda insiste com a Erenice.
Saiu na Folha:

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO
A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.

O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) –ele deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República. Em seu lugar ficou seu vice, o tucano Alberto Goldman.

O resultado da licitação foi conhecido previamente pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas. A suspensão do processo licitatório ocorreu três dias depois do registro dos vencedores em cartório.

O Metrô, estatal do governo paulista, afirma que vai investigar o caso. Os consórcios também negam irregularidades ou “acertos”.

O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões. A linha 5 do metrô irá do Largo 13 à Chácara Klabin, num total de 20 km de trilhos, e será conectada com as linhas 1 (Azul) e 2 (Verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.
VÍDEO E CARTÓRIO
A Folha obteve os resultados da licitação no dia 20 de abril, quando gravou um vídeo anunciando o nome dos vencedores.

Três dias depois, em 23 de abril, a reportagem também registrou no 2º Cartório de Notas, em SP, o nome dos consórcios que venceriam o restante da licitação e com qual lote cada um ficaria.

O documento em cartório informa o nome das vencedoras dos lotes 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Também acabou por acertar o nome do vencedor do lote 2, o consórcio Galvão/ Serveng, cuja proposta acabaria sendo rejeitada em 26 abril. A seguir, o Metrô decidiu que não só a Galvão/Serveng, mas todas as empresas (17 consórcios) que estavam na concorrência deveriam refazer suas propostas.

A justificativa do Metrô para a medida, publicada em seu site oficial, informava que a rejeição se devia à necessidade de “reformulação dos preços dentro das condições originais de licitação”.

Em maio e junho as empreiteiras prepararam novas propostas para a licitação. Elas foram novamente entregues em julho.

No dia 24 de agosto, a direção do Metrô publicou no “Diário Oficial” um novo edital anunciando o nome das empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, tendo discriminado quais poderiam concorrer a quais lotes.

Na quarta-feira passada, dia 20, Goldman assinou, em cerimônia oficial, a continuidade das obras da linha 5. O nome das vencedoras foi divulgado pelo Metrô na última quinta-feira. Eram exatamente os mesmos antecipados pela reportagem.
OBRA DE R$ 4 BI
Os sete lotes da linha 5-Lilás custarão ao Estado, no total, R$ 4,04 bilhões. As linhas 3 e 7 consumirão a maior parte desse valor.

Pelo edital, apenas as chamadas “quatro grandes” Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez e Metropolitano (Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão) estavam habilitadas a concorrer a esses dois lotes, porque somente elas possuem um equipamento específico e necessário (shield). Esses dois lotes somados consumirão um total de R$ 2,28 bilhões.
OUTRO LADO
Em nota, o Metrô de São Paulo informou que vai investigar as informações publicadas hoje na Folha.

A companhia disse ainda que vai investigar todo o processo de licitação.

“É reconhecida a postura idônea que o Metrô adota em processos licitatórios, além da grande expertise na elaboração e condução desses tipos de processo. A responsabilidade do Metrô, enquanto empresa pública, é garantir o menor preço e a qualidade técnica exigida pela complexidade da obra.”

Ainda de acordo com a estatal, para participação de suas licitações, as empresas precisam “atender aos rígidos requisitos técnicos e de qualidade” impostos por ela.

No caso da classificação das empresas nos lotes 3 e 7, era necessário o uso “Shield, recurso e qualificação que poucas empresas no país têm”. “Os vencedores dos lotes foram conhecidos somente quando as propostas foram abertas em sessão pública. Licitações desse porte tradicionalmente acirram a competitividade entre as empresas”, diz trecho da nota

O Metrô afirmou ainda que, “coerente com sua postura transparente e com a segurança de ter conduzido um processo licitatório de maneira correta, informou todos os vencedores dos lotes e os respectivos valores”.

Disse seguir “fielmente a lei 8.666″ e que “os vencedores dos lotes foram anunciados na sessão pública de abertura de propostas”. “Esse procedimento dispensa, conforme consta da lei, a publicação no ‘Diário Oficial’”.

Todos os consórcios foram procurados, mas só dois deles responderam ao jornal.

O Consórcio Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa, vencedor da disputa para construção do lote 3, diz que “tomou conhecimento do resultado da licitação em 24 de setembro de 2010, quando os ganhadores foram divulgados em sessão pública”.

O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão, vencedor do lote 7, disse que, dessa licitação, “só dois trechos poderiam ser executados com a máquina conhecida como ‘tatu’ e apenas dois consórcios estavam qualificados para usar o equipamento”.

“Uma vez que nenhum consórcio poderia conquistar mais que um lote, a probabilidade de cada consórcio ficar responsável por um dos lotes era grande”, diz.
O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão diz ter concentrado seu foco no lote 7 para aproveitar “o equipamento da Linha 4, reduzindo o investimento inicial”.

Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada | Conversa Afiada

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Serra, em vez de combater a corrupção no Metrô, abafou o caso das propinas na Suíça

Os Amigos do Presidente Lula:
segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Imagine se uma mulher chamada Erenice fosse presidente de uma estatal, e um irmão desta mulher tivesse uma conta milionária bloqueada na Suíça, por receber propinas de uma multinacional por contratos com esta estatal.
Agora pare de imaginar e veja a realidade, trocando os nomes fictícios pelos reais:
José Jorge Fagali é presidente do Metrô de São Paulo, um cargo de confiança nomeado pelo então governador José Serra (PSDB).
O Metrô é uma estatal do governo de São Paulo, que tem contratos com a multinacional Alstom.
O irmão do presidente do Metrô, Jorge Fagali Neto, teve uma conta na Suíça bloqueada pela Justiça de São Paulo, devido ao rastreamento do dinheiro de propinas da Alstom, por contratos com o Metrô.
Isso não é apenas denúncia da imprensa. É decisão judicial de agosto de 2009.

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O mínimo que se poderia esperar de um governador que combatesse a corrupção é que afastasse o presidente do Metrô, até que a roubalheira das propinas tucanas da Alstom fosse esclarecida na justiça.
Um governador que não passasse a mão na cabeça da corrupção, faria como faz o governo Lula: teria um órgão como a CGU para fazer uma auditoria. Colocaria outro presidente no Metrô para revisar os contratos, e até exigir devolução do dinheiro público superfaturado. E entregaria à justiça quem estivesse envolvido.
Mas José Serra preferiu NÃO combater a corrupção.
Ele não só manteve o presidente do Metrô no cargo, como o deixou acumulando o estratégico posto de diretor de finanças.

Imprensa paulista é conivente com a corrupção tucana ao não cobrar atitude
Faz 1 ano, 2 meses e 3 dias que a Folha noticiou aquilo que não tinha como esconder: um bloqueio milionário de contas na Suíça por decisão judicial.
Cadê os editoriais e colunistas pedindo apuração rigorosa e cobrando ética, cobrando o afastamento do presidente do Metrô?
Por que não repetem o que fazem quando se trata de alguém do governo Lula? (Lembrando que o governo federal, por muito menos, sempre tomou providências e afastou pessoas quando a denúncia tem fundamento, mesmo que não haja provas de crimes, mas haja dúvidas sobre a conduta, para a pessoa esclarecer perante a justiça).
Talvez as verbas publicitárias do governo de São Paulo, e a compra de assinaturas em massa, explique tamanho silêncio.
Mas o preço que a população paga é caro.
São Paulo e a Cidade do México começaram a construir há 40 anos seus metrôs. A cidade do México já tem 201 km de metrô. São Paulo só tem 69 km. Onde foram parar 132 km a menos? Estão enterrados nos cofres dos bancos Suíços?

Os Amigos do Presidente Lula: Serra, em vez de combater a corrupção no Metrô, abafou o caso das propinas na Suíçac

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A forma tucana de construir metrô | Conversa Afiada

Publicado em 30/08/2010

Foto do jeitinho tucano de governar

Extraído do G1:

Após 4 anos, casas danificadas por obra do Metrô não foram reformadas
Donos dos imóveis reclamam da demora e vivem em casas alugadas. Segundo eles, algumas casas apresentam sérios problemas.
Do G1 SP
Já são quase quatro anos de espera e os donos de imóveis danificados pelas obras da linha 4 do Metrô ainda não podem voltar pra casa. O túnel ficou pronto no ano passado, mas a reforma dos imóveis ainda não.
A casa do engenheiro civil Ari Negrisoli, na Rua Tiapira, está tão frágil que precisa ser escorada. Há rachaduras nos quartos, na cozinha, no banheiro. Na sala, o piso inteiro cedeu. Ficou completamente irregular. Em todas as paredes, há rachaduras.
Ari se mudou para outra casa há três anos e meio. O aluguel é pago pelo consórcio responsável pela construção da linha 4 do Metrô.
Mas como as detonações e escavações que causaram os estragos terminaram no fim do ano passado, ele e os moradores de outras 250 casas não entendem porque os imóveis ainda não foram recuperados.

(…)

Confira vídeo:

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domingo, 15 de agosto de 2010

Metrô é outra mentira do Serra. Ele faz um km por ano ! | Conversa Afiada

Publicado em 14/08/2010

Na foto, a maior obra do metrô do Serra: uma cratera, com oito mortes

O jenio prometeu construir 400 km de metrô, se fosse (“fosse”, porque não será) eleito.
O poste dele em São Paulo, o vice-governador disse que o jenio “exagerou”.
O PT fez um rápido levantamento e mostrou que os tucanos constroem um quilômetro de metrô por ano.
O Serra precisaria governar 400 anos para cumprir o que promete.
O que não quer dizer nbda.
Ele assinou um papel timbrado da Folha (*) – clique aqui para ler o documento – em que jurou cumprir o mandato de prefeito até o fim.
O PT fez esse estudo sobre a mentira metroviária do jenio:
Metrô de São Paulo avança 1,4 km por ano

Os tucanos, à frente do governo do Estado de São Paulo, construíram apenas 21,6 Km de linhas do metrô entre 1995 e 2010, o que representa uma média de 1,4 km por ano. É a menor rede metroviária entre as grandes capitais do mundo, com 65,9 km.

Comparando com Cidade do México, que começou a construir o metrô na mesma época de São Paulo e hoje conta com 201 km de linhas, percebe-se a grande morosidade na construção do metrô paulistano.

O governo Serra/Goldman, especificamente, construiu 5,6 km. Mesmo assim, a “expansão” das linhas do metrô de São Paulo é constante propaganda do PSDB. O candidato tucano chegou a prometer, inclusive, que, se eleito presidente, vai construir 400 km de linhas metroviárias em nove capitais do país. A declaração surpreendeu até mesmo o governador Alberto Goldman. “Ele exagerou”, afirmou o tucano.

A gestão Serra também deixou de investir R$ 1,3 bilhão na expansão da rede de metrô de São Paulo em 2009. Ao todo, estava previsto o gasto de R$ 3,3 bilhões, mas foram aplicados R$ 2 bilhões na ampliação, segundo balanço do Metrô, publicado no Diário Oficial do Estado em abril deste ano . O valor de investimento estava previsto no orçamento 2009, aprovado pela Assembleia Legislativa.

A redução dos investimentos ocorreu principalmente pelo atraso na Linha 5-Lilás. O trecho deixou de receber R$ 1 bilhão, o equivalente a 80% da verba prevista. Segundo a empresa, não houve falta de recursos financeiros nas obras.

Corrupção

O metrô de São Paulo custou R$ 400 milhões/km (aproximadamente US$ 220 milhões/km), segundo informações da própria Secretaria dos Transportes Metropolitanos. No metrô de Madri, foram gastos US$ 42 milhões/km, ou seja, cinco vezes menos que em São Paulo.

A Bancada do PT na Assembleia Legislativa tem denunciado superfaturamento e corrupção na construção do metrô paulistano. A multinacional Alstom, fabricante de vagões de trens e metrôs, é investigada no Brasil e na Europa sob a acusação de ter pagado propina para obter contratos com o governo do PSDB ao longo dos 15 anos do partido na condução do Estado de São Paulo.

Enquanto, o Ministério Público Federal apura os crimes de lavagem de dinheiro e contra a ordem tributária, o Ministério Público de São Paulo investiga  os atos de improbidade administrativa praticados por autoridades públicas e lesivos ao patrimônio Estado.

Apesar do escândalo internacional, a empresa seguiu firmando novas prorrogações de contratos.

Além de todas essas denúncias de corrupção,  o Metrô será obrigado a pagar uma indenização de R$ 200 milhões ao Consórcio Via Amarela, valor originário  pela mudança do método de escavação dos túneis, solicitada pela companhia em 2004, para agilizar a entrega da obra e que ocasionou o desabamento da Estação Pinheiros, responsável pela morte de sete pessoas.
Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Liderança do PT na Assembleia Legislativa de SP
11 3886 6442
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www.ptalesp.org.br
twitter/ptalesp


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