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domingo, 20 de maio de 2012

Os bons companheiros: Serra, Kassab, Aref e… Paulo Preto

Blog do Rovai

Em 2005, o então vice-prefeito, Gilberto Kassab, indicou ao então prefeito José Serra, o nome de Hussain Aref Saab para chefiar o APROV (Departamento de Aprovação das Edificações), na Secretaria Municipal de Habitação. A indicação foi aprovada mesmo depois de Aref ter sido indicado no relatório final numa CPI, realizada pela Câmara Municipal, como suspeito de irregularidade em 71 processos de regularização de antenas de celulares, instaladas entre 1999 e 2002.

E mesmo depois de o Ministério Público tê-lo indiciado com a acusação de que, ao não analisar os pedidos de alvará em 90 dias, teria permitido que essas antenas fossem ligadas sem autorização e de forma irregular.

Coincidentemente, ou não, nos anos que Aref esteve no comando do APROV, São Paulo viveu uma “explosão” imobiliária. Tanto no que diz respeito as operações urbanas, que sob o pretexto de reurbanizar áreas degradadas beneficiam o mercado imobiliário, como também com a multiplicação de grandes empreendimentos na cidade.

Por confiar plenamente no “companheiro”, Serra e Kassab não perceberam que os fatos que se seguem aconteciam bem abaixo dos seus narizes, como se costuma dizer no populacho.

Em 2010, um grupo empresarial transferiu 6 apartamentos, na região do Parque Ibirapuera, para o nome da SB4, empresa de Hussain Aref Saab. A Servcenter, que integra o grupo empresarial, registrou o repasse dos imóveis para Aref em novembro de 2010 como pagamento por “prestação de serviços de assessoria empresarial”. Depois da transferência, empresas do mesmo grupo conseguiram liberações de alvarás na prefeitura. Um mês depois, o centro de convenções do WTC, do mesmo grupo, obteve a renovação de seu alvará de funcionamento na marginal Pinheiros –o processo estava parado há mais de um ano. Já em fevereiro de 2011, outra empresa do grupo, a Servlease, obteve o alvará de reforma de um salão de eventos nos Jardins. A aprovação saiu em cerca de um mês, quando o procedimento “normal” é muito mais demorado.

O empresário Gilberto Bousquet Bomeny, responsável pelo grupo que “pagou” a empresa de Aref com seis apartamentos, nega qualquer irregularidade. Por meio de sua assessoria de imprensa, alega que “a transação imobiliária feita não tem vínculos com o que está sendo noticiado pela imprensa”.

Ou seja, o fato de Aref ser do Aprov não é indício de nada, mesmo ele tendo recebido seis apartamentos do WTC que conseguiu sucesso na aprovação dos seus empreendimentos. Por outro lado, o fato de o ex-ministro José Dirceu ter recebido 20 mil reais de por uma consultoria para a Construtora Delta quer dizer muita coisa. Claro, evidente, uma coisa é uma coisa e outra é outra.

Além disso, documentos obtidos pelo jornal Estado de S. Paulo mostram que a construção de seis torres em uma área contaminada por produtos químicos na Granja Julieta, área nobre na zona sul, foi autorizada contrariando um ofício do Departamento de Controle Ambiental da Prefeitura, órgão ligado à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que alertava que o alvará foi emitido sem a aprovação das autoridades ambientais.

Além do problema da contaminação, após moradores da região entrarem com ação civil pública contra a obra, o MP alertou Aref que o empreendimento seria construído em um terreno de 10 mil m2  previsto para virar parque linear e onde existia um córrego.

O engenheiro agrônomo Eduardo Pereira Lustosa, perito do MP, enviou ofício alertando para a suspeita de que a Esser Empreendimentos, responsável pela obra, teria aterrado o córrego Maria Joaquina para erguer as torres. Todos estes pareceres oficiais foram ignorados e o alvará foi emitido.

Em 2004, a então diretora do APROV, Paula Maria Motta Lara, paralisou a construção de um edifício de 9 andares no Morumbi. Um laudo do Instituto Geológico mostrava que o terreno estava em uma APP (Área de Preservação Permanente) porque parte era em área de Mata Atlântica. Ao assumir a direção do APROV, em 2005, quando Serra assume a prefeitura, Aref libera o alvará e a construção retomada.

Mas a lambança não para por aí. A SB4 Patrimonial, empresa que administra os bens de Aref, afinal um funcionário público precisa de uma empresa para administrar seus bens, comprou, em 2009, por R$ 50 mil um apartamento na Rua Coriolano, na Lapa. O imóvel havia sido vendido, por R$ 141 mil, um mês antes, ao engenheiro Eduardo Midega pela construtora SBTEC Engenharia e Instalações.

Um mês após Aref comprar o imóvel na Lapa por 1/3 do valor que ele havia sido negociado um mês antes, o vendedor, Eduardo Midega, conseguiu o Habite-se para um empreendimento na região da Raposo Tavares.

Como diretor do Aprov, como já disse lá em na parte superior deste texto, Aref tinha vaga de suplente nas reuniões do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio (Conpresp) e não raro substituía o secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite. O Conpresp estava debatendo no último período a revisão da Resolução 06, de 1997, que definiu o limite máximo para construção de prédios em volta do Parque Ibirapuera a até dez metros de altura. Caso essa proposta de revisão fosse aprovada, seria permitida a construção de edifícios com até 54 metros de altura na região. O que evidentemente levaria a algumas construtoras a ganhar muito, mas muito dinheiro. E só Aref sabia disso. Serra e Kassab, não. Mas o SPressoSP sabia.

A votação estava prevista para acontecer no último dia 10 de abril, mas foi adiada. O motivo do adiamento foi o pedido de vista do processo feito por um conselheiro. Quatro dias depois, Aref foi exonerado do cargo de diretor da APROV porque o prefeito percebeu que o mar de lama contra ele estava insuportável. E que o Ministério Público ou a PF em breve levariam seu assessor às barras do tribunal.

Ainda há mais lama nessa história, como  a compra de um imóvel, em 2008, por Aref, por R$ 242 mil do empresário David Carlos Antonio. O mesmo apartamento havia comprador três anos antes por R$ 1,2 milhões. David, que na época tinha um processo de anistia encalhado na prefeitura havia cinco anos, viu o mesmo voltar a tramitar 4 meses depois da negociação. E recerbeu o alvará da Aprov um ano depois.

Mas Kassab nem desconfiava de nada. Muito menos Serra. Aliás, Serra é um gestor que confia plenamente nos seus assessores. Foi assim com Paulo Preto. E também com Aref. Ninguém pode negar que ele é um bom companheiro. Ninguém pode negar…

Os bons companheiros- Serra, Kassab, Aref e… Paulo Preto - Blog do Rovai

17 de maio de 2012 às 13:42

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ação Coordenada

Prestem bastante atenção na série de coincidências que estão se alinhando e desconfiem!
No mês de novembro, um colega, funcionário de Subprefeitura me contava que o descaso com a Cracolândia era intencional para desvalorizar a região, enquanto as construtoras compravam toda a área a preços baixos.
Lembremos que as construtoras e o setor imobiliário foram os que mais se divertiram na orgia de especulação dos últimos anos em que até mesmo a arrecadação da cidade viveu um “boom” com os impostos do setor. A AIB (Associação de Imobiliárias do Brasil) tem aumentado sua participação no financiamento de campanhas a cada eleição em São Paulo. Kassab quase foi cassado porque o Ministério Público entendia que a AIB era fachada da Secovi (Sindicato das construtoras), funcionando no mesmo prédio. O caso foi arquivado, pois o MP não conseguiu provar a ligação entre a AIB (que financiou, assim como construtoras, a eleição de Kassab) e a Secovi, da qual Kassab foi dirigente, além de ser dono de Construtora e corretor de carteirinha.
Outra coincidência tem sido o aumento do número de favelas queimadas nos últimos anos, concentradas em áreas de provável valorização. Os incêndios têm ocorrido em fins de semana e feriados e o mais recente foi o da favela Moinho próximo à Cracolândia na semana anterior ao Natal. Como informou o blogueiro Eduardo Guimarães, do blog da Cidadania, após visitar as vítimas que perderam suas casas, os moradores diziam que quase 30 pessoas não foram encontradas enquanto oficialmente falava-se de 3 mortes. Alegavam os desabrigados que a PM os coagia a silenciar o desaparecimento de mais moradores que, suspeitava-se estavam no prédio abandonado e ocupado na área da favela e que também pegou fogo. Os donos do terreno ocupado pelos moradores há 30 anos, como forma de negociar sua dívida com a prefeitura, ofereceram a área para entregar aos moradores, mas o governo, mesmo assim, optou por pedir a desocupação.
O mesmo prédio que pegou fogo há menos de duas semanas foi rapidamente implodido, a ponto da ação ter sido tão mal planejada que parte não desabou com os explosivos.
Hoje, o Bom Dia Brasil anunciou, finalmente, a intervenção dos governos municipal e estadual na Cracolândia. A PMSP decidiu, no último ano de Kassab e logo agora, deixar de fazer vista grossa e oferecer atendimento aos usuários de drogas, retirando-os da rua e da região. Será uma boa notícia se tivermos certeza daqui a dois meses, que estas pessoas estarão recebendo ainda tratamento. Mas será uma grande coincidência para fechar essa série e confirmar a hipótese do colega da Subprefeitura, se neste ano, a região da Cracolândia e da favela Moinho for tomada por grandes construções de imóveis com enorme capacidade de valorização, dessa vez com a atenção do poder público para a região. Já que não há investigação, vamos observar, conferir e, principalmente, sempre desconfiar.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Prefeitura e polícia escondem mortes no incêndio da favela Moinho

Segundo levantamento feito pelo blogueiro Eduardo Guimarães, chega a 29 o número de pessoas desaparecidas no incêndio da favela Moinho, no Centro de São Paulo, próxima à região da Cracolândia. As famílias se queixam de que a polícia ordena não divulgar o número de mortos que pode passar dos três divulgados. A favela existente há 30 anos poderia ser entregue aos moradores pela Prefeitura, quando em 2006, a empresa que era proprietária ofereceu como acorde de dívida. O Governo Serra/Kassab além de não aceitar a proposta,  optou pela tentativa de desapropriação, mas as famílias garantiram sua permanência pela justiça. Agora com o incêndio, as coisas ficaram mais fáceis para a Prefeitura e para as construtoras de olho na região. Este assunto eu já tratei aqui: “Antes não tinha, agora tem! Incêndio em favelas”. Podemos imaginar que o problema da Cracolândia somente será resolvido pelo poder público (Alckmin e Kassab) depois que as construtoras comprarem toda a região. Aí veremos a intervenção que vai valorizar a região e enriquecer as Construtoras que adoram apoiar certas candidaturas, como a do prefeito Kassab, que aliás, também é dono de construtora e atuação na área desde longa data.

Veja a matéria completa de Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania (Medo e revolta marcam o Natal das vítimas da Favela Moinho ) e assista o vídeo produzido pelo blogueiro:

sábado, 24 de dezembro de 2011

Antes não tinha, agora tem! Incêndio em favelas

Kassab foi corretor de imóveis, foi membro do Sindicato da Habitação (Secovi) e do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). É dono de construtora em sociedade com Rodrigo Garcia, atual secretário de Alckmin e ex de Kassab. Quase foi cassado por suspeita de financiamento impróprio de campanha feito pela AIB (Associação de Imobiliárias do Brasil), construtoras e pelo Itaú. O Ministério Público não conseguiu provar que a AIB funcionava como fachada da Secovi. A especulação imobiliária ganha muito em São Paulo quando as famílias são retiradas de favelas em áreas nobres ou que serão valorizadas. Entre “2008 e 2009 o número de ocorrências de incêndios em favelas era inferior a 80, no ano passado, de janeiro a setembro, a cifra pulou para 95. Em 2011, o corpo de bombeiros já registrava 99 casos” em maio, segundo a reportagem abaixo reproduzida por Luis Nassif.

Política habitacional paulista e os incêndios nas favelas

Enviado por luisnassif, seg, 09/05/2011 - 13:31

Da Rolling Stone Brasil

Desapropriação forçada

Rolling Stone Brasil investiga a situação habitacional e a expansão imobiliária em São Paulo

São Paulo, 5 de maio de 2011 – A maior metrópole do país, São Paulo, tem hoje cerca de 800 mil famílias morando em favelas ou assentamentos precários. O número corresponde à quase um terço da população da capital. Nos últimos anos, intimidações armadas, desapropriações violentas e incêndios misteriosos parecem estar tentando mudar esse panorama. Na seção Conexão Brasilis da Rolling Stone Brasil de maio, nas bancas a partir do dia 9, os repórteres Ana Aranha e Mauricio Monteiro Filho apresentam uma investigação sobre este cenário. A reportagem inclui denúncias de moradores que já não acreditam mais em causas acidentais para as destruições de suas moradias.

Por mês, a Secretaria de Habitação gasta de R$ 4,5 milhões com o aluguel para famílias que aguardam a construção de prédios. Essas pessoas, transportadas de um lugar pra o outro sem planejamento, são o espelho dos descaminhos da política de planejamento urbano da capital mais rica do país. De acordo com relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Raquel Rolnik, a política habitacional utilizada pela prefeitura é "uma máquina de produzir novas precariedades".

Grandes eventos como a Copa do Mundo e obras de infraestrutura, na linha do Rodoanel, são responsáveis por remoções e despejos realizados sem nenhum respeito. "Às vezes, as famílias acabam em bairros piores, a 30, 40 quilômetros de suas moradias originais, quando o correto é que a condição nova seja sempre melhor", critica.

Raquel ainda acha estranho que, em grande parte dos casos, essas regiões coincidam com as áreas de maior valor no mercado imobiliário. E os moradores parecem concordar com a relatora da ONU. "Ninguém pode provar nada. Mas quem está aqui há muitos anos, como eu, desconfia", comenta um dos moradores das favelas atingidas por incêndios suspeitos.

Outra moradora que perdeu a casa em uma dessas ocasiões é mais enfática: "Foi criminoso, temos certeza". A afirmação vem embasada na demora dos bombeiros, que levaram mais de uma hora para chegar ao local e ainda foram com pouca água para combater o fogo.

Enquanto em 2008 e 2009 o número de ocorrências de incêndios em favelas era inferior a 80, no ano passado, de janeiro a setembro, a cifra pulou para 95. Em 2011, o corpo de bombeiros já registra 99 casos. E muitos acontecem em áreas que passam por litígio ou urbanização.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Paulo apresenta uma opinião bem diferente e otimista em relação às remoções. Aliás, o termo nem é utilizado pelo órgão. "Quem acha que a gente faz remoção é um ignorante de pai e mãe. A gente não desaloja ninguém. A gente constrói para eles", diz o secretário da habitação Ricardo Pereira Leite.

Ricardo afirma ainda que todas as famílias de favelas em processo de urbanização continuam na mesma casa, que é reformada. "Eu chamo de upgrade", completa e é apoiado por Elisabete França, superintendente de habitação popular da Secretaria Municipal de Habitação. "Eu chamo de ganhar na loteria", acrescenta.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Outro “o maior” monumento à corrupção em SP

No primeiro plano, o equivalente a R$ 70 milhões de propina

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O Conversa Afiada recebeu de indignado amigo navegante o e-mail que se segue :

Prezado ansioso blogueiro,
Outro dia vc escreveu um post sobre o espigão que está embargado pela prefeitura há quase 15 anos, ali na Tucumã (que é a Viera Souto paulista), próximo da Marginal Pinheiros, o Villa Europa. Clique aqui para ler “Folha exibe o maior monumento à corrupção em São Paulo, o Villa Europa”.

O Villa Europa está sem o Habite-se (mas parece que tem gente morando). Passou por uma reforma para diminuir um pouco a altura, apesar de ter sido construido com só 30 METROS A MAIS do que o permitido. O local é rota dos aviões que chegam a Congonhas.

O surpreendente é que há um empreendimento de alto luxo chamado 106 Seridó, no mesmo quarteirão do espigão, ao lado, do ladinho. Detalhe: Esse empreendimento tem 2 torres E AS DUAS VÃO FICAR MAIS ALTAS QUE o Villa Europa !!! (Veja a foto anexa, o Villa Europa embargado já aparece ali no canto, escondidinho …).

Cada apartamento nas duas novas torres custa de 6 a 10 milhões de reais, sem contar as coberturas. Tem mais de 120 apartamentos, ou seja, uma receita de uns 700 milhões de reais de vendas. No famoso “10%” daria para pagar 70 milhões de reais de propinas.

Olha o site do empreendimento: http://www.106serido.com.br/

Como é que o poste do Serra, o Kassab, permite essas construções irregulares ???

O dono do Bahamas não deu propina e está com o prédio dele na frente de Congonhas até hoje fechado.

Você costuma dizer, Viva o Brasil !

Viva São Paulo, seu ansioso.

Outro “o maior” monumento à corrupção em SP | Conversa Afiada

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Gestão Kassab registra até favela como parque em São Paulo

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Projeto Sem Parques: Kassab inaugura mais uma placa

Parque Linear Sape

Foto do Parque Linear do Sapé no bairro do Butantã publicada pelo site da Prefeitura. Segundo o Ig, ele “deveria ir da Rodovia Raposo Tavares até a Avenida Escola Politécnica e foi entregue em junho de 2009. Entretanto, o local ainda é ocupado por uma favela de mais de seis quarteirões que só agora começou a ser demolida. Um funcionário da Prefeitura que estava no local confirmou que as obras fazem parte do futuro parque, ainda sem previsão de abertura.” Será que o Jagunço da SEHAB foi chamado para despejar os moradores (saiba mais)?

iG – Último Segundo

Gestão Kassab registra até favela como parque em São Paulo

Questionada, Secretaria do Verde afirmou que vai retificar a lista dos parques concluídos publicada no site da Agenda 2012

AE | 14/02/2011 09:14

Neste exato momento, traficantes estão morando em um parque municipal e uma favela inteira está sendo demolida em outro - que, oficialmente, foi inaugurado em 2009. Dois parques prontos há um ano ainda estão trancados com cadeado. Crianças jogam bola numa quadra velha e sem traves que, segundo a Prefeitura de São Paulo, é recém-inaugurada. E parques na periferia continuam sem água, luz e segurança meses depois de serem abertos.

Esse é o cenário que predomina na maioria dos parques inaugurados desde 2009, frutos da promessa de Gilberto Kassab (DEM) de deixar a cidade com 50 novos parques até 2012 - dessa forma, a capital passaria a ter 100. Para isso, a reportagem visitou os 13 que, segundo o relatório do Plano de Metas, já foram (ou deveriam ter sido) inaugurados. A constatação foi a de que apenas um foi entregue completo e em pleno funcionamento: o Parque Urbano Benemérito Brás, na Mooca. Todos os outros apresentam problemas, estão incompletos ou simplesmente estão longe de ser concluídos.

Um exemplo é o Linear Sapé, no Butantã. Ele deveria ir da Rodovia Raposo Tavares até a Avenida Escola Politécnica e foi entregue em junho de 2009. Entretanto, o local ainda é ocupado por uma favela de mais de seis quarteirões que só agora começou a ser demolida. Um funcionário da Prefeitura que estava no local confirmou que as obras fazem parte do futuro parque, ainda sem previsão de abertura.

Revisão

Questionada, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente afirmou que vai retificar a lista dos parques concluídos publicada no site da Agenda 2012. Segundo sua assessoria, dificuldades em licitações e desapropriações causaram "reprogramações" nos prazos. "O importante é que a meta dos cem parques até 2012 será cumprida", diz a nota. De acordo com a pasta, é necessário levar em conta que mesmo parques não entregues oficialmente já ajudam a qualificar a área, protegem a natureza e são utilizados de alguma maneira pela comunidade. A nota ainda informou que os parques estão sempre em evolução, e por isso, nunca estão completos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gestão Kassab registra até favela como parque em São Paulo - São Paulo - iG

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Jagunço de Kassab aterroriza favela.

Quem ganha com isso? Jagunço da prefeitura, incêndio criminosos das favelas, crescimento imobiliário irregular, construtoras bancando eleição do prefeito e vereadores. Como esses fatos podem estar relacionados?

serra jagunço

A Secretaria de Habitação da administração Kassab utiliza um jagunço para amedrontar moradores, com uso de revólver e garantir a derrubada de barracos. É o que nos conta o artigo do Deputado Carlos Neder publicado pelo blog "Brasil que eu quero - Daily News" (leia abaixo). Mas qual o interesse da Prefeitura em desmontara favelas? Podemos suspeitar dos motivos. Há uma farra imobiliária em São Paulo. Um artigo de Paulo Henrique Amorim publicado aqui, mostra como os imóveis e empreendimentos imobiliários são construídos irregularmente nas regiões mais ricas da cidade, sem habite-se,  acima da altura permitida em áreas próximas ao aeroporto de Congonhas e sem preservar qualquer área verde mínima. A “cultura” imobiliária paulistana revela a “cultura” para a corrupção que envolve das construtoras ao poder público.
Com o crescimento dos empreendimentos imobiliários resultante do desenvolvimento econômico, o jogo de interesses no setor também cresceu. Muita gente ganha muito dinheiro, inclusive a Prefeitura. Em setembro postamos aqui uma reportagem do Estadão que mostrava a arrecadação recorde de São Paulo, motivada pelo boom imobiliário. No primeiro semestre de 2010, comparado ao mesmo período de 2009, o crescimento da arrecadação de Kassab foi muito maior que o do Brasil e o do Estado de São Paulo, impulsionado pelo Imposto Sobre Serviços (ISS), do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que tem taxa de 2% sobre o valor de um imóvel negociado. De janeiro a julho de 2010, as vendas de imóveis cresceu 22% comparada a igual período de 2009, informar ao jornal, o Secovi (sindicato do setor imobiliário). Aliás, como divulgou a imprensa em 2010, esse sindicato foi acusado pelo Ministério Público de ter como fachada a AIB (Associação Imobiliária Brasileira) que doou dinheiro em 2008 para a campanha de Kassab e Alda Marco Antônio (sua vice).
Em fevereiro de 2010, foi aceita a denúncia do Ministério Público Eleitoral acusando o prefeito de ter recebido doações ilegais da AIB, de sete construtoras e do Banco Itaú, informou a Folha.com. Como informou o jornal eletrônico: “A Lei Eleitoral proíbe que candidatos ou partidos políticos recebam doações de empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. No caso de Kassab, seriam as construtoras que prestam serviços à Prefeitura de São Paulo.” Kassab, Alda e mais 24 dos 55 vereadores de São Paulo foram cassados pelo mesmo motivo. Mas o TRE derrubou todas as cassações por entender que não foi possível estabelecer uma relação entre a AIB e o Secovi-SP por falta de provas.
De qualquer forma, está claro o interesse do setor imobiliário em apoiar candidaturas que fazem a gestão dos órgãos que autorizam e fiscalizam construções, e dos vereadores, responsáveis pela votação de leis como a da revisão do plano diretor da cidade. A revisão foi proposta por Kassab em 2009 e o plano determina as formas de uso e ocupação da propriedade e orienta a atuação dos agentes que constroem e utilizam a Cidade. Mas em agosto de 2010 a justiça invalidou a revisão do plano diretor por falta de participação popular (Portal Terra).
O setor imobiliário, via AIB, aumentou os financiamentos de campanha eleição após eleição. Foram R$ 296 mil em 2004, R$ 2,4 milhões em 2006 e R$ 6,5 milhões destinados a candidatos nas eleições de 2008. Ficou atrás apenas da construtora OAS beneficiada na licitação fraudulenta da linha lilás do metrô paulista em 2008, quando Serra era governador como divulgamos aqui e aqui. A OAS foi doadora de campanha de Alckmin no ano passado (leia aqui) e estava na lista de doadores sem recibo (caixa 2) da campanha de Serra que contribuíram com os 4 milhões que sumiram com Paulo Preto, o diretor da DERSA que o Serra não lembrava no primeiro debate do 2º turno (leia aqui).
Nesse jogo de interesse de construtoras e empreiteiras, as favelas podem ser um grande obstáculo. Tem ocorrido uma série de incêndios em favelas nos últimos tempos. Mais uma foi queimada na Zona Sul nesta sexta, dia 11, como publicamos aqui. A suspeita de crime que favoreceria também a especulação imobiliária já existia no ano passado como sugeriu o bem humorado blog TIA CARMELA E O ZEZINHO no texto que publicamos – “Minha Casa Virou Cinza: novo programa de moradia do Pres. Zezinho”. Assim, um jagunço terceirizado pela SEHAB exige que se providencie uma investigação séria sobre as relações da prefeitura com o setor imobiliário e a suspeita de crimes contra a população da favela. Também é urgente no Brasil o debate sobre a reforma política e o financiamento de campanhas.

"Brasil que eu quero - Daily News":

Prefeitura SP admite usar “jagunço” para remover favela

às 2/11/2011 11:24:00 PM

A truculência da administração Kassab tem nome e sobrenome: Francisco Evandro Ferreira Figueiredo é o nome completo do funcionário terceirizado que a Secretaria Municipal de Habitação utiliza para a função de amedrontar moradores, com revólver em punho, e derrubar barracos.

“Evandro foi contratado para derrubar as casas, para tirar as pessoas da favela”, admitiu a superintendente de Habitação Social da Secretaria Municipal de Habitação, Elizabete França, em reunião realizada nesta quinta-feira (10), na sede da secretaria. O relato da declaração da superintendente, que também é secretária adjunta da pasta, foi feito pelo deputado estadual Carlos Neder, que participou da reunião. 

“Ela falou isso na frente de dezenas de testemunhas. É um absurdo que a municipalidade use a violência, a intimidação e a truculência como uma praxe administrativa. Quantos outros ‘Evandros’ existem por aí?”, questionou Neder, durante a reunião. Ele disse que a Assembléia tem de apurar esse caso. E lembrou que a Câmara Municipal também tem essa obrigação, aproveitando-se da presença do presidente do Legislativo paulistano, José Police Neto.
Segundo informação levantada pelo mandato de Neder,  Evandro é funcionário terceirizado da empresa BST Transportadora, que presta serviços à Secretaria de Habitação. Entretanto, segundo moradores, é ele quem coordena as ações dos funcionários municipais incumbidos de derrubar os barracos.

Foi Evandro, afirmam os moradores, que coordenou a ação truculenta desta quinta-feira na Favela do Sapo, localizada na zona oeste, entre as pontes do Limão e da Freguesia do Ó. Foram derrubados 17 barracos da favela, sem que houvesse preocupação em verificar se estavam ocupados ou não. Moradores que reclamaram e tiraram fotos foram intimidados por  Evandro, que se identifica como policial militar e estava armado.

Geladeiras, colchões, fogões e outros pertences de moradores foram jogados pelos funcionários da prefeitura no córrego Água Branca, que passa no meio da favela, durante a tentativa de desapropriação. As famílias só não foram totalmente retiradas do local graças à ação organizada da sociedade civil com o apoio do mandato Carlos Neder.  A expectativa dos moradores e das ONGs que atuam pela defesa dos direitos de moradia, é de que a Prefeitura tente retomar a remoção dos barracos nesta sexta-feira (11/2).

Por Carlos Neder - 11.02.2011

"Brasil que eu quero - Daily News": Prefeitura SP admite usar “jagunço” para remover favela

foto: http://blogdadilma.blog.br/2010/11/jagunco-de-serra-se-despede-da-camara.html/serra-jagunco

Mais um incêndio em favela de São Paulo

“A origem do incêndio ainda não foi comprovada, mas a coincidência e uma sequência de favelas queimadas revelam que existem outros interesses no incêndio e no despejo das pessoas que residem no local. Os interessados são a própria prefeitura e os especuladores imobiliários, na região onde recentemente foi construída a continuação da linha verde do metrô.” – PCO

Notícias JusBrasil

Mais um incêndio em favela de São Paulo

Extraído de: Partido da Causa Operária -  11 de Fevereiro de 2011

Mais um incêndio em favela de São Paulo

15:30h - 11 de fevereiro de 2011

O município de São Paulo passa por uma série de incêndios em favelas por motivos desconhecidos neste último período. Nesta sexta-feira (11/02) a comunidade que está sofrendo com mais este ataque é da favela Boqueirão bairro da Saúde, zona sul de São Paulo.

A origem do incêndio ainda não foi comprovada, mas a coincidência e uma seqüência de favelas queimadas revelam que existem outros interesses no incêndio e no despejo das pessoas que residem no local. Os interessados são a própria prefeitura e os especuladores imobiliários, na região onde recentemente foi construída a continuação da linha verde do metrô.

A prefeitura tenta retirar os moradores da favela desde 2007, quando tentou na justiça despejar as famílias que residem no local.

É mais uma atitude criminosa dos governos burgueses contra a população trabalhadora em benefício da especulação imobiliária. É mais uma medida de ataque dos trabalhadores, como a perseguição ao comércio ambulante, artistas de rua, caminhoneiros entre muitas outras categorias realizado pela prefeitura de São Paulo. Esses incêndios devem ser denunciados como crimes cometidos pelo Prefeito Gilberto Kassab.

Mais um incêndio em favela de São Paulo :: Notícias JusBrasil

Foto: G1

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem disse que ninguém faz nada?

Conversa Afiada

O Minha Casa, Minha Vida no Alemão. É pouco ?

Depois de estabelecer que em São Paulo é obra de Deus e no Rio é culpa de Lula e do Cabral, o PiG (*) se compraz com a irreversibilidade da catástrofe (no Rio).
Faz parte desta ideologia de satanização do Rio torná-lo incompatível com a Copa do Mundo, a Olimpíada e o simples funcionamento cotidiano.
Não fosse o Rio reduto do Lula, da Dilma e do Cabral.
Não há dúvida de que, em última instância, o maior responsável pelo que aconteceu no Rio e em São Paulo são os governadores.
Padim Pade Cerra e Sérgio Cabral.
No Rio, Sérgio Cabral deve à sociedade explicar por que destinou à Fundação Roberto Marinho dinheiro para a chuva.
Quem jamais dará explicações – não fosse ele o nosso Putin – é o Padim Pade Cerra.
Também ele fez um favorzinho à Globo, quando agasalhou o terreno numa área comercial nobre da cidade de São Paulo há 11 anos invadido pela Globo.
Mas, quem disse que ninguém faz nada ?
Segundo o jornal O Globo de hoje, na página 11, desde que houve a tragédia no Morro do Bumba, em Niterói, Sérgio Cabral criou um “plano diretor de remoção”.
Apenas 7 das 92 prefeituras do Estado aderiram ao plano.
Mas 7 já é um começo.
Faz parte deste plano o programa Morar Seguro, que depende do mapeamento das prefeituras, e de R$ 1 bilhão.
O Governo do Estado já aplicou no Morar Seguro R$ 400 milhões em Angra, Niterói e municípios da Baixada.
Em Angra, 800 unidades residenciais estão para ser concluídas e abrigar 800 famílias retiradas de áreas de risco.
É pouco.
Clique aqui para ler “Falta um Beltrame na serra do Rio”.
Mas, a tragédia não é inevitável e nem irremediável.
O mesmo O Globo que, com a Rede Globo, logo no primeiro dia, botou a culpa no Lula, na página 20, trata de um programa da prefeitura chamado Morar Carioca, lançado ontem no morro onde fica a primeira favela do Rio, a da Providência.
Ali haverá um teleférico, um plano inclinado e mil unidades habitacionais para famílias retiradas de áreas de risco.
O Morar Carioca vai ao Chapéu Mangueira, Babilonia, Pedreira, Chapadão e Turano.
Há 40 mil famílias na cidade do Rio ainda em áreas de risco.
Mas, quem disse que ninguém faz nada ?
No Estadão, a Presidenta Dilma Rousseff cogita aumentar de R$ 130 mil para R$ 170 mil o teto para financiamento do Minha Casa, Minha Vida.
O objetivo é acelerar o programa em cidades como Rio e São Paulo, onde o preço do terreno é mais caro e, portanto, o apartamento também.
Quem disse que ninguém faz nada ?
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Quem disse que ninguém faz nada? | Conversa Afiada

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Brasil supera China na preferência de investidores do setor imobiliário

BLOG DA DILMA 
janeiro 4th, 2011 | Autor: Jussara Seixas

BBC Brasil

“O Brasil superou a China na preferência dos investidores estrangeiros no setor imobiliário. A conclusão é da Associação de Investidores Estrangeiros em Mercado Imobiliário (Afire, na sigla em inglês) – que é a entidade internacional do setor, com sede em Washington. Na pesquisa, o Brasil apareceu como o mercado emergente mais promissor de 2011, e o quarto lugar no ranking geral dos países com mais chances de valorização.

As cidades norte-americanas de Nova York e Washington apareceram como os dois alvos prediletos dos investimentos estrangeiros, seguidas por Londres, Paris e Xangai. Os participantes da pesquisa controlam mais de US$ 627 bilhões (valor equivalente a mais de R$ 1 bilhão) em ativos imobiliários em todo o mundo – cerca de 40% desse valor dentro dos Estados Unidos.

Os EUA, país onde os preços dos imóveis desabaram com a crise econômica, lideraram a lista, com mais de 65% das opiniões dos investidores – seis vezes mais do que a China.

– À medida que os temores de uma recessão dupla são afastados, os investidores se revelam mais e mais entusiasmados com os prospectos para a economia norte-americana. Mas eles não estão diversificando os seus investimentos em todo o país, e sim focando em cidades como Nova York e Washington, ainda mais do que nos anos anteriores – disse o diretor-executivo da Afire, James Fetgatter.

O presidente da associação, Ian Hawksworth, disse que para 2011 os investidores se mostraram muito mais dispostos a diversificar seus investimentos, o que beneficiou os mercados emergentes.

O Brasil foi citado pela primeira vez na pesquisa em 2009. No ano passado, o mercado brasileiro ficou atrás do chinês entre os mercados emergentes, empatado com a Índia. Da lista constam ainda o Vietnã e o México.”

Brasil supera China na preferência de investidores do setor imobiliário

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pobre compra casa própria. Que horror! Onde vamos parar? Bye-bye Serra 2010 | Conversa Afiada

Saiu no Conversa Afiada:

Pobre compra casa própria. Que horror!
Onde vamos parar? Bye-bye Serra 2010


O que pensa a Dilma? Pergunte ao Itaú, ao Bradesco
Deu no G1:
Financiamento imobiliário da Caixa soma R$ 22,47 bilhões no ano


Volume representa alta de 126% frente ao mesmo período de 2009.
Feirão da Casa Própria começou nesta quinta-feira em São Paulo.

A Caixa Econômica Federal financiou este ano, até 10 de maio, R$ 22,47 bilhões para a compra da casa própria. O volume é 126% maior do que o emprestado no mesmo período do ano anterior, quando ficou em R$ 8,7% bilhões. Esses recursos foram usados na aquisição de imóveis por 373.316 famílias, segundo a Caixa – número 71% maior que no mesmo intervalo de 2009.
A instituição financeira espera financiar outros R$ 3,5 bilhões durante o Feirão da Casa Própria, que acontece até 13 de junho em várias cidades do país. Em São Paulo, o evento começou nesta quinta-feira e vai até domingo. Se atingida essa meta, a previsão da Caixa é superar a marca de R$ 55 bilhões, podendo chegar a R$ 60 bilhões em 2010.
“A Caixa vem batendo recordes ano a ano no crédito imobiliário. Foi assim em 2008 e em 2009. Este ano, em menos de quatro meses, já superamos a contratação de todo o ano de 2007, que era também recorde de contratação, até então. Com o feirão, vamos alavancar a contratação no Programa Minha Casa Minha Vida e bater novo recorde de crédito imobiliário”, comentou, em nota, o vice-presidente de Governo do banco, Jorge Hereda.


Serviço
Feirão da Casa Própria em São Paulo
Dias 13 e 14 de maio, das 10h às 21h
Dias 15 e 16 de maio, das 9h às 20h
Centro de Exposição Imigrantes – Pavilhão I e Espaço Gourmet
Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Jabaquara
Clique aqui para ler a matéria completa no G1

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Empresários da construção: Lula dialoga; Serra, não

Para encerrar o texto que saiu no Azenha, fiz um retrospectiva fotográfica da capacidade de negociação de Serra em seu mandato.

8 de abril de 2010 às 10:38

Empresários da construção: Lula dialoga; Serra, não

Comparações de Lula ecoam em plateia da construção civil

Cristiane Agostine, de São Paulo

08/04/2010

No Valor Econômico, via Nassif

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva testou com uma plateia de empresários o discurso eleitoral de comparação de seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e foi bem-sucedido. Na noite de terça-feira, Lula recebeu apoio de dezenas de representantes da construção civil, em São Paulo, ao criticar a falta de investimentos no setor, “deteriorado há mais de vinte anos” e discorrer sobre o ineditismo do sistema capitalista brasileiro, que não tinha nem “capital nem financiamentos” em anos anteriores.
Empresários, beneficiados sobretudo por programas como o Minha Casa, Minha Vida, aprovaram também a crítica feita aos anos FHC e a comparação sobre os financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aumentaram entre 2003, primeiro ano do governo Lula, e 2010.
É o caso do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção, Melvyn Fox, que disse “concordar totalmente” com o discurso feito pelo presidente na cerimônia de abertura da 18ª Feira da Indústria da Construção e Iluminação, em São Paulo. “O setor da construção civil estava estagnado. Muito pouco foi feito até o fim do primeiro mandato de Lula. Houve uma mudança radical”, comentou.
Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, disse que o setor “está em êxtase”, com projetos como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2. “A comparação entre os dois governos não é uma questão política, mas sim numérica. Os resultados dos dois governos não são comparáveis”, disse Conz. O otimismo se explica, em parte, pela previsão de crescimento 10% na venda de material de construção.
Na abertura da feira, Lula não poupou críticas a FHC e disse aos empresários que não deixem de lembrar como era a situação anos atrás. “De repente as pessoas esquecem do mundo que a gente veio, do mundo em que a gente está e do mundo que a gente quer ir. Este país teve o seu setor da construção civil praticamente deteriorado durante mais de 20 anos”, declarou. Ao fazer o autoelogio, o presidente disse que a Caixa Econômica Federal investe “nove vezes” o que investia em 2003 e que o crédito cresceu de R$ 380 bilhões para R$ 1,4 bilhão. O BNDES, continuou Lula, emprestava R$ 38 bilhões e este ano fechará com R$ 139 bilhões.
A comparação entre Lula e FHC tem sido evitada pelos tucanos e apoiadores da campanha do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) à Presidência. O presidente, no entanto, sinalizou que deve insistir nessa linha em seus discursos. “Cansei de ver o Brasil se portar como se fosse um país de segunda categoria. Tudo a gente achava que não podia fazer e tudo, quando não dava certo, se jogava a culpa em cima do governo. E como o governo também não fazia, não falava nada e ficava todo mundo enganando todo mundo neste país”, declarou.
Em seu discurso, Lula disse que deixará para seu sucessor “uma prateleira de projetos e programas”, para que o próximo presidente não tenha que “começar do zero” como ele. Ao fazer propaganda do PAC 2 para empresários que se beneficiarão diretamente dele, Lula afirmou que lançou o programa para mudar o paradigma do país. “Não era possível um país capitalista viver sem crédito e sem capital. Isso mudou definitivamente”, disse. “Quem vier a tomar posse na Presidência da República em janeiro de 2011 sabe que não existe mais espaço para pequenez política, não existe espaço para pequenos programas. Este país é grande e exige que os seus governantes pensem grande”, declarou.
Representantes da construção civil disseram não temer o próximo governante, quem quer que ele seja, nem a paralisação das obras do PAC e do Minha Casa, Minha Vida. Para Dilson Ferreira, presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, “as mudanças no setor foram estruturais” e devem ser mantidas pelo sucessor de Lula. “Não foram mudanças circunstanciais”, disse. No entanto, empresários ressaltam que a relação com Serra foi mais complicada, sobretudo por medidas como a substituição tributária, adotada em São Paulo. “Nossa relação com o governo estadual foi muito difícil”, relatou Fox. “O que muda entre Dilma e Serra é a forma de dialogar. No Estado, não tivemos diálogo”, disse Conz.


HISTÓRICO DE NEGOCIAÇÕES DO GOVERNO SERRA

2007 - greve dos funcionários da USP
Polícia de Serra recebe os alunos que queriam participar


2008 - Greve da Polícia Civil
Serra manda PM negociar


2009 - greve de funcionários e alunos da USP
Serra manda invadir a USP para dialogar


2010- greve dos professores estaduais
Serra recebe professores no Palácio para negociação