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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nova classe média gastará mais de R$ 1 trilhão. Que horror !

Na foto, os alvos da nova classe média

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O Conversa Afiada reproduz matéria do Portal InfoMoney:

Consumo: nova classe média deve gastar mais de R$ 1 trilhão neste ano
por Fernanda de Moraes Bonadia
Os cerca de 104 milhões de brasileiros que integram a nova classe média  devem gastar em consumo um total de R$ 1,03 trilhão neste ano. Segundo dados do levantamento feito pelo Data Popular e divulgados nesta segunda-feira (8), o valor considera a renda total somada ao crédito das famílias.
De acordo com as categorias, o principal gasto da classe C, com 23,16%, será com os Serviços, que incluem cabeleireiros, manicures, lavanderias, sapateiros, empregados domésticos, cartórios etc. Os outros quatro grupos que estarão na mira da nova classe média são Alimentação e Bebidas (18,49%), Saúde e Beleza (8,32%), Transporte (8,17%) e Vestuário (5,12%).

Os dados fazem parte do documento que visa contribuir para o debate sobre o processo de criação de uma nova classe média no Brasil.
Intenção de compra
O estudo ainda avaliou a intenção de compra da baixa renda, a nova classe média e a alta renda, e detectou que os maiores percentuais estão mesmo com a classe C, conforme mostra a tabela abaixo:
Potencial de consumo
O potencial de consumo da nova classe média está no patamar de US$ 661,9 bilhões. Um montante superior ao PIB da Argentina (US$ 370,2 bi), de Portugal (US$ 229,3 bi), do Uruguai (US$ 40,2 bi) e do Paraguai (US$ 18,4 bi).
Outra ferramenta utilizada para avaliar o potencial de consumo da classe C se refere à alimentação fora do lar, que totaliza 46,6%, e dentro de casa, 48,3%. Novamente, a classe C se destaca em relação às demais, cujo potencial de consumo ficou em 15,4% e 24,8% para a baixa renda, e 38% e 26,9% para a alta renda, respectivamente.
Sobre a pesquisa
Os dados foram levantados a partir de três frentes:
- pesquisa on-line com 16 mil pessoas, ouvidas em 26 estados e 251 cidades, no segundo trimestre de 2011;
- pesquisa nacional presencial com 5.003 brasileiros em 44 municípios, no primeiro trimestre de 2011;
- análise do Data Popular do histórico de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) e da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Cada classe social foi dividida a partir da renda domiciliar per capital mensal, ou seja, a soma de todos os rendimentos da família dividida pelo número de integrantes. Assim, a classe A tem renda domiciliar média de R$ 14.203; a classe B, R$ 6.070; a classe C, R$ 2.295; a classe D, R$ 940; e a classe E, R$ 273.

Nova classe média gastará mais de R$ 1 trilhão. Que horror ! - Conversa Afiada

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nunca Dantes levou 40 milhões à Classe C. Uma Espanha. Que horror !

Neri: o Brasil deu o drible da vaca na Índia e na China

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Leia no endereço http://www.fgv.br/cps/brics/ o mais recente trabalho do professor Marcelo Neri sobre a ascensão social no Brasil, reunido em estudo – “Os emergentes dos emergentes”, a nova classe média brasileira, ou “the bright side of the poor” – apresentado em seminário do BID, em São Paulo, nesta segunda feira.
Saiu também no G1:

Classe C ganha 39,5 milhões de pessoas, diz FGV
Do início de 2003 até maio deste ano, aumento foi de 46,57%.
Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo
Do início de 2003 até maio deste ano, 48,7 milhões de pessoas entraram nas classes A, B e C no Brasil, quase a população da Espanha, um crescimento de 47,94%, aponta pesquisa divulgada nesta segunda-feira (27) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Somente na classe C foram 39,5 milhões de novos integrantes no período, um aumento de 46,57%. Paralelamente, 24,6 milhões de pessoas deixaram a classe E, queda de 54,18%, e 7,9 milhões, a classe D, recúo de 24,03%, o que mostra que a desigualdade no país vem caindo, afirma o professor Marcelo Cortes Neri, coordenador da pesquisa.
“Você está falando de crescimento em cima de crescimento (…). Ela [classe C] já cresceu porque a renda do brasileiro vem crescendo desde o fim de 2003, e a desigualdade vem caindo há 10 anos. Esses são fatores fundamentais para este cenário de crescimento. O terceiro fator é a estabilidade, seja a inflacionária, seja o choque de confiança que foi dado aos mercados.”
De acordo com Neri, além do crescimento da renda e da queda da desigualdade, a educação é outro fator que colabora para o aumento da classe C. “A nossa pesquisa mostra que, só pelo efeito da educação, se tudo se mantiver constante, a renda do brasileiro cresceria 2,2 pontos percentuais por ano, o que é bastante”. Ele citou ainda programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, que foi importante para a classe E, e o aumento do salário mínimo, importante para a classe C.
Do total de novos integrantes das classes A, B e C, 13,3 milhões passaram a fazer parte dessas fatias sociais nos últimos 21 meses encerrados em maio, salienta o professor, o que mostra que o crescimento continua.
Crescimento do PIB versus alta da renda
A pesquisa revela ainda que a renda do brasileiro cresce em proporções maiores que o Produto Interno Bruto do país, o que diferencia o Brasil de outros países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
De 2003 a 2009, a taxa de crescimento do PIB per capita foi, em média, de 2,88% ao ano, sendo superada em 1,83 ponto percentual ao ano pela renda da pesquisa nacional por amostra de domicílio (Pnad), que foi de 4,71% ao ano.
Entre as duas últimas Pnads, essa relação quase dobra, diz a pesquisa. O PIB per capita recúa 1,5% em 2009, contra um crescimento de 2,04% na renda da Pnad.
Na China e na Índia, o movimento foi oposto, disse o professor, pois o PIB cresceu mais do que as pesquisas domiciliares daqueles países.

Nunca Dantes levou 40 milhões à Classe C. Uma Espanha. Que horror ! - Conversa Afiada

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Churrascão da “Gente Diferenciada” em Higienópolis

 

A “sapiência” do eleitorado paulista mantém os tucanos no poder no Estado de São Paulo desde 1995. Detalhe: governarão até 2014. E agora, por razões que explico a seguir, o ex-Estado relativamente mais rico da federação, que as administrações tucanas conseguiram pôr em 3º lugar, abrigará um evento simbólico no próximo sábado, 14 de maio.

Conforme a imprensa noticiou amplamente nesta quarta-feira, o governador Geraldo Alckmin, atendendo ao abaixo-assinado da imensa multidão de 3.500 ricaços que moram na região do bairro paulistano de Higienópolis, não mais construirá estação de metrô na avenida Angélica, que abriga um fluxo de 750 mil pessoas por mês.

A obra contemplaria milhares de pessoas que trabalham na região, mas os moradores ricaços, entre os quais se perfila seu filho mais “nobre”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dizem que não querem ver aquela “gente diferenciada” (negros, nordestinos, enfim, pobres) sendo atraídos pela facilidade de chegar até lá. Como controlam o picolé de chuchu, foram atendidos.

Dizem, aliás, que a República de Higienópolis está pleiteando independência. Querem que o bairro da elite branca paulista seja transformado em Estado autônomo e que FHC seja coroado rei. Para ir lá, agora, só com passaporte e visto. Além disso, pedem que os serviçais que ali labutam sejam atirados de paraquedas diariamente. Não dizem como eles deixarão o local de trabalho…

Diante disso tudo, está sendo agendado um último evento popular no mais novo Estado autônomo da América Latina. Será o “Churrascão da Gente Diferenciada”.  Você que é de São Paulo, não perca a última chance de passear pelas alamedas arborizadas que quase 11 milhões de paulistanos pagam para ser mantida tão aprazível. Compareça.

Posted by eduguim on 11/05/11
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Churrascão da “Gente Diferenciada” em Higienópolis - Blog da Cidadania

sexta-feira, 22 de abril de 2011

PT é o mais citado em todas as classes, especialmente na C

Com início dos debates sobre reforma política, pesquisa do Datafolha demonstra que PT tem preferência como partido para 26% de brasileiros, seguido do PMDB (6%) e PSDB (5%). Porém 54% não tem preferência por qualquer legenda. Na Classe C, o “povão” que FHC diz que nem adianta o PSDB correr atrás, o PT tem seu melhor resultado com 29% contra a variação de 6 a 8% do partido tucano. Mais dados do Datafolha foram informados pelo Blog Amigos do Presidente Lula.

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PT supera PSDB em briga pela nova classe média

O PT largou na frente do PSDB na disputa pelos votos da chamada nova classe média, faixa que reúne as famílias com renda mensal entre três e dez salários mínimos.Dados da última pesquisa Datafolha mostram que os eleitores deste segmento social, também conhecido como classe C, são os que mais dizem preferir o PT entre todos os partidos políticos.

O PSDB tem o melhor desempenho entre os brasileiros mais ricos, com renda familiar acima de dez salários.A nova classe média virou sonho de consumo das duas legendas, que se revezam no poder desde 1995.

Nas últimas semanas, os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a descreveram como o principal alvo a ser perseguido por seus partidos.Proporcionalmente, os eleitores que formam a base da classe C são os que mais dizem preferir o PT.

A sigla é citada como a mais admirada por 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos (entre R$ 1.636 e R$ 2.725).

GRATIDÃO

Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o resultado reflete a "gratidão" de brasileiros recém-saídos da pobreza, que ascenderam socialmente nos anos Lula."São eleitores que acabaram de ganhar acesso aos bens de consumo e creditam sua ascensão social nos últimos anos a Lula e ao PT."

Os petistas alcançam seu segundo melhor resultado (29%) entre os eleitores com renda familiar de cinco a dez salários (R$ 2.726 a R$ 5.450).

Na fatia mais pobre, com orçamento até dois salários (R$ 1.090), a sigla tem 23%. Esta é a faixa mais alheia ao jogo partidário: 58% não têm uma legenda favorita.O menor índice do PT é justamente entre os mais ricos, com rendimento acima de dez salários (R$ 5.450).

Nesta faixa, que compõe as chamadas classes A e B, o partido é citado como o mais admirado por apenas 16%. Isso inclui a elite econômica e a classe média tradicional.O PSDB alcança seu melhor índice (10%) entre os eleitores da classe B, com renda entre dez e vinte salários (R$ 5.451 a R$ 10.900).

O pior resultado dos tucanos aparece entre os mais pobres. O partido é citado como o favorito por apenas 4% dos brasileiros das classes D e E.Na classe C, as citações oscilam entre 6% e 8%, conforme a faixa salarial.

Em artigo recente, o ex-presidente FHC disse que o PSDB "falará sozinho" se tentar disputar o "povão" com o PT e deve se concentrar na nova classe média."É um desafio grande", diz Paulino. "O PSDB terá que encontrar um discurso para esses eleitores, que querem garantias de que continuarão a melhorar de vida."

Pouco mais da maioria dos entrevistados (54%) diz não preferir nenhuma legenda. Estes eleitores tendem a escolher os candidatos sem considerar seus partidos.O PT aparece à frente das outras siglas em todas as faixas de renda. No total, registra 26% de preferência, contra 6% do PMDB (sem candidato à Presidência desde 1994) e 5% do PSDB.

No debate da reforma política, o PT defende a adoção da lista fechada, em que o eleitor só pode votar na sigla em eleições parlamentares. Nas condições atuais, isso daria mais vagas a petistas.
Na Folha para assinantes...Para os leitores que enviaram emails pedindo a publicação Por: Helena™

Os Amigos do Presidente Lula- PT supera PSDB em briga pela nova classe média

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Diminuiu o êxodo para São Paulo. Esse Nunca Dantes …

Na foto, um torneiro mecânico conversa com colegas de estaleiro em Suape

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Saiu na Agência Brasil:

Nos últimos dez anos, mais pessoas saíram do que chegaram à Grande SP
Entre 2000 e 2010, região metropolitana teve êxodo migratório: -30,3 mil pessoas por ano

Agência Brasil

SÃO PAULO – Tradicional centro de atração de migrantes, a região metropolitana de São Paulo registrou um êxodo migratório na primeira década deste século. De 2000 a 2010, o número de pessoas que saíram da Grande São Paulo é maior do que o das que chegaram. Nesse período, deixaram a região 303 mil pessoas a mais do que o total das que se estabeleceram, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 19, pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A pesquisa SP Demográfico cruza taxas de natalidade e mortalidade com os primeiros dados do Censo 2010, já disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir desses números, já é possível saber se a população de alguns locais do país cresceu e se esse crescimento foi causado pelo nascimento de pessoas ou pela chegada de migrantes.

Na região metropolitana de São Paulo, a população cresceu 0,98% de 2000 a 2010, segundo a pesquisa. Isso foi causado pelo crescimento vegetativo da população (diferença entre os nascimentos e as mortes), já que o saldo migratório desse período foi negativo para a região: -30,3 mil pessoas por ano.

Esse número corresponde a uma taxa de migração de -1,62 para cada mil habitantes da Grande São Paulo. No caso da capital paulista, mais especificamente, a taxa de migração é ainda mais baixa: -3,03.

O resultado da Grande São Paulo impactou também no fluxo migratório de todo o estado de São Paulo. Na primeira década do século 21, apesar de o saldo de migrantes ter sido positivo no estado, ele caiu 67% na comparação com o registrado de 1991 a 2000.

De 2000 a 2010 chegaram no estado, por ano, 47,9 mil pessoas a mais do que saíram. Já de 1991 a 2000, o saldo migratório anual foi de 147 mil.

Navalha

NAVALHA

Nenhum Presidente fez mais pela mobilidade vertical que o Nunca Dantes: a passagem das Classes “D” e “E” à Classe “C” – que, agora, o Farol de Alexandria prefere ao povão.
Nenhum presidente fez mais pela mobilidade horizontal que o Nunca Dantes.
Ele tirou a motor da economia do eixo do Sudeste, e da hegemonia que o mineiro JK conferiu a SP.
Com o Nunca Dantes, o Nordeste, o patinho feio, cresceu a taxas chinesas.
A Classe C engordou mais no Nordeste.
E o Rio, com o pré-sal, o Comperj e a indústria naval tira, enfim, a barriga da miséria, desde que JK levou a capital para Brasília, e o jenio do Golbery fez a fusão (sem dinheiro) com o Estado do Rio.
Tudo para não deixar o Brizola ser Governador.
E ele foi, duas vezes, contra o Golbery e a Rede Globo.
O Nunca Dantes abriu o mapa do Brasil.
Se ele voltasse atrás 50 anos na máquina do tempo, em lugar de vir para São Paulo ia ser torneiro mecânico em Suape, num estaleiro – onde se realiza uma revolução e onde Eduardo Campos dá de 10 a 0 no Padim Pade Cerra.
Como diz o professor Wanderley Guilherme dos Santos, na Carta Capital, o Nunca Dantes alterou paradigmas deste país.
Talvez por isso o Farol esteja tão nervoso.
Ele começa a vislumbrar a nota de pé de página que lhe caberá na História do Brasil.
Ou porque o relatório da PF que a Época esconde (e revela singularidades de “Dantas, Cerra, FHC e Gilmar”) um dia apareça num blog sujo.
Quem sabe ?
Ou, talvez, porque a Presidenta vá assinar Lei que permitirá descobrir como se deu a concorrência para o Sivam (clique aqui para ler “Pinheiro: Presidenta vai abrir a porta do passado (militar)”.
O Príncipe está aflito.
Esse Nunca Dantes …

Paulo Henrique Amorim Diminuiu o êxodo para São Paulo. Esse Nunca Dantes … - Conversa Afiada

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pres. Zezinho concorda com ex-FHC: o “povão” só atrapalha

Os udenistas (direita) não vão mais convidar os primos pobres para o Natal.
 
O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, declarou, que concorda em gênero, número e grau com o recente artigo publicado pelo ex-intelectual FHC no Jornal Mais Vendido do Brasil.

O Presidente de Nascença manifestou seu entusiástico apoio ao ponto do texto em que o ex-sábio FHC diz que os udenistas não devem sair falando com qualquer um na rua, muito menos se for gente do “povão”.

Aconselhado pela senhora de um dos funcionários do pres. Zezinho, D. Elaine Tucanhede, o ex-sabichão FHC  está muito preocupado com a falta de classe de alguns udenistas. Segundo o ex-gênio FHC, não pega bem para um udenista de família ser visto em companhia do “povão” que não fala sequer inglês.

Se o Imperador continuar frequentando festas na laje, na próxima vez que vier ao Brasil o ex-intelectual FHC não vai almoçar com ele.

O ex-iluminado FHC também reprova a prática de convidar gente do “povão” para festas e convenções da UDN, pois eles não sabem se comportar e só usam desodorante avanço vencido.

Conclui o artigo dizendo que beber em companhia do “povão”, então, é abominável: “nenhum voto do mundo justifica sentar-se à uma tosca mesa de plástico, na companhia incômoda de um sujeito que nunca foi a Miami, com uma garrafa de Brahma na frente”.

A iluminada contribuição do ex-sabetudo FHC à redenção nacional, agora que foi abençoada pelo Maior dos Brasileiros, guiará todas as famílias da UDN brasileira, inclusive a tradicional família udenista mineira, liderada pelo faraó Tancredo Neves.

Repercussão

O menino de recados do pres. Zezinho, Sr. Bob Freire (UDN-PE) propôs na Câmara uma lei obrigando a gente do “povão” a viver em reservas próprias, só podendo penetrar no território da gente bonita para executar os serviços domésticos que lhe couberem.

Uma ala da UDN acha que é preciso mandar o "povão" para a escola para aprender ao menos alemão.

Sua correligionária, a Sra. Soninha Copélia (UDN-SP) disse que não vai mais tirar a roupa nem fumar coisas estranhas na presença de gente que não tenha iphone.

Os jornalistas de programa da UDN também aderiram:  o Supremo Dono da Verdade  da UDN, Sr. Arnaldo Jabá, disse que está na hora de acabar com essa coisa de “povão”, e que o Brasil vive hoje uma crise moral porque o “povão” anda muito saidinho.

Até um jornalista miserável do Sul vociferou em seu programa de TV: “O ‘povão’ é o pior legado que o usurpador do planalto nos deixou!”

Motivação oculta

Segundo fontes da Caverna do Ostracismo, fundos, existe uma razão secreta para a declaração do pres. Zezinho.

O pres. Zezinho anda preocupado com o menino verde.

Na verdade, ele estaria preocupado com a recente movimentação do Incrível Hulk Mirim, que declarou pretender ser o candidato da UDN à presidência da república.

O caridoso homúnculo vem se misturando ao “povão” mais sórdido nas tardes de sábado, distribuindo presentes e abraçando a massa catinguenta.  O texto do ex-sabichão FHC seria uma mensagem cifrada endereçada ao homenzinho verde.

QUADRILHA CANCELADA: A UDN não mandará mais sua quadrilha para qualquer festa junina.

O pres. Zezinho faz bem em ficar preocupado: o  Incrível Hulk Mirim recebeu até matérias elogiosas de publicações controladas pela famiglia instalada na Av. Marginal Serra, de onde distribui a Revista Mais Vendida do Brasil para todos os consultórios dentários do país, louvando sua generosidade e bom-mocismo.

Comentário da tia Carmela

A tia Carmela nem quis comentar. Apenas falou: “Que novidade tem nisso, o Zezinho e esse ex-qualquer coisa não gostarem de povo?”

FHC quer que o pobre se exploda ! E o Cerra apóia !

Justo Veríssimo, o politico corrupto: quero que o pobre se exploda !

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O amigo navegante Afonso sugere artigo de Paulo Moreira Leite na revista Época a próposito da jenial sugestão do Farol de Alexandria ao PSDB: o povão que se exploda – clique aqui para ler “FHC vai procurar a classe C no Facebook”.
Clique aqui para ir à origem dessa ojeriza tucana: o personagem Justo Veríssimo do genial Chico Anysio.

Paulo Moreira Leite
A mais nova intervenção política de Fernando Henrique Cardoso no debate brasileiro me recorda um episódio que marcou a republica liberal de 1946-1964.
Estou me referindo a uma denuncia feita contra o Brigadeiro Eduardo Gomes, eterno candidato da UDN à presidencia da República. Numa campanha eleitoral, Eduardo Gomes foi acusado pelos adversários getulistas de ter dito, em comício, que não aceitava o “voto dos marmiteiros.”  O brigadeiro sempre definiu a denúncia como falsa e caluniosa. Verdade ou mentira? Até certo ponto não importa.
Certa ou errada, a acusação colou e perseguiu Eduardo Gomes e a UDN como um estigma sem cura. Por que? Como se aprende com a experiência histórica, as piores mentiras costumam prosperar quando se apoiam num fundo de verdade. Ou seja: mesmo que o brigadeiro jamais tenha dito a frase sua postura política e as atitudes de seu partido tornavam a denúncia verossímel.
Impossível deixar de pensar em “elitismo” diante da leitura de O Papel da Oposição, texto que FHC acaba de publicar na revista Interesse Nacional e que chegou a provocar uma manchete da Folha, ontem.
Referindo-se àqueles que poderiam ser chamados de “marmiteiros” de hoje em dia, que são os pobres, os excluídos, o “povão”, as “massas desinformadas” Fernando Henrique diz que eles são uma causa perdida para os partidos de oposição. Estão “aparelhadas”, diz FHC, elaborando a seguir os instrumentos pelos quais o “lulismo” teria se apoderado do eleitorado mais pobre e com menor nível de educação formal para ali construir uma fortaleza impenetrável para os adversários.
Resumindo, tais instrumentos seriam as políticas de distribuição de renda em vigor nos últimos anos, boa parte iniciadas nos oitos anos de mandato de FHC, mas que assumiram outra proporção, outra escala — e outro conteúdo, enfim — nos oito anos de governo Lula.
A idéia é a seguinte: o governo Lula distribuiu tantos favores e tantos benefícios ao “povão” que isso torna impossível mudar o voto desses milhões de brasileiros. Se quiser recuperar perspectivas de voltar ao poder, os partidos de oposição devem olhar para os brasileiros melhor remunerados, a começar pelas novas classes médias que se formaram na prosperidade econômica dos anos Lula.
Talvez seja a primeira vez na história das democracias que um ex-presidente da República escreve e assina embaixo a proposição de que seu partido e seus  aliados podem desistir de receber o voto dos mais eleitores humildes. Mesmo em países onde a renda é melhor distribuída, determinados candidatos conservadores evitam fazer pregações agressivas dessa natureza, pois é certo que elas podem estimular sentimentos de hierarquia social em cidadãos que se sentem ameaçados em seu padrão de vida e dar margem a ressentimentos que estão na origem de boa parte dos movimentos de extrema-direita.

Em tempo: o Padim Pade Cerra disse à Folha (*) que concorda em gênero, numero e grau com o que o Farol de Alexandria disse. Ora, pois. Quem atribuiu aos nordestinos (aos “migrantes”) a responsabilidade pelo péssimo desempenho das escolas públicas tucanas de São Paulo ?

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

André Cintra: E FHC abandonou o “povão”

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FHC desagrada a tucanos e escancara viés elitista do PSDB

O polêmico artigo “O Papel da Oposição”, assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e divulgado nesta terça-feira (12), constrangeu lideranças do PSDB e acirrou a crise dos partidos oposicionistas. Num momento em que tucanos como o governador Geraldo Alckmin (SP) e o senador Aécio Neves (MG) tentam se aproximar das centrais sindicais e de segmentos populares, FHC apregoa, no texto, que o PSDB deve abrir mão tanto dos movimentos sociais quanto do “povão”.

Por André Cintra, no Vermelho

“As oposições se baseiam em partidos não propriamente mobilizadores de massas. A definição de qual é o outro público a ser alcançado pelas oposições e como fazer para chegar até ele e ampliar a audiência crítica é fundamental”, escreve o ex-presidente. Segundo ele, o PSDB tem de dialogar com “toda uma gama de classes médias” — único público que, a seu ver, não sofre a influência do “lulopetismo”.

“Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os ‘movimentos sociais’ ou o ‘povão’, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos”, dispara FHC, numa crítica indireta aos atuais governadores e parlamentares tucanos. Para o ex-presidente, o governo Lula “aparelhou” e “cooptou” as centrais, “os movimentos organizados da sociedade civil”, as “massas carentes” e até a grande mídia (“com as verbas publicitárias”).

A reação ao artigo foi imediata. Acostumados a criticar as opiniões de FHC apenas nos bastidores, vários tucanos expressaram, publicamente, divergências frontais com o texto. Também o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), rebateu o ex-presidente e declarou que a oposição deve “sair do Congresso e ganhar as ruas”, para “ampliar sua capacidade de se comunicar com todos os segmentos sociais”.

Para o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), a “sensibilidade social” de uma legenda partidária “deve estar voltada justamente às camadas mais pobres da população. Essas camadas devem ser a prioridade do partido”. O desafio, segundo Dias, é “encontrar meios de falar às camadas mais pobres” sem passar pelos movimentos sociais.

Aécio Neves avalia que o PSDB precisa “se inserir no Nordeste” e se aproximar nacionalmente dos movimentos sociais. De acordo com senador, os tucanos já conseguiram tal feito em Minas Gerais — opinião mais do que discutível, já que, nas eleições presidenciais de 2010, o eleitorado mineiro preferiu Dilma Rousseff a José Serra (58,45% a 41,55%).

O artigo de FHC, de quebra, alimentou a imagem elitista do tucanato. Na opinião do jornalista José Roberto de Toledo, o texto “ficará lembrado como um reforço à imagem de demofobia do PSDB”, especialmente de Fernando Henrique. “A maioria das pessoas, as tais ‘massas carentes e pouco informadas’, vai entender: o PSDB deve esquecer o ‘povão’.”

Para Jairo Nicolau, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ, no Rio de Janeiro, “é uma fantasia imaginar uma volta ao poder sem uma base popular”. Fábio Wanderley Reis, da UFRJ, agrega: “É uma abdicação problemática. Um partido existir e governar, na democracia, tem a ver com maiorias. Abdicar do povão é condenar-se a ser minoria sempre”.

O sociólogo Humberto Dantas é mais taxativo. Ao comentar a expressão “pouco informadas” — usada por FHC —, ele aconselha o ex-presidente a “se perguntar o que o PSDB tem feito para educar politicamente esses eleitores”. E emenda: “Ao invés de abandonar o povão, candidatando-se a continuar oposiç

André Cintra- E FHC abandonou o “povão” - Viomundo - O que você não vê na mídia

sábado, 5 de março de 2011

O melhor PIB em 25 anos e a capa que não tem preço

 

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Governo  Lula teve crescimento médio de 4% do PIB e superou a do principado de FHC

março 4th, 2011 | Autor: CelsoJardim

Dentro das previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5% em 2010, no melhor resultado desde 1985 (7,8%) e equivalente ao de 1986. A indústria subiu 10,1%, agropecuária, 6,5% e os serviços, 5,4%. As três atividades compõem o valor adicionado, que cresceu 6,7%, enquanto os impostos aumentaram 12,5%. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 3,675 trilhões, enquanto o PIB per capita chegou a R$ 19.016, alta de 6,5% sobre 2009 (R$ 16.634).

Segundo o IBGE, que divulgou os números nesta quinta-feira (3), de 2001 a 2010 o crescimento anual médio foi de 3,6%, acima do resultado da década anterior (1991-2000), que subiu 2,6%. Já o PIB per capita passou de 1,1% para 2,4% ao ano.

Governo Lula teve crescimento médio de 4% do PIB e superou FHC. O instituto observa que o PIB do ano passado foi beneficiado pela baixa base de comparação de 2009, quando houve recuo de 0,6%. Mas o resultado trouxe dados positivo como o crescimento do consumo das famílias (7%) pelo sétimo ano seguido. Já a formação bruta de capital fixo, que indica investimentos, subiu 21,8%, maior taxa acumulada em quatro trimestres desde 1996, quando se iniciou a série. A taxa de investimento chegou a 18,4% do PIB, ante 16,9% em 2009. Já a taxa de poupança passou de 14,7% para 16,5% do PIB. A despesa da administração púbica aumentou 3,3%.

As exportações aumentaram 11,5%, enquanto as importações cresceram bem mais, 36,2%. “Contribui para este quadro a valorização cambial ocorrida entre 2009 e 2010″, diz o IBGE.

Com os números do PIB de 2010 divulgados nesta quinta-feira (3) pelo IBGE, que mostraram alta de 7,5%, o crescimento médio da economia brasileira durante os dois mandatos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) foi de 4% ao ano. O desempenho supera o de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que mostrou expansão média do PIB de 2,3% ao ano.

“Para BC, demanda doméstica continua sendo o suporte da economia Lula, que começou seu governo com um crescimento tímido de 1,1% em 2003, teve seu melhor resultado justamente em 2010, após a retração de 0,6% registrada no ano anterior. O segundo melhor resultado foi o de 2007, com expansão de 6,1%.

Já FHC teve dois anos bons (4,2% em 1995 e 4,3% em 2000) e dois ruins, em seguida (0% em 1998 e 0,3% em 1999).

As projeções para o primeiro ano do governo Dilma Rousseff variam entre 4% e 5%. No boletim Focus (BC) desta semana, a estimativa do mercado era de crescimento de 4,3%, ante 4,6% de quatro semanas antes.

Celso Jardim com Brasil de Fato

O melhor PIB em 25 anos e a capa que não tem preço

“Sujeito da esquina” fez o Pibão bão. (E o novo papel do Instituto Goethe)

Publicado em 04/03/2011

Na foto, o “sujeito da esquina”. Que horror !

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A pior coisa que poderia ter acontecido ao Brasil foi o Pibão bão de 7,5%.
Uma desgraça inapelável.
É o que se deduz da leitura do PiG (*) nesta manhã de infortúnios sucessivos.
O investimento é pífio.
A inflação saiu do controle.
O corte é insuficiente.
Falta infra-estrutura.
A safra vai apodrecer no Porto de Paranaguá, disse o Ali Kamel, no jornal nacional.
O BC não vai dar conta de suas responsabilidades.
O FMI sai da tumba, diz que o Bolsa Família é um exemplo para o mundo, mas, mas, mas o Brasil vai explodir numa crise de super-aquecimento.
A leitura atenta do PiG (*) e de seus notáveis colonistas (**) leva à conclusão de que ser maior do que todos os países da Europa – menos a Alemanha – é como viver em Benghazi.
Ser a sétima economia do mundo … só ? – perguntará o Cerra no twitter.
Porém, num imperdoável descuido, o Valor, na pág. A3, revela traços interessantes do perfil do Pibão (essa inominável desgraça):
No último trimestre de 2010, a demanda interna cresceu 2,5%.
Este último trimestre de 2010 foi o 29º. trimestre consecutivo de crescimento do consumo das famílias.
O consumo das famílias subiu 13% entre o terceiro trimestre de 2008 (quando começou a crise americana e a urubóloga anunciou o tsunami que ia afundar o Brasil) e o ultimo trimestre de 2010.
13% desde a crise terminal da urubóloga !
No período, o PIB cresceu 5,6%.
Ou seja, o “sujeito da esquina”, como diria o Soberano ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*), “sujeito da esquina” comprou num ritmo de crescimento duas vezes superior ao crescimento do resto da economia.
Sobre este desprezível “sujeito da esquina”, leia aqui para ver como o Gilmar Dantas o trata.
Este desprezível “sujeito da esquina” provocou os seguintes estragos na economia brasileira.
Fez a intermediação financeira subir 11%.
Ou seja, o crédito ao consumidor, a troca do automóvel, a compra do Minha Casa (programa que não será atingido pelos cortes).
O “sujeitinho da esquina” provocou uma expansão do comércio de 7,5%.
E da construção civil de 6,2%.
Um horror !, diria o Prates.
Onde já se viu “sujeito da esquina” comprar carro e casa própria ?
“Sujeitinho” nefasto, esse.
O “sujeito da esquina”, amigo navegante, deve ser a Classe C, que, para os tucanos, fica entre a Primeira e a Business.
A Classe C que, segundo o Nunca Dantes, será conduzido à Classe B pela JK de saias, não demora muito.
Antes que este ansioso blogueiro se esqueça, consulte, amigo navegante, a tabelinha do Lula 10 x 0 Cerra-FHC.
Ela compara o desempenho fulgurante do Nunca Dantes com os anos sombrios da dupla Cerra-FHC.
A Folha (***), na capa, já decretou que o crescimento da economia este ano será inferior a 4%.
De onde a Folha (***) tirou isso, não se sabe.
Deve ser informação que veio da mesma fonte da ficha falsa da Dilma.
Vamos ver se o PiG (*) consegue destruir o “sujeito da esquina”.
Afinal, ele não dá bola para o PiG há três eleições.
Em tempo: diálogo ouvido na mesa ao lado do – excelente – restaurante Mosteiro, no Rio:
- Bom , o Toffoli só está lá porque o Lula mandou ele pra lá, disse o da empadinha de frango.
- E o Gilmar ?, pergunta o da empadinha de camarão. Só está lá porque o Fernando Henrique mandou ele pra lá.
- Não, pera aí. O Gilmar fala alemão, respondeu, rápido, o da empadinha de frango.
- Ta legal. Se fosse assim, meu querido, não precisava de sabatina no Senado, diz o da empadinha de camarão.
- Como assim, pergunta o da empadinha de frango, desconfiado.
- Bastava chamar, todo ano, o melhor aluno do Instituto Goethe.
Pano rápido.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e agora combatem a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pres. Zezinho vai resolver a falta de mucamas

O prof. Hariovaldo de Almeida Prado disse que não vai oferecer suas mucamas Ritinha e Samantha Hauser para o mutirão, porque esse negócio de dividir é coisa de comunista.

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, mesmo não tendo ainda assumido o lugar que é seu de direito, sabe que não pode esperar para resolver os mais graves problemas do país.

Por isso, o Presidente de Nascença decidiu atacar agora uma das grandes prioridades nacionais: a escassez de mucamas.

O Maior dos Filhos da Mooca ficou muito sensibilizado ao ler reportagem do Jornal Mais Vendido do Brasil, apontando a dificuldade que as pessoas bonitas de Higienópolis  têm enfrentado para encontrar mucamas a preço justo.


Estado eficiente: Os eleitores e eleitoras da UDN exigem o fim da burocracia.

Chegou a chorar com a triste história da executiva que não tinha mais empregada 24 hs por dia. Comoveu-se profundamente com  o caso das senhoras obrigadas a pagar horas extras às suas mucamas por trabalho no fim-de-semana.

Muito condoído, o pres. Zezinho ligou para a sra. Miriam Cochonne, importante jornalista econômica,  para protestar contra os astronômicos  salários exigidos pelas ingratas mucamas.

Apesar de não ter sido perguntado, disse que defendeu aumento do salário mínimo na campanha eleitoral, mas não queria aumentar o salário já alto das mucamas, que compromete todo o orçamento familiar de seus eleitores da Vila Madalena.


O ex-sábio FHC é chegado numa mucama desde pequenino.

Na mesma entrevista, o Mais Competente dos Gestores, além de mostrar que compreende os maiores problemas da nação, também fez uma precisa avaliação do governo natimorto da usurpadora-mirim do planalto. Demonstrou que a crise das mucamas é  culpa da incompetência da chavez de saias, que ainda não fez a tão necessária reforma trabalhista porque só se preocupa com acabar com a miséria no país.

Sensibilizado, o Almirante Tietê resolveu iniciar um grande mutirão nacional para que as mulheres modernas de Pinheiros que necessitam de mucamas 24/7 possam selecionar mucamas dedicadas,  obedientes e honestas: o Mutirão das Mucamas.

O Incansável Pai da Pátria Paulista determinou que  a srta. Francine De L’Herbe deveria coordenar o Mutirão das Mucamas. Infelizmente, a  importante líder fumo-herbáreo-nudista do  bairro da Lapa declinou a honraria, pois agora dedica-se ao bordado e à confecção de  panos de prato.


ORGULHO E FINESSE: A sra. Danilza mandou um cartão agradecendo, mas disse que não estava precisando da boquinha que o pres. Zezinho ofereceu.

Um pouco contrariado com a atitude inesperada da srta. Francine De L’Herbe, o pres. Zezinho convidou então sua grande amiga Danilza Leão, que não aceitou porque estava ocupada colocando cadeados na geladeira  e numerando os rolos de papel higiênico de seu apartamento.

Já sem muitas alternativas, entregou a grande responsabilidade ao ex-pensador FHC, notório especialista em mucamas. Após telefonar para Bill Clinton pedindo permissão, o ex-sabetudo aceitou o convite. Segundo fontes da Caverna do Ostracismo, fundos, o ex-intelectual pediu a seu cozinheiro Caetano para arrumar bem o sofá da sala, para que ele pudesse fazer as entrevistas de seleção com as candidatas a mucama.

Comentário da tia Carmela


QUADRILHA: A festa junina da UDN paulista foi cancelada porque os coitadinhos desmaiaram ao saber quanto ia custar a babá.

O Zezinho sempre gostou desse negócio de mucama. Quando estava na escola e estudou a escravidão, ele ficou muito impressionado com as mucamas. Dizia que queria ter uma mucama também, para servir ele dia e noite. Então, ele resolveu brincar de mucama. Amarrou uns panos brancos no Reinaldinho Cabeção e disse pro moleque: “eu vou ser o senhor do engenho e você vai ser a mucama”. Então o Zezinho ficou a tarde toda sentado em uma cadeira de balanço da tia dele, enquanto o Reinaldinho Cabeção, com aqueles panos brancos amarrados no corpo e na cabeça, ficava abanando o Zezinho com um leque, porque estava calor. De vez em quando, o Zezinho dizia para o Reinaldinho Cabeção: “mucama, vai buscar um copo de água gelada pra mim”. O Reinaldinho Cabeção saía correndo pra trazer logo a água pro Zezinho, mas aí o Zezinho dizia: “beba você, que minha sede já passou porque você demorou, mucama preguiçosa”. E o Reinaldinho Cabeção bebia. Depois de uns dez copos, o Reinaldinho Cabeção pediu para ir fazer xixi, mas o Zezinho disse que não, que a mucama tinha que ficar à disposição o tempo todo. O Reinaldinho Cabeção obedeceu, mas depois de uns minutos não conseguiu mais segurar e fez xixi nas calças.No dia seguinte, de manhã, o Zezinho contou para toda a molecada que o Reinaldinho Cabeção tinha feito xixi nas calças. Toda a molecada riu do Reinaldinho Cabeção, que saiu correndo chorando. De tarde, ele foi procurar o Zezinho na casa dele e falou: “Zezinho, vamos brincar de mucama de novo?”

Pres. Zezinho vai resolver a falta de mucamas « TIA CARMELA E O ZEZINHO

A era Lula e o emprego doméstico no Brasil

Blog da Cidadania

Posted by eduguim on 06/02/11

Da série Por Que a Elite Odeia Lula, este post aborda um dos capítulos mais comoventes de uma epopéia que, três décadas após seu início, ainda mostra sinais de fôlego. Trata-se da libertação dos escravos domésticos que teve lugar no Brasil durante o primeiro governo popular pós-redemocratização.

Vai terminando, neste país, a escravização de mulheres pobres e, quase sempre, negras, jovens e nordestinas por famílias brancas, de classe média e do Sul-Sudeste, que, sem dinheiro ou vontade para pagar salários dignos e cumprir a legislação trabalhista, conseguiram do Estado brasileiro, eternamente a serviço das elites, permissão para escravizar seres humanos.

Essa afronta aos direitos fundamentais do homem permeou o século XX e começou a se extinguir, no Brasil, na primeira década do século XXI. As garotas que se dispunham a trabalhar da hora em que despertavam até a hora de irem dormir, que era a hora em que os patrões faziam o mesmo, não mais se submetem, como ocorre em qualquer país civilizado.

Matérias do jornal Folha de São Paulo deste domingo deixam ver os dois lados da moeda, das oprimidas e dos opressores.

Pelo lado das oprimidas, reportagem sobre como está escasseando, no Sul-Sudeste maravilha, a mão de obra doméstica, de como os salários subiram e de como estão terminando jornadas de trabalho de 24 horas com folga a cada 15 dias.

Pelo lado opressor, crônica da socialite Danusa Leão, com aquele velho trololó de toda dondoca de São Paulo e do Rio sobre como as “madames” são “humanas” com as “suas” domésticas e de como recebem “ingratidão” em troco.

A madame à qual o jornal paulista dá grande espaço, aos domingos, para verter preconceitos políticos e sociais, escreveu, desta vez, um texto criminoso estereotipando toda uma categoria e vendendo a tese de que não se deve “dar moleza a essa gentinha”.

Abaixo, primeiro a boa notícia sobre o fim da moleza de gente como Danusa Leão… De quem reproduzo a diarréia intelectual logo em seguida.

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Achar doméstica vira desafio na metrópole

Famílias antes acostumadas a contar com serviços dentro de casa têm de adaptar hábitos ou pagar salários melhores

Brasil tende a seguir caminho dos países desenvolvidos, onde contratar empregadas é luxo, diz especialista

CRISTINA MORENO DE CASTRO
FOLHA DE SÃO PAULO

6 de fevereiro de 2011

Há 15 anos, bastava um anúncio de três linhas no jornal para atrair 200 candidatas a um emprego doméstico numa segunda de manhã.

Hoje, com ofertas também via SMS e internet, menos de 30 candidatas por dia vão às agências atrás de uma vaga, dizem profissionais de recrutamento ouvidos pela Folha.

O resultado da conta é que os salários subiram e está cada dia mais difícil de encontrar mão de obra disponível.

A diretora de RH Cinthia Bossi, 39, abriu mão de contar com alguém que dormisse em casa ou trabalhasse nos finais de semana. Chegou a trocar de empregadas seis vezes em cinco meses e vai ter que trocar pela segunda vez neste mês. Nos últimos três anos, o salário que paga subiu de R$ 600 para R$ 1.000.

Ela não é exceção. As donas de casa estão tendo que abrir mão de antigas “mordomias”, como ter uma auxiliar 24 horas por dia, com folgas quinzenais. “Já tenho amigas que abrem mão de alguém que cozinhe e colocam as crianças na escola mais cedo. Se querem a empregada no sábado, pagam hora extra.”

A técnica em alimentos Kátia Ramos, 34, também desistiu de ter alguém que durma em sua casa. Chegou a passar um mês sem empregada e babá -com quadrigêmeos de 1 ano e 11 meses e dois filhos adolescentes.

Ela cogita cortar de vez a despesa com o auxílio doméstico quando os filhos crescerem. Hoje, já ajuda nas tarefas da babá e cozinha.

Especialistas ouvidos pela Folha traçaram o seguinte panorama: mais mulheres entraram no mercado de trabalho, precisando cada vez mais de empregadas para cuidar de casa. Ao mesmo tempo, o aumento das oportunidades de trabalho e de educação fez com que menos pessoas quisessem seguir o trabalho doméstico, ainda muito discriminado, inclusive pela legislação do país.

“Estamos em um período de transição”, afirma Eduardo Cabral, sócio da empresa de RH Primore Valor Humano. “Talvez a próxima geração valorize mais a doméstica porque estão ouvindo mais os pais falando dessa dificuldade de encontrá-las.”

Para a pesquisadora do Insper Regina Madalozzo, esse período de transição, até haver uma real valorização do trabalho doméstico, ainda vai durar uns 20 anos.

Mas a curto prazo, diz ela, a relação entre patrão e empregado vai mudar, passando a ser mais profissional.

“A tendência é que se torne um luxo, ao menos nos grandes centros”, afirma Cássio Casagrande, procurador do Ministério Público do Trabalho e professor de direito constitucional da Universidade Federal Fluminense.

A experiência de Michelle Almeida, 29, é ilustrativa. Ela começou como babá em 2003, ganhando R$ 350 mensais e dormindo na casa dos patrões. Agora em seu terceiro emprego, após dois cursos de capacitação como babá, ganha R$ 1.300, de segunda a sábado, das 8h às 18h.

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Luta de classes

“Aprendi que a luta de classes começa dentro de casa, e mais especificamente, dentro da geladeira”

DANUZA LEÃO

FOLHA DE SÃO PAULO

6 de fevereiro de 2011

HÁ UNS DOIS ANOS tive uma diarista que começava a trabalhar muito cedo -por escolha dela; às 6h ela já estava em minha casa. Uma morenona bem carioca, simpática, risonha, disposta, sempre de altíssimo astral. Gostei dela, e como detesto fazer ares de patroa – e não sei –, tínhamos uma relação amistosa e legal, como devem ser todas as relações.

Algum tempo depois, comecei a fazer aula de natação em um clube que fica a uns 500 metros de minha casa. A aula era às 7h, mas e a preguiça? Preguiça de levantar da cama, e enfrentar a distância ficou difícil. Tive então uma ideia: levá-la comigo. Assim, teria companhia para ir e voltar, e seria mais fácil a caminhada.

Vamos deixar bem claro: não foi nem um ato de gentileza de minha parte, nem pensei apenas em meu proveito.Achei que seria bom para as duas, e ela, que talvez nunca tivesse entrado numa piscina, ia adorar.

Perguntei se gostaria, ela ficou toda feliz, e, a partir daí, todos os dias íamos juntas, conversando.
Eu pagava minha aula e a dela, e às 8h30 estávamos de volta, alegres, falando sobre nossos progressos.

Já que não posso mudar o mundo, pensei, estou exercendo o socialismo -ou a democracia- pelo menos em meu território. Mas notei que a cada vez que contava isso para os amigos, nenhum deles dizia uma só palavra; nem para achar que tinha sido uma boa solução, nem para ficar contra, nem ao menos para achar alguma graça. Silêncio geral e total.

O tempo foi passando. Comecei a perceber pequenos desvios no troco, às vezes dava por falta de uma das três mangas compradas na feira, os picolés que guardava no freezer desapareciam, os refrigerantes e sabonetes também, e eu pensava: “tem dó, Danuza, afinal ela toma duas conduções para vir, duas para voltar, a grana é pouca, se ela fica com oito ou dez reais da feira, é distribuição de renda. E se comeu metade do Gruyère, dizer que o queijo francês é só seu, é um horror”; e assim fomos indo.

Fomos indo até que um dia viajei por um mês, e quando voltei, houve problema com um cheque; coisa pouca, mas ficou claro, claríssimo, que tinha sido ela, e tive que demiti-la, o que aliás me custou bem caro, em dinheiro e pela deslealdade.

Depois da demissão, fui descobrindo coisas mais graves -e nem vou contar todas, só uma delas: nos fins de semana, ela vinha com o marido, punha o carro na garagem do prédio e o casal passava o fim de semana na minha casa.

Depois de recibos assinados, tudo liquidado, chegou a conta do telefone do mês em que estive fora: havia 68 ligações para um único celular. Liguei para o número e soube que era de um funcionário do clube de natação, que ela paquerava.

Quando entrou a substituta, tive que comprar lençóis, toalhas e um monte de coisas que ela havia levado. Sei que não sou um modelo de dona de casa, mas alguém conta todos os dias quantos lençóis tem? E tranca os armários? Não eu. Durante um bom tempo fiquei mal: pela confiança, pela traição, depois de quase dois anos de convivência. E agora?

Não sei. Afinal, somos ou não somos todos seres humanos iguais, como me ensinaram? Ou é preciso mesmo existir uma distância empregado/patrão, como dizem outros? Ou esse foi um caso singular?

Aprendi que a luta de classes começa dentro de nossa casa, e mais especificamente, dentro da geladeira. E enquanto o mundo não muda, passei a comprar queijo de Minas, que além de tudo não engorda.

A era Lula e o emprego doméstico no Brasil | Blog da Cidadania

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As agruras da banda larga

Blog do Miro
Altamiro Borges

Reproduzo artigo de João Brant, publicado no jornal Brasil de Fato:
Todos sabem que a internet em banda larga no Brasil é cara, lenta e para poucos. Apenas 27% das residências são conectadas à banda larga, isso considerando como "largas" conexões a partir de 256 kbps. O Brasil é um dos países em que o serviço é mais caro, tanto em valores absolutos como se considerado o poder aquisitivo da população. E a velocidade ofertada é mentirosa, como denunciam as próprias letras miúdas do contrato – as empresas só garantem 10% da velocidade contratada.
Se pensarmos que a internet viabiliza o acesso a diversos serviços, amplia o acesso ao mercado de trabalho e fortalece a diversidade informativa e cultural, o problema é grave. Concorrência quase não existe; na maioria dos casos, o serviço é prestado só pela operadora de telefonia fixa. Na longa distância, o quadro é ainda pior. Algumas prefeituras tentam oferecer serviço gratuito para a população, mas se veem frente ao controle da rede de longa distância por operadoras privadas monopolistas, que cobram quanto querem.
Para enfrentar esse quadro, o governo desenhou um Plano Nacional de Banda Larga. A principal ação prevista é a reativação da Telebrás, que passa a coordenar o uso das redes de fibra ótica de várias empresas da administração indireta (Eletronorte, Chesf, Petrobras etc.). Ela vai ofertar capacidade de tráfego de longa distância para provedores locais. A expectativa é que essa ação gere competição e abra espaço para milhares de pequenos provedores prestarem o serviço diretamente.
Mas e naquelas cidades em que não há provedores interessados ou não há oferta adequada? A Telebrás diz que nestes casos, e só nesses, vai ofertar o serviço diretamente ao cidadão. Não deveria ser assim. Onde o custo de implementação é mais baixo e há mais usuários dispostos a pagar, a Telebrás não entra. Onde ela vai ter de investir milhões para se instalar e há um mercado pouco lucrativo, ela entra para cobrir as 'falhas de mercado'. É uma concessão injustificável. Banda larga deve ser um serviço público universal, barato e de qualidade para garantir o direito fundamental dos cidadãos a comunicação.

Altamiro Borges: As agruras da banda larga

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Qual é a cara do paulistano?

Kassab acha que temos cara de palhaço?

Em novembro eu publiquei aqui a postagem Kassab, Robin Hood às avessas onde eu relatava: “Mesmo com um orçamento com crescimento de 22% previsto para 2011, Kassab decidiu cortar gastos (valores absolutos) em gestão ambiental, agricultura e regiões mais pobres da cidade.”
Não nos surpreende a opção de Kassab, enquanto prefeito pelo DEM e sucessor de Serra.  A cidade está mais rica e mais cortes estão previstos. A reportagem do Estadão.com revela que eles ocorrerão na área social e nas políticas públicas.  De todas as metas propostas para cumprir até o fim do mandato (2012), ele alterou 18, todas reduzidas. Mas agora ele substima a nossa inteligência com suas desculpas. Veja alguns cortes e as desculpas.
O reparo de calçados não diminuiu o número. Continua previsto o valor: 600 mil. O que mudou foi a unidade. Eram 600.000 metros de calçadas. Agora serão m² (metros quadrados). Segundo o Prefeito que nos toma por tolos, "essa unidade de medida é a mais adequada para aferir a execução da meta". Mais adequada para ele, pois essa mudança é o mesmo que reformar apenas um metro da largura dos 600 km de calçadas previsto anteriormente. Na porta de casa, a calçada tem pelo menos 2 metros de largura.
Redução de gastos nas áreas sociais é uma marca do seu governo. Por isso vai reduzir o atendimento a moradores de regiões vulneráveis. Redução de: 29%  dos beneficiados pelo programa de urbanização de favelas; 23% do programa de regularização fundiária; 25% de recuperação de cortiços; 20% das verbas voltadas moradores de loteamentos irregulares emananciais. Enquanto os prefeitos não forem responsabilizados judicialmente pelas tragédias como as ocorridas no RJ, esse tipo de postura não vai desaparecer da prática pública. Vejam as desculpas dessa vez. Segundo a Prefeitura, informa o Estadão, “foi ´superestimada´ a quantidade de famílias que necessitam de atendimento”. Portanto, podemos concluir, que ao cumprir a meta agora reduzida, em 2012 teremos todas as favelas urbanizadas, a regularização fundiária cumprida, todos os cortiços recuperados e não teremos mais moradores em loteamentos irregulares. Que maravilha, diria o palhaço paulistano!
Outras reduções confirmam para que Kassab veio. Dessa vez, não sabemos as justificativas. Podemos deduzir. Mais uma vez, Kassab faz opção pelo automóvel como meio de transporte reduzindo a previsão de corredores para motos (de oito para três) e de terminais urbanos. Quem mora em São Paulo sabe que Kassab reduziu o número de ônibus na cidade. Com relação à iluminação cumprirá apenas 40% do prometido. De 400 telecentros previstos, apenas 200 serão realizados. O Prefeito vai ainda reduzir a construção de teatros. A explicação deve estar na nova classe C que ampliou em 70% a compra de automóveis e nos 2,5 milhões de carteiras assinadas em 2010 no Brasil. Kassab conta com as conquistas de Lula. Agora, cada um que compre seu computador e espere o Plano Nacional de Banda Larga proposto pelo Ministro Paulo Bernardo como meta do Governo Dilma. A nova Classe C poderá ainda gastar sua renda maior com ingresso nos teatros já existentes. Quanto à população D e E, antes “superestimada”, pode deixar com Kassab. Mais 2 anos e estarão morando em favelas urbanizadas, cortiços reformados e fora de áreas irregulares. Viva São Paulo!

A reportagem do Estadão.com:

Kassab muda 18 metas. A maioria para baixo

Houve cortes principalmente na área social: famílias beneficiadas pelo programa de urbanização de favelas passaram de 120 mil para 85 mil

    Diego Zanchetta e Renato Machado - O Estado de S.Paulo

    O prefeito Gilberto Kassab (DEM) mudou 18 metas que deve concluir até o fim do mandato, no ano que vem. Nenhuma foi revisada para "mais", com inclusão de novas obras e serviços. A Agenda 2012 previa, por exemplo, construir oito motofaixas, instalar 40 mil pontos de luz e construir 400 telecentros. Agora, a administração prevê, respectivamente, três corredores para motos, 16 mil novos pontos de iluminação e 200 telecentros.

    O plano de metas foi o primeiro projeto da sociedade civil a virar lei. Os prefeitos precisam divulgar o plano de governo e cumpri-lo, sob risco de responder por improbidade administrativa. Modificações nas metas estão previstas. A primeira revisão foi aprovada pelo conselho das metas no fim de dezembro.

    Uma das áreas mais atingidas foi o atendimento a moradores de regiões vulneráveis. A atual gestão reduziu de 120 mil para 85 mil famílias (-29%) que serão beneficiadas pelo programa de urbanização de favelas. Também houve cortes nas famílias atendidas pelo programa de regularização fundiária (-23%), de recuperação de cortiços (-25%), ou moradores de loteamentos irregulares em mananciais (- 20%) .

    "Não há essa denominação nas metas, mas se deduz que sejam moradores de áreas de risco", diz o coordenador do Nossa São Paulo Maurício Broinizi, entidade autora do projeto de lei sobre o plano de metas.

    A Prefeitura afirma que não haverá nenhum risco para quem vive em área de risco com as reduções. Na justificativa, a Prefeitura informou que, na época da elaboração do programa, houve um problema de troca de informações entre as Secretarias de Habitação e Planejamento e, por isso, foi "superestimada" a quantidade de famílias que necessitam de atendimento. O município também afirma que algumas ações dependem de outros órgãos.

    Kassab também usou uma brecha para reduzir a extensão de calçadas que serão reformadas, de 600 quilômetros para 600 mil m² . "Essa unidade de medida é a mais adequada para aferir a execução da meta", justificou. Sobre as faixas para motos, que chegaram a ser classificadas como "sucesso", a atual gestão agora afirma que não atingiram o objetivo de reduzir os acidentes com motos e que é necessário um período de avaliação.

    Segundo a Prefeitura, a Agenda 2012 está com mais de 42% de média de eficiência e 88% das metas estão em andamento.

    REDUÇÕES

    Habitação
    Programa de urbanização de favelas, regularização fundiária, recuperação de cortiços e para moradores de loteamentos em mananciais

    Transportes
    Terminais urbanos e motofaixas

    Cultura
    Construção de novos teatros

    Outros
    Telecentros, calçadas e iluminação de novos pontos

    terça-feira, 18 de janeiro de 2011

    Até a urubóloga saúda Lula: emprego formal como nunca dantes

    Conversa Afiada

    10 a 0

    Lula criou em 2010 2,524 milhões de empregos com carteira assinada – o melhor resultado em 18 anos.
    No Governo todo, em oito anos, Lula criou 15,04 milhões de empregos com carteira assinada.
    Em oito anos , o Farol de Alexandria criou apenas 5 milhões.
    Lula 10 x 0 FHC !
    Veja que até a urubóloga se curva aos números do Lula:

    MiriamLeitaoCom:
    Emprego formal tem melhor resultado em 18 anos. Mas governo deixou número ainda melhor: http://glo.bo/hUFafv

    Até a urubóloga saúda Lula: emprego formal como nunca dantes | Conversa Afiada

    segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

    A classe que sonha com ‘C’

    Construtoras estão lançando imóveis voltados à classe C com atrativos antes dispensados aos compradores de alto padrão: apartamento-modelo decorado, espaço grill, salão de fitness e até cinema. Resultado: 100% de unidades vendidas na planta, como no Vivere Imirim Condomínio Clube, na zona norte de SP. São apartamentos de 46,5 m2 que custam entre R$ 130 mil e R$ 150 mil.

    Os marqueteiros que se dedicam a estudar o fenômeno da nova classe média brasileira aproveitaram o “C”, de classe C, para definir essa parcela da população que ascendeu socialmente na última década. “Basicamente, tudo o que coloca esses brasileiros no meio da pirâmide começa com a letra C”, diz Renato Meirelles, do instituto de pesquisa Data Popular. “Carteira assinada, canudo (diploma), consumo, computador, casa própria, carro zero, cruzeiro, cartão de crédito, e por aí vai.”

    Apesar de terem características comuns, os integrantes da nova classe média têm perfis e necessidades diferentes em cada região do País. No Nordeste, por exemplo, os 18 milhões de habitantes que pertencem à classe C usam muito mais cartão de crédito do que em qualquer outra região. Lá, 67% dos consumidores da classe C fazem compras com cartão. É mais até do que nos estados do Sudeste, onde esse porcentual é de 64% e no Sul, com 54%, segundo levantamento do Data Popular. “Essa situação está diretamente ligada à inclusão bancária”, diz o presidente da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços, Paulo Caffarelli. “Muita gente no Sul tem conta corrente, mas pode não ter cartão. E no Nordeste há muito mais gente com cartão e sem conta corrente.”

    A aposentada pernambucana Elieldelza Souza de Albuquerque, de 71 anos, compra tudo com cartão de crédito. Costuma usar os cartões de loja e o Hipercard, que não cobra anuidade. Uma das últimas aquisições foi um fogão de quatro bocas, comprado no fim do ano passado, com o cartão da filha. “A data do cartão dela fica melhor para mim, porque não coincide com o vencimento dos meus cartões”, explicou. Com o salário do marido, a renda na casa de Edieldeza é de R$ 2 mil. Pagando à vista, seria impossível ter trocado a geladeira por uma duplex no ano passado, emendando a compra do fogão novo.

    Caixa de uma unidade da rede Eletro Shopping, com 110 estabelecimentos espalhados pelas cidades do Nordeste, Edilza Moreira garante que de cada 10 clientes de baixo poder aquisitivo, sete pagam com cartão de crédito. “Só os mais bem remunerados pagam no débito”, afirmou.

    Embora esteja no Nordeste o maior crescimento da população de classe C nos últimos anos, é o Sul do País que tem a maior concentração da nova classe média. “Lá temos um perfil bem diferente: uma classe C que lê mais jornal, mais escolarizada e, consequentemente, com intenções de consumo distintas”, diz Renato Meirelles, do Data Popular. Um exemplo: o Sul é a única região do País em que o computador não lidera a lista de futuras aquisições da classe média. No topo do ranking, está o carro – um bem muito mais valioso.

    Contrariando o senso comum, é Florianópolis a cidade mais classe C do País: metade da população da capital catarinense, de 409 mil habitantes, tem renda familiar entre R$ 1,5 mil e R$ 6 mil – faixa que classifica essa categoria da pirâmide social. “É uma cidade com uma classe média mais antiga”, diz Marcelo Néri, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.

    Alguns fatores ajudam a entender essa predominância: funcionalismo público, migrantes em busca de qualidade de vida e baixa “favelização”. Pesquisas apontam que o nativo da Ilha de Santa Catarina já é minoria entre a população. Pelo menos 60% da população é originária do interior do Estado, mas também com grande ascendência gaúcha, paulista e paranaense. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dois em cada cinco trabalhadores da capital catarinense estão empregados em um dos três níveis do setor público.

    A cidade que se mostra um oásis para a classe C em busca de qualidade de vida, exclui naturalmente famílias com renda mais baixa. “Por ser uma capital cara, a população das classes D e E acaba se instalando em cidades vizinhas, da região metropolitana”, explica o economista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Jurandir Sell.

    A história de Francisco Assis Marcelino, de 52 anos, é emblemática. Ex-agente de portaria, ele já foi office-boy e hoje trabalha como técnico do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em Florianópolis. Ele se mudou para a capital catarinense, em 1983, quando deixou o município de Tubarão, depois da morte do pai.

    Na ilha, com a mulher Kirana Marcelino, hoje bancária aposentada, Francisco experimentou a ascensão da renda. Depois que virou funcionário público, conseguiu trocar a casa alugada por um imóvel próprio, com quatro quartos. Já teve um Fusca 1986 e duas Paratis usadas. Mas só no ano passado, conseguiu comprar o primeiro carro zero, um Ford Fiesta. A casa de praia,  está em reforma.

    “Vivo realizando sonhos. Não posso reclamar. Tudo que a gente faz e conquista é do nosso jeito, devagar, economizando e batalhando”, diz. “Hoje, temos segurança para planejar e desfrutar de pequenas coisas.”

    O próximo plano está definido: um cruzeiro de 15 dias pela costa brasileira – presente de aposentadoria que Kirana se prometeu. “A mala foi comprada assim que me aposentei.”. Do Jornal da Tarde

    Os Amigos do Presidente Lula: A classe que sonha com ‘C’

    quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

    Chegamos aos anos 50: “O que eu mais gostei foi da geladeira”

    Azenha: “Encontrei gente que só recentemente tinha recebido luz elétrica em casa. E me encantei com uma senhorinha que disse que tomar banho de água quente, no chuveiro, era ´dignidade´.”

    Viomundo – O que você não vê na mídia

    Chegamos aos anos 50: “O que eu mais gostei foi da geladeira”

    por Luiz Carlos Azenha

    No dia seguinte à eleição de Dilma Rousseff, no segundo turno, fui a uma cidadezinha da Grande São Paulo entrevistar beneficiários de programas do governo federal. Encontrei gente que só recentemente tinha recebido luz elétrica em casa. E me encantei com uma senhorinha que disse que tomar banho de água quente, no chuveiro, era “dignidade”. Pois é mesmo curioso que em pleno século 21 tenha gente no Brasil ainda sem energia elétrica. Simplesmente foram esquecidas e deixadas para trás. O capitalismo brasileiro… está chegando aos anos 50 [dos Estados Unidos].
    Por isso resolvi reproduzir aqui uma das várias reportagens que o Fernando Rossas me mandou por e-mail:

    Maria aposentou lamparina

    19/12/2010

    do Diário do Nordeste, sugestão do Fernando Rossas

    Sentados na sala da pequena casa de cinco cômodos, o seu Roque Ferreira da Silva, de 72 anos, e a esposa, a dona Maria Ferreira da Silva, de 60 anos, desfrutam hoje de uma alegria que, nove meses atrás, não dispunham. Todo dia, assistem, “lá pra de tardezinha, uma novelinha na televisão”.

    No distrito Monte Alegre, em Canindé, município a 120 quilômetros de Fortaleza, cada residência da Barra do Cancão, – onde seu Roque e dona Maria moram – recebeu três lâmpadas e a instalação de tomadas pelos cômodos da casa, logo que foi instalada a energia elétrica, em fevereiro deste ano.

    “Ave Maria, é bom demais!”, exclama ele com um sorriso de orelha a orelha enquanto continua assistindo à televisão que ganhou dos três filhos, os quais há muito tempo saíram de casa. O aparelho de DVD foi outro presente que, junto com a geladeira e o som stereo – “comprados em nove parcelas no crediário lá em Canindé” – animam os dias do casal.

    Mudança radical

    Em uma terra onde a maioria das pessoas cria animais, seja galinhas ou cabras (como seu Roque), a mudança com a chegada da energia elétrica foi realmente marcante. “O que eu mais gostei foi da geladeira”, adiantou dona Maria quando perguntada das melhorias com a chegada da energia. Tendo que salgar todas as carnes para não apodrecer, além de não ter como conservar as frutas e verduras compradas, ela, agora, guarda tudo na geladeira.

    Usufruindo dos benefícios

    Na companhia do único neto, criado por eles, seu Roque e dona Maria souberam aproveitar bem aquilo que a energia elétrica pode oferecer. Cansados de carregar baldes e tonéis com água do açude da Barra do Cancão, os dois compraram, também com a ajuda dos filhos, um motor elétrico para bombear a água até a casa deles. “Mas é só pra gastar, ninguém bebe não”, avisou dona Maria. A água bebida por eles vem da chuva e, agora, é gelada.

    Mais economia

    E até os gastos do casal foram minimizados com a chegada da energia elétrica na residência. Quando não dispunham da “luz”, tinham que comprar querosene para as lamparinas, velas e pilhas para as lanternas, além de abastecer os botijões de gás que alimentavam os lampiões. “Rapaz, era horrível. Se usasse muito, secava rápido demais, aí tinha que ir lá em Canindé pra mandar encher de novo”, relembram. Aposentado, seu Roque foi enquadrado no programa Baixa Renda da Coelce desde a aquisição do serviço e, mensalmente, “ainda não veio mais que R$ 14,50 na conta”.

    No primeiro ano com energia elétrica, seu Roque e dona Maria já estão se preparando para as festas de fim de ano, quando filhos e netos vão comemorar na casa dos pais. Com geladeira, som, televisão, DVD, seu Roque já anunciou que a festa vai ser das boas, com muita comida, bebida e tudo mais iluminado. “Ô, rapaz! Vem todos comer um ´carneirim´ assado aqui, né… Vai ser uma beleza! Pense aí!”, animam-se só de lembrar.

    ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA
    ESPECIAL PARA ECONOMIA

    quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

    Classe C já compra mais eletros que AB

    Os Amigos do Presidente Lula

    A classe C se tornou a principal consumidora de eletrodomésticos e eletrônicos e desbancou as famílias das classes A e B durante os anos de governo Lula. A chamada "nova classe média" deverá encerrar 2010 com 45% da fatia de gastos desses produtos no país, enquanto os mais ricos ficarão com 37%.
    o aummento do emprego formal e pela forte expansão do crédito. Por causa desses fatores, a ampliação do consumo, que ocorreu em todas as classes, foi mais intensa nessa categoria", afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular.
    Os dados fazem parte de estudo do instituto, obtido pela Folha e realizado a partir de dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no período de 2002 a 2010.
    Segundo o levantamento, no início do governo Lula o topo da pirâmide representava 55% do consumo desses bens; já a classe C tinha 27%.
    "A tendência é que a classe C se consolide cada vez mais como a principal consumidora do país. Em 2011, deverá encostar nos 50% [de participação nos gastos com eletros]", prevê Meirelles. As classes D e E ficaram estáveis no período, com 18% da fatia.

    TAMANHO

    Outro fator que explica o potencial é o seu tamanho. Com 94,9 milhões de pessoas, a classe média do Brasil representa 50,5% da população, e a AB fica com 10,5%, segundo estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) com base em dados da Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
    "O gasto per capita da classe C é menor do que a das superiores, mas o seu peso fica maior por ser mais volumosa", diz o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri.
    Neste ano, as famílias brasileiras gastarão R$ 45 bilhões com eletrodomésticos e eletrônicos, de acordo com o Data Popular. Desse total, R$ 20,1 bilhões virão da classe C, R$ 16,7 bilhões das A e B e R$ 8,2 bilhões das D e E.

    COMPUTADOR

    Entre os bens de consumo, o computador foi o que apresentou o maior crescimento dentro dos lares brasileiros -passou de 14% dos lares, em 2002, para 34% em 2009. "Parte dessa classe C é composta por pessoas que ascenderam socialmente, que não tinham um computador ou uma televisão de plasma e passaram a consumir esses produtos", avalia Neri.
    Para o especialista, a presença do computador nas casas é um fator positivo. "Trata-se de um artigo produtivo, assim como o celular, que traz condições para as pessoas trabalharem no fim de semana ou em casa."
    Na classe média, a evolução foi ainda mais intensa. Em 2002, apenas 13 em cada 100 domicílios tinha microcomputador. Já em 2009, eram 52%.
    Na opinião da professora do Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Elaine Brito, a classe D será a próxima a ascender fortemente e deverá ter uma evolução mais forte no consumo durante os próximos anos. "Sairão do consumo básico para realizar desejos."Na Folha tucana

    Os Amigos do Presidente Lula: Classe C já compra mais eletros que AB

    Foto: Agência Estado no R7

    segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

    Emir Sader: A democracia cultural

    Conversa Afiada

    Sader: a construção dos valores de uma nova solidariedade é decisiva para consolidar os avanços econômicos e sociais dos últimos anos

    Confira artigo de Emir Sader publicado em seu blog na Carta Maior:

    A democracia cultural
    O modelo econômico social – com as adequações que já começaram a ser colocadas em prática –, que claramente deu certo, deverá continuar a ser a referência fundamental para o próximo governo. Questões fundamentais passarão as vinculadas aos valores que devem predominar em uma sociedade que tem se transformado aceleradamente em toda a década que termina.
    Uma expressão da importância dessa esfera foi dada pela campanha eleitoral, em que a comparação entre os governos FHC e Lula era avassaladoramente favorável a este, o que levou a oposição a buscar um atalho de deslocamento para explorar preconceitos no plano dos valores de setores da classe média, mas também se setores populares. Daí a diferença entre o índice de popularidade do governo Lula e a votação que a Dilma conseguiu.
    Os valores predominantes na sociedade brasileira, produto das transformações que o neoliberalismo impôs, foram provenientes do “modo de vida norteamericano”, assentado na competição individual no mercado de todos contra todos. Uma visão segunda a qual “tudo tem preço”, “tudo se vende, tudo se compra”, tudo é mercadoria. Uma visão que incentiva o consumidor em detrimento do cidadão, o mercado às custas dos direitos , a esfera mercantil contra a esfera pública.
    Os avanços econômicos e sociais geram a base para que os valores predominantes na sociedade brasileira possam mudar nos seus fundamentos. O apoio do povo brasileiro ao governo Lula é resultado do papel essencial que o governo passou a dar aos direitos de todos, independentemente do nível de renda, governando para todos e não apenas para aqueles que têm poder de renda, aqueles que conseguem ter acesso ao consumo por meio do mercado.
    Os valores implícitos no modelo econômico e social do governo Lula são os da preponderância do direito sobre a competição, são os direitos de todos e não apenas dos que possuem poder de renda adquirida no mercado. São os dos direitos para todos, do governo para todos, da cidadania estendida a todos. O da reestruturação do Estado em torno dos interesses públicos e sua desmercantilização, sua desfinanceirização.
    Os valores que deveriam nortear os novos contornos da sociedade brasileira, de uma sociedade mais justa, deveriam ser os de solidariedade, justiça social, desenvolvimento econômico e social, soberania política, cidadania, direitos para todos. O neoliberalismo buscou mercantilizar tudo, concentrando aceleradamente as riquezas, atentando gravemente contra a democracia, contra o acesso aos direitos para todos.
    A construção dos valores de uma nova solidariedade é decisiva para consolidar os avanços econômicos e sociais dos últimos anos, porque é no plano da consciência, dos valores, das ideias, dos costumes e hábitos que regem as vidas das pessoas, que se constroem as formas de sociabilidade. Desmercantilizar é democratizar, é superar o filtro do mercado, que seleciona os que têm poder de acesso a bens, para estender esse direito a todos. É privilegiar a esfera dos direitos em oposição à esfera mercantil.
    Na esfera mercantil triunfa quem tem maior poder aquisitivo, uma esfera centrada no consumidor. Na esfera pública todos têm direitos, uma esfera centrada no cidadão. Essa a grande transformação que o Brasil precisa viver nos próximos anos, para se tornar uma democracia não apenas nos planos econômico e social, mas também no plano cultural.

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