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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Serra não é o dono da bola

Maria Inês Nassif na Carta Maior: “O tucano tem que enfrentar uma alta rejeição, inventar um discurso que não seja o udenista e convencer o eleitor que não vai vencer e dar o seu mandato para o vice.”

DEBATE ABERTO

Serra não é o dono da bola

A adesão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à candidatura de José Serra (PSDB) é apenas o começo do jogo. O tucano tem que enfrentar uma alta rejeição, inventar um discurso que não seja o udenista e convencer o eleitor que não vai vencer e dar o seu mandato para o vice.

Maria Inês Nassif

Ao contrário do que diz o senso comum, de que não existe páreo para José Serra nas eleições de outubro, o fato é que a candidatura do tucano está longe de ser um passeio. A aliança com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), serve para não rachar o eleitorado conservador - e era isso que o PT queria quando negociava com o prefeito a adesão à candidatura de Fernando Haddad. O PSD, todavia, não agrega voto não conservador. PSDB e PSD bebem do mesmo copo. A opção de Kassab não divide, mas também não acrescenta.
Era tentadora para o PT a adesão de Kassab à candidatura petista de Fernando Haddad. Pelos cálculos do partido, ela poderia balançar a hegemonia tucana na capital, mantida pela alimentação do conservadorismo de uma classe média facilmente influenciável por um discurso de caráter udenista - que colou no PT a imagem da desonestidade, pelo menos em redutos conservadores -, e que tem uma certa aversão a mudanças. Rachar o eleitorado conservador e agregar a ele o voto não conservador aumentariam, em muito, as chances de vitória do PT. A ausência do apoio do PSD, todavia, não definem a derrota do PT antes mesmo que se inicie, de fato, o processo
eleitoral. Votos conservadores do PSDB, somados aos votos conservadores do PSD, podem manter o status quo dos dois grupos junto à direita paulistana, mas não bastam para arregimentar o eleitorado de centro que, em polarizações recentes, tem se inclinado favoravelmente a candidaturas tucanas (ou antipetistas).
O jogo só começou. O PT tem dificuldades na capital paulista, mas Serra não nada em águas calmas. Kassab sai do governo desgastado por sete anos de gestão que não provocaram grandes entusiasmos no eleitorado paulistano (inclusive no que votou nele). A única utilidade do pessedista nessas eleições, estrategicamente, é somar (ou não) o seu eleitorado conservador ao eleitorado conservador de Serra.
O desgaste não é unicamente de Kassab. Serra disputa essa eleição por uma questão de sobrevivência e aposta numa vitória que o fará novamente influente no PSDB, a sigla que deseja para concorrer à Presidência em 2014. Pode perder a aposta, e com isso se inviabilizar por completo no partido. Seu Plano B, o PSD, não o contém mais - para lá afluíram lideranças políticas de oposição que queriam aderir ao governo da presidenta Dilma Rousseff (há uns tempos, Serra encontrou num evento um articulador do PSD e perguntou como ia o "nosso partido". O político respondeu polidamente, mas quando conta a
história não consegue evitar um 'nosso de quem, cara pálida. Nós somos Dilma'). Serra leva o PSD para o seu projeto de poder municipal na capital paulista; não o leva para um projeto nacional de disputar novamente a Presidência da República.
O candidato tucano também vai ter de lidar com o fato de que foi eleito prefeito em 2004, ficou dois anos no poder para se candidatar a governador e, eleito em 2006, abandonou o cargo para disputar a Presidência. Isso não é muito simpático para o eleitorado: é vender uma mercadoria e entregar outra. Tem ainda que resolver, do ponto de vista do marketing político, o que pode colar no adversário, sem lançar mão do discurso anticorrupção. Vai ser muito complicado para o candidato tocar nesse assunto com o livro de Amaury Ribeiro Jr., “Privataria Tucana”, ainda na lista dos mais vendidos. A soma dos
problemas que Serra terá numa campanha não autorizam, portanto, apostar que um simples discurso antipetista resolva uma rejeição que já é grande e tende a aumentar.
O quadro eleitoral paulistano, antes da definição da candidatura de Fernando Haddad para a prefeitura, era de absoluta fadiga de material. Existiam dois candidatos "naturais", Serra, pelo PSDB, e Marta Suplicy, pelo PT, ambos com alto grau de rejeição. A vitória se daria pela polarização, que chegou ao limite nas últimas eleições, ou se abriria espaço para novas lideranças que fugissem do clima de radicalização, mantido na conservadora capital paulista como uma
caricatura da polarização nacional.
Se a adesão de Kassab pode evitar o racha da classe média conservadora
paulistana nas eleições, o que favorece Serra, sua adesão aos tucanos tem o seu efeito colateral: permite que não se dividam os votos do PT na periferia, que são Marta (que não queria dormir e acordar de mãos dadas com Kassab) e família Tatto (cujo membro mais importante, Jilmar, ganhou a liderança na Câmara dos Deputados depois que desistiu de sua pré-candidatura). No dia seguinte ao recuo de Kassab, que já estava quase no barco petista remado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT tinha mais chances de reunificar o seu eleitorado de periferia. Haddad não pode prescindir de Marta e Tatto na sua campanha. E ambos não podem achar que o candidato neófito em política não tem chances.
Haddad tem índices pequenos de declarações de voto nas pesquisas até agora feitas, mas jamais disputou eleição. O processo eleitoral o definirá como candidato do PT e, principalmente, de Lula. E ele não tem rejeição própria, como é o caso de Marta Suplicy, que já se expôs muito à classe média paulistana, que tem com ela grandes diferenças. A vantagem de Haddad é que, na primeira disputa eleitoral, terá apenas a rejeição que já é do seu partido. Não agregará a ela nenhuma outra que lhe seja própria. Pelos índices de rejeição exibidos até agora por Serra e Marta (que foi incluída nas
pesquisas feitas até agora), isso já é uma grande vantagem.
A hipótese de que surja um terceiro nome, no espaço aberto pela rejeição a Serra e pelo antipetismo, é altamente improvável. O PMDB de Gabriel Chalita não existe há muito tempo na capital e no Estado. Celso Russomano (PRB) tem maior exposição que Haddad, mas não tem partido. O eleitorado que era malufista não foi herdado pelo PRB, mas incorporado pelos políticos petistas, que ganharam a periferia com políticas sociais do governo Marta Suplicy, em São Paulo, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com o método tradicional de arregimentação usado pela família Tatto.
O voto conservador é forte em São Paulo, mas não faz milagre. Apenas o
sorriso de Serra não ganha uma eleição.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

Carta Maior - Maria Inês Nassif - Serra não é o dono da bola

sábado, 23 de julho de 2011

PSD de Kassab pode gorar?

Por Altamiro Borges
Depois de infernizar os demos, subtraindo do partido vários parlamentares e integrantes de executivos estaduais, o PSD do prefeito Gilberto Kassab também come o pão que o diabo amassou. Para disputar as eleições municipais de 2012, a nova legenda precisa enviar 490,3 mil fichas de adesões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 7 de outubro.
“Guerra jurídica”
Até o início desta semana, somente 238 mil fichas tinham sido registradas pelos cartórios do país – menos da metade da exigência legal. O ex-deputado Saulo Queiroz, um dos chefões da nova sigla, tenta minimizar as dificuldades. Ele garante que até final julho o partido conseguirá atingir o piso mínimo de assinaturas válidas.

Além dos entraves cartoriais, o PSD de Kassab enfrenta outros obstáculos. Os demos ainda não engoliram a “traição” e estão prontos para na entrar na Justiça Eleitoral contra as deserções de parlamentares eleitos pela legenda. O PPS também promete recorrer para impugnar a nova legenda. A “guerra jurídica” promete ser encarniçada.
Suspeitas de fraudes
Nesta guerra não faltam farpas. Na semana passada, o juiz Carlos Zamith, lotado em Manaus (AM), acionou a Polícia Federal para investigar suspeitas de fraude numa lista de adesão ao novo partido. Das 900 apresentadas, 600 estão sob suspeição. Os indícios de fraude foram constatados num simples conferência entre as assinaturas na lista do PSD e no caderno de votação da última eleição.
“Apostaria o meu salário que foi uma pessoa que assinou uma das folhas inteirinha. A firmeza da escrita é a mesma”, afirma o juiz, que ainda aguarda as conclusões da PF. No Paraná e em Santa Catarina, as listas de adesão ao PSD também viraram alvos de inquéritos policiais com suspeitas de fraude.

Altamiro Borges- PSD de Kassab pode gorar-

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

O holerite do Kassab

Blog Trágico e Cômico

Gilberto Kassab considerou que merecia um aumento de 62% em seu salário como prefeito. Faz algum sentido, já que deve ter dado muito trabalho abandonar a cidade (vide as charges do Aquassab) para cuidar de seu projeto político (vide as charges do PSD). Oficialmente ele só recebe 12 mil, mas uma brecha na lei (ele é corpulento, mas passa por qualquer brecha) elevou seus ganhos para 20 mil.
Para todos os efeitos, foi só um “equívoco” no sistema. Ou talvez uma duplicidade nos ganhos do prefeito (e nas perdas da cidade, claro). De qualquer modo, Kassab parece mesmo determinado a escrever seu nome na história, não como um dos piores prefeitos da cidade, mas como o pior. Está conseguindo.

O holerite do Kassab « Trágico e Cômico

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Juiz pede inquérito policial contra partido de Kassab

Justiça eleitoral pediu abertura de inquérito para apurar uma série de irregularidades em assinaturas de fundação da sigla

Adriano Ceolin, iG Brasília | 14/06/2011 11:53

O PSD, partido que está sendo criado pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab, sofreu ontem sua primeira denúncia de fraude. Um juiz eleitoral de Santa Catarina, Estado onde o governador Raimundo Colombo anunciou sua filiação à sigla, pediu a abertura de um inquérito policial para investigar irregularidades nas assinaturas apresentadas para fundação do partido.


Foto: Futura Press
Listas de assinaturas coletadas para o partido do prefeito teriam diversas irregularidades
O pedido de investigação foi feito pelo juiz Manoel Donisete de Souza. Segundo despacho assinado no fim da tarde desta segunda-feira, o chefe do cartório eleitoral dos municípios catarinenses de Quilombo, Irati e Santiago do Sul identificou "inúmeras irregularidades" nas listas entregues por responsáveis pelo novo partido.
“Por conta disso, requereu o Ministério Público Eleitoral a retenção das listas dos municípios supra (originais) e a requisição de Inquérito à Polícia Federal, para fins de apuração de eventuais ilícitos de natureza criminal eleitoral”, diz o despacho do juiz Manoel Donisete de Souza.
Em seguida, ele esclarece a punição para o crime: “Com efeito, os fatos noticiados pelo Chefe do Cartório Eleitoral podem, em tese, configurar o crime previsto no art. 350 do Código Eleitoral, apenado com reclusão de 01 (um) a 05 (cinco) anos, além de multa. Disso resulta que os fatos estão sim a merecer apuração aprofundada, sendo o Inquérito Policial o instrumento adequado a esse desiderato”.
O advogado do PSD, Admar Gonzaga, afirmou ao iG que vai tomar ciência do caso antes de se manifestar.

PSD de Kassab
O Partido Social Democrata (PSD) foi lançado oficialmente em Brasília no dia 13 de abril. A maior parte dos seus integrantes tem como origem o DEM, partido de oposição ao governo da presidenta Dilma Rousseff. O principal responsável pelo PSD é Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo de 2006, quando assumiu o lugar de José Serra (PSDB) e depois foi reeleito em 2008.
Kassab viu a oportunidade de lançar o partido quando observou uma série de políticos insatisfeitos dentro do DEM e em outros partidos. Apesar de ter anunciado que a filiação de mais de 30 deputados federais, dois senadores, dois governadores e seis vice-governadores, o PSD precisa cumprir requisitos jurídicos para ter validade nas eleições de 2012.
Entre as determinações da Justiça Eleitoral, é preciso que 0,1% de eleitorais, em pelo menos, nove Estados tenham assinado a lista de fundação do partido. O iG teve acesso à lista de fundação nacional do PSD. No documento registrado em Brasília, o nome do deputado Fabio Faria (PMN-RN) aparece duas vezes.

Juiz pede inquérito policial contra partido de Kassab - Política - iG

Até mortos 'assinaram' ficha de criação do PSD de Kassab

iG teve acesso a relatório que põe sob suspeita autenticidade de 140 assinaturas colhidas em Santa Catarina para fundação da sigla

Adriano Ceolin, iG Brasília | 15/06/2011 16:52

Partido em fase de criação capitaneado pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab, o PSD usou a assinatura de quatro pessoas mortas na lista de apoiamento para a fundação da sigla em Santa Catarina. O iG teve acesso ao relatório produzido pelo chefe do cartório da 49ª Zona Eleitoral do Estado, Ângelo Eidt Pasquale. Segundo o documento, 140 assinaturas “não tiveram a autencidade comprovada”.
Os indícios de fraude foram identificados nos municípios de Jupiá, Novo Horizonte e São Lourenço do Oeste, que fica a cerca de 600 km de Florianópolis. Em maio deste ano, o governador catarinense Raimundo Colombo anunciou que deixaria o DEM rumo ao PSD. Ontem, o iG já havia revelado que a Justiça Eleitoral solicitou a instalação de um inquérito policial para investigar uma série de irregularidades na documentação do novo partido de Kassab.


Foto: AE
Prefeito corre contra o relógio para alcançar apoio necessário à criação da nova legenda
Segundo o chefe do cartório da 49ª Zona Eleitoral, os quatro mortos usados pelo PSD tinham domicílio eleitoral São Lourenço do Oeste. “Quatro eleitores falecidos "assinaram" apoio ao PSD: Ivo Pavan Libardoni (morto em 3.7.2009, registrado no CRC de Vitorino/PR), Hermino Joacir Cacciatori (morto em 1º.10.2008, registrado no CRC São José dos Pinhais/PR, termo 18709, folha 169, livro 30C), Affonso Martignago (morto em 21.9.2009, registrado no CRC São Lourenço do Oeste/SC, termo 3151, folha 99, livro 5C), João Dall Pont (morto em 21.3.2010, registrado no CRC Ferraria de Campo Largo/PR, termo 22,folha 22, livro 1C), Diva Lucena Libardoni (morta em 28.11.2008, registrado no CRC de São Lourenço do Oeste/SC, termo 3060, folha 8, livro 5C)”, escreveu Pasquale.
Ainda de acordo com o relatório, seis assinaturas de eleitores de Jupiá não puderam ser comprovadas. Em Novo Horizonte, outras 11 não foram consideradas verdadeiras. Contudo, a maior parte dos problemas ocorreu em São Lourenço do Oeste: “(...) vislumbra-se que dos 130 nomes de eleitores lourencianos apresentados, apenas, e tão somente, 7 assinaturas tiveram sua autenticidade confirmada (5,38 %)”, descreve o relatório.

Prazo
O partido de Kassab corre contra o tempo para cumprir os requisitos para fundação da sigla até o começo de outubro. O objetivo é que todos estejam aptos a disputar as eleições municipais de 2012. A maioria dos políticos que decidiram ingressar na legenda tem problemas nas suas atuais siglas. Dois governadores, dois senadores e cerca de 30 deputados anunciaram apoio ao PSD durante lançamento do partido em abril deste ano.
De acordo com a legislação eleitoral, um partido para obter o registro de funcionamento no Tribunal Superior Eleitoral precisa apresentar uma lista de fundadores com apoiamento de 0,1% de eleitores em, no mínimo, nove unidades da federação. Lideranças políticas consideram uma tarefa difícil de ser executada até outubro. Considerado braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, o PRB demorou três anos para conseguir seu registro.
O advogado do PSD, Admar Souza, afirmou que considera importante a análise de todas as assinaturas. Mas, ressaltou que pessoas podem estar usando indevidamente o nome do partido. “Inclusive, para gerar notícias negativas como essa”, disse.

Até mortos 'assinaram' ficha de criação do PSD de Kassab - Política - iG

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Prefeitura estimula servidor a apoiar partido de Kassab

Por e-mail, funcionária comissionada de uma subprefeitura tenta recolher assinaturas de amigos para apoiar fundação do PSD

Paulo Saldaña e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S.Paulo

Funcionários comissionados da Prefeitura de São Paulo estão recolhendo assinaturas de eleitores para a criação do novo partido do prefeito Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático (PSD). O Estado teve acesso a uma mensagem de e-mail em que uma assessora de uma subprefeitura afirma ter recebido do prefeito a "missão" de coletar nomes do "maior número de pessoas".

Ayrton Vignola/AE - 02/06/2011 Ayrton Vignola/AE - 02/06/2011

Ex-DEM, prefeito de São Paulo tenta registrar o novo partido até setembro

A mensagem foi enviada a amigos pela assessora no último domingo, dia 12. "Meu chefe mor (Kassab) passou uma missão para nós, pobres mortais dependentes dos cargos comissionados... Preciso arrecadar o maior número de pessoas", afirma o texto, encaminhado de um e-mail pessoal. "Explico o motivo: O Kassab fundou um partido novo... O PSD - Partido Social Democrático - e precisa do maior número de pessoas que aceitem essa nova fundação."
A reportagem entrou em contato com a funcionária, que trabalha em uma subprefeitura da zona sul da capital paulista há cerca de um ano. "Foi uma amiga que é ligada ao subprefeito que me pediu", disse ela. Até ontem, a funcionária havia conseguido cinco assinaturas. "Está difícil conseguir mais."
O Estado apurou que o pedido também foi feito aos subprefeitos. "Realmente houve um pedido para recolhermos assinaturas", afirmou um deles, da zona leste da cidade, sob condição de anonimato.
Segundo um dos advogados que trabalham na criação do partido, o responsável pelo recolhimento das assinaturas em São Paulo é Flávio Chuery, aliado de Kassab desde a década de 1990 e atual diretor da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação de São Paulo (Prodam). Ele recebe R$ 18,5 mil por mês para ocupar o cargo comissionado na empresa que faz a gestão das informações de todos os servidores e contratos municipais.
A cúpula do PSD quer que o partido esteja devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o começo de setembro, para que os políticos tenham pelo menos um mês para se registrar na legenda. Para disputar as próximas eleições, o prazo final para se filiar é de um ano antes do pleito, ou seja, em outubro deste ano. Antes de enviar a papelada ao TSE, o partido tem de registrar nos cartórios eleitorais 482 mil assinaturas colhidas em pelo menos nove Estados.
O secretário-geral da comissão provisória do partido, Saulo Queiróz, disse que o trabalho está perto do fim. "Já fechamos Rondônia, Roraima e Acre." Sobre a eventual colaboração de servidores comissionados no recolhimento de assinaturas, afirmou se tratar de um processo natural. "É natural um subprefeito ou secretário pedir ajuda. É diferente de uma ordem, é uma mobilização espontânea."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Se o Cerra não é pai do Kassab, pior ainda

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Saiu na Folha (*), o mais novo órgão do anti-imperialismo yankee, na pág. A6:
“Serra procura Alckmin para negar elo com dissidentes”
“Ex-governador tenta desfazer mal-estar criado por silencio na crise do PSDB”
“Nova legenda criada por Kassab, afilhado de Serra, provocou dezenas de baixas nos partidos de oposição”
“ … Serra disse a todos que não se envolveu com criação do PSD”.

Navalha

NAVALHA

O Conversa Afiada considera essa uma discussão inútil.
Vai precisar combinar com os russos do Garrincha – o voto.
É preciso ver, em breve, quantas divisões têm o Padim Pade Cerra, o Kassab (o pior prefeito de São Paulo, até onde a memória alcança) e o Alckmin.
Como diz o Oráculo de Delfos, o partido do Kassab merece ser parte do Auto da Compadecida, do Suassuna.
Essa provinciana questão, porém, comporta duas considerações.
Primeiro, o Padim Pade Cerra ficou na moita, quando os tucanos saíram aos magotes para os braços do Kassab.
Segundo, se o Cerra não está por trás disso, pior ainda.
Significa que os ex-tucanos acham que têm mais futuro com o Kassab do que com o Cerra.
Essa, porém, deve ser uma leitura cautelosa.
Como demonstrou na Carta Capital o professor Wanderley Guilherme dos Santos, Cerra detém hoje o monopólio sobre a extrema direita brasileira.
Cerra tem o papa, o aborto e a Chevron – e isso não é pouco.
E tem um secretário-motorista que é massa!
Clique aqui para ler “Burburinho abre o jogo da Época e do Dantas (e do Cerra e do Ministro Gilmar) para sepultar a Satiagraha no STJ”.
Se o Napoleão tivesse o secretario-motorista do Cerra não tinha perdido a guerra !

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Se o Cerra não é pai do Kassab, pior ainda - Conversa Afiada

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tucanos acusam José Serra de ser o operador da criação do PSD

Baptista Chagas de Almeida e Juliana Cipriani

Agripino Maia, presidente do DEM:
Agripino Maia, presidente do DEM: “Essência do partido permanece”
A crise no DEM aberta com a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para fundar um partido, seguida de uma debandada nos quadros democratas, teria como pano de fundo uma articulação do ex-governador José Serra (PSDB). Fontes ligadas aos tucanos dão conta de que o candidato derrotado ao Palácio do Planalto seria o operador da criação da legenda – PSD – que aos poucos está minando a oposição. Já caciques do DEM atribuem a derrocada a manobras de bastidor do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e avisam aos que pregam uma fusão com os tucanos que a legenda vai continuar de pé.
Na mesa, as cartas para a sucessão presidencial de 2014. Serra, que trabalhou nos bastidores para fazer de Kassab seu sucessor na Prefeitura de São Paulo, derrotando o atual governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, teria interesse em esvaziar o DEM diante do fortalecimento do senador Aécio Neves (PSDB) entre os democratas como possível candidato à Presidência. Junto com isso, alimentaria a crise no PSDB paulista.
Saiba mais…
Entraram nessa segunda-feira na lista da debandada do DEM o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e o vice-presidente nacional do partido, Paulo Bornhausen, filho do ex-senador Jorge Bornhausen, aliado de Serra. O filho informou ainda que o pai o acompanhará na sangria. Pelas contas do partido, a baixa final deve ser de 10 a 15 parlamentares. O número não assusta os que ficaram.
O novo presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), não se intimida com as desfiliações e nega que o único caminho seja uma fusão com o PSDB. “A essência do partido, os melhores talentos e convicções permanecem. Não nos abatemos e quem sai é porque estava determinado, teve razões de governismo ou oportunismo para querer sair”, afirmou. De acordo com ele, o DEM continua existindo na dimensão de que a oposição precisa. Agripino e líderes como os deputados federais Antônio Carlos Magalhães Neto e Rodrigo Maia são defensores da candidatura de Aécio Neves à Presidência. As baixas no DEM foram de nomes mais ligados aos serristas.

Oposição menor
O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), que integra a resistência do partido, acredita que o governo Dilma esteja usando de seu poder para sangrar a oposição. Para ele, a oposição está menor do que a representação do número de eleitores que votaram contra o atual governo. “O governo está fazendo jogo desleal, usando pessoas de má-fé acertadas com ele para tirar integrantes dos partidos de oposição”, disse.
Para Caiado, no entanto, o DEM tem forças para resistir. O parlamentar minimizou as baixas. “Pelo contrário, agora o partido está composto por pessoas que realmente têm afinidade e uma posição política ideológica. Os oportunistas já se foram e quando assumirmos o poder vamos ver quem queremos de volta, o povo está observando isso”, disse.
Ronaldo Caiado, que não vai deixar a legenda, também é contrário a uma eventual fusão com o DEM. De acordo com o parlamentar, o partido é o quarto do Brasil e tem tempo de televisão e fundo partidário para continuar na briga. “Também temos quadros competitivos e não temos nenhuma preocupação em fazer fusão ou dissolver o partido. O governo Dilma que quer essa união para liberar prefeitos e vereadores e, deste modo, pressioná-los a migrar para a base de governo.”

maio 3rd, 2011 | Autor: Jussara Seixas

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Tucanos acusam José Serra de ser o operador da criação do PSD

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Inês Nassif: Cerra e Kassab racharam as elites paulistas

Rachou !

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O Conversa Afiada reproduz texto da sempre excelente Maria Inês Nassif, publicado no blog do Nassif:

Serra e Kassab conseguiram rachar as elites paulistas

Por Maria Inês Nassif
Especial para Luís Nassif Online
O curioso do desmantelamento das estruturas partidárias do establishment político paulista é que os rachas que se sucedem são um quase reconhecimento de que os partidos foram muito menos efetivos, em termos de construção e consolidação de uma hegemonia ideológica, do que propriamente os instrumentos não partidários de elaboração de cultura e convencimento, como os órgãos de imprensa.
Os políticos que saem às pencas do PSDB e do DEM, estes últimos claramente em direção ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cujo principal patrimônio político é um mandato de prefeito da capital que acaba em 2012, estão abandonando estruturas partidárias que, juntas, monopolizaram a política do Estado nas últimas duas décadas.

Provavelmente vão construir novos partidos sem qualquer cimento ideológico, na tentativa de arregimentar um eleitorado que não é tão conservador quanto o eleitor tucano/kassabista, mas com tendências igualmente antipetistas. E fazem uma aposta de que vão esvaziar o PSDB original, agora sob o comando do governador Geraldo Alckmin, de seu maior patrimônio político: a adesão incondicional da elite paulista, mediada por uma grande imprensa sediada no Estado, ambos (elite e jornais) seduzidos pelo curriculo lattes dos quadros que não aceitam a liderança caipira do governador nascido em Pindamonhangaba, embora não exista distância ideológica relevante entre os dois grupos.

A elite paulista que agora mingua o PSDB teve a ilusão, durante o período de governo de Fernando Henrique Cardoso – sociólogo, culto, com trânsito junto aos poderosos e aos letrados, inclusive fora do país – de que seu projeto de poder ganhava verniz e seu projeto econômico, uma construção ideológica que o tornaria universal, palatável a todos os setores sociais.

Foi um momento de grande convergência entre elites intelectuais e econômicas, sedimentada por uma militância dos órgãos de imprensa tradicionais, a maior parte deles sediados no Estado. Em algum momento da história, o caráter de um projeto que seria pretensamente universal ficou ilhado no mais rico Estado da Federação, sem diálogo com os demais e com uma grande dificuldade de acesso aos setores de mais baixa renda, que ascenderam na escala social durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência (2003-2010).

Ao longo desse período de descolamento da ainda irrefutável hegemonia econômica paulista de sua hegemonia política, as elites paulistas, que ainda mantém a centralidade na economia nacional, têm carregado nas costas as estruturas partidárias que floresceram nos governos FHC e minguaram nas administrações de Lula. Para efeito de campanha eleitoral, por exemplo, a adesão de um jornal a uma candidatura tucana (ou à de Gilberto Kassab, nas eleições municipais passadas) foi um dado mais efetivo do que a adesão da estrutura partidária.

A disputa interna entre José Serra e Geraldo Alckmin anula a efetividade do PSDB numa campanha política no Estado; a adesão de um órgão de imprensa tradicional, por outro lado, confere ao candidato escolhido alguma organicidade e atrai adesão ideológica. Enfim, os instrumentos políticos de fora do PSDB paulista têm exercido, nas campanhas eleitorais, o papel de construção e sedimentação política dos candidatos que os próprios partidos, divididos, não têm condições de oferecer.

A adesão incondicional de outros instrumentos privados de ideologia ao PSDB, ou a eventuais aliados eleitorais do partido, todavia, foi bastante facilitado pela polarização da política paulista entre o PT e o PSDB. O crescimento do DEM no Estado na última década, aliás, aconteceu com o aval do PSDB fernandista-serrista, aquele que efetivamente transita junto aos jornais e às elites econômicas e intelectuais do Estado – o ex-PFL só cresceu no Estado como linha auxiliar do PSDB.

A coincidência entre a criação da dissidência do DEM, o PSD, por Kassab, e a saída em massa de adeptos de Serra do PSDB, é uma clara ofensiva contra a hegemonia de Alckmin no PSDB estadual. Os dois movimentos, juntos, apontam para uma estratégia ininteligível do ponto de vista político: não ocorrem apenas rachas nos partidos que monopolizam os votos de centro-direita e de direita no Estado, mas uma cisão no bloco partidário que permitia, pelo menos a nível regional, manter a unidade das elites econômicas, políticas e intelectuais do Estado há mais de duas décadas. Serra e Kassab não estão rachando apenas os seus partidos, mas as elites paulistas.

Maria Inês Nassif é jornalista e cientista política.

Navalha

NAVALHA

O Cerra é um jenio !

Não fosse o PiG, ele não passava de Resende.

Paulo Henrique Amorim

Inês Nassif- Cerra e Kassab racharam as elites paulistas - Conversa Afiada

domingo, 24 de abril de 2011

Chalita fecha com PMDB para disputar Prefeitura de São Paulo

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A saída marcada de Gabriel Chalita do PSB para integrar o PMDB, a pedido do Vice Presidente, Michel Temer, começa a dar novos contornos à nebulosa disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012. Kassab não pode concorrer a um terceiro mandato. O Prefeito criou o PSD que não sabe dizer se é de esquerda, centro ou direita. Com visíveis problemas de lateralidade, Kassab disse que ajudará Dilma a fazer um bom governo, ao mesmo tempo em que apoiará Serra, provavelmente o único candidato à Prefeitura pelo PSDB. E, por mais que Serra diga não ser candidato, sabemos que sua palavra não vale nem com assinatura reconhecida em cartório. Porém, podemos supor que o novo partido, PSD, não tenha nomes para a disputa e pode caminhar de fato para um distanciamento do alinhamento tucano, obrigando Kassab a deixar vaga a função de poste.  Por parte do PT, a indefinição ainda é geral, pois não há consenso sobre os nomes mais comentados como os de Marta, Mercadante e uma possível candidatura de José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça. Ampliando o leque de possibilidades, mais recentemente, Lula disse publicamente que seria cabo eleitoral do partido na disputa pela prefeitura da Capital paulista em 2012, sugerindo um nome novo como o do Ministro da Educação, Fernando Haddad. Chalita que foi secretário de Alckmin é o deputado mais votado por São Paulo depois do Tiririca. Sua vinda para o PMDB como mais uma estratégia de Temer de tomar o controle do partido no Estado depois da morte de Quércia, esquenta a disputa paulistana. Em tempos de debate sobre a reforma política, a conjunção desses fatores demonstra a confusão ideológica que rege os interesses eleitorais. O alinhamento nacional se perde novamente no embate de âmbito regional.
Com informações do Estadão obtidas na postagem do Viomundo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mais um socialista!

Depois de Kassab, que sofre de problemas de lateralidade (leia Kassab: 'Meu partido não será de direita, nem de esquerda, nem centro'), e a latifundiária, Senadora por Goiás, líder da bancada ruralista, Kátia Abreu, mais uma jovem e ilustre figura da política destra vem fingir que escreve com a esquerda. É ele mesmo. O Vice de Serra. O Índio da Costa. Aquele envolvido com escândalos das merendas no Rio. O político simpático à monarquia. Irá querer socializar a coroa? Não! O PSD (sem B mesmo, e não confundir com o PDS do Maluf), Partido Socialista Democrático, vai aglutinar as mais cândidas figuras do DEM, com histórico comprometimento com as causas sociais. Reforma política, já! Com debate e mobilização, é claro!

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Indio da Costa anuncia filiação ao PSD de Kassab

abril 4th, 2011 |  Autor: Jussara Seixas

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Indio deixou o DEM, partido que Kassab também abandonou, por divergências com o ex-prefeito do Rio Cesar Maia e seu filho, o deputado federal Rodrigo Maia.

O deputado tinha planos de encabeçar uma candidatura à prefeitura da capital em 2012, mas sabia que teria dificuldade de passar pelo crivo dos Maia, que comandam o DEM naquele Estado.

Neste primeiro momento, o PSD será aliado do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. “Ainda não estou pensando em eleição. Estaremos ao lado do que for bom pro Rio”, disse.

Índio da Costa ex DEM que pula para PSD do Kassab, diz que vai apoiar o governo Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Os dois apoiam a presidenta Dilma , o governo Dilma, como apoiaram o governo Lula. O Índio da Costa agora também vai apoiar a presidenta Dilma, o governo Dilma?