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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mais um socialista!

Depois de Kassab, que sofre de problemas de lateralidade (leia Kassab: 'Meu partido não será de direita, nem de esquerda, nem centro'), e a latifundiária, Senadora por Goiás, líder da bancada ruralista, Kátia Abreu, mais uma jovem e ilustre figura da política destra vem fingir que escreve com a esquerda. É ele mesmo. O Vice de Serra. O Índio da Costa. Aquele envolvido com escândalos das merendas no Rio. O político simpático à monarquia. Irá querer socializar a coroa? Não! O PSD (sem B mesmo, e não confundir com o PDS do Maluf), Partido Socialista Democrático, vai aglutinar as mais cândidas figuras do DEM, com histórico comprometimento com as causas sociais. Reforma política, já! Com debate e mobilização, é claro!

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Indio da Costa anuncia filiação ao PSD de Kassab

abril 4th, 2011 |  Autor: Jussara Seixas

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Indio deixou o DEM, partido que Kassab também abandonou, por divergências com o ex-prefeito do Rio Cesar Maia e seu filho, o deputado federal Rodrigo Maia.

O deputado tinha planos de encabeçar uma candidatura à prefeitura da capital em 2012, mas sabia que teria dificuldade de passar pelo crivo dos Maia, que comandam o DEM naquele Estado.

Neste primeiro momento, o PSD será aliado do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. “Ainda não estou pensando em eleição. Estaremos ao lado do que for bom pro Rio”, disse.

Índio da Costa ex DEM que pula para PSD do Kassab, diz que vai apoiar o governo Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Os dois apoiam a presidenta Dilma , o governo Dilma, como apoiaram o governo Lula. O Índio da Costa agora também vai apoiar a presidenta Dilma, o governo Dilma?

domingo, 30 de janeiro de 2011

MÍDIA E CORRUPÇÃO

Cloaca News

Por Roni Chira, do blog O que será que me dá

Corromper ou subornar são verbos tão antigos como a própria história da humanidade. No Brasil, vão desde aquela singela cervejinha para o guarda de trânsito – mais conhecida como o “jeitinho brasileiro” – até o que Chico Buarque expressou genialmente em “Vai Passar”:

Dormia a nossa Pátria mãe
tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Os mecanismos de “subtração” aos quais Chico se referia florescem muito mais onde não há democracia, direitos humanos e justiça social. No Brasil, ganharam maior consistência nos bastidores da ditadura militar, onde a classe política foi imobilizada após o fechamento do congresso pelo AI-5 em 1968. Num cenário destes, qualquer “favorzinho” era negociado na base de propina. Do segundo escalão para baixo do governo militar, a corrupção corria solta enquanto a “Pátria mãe dormia”.

Muita gente usou deste recurso, muitas empresas cresceram quando tiveram “visão de mercado” aliando-se aos governos militares de forma pragmática. Falha e Globo são exemplos clássicos disso.

Quando recebeu das mãos dos militares a concessão pública para operar em território nacional, a Globo era associada ilegalmente ao grupo americano Time-Life. Significa que, além de darem suporte logístico e até militar aos generais (frota marítima americana estacionada na costa brasileira pronta para qualquer intervenção que se fizesse necessária para garantir a “normalidade da ordem golpista”), os americanos também atuaram na outra ponta do esquema. Para sustentar-se, o governo militar precisava ter voz e apoio na mídia. Isso é fundamental em qualquer golpe (até o surgimento da Internet). Assim, associados à Time-Life, que injetou o capital necessário, os militares e o jornalista Roberto Marinho vitaminaram o grupo Globo – jornal e TV - para tornarem-se a potência que são hoje. As diretrizes básicas: alinhamento e subordinação total do país aos interesses americanos na região.

Devemos lembrar que, naquela época, os monopólios midiáticos ainda estavam engatinhando no Brasil. A Record – que era a vanguarda da TV brasileira – possuía uma única emissora e um auditório com estúdio na Rua da Consolação. Silvio Santos começava a engatinhar com seu Baú e o horário “nobre” da Globo era um pastelão de luta livre que apresentava Ted Boy Marino – o “galã” da emissora. Havia um enorme espaço a ser ocupado para quem incorporasse a ideologia de subserviência aos EUA. A Falha era um jornaleco provinciano. Ofereceu-se como uma prostituta barata à ditadura. O Estadão representava a ultradireita 100% nacionalista.

No ambiente de 64 e nos anos que se seguiram, os caminhos eram estreitos: hipocrisia ou clandestinidade. No prisma da hipocrisia formaram-se políticos como Maluf e Serra. Um lambeu muita botina de milico até adquirir “maioridade” e caminhar com as próprias pernas, recebendo verbas públicas através do voto popular. “Roubou mas fez” – como dizem os paulistas “espertos” que o fazem campeão de votos em cada eleição que participa. O outro chutou a UNE para o alto e deu no pé quando sentiu o cheiro de botina de milico. Só retornou para lamber os sapatos da elite paulista e, através dela e de sua imprensa, conseguir eleger-se a cargos públicos.

O exemplo mais grave de corrupção no Brasil deu-se no final do primeiro mandato de FHC: a compra de votos parlamentares para aprovar a emenda constitucional que garantiria a reeleição do presidente. Foi um golpe de estado do colarinho branco. E, mais uma vez, precisava da mídia. Ou melhor, de sua omissão. O PIG não fez cerimônia: tratou o caso como um mexerico que não merecia mais do que algumas notas de rodapé em seus jornais. Há transgressão maior do que corromper para obter mais um mandato?

Já em 2005, as doações ao caixa dois do PT – que foram usadas para o financiamento de campanhas de diversos parlamentares e envolveram TODOS os partidos – foram um banquete para o PIG. A partir da denúncia de Roberto Jefferson (que embolsou R$ 4 milhões) armou-se um circo “nunca antes visto neste país”. Em seu embalo golpista, a imprensa amplificou e batizou o esquema de Mensalão. Plantou a idéia de que as verbas do esquema eram roubadas dos cofres públicos através de um labirinto de factoides e personagens emaranhados em intermináveis conexões. E essa percepção continua a ser alimentada ou, para se dizer o mínimo, nunca foi contestada. Até hoje não foi provado que o tal Mensalão era um procedimento mensal. Muito menos que utilizava verbas públicas. Rendeu a cabeça de José Dirceu, e quase derrubou Lula. José Dirceu, aliás, não renunciou para garantir elegibilidade, como a maioria dos acusados fez na época. Preferiu submeter-se à cassação e perder seus direitos políticos convicto de que, mais tarde, provaria sua inocência. A conferir.

Enquanto FHC e os que o antecederam controlavam a mídia e a Polícia Federal, engavetando denúncias e processos de diversas falcatruas que “subtraiam a Pátria”, Lula fez o oposto: deu total autonomia à PF e não impediu nenhuma CPI. Isso gerou números bem contrastantes (veja aqui). E o PIG tratou de configurar estes números como uma avalanche de corrupção orquestrada pelo PT. Colou? Além de colar fácil nas cabeças preconceituosas que não admitiam um operário ser presidente, também criou uma legião de cães raivosos empesteando a sociedade com palavras de ordem fascistas.

O episódio do Mensalão ainda aguarda julgamento para ser passado a limpo. É uma dívida que a justiça e o PT têm com a sociedade brasileira. E a imprensa corrupta e golpista? Continuará impune até quando?

Cloaca News: MÍDIA E CORRUPÇÃO

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Tiririca é o orgulho de São Paulo. E faz esquecer Maluf

Conversa Afiada
Publicado em 06/12/2010

Quem é o “palhaço” ?

Os paulistas deveriam se orgulhar do deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (não é parente), também conhecido como Tiririca.
Um Estado que se notabiliza por conceder invariavelmente votações fulgurantes a Paulo Maluf teve a oportunidade de se recompor moralmente com a votação esmagadora do comediante cearense: 1 milhão e 300 mil (e cacetada, diz ele) de votos.
A Folha (*), pág. A11, reproduziu parte da entrevista que este ordinário blogueiro teve a honra de fazer com seu colega de trabalho, o comediante Tiririca.
Diz o título preconceituoso da Folha (*): “Tiririca diz ainda não saber ‘bem’ o que deputado faz”.
Resposta que qualquer deputado eleito pela primeira vez e ainda não empossado poderia dar.
Quando eu perguntei se ele sabia o que ia dizer na primeira vez em que subisse ao púlpito e bradasse solenemente: “Senhor Presidente !”, ele respondeu com cara de malandro: começa que eu não sei o que é púlpito.
Resposta que a Folha registrou – a sério.
(A Folha teria registrado também a sério outra resposta dele à pergunta sobre como ele jogava futebol (se bem ou mal, estava implícito) e ele respondeu: em pé !)
Na verdade, quem entende de “púlpito” é o Padim Pade Cerra, como se vê neste vídeo patético em campanha contra os homossexuais.
E para o PiG (**)  de São Paulo, Cerra é “a elite da elite”, como dizia a Veja.
Perguntei também a Tiririca: se ele fosse do “CQC” ou do “Casseta” – será que chamariam ele de “palhaço”, ou seria “comediante” ?
Comediante, ele respondeu.
A entrevista de Tiririca – que será reproduzida na RecordNews, nesta terça feira, às 21h15 – explica, primeiro, que ele sabe que deve sua votação consagradora à sua biografia: um nordestino sofrido que venceu na vida e quer acertar.
Os 1 milhão 300 mil (e cacetada) de eleitores não são cretinos.
Eles entenderam direitinho o que significava votar no Tiririca.
Como aquele um milhão de eleitores que elegeram o Clodovil por São Paulo.
O legado parlamentar do meu colega de trabalho Clodovil é exemplar – uma legislação impecável sobre como trabalhar a adoção de crianças (ele foi adotado).
E São Paulo deveria se orgulhar mais do deputado Clodovil do que do Paulo Maluf (o que fez Maluf por São Paulo, na Câmara, além de envergonhá-lo ?).
Perguntei a Tiririca se ele ia ser um deputado pelo Ceará, onde nasceu, ou por São Paulo.
E ele respondeu de forma mais articulada que o Cerra faria: pelos dois.
E será pelos dois.
E quando surgir uma votação em que esteja em jogo o interesse do Nordeste – disse o deputado Francisco Everardo – ele saberá, perfeitamente, distinguir onde está o interesse do Nordeste.
Como Clodovil e Lula, Tiririca é uma prova de que a democracia brasileira funciona.
E este ordinário blogueiro se orgulha disso.
Em tempo: Confira os vídeos da entrevista que este ordinário blogueiro fez com o deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Tiririca é o orgulho de São Paulo. E faz esquecer Maluf | Conversa Afiada