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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Brasil tem que entrar no clube nuclear

Saiu na Folha (*), pág. 2, artigo de Delfim Netto:

Prioridades
(…)

Não é exagero dizer que investimentos numa indústria bélica eficiente e competitiva externamente, inclusive a ênfase no domínio da tecnologia atômica, provavelmente mostrarão -em dez anos- uma taxa de retorno social superior à daqueles que hoje ocupam nível mais alto em nossas prioridades. Como disse o ilustre ministro Celso Amorim, “um país pacífico não pode ser confundido com um país desarmado e indefeso”.

Navalha

NAVALHA

Como diz a Presidenta, o Brasil tem a obrigação de proteger o pré-sal.
Como diz o Ministro da Defesa, o grande chanceler Celso Amorim, o pré-sal e a Amazônia Azul.
Como diz o Barão do Rio Branco, país pacífico não pode ser indefeso.
Como diz o Delfim: país forte tem que ter autonomia alimentar, energética e militar.
Este ansioso blogueiro é a favor da bomba atômica.
E considera que Fenando Collor e Fernando Henrique cometeram erro histórico gravíssimo, quando renunciaram à bomba atômica.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Brasil tem que entrar no clube nuclear - Conversa Afiadaimage

sábado, 6 de agosto de 2011

Azenha: Brasil precisa de dentes na política externa

Na foto, a diplomacia de Nelson Jobim

“Obviedade: o Brasil é uma potência econômica em ascensão.
Em breve, será necessário colocar alguns dentes na política externa do barão do Rio Branco.”
– Luiz Carlos Azenha

 

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Uma janela no pensamento estratégico de Dilma Rousseff

por Luiz Carlos Azenha
Obviedade: o Brasil é uma potência econômica em ascensão.
Em breve, será necessário colocar alguns dentes na política externa do barão do Rio Branco.
1. Submarinos, inclusive o tocado por energia nuclear (aqui, o Brasil precisa avançar na idea do enriquecimento conjunto de urânio com os vizinhos);
2. Caças;
3. Indústria nacional para reduzir dependência de armamentos importados;
4. Programa espacial soberano, sem cessão de Alcântara.
Isso é necessário não só à defesa da Amazônia e do pré-sal, mas à projeção do Brasil no Atlântico sul, em parceria com a Argentina.
O livro Um Rio Chamado Atlântico, do embaixador Alberto da Costa e Silva — dentre muitos que existem na mesma linha — mostra como as economias do Brasil e da costa ocidental da África foram integradas sob o império português.
Nossa vocação é o Atlântico, não apenas de olho na outra margem, na costa da África.
Depois da biodiversidade da Amazônia e das profundezas do pré-sal, as fronteiras da Ciência e da riqueza estão no espaço e no fundo do mar.
É a vocação brasileira, com sua imensa costa. Dizem os militares: é a Amazônia azul.
Dotar a política externa brasileira de alguns dentes requer muito tato, muita experiência internacional.
O Brasil precisa fazer isso sem afastar os vizinhos, sem esvaziar a Unasul, nem permitir que os Estados Unidos explorem as dissensões regionais em proveito próprio.
Sem jogar por terra a longa campanha por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Ancorando a Venezuela, a Colômbia e o Peru na, por assim dizer, “dimensão atlântica” do Brasil.
Quem melhor capacitado para liderar este processo que um ex-chanceler, reconhecido em todo mundo por sua capacidade de negociação e pelo apego às soluções políticas para as crises internacionais?
Mais do que nunca, política externa e Defesa são duas faces da mesma moeda.
Você entregaria esta tarefa, que equivale a atravessar a loja de cristais sem quebrar peças, a Nelson Jobim ou a Celso Amorim?
PS do Viomundo: Não posso perder a janela do bom humor, reproduzindo o comentário de um leitor doConversa Afiada, o Madeira: “Jobim entrou para o folclore nacional pelo gosto exótico de vestir farda militar sendo ele um ministro da defesa civil, uma espécie de rambo tupiniquim da melhor idade. Quem vai sentir muita saudade do Jobim além do PIG é a embaixada americana”.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

FHC vai fazer 80 anos todo dia. É o que a Dilma mais quer

As festividades dos 80 anos do FCH têm a dimensão da Vaidade do aniversariante.
No PiG, os 80 anos ocuparam mais espaço neste domingo do que a morte do Presidente que lançou o Plano Real, o Santo Graal dos conservadores brasileiros.
O próprio Rei Artur falou de seus 80 anos com modéstia franciscana nas comovidas páginas do Globo e do Estadão.
Os 80 anos do Farol de Alexandria preenchem o volumoso vácuo político e ideológico que se instalou no sistema conservador.
Depois do Farol de Alexandria, os conservadores perderam três eleições.
Na sucessão em 2002 nem o candidato dele, o Padim,  o defendeu.
E, mesmo assim, pelo simples fato de simbolizar o que o Governo dele significava, tomou uma surra.
Os conservadores brasileiros estão atolados em 2002.
Não foram capazes de produzir uma única ideia, uma plataforma que possa confrontar a maioria que o PT lidera.
O Padim Pade Cerra lançou um manifesto-chabu.
Seu Conselho Políico baixou meia dúzia de obviedades – e grosserias – que os tucanos repudiaram.
Houve, porém, um importante aggiornamento na ideologia conservadora que saiu do baú do FHC: foi a conversão de Cerra ao fundamentalismo na campanha de 2010, que Ciro Gomes chamou de “calhordice”.
Cerra tirou de trás do armário o tea-party brasileiro: com a tentativa de colar na Dilma o aborto clandestino (no Chile, tudo bem), ao se alojar no colo do Papa e oferecer o pré-sal à Chevron.
Cerra tem o monopólio da extrema-direita.
Demonstrou na Carta Capital o professor Wanderley Guilherme dos Santos.
É uma forma melancólica de celebrar a Obra Magna do Farol de Alexandria.
E que não ganha eleição.
Resta aos conservadores aplicar à Dilma os argumentos da UDN contra Vargas, Jango e Brizola.
Nada de novo.
Por isso, o Farol faz 80 anos tantas vezes.
Mesmo depois de se saber que ele não era o pai e de confessar que assinou o eterno sigilo sem ler.
O que não ajuda a soprar 80 velinhas.
Mas, para a Dilma, é a sopa no mel.
Os conservadores batem palmas para o Farol de Alexandria, aquele que iluminou a Antiguidade e afundou num terremoto.
E o sol não nasce no campo conservador.
Paulo Henrique Amorim

FHC vai fazer 80 anos todo dia. É o que a Dilma mais quer - Conversa Afiadaimage

sábado, 5 de março de 2011

Dilma adota estratégia de exportação para o pré-sal

março 4th, 2011 | Autor: Jussara Seixas

O governo brasileiro quer se tornar grande exportador de gás e petróleo aos Estados Unidos, para evitar que os combustíveis extraídos da camada pré-sal no litoral do Brasil reduzam a proporção de fontes de energia “limpa”, renovável, como a hidroeletricidade, na matriz energética brasileira. A intenção de exportar a maior parte do petróleo e gás do pré-sal para não “sujar” a matriz foi comunicada pela presidente Dilma Rousseff a enviados do governo americano que estiveram no país em preparação à visita do presidente Barack Obama.A estratégia brasileira foi bem recebida em Washington, onde a oferta é vista como uma oportunidade para concentrar no continente americano cada vez mais os fornecedores de combustível fóssil aos EUA, reduzindo a dependência em relação ao Oriente Médio. Ainda não estão concluídas as conversas para o mecanismo que consolidará essa cooperação na área de energia, mas o tema já está escolhido como um dos principais assuntos da visita de Obama ao país e de seu comunicado conjunto com Dilma Rousseff, no sábado, dia 20.

O interesse em ter os EUA como grande consumidor do petróleo do pré-sal foi comunicado por Dilma, em fevereiro, ao secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner e, em janeiro, aos senadores republicanos John McCain e Jonh Barrasso. Os EUA obtêm do Canadá e do México, seus maiores fornecedores, pouco mais de um terço do petróleo que importam; outro terço vem da Arábia Saudita, Nigéria e Venezuela. O Brasil é o décimo maior fornecedor aos EUA.

A perspectiva de obter no Hemisfério Ocidental, em região de influência americana, a maior parte do petróleo consumido nos EUA é recebida com entusiasmo em Washington, segundo uma autoridade que acompanha os preparativos para a vinda de Obama. Mesmo com o aumento da produção local, o Escritório de Energia Americano prevê que o país continuará importando cerca de metade do petróleo que consome e só em 2035 deve reduzir essa parcela a 45%.

O Eximbank americano já ofereceu à Petrobras desde 2010 financiamento de até US$ 2 bilhões para investimentos no pré-sal, com participação de empresas do país. A oferta de linhas do mesmo porte deve ser oficializada durante a visita do presidente americano para financiar joint ventures de companhias brasileiras e americanas no exterior, especialmente na África, em projetos de infraestrutura e exploração mineral.

A tentativa da Exxon de explorar poços em águas ultraprofundas foi malsucedida, como registrou a empresa em seu balanço, no ano passado, ao contabilizar como perdas dois poços na bacia de Santos onde investiu algumas centenas de milhões de dólares antes de considerá-los inviáveis comercialmente. A empresa teria obtido, porém, informações geológicas importantes que poderão ser usadas em novas tentativas, segundo uma fonte que acompanha o assunto.

Fonte: Valor Econômico

Dilma adota estratégia de exportação para o pré-sal

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Lula redesenhou o mapa do Brasil

Conversa Afiada

O ansioso blogueiro foi a Suape dar um abraço em Lula

Este Conversa Afiada se permite dizer há muito tempo que, desde Vargas, nenhum outro Presidente viu o mapa do Brasil inteiro, diante de si, como Lula.
Lula acelerou dois movimentos de mobilidade: vertical, com a ascensão social; e na horizontal, com a integração do País, economicamente.
E o Farol de Alexandria continua a achar, na sua secundária perspectiva, que a Dilma e o Lula não tem estratégia – clique aqui para ver como Nassif disseca a subalternidade do pensamento do Farol de Alexandria.
JK levou o Brasil para São Paulo.
Lula levou o Brasil para o Brasil, inteiro.
Saiu no Valor de hoje, na pag. A3:

“Petróleo e ferrovias dinamizam portos do Norte e do Nordeste”

Trata-se de reportagem de André Borges que fala da crescente papel dos portos de Vila do Conde (Para), Itaqui (Maranhão), Pecem (Ceara) e Suape (Pernambuco) na movimentação da carga no País.
E como a expansão ferroviária e a Petrobras participam desse movimento de integração econômica irreversível.
Ainda este ano, a Ferrovia Norte-Sul, que São Paulo dinamitou no Governo Sarney, começa a licitar tráfego de cargas.
A FNS concluiu o trecho Norte e vai dinamizar Vila do Conde e Itaqui.
Vila do Conde, ainda, vai se beneficiar da recente inauguração das eclusas de Tucuruí.
Itaqui vai transportar grãos do Norte e se fortalecer com a refinaria Premium que a Petrobras constrói ali perto, para desespero dos “especialistas”.
A Ferrovia Trans-Nordestina vai cortar o Sertão, em 1.728 km.
Vai ligar o interior do Maranhão e do Piauí a Pecem, no Ceara, e a Suape, em Pernambuco.
Pecem terá que ajudar a outra Premium da Petrobras – para desespero dos “especialistas” – e dar conta da siderúrgica que a Vale constrói ali perto.
E daqui a pouco entra em funcionamento a termoelétrica do Eike Batista 
Por fim, Suape, que ajuda a fazer uma revolução em Pernambuco – clique aqui para ler “Suape fez uma revolução em Pernambuco e Eduardo Campos dá de 10 a 0 em Cerra”. e “Bacelar: nunca vi o Nordeste melhor”.
Ali em Suape a Petrobras constrói a refinaria Abreu e Lima, que  vai produzir 230 mil barris/dia.
Daqui a pouco chega a fabrica da Fiat, que Minas perdeu para Pernambuco: um investimento de R$ 3 bilhões para produzir 200 mil carros por ano.
O estaleiro Atlântico Sul prevê expansão e a Petroquímica Suape se instalara.
A produção agrícola e mineral vai sair do interior do Maranhão e do Piauí, pegar a Trans-Nordestina e escolher: sai por Pecem ou por Suape ?
Tudo isso e’ resultado de um projeto que o Globo chama de “empacado “- o PAC do Lula e da Dilma.
(Não esquecer que o maior projeto industrial em curso no Brasil, hoje, é o complexo Comperj, no Rio, uma integração de refinaria com industria petroquímica, sob o impulso da Petrobras, que, um dia, foi Petrobrax.)
Os militares falavam em “integrar a Amazônia para não entregar “.
Era uma visão estreita, nacionalisteira, que só pensava na Chevron – Cerra e Roberto Campos é quem entendem de Chevron.
Não levava o brasileiro, o povão, para a mesa de negociação.
Lula pensou na frente, olhou com os olhos de Vargas.
Pensou em integrar na geografia e no bolso.
Espalhou o crescimento econômico e botou dinheiro e educação ao alcance do pobre.
O crescimento não fica mais restrito aos 20 milhões de brasileiros que vivem na Republica da Daslu.
Lula criou um País de 200 milhões.
Lula redesenhou a geografia econômica do Brasil.
Saravá!

Paulo Henrique Amorim

Lula redesenhou o mapa do Brasil | Conversa Afiada

Petrobras é a 3ª maior empresa de energia do mundo

Os Amigos do Presidente Lula
A Petrobras avançou mais uma posição e passou do quarto para o terceiro lugar no ranking PFC Energy 50 - consultoria de energia com atuação junto a empresas e governos de todo o mundo. Segundo publicação, a Petrobras completou dezembro de 2010 com US$ 228,9 bilhões, à frente de gigantes como a Shell e a Chevron, que ficaram, respectivamente, na quarta e quinta posição.

A ExxonMobil, com valor de mercado de US$ 368,7 bilhões, ficou com a primeira posição do ranking. O segundo lugar ficou com a PetroChina, com valor de mercado 18% menor que a líder (US$ 303,3). A publicação divulgada nesta segunda-feira lista as maiores empresas de energia do mundo em valor de mercado.

As informações foram divulgadas pela própria Petrobras que ressalta, ainda, o fato de a consultoria PFC Energy ter destacado a "constante ascensão da Petrobras, que passou de 27º lugar, na primeira edição do ranking em 1999, para a terceira colocação em pouco mais de uma década".

"Segundo a consultoria, o valor de mercado da companhia, que era de US$ 13,5 bilhões naquele ano, cresceu a uma taxa composta de 27% ao ano. Ainda de acordo com a PFC Energy, o recuo no preço das ações da Petrobras em 2010 foi compensado pela capitalização de US$ 67 bilhões", diz a nota da estatal.

A PFC Energy publica anualmente o ranking das 50 maiores companhias de energia com ações em bolsa e tem como principal critério o desempenho no mercado de capitais. Fundada em 1984, a PFC Energy tem escritórios em Washington, Paris, Houston, Bahrain, Lausanne, Kuala Lumpur e Buenos Aires.

Confira as dez maiores empresa de energia, segundo a pesquisa:
ExxonMobil US$ 368,7 bilhões
PetroChina US$ 303,3 bilhões
Petrobras US$ 228,9 bilhões
Royal Dutch Shell US$ 207,9 bilhões
Chevron US$ 183,6 bilhões
Gazprom US$ 149,4 bilhões
BP US$ 136,3 bilhões
Total US$ 124,5 bilhões
Schlumberger US$ 113,9 bilhões
CNOOC (China National Offshore Oil Corporation) US$ 106 bilhões

Agência Brasil

Os Amigos do Presidente Lula: Petrobras é a 3ª maior empresa de energia do mundo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Petrobras desmoraliza a Folha. E mantém encomendas no Brasil

Conversa Afiada

A Petrobras podia era parar de comprar a Folha

Saiu no blog da Petrobras:

Conteúdo nacional: carta à Folha
A Petrobras desmente com veemência matéria publicada com chamada de capa no jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira (24/1), sob o título “Petrobras quer reduzir compras no país”. A Petrobras não cogita nem pleiteou ao governo a redução de sua meta de índice conteúdo nacional. A empresa reafirma, da mesma forma que informou à Folha antes da publicação da matéria, que não há atraso no cumprimento das metas, nem qualquer movimentação contrária à sua ampliação.
A Folha de S.Paulo ignorou informações fornecidas pela Petrobras em 21/1, sobre a intensificação de medidas de incentivo, cobrindo áreas estratégicas para as empresas, como tecnologia, finanças e gestão. É mentirosa a informação sobre reuniões entre a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia para discussão destas questões nas últimas semanas.
Com um crescimento de 400% nas contratações no País, a política da Petrobras de participação máxima do mercado nacional na aquisição de bens e serviços no Brasil elevou o conteúdo nacional mínimo de 57%, em 2003, para 77,34%, em 2010. A confiança da Petrobras no mercado supridor nacional e a capacidade de resposta desse mercado permitiram que a parcela nacional das contratações da Companhia registrasse um crescimento constante e acima da meta ao longo dos últimos anos. A política de estímulo à indústria nacional praticada pela Petrobras tem o objetivo de utilizar seu poder de compra para ampliar a competitividade dos fornecedores nacionais.
A empresa tem realizado sistemáticas reuniões com empresários de pequeno, médio e grande porte, com o objetivo de estimular a indústria nacional a desenvolver sua capacidade de fornecimento de produtos, que vão desde parafuso até sondas marítimas.
Em relação à cessão onerosa, dentro do cronograma que vai até 2014, a empresa precisará contratar sondas e outros equipamentos no exterior para cumprir o prazo estabelecido por lei. Isso não significa, de forma alguma, deixar de cumprir as metas estabelecidas. Usar essa informação no contexto da reportagem é, no mínimo, má-fé.

Petrobras desmoraliza a Folha. E mantém encomendas no Brasil | Conversa Afiada

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lula assina nova lei do petróleo, e veta emenda dos royalties

Os Amigos do Presidente Lula

O presidente Lula sancionou, nesta quarta-feira, o novo marco regulatório do petróleo, estabelecendo o regime de partilha de produção para as reservas conhecidas do pré-sal.
O presidente vetou a emenda feita no parlamento de mudança na distribuição de royalties entre Estados e municípios, e enviou mensagem ao Congresso Nacional de proposta substitutiva, buscando uma fórmula justa para todos.
Rio e Espírito Santo iriam à falência, caso essa emenda não fosse vetada, pois os royalties foram dimensionados como compensação pela perda da cobrança do ICMS sobre a produção.
"A sanção desse marco regulatório coloca três variáveis sob controle da União. Primeiro a do ritmo de extração e refino do petróleo. Depois a sintonia sobre a demanda de equipamentos da indústria nacional. E terceiro a destinação da renda gerada para o Fundo Social", afirmou Lula na cerimônia de assinatura. (Com informações da Ag. Reuters)

Os Amigos do Presidente Lula: Lula assina nova lei do petróleo, e veta emenda dos royalties

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Salário do Rio ultrapassa o de SP. 16 anos de tucanato

Conversa Afiada
Publicado em 20/12/2010

Alckmin, Serra e Covas tocam violino no Salão Nobre do Titanic

Saiu no IBGE informação que o PiG (*) tratou de ocultar.
Pela primeira vez, o salário médio do trabalhador do Rio é maior do que o salário médio do trabalhador de São Paulo.

Navalha

NAVALHA

O Rio passou a criar empregos que exigem mão-de-obra mais qualificada e, portanto, de salário mais alto.
A economia do Rio se beneficia e se beneficiará cada vez mais da industrialização movida a petróleo, pré-sal e Petrobrás.
Os salários que o Rio passou a pagar exigem mais estudo e são oriundos da indústria.
Como se sabe, a indústria cria mais empregos que o setor de serviços, especialmente os bancos, que aceleradamente trocam homem por computador.
O economista Márcio Pochmann – clique aqui para ler “A saída de Pochmann do IPEA será um desastre” – já tinha denunciado a redução do papel do Estadão de São Paulo no conjunto da economia nacional.
Pochmann ressaltou que São Paulo se tornou um Estado de agroindústria e bancos.
Onde a máquina e o computador expelem mão-de-obra e achatam os salários.
Inexplicavelmente, os partidos de oposição em São Paulo não discutiram esse tipo de esvaziamento durante a campanha que elegeu Geraldo Alckmin no primeiro turno.
Covas, Alckmin e Serra afundaram São Paulo.
O PiG (*) escondeu essa informação.
Vasco, navegante de longo curso, que não tem mais nada para fazer na véspera do Natal, assistia à Globo News quando foi alvejado por essa informação que parecia original.
Não era.
A Globo News, simplesmente, tinha feito uma escavação de material noticioso antigo.
O PiG (*) protege São Paulo por alguns motivos.
Primeiro, porque São Paulo é a Santa Sé do tucanato e da ideologia neo-liberal.
Segundo, porque o Globope se sustenta com dois mil domicílios na Grande São Paulo e a Indústria da Publicidade leva o Globope e a Globo a sério.
Terceiro, porque a Folha e o Estadão preferem dançar a valsa de Strauss ao som de violinos no Salão Nobre do Titanic a botar a cabeça para fora da janela.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Salário do Rio ultrapassa o de SP. 16 anos de tucanato | Conversa Afiada

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Folha tem razão: mensalão era para ser o impeachment

Conversa Afiada

À esquerda da foto, Thomas Jefferson. À direita, amigos do peito

A Folha (*) publicou um caderno especial sobre os 8 anos do Lula: “Crescimento, avanços sociais e escândalos”.
A primeira página já tinha ressalvas: “Lula entrega país melhor, mas (sic) imposto é record”.
Ah, as adversativas do PiG (**) !
Quando a notícia contradiz o editorial, o título tem sempre uma adversativa – lembrou a professora Marilena Chauí.
Sobre a comparação do Lula com o FHC, que a Folha (*) não faz, clique aqui para ver a tabelinha.
Lula dá de 10 a 0.
Mas … a Folha tem razão.
Ela divide o governo Lula em “AM” e “DM” – Antes do Mensalão e Depois do Mensalão.
O que tem o valor científico de dividir o governo Lula em “AGH” e “DGH” – antes do gol da Holanda e depois do gol da Holanda.
Ou seja, não vale nada.
Mas, significa muito.
A Folha (*) se jacta de ter levado Lula à beira do precipício – do impeachment.
Com o furo que o Thomas Jefferson resolveu dar a uma colonista (***) da Folha.
O furador procurou o autor do furo.
Uma invenção do PiG …
Jefferson tornou-se herói do PiG (**) ao denunciar o mensalão.
Mensalão que, como diz o Mino Carta, ainda está por provar-se.
Mas, a Folha tem razão: o mensalão foi a senha para o impeachment.
“Segunda feira é o batizado”: e saiu o PiG com a faca entre os dentes a pressionar os DEMO-Tucanos para o Golpe.
O Golpe poderia ter saído no momento em que o Duda Mendonça, na CPI dos Correios, confessou que recebia dinheiro lá fora.
Perfeito.
A Folha lançava o Golpe, Lula caía e os trabalhistas voltavam para o banco de trás.
Como se pretendia em 1932, na  brigada em que serviu o “seu Frias”.
O impeachment da Folha só não deu certo porque o Fernando Henrique o frustrou.
O FHC sempre pensa nele, primeiro.
Ele não queria correr o risco de o presidente José de Alencar dar certo.
Por isso, FHC impôs a Teoria do Sangramento, subsidiária da Teoria da Dependência.
Deixar o Lula sangrar e fazê-lo chegar um morto-vivo à eleição.
Lá, Fernando Henrique – e não Serra ou Alckmin – lá, FHC voltaria ao Poder nos braços do povo – e da Folha.
O sangramento não deu certo.
Também não deu certo, porque o Lula já ia para rua defender o mandato, com uns amigos que ele deixou no ABC.
E o Golpe tornou-se apenas um marco na História da Folha – o Golpe que a Folha quase deu.
Interessante que as 16 páginas do caderno “Os anos Lula, OK, mas …” não dediquem um parágrafo ao pré-sal.
Nem à maior operação de subscrição de ações da Historia do Capitalismo, a da Petrobras.
Nem à substituição do regime de concessão pelo regime de partilha.
Quando o petróleo começar a jorrar do pré-sal, a Petrobrás será 35% do PIB brasileiro.
A Folha, francamente, não entendeu nada dos “anos Lula, mas …”.
A Chevron e o Cerra entenderam.
Só que a Dilma, também.
A Folha até que é mais ou menos, mas …
Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

A Folha tem razão: mensalão era para ser o impeachment | Conversa Afiada

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Porque as petrolíferas apostavam em Serra

Altamiro Borges
Reproduzo artigo de Luis Nassif, publicado em seu blog:
A divulgação pela WikiLeaks das conversas entre a representante da Chevron (uma das sete irmãs petrolíferas) e o então candidato a presidente José Serra foi significativa. Nelas, Serra aconselhava as multinacionais a saírem do país e aguardarem sua eleição – quando então mudaria a lei do petróleo para permitir sua exploração por estrangeiros.
É apenas um capítulo na imensa reestruturação por que passa o setor.
Segundo Edmar Luiz Fagundes de Almeida, do Grupo de Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRL), na década de 70 a ideia predominante era do fim da era do petróleo.
A elevação dos preços do petróleo, sua geopolítica extremamente complexa (produção concentrada em áreas em litígio), dificuldades com novas reservas, lançaram como prioridade a questão da segurança energética – um país ser auto-suficiente na energia consumida.
A maioria dos países produtores passou a explorar seus campos com suas próprias empresas estatais, deixando as antigas sete irmãs meio perdidas atrás de um reposicionamento.
No único local do globo em que se abriu para elas a possibilidade de exploração – a África – viram-se à frente com uma feroz competição chinesa.
***
Hoje em dia analisam-se os combustíveis sintéticos (carvão e gás) e há incertezas sobre o combustível potencialmente vencedor. Em uma temporada parece ser o etanol de cana, na outra, a alga, agora é o verão do óleo de palma.
Nos Estados Unidos, por exemplo, metade de produção de gás sai de energia não convencional do xisto. Há uma onda de carvão sustentável com captura de CO2. Pelo menos quarenta países consideram a possibilidade de investir pesadamente em energia nuclear.
***
Diante de tantas possibilidades, explica Edmar, a discussão está muito focada apenas na tecnologia, que é um dos espaços de possibilidades. Para que uma energia seja viável, necessita de aceitação social, economicidade.
De 2002 a 2007, auge da produção de petróleo, sem conseguir renovar seus campos de exploração, essas empresas foram se tornando cada vez mais empresas de gás.
As cinco maiores ficaram com enormes sobras de caixa, sem ter onde investir. A maior parte amortizou dívidas ou distribuiu mais dividendos do que investimentos, ou então recomprou suas próprias ações.
Na década de 90, um presidente da Exxon declarou que não iria jogar dinheiro do acionista em energia alternativa. A Shell dizia que jamais investiria em etanol de primeira geração. Agora, associou-se à brasileira Cosan.
***
O pior , para elas, é que o petróleo continuará sendo a energia dominante nos próximos trinta anos, explica Edmar, mas não mais sob seu controle.
Óleo barato não está mais acessível. Quem dispor de tecnologia de ponta conseguirá obter renda tecnológica.
Nesse cenário, o pré-sal representa a fronteira geológica de maior viabilidade econômica, mais viável do que o óleo betuminoso, que o petróleo pesado da Venezuela.
Por aí se entende a razão da vitória de Serra interessar tanto às grandes petrolíferas.

Altamiro Borges: Porque as petrolíferas apostavam em Serra

Imagem: Blog Serra Não

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Obama: o petróleo é nosso, e o Zezinho também.

Mais humor do Blog TIA CARMELA E O ZEZINHO

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, foi novamente vitimado pelas ações do Wikileaks.
Conforme já havíamos noticiado, a participação do Presidente de Nascença na negociação do Acordo CARACU EUA-Brasil é citada em várias mensagens da diplomacia dos EUA, que foram levadas pela enxurrada moral do vazamento. O vazamento é tão grande que a casa do pres. Zezinho, que já  estava ameaçada, corre risco de cair.

Obama elogiou o pres. Zezinho em seu discurso.

A mensagem mais polêmica transcreve uma conversa do presidente Barack Obama com sua chapa Hillary Clinton. Em uma reunião sobre os interesses dos EUA no Brasil, o  grande líder pacifista mundial comentou: “o petróleo é nosso, e o Zezinho também”.
Wikileaks vazou também  uma informação sobre uma discreta reunião do Maior dos Economistas com a representante de uma empresa petrolífera do grande irmão do norte. O convescote privado fez parte da longa série de negociações para o Acordo CARACU EUA-Brasil, no qual os EUA entrarão com a primeira parte.

Pelo diálogo, pode-se ver a serenidade do grande estadista. Ele recomenda calma a sua aliada, dizendo que, quando assumisse o lugar que é seu por direito divino, mudaria as regras de exploração do petróleo do pré-sal para facilitar os negócios das irmãs do ouro negro: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”

Tiro pela culatra

O interesse do Wikileaks era desestabilizar a  liderança inconteste do Maior dos Patriotas no cenário brasileiro e mundial.

 

A ciclonudista Soninha Copélia é de uma linha mais natureba, mas também trabalha com entregas.

Mas o feitiço virou contra o feiticeiro. Wikileaks  só conseguiu que o Maior dos Filhos da Mooca fosse mais admirado ainda. Agora, o mundo conhece melhor os grandes esforços do pres. Zezinho para fazer com que as grandes companhias de petróleo dos EUA explorem o pré-sal em lugar da obsoleta, incompetente e anti-brasileira Petrobrás.
O pres. Zezinho planeja, ao dar uma mão a  essas que são as mais  éticas e ambientalmente responsáveis empresas do mundo, fazer com que nossa Pátria entre em um novo período de paz, progresso, prosperidade e justiça social, como em outros países onde essas benévolas companhias operam.

Comentário da tia Carmela

QUADRILHA: UDN organizou uma bela festa junina em Miami para comemorar a elogiosa referência do pres. Obama ao pres. Zezinho.

Quando era menino, às vezes o Zezinho ia ajudar o pai no Mercadão. Ele não gostava muito de ficar na banca. O que ele gostava mesmo era de ir fazer entregas. Ele sempre pedia pro seu Francesco: “pai, não tem nenhuma entrega para eu fazer?”. Quando tinha alguma coisa para ele entregar, precisa ver como ele saía todo feliz. Na maioria das vezes, as entregas eram muito grandes para ele carregar, mas ele fazia questão de ir com o empregado da banca, só para sentir o gostinho de entregar. E quando tinha entrega nas Lojas Americanas, na Rua Direita, então? Ele ia todo serelepe…

WikiLeaks: Globo evita o caso ‘Serra – Pré-Sal’

Conversa Afiada

Eric Clapton, o mais relevante fato do Wikileaks, segundo a Globo

O Bom (?) Dia Brasil abordou o tema Wikileaks – que o Bonnner chamava de uaiquiliquis – mas não falou o mais importante.
Clique aqui para ler “Cerra, o 2º maior dos entreguistas”.
Confira post do Blog do Nassif:

Globo evita o caso Serra-Pré-Sal
Por chico rasia

No Bom Dia Brasil de hoje, a chamada prometia “novas revelações” dos documentos da Wikileaks. O que a Globo nos entregou foi uma reportagem que parecia querer colocar um ponto final no caso. E, claro, nenhuma, nem umazinha palavra sequer sobre as negociações do Pré-Sal. Já sobre a admiração do filho de Kim Jong-Il por Eric Clapton, isso sim mereceu preciosos segundos do noticiário…

Do Bom Dia Brasil

De volta a tribunal, dono do WikiLeaks pede liberdade condicional

Os advogados de Julian Assange tentam evitar que ele seja extraditado para a Suécia, onde enfrenta acusações por crimes sexuais.

O fundador do site WikiLeaks, que está preso, tem hoje uma audiência no tribunal de Londres. Os advogados de Julian Assange pedem a liberdade condicional. Tentam evitar que ele seja extraditado para a Suécia, onde enfrenta acusações por crimes sexuais.

Nas últimas três semanas, com a divulgação de menos de 1% das mais de 250 mil mensagens secretas que afirma possuir, Julian Assange chacoalhou o mundo diplomático. Deixou os americanos numa terrível saia justa e foi parar na cadeia – não exatamente por causa dos vazamentos. O australiano que desafiou a superpotência está numa prisão britânica sob a acusação de estupro e ameaça, principalmente se continuar preso, distribuir mais e mais mensagens secretas.

Autoridades americanas tentam encontrar uma forma de processar o hacker-jornalista em um tribunal nos Estados Unidos. Aliás, uma das discussões dos analistas é como qualificá-lo: jornalista, hacker, ativista ou terrorista? Certo é que os vazamentos do WikiLeaks caíram como uma bomba sobre as relações diplomáticas americanas.

Basta lembrar que o presidente do Afeganistão foi chamado de “paranóico”. Os líderes russos Vladimir Putin e Dimitry Medvedev foram comparados a Batman e Robin. O iraniano Mahmoud Ahmadinejad virou Hitler. O presidente francês foi chamado de “autoritário”. Desqualificado, Nicolas Sarkozy foi tratado como “um imperador sem roupas”.

Ex-parceiros de Assange dizem que o site WikiLeaks virou uma máquina de ataque contra o governo americano. Um deles resolveu até lançar concorrência. Prometendo retomar a suposta imparcialidade do projeto original e manter caminho livre para informantes do mundo inteiro, nascerá em breve o OpenLeaks. É a certeza de que vem mais notícia por aí.

Documentos vazados pelo WikiLeaks mostram que o astro Eric Clapton um ídolo do filho do ditador norte-coreano, Kim Jong-Il. O artista chegou até a ser convidado a fazer um concerto na capital Pyongyang.

Um telegrama do embaixador americano em Seul, na Coreia do Sul, em 2007, sugere que o concerto seria útil para promover uma possível aproximação com o Ocidente. O show, porém, não aconteceu. A cultura pop e o rock são proibidos na Coreia do Norte.

Clique aqui para assistir ao vídeo da matéria do Bom (?) Dia Brasil.

WikiLeaks: Globo evita o caso ‘Serra – Pré-Sal’ | Conversa Afiada

Cerra, o 2º maior dos entreguistas

Conversa Afiada

Bessinha sabe bem como é a relação do PSDB com os EUA

Uma das notáveis vantagens do Wikileaks – que o Bonnner chamava de uaiquiliquis – é que ele confirma as suspeitas.
O Conversa Afiada sempre suspeitou que por tras da loucura do Padim Pade Cerra havia uma lógica.
A Bolívia é a responsável pelo consumo de cocaína nos Jardins, em São Paulo.
Fechar o Mercosul.

Colocar o ataque ao Irã no centro de uma “política” externa.
Qual a lógica desse bestialógico numa campanha eleitoral ?
A Bolívia enfrenta os Estados Unidos e não deixa instalar lá uma força tarefa “colombiana” de combate ao tráfico.
O Mercosul forte é a alternativa brasileira à Alca dos Estados Unidos.
O uaiquiliquis demonstrou que o Irã é o centro da política externa americana.
Ou seja, a lógica do Cerra na campanha era a lógica da política externa americana.
Não havia loucura nenhuma.
Como sempre houve lógica no entreguismo do Cerra.
Na defesa dos contratos de “concessão” do pré-sal, contra os de “partilha”.
É o que demonstra agora o uaiquiliquis, de forma lapidar (de “lápide”, “túmulo”):
“… novas rodadas (para explorar o pré-sal) não vão acontecer…
“… o modelo antigo (de “conceder”, “dar”) funcionava…”
” … mudamos de volta …

E diz a interlocutora, a funcionária da Chevron, membro do Instituto Brasileiro (?) de Petróleo:
” … as regras sempre podem mudar depois …”
A Dilma teve a percepção correta na campanha: essa eleição era sobre o pré-sal.
E a próxima eleição também, segundo a privilegiada funcionária da Chevron, que trata de graves  assuntos, com tanta intimidade, com um candidato à Presidência do Brasil.
Como se isso aqui fosse um quintal.
Um Porto Rico – grande.
Para ela, a funcionária americana subalterna, depois a gente muda isso …
A gente: a Chevron e o PSDB do Davizinho e do Cerra.
O uiquiliques tem essa vantagem: confirma tudo.
Alguém tinha dúvida de que o Nelson Johnbim fosse um trêfego – como dá a entender o telegrama do embaixador americano ?
Ele, Nelson Johnbim que, no passado, já demonstrou não estar muito convencido de que o Brasil mereça ter 200 milhas territoriais – e, logo, direito ao pré-sal.
Alguém tinha alguma dúvida de que o Cerra é entreguista ?
O que será que eles dois discutiam – Cerra e Johnbim -, quando dividiam o apartamento funcional da Camara, em Brasilia ?
Como vender a Floresta Amazônica à L’Occitane ?
O Pão de Açucar ao Trump ?
Itaipu à Disney ?
Johnbim e Cerra fazem parte da mesma matriz ideológica do Farol de Alexandria, o pai da Teoria da Dependência: não adianta espernear porque seremos sempre dependentes.
Só que o Farol dá menos bandeira.

O Johnbim e o Cerra são mais “unusual”, como diria o Embaixador americano do Johnbim.
“Trêfegos”, pode ser a tradução.
O centro a questão brasileira é o pré-sal.
A indústria de  equipamentos.
O domínio da tecnologia para fazer máquinas que explorem o petróleo em águas profundas.
Todo país que cresce é petroquímico-dependente, disse Dilma.
O ponto é: e de quem deve ser o pré-sal ?
Da Chevron ou do povo brasileiro ?
O resto é o luar de Paquetá, diria o Nelson Rodrigues.
E, como “depois a gente muda isso”, essa pergunta permanecerá por muitas eleições no centro da política brasileira: nós ou a Chevron ?
A Petrobras ou a Petrobrax ? 
Só que o Padim Pade Cerra não é o maior dos entreguistas.
Como também não foi Roberto Marinho, que invariavelmente defendeu os interesses das chevrons, contra a Petrobras.
Como, hoje, os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome proprio – escondem – segundo o Stanley Burburinho – que o Cerra ia mudar o pré-sal para a Chevron.
Roberto Marinho, como os filhos, hoje, são sardinha nesse jogo de peixe grande.
O maior de todos os entreguistas foi o Carlos Lacerda.
Esse, sim, tinha talento e esteve muito perto de entregar o ouro aos bandidos.
Lacerda tinha consistência.
Não tinha escrúpulos – como o Cerra -, mas tinha Norte.
O Padim Pade Cerra, não.
Esse é  um desnorteado.
Todavia, não é maluco.
A loucura dele tem lógica.
Mas, como diz o Brizola Neto, quem nasceu para Serra nao chega a Carlos Lacerda.
A Chevron acaba de descobrir isso.
Paulo Henrique Amorim

Cerra, o 2º maior dos entreguistas | Conversa Afiada

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Após fracasso, PiG (*) começa a desconstrução de Cerra

Conversa Afiada

Agora, sem o PiG (*), a dor de cabeça do Cerra deve aumentar

Saiu no Blog do Nassif:

Velha mídia começa a desconstrução de Serra
Cantei esse movimento no ano passado. O governo Serra era amplamente vulnerável, sem noção de gestão, de planejamento, um grande ausente do dia a dia da administração, preocupado apenas em operar politicamente. Em suma, havia material amplo para uma reavaliação da velha mídia, sobre o “grande gestor” Serra.
Esse processo – alertava no ano passado – teria início passadas as eleições. Haveria, de um lado, o desencanto da velha mídia por ter apostado todas suas fichas, empenhado sua credibilidade em um cavalo manco. Depois, a necessidade de derrubar o empecilho para abrir espaço para os novos futuros candidatos.

É o que está ocorrendo a olhos vistos. A Folha traz a matéria da WikiLeaks sobre as conversas entre Serra e a Chevron.

Hoje, no Estadão, duas matérias fortes. A primeira, sobre os gastos de saúde de Serra no último ano, com as tais policlínicas alardeadas por ele nos debates políticos – comentei inúmeras vezes que, por seu custo, era experiência que não podia ser massificada e, portanto, se transformar em política de saúde.

A matéria do Estadão (de Julia Duailibi e Daniel Bramatt) é completa, um jornalismo que ficou ausente no período eleitoral. Fala dos aumentos desmedido dos gastos em saúde. Ora, mas aumentar gastos em saúde não é uma prática socialmente responsável? Não, foi politiqueiro. Segundo a matéria, o próprio Secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas (grande sanitarista) ameaçou pedir demissão, em razão da explosão de custos do setor.

Dado importante é que de outubro de 2009 a outubro de 2010 – em pleno período eleitoral – houve crescimento de 37% nos repasses para as organizações sociais que administram unidades de saúde do Estado.
Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista – brasil – Estadao.com.br
Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista
Se previsões orçamentárias para 2010 forem alcançadas, despesas com o setor da Saúde chegarão a R12,5 bilhões, provocando aumento real de 22%, recorde para a área durante as gestões dos governadores José Serra e Alberto Goldman
13 de dezembro de 2010 | 0h 00
*Julia Duailibi e Daniel Bramatti – O Estado de S.Paulo

O estouro dos gastos na área da saúde tornou-se a principal preocupação para a equipe de transição do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A abertura de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e unidades da Rede Lucy Montoro, entre outras medidas que serviram de vitrine na campanha do ex-presidenciável José Serra, levaram a um salto nas despesas em 2010.

Neste ano eleitoral, se as previsões orçamentárias da Secretaria da Saúde forem atingidas, as despesas correntes – com pessoal, material de consumo e repasses para organizações sociais, entre outras – chegarão a quase R$ 12,5 bilhões. Em comparação ao que foi desembolsado em 2009, será um aumento real – já descontada a inflação – de 22%, a maior variação anual da gestão Serra-Alberto Goldman.

A fatia referente à Saúde no bolo das despesas totais do governo vem aumentando ano a ano – era de 11% em 2006, chegou a 11,8% em 2009 e caminha para um recorde em 2010.

Para arcar com o crescimento dos custos, o Tesouro estadual liberou neste ano mais de R$ 1 bilhão em créditos suplementares para a pasta. Pesquisa no Diário Oficial mostra que, somente no último mês, foram enviados R$ 369 milhões.

Parte dos gastos foi coberta pelo crescimento da receita acima do previsto, na proporção do peso orçamentário da Secretaria da Saúde. Ainda assim, o Tesouro teve de enviar recursos extras para cobrir as despesas de 2010, segundo informações obtidas pelo Estado.

Ao analisar o crescimento das despesas, a equipe de transição deu o aval para o projeto de lei enviado para a Assembleia pelo governador Alberto Goldman (PSDB), no começo do mês, segundo o qual até 25% das internações na rede pública do Estado serão destinadas a pacientes com planos de saúde, que terão de ressarcir os cofres públicos pelo atendimento. Para integrantes do novo governo, a medida ajudará a financiar o crescimento dos gastos com a máquina.

Uma iniciativa parecida foi vetada por Serra, enquanto governador, em 2009. Na época, entre outros pontos, alegou-se que já havia legislação estadual e federal prevendo a cobrança dos usuários com planos de saúde. Mas integrantes do governo achavam que a aprovação da medida poderia ser um tiro no pé do ponto de vista político. Potencial candidato à Presidência, Serra seria acusado de ter promovido a privatização da saúde durante a campanha, avaliaram aliados do ex-governador.

“Houve uma tentativa de fazer e inaugurar obras muito rápido e com claro viés eleitoral. O crescimento é desproporcional de um ano para outro”, diz o deputado estadual Fausto Figueira (PT), que atua na área da saúde. “Um projeto como esse já havia sido aprovado pela Assembleia a pedido do governo, mas acabou vetado porque seria um desastre do ponto de vista eleitoral.”

“São Paulo ampliou bem o atendimento, com AMEs e novos hospitais. Isso justifica o aumento dos gastos. E o projeto de lei faz justiça nesta área: o seguro saúde vai ressarcir as despesas de quem paga convênio e foi atendido na rede pública”, afirmou o líder do governo na Assembleia, Vaz de Lima (PSDB).

Integrantes do governo e parlamentares tucanos revelaram ao Estado que Luiz Roberto Barradas, ex-secretário de Saúde da gestão Serra, que morreu neste ano, ameaçou pedir demissão em razão do crescimento dos custos do setor.

Desafio. Neste ano foram inaugurados 15 AMEs e 4 unidades da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, carros-chefe da gestão social do PSDB no Estado e que constavam do programa de governo tucano na eleição presidencial. “O desafio para o ano que vem é continuar investindo e pagar a conta”, afirmou um integrante do governo.

Especialistas apontam que o custeio na área da saúde é um dos mais altos entre todos os órgãos públicos. Além da compra de medicamentos, há avanços tecnológicos que, diferentemente de outros setores, encarecem os produtos.

“A construção de um hospital, por exemplo, pode custar R$ 100 milhões. Em um ano de uso, serão gastos outros R$ 100 milhões só para o funcionamento e manutenção”, afirmou o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). “Sempre vai faltar dinheiro na saúde. Essa é uma discussão feita no mundo inteiro. O caro é a manutenção. Mas temos que ficar atentos aos gastos altos. São Paulo não fabrica dinheiro.”

“Não percebemos nenhuma melhora na compra de medicamentos ou pagamento de salários nas unidades hospitalares que justifique esse crescimento dos gastos. O que houve foi o crescimento dos repasses para as organizações sociais e aumento do processo de terceirização”, afirmou Hélcio Marcelino, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo.

As Organizações Sociais de Saúde (OSS), que administram hospitais de São Paulo, recebem grande parte da verba do setor no Estado. Levantamento feito pela assessoria técnica do PT na Assembleia mostra que, entre outubro de 2009 e outubro de 2010 houve um crescimento de 37% nos repasses do Estado para as organizações sociais, chegando a R$ 2,1 bilhões.

Serra tem escolta 3 vezes maior que antecessor – politica – Estadao.com.br
Serra tem escolta 3 vezes maior que antecessor
Ex-governador Lembo diz que tucano dispõe de 30 homens para segurança, mais que ele e Alckmin; Casa Militar define número, diz ex-secretário
Marcelo Godoy, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O ex-governador José Sera (PSDB) tem à disposição 30 homens da Casa Militar (CM) de São Paulo. O número é um pouco mais do que o triplo do contingente de policiais que servem os ex-governadores Geraldo Alckmin (PSDB) e Claudio Lembo (DEM). Quem conta essa história é Lembo. “Ele tem 30 homens. Esse é um número público”, disse.

O Estado procurou Serra por meio de sua assessoria, mas não obteve resposta. O senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), que foi seu secretário-chefe da Casa Civil, afirmou que quem fixa os efetivos da escolta é a Casa Militar. “O governador não diz quantos soldados devem compor sua escolta.”

Segundo ele, o que define o número de PMs são critérios técnicos. “Não é o capricho do governador. Isso é definido segundo as características de cada governador. O chefe da Casa Militar fixa o efetivo necessário. Não sei quantos, e ela (CM) não divulga por razões de segurança.”

O aumento da escolta teria ocorrido enquanto Serra ainda era governador. Depois que deixou o Palácio dos Bandeirantes, ele manteve a segurança, a exemplo dos ex-governadores, com base no decreto 48.526, de 2004. Este define que ex-ocupantes do cargo têm direito a escolta no período do mandato subsequente ao seu, mas não diz o tamanho da proteção – ex-presidentes da República têm o mesmo direito.

Alckmin manteve à sua disposição quatro soldados e um capitão e Lembo, um oficial e oito soldados. Atual secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo, Lembo governou o Estado em 2006, quando assumiu o cargo em substituição a Alckmin, que se afastara para concorrer à Presidência da República.

Ele disse que sua escolta era franciscana mesmo enquanto era governador. “Eu só tinha motorista e um ajudante de ordens (um capitão da PM). E eu enfrentei os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital). Um governador não pode ter medo.” O democrata se refere aos ataques, em maio de 2006, que deixaram 47 agentes públicos mortos.

Austero

Lembo afirmou que procurava “ser austero”. “O Geraldo (Alckmin) também tinha muita austeridade.” O ex-governador afirmou não se lembrar quanto gastava em média por mês no palácio, mas disse que só despendia o essencial. “Tinha um cuidado miserável.” E criticou Serra, seu sucessor, dizendo que os gastos cresceram depois que ele saiu. “No meu tempo tinha vinha de São Roque”, disse.

Lembo diz que não fez grandes gastos. Depois que deixou o cargo, afirmou que foram construídos um restaurante para os funcionários no palácio. Este teria passado ainda por outras mudanças, como a saída das instalações da CM do andar superior do prédio, perto da ala residencial.

“Até hoje os PMs estão tristes. Ele (Serra) os pôs no subsolo”, afirmou. Além disso, Lembo lembrou que seu sucessor criou um jardim de inverno na ala residencial do palácio, onde antes “não havia nada”. “O Geraldo deixava os cachorros dele lá”. Lembo disse não saber se o “jardim é bonito”, “Mas a vista é muito bonita.”

Aloysio Nunes afirmou que as obras no palácio foram necessárias. Havia infiltração no prédio e a reforma do restaurante, além da garantir mais conforto aos funcionários, serviu para proteger obras de arte dos Bandeirantes que eram afetadas pela fumaça da cozinha. “Estranho que ele (Lembo) tenha esperado Serra deixar o governo para fazer essas declarações”, afirmou.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Após fracasso, PiG (*) começa a desconstrução de Cerra | Conversa Afiada

O Globo omite informação que compromete Serra com petroleira

Não adianta esconder…

Viomundo – O que você não vê na mídia
por Stanley Burburinho

O Globo publica hoje a matéria WikiLeaks: petrolíferas estrangeiras temiam atraso na produção do pré-sal e Petrobras buscou adiar leilões da ANP.

O Globo está  protegendo o José Serra sobre o telegrama vazado pela WikiLeaks sobre o pré-sal. O jornal omitiu o que foi dito pelo Serra que a matéria da FSP [Folha de S. Paulo] mostrou [de que Serra teria prometido acabar com o sistema de partilha, adotado pelo governo Lula]. No Globo,  Serra é citado em apenas um dos onze parágrafos da matéria (está abaixo). Ainda em um trecho de texto fora de contexto, dando a entender que ele é a favor do pré-sal.

Comentaristas de O Globo, como estes, criticam a omissão:

O Globo omite informação que compromete Serra com petroleira | Viomundo - O que você não vê na mídia

Serra prometeu a petroleira americana mudar regras do pré-sal se vencesse eleição

Viomundo - O que você não vê na mídia

Petroleiras americanas eram contra novas regras para pré-sal

por JULIANA ROCHA, Folha.com
DE BRASÍLIA

As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.

“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.

O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.

A executiva da Chevron relatou a conversa com Serra ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio. O cônsul Dennis Hearne repassou as informações no despacho “A indústria do petróleo conseguirá derrubar a lei do pré-sal?”.

O governo alterou o modelo de exploração — que desde 1997 era baseado em concessões –, obrigando a partilha da produção das novas reservas. A Petrobras tem de ser parceira em todos os consórcios de exploração e é operadora exclusiva dos campos. A regra foi aprovada na Câmara este mês.

A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.

Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora chefe” também é relatado com preocupação.

O consultado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.

O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.

Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.

Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA, na época da descoberta do pré-sal, causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.

Serra prometeu a petroleira americana mudar regras do pré-sal se vencesse eleição | Viomundo - O que você não vê na mídia

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pré-sal: a vitória da partilha e a derrota dos traíras

Conversa Afiada

Publicado em 02/12/2010

Partilha: a maior vitória de Lula. O pré-sal é da Petrobrás (nosso)

É a diferença entre “compartilhar” (E) e “conceder” (D)

Por 204 votos contra 66 e duas abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de partilha para exploração do pré-sal.
Agora, basta Lula sancionar.
As duas abstenções se devem, talvez, ao Davizinho, consultor do Padim Pade Cerra para assuntos da Petrobrax, e da urubóloga Miriam Leitão.
Clique aqui para ver a matéria (do contra) do Estadão, pág. B5.
O regime de partilha significa que a produção de cada campo terá, agora, que ser compartilhada pelo consórcio vencedor e a União.
Ganha o leilão quem oferecer ao Governo Federal a maior parcela da produção.
A Petrobrás terá controle sobre a produção do pré-sal, como operadora única e, se formar parcerias, terá uma participação mínima de 30%.
Com isso, foi aprovado também o Fundo Social, que vai dirigir o dinheiro do pré-sal para Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia.
Este regime de partilha substituirá o de “concessão”, em voga no Governo da Petrobrax – o do Farol de Alexandria, Davizinho e do Padim Pade Cerra.
“Concessão”, como se percebe, tem a mesma raiz de “conceder”.
Na campanha, quando ainda não parecia contaminada pelo Nelson Johnbim, notório serrista – clique aqui para ler “Inês: Johnbim homenageia Médici e se inspira em Pinochet” – Dilma dizia que a eleição era sobre o pré-sal.
E era.
O pré-sal contém o futuro do Brasil.
E, por isso, o Brasil precisa de uma poderosa frota de submarinos nucleares – clique aqui para ler o que disse o amigão do peito do Johnbim, o embaixador americano, sobre o submarino nuclear brasileiro: um elefante branco.
Dilma mostrou na campanha o extenso currículo de “concessões”, ou “privatizações” do Padim Pade Cerra.
Ela ganhou a eleição (ainda que mantenha o Johnbim) e vai administrar o mais precioso legado de Lula: o pré-sal.
Paulo Henrique Amorim

Quem são os traíras que votaram contra a Petrobrás

Publicado em 02/12/2010

Itagiba, Gabeira e Rodrigo Maia, os melhores amigos do Cerra

O Conversa Afiada republica post do blog Amigos do Presidente Lula:

Os 71 traidores da Pátria que votaram contra o Pré-sal para os brasileiros
Por 204 votos a favor, 66 contra, 2 abstenções e 3 obstruções, os deputados aprovaram na noite desta quarta-feira (1º) o projeto do marco regulatório do pré-sal, que institui o modelo de partilha e cria o Fundo Social.
Os 71 traidores (66 contra + 2 abstenções + 3 obstrução) votaram contra o povo brasileiro ficar com uma parcela maior da riqueza, e entregá-las para os estrangeiros. Por isso o voto dele significa que foi um voto de lesa-pátria e de lesar o povo brasileiro.

Tucanos e DEMos são os partidos mais traidores do Brasil:

PSDB: 94% de traição (34 do contra e 2 a favor)
DEMOS: 92% de traição (22 do contra e 2 a favor)
PR: 33% de traição (7 do contra e 14 a favor)
PPS: 25% de traição (1 do contra e 3 a favor)
PV: 13% de traição (1 do contra * Gabeira, e 7 a favor)
PDT: 13% de traição (2 do contra e 13 a favor)
PSB: 11% de traição (2 do contra e 16 a favor)
PMDB: 3% de traição (1 do contra * Raul Henry,  e 37 a favor)
PTC: só um deputado presente (Paes de Lira/SP) e fez obstrução.

PCdoB, PHS, PMN, PP, PRB, PSC, PSOL, PT, PTB só tiveram votos a favor, nenhuma traição.
O levantamento não levou em conta os deputados faltosos, computando apenas os que compareceram à sessão.
Relação dos deputados traíras:

AMAPÁ:
Lucenira Pimentel /PR/AP

BAHIA:

Fábio Souto /DEM/BA
Jorge Khoury /DEM/BA
José Carlos Aleluia /DEM/BA
João Almeida /PSDB/BA
Jutahy Junior /PSDB/BA
CEARÁ:
Raimundo Gomes de Matos /PSDB/CE

DISTRITO FEDERAL:

Jofran Frejat /PR/DF

ESPÍRITO SANTO:

Luiz Paulo Vellozo Lucas /PSDB/ES
Capitão Assumção /PSB/ES (Obstrução)
GOIÁS:

Sandro Mabel /PR/GO
João Campos /PSDB/GO
Leonardo Vilela /PSDB/GO
Professora Raquel Teixeira /PSDB/GO
MARANHÃO:

Davi Alves Silva Júnior /PR/MA
Pinto Itamaraty /PSDB/MA
MINAS GERAIS:

Marcos Montes /DEM/MG
Vitor Penido /DEM/MG
Ademir Camilo /PDT/MG
Júlio Delgado /PSB/MG
Eduardo Barbosa /PSDB/MG
Paulo Abi-Ackel /PSDB/MG
Rafael Guerra /PSDB/MG
Rodrigo de Castro /PSDB/MG

MATO GROSSO:
Wellington Fagundes /PR/MT
Thelma de Oliveira /PSDB/MT
PARÁ:

Lira Maia /DEM/PA
Lúcio Vale /PR/PA
Nilson Pinto /PSDB/PA
Zenaldo Coutinho /PSDB/PA
PARAÍBA:

Rômulo Gouveia /PSDB/PB
Major Fábio /DEM/PB (Obstrução)
PERNAMBUCO:

Raul Henry /PMDB/PE
Bruno Araújo /PSDB/PE
Bruno Rodrigues /PSDB/PE
PIAUÍ:
José Maia Filho /DEM/PI
Júlio Cesar /DEM/PI
PARANÁ:
Alceni Guerra /DEM/PR
Cassio Taniguchi /DEM/PR
Eduardo Sciarra /DEM/PR
Luiz Carlos Setim /DEM/PR
Alfredo Kaefer /PSDB/PR
Gustavo Fruet /PSDB/PR
Luiz Carlos Hauly /PSDB/PR
RIO DE JANEIRO:

Rodrigo Maia /DEM/RJ
Rogerio Lisboa /DEM/RJ
Andreia Zito /PSDB/RJ
Marcelo Itagiba /PSDB/RJ
Otavio Leite /PSDB/RJ
Fernando Gabeira /PV/RJ
RIO GRANDE DO NORTE:

Rogério Marinho /PSDB/RN

RORAIMA:
Francisco Rodrigues /DEM/RR
Sá /PR/RR
RIO GRANDE DO SUL:

Germano Bonow /DEM/RS
Cláudio Diaz /PSDB/RS
SANTA CATARINA:

Paulo Bornhausen /DEM/SC
Paulo Bauer /PSDB/SC
SERGIPE

Albano Franco /PSDB/SE
Mendonça Prado /DEM/SE
Pedro Valadares /DEM/SE (Abstenção)
SÃO PAULO:

Walter Ihoshi /DEM/SP
William Woo /PPS/SP
Duarte Nogueira /PSDB/SP
Emanuel Fernandes /PSDB/SP
José C Stangarlini /PSDB/SP
Lobbe Neto /PSDB/SP
Silvio Torres /PSDB/SP
Vanderlei Macris /PSDB/SP
Fernando Chiarelli /PDT/SP (Abstenção)
Paes de Lira /PTC/SP (Obstrução)
TOCANTINS:

João Oliveira /DEM/TO

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Johnbim dará ao Brasil duas políticas externas

Conversa Afiada
Publicado em 01/12/2010

Que política externa prevalecerá ?

Os escandalosos documentos do WikiLeaks que tratam da relação promíscua do Ministro da Defesa do Brasil com o embaixador dos Estados Unidos terão uma consequência desastrosa.
O Itamaraty e a presidente Dilma Rousseff desenvolverão uma política externa independente, na melhor tradição do grande presidente João Goulart.
O Ministro da Defesa, Nelson Johnbim, desenvolverá a sua própria, pessoal, serrista, política de relação especial com a embaixada americana.
Vamos ver o caso do pré-sal.
O pré-sal é o maior legado econômico do presidente Lula.
Preservar a sua integridade para os brasileiros é tarefa de quem herdou o legado de Lula: Dilma Rousseff.
O cerco americano ao pré-sal mal se desenha.
Este ordinário blogueiro pode assegurar que uma das preocupações da diretoria de Sérgio Gabrielli, na Petrobras, é a soberania brasileira sobre o mar territorial em que se encontram as reservas conhecidas e por conhecer do pré-sal.
O Itamaraty da presidente Dilma Rousseff e do assessor especial, professor Marco Aurélio Garcia,  tudo fará para garantir que “o pré-sal é nosso!”.
O Ministro serrista Nelson Johnbim poderá desenvolver na sua poderosa Pasta uma política externa extraída do legado entreguista de seu patrono intelectual e político, Fernando Henrique Cardoso.
Caberá ao serrista Johnbim comprar, expandir, desenvolver aqui dentro, uma poderosa frota de submarinos nucleares que o “cretino” do embaixador americano chama de “elefante branco”.
Caro amigo navegante: você acha que o Johnbim fará a política do “pré-sal é nosso!” ?
No primeiro governo dele, o pré-sal seria da Petrobrax.
Dizem que o presidente Lula considerava boa política o conflito permanente e explícito entre seu Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BankBoston, provisoriamente na presidência do Banco Central do Brasil.
Que Deus nos proteja de um governo com duas políticas externas.
Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim

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