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segunda-feira, 30 de maio de 2011

PSDB espanca “maconheiros” na rua e “alisa” na TV

Polícia tucana bate em quem leva tucano a sério

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O Conversa Afiada reproduz texto sempre agudo do blogueiro sujo Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania:

No domingo, no Fantástico, da TV Globo, foi ao ar reportagem em que o principal líder político do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defende que usuários de maconha possam plantar a erva em casa e, também, que a lei deixe de penalizar o usuário da droga.
Enquanto isso, em São Paulo, o governo mais importante comandado pelo PSDB, através da polícia sobre a qual exerce controle absoluto, reprime com violência jovens que foram às ruas defender aquilo que o mesmo partido defende na TV pela boca dele, do tal líder político.
Segundo a Polícia, o governo e a Justiça de São Paulo, os garotos que foram à rua defender o que defende Fernando Henrique Cardoso teriam feito “apologia” à maconha. Resta saber quem fez tal “apologia” para mais gente, se os jovens na rua  ou FHC na televisão.
Diante dessa situação esquizofrênica desse partido reacionário e violento nas ruas e gentil e progressista na mídia, surge uma questão que deve interessar ao menos aos partidários das teorias pró-maconha: não dá pra trocar o comportamento do PSDB das ruas com o da TV?
Abaixo, reportagens do Fantástico alisando aquele que diz coisas que basta qualquer outro dizer para os pistoleiros do PIG chamarem de “maconheiro” e do UOL mostrando o lado, digamos, mais “careta” do PSDB.
PSDB espanca “maconheiros” na rua e “alisa” na TV - Conversa Afiada

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dilma ataca o crack. Descriminalização é coisa de tucano

Crack é uma tragédia na base da pirâmide social. A presidenta tem lado

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Saiu no Blog do Planalto:

Presidenta Dilma assume compromisso de luta contínua contra o crack e outras drogas
A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (17) a implantação de 49 Centros Regionais de Referência em Crack e Outras Drogas (CRR) em universidades federais das cinco regiões brasileiras. Em solenidade no Palácio do Planalto, a presidenta reafirmou o compromisso de seu governo na luta contínua do combate às drogas, especialmente o crack, “para que um país como o nosso não tenha sua juventude vulnerabilizada”.
Os centros serão responsáveis por capacitar, nos próximos 12 meses, 14,7 mil profissionais como médicos, psicólogos , enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários. Segundo a presidenta Dilma, o combate de “um problema da proporção do crack” requer profissionais altamente capacitados para tratamento do usuário e apoio às famílias, daí a importância do projeto que será, segundo ela, “uma das armas mais fortes de combate e prevenção às drogas”.
“Eu estava aqui, há pouco, comentando com o ministro Fernando Haddad a importância cada vez maior que a universidade federal, a universidade estadual, a universidade municipal adquirem na sociedade brasileira. A valorização que, no governo do presidente Lula, foi dada às universidades federais, eu acho que contribui também para essa devolução que eu acho que os senhores podem fazer com [para] a sociedade brasileira”, disse.
Em seu discurso, a presidenta frisou a importância do envolvimento multissetorial no combate às drogas e criminalidade e lembrou que “a valorização dos professores e professoras do nosso país” é imprescindível nesse processo e uma meta de seu governo. Além disso, ressaltou a presidenta, é necessário envolver instituições como a Política Federal para o combate ao crime organizado, tráfico de drogas e fortalecimento das fronteiras.
“Junto com a Polícia Federal nas áreas de fronteira, com o próprio Exército, com as Forças Armadas, o saber talvez seja uma das condições privilegiadas através das quais nós podemos decifrar as drogas (…). E, acho que é fundamental a gente perceber que tudo isso também passa por um processo de combate ao crime organizado, através do controle de fronteiras, da… eu diria, o reforço ainda maior da Polícia Federal no combate à criminalidade e às drogas”, disse.
Participaram ainda da abertura do seminário – que reúne 49 reitores das universidades selecionadas – os ministros Alexandre Padilha (Saúde), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Fernando Haddad (Educação), a secretária nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), Paulina do Carmo, e o presidente da Andifes, Edward Madureira.
“O crack é mais que uma droga, é quase um veneno. Começa com uma brincadeira e termina com a morte”, alertou o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Após a cerimônia, a secretária nacional de Políticas Sobre Drogas concedeu entrevista coletiva e assinalou que, no próximo mês, o governo federal lançará o maior estudo do mundo sobre o crack, que envolveu 22 mil pessoas de diversos estados brasileiros. A partir da amostragem, a pesquisa traçará o mapa do consumo de crack no país e servirá como embasamento para diversas políticas públicas para enfrentamento da droga.
Centros de referência — Cada projeto (quatro cursos) terá até R$ 300 mil do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) para capacitação de 300 profissionais. Ao final de 12 meses, serão formados 14,7 mil profissionais, em 844 municípios de 19 estados do país. Os cursos vão abordar o gerenciamento de casos, a reinserção social e o aconselhamento motivacional, bem como o aperfeiçoamento de médicos atuantes no Programa de Saúde em Família, no Núcleo de Assistência à Saúde da Família e profissionais do SUS e do Sistema Único de Assistência Social.
A iniciativa faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado no ano passado pelo governo federal. O Plano prevê, também, a ampliação do número de leitos de internação de usuários, a ampliação do número de Centros de Referência de Assistência Social e dos Centros de Referência Especializada de Assistência Social, a realização de estudos e pesquisas, a ampliação do horário de atendimento do VivaVoz, a criação de centros de pesquisa e novas metodologias de tratamento e reinserção social, e medidas de enfrentamento ao tráfico.

NAVALHA

NavalhaClique aqui para ler: “Política de descriminalização do FHC funciona para rico viciado”.

Por que o Cerra e o Aécio não apoiam a descriminalização do Farol de Alexandria ?

Por que o PSDB morre de medo dele ?

Essa política de descriminalização tem cheiro de marketing no Hemisfério Norte.

Deve fazer muito sucesso em Harvar (revisor, por favor: é Harvar mesmo; obrigado).

Paulo Henrique Amorim

Dilma ataca o crack. Descriminalização é coisa de tucano | Conversa Afiada

domingo, 23 de janeiro de 2011

Os prostíbulos do capitalismo

Paraísos fiscais, segundo Emir Sader: “Existem, são conhecidos, quase ninguém tem coragem de defendê-los, mas eles sobrevivem e se expandem, porque são como os prostíbulos – ilegais, mas indispensáveis para a sobrevivência de instituições falidas, que tem nesses espaços os complementos indispensáveis à sua existência.”

Emir Sader: Os prostíbulos do capitalismo

Blog da Dilma
janeiro 22nd, 2011 |  Autor: Daniel Pearl editor geral

Escrito por Emir Sader – CartaMaior: Os chamados “paraísos fiscais” são verdadeiros prostíbulos do capitalismo. Nesses territórios se praticam todos os tipos de atividade econômica que seriam ilegais em outros países, captando e limpando somas milionárias de negócios como o comércio de armamentos, do narcotráfico e de outras atividades similares.
Os paraísos fiscais, que devem somar um total entre 60 e 90 no mundo, são micro-territórios ou Estados com legislações fiscais frouxas ou mesmo inexistentes. Uma das suas características comuns é a prática do recebimento ilimitado e anônimo de capitais. São países que comercializam sua soberania oferecendo um regime legislativo e fiscal favorável aos detentores de capitais, qualquer que seja sua origem. Seu funcionamento é simples: vários bancos recebem dinheiro do mundo inteiro e de qualquer pessoa que, com custos bancários baixos, comparados com as médias praticadas por outros bancos em outros lugares.
Eles têm um papel central no universo das finanças negras, isto é, dos capitais originados de atividades ilícitas e criminosas. Máfias e políticos corruptos são frequentadores assíduos desses territórios. Segundo o FMI, a limpeza de dinheiro representa entre 2 e 5% doi PIB mundial e a metade dos fluxos de capitais internacionais transita ou reside nesses Estados, entre 600 bilhões e 1 trilhão e 500 bilhões de dólares sujos circulam por aí.
O numero de paraísos fiscais explodiu com a desregulamentação financeira promovida pelo neoliberalismo. As inovações tecnológicas e a constante invenção de novos produtos financeiros que escapam a qualquer regulamentação aceleraram esse fenômeno.
Trafico de armas, empresas de mercenários, droga, prostituição, corrupção, assaltos, sequestros, contrabando, etc., são as fontes que alimentam esses Estados e a mecanismo de limpeza de dinheiro.
Um ministro da economia da Suíça – dos maiores e mais conhecidos paraísos – declarou em uma visita a Paris, defendendo o segredo bancário, chave para esses fenômenos: “Para nós, este reflete uma concepção filosófica da relação entre o Estado e o indivíduo.” E acrescentou que as contas secretas representam 11% do valor agregado bruto criado na Suíça.
Em um país como Liechtenstein, a taxa máxima de imposto sobre a renda é de 18% e o sobre a fortuna inferior a 0,1%. Ele se especializa em abrigar sociedades holdings e as transferências financeiras ou depósitos bancários.
Uma sociedade sem segredo bancário, em que todos soubessem o que cada um ganha – poderia ser chamado de paraíso. Mas é o contrário, porque se trata de paraísos para os capitais ilegais, originários do narcotráfico, do comercio de armamento, da corrupção.
Existem, são conhecidos, quase ninguém tem coragem de defendê-los, mas eles sobrevivem e se expandem, porque são como os prostíbulos – ilegais, mas indispensáveis para a sobrevivência de instituições falidas, que tem nesses espaços os complementos indispensáveis à sua existência.

Emir Sader: Os prostíbulos do capitalismo

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Comunidade do Alemão beneficiada pela tecnologia

O Portal MSN publicou matéria do Campus Party (feira tecnológica) em que Rene, um jovem da comunidade do Complexo do Alemão conta sua experiência durante a invasão, quando noticiou os eventos em tempo real via twitter. A iniciativa do rapaz tomou destaque na imprensa e repercutiu em novas iniciativas pela comunidade e atendimento de reivindicações pelo poder público. Isso demonstra a revolução que a tecnologia permite ao democratizar os meios de comunicação pelo uso de novas ferramentas. É urgente que se faça a inclusão digital das classes populares. O acesso a computadores pela Classe C tem sido crescente pelo aumento da renda e da capacidade de consumo das classes em ascensão. Mas a banda larga no Brasil é ainda uma das mais caras do mundo, resultado do processo de privatização das empresas de comunicação com concentração de atividades em pequenso grupos e baixa concorrência. O Ministro Paulo Bernardo já indicou a prioridade do Plano Nacional de Banda Larga, prevendo o barateamento dos preços da banda larga para a população até o momento sem acesso à rede mundial de computadores. Ao final, assista ao vídeo com o depoimento do próprio Renê.

Campus Party: Rene Silva conta como está a vida no Complexo do Alemão.

21 de janeiro de 2011

Em dezembro, quando algumas comunidades que ficam no Complexo do Alemão – Rio de Janeiro – foram invadidas por forças militares, publicamos um artigo falando do jovem Rene Silva, que de dentro de todo o conflito conseguia enviar informações via twitter para o resto do mundo, noticiando com extremo detalhe o que ocorria.

Ele foi convidado para comentar sobre sua experiência, aqui na Campus Party, e também sobre o que está mudando na comunidade por conta do jornal acabar ganhando o mundo. Segundo Rene, o twitter e o jornal impresso conseguiram algumas melhorias para a região, como o que ocorreu no natal de 2010. Os moradores estavam reclamando de falta de asfalto em algumas ruas, além de falta de postes de luz ou semáforos que não funcionavam, tudo isso por e-mail para a prefeitura, mas sem muita resposta.

Com o twitter de Rene ganhando fama e noticiabilidade, estas reinvindicações começaram a ser atendidas de maneira mais rápida, ocorrendo até no dia seguinte que o tuite foi publicado. Além disso, o jornal agora vai ser impresso em cores e a tiragem deve aumentar, já que uma gráfica mostrou interesse no garoto após descobrir seu twitter.

Confira a entrevista que fizemos com ele.

<a href="http://video.msn.com/?mkt=pt-br&amp;brand=v5%5E544x306&amp;from=sp&amp;vid=4499e83e-3431-efad-6d07-d33967465d43&amp;src=FLCP:sharebar:embed" target="_new" title="TechGuru - Entrevista com Rene Silva.">Vídeo: TechGuru - Entrevista com Rene Silva.</a>

MSN Tecnologia - Techguru 2.2 beta

domingo, 19 de dezembro de 2010

“Bancos privados também sobem os morros com UPPs”

Conversa Afiada

No pelotão de trás, o Bradesco. Que derrota !

Saiu na Folha (*), pág. B2.
Além do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, que vão abrir agencias no Alemão, bancos privados também se preparam para abrir unidades onde foram instaladas Unidades de Policia Pacificadora nas favelas do Rio.
O Bradesco vai abrir um agencia na Cidade de Deus: “O banco tem que chegar à comunidade e não uma comunidade de 70 mil pessoas ir ao banco”, disse Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco.
O Bradesco já está na Rocinha e em Cantagalo.
Este ordinário blogueiro já tinha visitado uma próspera agência do Santander na entrada da Vila Cruzeiro, no Alemão.
Clique aqui para ler “Não é sobre drogas; é sobre ocupação do território e armas, estúpido !”.
Positivamente, como diz o PiG (**), a batalha do Alemão foi uma derrota !
(Do PiG.)
Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

“Bancos privados também sobem os morros com UPPs” | Conversa Afiada

sábado, 18 de dezembro de 2010

Lula vai ao teleférico do Alemão. Foi uma derrota

Conversa Afiada
Publicado em 16/12/2010

O PiG de São Paulo pensa que é na Suica

Saiu no G1:

No Rio, Lula vai andar no teleférico que virou atração no Alemão

Obra, que chama a atenção nas favelas, vai atender 30 mil pessoas por dia. Objetivo é que projeto revitalize região e se transforme em polo de cultura.
Aluizio Freire Do G1 RJ
Na terça-feira (21) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ao Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, para andar no teleférico, segundo informação da assessoria da Secretaria estadual de Obras. O teleférico ainda está em fase de testes. A expectativa é que seja entregue à população em fevereiro ou março de 2011.
A plataforma gigantesca, no alto do morro, se destaca acima das casas de tijolos expostos das favelas. O teleférico, um dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), inspirado em construção semelhante, em Bogotá, na Colômbia, tem capacidade para transportar cerca de 30 mil pessoas por dia.
(…)

Lula vai ao teleférico do Alemão. Foi uma derrota | Conversa Afiada

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fátima Souza: PCC recebe fugitivos do Rio em São Paulo

Viomundo - O que você não vê na mídia
9 de dezembro de 2010 às 22:50

Comando Vermelho e PCC estão juntos em São Paulo

Fatima Souza, repórter policial

Traficantes do CV teriam recebido apoio de bandidos do PCC em São Paulo

Desde a sexta-feira, 27 de novembro, estou recebendo informações de que muitos bandidos do CV — Comando Vermelho –  que fugiram do morro do Alemão atravessaram a divisa e estão em São Paulo, onde foram recebidos pelos “irmãos” do PCC – Primeiro Comando da Capital. As duas facções criminosas mantem relações cordiais há mais de oito anos.
Trocam armas por drogas e, quando a situação fica “difícil” para alguém do PCC em São Paulo, o CV dá guarida no morro do Alemão, no Rio. E vice-versa: se o apuro for de alguém do CV ele deixa o Rio e é recebido pelo PCC em São Paulo. Situação como esta aconteceu quando o Juiz “Machadinho” foi assassinado pelo PCC, no interior de São Paulo.
Um dos bandidos, “Ferrugem” (que foi quem atirou no Juiz) foi para o Rio de Janeiro e lá, no morro do Alemão, foi recebido pelos integrantes do CV e ficou escondido por lá. Desta vez não foi diferente.
A polícia do Rio, durante três dias, ficou avisando que iria invadir o Morro do Alemão.
Deu tempo suficiente para que muitos traficantes fugissem para outros morros cariocas, ou simplesmente deixassem a cidade maravilhosa rumo à Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. A maioria deles para São Paulo, onde a facção é mais forte. Nos outros estados também foram recepcionados por representantes do PCC.
A primeira ação conjunta de PCC e CV aqui em São Paulo, segundo informações que recebi, foi o tiroteio ocorrido na Rodovia Raposo Tavares, que terminou com três policiais feridos. Os bandidos, que estavam em um carro blindado, após perseguição dispararam com fuzis e metralhadoras contra a polícia e depois saíram correndo por uma mata próxima à Rodovia.
Apesar das buscas intensas (utilizando até o helicóptero Águia) a Polícia Militar não conseguiu capturar ninguém. O carro blindado foi abandonado na pista e dentro dele havia coletes à prova de balas. Não se sabe o que pretendiam fazer os bandidos do PCC/CV com tantas armas, munição e coletes. A Polícia Rodoviária Federal está agora na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro, tentando impedir que mais bandidos cariocas entrem em São Paulo.
A informação de que o CV está em São Paulo foi confirmada através de uma carta que nós conseguimos com exclusividade. A cópia do documento, em papel timbrado da Secretaria de Segurança Pública, sob o título “Alerta”, confirma as informações que recebemos há vários dias.

Fátima Souza: PCC recebe fugitivos do Rio em São Paulo | Viomundo - O que você não vê na mídia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Arquitetos do IAB fazem projetos para reurbanizar favelas do Rio

Conversa Afiada

Projeto de Jacira Farias é um dos conceitos vencedores

Saiu no Globo:

Concurso do IAB escolhe 40 arquitetos que vão planejar reurbanização de 215 comunidades

RIO – As favelas que serão beneficiadas pelo projeto Morar Carioca, que pretende urbanizar 215 comunidades, divididas em 40 grupos, até 2020, num investimento de R$ 8 bilhões, terão a “cara” dos escritórios de arquitetura escolhidos segunda-feira por um concurso promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB – RJ) e pela secretaria municipal de Habitação.
Os 40 vencedores, dos 86 inscritos, apresentaram ideias e conceitos de como deve ser a urbanização das comunidades. Em comum entre quase todos, estão a necessidade de integrar cada vez mais as favelas à cidade formal, reduzir o adensamento, garantir saneamento básico e áreas de convivência para os moradores.

Outras ideias recorrentes foram o plantio de árvores, a construção de ciclovias nas comunidades planas e de teleféricos ou planos inclinados nas que ficam em encostas.

(…)

Clique aqui para ler a matéria na íntegra no Globo.

Arquitetos do IAB fazem projetos para reurbanizar favelas do Rio | Conversa Afiada

sábado, 4 de dezembro de 2010

Em nome de combater o crime, crimes

Viomundo - O que você não vê na mídia
3 de dezembro de 2010 às 9:47

Por um momento achei que só eu (Azenha) tinha notado que pobre é cidadão de segunda classe no Brasil, ou seja, não tem garantia de inviolabilidade do domicílio:

À MARGEM DA LEI SÃO TODOS MARGINAIS

A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA – AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, fundada em 1991, que tem por finalidade estatutária o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, em consideração às operações policiais e militares em curso no Rio de Janeiro, vem manifestar preocupação com a escalada da violência, tanto estatal quanto privada, em prejuízo da população que suporta intenso sofrimento.
Para além da constatação do fracasso da política criminal relativamente às drogas ilícitas no país, bem como da violência gerada em razão da opção estatal pelo paradigma bélico no trato de diversas questões sociais que acabam criminalizadas, o Estado ao violar a ordem constitucional, com a defesa pública de execuções sumárias por membros das forças de segurança, a invasão de domicílios e a prisão para averiguação de cidadãos pobres perde a superioridade ética que o distingue do criminoso.
A AJD repudia a naturalização da violência ilegítima como forma de contenção ou extermínio da população indesejada e também com a abordagem dada aos acontecimentos por parcela dos meios de comunicação de massa que, por vezes, desconsidera a complexidade do problema social, como também se mostra distanciada dos valores próprios de uma ordem legal-constitucional.
O monopólio da força do Estado, através de seu aparato policial, não pode se degenerar  num Estado Policial que produz repressão sobre parcela da população, estimula a prestação de segurança privada, regular e irregularmente, e dá margem à constituição de grupos variados descomprometidos com a vida, que se denominam esquadrões da morte, mãos brancas, grupos de extermínio, matadores ou milícias.
Por fim, a AJD reafirma que só há atuação legítima do Estado, reserva da razão, quando fiel à Constituição da República.

Em nome de combater o crime, crimes | Viomundo - O que você não vê na mídia

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O PiG (*) tem razão: a ocupação do Alemão é uma derrota

Conversa Afiada
Publicado em 03/12/2010

Segundo o PiG (*), no Alemão, o crime compensa

Este ordinário blogueiro voltou à Rua Joaquim de Queiroz, na entrada da Vila Cruzeiro, centro do comércio da droga no Complexo do Alemão.
Às 4h da tarde desta sexta-feira, havia umas 50 pessoas na fila para entrar no ônibus refrigerado da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Na terça-feira, o ônibus atendeu 30 pessoas.
Na quarta, 300, na quinta, 300, e hoje, provavelmente, outras 300.
Os moradores do Complexo do Alemão vão em busca de segundas vias de documentos perdidos, certidão de casamento, carteira de identidade e atestado de óbito.
De terça-feira até hoje, houve ali 10 pessoas com denúncias de violência ou irregularidade cometida por policiais.
Dessas 10, uma resultou numa investigação da Delegacia Policial próxima.
Essa sexta-feira foi o terceiro dia em que funcionários da Sky venderam TV a cabo.
Em três dias, foram vendidas 200 assinaturas no Alemão e 100 na Vila Cruzeiro.
A “TV gato” custava R$ 30 por mês.
A Sky cobra R$ 49,90.
Na Rua Joaquim de Queiroz, há 6 meses funciona sua primeira agência bancária, do banco Santander.
A reduzida e refrigerada agência atende 10 mil pessoas por mês.
Em 6 meses, conquistou 2 mil correntistas.
A agência oferece todos os produtos financeiros de qualquer agência do Santander, em qualquer ponto do Brasil.
No momento, a preferência, além de movimentar a conta corrente, é o correntista abrir conta de poupança e fazer seguro, especialmente de vida.
Um novo produto parece concentrar a atenção do funcionário com quem conversei.
O Santander regulariza as micro e pequenas empresas, faz com que se inscrevam no Simples e oferece uma linha de financiamento dirigido especialmente às micro e pequenas empresas.
O PiG (*), de fato, tem razão.
A ocupação foi um desastre irremediável.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

O PiG (*) tem razão: a ocupação do Alemão é uma derrota | Conversa Afiada

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Vídeo: morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubo

Conversa Afiada
Publicado em 30/11/2010

O Conversa Afiada publica denúncia do Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades (quem será Stanley Burburinho ?):

1) VÍDEO: “Morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubar R$ 31 mil”
2) Moradores da Vila Cruzeiro e do Alemão denunciam abusos dos policiais:
VÍDEO: “Morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubar R$ 31 mil” (Dica do @CidadaoAtento)

Polícia rouba tudo da casa do trabalhador

Moradores da Vila Cruzeiro e do Alemão denunciam abusos dos policiais (Dica @CidadaoAtento : Têm que resolver isso.)

Moradores da Vila Cruzeiro e do Alemão denunciam abusos dos policiais
Denúncias de moradores Vila Cruzeiro e do complexo do Alemão sobre abusos praticados durante as ações policiais nas favelas revelam o outro lado das operações contra o tráfico de drogas no Rio.

(…)


NAVALHA


Navalha

Quando deixava a Vila Cruzeiro, sábado passado, esse ordinário blogueiro foi abordado por um policial da PM.
Segundo o PM, policiais civis do Rio faziam exatamente isso o que esse morador, agora, denuncia.
A única “boa notícia” desse episódio degradante é que os moradores agora denunciam.
Assim em vídeo, ou através do disque-denúncia.
O Delegado Beltrame deve ir para cima desses policiais com a firmeza e a competência com que foi para cima dos traficantes.
É gente da mesma tribo.

Paulo Henrique Amorim


Vídeo: morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubo | Conversa Afiada

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Folha também acha traficantes a que Estadão deu fuga

Conversa Afiada
Publicado em 29/11/2010

Itagiba: as milícias perderam seu herói

O UOL, clique aqui para ler, mostra que o líder do tráfico na Baixada Fluminense morreu em combate no Complexo do Alemão.
Um dos argumentos do PiG (*) para desqualificar a vitoriosa operação é simular que os chefões fugiram.
Clique aqui para ler “Estadão dá fuga a traficantes” e clique aqui para ler “Beltrame acha os traficantes do Estadão”.
A urubóloga Miriam Leitão disse na CBN – clique aqui para ler “CBN considera Lula, Sérgio Cabral e Beltrame uns idiotas” – que o problema agora são as milícias.
As milícias perderam a colaboração daquele que entusiasticamente apoiaram na última eleição.
Marcelo Lunus Itagiba, braço direito e esquerdo do Serra, não se reelegeu deputado federal.
As milícias são hoje combatidas como nunca e para o PiG depois de Beltrame acabar com as milícias terá que enfrentar Átila, o rei dos Hunos, o Cão do Terceiro Livro, as Bestas do Apocalipse e, todos esses vencidos, Osama Bin Laden.
Para o PiG (*) de São Paulo, o Rio jamais vencerá.
Ainda mais se o Governador e o prefeito apoiarem Lula e a Dilma.
Os traficantes do Alemão são hoje uma força em extinção.
Como o PiG (*).

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Folha também acha traficantes a que Estadão deu fuga | Conversa Afiada

A tropa de elite e os cucarachas

 Viomundo - O que você não vê na mídia
29 de novembro de 2010 às 19:46
por Luiz Carlos Azenha

A “Guerra contra as Drogas” é coisa antiga. Nos Estados Unidos, do tempo de Richard Nixon. Mas foi no governo Reagan que a “Guerra contra as Drogas” realmente começou a ser levada a sério em Washington. Reagan militarizou a interdição do tráfico entre a América do Sul e o território estadunidense. Envolveu até mesmo a Central de Inteligência Americana na parada. Eu, por acaso, era correspondente da TV Manchete nos Estados Unidos.
Portanto, embora tenha acompanhado minha dose de tiroteios no Jacarezinho, quando fui repórter da Globo no Rio de Janeiro, conheço a guerra contra as drogas de muito, muito antes.
Logo que cheguei aos Estados Unidos, aliás, acompanhei como repórter o combate ao que sobrava da Máfia em Nova York. Uma de minhas primeiras reportagens em Manhattan (desembarquei na cidade em 7 de dezembro de 1985, dia do aniversário de minha mãe) foi sobre o assassinato do chefão Paul Castellano, abatido diante da famosa Sparks Stakehouse, um restaurante que servia um belíssimo filé — e que era um dos favoritos do Paulo Francis, então veterano correspondente na cidade.
Cobri o primeiro julgamento de John Gotti, absolvido em um tribunal do Brooklyn da acusação de eliminar Castellano para assumir o “cargo” de chefe dos chefes. Fiz reportagens tanto no Little Italy, onde a Máfia lentamente definhava, quanto em Queens, diante da casa de Gotti. Quando ele ainda não era o todo poderoso, Gotti perdeu um filho perto de casa, atropelado por um vizinho. Uma das acusações contra ele é de que tinha mandado dar um sumiço no atropelador.
Naquela época, quando eu ainda tinha a cabeça pequena e o peito grande, cheguei a bater na porta de ferro do que era tido como o salão de reuniões informais dos mafiosos em Queens (com o Domingos Mascarenhas, cinegrafista da TV Manchete, filmando).
Gotti foi absolvido mais de uma vez das acusações que lhe foram imputadas, pelo trabalho brilhante do advogado Bruce Cutler. Cutler, aliás, esteve no centro de uma polêmica que os Estados Unidos viveram nos anos 80 e que chegou com trinta anos de atraso ao Brasil: até que ponto o advogado pode se envolver na defesa de seu cliente. A promotoria de Nova York, que perseguia febrilmente a condenação de Gotti, pediu o afastamento do advogado alegando que ele tinha se tornado um acessório do crime organizado. Conseguiu. Sem Cutler na defesa, Gotti foi finalmente condenado por liderar a família Gambino (mais tarde morreria de câncer, na cadeia).
Fiz muitas coberturas relativas à chamada “guerra contra as drogas”, dentro e fora dos Estados Unidos.
O que mais me chamou a atenção, à época — e que guardo até hoje, como lição — é que Washington pregava para os outros o que não fazia em casa.
Para os outros e fora dos Estados Unidos, o governo americano pregava a militarização da interdição e do combate às drogas.
Internamente, no entanto, a coisa era diferente.
Nunca vi a Guarda Nacional americana chutando portas atrás de traficantes. Muito menos o Exército.
Em casa, a ênfase era no serviço de inteligência. No trabalho silencioso do FBI.
Tropa de elite, aparentemente, era coisa de cucaracha* (o cartunista Henfil popularizou a palavra usada pelos gringos para definir os hispânicos quando voltou ao Brasil de uma estadia em Nova York e escreveu “O Diário dos Cucarachas”).
Voltarei ao assunto em breve, tratando do general Manuel Noriega e da invasão do Panamá.
* Aliás, essa história de vibrar com homem de preto segurando fuzil… sei lá.

A tropa de elite e os cucarachas | Viomundo - O que você não vê na mídia

Não é sobre drogas. É sobre território e armas, estúpido



Com o teleférico, o trabalhador do Alemão vai dormir duas horas a mais. Que horror !

Conversa Afiada
Publicado em 29/11/2010

Uma conversa com o excelente policial delegado Beltrame neste sábado à tarde, na Secretaria de Segurança, no prédio da Central do Brasil, no Rio, deixa muito claro o que está por trás da vitoriosa estratégia dele.
Ele combate o tráfico de drogas, sim.
Mas, isso é secundário.
Sempre haverá consumo de drogas e sempre haverá uma forma ilícita de atender a esse consumo.
O problema do Rio, diz Beltrame, é que uma parte do território nacional – o complexo do Alemão – não podia ficar mais sob o controle do terror e da ditadura dos traficantes.
Não se pode imaginar que o Estado brasileiro entrasse ou controlasse a integridade de seu território – menos o complexo do Alemão.
Trata-se de uma questão de Segurança Nacional, que transcende os hábitos dos mauricinhos da classe média.
Esse pessoal que agride homossexual com lâmpada fosforescente.
Sempre haverá alguém para levar droga a esse tipo de consumidor.
O consumidor de crack é outra questão.
É uma questão de política social agressiva, como a que o Padim Pade Cerra jamais montou.
E, do centro de São Paulo, em direção à Av. Paulista, as ruas se tornaram um espetáculo degradante de miseráveis que se destroem com as pedras de crack e se deitam na primeira pilastra que encontram.
E os mauricinhos seguem em frente, protegidos pelo vidro fumê do automóvel.
A batalha contra o crack começa na UPP.
Clique aqui para ler no G1: “Alemão terá UPP até primeiro semestre de 2011, diz Cabral”.
Clique aqui para ler no UOL: “Exército ficará no Alemão até UPP chegar, diz Cabral”.
O Padim Pade Cerra jamais entendeu isso.
Como o Fernando Henrique jamais entendeu quando era presidente: lavou as mãos.
Ele dizia que o crime é problema dos Estados e não do Governo Federal.
Foi preciso o Lula botar o Jobim para trabalhar e entregar os anfíbios da Marinha e os blindados do Exercito no Alemão, para desmoralizar  o “Estado Mínimo” do FHC e do Serra.
A prioridade do Beltrame e do Sérgio Cabral é o Estado.
A integridade do território nacional.
E, com isso, levar cidadania aos bairros pobres: escola, saúde, habitação, transporte.
Agência de banco.
Energia elétrica que não seja gato.
Esgoto sanitário.
É tomar conta do pedaço.
Como me disse um policial, no alto de um blindado: estamos devolvendo a eles o que é deles.
Clique aqui  para ler “Beltrame passa com um anfíbio por cima do PiG de São Paulo”.
Clique aqui para ler “Beltrame para diretor geral da Polícia Federal – é uma forma de a PF voltar a ser Republicana”.
Três anos atrás esse ordinário blogueiro foi fazer uma reportagem no Alemão.
Viu que os caveirões não podiam subir por causa das barricadas de concreto, e porque os traficantes derramavam gasolina no asfalto: os caveirões derrapavam e não seguiam adiante.
E, há três anos, viu também as obras de alguns projetos do PAC.
O PAC estava empacado, como diz o PiG (*).
Neste último fim de semana encontrei lá, prontos e em uso.
Prédios de apartamentos do Minha Casa Minha Vida.
A escola “Jornalista Tim Lopes”.
E uma Unidade de Pronto Atendimento de Saúde.
O PAC devidamente desempacado, para desespero do PiG (*).
Também vi no alto do morro, uma laje azul: o teleférico, que se inaugura ainda no Governo Lula.
Que vai levar o morador do alto do morro à estação de metrô.
O trabalhador vai dormir duas horas a mais, por dia.
São cinco estações de teleférico dentro do Alemão.
Como já existe no Pavão-Pavãozinho.
Um horror !
Prioridade do Beltrame também é desarmar o tráfico.
Não deixar o tráfico subjugar os moradores.
Ameaçar a cidade.
Fechar os túneis.
Matar inocentes.
Arma, só nas mãos do Estado ou daqueles que a Lei considera aptos a portá-las.
Um problema é a Lei de Execuções Penais.
O crime vem de fora do Estado do Rio, me disse o Beltrame.
Sim, das mulheres e advogados que vão visitar criminosos nos presídios de segurança máxima e, sob a proteção da Lei de Execuções Penais, trazem mensagens para os morros.
Ordens para atacar a Polícia.
O Obama manda no Bronx.
No Bronx não tem traficante armado, pronto para enfrentar a polícia e Nova York.
Mas, tem muito mauricinho que cheira.
Como em todo lugar do mundo.
Só na elite branca de São Paulo é que ninguém cheira nem faz aborto.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Não é sobre drogas. É sobre território e armas, estúpido | Conversa Afiada

Beltrame passa por cima do PiG de SP com um anfíbio da Marinha

Conversa Afiada
Publicado em 29/11/2010

Só os anfíbios da Marinha conseguiram ultrapassar as barricadas

No domingo, a manchete da Folha (*) foi:
“Tráfico tenta negociar antes de invasão policial”.
É outra ficha falsa da Dilma.
O tráfico não tentou negociar nunca.
Manchete do Estadão de hoje:
“Polícia ocupa o Alemão; traficantes fogem”.
“… forças a segurança invadem o complexo no Rio, mas não prendem principais líderes do tráfico”.
Sim.
Provavelmente, os líderes do tráfico, ao sair de BMW da Vila Cruzeiro, foram para o Alemão e, de lá, tomaram seus jatinhos para São Paulo.
Devem estar agora com seus advogados na Av. Paulista.
A elite branca (e separatista, no caso de São Paulo), de que a Folha (*) e o Estadão são expressões, não pensa o Brasil, como diz o sábio Fernando Lyra.
E, como não pensa, não entende nada de Brasil.
Aliás, não entende nada da cidade de São Paulo, do Capão Redondo ou do Jardim Romano, de onde o Padim Pade Cerra fugiu de helicóptero, quando os moradores, afogados num alagamento, exigiram providências.
Além disso, faz parte da ideologia da elite branca de São Paulo (e, portanto, separatista) satanizar o Rio.
Transformar o Rio no pólo contrário e desprezível: do lado de cá, a virtude, o espaço santificado, onde ninguém cheira cocaína nem crack e não faz aborto; do lado de lá, Sodoma e Gomorra instaladas no centro de Bagdá.
Sobre Segurança, os governos tucanos têm duas marcas.
Geraldo Alckmin decretou o fim do PCC.
Padim Pade Cerra combateu o crime com vigor  – nas estatísticas.
Todo mês, era uma batalha sangrenta entre a imprensa e o Governo dele, para apurar os verdadeiros números da criminalidade.
Segundo entrevista que será exibida na integra nesta terça-feira, na RecordNews, Beltrame anuncia que forças federais vão ficar no Alemão até que, no meio do ano que vem, se formem os  profissionais da Polícia Militar que vão administrar as UPPS.
Clique aqui para ler no G1: “Alemão terá UPP até primeiro semestre de 2011, diz Cabral”.
Clique aqui para ler no UOL: “Exército ficará no Alemão até UPP chegar, diz Cabral”.
Beltrame também informou, numa coletiva, ontem, que, brevemente,  vai entrar na Rocinha (onde já há uma UPP) e no vizinho Vidigal.
A propósito da fuga dos líderes do tráfico da Rocinha, segundo o Estadão, aquele jornal que confessou querer derrubar o presidente do Senado para prejudicar a Dilma.
O Estadão é capaz de identificar os líderes do tráfico no Alemão tanto quanto sabe quem são os líderes do Hezbollah no Líbano.
Agora, amigo navegante, pergunta-se: como é que eles fugiram ?
Eles estavam na Vila Cruzeiro.
O Beltrame entrou na Vila Cruzeiro.
Eles resistiram.
Quando viram que os anfíbios da Marinha ultrapassavam as barricas de concreto nas ruas estreitas, eles fugiram a pé para o Alemão.
E foram para onde ?
Para o Porcão de Ipanema, para o Adegão Português, no campo de São Cristóvão, comer bacalhau a Gomes de Sá ?
Não, caro amigo navegante.
Eles foram se esconder numa zona de conforto, ali ao lado: o Alemão.
O que fez o Beltrame ?
Fechou as 44 saídas do Alemão com soldados do Exército.
Não entrava nem saía ninguém sem ser revistado.
Suspeito ?
Detido.
Vi várias cenas dessas.
Mas, para o Estadão, não, os “chefões”, que o Estadão não sabe quem são, estão todos numa nice, do lado de fora.
Outro detalhe importante.
O Governo de Minas fechou as barreiras com o Estado do Rio para não deixar ninguém entrar.
O governo de São Paulo assistia a tudo na televisão.
De mau humor.
Porque o Rio ganhou.
Clique aqui para ler “A vitória de Beltrame no Rio constrange”.
Ou como diz a manchete do Globo, recentemente convertido à estratégia do Beltrame: “O Rio mostrou que é possivel”.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Beltrame passa por cima do PiG de SP com um anfíbio da Marinha | Conversa Afiada

domingo, 28 de novembro de 2010

Os estraga-prazeres de nossa sociedade “perfeita”

Se não fossem esses malvados …

Viomundo - O que você não vê na mídia
29 de novembro de 2010 às 1:29

Locatelli e os estraga-prazeres de nossa sociedade “perfeita”

por Roberto Locatelli, em comentário no blog

Essa conversa de que “é preciso prender os bandidos” é cortina de fumaça. O que é preciso é combater o crime. Qual é a diferença? É uma diferença de visão entre esquerda e direita. Maluf passou décadas dizendo, com aquela voz anasalada: – No meu governo, os bandidos iam para a cadeia. Eu ponho a ROTA (1) na rua para prender os bandidos.
Zé Bolinha de Papel e os seus pares vivem dizendo que vão aumentar a segurança aumentando o número de policiais “nas ruas”. A questão é que a direita nos tenta passar a visão de que a sociedade é perfeita e que os bandidos são uma espécie de alienígenas que sentem prazer em cometer roubos e assassinatos. Os filmes estadunidenses nos impingem “ad nauseum” essa ótica. Os quadrinhos também. Por que os irmãos Metralha são bandidos? Porque são malvados por natureza, segundo a lógica dos gibis.
Ou seja, a sociedade é uma engrenagem maravilhosa e linda, com cada cidadão feliz e contente, seja ele rico, pobre ou miserável. Então, uns sujeitos desajustados e malvados resolvem atrapalhar tudo, entrando numa vida de crimes. Temos que matá-los ou prendê-los, e seremos felizes para sempre. Assim, basta chamar o Capitão Nascimento e matar os bandidos. Os que não forem mortos, que sejam trancafiados e que se jogue a chave fora.
A parte que está faltando dessa história é que o crime é produto da sociedade capitalista, já doente nessa fase de decadência imperialista.
Assim: * O bandido suborna o policial; * O adolescente de classe média alta – aquele mesmo que espanca homossexuais – compra maconha, cocaína e ecstasy dos traficantes; * O pobre se presta a ser “mula” ou trabalhar na produção de drogas por não ver outra perspectiva; * Alguns juízes são ligados aos grandes criminosos, que não estão nas favelas, mas no Leblon e em Higienópolis, em suas mansões. Estes, por sua vez, são os chefes dos chefes que moram nas favelas.
A solução passa por: * Dar uma vida digna aos policiais. Eles não podem usar botas com sola furada, como uma reportagem mostrou anos atrás; * Intensificar as políticas sociais, que dão perspectiva aos que não tinham perspectiva; * Fazer obras de infraestrutura nas comunidades carentes, impedindo que as favelas sejam um Estado paralelo. Isso está sendo feito no Rio, mas de modo muito embrionário; * Aumentar os efetivos da Polícia Civil, que vai atrás dos grandes criminosos, dos peixes grandes.
Nesses episódios de violência no Rio, há um cérebro por trás. De quem? Prender os peixes pequenos ajuda, sim, mas pegar os grandes traficantes – que não moram na favela, repito – é fundamental.
O governador Cabral tem feito algumas coisas boas, como as obras do PAC nas favelas e as UPPs. Mas faltou material humano de qualidade. Muitos policiais, infelizmente, devido aos salários baixíssimos, se deixam levar pela tentação de ganhar dinheiro fazendo parte de milícias ou se vendendo ao tráfico. Por que Cabral não preparou esse material humano antes? Além disso, Cabral – e todos os governadores – não ataca a questão central: quem são os cabeças? Em quais bairros “nobres” eles moram? E, por fim, uma questão FUNDAMENTAL: é preciso descriminalizar as drogas.
E, por favor, nada de falsos moralismos.
Cigarro é droga pesada e está legalizado. Álcool é droga pesada e está legalizado. Cafeína é droga pesada – é da família dos alcalóides – e está legalizada. Toma-se cafezinho em qualquer barzinho de esquina, nas barbas da polícia!! Aliás, até eles consomem essa droga pesada! Sou contra o uso de drogas, inclusive as legalizadas. Mas sou contra a criminalização das drogas. Acho que seria muito melhor que as drogas hoje ilegais fossem produzidas regularmente como as drogas já legalizadas. E que a sociedade seja informada e discuta os efeitos ruins dessas drogas.
Mas essa legalização demorará muito, pois os traficantes são contra, a polícia é contra, os juízes são contra e os políticos são contra. Continuaremos seguindo assim: as drogas são consumidas, geram dinheiro, que financia armas, as quais geram violência.

(1) ROTA – polícia ostensiva e violenta que atuou em São Paulo nas décadas de 80 e 90.

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Lembrem-se dos crimes de maio

Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, dom, 28/11/2010 - 14:05

Uma das páginas mais vergonhosas de São Paulo foi desenhada nos dias que se seguiram aos ataques do PCC na cidade.
Durante alguns dias, a polícia paulista - sob o comando de um Secretário de Segurança alucinado e de um governador interino - saiu atrás de vingança. Até as transmissões de rádio da polícia foram silenciados, para que o crime se consumasse sem testemunhas.
Mais de 400 pessoas foram assassinadas sumariamente, muitas sem histórico policial.
Restaram um blog relatando a indignação de mães de rapazes executados (Blog Mães de Maio) e uma série extraordinária do jornal A Tribuna, de Santos, feita pelo repórter Renato Santana, que mostro a seguir.
São Paulo - gopverno do Estado, MInistério Público, imprensa, sociedade civil - deve ao país a apuração desses crimes.

Clicando em MENU -> FULL SCREEN é possível ler em tela inteira.

Crimes de maio

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Padilha, você vai fazer o Tropa de Elite III ?

Conversa Afiada
Publicado em 28/11/2010

Padilha: tranquiliza a "Vera" !

O José Padilha, do Tropa de Elite, se tornou uma espécie de Vera Loyola dos neo-neo-Emergentes.
O Tropa de Elite virou o sonho de consumo deles:
Pau !
Senta o pau !
Polícia corrupta, políticos corruptos – só tem saída no pau !
Com o retumbante sucesso da ocupação do Alemão – clique aqui para ler – pergunta-se: o Padilha vai fazer o Tropa de Elite III ?
Vai botar o delegado Beltrame no lugar do maluco do Capitão Nascimento ?
Vai, Padilha: faz outro docu-drama para tranquilizar a “Vera Loyola”.
Paulo Henrique Amorim

Padilha, você vai fazer o Tropa de Elite III ? | Conversa Afiada

O Brasil derrota o Brasil. Para delírio do Brasil

Viomundo - O que você não vê na mídia
por Luiz Carlos Azenha

A população brasileira vibra. “Forças de segurança” garantiram a vitória do Brasil contra… quem mesmo? O Brasil.
Finalmente, nossa gloriosa bandeira está hasteada em Iwo Jima.

A foto foi publicada no site do Sidney Rezende.

O discurso é grandiloquente: o território teria sido “libertado”, o “momento simbólico entra para a história”, é a “atitude emblemática”.
Na cobertura dos acontecimentos do Rio de Janeiro só está faltando aquela vinheta “Brasil!” que a Globo usa na Copa do Mundo.
Em uma única edição do Jornal Nacional, dois populares apareceram falando na vitória do “bem”.
É a negação, pela força, de que o “mal” também somos nós, brasileiros.
Ou fomos invadidos por uma força estrangeira de traficantes? Seriam seres extraterrestres os bandidos do Alemão? Seriam resultado de geração espontânea?
Por trás do heroísmo do BOPE, dos blindados que sobem o morro com a bandeirinha do Brasil tremulando, dos repórteres que usam coletes à prova de bala, por trás de todo o circo há uma guerra do Brasil contra o Brasil.
Os “ratos” que fogem pelo esgoto somos todos nós, brasileiros.
É nessa hora da “exceção” que reconhecemos o verdadeiro Brasil: o que clama pelo fuzilamento, o que nega direitos básicos elementares para os outros (inviolabilidade do domicílio, por exemplo), o que se concentra em soluções de curto prazo, o que esconde a miséria quando vai receber visita (o mais importante é ‘preparar o Rio’ para a Copa e as Olimpíadas).
A maconha, a cocaína e as anfetaminas amplamente consumidas nas festas e casas da classe média brasileira, afinal, aparecem lá por “geração espontânea”, do mesmo jeito que os traficantes do Alemão e da Vila Cruzeiro.
Como escreveu o Sakamoto, o Brasil perdoa o Brasil que usa métodos criminosos contra criminosos.
Como escreveu o Luiz Eduardo Soares, o Brasil busca as soluções fáceis, pirotécnicas, maniqueístas.
Para que tudo continue como está, eu acrescentaria. Para que o Brasil continue gastando mais com juros do que com saúde, educação e salários.
Para que, assim que a farsa acabar, os “heróis” de hoje sejam acusados de abalar as contas públicas, se continuarem a reivindicar a aprovação da PEC 300, a que visa criar um piso salarial para os policiais brasileiros.
Deveríamos ter vergonha de ter deixado as coisas chegarem onde chegaram. Deveríamos ter a decência de não usar o patriotismo onde cabe a vergonha.

O Brasil derrota o Brasil. Para delírio do Brasil | Viomundo - O que você não vê na mídia

Marcelo Freixo: Não haverá vencedores

 

Portal Vermelho:

Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública do Rio terá de passar pela garantia dos direitos dos cidadãos da favela
Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.


Por Marcelo Freixo*
Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida.
Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.
As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.
O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.
Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.
Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz.
Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.
Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?
É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.
Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza - onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna "guerra" entre o bem e o mal.
Como o "inimigo" mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da "guerra", enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.
É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.
O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.
Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente -com as suas comunidades tornadas em praças de "guerra"- não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.
Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário...
*Deputado estadual (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Artigo extraído do jornal Folha de São Paulo, domingo (28)