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sábado, 23 de julho de 2011

Tijolaço: Estadão na Idade da Pedra. Vale não pode produzir aço

Publicado em 21/07/2011

Joaquim Silvério dos Reis daria um bom presidente da Vale, na visão do Estadão

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O Conversa Afiada reproduz post do Tijolaço, de Fernando Brito:

Dependesse do Estadão, o Brasil nem faria aço
O Estadão, hoje, tem um daqueles momentos de sinceridade antológicos.
É o editorial intitulado “A Vale ainda não entrou na produção de aço, felizmente“.
Depois de algumas lágrimas por Roger Agnelli, o jornalão começa a entregar o seu pensamento colonial.
Por ele, o Brasil ainda seria um pequeno país atrasado, que nem mesmo produziria aço.
Comemora o fato de não aparecer um sócio capaz de colocar dinheiro no projeto da Cia. Siderúrgica de Ubu (CSU) que a Vale pretende instalar no Espírito Santo.
Como se sabe, só há dinheiro de capitalistas para investir em especulação com dólar, uma coisa extremamente mais útil ao país do que produzir aço.
Produzir aço, no Brasil, é algo supérfluo e antieconômico.
Pelo  Estadão, o Brasil só exportaria minério de ferro.
Aquela tal de Companhia Siderúrgica Nacional – esqueça os livros de história que dizem que ela foi fundamental para a industrialização do país – não deve ter passado de um arroubo populista de Vargas.
Afinal, diz o porta-voz de nossas oligarquias, nossas jazidas são “praticamente inesgotáveis”.
E desfaz da óbvia vantagem de podermos fazer aço perto das “jazidas praticamente inesgotáveis” porque  com “o uso de navios gigantescos, se tem reduzido muito nos últimos anos (o custo de se transportar milhões e milhões de toneladas de minério bruto), especialmente quando esses navios podem retornar transportando petróleo”.
Viram que beleza? Exportamos mais ferro e importamos mais petróleo. Só falta sugerir que deixemos lá este “petróleo anti-econômico” do pré-sal.
Evidente que ninguém quer que o Brasil deixe de exportar minério. Mas o que temos é de resolver os problemas estruturais que nos impedem de avançarmos, como poderíamos, na competividade em matéria de siderurgia.
Mas para que resolver problemas, se podemos vender nosso minério, fresquinho, arrancado do chão? O buraco que eles deixam, a riqueza que se vai, nada disso é importante. Importante são os lucros rápidos e de baixo investimento que fazem adorável a nossa elite colonial.
É o modo Joaquim Silvério dos Reis de pensar o Brasil.

Em tempo: é na pág.27 que o Globo conta: “Planalto cobra de Petrobrás e Vale acordo sobre exploração de potássio.”
“Dilma quer ampliação da produção nacional de insumo básico de fertilizantes”
“A presidente convocou ao Palácio do Planalto os presidentes das gigantes Petrobrás e Vale do Rio Doce (este é o nome completo – PHA), José Sergio Gabrielli e Murilo Ferreira, e cobrou deles rapidez para fechar o acordo sobre a exploração da mina de cloreto de potássio de Itaquiri-Vassouras (ela está com a mania de vassoura … – PHA), a unica em atividde no Brasil.”

Como se vê, a Presidenta reassumiu o papel que a participação acionária lhe atribui: a de comandante da Vale do Rio Doce.
Antes, como se sabe, quem mandava na Vale era o PiG (*).

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Folha e Globo querem lulismo sem Lula!

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Folha e Globo querem lulismo sem Lula! Querem Vale tucana, mas perdem todas!

publicada terça-feira, 05/04/2011 às 18:59 e atualizada terça-feira, 05/04/2011 às 18:53

por Rodrigo Vianna

A estratégia da velha mídia parece cada vez mais evidente: dianta da força de Lula (que tem o carisma e a história recente) e de Dilma (que tem o poder e o apoio de Lula), procura-se fraturar o lulismo. A idéia é abrir uma cunha entre os dois.

A operação está clara desde os primeiros dias do governo Dilma:

- elogios à postura de “estadista” de Dilma (“discreta”) em contraposição ao “populismo” de Lula;

- elogios à forma como Dilma conduziu a política econômica (aumento de juros, freio nos salários, corte de gastos), de forma “responsável”, em contraposição à “gastança” de Lula;

- elogios à “nova política externa” de Patriota, em contraposição à dupla Amorim/Lula.

Editoriais elogiosos foram a face visível dessa operação. A face invisísel são conversas ocorridas nos bastidores – conversas que têm como objetivo aproximar Dilma da velha mídia (por isso, ela foi à festa da “Folha”, por isso ela almoçou com a direção da Globo depois de participar do Ana Maria Braga).

Dilma mandou o recado: quero normalizar as relações com vocês.  A velha mídia aceitou a sinalização. Vê com bons olhos o movimento, porque em algum momento precisará da força do governo para se contrapor à grana das teles. Sem apoio político, Globo+Abril+Uol não fazem frente às teles. Por isso, o jogo está sendo jogado, com suavidade. Aceita-se Dilma, e tenta-se vender a idéia de que Dilma é um lulismo melhorado. É um lulismo sem Lula.

Ok. Mas a velha mídia não brinca em serviço: enquanto afaga Dilma, ataca Lula. 

A matéria de “Época” foi apenas o ensaio do que virá por aí. Sem o poder, imaginam os barões da velha mídia, Lula não terá como reagir. Imaginam, também, que Dilma não saírá em defesa do líder, deixará que ele se defenda sozinho.

A estratégia é descontruir Lula agora. Tolerar Dilma. Mais à frente, se necessário, parte-se contra Dilma. Aécio estará à espreita, preparado para entrar no jogo.

A movimentação na oposição mostra que a vez será de Aécio em 2014. Os outros sofrem…

- Serra está sob pressão. Alckmin quer empurrá-lo para a Prefeitura em 2012. Se aceitar, Serra terá contra si a pecha de assumir mandato e largar pelo caminho (como fez em 2006, largando a Prefeitura para concorrer ao governo). Se não concorrer, não terá máquina para se contrapor ao alckmismo em São Paulo.

- Alckminn tem que lutar pela sucessão em 2014; enfrentará PT e ainda Kassab (que pode fazer jogo duplo – apoio do lulismo e do serrismo por baixo do pano).

Aécio é quem tem a casa mais arrumada. Anastasia é bom gestor, afinado com Aécio. Não há disputa em Minas.

Resta a Aécio convencer a classe dominante brasileira de que ele pode gerir o país. Há quem não goste do jeito “collorido” do mineiro – afeito às festas e às aventuras amorosas.

Se Aécio se mostrar confiável, terá o apoio da velha mídia. Do contrário, o plano parece ser capturar Dilma para um lulismo sem Lula.

Os colunistas de jornal acreditam tanto nisso que chegaram a brigar para manter Agnelli (desafeto de Lula) na Vale. Como seria impossível, contentaram-se em “nomear” Tito Martins para o cargo. A”Folha” deu como certo que ele era o nome para comandar a mineiradora no lugar do Agnelli.

Dilma agiu por outros caminhos. Nomeou Murilo Ferreira para o cargo. Parece que a família Marinho e os Frias não mandam como gostariam no governo de Dilma.

Eles queriam lulismo sem Lula e dilmismo sem Dilma. Não terão nem um nem outro.

Leia outros textos de Palavra Minha

Presidenta decepciona o PiG e escolhe presidente da Vale

Vargas (Dilma) e Farquhar (Agnelli): taí um bom curso para o IBMEC

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Lamentavelmente, o PiG (*) não conseguiu manter o Agnelli na Vale – clique aqui para ler “O Agnelli vale tudo isso ?”.
Lamentavelmente, a Folha (**) não teve a propriedade – prevista na Lei das SA – de escolher o sucessor do Agnelli.
A Folha, no uso das prerrogativas estatutárias da ANJ, Associação Nacional dos Jornais, escolheu Tito Martins.
O que levou o Bradesco a dizer que aquilo que a Folha dizia não tinha pé nem cabeça.
Característica anatômica que os leitores da Folha perceberam há muito tempo.
Inexplicavelmente, a JK de saias, que lidera o grupo majoritário da Vale – o conjunto de acionistas sob o controle do Governo Federal -, de forma autoritária, monocrática, imperial, a JK de saias resolveu decidir em nome da maioria.
Um absurdo !
Onde já se viu ?
A maioria querer mandar !
Isso nem na pior das ditaduras de inclinação estalinista.
Numa boa democracia, quem manda é a minoria, reunida em torno da imprensa conservadora (e incompetente).
Assim, como Catarina, a Grande, a Presidenta resolveu fazer o que sabe: mandar !
“Vale terá Murilo Ferreira no comando”, diz a Folha, às lágrimas, na pág. B1.
Informa a Folha que Dilma conheceu Ferreira quando era presidente da Albrás e ela, Ministra das Minas.
A sucessão de Agnelli se tornou uma questão de dogma teológico.
E o que a JK de saias faz, agora, em boa hora, é rever os termos da privatização – aquela em que o Padim Pade Cerra e o Farol de Alexandria entregaram a Vale na bacia das almas.
Clique aqui para ver o vídeo em que o Farol admite que vendeu a Vale docemente constrangido pelo Padim.
A Vale é uma conquista do povo brasileiro desde o Dr Getulio.
Vargas criou a Vale em 1942 para, enfim, depois de uma longa batalha política, tomar o minério de ferro do Brasil e Itabira Iron Ore Company.
A criação da Vale estava indissoluvelmente ligada à criação da Companhia Siderúrgica Nacional.
E, portanto, à industrialização do Brasil.
Vargas já sabia que exportar aço é melhor do que exportar minério de ferro.
E, como se sabe, quando o Agnelli ouve falar em siderúrgica tem coceira na palma a mão.
Um dia, as faculdades de economia do Brasil – que só formam quadros para os bancos – poderiam dar um curso sobre “Como o Brasil enfrentou e derrotou o empresário americano Percival Farquhar, aquele que mandava no minério de ferro da Iron Ore e,  portanto, mandava no Brasil.”
Seria um curso, por exemplo, a ser ministrado aos alunos do IBMEC.
Ou no Instituto Millenium.
A Vale é a maior mineradora do mundo.
E não faz sentido um CEO, de ideias próprias – e bônus próprios, com um jato Bombardier à disposição – decidir que esse patrimônio vai ser dilapidado na venda de um produto só, sem valor agregado – o minério de ferro -, e para um cliente só – a China.
Essa, aliás, é a critica à jestão Agnelli da desprestigiada revista inglesa The Economist, e que, aqui, em boa hora, o PiG desconsiderou.
A Presidenta não é de decepcionar o PiG (*).
Ao contrário.
Foi ao aniversário da Folha.
Fez uma omelete com a Ana Maria Braga.
E, agora, por exemplo, diz-se que ela vai a um seminário de empresários paulistanamente ultraconservadores.
Corro o risco de tomar uma vaia.
Mas, é da vida.
Só que, no caso da Vale, o Dr Getulio podia ficar chateado com ela.
E ela, surpreendentemente, fez o que o Nunca Dantes queria fazer desde que o Agnelli mandou comprar cargueiros em Cingapura; e demitiu mais de mil funcionários – ele e a diretora do Departamento de Pessoal, que, inexplicavelmente parecia ser a 2ª no comando – no auge da crise de 2008.
Vargas, Lula, Dilma.
Quem o Agnelli pensava que é ?
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Presidenta decepciona o PiG e escolhe presidente da Vale - Conversa Afiada

quinta-feira, 31 de março de 2011

Agnelli não gostava de pagar imposto. E recorria ao STF

Extraído do Blog Amigos do Presidente Lula: 
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Mesmo condenada a pagar imposto no Brasil, Vale recorre ao tribunal de Gilmar Mendes para não pagar
A mineradora Vale está com sérios problemas de compatibilidade com os interesses da nação brasileira.
Primeiro está sendo cobrada em R$ 4 bilhões de royalties de mineração pelo DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral), em favor dos estados de Minas Gerais e do Pará, e entra com recurso na justiça para não pagar.

Agora faz o mesmo para não pagar impostos sobre os lucros ganhos a partir do dinheiro brasileiro, da matriz “brasileira”, investido no exterior.

A própria Vale informou, com outras palavras:

- que havia entrado com mandado de segurança contra a tributação no Brasil dos lucros das filiais e subsidiárias no exterior.

- que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) julgou que a empresa tem que pagar o imposto no Brasil, sim.

- que recorrerá aos tribunais superiores (STJ e STF) para não pagar, alegando que no tribunal onde Gilmar Mendes dá batente, há julgamento de causa semelhante que permanece empatado.

A ação vem desde 2003, quando a Vale entrou com um processo questionando a validade do artigo 74 da Medida Provisória 2.158-34 de 2001, que determinava o pagamento do imposto de renda no Brasil sobre a receita líquida das subsidiárias estrangeiras.

A Vale alega “bitributação”, dizendo que já paga impostos no estrangeiro.

Então cabe a pergunta: por que ela não entre na justiça estrangeira, alegando bitributação lá, dizendo que tem que pagar impostos aqui?

(Com informações do Valor)

Conversa Afiada: Agnelli não gostava de pagar imposto. E recorria ao STF

quarta-feira, 30 de março de 2011

A mídia encobrirá os marajás da Vale?

Por Altamiro Borges
O deputado federal Brizola Neto (PDT/RJ) fez uma grave denúncia na tribuna da Câmara Federal na tarde de ontem (29). Com base em documento oficial, ele revelou que sete executivos da empresa Vale recebiam salários de mais de R$ 1 milhão de reais. Conforme afirmou, com coragem e firmeza, eles são os "verdadeiros marajás", que assaltam as riquezas naturais do país.
A pergunta que não quer se calar: a mídia vai repercutir a denúncia do deputado? Os "calunistas" da TV Globo e de outros veículos farão seus costumeiros escândalos contra os "marajás"? Ou a mídia vai preferir encobrir os executivos da poderosa Vale, que investe milhões em publicidade nos meios "privados" de comunicação?

A mídia encobrirá os marajás da Vale?
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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lucro da Petrobrás é espetacular: R$ 35 bi. Alô, alô, Globo ! Vai encarar ?

Só para irritar o Ali Kamel

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Saiu no G1:

Petrobras tem lucro líquido recorde de R$ 35,2 bilhões em 2010
Valor representa alta de 17% em relação aos R$ 30,051 bilhões de 2009. No quarto trimestre, ganhos chegaram a R$ 10,6 bilhões.
Bernardo Tabak Do G1 RJ
A Petrobras fechou 2010 com lucro líquido recorde de R$ 35,189 bilhões, alta de 17% em relação aos R$ 30,051 bilhões apurados em 2009. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) pelo diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Almir Guilherme Barbassa, em entrevista coletiva na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. “Fizemos a maior capitalização da história, de R$ 120 bilhões”, destacou o diretor.
Somente no quarto trimestre do ano passado, a estatal registrou lucro líquido de R$ 10,602 bilhões, valor 24% superior aos R$ 8,566 bilhões do trimestre anterior. “O quarto trimestre também foi recorde para a empresa”, destacou Barbassa.
“Alguns dos fatores que levarem ao lucro recorde foram a redistribuição do portfólio financeiro, que gerou menos impacto para as contas da empresa. O processamento de 4% a mais de óleo nacional, o aumento do refino de diesel, o nível de geração e de venda de gás também aumentou muito. Tudo isso contribuiu para esse resultado”, detalhou o diretor.
Barbassa também falou a respeito do aumento da produção da Petrobras. “A produção de gás natural cresceu 5% em 2010, em comparação com 2009. A atividade econômica crescente no Brasil provocou uma demanda muito grande pelo gás natural e, claro, por outros tipos de gás, como o GLP (gás liquefeito de petróleo), entre outros combustíveis. Entretanto, com a produção de gás ainda é muito menor do que a de petróleo, o aumento da produção total ficou em 2%”, explicou.
Em 2010, a Petrobras investiu R$ 76,411 bilhões, ante R$ 70,757 bilhões em 2009. “O investimento em 2010 ficou 14% abaixo do que esperávamos investir. Mas isso já esperado, pois ocorrem atrasos em entregas de equipamentos, algumas licitações não são feitas”, disse o diretor.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) — que mede a capacidade de geração de caixa — foi de R$ 60,323 bilhões no ano, com alta de 1,4%, e atingiu R$ 14,584 bilhões no trimestre, um aumento de 1,9%.
Nesta sexta-feira, o Conselho de Administração aprovou o pagamento R$ 2,217 bilhões de juros sobre o capital próprio, que corresponde a R$ 0,17 por ação. Ainda vão ser pagos R$ 1,565 bilhão de dividendos”
O balanço está de acordo com os padrões internacionais de contabilidade (International Financial Reporting Standards – IFRS).
(Com informações do Valor Online)

Navalha

NAVALHA

O Globo é o jornal que tenta destruir a Petrobras desde que foi fundada pelo Dr Getulio, em 1953.

Na época, o Roberto Marinho trabalhava de mãos dadas com o Assis Chateaubriand e a Embaixada americana.

Hoje, com o Estadão, Roberto Campos, o resto do PiG (*) e a Chevron do Cerra.

E talvez a Embaixada americana, nunca se sabe.

É preciso esperar pelo WikiLeaks.

O record espetacular desmoraliza os jenios neoliberais que ocupam os jornais do PiG (*) para subir na vida à custa da Petrobras.

Recentemente, o Economista-Chefe do banco espanhol Santander tentou desqualificar a Petrobras num debate público.

Ele disse também que no Orçamento da União, com a Dilma, cabe qualquer coisa.

Deve ser alguma viúva da Petrobrax, que o Nunca Dantes sepultou no fundo do mar, ao lado da P-36.

Como diz um blogueiro ansioso: a eleição de 2010 foi sobre o pré-sal.

A de 2014 também será.

Quem mandará no pré-sal: o povo brasileiro ou a Chevron do Cerrra ?

Em tempo: liga o Vasco. É o maior lucro de uma empresa negociada na Bolsa do Brasil. Quem vai cortar os pulsos é aquele Agnelli da Vale.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Lucro da Petrobrás é espetacular: R$ 35 bi. Alô, alô, Globo ! Vai encarar ? | Conversa Afiada

domingo, 9 de janeiro de 2011

Vale terá de investir no país e pagar mais royalties

A Vale foi privatizada por FHC a preço de banana em um processo suspeito com desdobramentos até os dia de hoje. Só produz ferro. Nenhum valor agregado. Paga 2% de Royalties contra os 10% da Petrobrás. O governo é acionista e o grande entrave para trazer retorno para o país no mandato de Lula foi Agnelli, Presidente deixado por FHC na condução da empresa. Agora ele sai e o governo Dilma pode interferir na sucessão. Vai tarde.

Ufa ! Agnelli vai embora. Vale tem que pagar mais royalty

Publicado em 07/01/2011

Ele também só vendia um produto: gasolina

Extraído do site Carta Maior:

HORA DE COBRAR
VALE  PAGA MENOS ROYALTIES QUE A PETROBRAS
O tucano Roger Agnelli, presidente da Vale, está com os dias contados na direção da empresa  privatizada por FHC  em 1997. Seu mandato termina em março e não será prorrogado. O governo Dilma, através dos fundos de pensão das estatais e do BNDES (sócios da Vale), tem condições de interferir na sucessão. Agnelli travou uma queda de braço com o governo Lula nos últimos anos tornando-se um personagem à altura daquele que foi o mais indecoroso capitulo do processo de  privatização realizado pelo PSDB nos anos 90.
Vendida  quando era a principal estatal brasileira, a Vale rendeu ao Estado a  bagatela de  R$ 3,3 bi,  exatamente a metade do lucro líquido obtido em um único  trimestre de 2010 (R$  6,6 bi entre abril/junho do ano passado). FHC  não tremeu a voz  ao narrar uma fábula tucana no programa ‘Palavra do Presidente’, em 26/11/1996: ‘Vendendo a Vale’, justificou, ‘ nosso povo vai ser mais feliz, vai haver mais comida no prato do trabalhador ‘.
Nos  últimos anos, Agnelli  resistiu aos apelos do Presidente Lula para traduzir ‘a felicidade’ prometida por FHC em investimentos  que agregassem valor às exportações  brasileiras, em vez de simplesmente produzir buracos no país mandando minério bruto para o exterior. Não o fez. Pior que isso, a exemplo de todo o setor de mineração, a Vale  paga à sociedade menos royalties do que a Petrobrás: 2% contra 10%. Se reverter o processo de alienação tornou-se difícil, que se obtenha da mineradora, ao menos, uma alíquota dos lucros equivalente à propiciada pela estatal que mais adiciona investimentos à economia.
No momento em que o governo da Presidenta Dilma se propõe a erradicar a miséria no país, é hora de cobrar uma contribuição justa de quem há 13 anos usufrui riquezas, sem contrapartida proporcional. Não basta trocar Agnelli, é preciso trocar a lógica da espoliação.

NAVALHA

NavalhaO que será do PiG (*) sem o Agnelli ?
PiG transformou o Agnelli na versão Brad Pitt do John D Rockefeller: o maior de todos os empresários privados.
Tudo para demonstrar que a Petrobrás não presta.
Este ordinário blogueiro, como acionista da Vale, repete a revista Economist: a Vale vende um produto só (ferro) a um cliente só (a China).
E como diz a Carta Maior, não paga nada de royalty.
O que será do PiG sem o John D. Rockefeller ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sábado, 24 de abril de 2010

O que Serra acha da Maria da Conceição? Nada | Conversa Afiada

Saiu no Conversa Afiada:

O que Serra acha da Maria da Conceição? Nada

    Publicado em 24/04/2010
É, Conceição, no que deu o Serra, hein?
José  Serra escreveu na pág. 6 do Globo um artigo em homenagem aos 80 anos de Maria da Conceição Tavares.
É um artigo que poderia ter sido escrito – com mais talento – por Pedro Malan, aluno de Conceição.
Conceição, como se sabe, é um dos pontos cardeais do pensamento da esquerda brasileira.
Serra conviveu com ela no Chile.
Com ela escreveu um ensaio que é a única coisa relevante que o economista e engenheiro sem diploma (válido no Brasil) escreveu na vida.
(O que é dele e o que é dela ?)
O artigo de hoje do Serra é esperrrto.
Ele toma carona na esquerda.
Rememora seus momentos de homérica dramaticidade sob o chicote do Pinochet, no exílio.
Puxa pelo lado sentimental, com a meiguice das declarações emocionadas de um reality-show.
E não emite um ÚNICO comentário sobre as idéias da Conceição.
O que pensa a Conceição ?
O que pensa o Serra sobre o que pensa a Conceição ?
Ele ainda escreveria um ensaio a quatro mãos com a Conceição ?
E ela ?
A quem ele pensa que engana ?
Paulo Henrique Amorim
Clique aqui para ir ao vídeo em que o FHC revela que o Serra foi um dos que mais lutou para vender a Vale a preço de banana.
O que Serra acha da Maria da Conceição? Nada | Conversa Afiada

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Valor da Petrobras cresce 1250% no governo Lula

Valor de mercado da Petrobras cresce 1250% no governo Lula
10/11 - 14:13 - Redação iG




SÃO PAULO - O valor de mercado da Petrobras teve crescimento de nada menos que 1250% durante o governo Lula. Segundo levantamento da consultoria Economatica, o valor da estatal saltou de US$ 15,4 bilhões em 2002 para US$ 207,9 bilhões até o fechamento do último dia 9 de novembro.


Ações brasileiras mais negociadas na Bolsa de Nova York superam patamar pré-crise


Com o crescimento, a estatal subiu da 118ª colocação para o terceiro lugar entre as maiores companhias das Américas. No período estudado, a Petrobras conseguiu ficar na segunda colocação entre as americanas em sete oportunidades.

“Nos dia 21 e 22 de maio de 2008, a Petrobras atingiu o maior valor de mercado histórico com US$ 309,5 bilhões, o que a colocou na segunda colocação atrás somente da Exxon”, informou a consultoria.

Vale

Já a mineradora Vale do Rio Doce teve crescimento de 1190% no valor de mercado desde 2002, segundo a Economatica. O montante saltou de US$ 11 bilhões para US$ 141,9 bilhões até o dia 9.

O resultado coloca a Vale como a 14ª maior empresa das Américas em valor de mercado, subindo 139 posições durante o governo Lula.

“No dia 16 de maio de 2008, a Vale atingiu o seu maior valor de mercado histórico com US$ 196,5 bilhões, o que a colocou na oitava colocação entre as empresas dos Estados Unidos”, completou o levantamento.

Leia mais sobre Petrobras e Vale

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/11/10/valor+de+mercado+da+petrobras+cresce+1250+no+governo+lula+9059984.html

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

As farsas dos privatistas

Recebi um e-mail mal intencionado que mostrava uma ata de assembléia dos acionistas da Petrobrás, de 2009, em que se decidia (como é feito e publicado todo ano) os gastos com remuneração do corpo administrativo. Como os Ministros Mantega e Dilma são do Conselho que fiscaliza,  a intenção era comprometê-los perante os leitores mais ingênuos.
O texto mal intencionado, conta com a ignorância, preguiça ou também com as más intenções de vários leitores que o únio trabalho ao qual se dão, é clicar no botão encaminhar.
Aposta na ingenualidade de pessoas que esperam que tinha grupo de monges franciscanos administrem gratuitamente a Petrobrás.
Os infelizes tentam também induzir o leitor a crer que os ministros de Lula receberam os 8 milhões. Mas pesquisar um pouco e a farsa se desvela.
Em 22/03/2002, último ano de FHC na presidência (ufa!), os acionistas da Petrobrás votaram por pagar ao corpo administrativo (não confundir com o Conselho Administrativo que o fiscaliza), o montante de R$3.850.000,00 (três milhões e oitocentos e cinqüenta mil reais).
Como manda a lei, computaram nesse valor, honorários, gratificações de férias e natalina (13º salário), participação nos lucros, bônus por desempenho, benefícios decorrentes da previdência privada complementar e do seguro-saúde, bem como auxílio-moradia, fosse em 2002, fosse em 2009.
Esses 3,85 milhões corrigidos pelo IPCA-IBGE entre 22/03/02 e 08/04/2009 chegam a R$ 6.244.396,46. Suponho que o valor a mais de 2009 se deva à participação nos lucros da Petrobrás que evoluiu dos 2 Bilhões de Dólares do último ano de FHC (em queda) para mais de 18 Bi (US$) – um crescimento de 900% no governo Lula (veja a diferença no gráfico).

FHC vendeu a Vale por um valor tão ridículo que em um ano, a empresa lucrou o valor pago ao governo pelo desmonte de nosso patrimônio. O maior escândalo da era privatizante do Brasil. O mesmo pretendia fazer com a Petrobrás, FHC e seu ministro do desplanejamento, José Serra. O processo de sucateamento já havia sido iniciado, mas foi interrompido em tempo.
A Petrobrás expandiu seus lucros e investimentos acompanhando a política externa do governo Lula, o que fez seu valor de mercado subir 1250% durante o governo petista. Pulou de 118º colocada na era FHC para 3ª entre as maiores das Américas, chegando a segunda em 2008, somente atrás da Exxon (veja mais).A participação dos ministros mais importantes no conselho da Petrobrás para fiscalizar sua gestão é mais uma demonstração de um Estado planejado que investe em estatais como a Petrobrás, controla sua política, permitindo criar inúmeros empregos, inclusive pela decisão do governo Lula de focar o investimento na indústria nacional. Como publicou a Folha em 29/11, “Indústria naval renasce e já é a 6ª do mundo”, mostra que a indústria naval brasileira ressurgiu na esteira das encomendas da Petrobras e tem um estímulo adicional graças à descoberta do pré-sal. Em nove anos, empregos subiram de 2.000 para 45 mil. E, segundo o jornal, O número deve aumentar nos próximos anos com a instalação prevista de cinco novos estaleiros – cada um pode ter até 3.500 funcionários. Um desses estaleiros, obra do PAC em Pernambuco, tem sido usado pelo Presidente do PSDB que é Senador pelo estado, na propaganda política dos tucanos. Esse cara é aquele que disse à Veja que o PAC não existe.
A Vale pôde crescer também no governo Lula, porém um pouco menos: 1190%. Seus administradores também souberam faturar e crescer nessa nova era. Pena que a Vale não é mais nossa.