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sábado, 29 de outubro de 2011

Queda do ministro serve de alerta

Por Altamiro Borges
O lamentável episódio da queda do ministro Orlando Silva deveria servir de alerta às forças democráticas da sociedade brasileira – que lutaram contra as torturas e assassinatos na ditadura militar e que, hoje, precisam encarar como estratégica a luta contra a ditadura midiática, em defesa da verdadeira liberdade de expressão e da efetiva ampliação da democracia no Brasil.
A mídia hegemônica hoje tem um poder tão descomunal que ela “investiga”, sempre de forma seletiva (blindando seus capachos); tortura (seviciando, inclusive, as famílias das vítimas); usa testemunhas “bandidas” (como um policial preso por corrupção, enriquecimento ilícito e suspeito de assassinato); julga (sem dar espaço aos “acusados”); condena (como nos tribunais nazistas); e fuzila!
Um pragmatismo covarde e suicida
Ninguém está imune ao poder ditatorial da mídia, controlada por sete famílias – Marinho (Globo), Macedo (Record), Saad (Band), Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha) e Mesquita (Estadão). Como o império Murdoch, hoje investigado por seus subornos e escutas ilegais, a mídia nativa é criminosa, mafiosa, sádica e abjeta. Ela manipula informações e deforma comportamentos.
Não dá mais para aceitar passivamente seu poder altamente concentrado, que, como disse o governador Tarso Genro – pena que não tenha agido com esta visão quando ministro da Justiça –, ruma para um “fascismo pós-moderno”. Essa ditadura amedronta e acovarda políticos sem vértebra, pauta a agenda política, difunde os dogmas do “deus-mercado” e criminaliza as lutas sociais.
Três desafios diante da ditadura midiática
Esta ditadura é cruel, sem qualquer escrúpulo ou compaixão. Ela utiliza seus jagunços bem pagos, sob o invólucro de “colunista” e “comentaristas”, para fazer o trabalho sujo. Muitos são agentes do “deus-mercado”, lucram com seus negócios rentistas; outros são adeptos da “massa cheirosa”, das elites arrogantes e burras. Eles fingem ser “neutros”, mas são adoradores da direita fascistóide.
Enquanto não se enfrentar esta ditadura midiática, não haverá avanços na democracia brasileira, na luta dos trabalhadores ou na superação das barbáries capitalistas. Neste enfrentamento, três desafios estão colocados:
1- Não ter qualquer ilusão com a mídia hegemônica; chega de babaquice e servilismo diante da chamada “grande imprensa”;
2- Investir em instrumentos próprios de comunicação. A luta de idéias não é “gasto”, é investimento estratégico;
3- Lutar pela regulação da mídia e por políticas públicas na comunicação, que coíbam o poder fascista do império midiático.
Chega de covardia diante dos fascistas midiáticos
O criminoso episódio da tentativa de invasão do apartamento do ex-ministro José Dirceu num hotel em Brasília parece que serviu de sinal de alerta ao PT. Em seu encontro nacional, o partido aprovou a urgência de um novo marco regulatório da comunicação. Um seminário está previsto para final de novembro. Já no caso da queda Orlando Silva, o clima é de total indignação e revolta.
Que estes trágicos casos sirvam para mostrar que, de fato, a luta pela democratização da comunicação é uma questão estratégica. Não dá mais para se acovardar diante da ditadura da mídia. O governo Dilma precisa ficar esperto. Hoje são ministros depostos; amanhã será o sangramento e a derrota da própria presidenta e do seu projeto, moderado, de mudanças no Brasil.
Superar a choradeira e a defensiva
A esquerda política e social precisa rapidamente definir um plano de ação unitário de enfrentamento à ditadura midiática. As centrais sindicais e os movimentos populares, tão criminalizados em suas lutas, precisam sair da defensiva e da choradeira. Os partidos progressistas também precisam superar seu pragmatismo acovardado. A conjuntura exige respostas altivas e corajosas!
É urgente pressionar o governo Dilma Rousseff, pautado e refém da mídia, a mudar de atitude. Do contrário, não sobrará que defenda a continuidade deste projeto, moderado, de mudanças no Brasil. A direita retornará ao poder, alavancada pela mídia! Aécio Neves, o chefe de censura em Minas Gerais, será presidente! E ACM Neto, o herói da degola de Orlando Silva, será o chefe da Casa Civil!

Altamiro Borges- Queda do ministro serve de alerta

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Band censura a deputada Luiza Erundina

blog do Miro
Altamiro Borges

Reproduzo mensagem enviada pela assessoria da deputada federal Luiza Erundina. A denúncia é grave e merece ampla repercussão:
Veto ao interesse público e ao direito à informação
A produção do programa Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, agendou uma entrevista por telefone com a deputada Luiza Erundina para esta quarta-feira, 9 de fevereiro, às 10h30. A pauta seria o Projeto de Lei n° 55/2011, apresentado pela deputada Erundina na Câmara, que institui referendo popular obrigatório para a fixação dos vencimentos do Presidente da República e dos parlamentares.
O projeto é de notório interesse público visto que o reajuste de 62% nos subsídios dos parlamentares aprovado no final de 2010 foi implacavelmente criticado por grande parte da população brasileira e pela imprensa.
Inclusive, no dia anterior à entrevista com a deputada Luiza Erundina, o apresentador do programa Manhã Bandeirantes, José Luiz Datena, questionou a dificuldade para o reajuste do salário mínimo dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros enquanto que, o reajuste de 62% para os parlamentares foi votado e aprovado em caráter de urgência pela Casa, com voto da imensa maioria dos congressistas.
Nesse contexto estávamos, a deputada Luiza Erundina e sua assessoria, aguardando a ligação para a participar do programa quando, 1h antes da possível participação, recebemos uma outra ligação cancelando a entrevista. Tratava-se de um veto da direção do grupo. Questionados sobre o por que da censura, do veto à fala de uma parlamentar brasileira em um veículo da imprensa livre, sobre projeto de interesse público, fomos surpreendidos com uma justificativa de cunho absolutamente pessoal: “Este veto é uma resposta aos ataques que a deputada vem fazendo à Rede Bandeirantes”.
Ora, a deputada Luiza Erundina apresentou requerimento junto à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, para a realização de audiências públicas com o objetivo de debater a renovação de concessões públicas de rádio e TV. E ela não fez isso como um “ataque” pessoal à Rede Bandeirantes. Ela apresentou requerimentos solicitando audiências públicas para debater o processo de renovação de emissoras ligadas à Rede Globo, à Rede Record e à Rede Bandeirantes, não como um ataque a essas emissoras, mas com o objetivo de motivar mais democracia e transparência no processo de renovação das concessões públicas de rádios e TVs. (REQ-205/2009 CCTCI e REQ-220/2009)
O pleito da deputada Luiza Erundina foi absolutamente isento de pessoalidade. Apenas suscita o uso de instrumentos democráticos do Congresso – as audiências públicas – para a avaliação de um serviço de interesse público, antes da sua renovação por mais 15 anos. Já o posicionamento da rede Bandeirantes revela exatamente o contrário: numa retaliação ao exercício parlamentar da deputada, priva a sociedade de ter mais informações sobre um Projeto de Lei de absoluto interesse público, já que os subsídios dos representantes do povo são oriundos do orçamento público, que pertence ao povo.
Episódios como este violam o direito à informação, e revelam que a liberdade de expressão no Brasil, definitivamente, não é uma realidade. Isenção, impessoalidade, interesse público, direito à informação ainda são expressões estranhas à maioria dos meios de comunicação. Lamentável para as comunicações. Lamentável para o Brasil.

Altamiro Borges: Band censura a deputada Luiza Erundina

terça-feira, 30 de novembro de 2010

TSE: web ultrapassa jornal, revista e rádio nas eleições 2010

Blog da Dilma
novembro 30th, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Nara Alves, iG São Paulo

A internet ultrapassou o jornal impresso, revista e rádio como principal meio de informação utilizado por eleitores para se informar sobre política e candidatos no último pleito, em outubro, de acordo com pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até as últimas eleições, em 2008, o uso da internet era limitado. Com a reforma eleitoral, pela primeira vez a legislação brasileira consentiu o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, e até mesmo no dia da votação.A internet, no entanto, ainda aparece em terceiro lugar como principal fonte de informação dos eleitores entrevistados, com 9,9% da preferência. Em primeiro lugar está a televisão, com 56,6% da preferência. Em segundo lugar, com 18,4%, a conversa com amigos e parentes, segundo a pesquisa do TSE.
A Rede Globo permanece na liderança entre as emissoras, com 79% dos telespectadores que se procuram o meio como fonte de informação. Em seguida aparece a Rede Record com 60,4%. O SBT teve 37,8% da audiência dos eleitores e a Rede Bandeirantes, 25,6%.
Somente 18,8% dos entrevistados disseram que debates entre os candidatos na televisão e no rádio contribuíram para a decisão. Outros 15,5% declararam que programas de candidatos na TV contribuíram para a escolha. Questionados especificamente sobre a fonte de informação utilizada para se decidir quanto ao segundo turno, 44,2% afirmaram que já estavam decididos pessoalmente.
O levantamento foi realizado com 2 mil pessoas em 24 Estados nas cinco regiões do País. Um sorteio aleatório selecionou 136 municípios dentro desse universo para entrevistar as pessoas logo após o segundo turno das eleições, entre os dias 3 e 7 de novembro. A margem de erro de 2,2% para mais ou para menos.
Os entrevistados tinham entre 16 e 70 anos, com variação de escolaridade entre a 4ª séria do ensino fundamental e o ensino superior completo. A maioria dos entrevistados – 32% – declarou ter o ensino médio completo. As informações são do TSE.

TSE: web ultrapassa jornal, revista e rádio nas eleições 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Marginal faz festa com as mil Caras do Pres. Zezinho

TIA CARMELA E O ZEZINHO:

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro presidente Zezinho, é um grande amigo da imprensa livre. Por isso, resolveu acrescentar mais uma publicação à generosa distribuição de revistas às escolas e professores paulistas.

O Presidente de Nascença ordenou ao seu muy amigo Geraldinho do Vale que distribua 1000 mil exemplares da revista Caras a cada escola pública da Locomotiva da Nação.

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Não é sem motivo que o Maior dos Tribunos é o candidato dos meios de comunicação verdadeiramente comprometidos com a liberdade e a democracia. Sua trincheira é a mesma dos grandes empresários do jornalismo que, em 1964, apoiaram a Revolução Redentora que trouxe anos de paz, democracia e liberdade para o Brasil.

O Presidente de Nascença resolveu que as maravilhosas publicações desses grandes democratas são indispensáveis à formação dos filhos das classes subalternas e seus incompetentes professores.

O assessor para assuntos gráficos e pornográficos do Mais Capaz dos Homens Públicos, sr. Paulo R. Gates de Souza, já encaminhou a contratação da editora que fica à beira da Av. Marginal Serra, em S. Paulo.  Um grupo de bispos progressistas paulistas já deu o imprimatur.

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A famiglia que controla a editora que se instalou junto às marginais comemorou a operação das mil Caras do pres. Zezinho. Segundo o coprojornalista Augusto N. do Rego, um dos empregados da famiglia, as mil caras do pres. Zezinho vão fazer muito sucesso entre a chusma ansiosa pela verdade.

As mil Caras do Presidente de Nascença já estão disponíveis para quem quiser vê-las. Basta visitar uma escola pública paulista e conversar com seus professores e alunos.

Comentário da tia Carmela

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O Zezinho sempre gostou desse negócio de ter muitas caras. Quando ele era criança, na época de carnaval ele adorava aquelas máscaras de papel que o seu João vendia na banca de jornal na esquina da rua da Mooca com a Orville Derby. Eram umas máscaras de pirata, frankestein, macaco, palhaço, cachorro, essas coisas. Eram de papel grosso com um elástico para prender atrás da orelha, e vinham com uns furos no lugar do olho e da boca. Ele arrumava dinheiro e comprava um monte daquelas, e saía na rua trocando de máscara o tempo todo. Ele achava que as pessoas não reconheciam ele, mas todo mundo sabia que aquele moleque que trocava de cara o tempo todo era o Zezinho.

Link curto deste post:

http://wp.me/py9tu-1fT

Marginal faz festa com as mil Caras do Pres. Zezinho « TIA CARMELA E O ZEZINHO

Debate: Ponto alto da Dilma foi nos 12 metros escavados nos portos | Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de outubro de 2010 às 14:02

por Luiz Carlos Azenha

Uma amiga ligou durante o debate da Band. Foi para comentar o que considerou o ponto alto de Dilma: a demonstração de conhecimento técnico dado pela candidata governista quando falou na necessidade de escavar 12 metros para permitir a ancoragem de navios nos portos brasileiros e o fato de que, durante o governo FHC/Serra, isso era feito de forma inconsistente.

De fato, este talvez tenha sido um dos pontos altos de Dilma. A demonstração de conhecimento técnico. Também foi importante ela ter explicado o “processo” de aprovação dos projetos do programa Minha Casa Minha Vida. Serra argumentou que o programa entregou menos casas que o prometido, mas enfraqueceu seu próprio argumento dizendo ter entregue, quando governador, um número menor de casas!

Outro ponto alto foi quando Dilma relacionou as dificuldades nos aeroportos ao crescimento do número de brasileiros que viajam de avião. Isso faz pleno sentido para os telespectadores. Foi importante lembrar que exigencias do Fundo Monetário Internacional (FMI), aos quais estava submetido o governo FHC/Serra, reduziram o ritmo de investimento na infraestrutura do Brasil. Faltou, no entanto, uma amarração mais sólida deste conjunto de ideias: submissão ao FMI, menos investimento em infraestrutura; soberania em relação ao FMI, reconquista do poder de investimento do estado, crescimento econômico acelerado, gargalos da infraestrutura que estão sendo enfrentados.

É importante mencionar que a reorganização do estado brasileiro, que estava desmilinguido no período FHC/Serra, é que permite retomar a capacidade de planejamento, para que o governo não fique “correndo atrás”. Essa reorganização passa pelos concursos públicos, por melhores salários, por aquilo que Serra e aliados identificam como “inchaço da máquina pública” ou “vagas para companheiros”. Em uma questão não relacionada a esta, a do Ministério da Segurança, Dilma tocou nos salários de policiais e delegados paulistas, mas não usou o slogan PSDB, “piores salários do Brasil”, criado pelos próprios policiais. Ainda na questão do ministério, tanto Dilma quanto Serra usaram argumentos toscos para falar em fiscalização da fronteira.

Nem aviões não tripulados, nem “milhares” de policiais dão conta de guardar uma fronteira de 8 mil quilômetros. É um completo absurdo. Perguntem ao Wálter Maierovitch. O que é preciso nas regiões fronteiriças são forças-tarefa que usem inteligência para monitorar a infraestrutura urbana, onde se organizam as quadrilhas que fazem tráfico de armas e drogas. As quadrilhas se organizam nas cidades de fronteira, alugam e compram automóveis, compram imóveis e fazem transações bancárias de grandes quantias. Vender a ideia de que é possível ocupar fisicamente as fronteiras é um absurdo! Aqui, Dilma poderia ter falado no fortalecimento da Polícia Federal, que se deu em todo o Brasil, mas especialmente na Amazônia. E retomar a questão da reorganização do estado brasileiro, dos concursos públicos, etc.

Infelizmente, os dois candidatos não falaram na necessidade de reaparelhamento das Forças Armadas, nem tocaram na questão espinhosa que é deslocar contingentes militares das praias maravilhosas do Sudeste para as regiões de fronteira terrestre.

Na questão das estradas, que Dilma evitou, é pertinente deixar claro que existem dois modelos de pedágios — o adotado por São Paulo e o adotado pelo governo federal.

O debate das privatizações é favorável se estiver conectado aos temas dos quais tratei acima: o modelo FHC/Serra, essencialmente privatizador, enfraqueceu o estado brasileiro e, portanto, a capacidade de investir e de planejar o futuro. Muitas das carências atuais do Brasil ainda resultam disso.

A candidata governista fez uma boa conexão entre pré-sal e futuros investimentos, mas “educação de qualidade” é um termo vago.  Faltou falar na taxa de nacionalização das plataformas de exploração de petróleo e da indústria naval. Faltou estabelecer um nexo entre educação de qualidade, ambientalismo e soberania nacional. É disso que querem ouvir falar os jovens de classe média urbana: qual será o futuro para eles?

Não adianta mencionar apenas a dúzia de universidades construídas pelo governo Lula, contra zero de FHC, mas conectá-las ao futuro: é nelas, presumo, que o Brasil pretende construir conhecimento e desenvolver as tecnologias para fazer as máquinas que hoje importa. É nas universidades e nos centros de pesquisa da Amazônia que o Brasil vai desenvolver a biotecnologia para explorar sem destruir a riqueza de nossa biodiversidade. É no Instituto Internacional de Neurociência de Natal, dos drs. Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro, que faremos pesquisa de ponta no setor.

Os pontos altos de Serra no debate:

1. Quando Dilma não respondeu sobre a questão dos genéricos;

2. Quando ele disse que tinha como aliados dois presidentes, FHC e Itamar, contra Sarney e Collor.

Concordo com meu colega Rodrigo Vianna: o debate tirou a candidata governista da defensiva, colou em Serra a pecha de difamador — incapaz de defender a própria esposa — e de privatista. Além disso, levantou dúvidas sobre as promessas de continuidade dos programas do governo Lula, ao confrontá-lo com a promessa não cumprida, em papel timbrado da Folha — que ironia! — de que não deixaria a Prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo paulista, em 2006.

A tal ponto que, em suas considerações finais, Serra prometeu ampliar todos os programas do governo Lula: ou seja, “eu sou o lulismo”. Na entrevista que se seguiu ao debate, ele correu para dizer que pretende “reestatizar” todas as empresas públicas.

Além disso, Dilma se descolou positivamente de Lula. Demonstrou firmeza e autonomia. Soou falsa a acusação de Serra de que Dilma teria sido “treinada” de forma eficaz. Aqui, Dilma perdeu uma oportunidade de ouro, que surgirá naturalmente nos próximos debates: mencionar a condescendência de Serra com a candidata e, portanto, com as mulheres. Será que ele não acredita em mulheres autônomas, independentes, donas de seus narizes?

Debate não ganha eleição e é óbvio que os quatro grandes grupos midiáticos — Organizações Globo, Folha, Abril e Estadão — vão fazer a leitura que for conveniente para José Serra.

A candidata governista demonstra crescente domínio das técnicas do debate e pode chegar ao confronto que realmente interessa, o da Globo, equilibrando firmeza com conhecimento técnico, visão de conjunto com preocupações sociais.

Mas o importante é que a campanha de Dilma deixou claro que pode usar os debates para trazer à tona todos os assuntos relativos ao adversário que a grande mídia esconde, criando uma clivagem entre as redações e o público leitor, ouvinte e telespectador.

Isso é sinal de que a candidata governista colocará em seu programa eleitoral gratuito as declarações de aliados de Serra — e da mulher do candidato — equiparando o Bolsa Família a uma Bolsa Esmola? Seria a bomba atômica, especialmente para os eleitores do Nordeste.

A ver.

PS do Viomundo: As enquetes não científicas da grande mídia estão viciadas pela trollagem organizada pela campanha de Serra!

Debate: Ponto alto da Dilma foi nos 12 metros escavados nos portos | Viomundo - O que você não vê na mídia

Serra admite derrota no debate da Band

Os Amigos do Presidente Lula:
segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Há gestos que valem mais do que mil palavras.
No horário eleitoral na TV desta segunda-feira à tarde, Dilma levou ar trechos do debate na TV Bandeirantes.
Serra não levou ao ar nenhum trecho, nem mesmo mencionou o debate. Fez de conta que o debate não existiu.
É admissão de derrota.
A campanha de Serra quer abafar o debate. Não quer que repercuta. Não quer os temas discutidos: a privataria, a venda da Vale a preço de banana, a privatização do pré-sal para estrangeiros, a contradição dele como Ministro da Saúde autorizando abortos no SUS, o escândalo de corrupção no Rodoanel com sumiço de R$ 4 milhões, o passado dele como Ministro do Planejamento de FHC, o governador privatista que ele foi.
Serra quer mudar de assunto para fugir de falar sobre o debate, assim como ele tergiversou nas respostas das quais ele queria fugir durante o debate.

Os Amigos do Presidente Lula: Serra admite derrota no debate da Band

Que Dilma é essa ? A Dilma | Conversa Afiada

Publicado em 11/10/2010

A presidenta da Ley dos Medios

Convenhamos, amigo navegante, que, dos jornais do PiG (*), o Globo é o mais eficaz dos Golpistas – disparado.

Os outros dois, flores provinciais, carecem da agudeza do Globo.

Uma questão de tradição, talvez.

O Roberto Marinho foi um Golpista sempre mais competente que o “seu” Frias ou qualquer dos Mesquita.

Ou porque a Globo tem mais, muito mais a perder.

Ontem, domingo, por exemplo, a certa altura, o Faustão estava em terceiro lugar no IBOPE (que também é Globope –  não fosse, onde estaria o Faustão …).

Só o Serra salva a Globo.

A Globo sabe disso.

(E a Dilma também.)

Na pág. 3 de hoje, o Globo se pergunta,  angustiado: “Que Dilma é essa ?”.

E responde: “ … petista parte para o ataque direto a Serra, que revida (só se for no debate da Globo, porque ontem não foi – PHA).

Ele não revidou nem quando a Dilma atacou a mulher dele.

Pois é, amigo navegante, a Dilma é a Dilma de sempre.

A sorte do Globo, do PiG (*) e do Serra – é tudo uma coisa só – é que o debate da Band não deve ter muito efeito eleitoral.

A audiência da Band chegou a cair para 2 pontos.

É a velha Band de sempre.

Mas, deve ter efeito sobre o comportamento dos dois – Serra e Dilma – daqui para frente.

Dilma vai para cima do Serra.

Aquele modelito que o Serra tentou construir – ela não passa de uma marionete do Lula – não cabe mais.

A outra consequência será inibir a baixaria.

A aborteira que come criancinha, a guerrilheira furiosa, o satanás de saias – tudo o que a baixaria do Serra construir – ele e aquela amiga da D. Ruth, no horário eleitoral, com aquele adorável sotaque paulissstísssimo (**)  – tudo o que ele tentar contra a Dilma terá resposta.

Ficou claro que a Dilma vai para cima: nos debates e no horário eleitoral.

O que vai sobrar para o Serra ?

Mais baixaria.

Produzida pelo PiG (*), nas trevas.

E vai sobrar também o Fernando Henrique, com quem o Serra vai se afundar, um amarrado no outro.

E re-fundar a UDN de São Paulo.

(Da qual o Aécio não fará parte.)

E mais.

A Dilma sabe do que fala.

Aquela história de marionete …

A Dilma prova que participou do Governo Lula de dentro, fez o dever de casa, botou as coisas para funcionar.

Ela tem segurança porque domina os números, os temas – Luz para Todos, Minha Casa, ProUni, PAC, PAC 2 …

E mais: a baixaria agora vai ser exposta sob os holofotes dos debates.

Todo mundo vai ver.

Dilma vai trazer a Veja, a Folha, o Estadão e a Globo para o debate.

O PiG, os marqueteiros do Serra, os colonistas bradam em coro: isso vai ser prejudicial.

O marqueteiro do Serra, outra deidade provincial, disse que a Dilma falou para a militância e, não, para o eleitorado.

Como o PT é o partido mais bem avaliado, só aí ela ganha o jogo.

O problema é o Serra, que, desde 2002, tem 30% dos votos: não tem eleitorado nem militância.

Clique aqui para ler “Dilma trucidou o Serra. Ele é o homem de mil caras”.

Veja também os principais trechos do debate e constate: “ele não defendeu a mulher dele; como vai defender a mulher dos outros ?”

Que Dilma é essa ?

A presidenta que vai fazer a Ley dos Medios.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Lá em Marechal, esse sotaque faz o maior sucesso. A Maria Inês Nassif, como sempre, já demonstrou como o brasileiro – fora de São Paulo (***) – gosta desse paulissstisssmo.

(***) Amigo navegante, se você tem o dissabor de ler a Folha

(****), repare que ela acentua uma pseudo-predominância do  Nordeste no eleitorado da Dilma. Trata-se de uma   ”agregação” grosseira, diriam os colonistas da Folha. Juntar as regiões num bloco só é perder a perspectiva do que acontece dentro de cada região e no país. A Dilma ganhou em Minas e no Rio. E aí, Otavinho ?. Mas, isso, amigo navegante, serve a um propósito: sedimentar o espírito separatista que dorme, à flor da pele, no coração da elite paulisssta.

Que Dilma é essa ? A Dilma | Conversa Afiada

domingo, 10 de outubro de 2010

Cloaca News: O VERBO “TERGIVERSAR”

domingo, 10 de outubro de 2010

O VERBO “TERGIVERSAR”

[Do lat. *tergiversare, por tergiversari, 'virar as costas'.]

Verbo intransitivo

1 - Voltar as costas

2 - Procurar rodeios, evasivas; usar de subterfúgios

Debate na Band: Dilma goleou!

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) adotaram uma postura mais franca em relação aos embates realizados no primeiro turnoHá tempos que um debate não empolgava. O confronto direto possibilitado pelas regras da TV Bandeirantes permitiu pela primeira vez um debate dos candidatos. Tive o prazer de acompanhar pelo twitcam com os comentários ao vivo do Luis Nassif. Uma experiência fantástica. Serra não teve para onde correr. Dilma colocou-o frente suas próprias contradições. No tema aborto, o qual Serra tem tratado como se ele fosse um religioso convicto ligado à TFP, Dilma deixou claro que quem normatizou a lei do aborto no SUS foi o Ministro Serra em 1998. E ela não se escondeu a dizer que concordava com a norma. Dilma que tratou Serra, não como o Cara, mas como o “mil caras”, várias vezes lembrou (e citou as provas) que Serra e FHC queriam privatizar a Petrobrás e que o Coordenador da Campanha tucana defende a entrega do Pré-sal a interesses estrangeiros. Serra fugiu de responder na maior parte do tempo, mas em desespero, disse que o PT sempre vinha com esse assunto de privatizações. Deve ter se esquecido que estava em um debate eleitoral de presidenciáveis. Ou na concepção de estadista do tucano, incitar o ódio religioso deve ser o tema para o Brasil do futuro.
Teve a cara-de-pau ainda, de defender o setor público, sem contar ao resto do Brasil, que em São Paulo, Estado e Capital, ele privatizou a saúde entregando a Organizações Sociais, acabando com concursos, e sem qualquer controle social da forma como o dinheiro público é gasto. Mas Dilma lembrou que em SP se paga à polícia, os  Piores Salários Do Brasil (PSDB) e que professor não deve ser tratado a cassetete. Serra que não deixou claro se com um Ministério da Segurança Pública quer criar uma polícia de Brasília para agir onde os Estados são incompetentes como o de São Paulo, ou se quer mudar o nome do que Lula e Dilma tem feito com as UPPs como no Rio de Janeiro, Estado e Município que acreditam na coolaboração e trabalho integrado com a União.
Mesmo quando Serra tentou pautar o debate, tratou de assuntos que Dilma domina, e ele, pelo tanto de voltas que dava para cada resposta, parece não conhecer. Resultado, Dilma deixou Serra sem resposta. Isso aconteceu por exemplo, quando Serra questionou Portos e Aeroportos. Dilma foi taxativa. Na era FHC, eles não investiram nada em infra-estrutura porque o FMI não deixava. Faziam contratos de seis meses, como o da dragagem de portos (afundar a superfície do mar para dar acesso dos navios aos portos). Acabava o contrato sem o serviço concluir e deixando o problema no mesmo estágio. Dilma esqueceu de mencionar que Serra também não desassoreou o leito do Tietê por 3 anos, jogando no lixo o trabalho deixado por Alckmin, culminando nas enchentes do início do ano. Dilma citou os investimentos do PAC (1 e 2) nas obras de infraestrutura. O PAC, para quem não sabe, foi uma forma de destravar da burocracia que impedia de sair do papel os projetos brasileiros para o desenvolvimento, alguns com mais de 150 anos. Lembrou ainda, a candidata que os aeroportos se passam hoje por estrangulamentos, é porque hoje aqueles que ascenderam à classe média também andam de avião, o que na época de Serra e FHC, era privilégio de poucos. Para Dilma o compromisso será com a mudança do modelo da Infraero que deve ter investimento de capital privado, sim, e um gerenciamento mais profissional, mas da forma que hoje é gerida a Petrobrás (patrimônio dos brasileiros) que aliás foi deixada sucateada pelo período em que Serra foi Ministro do Planejamento de FHC.
Dilma não deixou barato também que o projeto piloto de Serra, que se quer piloto pode ser considerado, para tratar dos 30 mil usuários de crack não atende cem pessoas. Lembrou o telespectador, ainda, que Serra assinou documento em cartório que não sairia da Prefeitura para disputar o governo do Estado e mentiu. E, já que eliminou projetos deixados por Alckmin, como poderíamos confiar e acreditar que ele continuaria o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Serra disse que Dilma foi agressiva. Não tanto quanto sua mulher, Mônica Serra, que, lembrou Dilma, fez campanha na rua dizendo que “DIlma era a favor de matar criancinhas”. Serra nem defendeu a esposa. Indefensável esse gol.

Em tempo – Preciso ressaltar alguns comentários de Nassif:
1) que Serra tem menos conteúdo que Nassif que não é candidato, não por mérito do último, mas demérito do primeiro;\
2) Serra desconhece e não tem propriedade sobre os problemas do próprio Estado que governou porque não fazia uma reunião com seus Secretários (palavra de alguns deles);
3) Serra teve a grande chance de mostrar seu trabalho com um Estado rico e cheio de problemas – perdeu a chance porque não é um estadista;
4) Por fim, Nassif teve a mesma impressão que eu já havia tido em outros debates, Serra lembra o estilo Maluf de debater (acréscimo meu – Serra tem substituído Maluf no coração de muitos paulistas).

Para assistir ao debate vá ao site da BAND aqui.

Para asssitir ao Twitcam com Nassif clique aqui.

Debate na Band: Dilma goleou!

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) adotaram uma postura mais franca em relação aos embates realizados no primeiro turnoHá tempos que um debate não empolgava. O confronto direto possibilitado pelas regras da TV Bandeirantes permitiu pela primeira vez um debate dos candidatos. Tive o prazer de acompanhar pelo twitcam com os comentários ao vivo do Luis Nassif. Uma experiência fantástica. Serra não teve para onde correr. Dilma colocou-o frente suas próprias contradições. No tema aborto, o qual Serra tem tratado como se ele fosse um religioso convicto ligado à TFP, Dilma deixou claro que quem normatizou a lei do aborto no SUS foi o Ministro Serra em 1998. E ela não se escondeu a dizer que concordava com a norma. Dilma que tratou Serra, não como o Cara, mas como o “mil caras”, várias vezes lembrou (e citou as provas) que Serra e FHC queriam privatizar a Petrobrás e que o Coordenador da Campanha tucana defende a entrega do Pré-sal a interesses estrangeiros. Serra fugiu de responder na maior parte do tempo, mas em desespero, disse que o PT sempre vinha com esse assunto de privatizações. Deve ter se esquecido que estava em um debate eleitoral de presidenciáveis. Ou na concepção de estadista do tucano, incitar o ódio religioso deve ser o tema para o Brasil do futuro.
Teve a cara-de-pau ainda, de defender o setor público, sem contar ao resto do Brasil, que em São Paulo, Estado e Capital, ele privatizou a saúde entregando a Organizações Sociais, acabando com concursos, e sem qualquer controle social da forma como o dinheiro público é gasto. Mas Dilma lembrou que em SP se paga à polícia, os  Piores Salários Do Brasil (PSDB) e que professor não deve ser tratado a cassetete. Serra que não deixou claro se com um Ministério da Segurança Pública quer criar uma polícia de Brasília para agir onde os Estados são incompetentes como o de São Paulo, ou se quer mudar o nome do que Lula e Dilma tem feito com as UPPs como no Rio de Janeiro, Estado e Município que acreditam na coolaboração e trabalho integrado com a União.
Mesmo quando Serra tentou pautar o debate, tratou de assuntos que Dilma domina, e ele, pelo tanto de voltas que dava para cada resposta, parece não conhecer. Resultado, Dilma deixou Serra sem resposta. Isso aconteceu por exemplo, quando Serra questionou Portos e Aeroportos. Dilma foi taxativa. Na era FHC, eles não investiram nada em infra-estrutura porque o FMI não deixava. Faziam contratos de seis meses, como o da dragagem de portos (afundar a superfície do mar para dar acesso dos navios aos portos). Acabava o contrato sem o serviço concluir e deixando o problema no mesmo estágio. Dilma esqueceu de mencionar que Serra também não desassoreou o leito do Tietê por 3 anos, jogando no lixo o trabalho deixado por Alckmin, culminando nas enchentes do início do ano. Dilma citou os investimentos do PAC (1 e 2) nas obras de infraestrutura. O PAC, para quem não sabe, foi uma forma de destravar da burocracia que impedia de sair do papel os projetos brasileiros para o desenvolvimento, alguns com mais de 150 anos. Lembrou ainda, a candidata que os aeroportos se passam hoje por estrangulamentos, é porque hoje aqueles que ascenderam à classe média também andam de avião, o que na época de Serra e FHC, era privilégio de poucos. Para Dilma o compromisso será com a mudança do modelo da Infraero que deve ter investimento de capital privado, sim, e um gerenciamento mais profissional, mas da forma que hoje é gerida a Petrobrás (patrimônio dos brasileiros) que aliás foi deixada sucateada pelo período em que Serra foi Ministro do Planejamento de FHC.
Dilma não deixou barato também que o projeto piloto de Serra, que se quer piloto pode ser considerado, para tratar dos 30 mil usuários de crack não atende cem pessoas. Lembrou o telespectador, ainda, que Serra assinou documento em cartório que não sairia da Prefeitura para disputar o governo do Estado e mentiu. E, já que eliminou projetos deixados por Alckmin, como poderíamos confiar e acreditar que ele continuaria o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Serra disse que Dilma foi agressiva. Não tanto quanto sua mulher, Mônica Serra, que, lembrou Dilma, fez campanha na rua dizendo que “DIlma era a favor de matar criancinhas”. Serra nem defendeu a esposa. Indefensável esse gol.

Em tempo – Preciso ressaltar alguns comentários de Nassif:
1) que Serra tem menos conteúdo que Nassif que não é candidato, não por mérito do último, mas demérito do primeiro;\
2) Serra desconhece e não tem propriedade sobre os problemas do próprio Estado que governou porque não fazia uma reunião com seus Secretários (palavra de alguns deles);
3) Serra teve a grande chance de mostrar seu trabalho com um Estado rico e cheio de problemas – perdeu a chance porque não é um estadista;
4) Por fim, Nassif teve a mesma impressão que eu já havia tido em outros debates, Serra lembra o estilo Maluf de debater (acréscimo meu – Serra tem substituído Maluf no coração de muitos paulistas).

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