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sábado, 29 de outubro de 2011

Queda do ministro serve de alerta

Por Altamiro Borges
O lamentável episódio da queda do ministro Orlando Silva deveria servir de alerta às forças democráticas da sociedade brasileira – que lutaram contra as torturas e assassinatos na ditadura militar e que, hoje, precisam encarar como estratégica a luta contra a ditadura midiática, em defesa da verdadeira liberdade de expressão e da efetiva ampliação da democracia no Brasil.
A mídia hegemônica hoje tem um poder tão descomunal que ela “investiga”, sempre de forma seletiva (blindando seus capachos); tortura (seviciando, inclusive, as famílias das vítimas); usa testemunhas “bandidas” (como um policial preso por corrupção, enriquecimento ilícito e suspeito de assassinato); julga (sem dar espaço aos “acusados”); condena (como nos tribunais nazistas); e fuzila!
Um pragmatismo covarde e suicida
Ninguém está imune ao poder ditatorial da mídia, controlada por sete famílias – Marinho (Globo), Macedo (Record), Saad (Band), Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha) e Mesquita (Estadão). Como o império Murdoch, hoje investigado por seus subornos e escutas ilegais, a mídia nativa é criminosa, mafiosa, sádica e abjeta. Ela manipula informações e deforma comportamentos.
Não dá mais para aceitar passivamente seu poder altamente concentrado, que, como disse o governador Tarso Genro – pena que não tenha agido com esta visão quando ministro da Justiça –, ruma para um “fascismo pós-moderno”. Essa ditadura amedronta e acovarda políticos sem vértebra, pauta a agenda política, difunde os dogmas do “deus-mercado” e criminaliza as lutas sociais.
Três desafios diante da ditadura midiática
Esta ditadura é cruel, sem qualquer escrúpulo ou compaixão. Ela utiliza seus jagunços bem pagos, sob o invólucro de “colunista” e “comentaristas”, para fazer o trabalho sujo. Muitos são agentes do “deus-mercado”, lucram com seus negócios rentistas; outros são adeptos da “massa cheirosa”, das elites arrogantes e burras. Eles fingem ser “neutros”, mas são adoradores da direita fascistóide.
Enquanto não se enfrentar esta ditadura midiática, não haverá avanços na democracia brasileira, na luta dos trabalhadores ou na superação das barbáries capitalistas. Neste enfrentamento, três desafios estão colocados:
1- Não ter qualquer ilusão com a mídia hegemônica; chega de babaquice e servilismo diante da chamada “grande imprensa”;
2- Investir em instrumentos próprios de comunicação. A luta de idéias não é “gasto”, é investimento estratégico;
3- Lutar pela regulação da mídia e por políticas públicas na comunicação, que coíbam o poder fascista do império midiático.
Chega de covardia diante dos fascistas midiáticos
O criminoso episódio da tentativa de invasão do apartamento do ex-ministro José Dirceu num hotel em Brasília parece que serviu de sinal de alerta ao PT. Em seu encontro nacional, o partido aprovou a urgência de um novo marco regulatório da comunicação. Um seminário está previsto para final de novembro. Já no caso da queda Orlando Silva, o clima é de total indignação e revolta.
Que estes trágicos casos sirvam para mostrar que, de fato, a luta pela democratização da comunicação é uma questão estratégica. Não dá mais para se acovardar diante da ditadura da mídia. O governo Dilma precisa ficar esperto. Hoje são ministros depostos; amanhã será o sangramento e a derrota da própria presidenta e do seu projeto, moderado, de mudanças no Brasil.
Superar a choradeira e a defensiva
A esquerda política e social precisa rapidamente definir um plano de ação unitário de enfrentamento à ditadura midiática. As centrais sindicais e os movimentos populares, tão criminalizados em suas lutas, precisam sair da defensiva e da choradeira. Os partidos progressistas também precisam superar seu pragmatismo acovardado. A conjuntura exige respostas altivas e corajosas!
É urgente pressionar o governo Dilma Rousseff, pautado e refém da mídia, a mudar de atitude. Do contrário, não sobrará que defenda a continuidade deste projeto, moderado, de mudanças no Brasil. A direita retornará ao poder, alavancada pela mídia! Aécio Neves, o chefe de censura em Minas Gerais, será presidente! E ACM Neto, o herói da degola de Orlando Silva, será o chefe da Casa Civil!

Altamiro Borges- Queda do ministro serve de alerta

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ah, sim…Agora entendi; sobre Amor e Revolução

Por Izaías Almada

Quando ouvi dizer que o canal de televisão do senhor Sílvio Santos iria produzir uma telenovela sobre o golpe de 1964, fiquei logo curioso. O SBT?!!! Seria contra ou a favor do golpe? Ou, antes, pelo contrário? A ideia era interessante, mas conhecendo a televisão brasileira… Tinha eu que vencer o preconceito. Afinal, pensei, na pior das hipóteses existiria a possibilidade das novas gerações conhecerem um pouco sobre a nossa ditadura mais recente.

Veio a divulgação, a expectativa da estreia, as entrevistas sobre pesquisas, investigações históricas, depoimentos de militares e ex-presos políticos, enfim todo o pano de fundo necessário para, quem sabe, tirar alguns pontinhos do Ibope das emissoras concorrentes. E, claro, justificar a escolha de tema tão delicado e polêmico, mas aliciante para um gênero dramatúrgico de grande empatia no Brasil.

Contudo, pensei, o empresário Sílvio Santos, com seu eterno e enigmático sorriso, não é diferente de outros empresários na área da comunicação social, quer em jornais, revistas, rádio, televisão e a atual coqueluche mundial: a internet e sua rede social. À exceção de alguns sites e blogs dessa última forma de comunicação, todas as outras mencionadas, quer no Brasil e mesmo no mundo, na sua maioria pertencem a grupos que têm dado provas mais do que evidentes de serem apenas porta vozes de interesses corporativos próprios ou de seus principais anunciantes. Até aí, nenhuma novidade, pois essa é a chamada regra do jogo. E para aqui a ética não foi chamada, ou melhor, foi abandonada.

É sabido que no Brasil o grande mercado televisivo se alimenta dos horários distribuídos entre as telenovelas, os jogos de futebol, os telejornais e os programas de auditório, onde se despejam as grandes verbas publicitárias. Como jogos de futebol e programas de auditórios se nivelam pelas paixões mais comezinhas e deixam a desejar quanto a formar a opinião política dos cidadãos, é na área do telejornalismo e da telenovela que a porca torce o rabo, como diria meu velho pai… Aqui, sim, não dá para tapar o sol com a peneira.

No jornalismo, apesar de tudo, ainda se encontram alguns bolsões de dignidade e de profissionais que se mantêm dentro da prática de um jornalismo investigativo de qualidade, com a apresentação de questões relevantes nas ciências, nas artes, na política, ou que apresentam denúncias baseadas em fatos que as comprovam, na tentativa de ouvir os dois lados de uma questão, na busca do contraditório, etc. Não muitos, como seria desejável, mas existem. E quanto às telenovelas?

“Amor e Revolução” é uma novela maquiada de imparcialidade para falar de um período bastante difícil e controverso da política contemporânea brasileira. Caricata e mal feita, quer à direita e à esquerda do espectro político. De repente, a tal geração, para a qual a novela procuraria mostrar o que foram os “anos de chumbo”, desinformada que é, e pelo que se viu até agora, ficará dividida mais uma vez entre “torcer” para os bons contra os maus. Mas para muitos personagens, como o general Lobo Guerra e os policiais torturadores, ou mesmo alguns dos depoentes finais, os maus são os comunistas, que queriam transformar o Brasil numa China, União Soviética ou Cuba… E agora?

Qual o sistema econômico ideal, o regime político ideal? Já que se criou ao longo dos tempos a falsa dicotomia que identifica ditadura com fascismo e/ou comunismo e democracia com capitalismo, a resposta – para muitos, óbvia – será democracia e capitalismo. Mas qual democracia? A democracia do poder econômico? A democracia onde a justiça é realmente cega? A democracia que favorece a especulação financeira no lugar da produção? A democracia que ignora a justiça social? A democracia que tolera a impunidade e a corrupção?

Acabei, por fim, decifrando o enigma. No seu programa dominical do dia 24 de abril, o senhor Sílvio Santos – contando com a presença de uma atriz mirim da novela – expressou a sua opinião como cidadão, artista e empresário. Considerou ele que a novela deveria ter mais amor e menos revolução, isto é, mais beijos e menos cenas de tortura. Dirigindo-se à pequena atriz que participava do programa, SS arrematou: “Se você vivesse no comunismo, hoje teria que dividir o seu apartamento com mais de 20 pessoas”.

Agora entendi a novela do SBT: se não fossem os militares à maneira do general Lobo Guerra e os policiais à imagem dos personagens Fritz e do delegado Aranha livrarem o Brasil do comunismo à custa de torturas, prisões, desaparecimentos, cassações de mandatos, fechamento de sindicatos e entidades estudantis, censura à imprensa, tudo isso com o apoio de empresários brasileiros e da embaixada norte-americana no Brasil, nós hoje seríamos um país onde o próprio Sílvio Santos teria que dividir sua mansão no Morumbi provavelmente com 20 desses miseráveis da periferia. Pasmem.

E com certeza, muitos desses miseráveis compraram carnês do Baú da Felicidade.

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publicada terça-feira, 03/05/2011 às 13:18 e atualizada terça-feira, 03/05/2011 às 13:13 – Escrevinhador

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Novela do SBT gera medo da verdade


Pablo Picasso: Guernica, 1937

Reproduzo artigo de Vivian Fernandes, publicado no sítio do jornal Brasil de Fato:
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A novela “Amor e Revolução”, que estreou na última terça-feira (05) no SBT, é alvo de abaixo-assinado promovido por militares que são contra sua exibição. O programa tem o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985) em sua trama central e mostra cenas de tortura e perseguição aos militantes políticos da época.
A manifestação contrária à novela foi organizada através de um portal dos militares na internet (www.militar.com.br). No texto do abaixo-assinado aparece a acusação de que o Governo Federal participa de um acordo com o dono do SBT, Sílvio Santos, para exibir a novela. Em troca, o empresário teria a quitação das dívidas do “Banco Panamericano”, que é de sua posse.
Segundo a integrante da diretoria do Grupo Tortura Nunca Mais, Elizabeth Silveira Silva, ações como esta demonstram a tentativa de impedir a busca pela verdade desse período.
“Na realidade eles não querem que tenha divulgação de nada. Assim como eles não abrem os arquivos, exatamente para que essa história não seja contada, eles ficam tentando que essa história verdadeira não venha a público. Mesmo que seja uma novela, que não é um documento, mas apenas um folhetim que aborda essa questão”.
O abaixo-assinado foi proposto por um membro da diretoria da Associação Beneficente dos Militares Inativos da Aeronáutica (ABMIGAer). Ele se destina a procuradores da República do Distrito Federal, solicitando deferimento em caráter urgentíssimo.
O autor da novela, Tiago Santiago, deu declarações sobre a iniciativa, que em sua opinião é “despropositada”. Ele também disse que se recusa a mudar a história do programa em favor de “criminosos, torturadores e assassinos”.

Altamiro Borges- Novela do SBT gera medo da verdade

terça-feira, 30 de novembro de 2010

TSE: web ultrapassa jornal, revista e rádio nas eleições 2010

Blog da Dilma
novembro 30th, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Nara Alves, iG São Paulo

A internet ultrapassou o jornal impresso, revista e rádio como principal meio de informação utilizado por eleitores para se informar sobre política e candidatos no último pleito, em outubro, de acordo com pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até as últimas eleições, em 2008, o uso da internet era limitado. Com a reforma eleitoral, pela primeira vez a legislação brasileira consentiu o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, e até mesmo no dia da votação.A internet, no entanto, ainda aparece em terceiro lugar como principal fonte de informação dos eleitores entrevistados, com 9,9% da preferência. Em primeiro lugar está a televisão, com 56,6% da preferência. Em segundo lugar, com 18,4%, a conversa com amigos e parentes, segundo a pesquisa do TSE.
A Rede Globo permanece na liderança entre as emissoras, com 79% dos telespectadores que se procuram o meio como fonte de informação. Em seguida aparece a Rede Record com 60,4%. O SBT teve 37,8% da audiência dos eleitores e a Rede Bandeirantes, 25,6%.
Somente 18,8% dos entrevistados disseram que debates entre os candidatos na televisão e no rádio contribuíram para a decisão. Outros 15,5% declararam que programas de candidatos na TV contribuíram para a escolha. Questionados especificamente sobre a fonte de informação utilizada para se decidir quanto ao segundo turno, 44,2% afirmaram que já estavam decididos pessoalmente.
O levantamento foi realizado com 2 mil pessoas em 24 Estados nas cinco regiões do País. Um sorteio aleatório selecionou 136 municípios dentro desse universo para entrevistar as pessoas logo após o segundo turno das eleições, entre os dias 3 e 7 de novembro. A margem de erro de 2,2% para mais ou para menos.
Os entrevistados tinham entre 16 e 70 anos, com variação de escolaridade entre a 4ª séria do ensino fundamental e o ensino superior completo. A maioria dos entrevistados – 32% – declarou ter o ensino médio completo. As informações são do TSE.

TSE: web ultrapassa jornal, revista e rádio nas eleições 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O lado Tiririca da mídia golpista

Brasilianas.org:

A conspiração da bolinha de papel

Enviado por luisnassif, sex, 12/11/2010 - 09:01

Da Coluna de Eliane Cantanhêde

Aliás, o escândalo da vez é no banco PanAmericano, do Silvio Santos, que visitou Lula no meio da campanha e é dono também do SBT, a rede que reduziu o rolo da fita de agressão a José Serra no Rio a uma mera bolinha de papel. Deve ser só coincidência

Brasil Nova Era:

Para Catanhede, o rolo da fita do “perito em fraude” foi muito pior que a “mera bolinha de papel”. Esqueceu de contra que quem atirou a bolinha foi o próprio segurança de Serra. Veja o segurança atirando a bolinha de papel:


Conversa Afiada:

Silvio leva a Folha para o banco da “Praça é Nossa”

Publicado em 12/11/2010


Levaram o Otavinho para o banco da Praça

Silvio fez uma gozação com a Folha (*) que se tornou manchete da primeira página:
“Quem pagar leva o SBT”.
É o que o Silvio diz há quatrocentos anos.
Disse à Televisa, à Disney, ao Boni.
E a Folha (*) acha que é sério o Silvio dizer que vende, hoje, o SBT pela dívida ? R$ 2,5 bi ?
Só a Folha (*) leva isso a sério.
Ou não sabe o que são R$ 2,5 bi.
Na verdade, a entrevista do Silvio parecia com as entrevistas do programa da Hebe: ri-se muito e nada é sério.
É como se o Silvio tivesse levado o Otavinho para o banco da “Praça é Nossa”.
O Silvio tirou um sarro da Folha (*).
Quem é o Lula ?
O Eike ?
“Bota uma foto minha bem bonita no jornal.”
E a Folha (*) levou a sério.
O mais interessante a Folha (*) não quis saber.
Silvio Santos deu toda a sua fortuna pessoal como garantia do empréstimo.
Nunca um empresário do setor financeiro tinha feito isso, antes.
Ou seja, o Silvio, de maluco, só na Folha (*).
A única coisa séria que a Folha (*) publicou hoje foi o Simão:
“Seu Silvio lança Teletombo”.
“O Silvio vai dar de garantia o Jaça, a menina Maisa e o Bozo.”
“E se ele não pagar, o governo fica com o Celso Portiolli.”
O Simão adora o Silvio, ao contrário da Folha (*).
O Simão gosta, principalmente, “quando ele combina a cor do cinto com a cor do cabelo.”
“E diz que ele maquiava o balanço do banco com produtos Jequiti. Só podia dar nisso.”
Este é o verdadeiro Silvio ?
Não.
É a verdadeira Folha (*).
Que não tem o menor senso de humor.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem gostava do Silvio era a Globo

Conversa Afiada
Publicado em 11/11/2010

A situação já esteve melhor para Globo, não é, Galvão ?

Como se sabe, o Silvio fazia questão de dizer que estava muito feliz com o segundo lugar.
Silvio transformou uma concessão pública de televisão num instrumento de venda de seus produtos fora da televisão.
Clique aqui para ler “Política social do Lula quebrou o Silvio”.
Silvio não estava preocupado em tirar o lugar da Globo.
Ele não queria ser o primeiro.
Não era o modelo de negócio dele.
Por isso, Silvio nunca investiu muito dinheiro na televisão.
Silvio não se notabilizou por novelas, minisséries, esporte, e muito menos por jornalismo.
Dizem que Silvio tem pavor de jornalismo.
Ou seja, Silvio gostava de programas baratos, de auditório, como os dele, da Hebe e do Gugu.
Programas de custo reduzido, controlável e com muita mão-de-obra avulsa.
Isso não dava uma rede de televisão que pudesse enfrentar a hegemonia da Globo.
No Governo Figueiredo, quando a Tupi quebrou, Roberto Marinho foi tão esperto que conseguiu escolher até os concorrentes.
E o Governo Figueiredo dividiu a Tupi em duas:
Uma, a Manchete, quebrou.
A outra, o SBT, vai ter que trocar de mãos.
Roberto Marinho pretendia interromper o movimento da Terra em torno do Sol.
Manter o Regime Militar e o Silvio no segundo lugar.
Aí, apareceu a Record, que quer ser a primeira.
Aí, apareceu o Lula, que reduziu de 90% no Governo FHC para 50% a participação da Globo na publicidade oficial.
Aí, veio a Dilma, que, se não fizer a Ley de Medios, a Globo derruba ela.
Agora, o Silvio sofreu esse baque irremediável.
Como diria o Cala Boca Galvão, quando a Holanda empatou:
A situação já esteve melhor para a Globo.
Paulo Henrique Amorim

Quem gostava do Silvio era a Globo | Conversa Afiada

Política social do Lula quebrou o Silvio

Conversa Afiada
Publicado em 11/11/2010

Bye-bye Silvio

Como se sabe, o SBT não é uma rede de televisão.
O Boni costumava dizer que o SBT não tinha nem grade de programação.
Mas, sim, um conjunto de programas que não formavam um conjunto coerente e, portanto, comercializável.
O SBT não é uma rede, porque seu objetivo não é ganhar dinheiro como rede de televisão.
Mas, sim, ser um instrumento de venda dos produtos do grupo empresarial do Silvio.
O Silvio na TV vendia o Silvio fora da TV.
E o Silvio fora da TV era o maior anunciante da TV do Silvio.
Os produtos do Silvio fora da TV eram uma forma rudimentar de financiar a compra de bens duráveis.
O que funcionou enquanto havia inflação e faltava renda.
Quando a inflação acabou e o Governo Lula botou dinheiro no bolso da Classe “D” e a Classe “D” passou à Classe “C”.
E quando botou dinheiro no bolso da Classe “E” e uma parte da Classe “E” foi para a Classe “D”, o modelo de negócios do Silvio foi para o beleléu.
Além disso, houve o impressionante fenômeno da banqueirização.
Ou seja, com carteira assinada, as Classes “D” e “C” abriram conta em banco, passaram a ter cartão de crédito, começaram a se endividar e comprar bens duráveis com juros e condições mais razoáveis do que ofereciam os produtos do Silvio.
Para simplificar, o Lula quebrou o Silvio.
Sem querer, é claro.
Quem quebrou o Silvio foi o Silvio, que enchia o auditório de Classe “C” e Classe “D” e não percebeu que elas tinham mudado.
Paulo Henrique Amorim

Política social do Lula quebrou o Silvio | Conversa Afiada

PanAmericano do Silvio não é crise. “Mercado” deu a solução

Conversa Afiada
Publicado em 11/11/2010

Ir ao Planalto não adiantou nada

Primeiro, foi a “crise” do rompimento do PMDB com a Dilma.
Depois, foi a do ENEM, já devidamente reduzida à sua mais simples proporção: menos de mil provas precisarão ser refeitas.
Agora, o PiG (*) tentará fazer do Banco PanAmericano uma nova crise.
Botará a culpa no Lula, que recebeu uma visita do Silvio Santos.
Botará a culpa no Banco Central, que demorou a ver o tamanho do problema.
E, sobretudo, tentará enforcar a Caixa, que se tornou sócia com 37% das ações do PanAmericano, aproximadamente um ano antes de o banco implodir.
Vamos ver, antes, o que saiu no Globo online, com trechos de uma reportagem do Valor:

Socorro ao PanAmericano visa estabilidade financeira, diz FGC
Valor Online
SÃO PAULO – O presidente do conselho de administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), Gabriel Jorge Ferreira, disse nesta quarta-feira que uma quebra do PanAmericano poderia desestabilizar o sistema financeiro.
“O fundo concordou em dar esse suporte financeiro para, primeiro, (garantir) a estabilidade do sistema financeiro, porque as consequências são sempre muito ruins quando quebra uma instituição financeira. Além disso, coloca em dúvida a solidez do sistema financeiro”, disse Ferreira, ao justificar o socorro de R$ 2,5 bilhões prestado pela entidade ao banco.

Segundo ele, a operação com o PanAmericano é resultado de uma evolução da atuação do fundo, constituído em 1995 com a finalidade única de garantir empréstimos e aplicações no caso de liquidação ou intervenção do Banco Central (BC) em instituições financeiras.

Durante entrevista coletiva à imprensa, Ferreira comentou que, não fosse o apoio do fundo, o BC não teria alternativa que não fosse decretar a intervenção ou a liquidação do PanAmericano – dada a descoberta de um rombo bilionário no banco.

Segundo ele, as duas situações (intervenção ou liquidação), além de gerarem incertezas e insegurança no mercado, causariam uma depreciação no valor e resultados do banco, que teria que administrar despesas, e não mais receitas.

Também haveria um prejuízo ao próprio fundo, que seria obrigado a cobrir aproximadamente R$ 2,2 bilhões em depósitos no PanAmericano, disse Ferreira, acrescentando que a experiência mostra que a restituição de recursos no caso de quebra de bancos é “muito remota e difícil”. “Foi uma proteção patrimonial também para o fundo.”

(Eduardo Laguna | Valor)

Navalha

NAVALHA

Vamos começar pela Caixa.
Quem bradou “fogo” foi, logo de manhã, no Bom (?) Dia Brasil, a urubóloga Miriam Leitão.
Como é que a Caixa sai por aí a comprar banco ?, ela perguntou.
A Miriam já tinha se aborrecido lá atrás, quando a Caixa emprestou dinheiro à, Petrobrás.
E este Conversa Afiada chegou à conclusão de que o único banco do mundo que não emprestaria à Petrobrás seria o banco do Miriam.
Agora, se pergunta a Miriam: como é que a Caixa se meteu num banco que tem esse rombo ?
Boa pergunta a fazer à KPMG, ao Banco Fator e à BL, instituições financeiras que, por um ano, entraram nas contas do PanAmericano antes de recomendar a operação à Caixa.
E os grandes bancos privados brasileiros que micaram com os fundos fictícios do PanAmericano ?
Eles também foram negligentes, ou segundo a urobóloga, só a Caixa foi ?
O que dizer da empresa americana que avalia riscos, a Fitch, que, depois da operação da Caixa, aumentou a nota do banco ?
E o Banco Central, que deixou passar as fraudes no balanço do PanAmericano, da mesma forma que o Banco Central do Governo Fernando Henrique se surpreendeu quando abriu a caixa preta do Nacional e do Bamerindus.
O fundamental nessa história toda é que existe essa instituição criada no Governo Fernando Henrique, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que tem dinheiro dos bancos.
Dinheiro privado.
Ali não tem um tusta do Erário ou da Viúva.
O FGC é uma “reserva técnica” dos próprios bancos para segurar o sistema, em caso de solavanco.
São mais de 20 bilhões de reais para não deixar a peteca cair.
O Silvio Santos deve a esses bancos privados, quem emprestaram a ele R$ 2,5 bilhões.
O PanAmericano vai continuar a operar.
O Silvio tem dez anos mais três de carência para pagar o que deve aos bancos privados.
Até lá, os bens ficam proporcionalmente penhorados.
(Ele não pode penhorar o SBT, porque a lei não deixa concessão de serviço público ser penhorada.)
O mais provável é que Silvio, aos 80 anos, venda o banco e, com o tempo, o SBT.
A Caixa vai receber o dela de volta, e usufruir do cadastro do PanAmericano para o financiamento de veículos, o principal motivo para a Caixa entrar no banco.
O FGC, ou seja, os bancos vão receber do Silvio o dinheiro de volta.
Ele empenhou quase toda a fortuna pessoal na oração.
O que é muito melhor do que se o Banco Central tivesse decretado a falência ou a intervenção.
Em resumo, trata-se de uma solução “de mercado”.
O que revela maturidade das instituições.
E o que resulta em credibilidade.
O mercado jogou dinheiro na fogueira para não se chamuscar.
O dinheiro do Erário não entrou na roda.
Os que eventualmente tiverem sumido com a grana do Silvio mais cedo ou mais tarde vão ter uma conversinha com a Polícia Federal.
E o Silvio vai cuidar da vida, provavelmente em Miami, onde adora assistir a televisão.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

PanAmericano do Silvio não é crise. “Mercado” deu a solução | Conversa Afiada

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Movimento Sem Mídia: Apóie denuncia ao TSE contra Globo e SBT

Blog da Cidadania:

MSM denunciará Globo e SBT ao TSE até 6ª feira

Posted by eduguim on 07/09/10 • Categorized as Aviso

No dia em que se comemora a Proclamação da Independência do Brasil, conforta-me informar que estou ultimando a Representação que o Movimento dos Sem Mídia fará à Procuradoria Geral Eleitoral até sexta-feira. Já na quinta-feira, espero publicar a íntegra da peça aqui neste blog e remetê-la a um correspondente do nosso Movimento em Brasília para que lhe obtenha o protocolo na Justiça Eleitoral.

Para quem está chegando agora, informo que a denúncia do MSM será feita porque as emissoras Globo e SBT violaram a lei eleitoral 9504/97 ao colocarem no ar locutores para defenderem José Serra e criticarem Dilma Rousseff, o que é vedado pela lei em tela.

A fim de unificar esse movimento de apoio à iniciativa do MSM (que se materializou através de mais de 2.500 comentários à minuta da Representação), substituirei o conteúdo original do post em que ela foi publicada pela Representação propriamente dita, de forma que o documento fique registrado na íntegra, com todos os apoios que recebeu, até como forma de registro deste momento histórico em que a sociedade civil, mais uma vez, organizou-se em defesa da democracia e do Estado de Direito.

Como foi feito em abril, quando o meu blog anterior, o Cidadania.com, publicou Representação do MSM à PGE pedindo investigação das pesquisas, os mais de dois milhares e meio de comentários de apoio a esta nova Representação serão impressos e enviados a Brasília junto com a peça. E, como antes, o protocolo da Justiça Eleitoral será digitalizado e publicado neste blog.

Mas atenção:

  • QUEM JÁ MANIFESTOU APOIO À REPRESENTAÇÃO \\NÃO\\ DEVE REPETIR a fim de não inflar artificialmente o número dos apoiadores.
  • Quem está chegando agora, estiver lendo este post e quiser deixar apoio à Representação, peço que clique aqui para fazê-lo.
  • Comentários de apoio à representação que forem colocados neste post não serão incluídos no material que será enviado a Brasília.

  • Este post está livre para comentários de qualquer outra natureza que não seja de apoio formal à representação, que deve ser feito no link logo acima.

Cumpre-me, também, cumprimentar, novamente, o Movimento dos Sem Mídia, este blog, os blogs amigos que nos apoiaram – que não enumero para não esquecer nenhum – e os leitores desta e daquelas páginas por se mobilizarem, mais uma vez, em prol deste que é o mais puro exercício de cidadania.

Entre fevereiro de 2006 (quando este blog foi criado) e os dias de hoje, fizemos 5 atos públicos diante de meios de comunicação, sendo um deles o da Ditabranda da Folha, que reuniu cerca de 500 pessoas; representamos ao Ministério Público Federal contra alarmismo da mídia na questão da febre amarela; representamos à Procuradoria Geral Eleitoral contra as pesquisas.  Agora, voltamos à PGE contra usurpação de concessões públicas por grupos políticos.

Como se está vendo em outras iniciativas recentes de blogueiros que estão indo à Justiça exigir direitos da coletividade, os que fazemos este blog e o Movimento dos Sem Mídia podemos comemorar o fato de que estamos atingindo nosso objetivo de incentivar as pessoas a saírem do marasmo, a tomarem atitudes, a exercerem a cidadania.

Estamos provando que, com uma idéia na cabeça e um computador nas mãos, qualquer cidadão pode se tornar muito mais do que um, pode se tornar milhares, pode difundir informação, pode influir em qualquer assunto de interesse público.

Todos esses cidadãos que apoiaram os atos públicos e as Representações do MSM terão os seus nomes inscritos na história. Nossa forma inovadora e pioneira de organização política suprapartidária através da internet, um dia será estudada como precursora de uma evolução do senso de cidadania dos brasileiros que acompanhou o progresso acelerado do país que caracterizará o período em que vivemos.

Muitos me dizem que é bobagem lutar contra impérios de comunicação bilionários e contra a segunda maior força política do país, a oposição de direita ao governo Lula. Até entre a esquerda alguns dão de ombros para a nossa iniciativa e, sobretudo, para as idéias deste blogueiro. Estão errados. Se ninguém se levantar, jamais se mudará essa situação de monopólio ditatorial da comunicação no Brasil.

No Dia da Independência, torna-se oportuno perguntar quantos, antes de D. Pedro I, não lutaram pela Independência desta pátria e fracassaram momentaneamente. Mas se não tivessem lutado, e se não tivessem sido derrotados, outros não triunfariam, pois não existiria o sentimento de insurreição contra a usurpação dos direitos da cidadania brasileira.

Só por existirem, estas iniciativas do MSM já são vitoriosas. Nunca antes na história deste país milhares de cidadãos se uniram dessa maneira em torno de causas como as que congregaram e continuam congregando os que nos dizemos sem-mídia. E a primeira vitória já veio. Uma investigação da Polícia Federal foi aberta sobre os institutos de pesquisa. E você que endossou o pedido do MSM para que tal investigação fosse feita, é o responsável.

Vamos dar vivas à igualdade de todos os cidadãos, à democracia e ao renascente espírito de cidadania dos brasileiros, gestado, também, por nós que integramos o movimento nascido neste blog há quase cinco anos. Estamos avançando sozinhos, sem recursos, apoiados, apenas, por blogs amigos e leitores. Amparados, sobretudo, pela força das nossas convicções. Viva, pois, o Movimento dos Sem Mídia e seus milhares de apoiadores. E viva o Brasil.

MSM denunciará Globo e SBT ao TSE até 6ª feira | Blog da Cidadania