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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Lula desfere "cruzado de esquerda" na hipocrisia "global" no congresso da UNE

Blog Palavras Diversas

Lula e o ministro da educação, Fernando Haddad, participaram do 52º Congresso da UNE em Goiânia

A UNE realiza até domingo o seu 52º congresso e apresenta convidados especialíssimos, como o presidente Lula e o ministro da educação, Fernando Haddad, entre outros, além da esperada participação de 10 mil universitários que elegerão o novo presidente da entidade.
O congresso abordará, entre outros temas, o impacto dos agrotóxicos no campo, além da defesa da Comissão da Verdade, sobre violações na ditadura e a destinação de 10% do PIB para a educação, mantendo os estudantes universitários nas lutas históricas do movimento: educação pública de qualidade e o respeito a democracia.
Coisa que o jornalão dos marinhos, O Globo, não parece ter a mínima inclinação.
Em sua capa de ontem o diário carioca publicou a seguinte manchete: "UNE faz Congresso chapa branca", tudo porque a entidade conquistou patrocínios de estatais para viabilizar o evento, logo tratado pelo jornal, inimigo da educação pública e da democracia, como pequeno encontro de compadres.
O Globo crê que a UNE não pode permitir-se a fazer suas alianças políticas e defender suas bandeiras históricas ao lado do governo que ajudou a eleger.
O lance da UNE, assim como de sindicatos e movimentos sociais organizados ao fazerem suas escolhas políticas e pressionarem, por dentro, para alcançarem suas reivindicações coletivas, para a imprensa hipócrita não se legitimam com uma aliança.
O Globo, cinicamente, editora por uma organização dos estudantes "neutra", sabe-se lá o que significa tal neutralidade, e opositora de todos os governos. Maldosamente alguns meios de comunicação tratam a UNE como apêndice do governo, "amansadores dos estudantes" e que nada lembram os movimentos que levaram a queda de Collor e das mobilizações durante o governo FHC contra as privatizações e o estrangulamento financeiro das universidades públicas federais.
Elementar. Estes governos representavam projetos inimigos da educação pública de qualidade, do acesso a educação superior para cada vez mais jovens e do financiamento facilitado do ensino, tal como ocorre com o Prouni. O conflito era necessário e significava a coerência dos estudantes.
Tal como apoiar Lula e Dilma também hoje esta aliança significa coerência.
Para O Globo os estudantes são chapa branca e por isso conseguem apoio da Petrobrás para realizar seus congressos, linhas pobres de entendimento e análise...Talvez porque os governos passados tratassem a UNE como escória e somente colocassem a polícia para "dialogar" nas ruas, como ocorrido no processo de privatizações dos tucanos, quem não se lembra?
Os estudantes estão atuando no campo político onde sempre estiveram, com um pouco de crítica, no máximo, muito perto de onde sempre estiveram enquanto representação coletiva.
Apoiar Lula e Dilma, dentro do processo político recente e da disputa de poder que tem se travado ao longo das ultimas duas décadas, mantiveram seus posicionamentos progressistas.
Portanto serem tachados pela imprensa conservadora de "chapas brancas", seja um grande elogio.
A UNE não vacilou em apoiar Lula, mesmo no auge da crise de 2005 no episódio do mensalão no Congresso Nacional.  Naquele instante perceberam a grande trapaça política explorada midiaticamente para sangrar o governo e fazê-lo minguar até as vésperas das eleições de 2006.
A Veja chegou a forjar uma imagem de uma bela estudante gaúcha, com o rosto pintado, como se estivesse manifestando-se contra Lula, tentando, desta forma, criar o factóide que pudesse ser multiplicado e levar os estudantes para as ruas contra o governo. Foram logo desmentidos pela própria aluna, uma farsa mal montada, gene golpista aflorado.
O presidente da UNE, Augusto Chagas, foi enfático ao afirmar que a aliança com o governo possibilitou a oportunidade do diálogo com Lula, o que permitiu apresentar propostas atendidas pelo presidente.
O Globo cobra neutralidade da UNE e dos movimentos sociais, mas todos sabem de que lado atua na história recente do país, de que lado hoje milita politicamente o conglomerado de comunicação do Rio de Janeiro.
A hipocrisia "global" é de uma pobreza intelectual enorme, baseia-se na desinformação, no apedrejamento dos aliados de seus inimigos e na manipulação dos fatos ao seu feitio. Mas desconsidera a capacidade de livre pensar da sociedade organizada e nos grupos que se movimentam para combater seus panfletos fantasiosos e repletos de intenções que lotam os subterrâneos do inferno.

Em sua participação no Congresso da UNE Lula cunhou algumas frases logo usadas pela imprensa para tentar desqualificar o ex-presidente, mas que longe de reduzi-lo a insignificância que a imprensa deseja, o ex-metalúrgico foi feliz em suas análises e respostas as provocações do O Globo:

“E você Chagas (Augusto Chagas, presidente da UNE) não tenha preocupação com quem diz que você é chapa-branca. Existem alguns jornais no Brasil que se acham nacionais mas não chegam nem na Baixada Fluminense. Os grandes de São Paulo quase não chegam no ABC”
“Eles não perceberam que o povo não quer mais intermediários entre eles e a informação. O povo está se informando de muitos outros jeitos”.

Pois é as afirmações estão antenadas com a realidade e os novos tempos e socam o fígado das grandes corporações de mídia brasileiras.

Que a UNE permaneça na luta pela educação de qualidade e pela democracia neste país, aliada ou não do governo, mas que também a hipocrisia global seja golpeada e rebaixada, tal como merece e bem o disse Lula "você liga a TV e tem propaganda de quem? Quem patrocina o futebol e as novelas? É a Petrobras, a Caixa Econômica Federal. Só que para eles isso é democracia e para vocês é ser chapa-branca”.

Palavras Diversas- Lula desfere -cruzado de esquerda- na hipocrisia -global- no congresso da UNE

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

UNE debate a democratização da mídia

Blog do Miro
Altamiro Borges

Reproduzo matéria publicada no sítio da União Nacional dos Estudantes (UNE):
Enfrentar os monopólios de comunicação, avançar na integração e aprofundar o debate acerca das alternativas midiáticas brasileiras foram os eixos que orientaram mais um debate promovido pelo 13º Conselho Nacional das Entidades de Base (13º CONEB) nesse domingo. “Democratização dos meios de comunicação e marco regulatório da mídia no Brasil” foi a mesa que atraiu estudantes de todo o Brasil presentes no auditório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para sustentar o debate, foi convidado um dos personagens centrais dessa luta, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins. Com ele estavam o jornalista do jornal A Hora do Povo, Carlos Lopes; o jornalista da revista Retratos do Brasil, Raimundo Pereira; a secretária geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mielli; e a coordenadora-executiva do Instituto Overmundo, Oona Castro.
Pela exposição dos participantes, foi possível analisar que há uma sinergia muito grande entre as aspirações e metas da luta pela democratização da comunicação. A ausência de espaços democráticos de mídias ainda é muito presente no Brasil.
Entre os desafios apontados está o de fazer com que os movimentos sociais assumam essa pauta como estratégica e desenvolvam uma série de ações políticas para que o tema se espraie por toda sociedade. “Sem mobilização popular para levantar a bandeira da comunicação como um direito humano será difícil alcançar vitórias nessa luta”, explicou Oona Castro durante sua fala.
“Muitas vezes as discussões sobre comunicação ficam restritas a círculos de especialistas em razão dos aspectos técnicos, mas a discussão sobre o acesso à banda larga e o direito à comunicação, por exemplo, são antes de tudo debates políticos e que interessam e atingem a todos”, analisou Renata Mielli.
Por outro lado, como apontou Raimundo Pereira, somente a mobilização social não é suficiente. Para garantir a liberdade de expressão para todas as pessoas, assegurando a diversidade e a pluralidade, o Estado precisa agir no sentido de garantir espaços para que estas vozes sejam ouvidas. “É imprescindível que os governos assumam a agenda da democratização da comunicação como parte indispensável das políticas para aprofundar o assunto na sociedade”, analisou.
Franklin Martins também ressaltou a importância do Estado na democratização dos meios e apontou uma nova mudança nos paradigmas relacionados a esse assunto. “Há 20 anos entrava governo, saía governo e tudo continuava no mesmo status quo. Pela primeira vez, neste governo, as políticas em relação a este assunto começaram a mudar. Isso porque o povo conquistou espaços de participaçãoe conquistou direitos na era Lula”, disse.
Por fim, o presidente da UNE Augusto Chagas refletiu sobre a importância do movimento estudantil se organizar e se mobilizar para a construção de um sistema democrático e amplo no País. “Esta mesa é uma das mais importantes do CONEB. Esse é um debate que vai persistir por todas as atividades da UNE e em suas lutas no próximo período”, afirmou.

Altamiro Borges: UNE debate a democratização da mídia

sábado, 16 de outubro de 2010

União Nacional dos Estudantes (UNE) apóia Dilma

Nota da União Nacional dos Estudantes (UNE):
Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente
A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da educação oública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.
Foi assim na experiência da luta contra o nazifacismo na década de 40, na campanha do "Petróleo é nosso" que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das "Reformas de Base" na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no "Fora Collor" e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.
Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.
Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.
É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.
Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.

Do Blog do Miro

União Nacional dos Estudantes (UNE) apóia Dilma

Nota da União Nacional dos Estudantes (UNE):
Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente
A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da educação oública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.
Foi assim na experiência da luta contra o nazifacismo na década de 40, na campanha do "Petróleo é nosso" que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das "Reformas de Base" na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no "Fora Collor" e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.
Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.
Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.
É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.
Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.

Do Blog do Miro

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

UNE apóia Dilma – Juventude estudantil repudia candidatura Serra

Augusto Chagas, Presidente da União Nacional de Estudantes manifesta a decisão da entidade de apoiar publicamente Dilma para Presidente. Augusto aproveitou o encontro de Dilma com as professoras e a juventude estudantil nesse dia 15 de outubro, além da presença da imprensa para dar um recado a Serra. O candidato que tem criticado a entidade cuja Presidência ocupou em 1964, teve a resposta do jovem e aguerrido sucessor que tratou o governo de FHC foi o mais desastroso para a educação no Brasil. Dilma também recebeu o apoio formal da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) além das juventudes socialistas e de vários partidos.

Serra mil caras – bonequinhas russas | Conversa Afiada