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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mobilização garante GAE para AGPPs e Agentes de Apoio da Educação

VITÓRIA: Mobilização do dia 25 garante manutenção da GAE para AGPPs e Agentes de Apoio da Educação. Dia 07 tem mais!

Desde que foi criada, em 2007, a GAE (Gratificação de Apoio a Educação) foi mantida para AGPPs de CEU e Agentes de Apoio da Educação a duras penas. A intenção do governo sempre foi negar seu pagamento a estes setores. De início o governo não pagou a GAE aos AGPPs de CEUs, e após 6 meses de mobilização e paralisação organizada pelo Sindsep, conquistamos o pagamento. Mas o governo nunca engoliu esta vitória, e quando a GAE foi incorporada aos salários dos integrantes do QPE (Quadro de Profissionais da Educação), ela simplesmente seria extinta, e os AGPPs e Agentes de Apoio ficariam sem a incorporação – pois não são do QPE – e sem a GAE! Novamante o Sindsep lutou muito e foi criada uma nova lei que mantinha a GAE para estes setores.

Agora, com a criação da GA, o governo mais um vez tentou acabar com a GAE, pois na regulamentação previa a absorção da GAE, não dando a opção do servidor optar em continuar com esta gratificação e não receber a GA. E o pior, como a GA e o PDE são incompatíveis para o governo, o servidor seria obrigado a ficar com a GA e perderia a GAE e o PDE! Em valores, R$ 1.600,00 por ano, no mínimo, de perdas!

O Sindsep enviou um oficio ao governo questionando esta situação, para que fosse discutida no dia 25, e com uma presença significativa de AGPPs e Agentes de Apoio conquistamos a manutenção da GAE!

Na portaria Portaria 075/SEMPLA.G/2001 publicada no dia 26/05/2011 está mantido o direito dos servidores optarem em permanecer com a GAE + PDE!

Foi uma vitória. Temos muito mais para reivindicar! O dia 25 mostrou que não existe outro caminho, e só a mobilização fará que este governo nos atenda! Precisamos conquistar reajuste salarial, um novo plano de carreiras, e por isso dia 7 de junho temos que pressionar novamante, em mais um dia de paralisação.

SEGUE COMUNICADO DE SEMPLA CONFIRMANDO QUE A PORTARIA ATENDIA UMA REIVINDICAÇÃO DO SINDSEP

Senhora Presidenta

Conforme solicitação desse Sindicato na reunião de ontem, informamos a publicação da Portaria 075/SEMPLA.G/2001 que altera a Portaria 068/SEMPLA.G/2011, que instituiu o formulário próprio de opção para exercício do direito previsto no art. 10 da Lei nº 15.364, de 25 de março de 2011.

A alteração se justificou tendo em vista o disposto no art. 12 da Lei nº 15.364, de 2011, que prevê a absorção paulatina dos valores da Gratificação de Apoio à Educação nos valores da Gratificação de Atividade.

Atenciosamente.

Assessoria de Informações Estratégias Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão

-- SINDSEP --

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Paralisação dia 07: é possível a unidade?

Dia 7 a educação para. Professores querem 33%. Os CEIs podem ficar desamparados pelo governo na disputa judicial pelas férias coletivas. Há a possibilidade de se construir uma paralisação geral. Como construir a unidade?

Na sexta, as professoras da tarde no CEI em que trabalho decidiram: vão parar dia 07. Conversaram com as colegas no fim de semana. Na segunda, as docentes da manhã decidiram também que parariam na quinta. O pessoal de apoio decidiu a mesma coisa. A Presidenta do Conselho chamou uma reunião extraordinária, convidando os pais para discutir a pauta: paralisação dos professores no dia 07 e decisão da justiça sobre fim de férias coletivas e recessos nos CEIs e EMEIs. Fizeram um abaixo-assinado para pais e educadores reivindicando uma solução do governo para garantir o direito das famílias e das crianças que necessitam de atendimento nos meses de janeiro, julho e dezembro, sem o retrocesso de retirar das professoras da educação infantil a conquista de férias coletivas e recessos.
Uma coisa ficou clara. Apesar de filiados a diversas entidades, os trabalhadores mostraram-se ansiosos por unidade na ação. Este é o desafio que está colocado para as entidades.

Campanhas Salariais
Sabemos que a paralisação do dia 07 está sendo chamada pelo SINPEEM, inclusive com propaganda no horário nobre da televisão. Os professores querem a antecipação dos reajustes previstos para maio de 2011, 2012 e 2013, acumulando 33,79% para os quadros da educação. O pessoal de EMEIs e CEIs não querem perder as férias coletivas em janeiro e os recessos na educação infantil ameaçados pela decisão da justiça (leia CEIs e EMEIs sem férias ou recesso).
O SINDSEP, desde a reunião do Conselho em 25 de março, decidiu por construir uma paralisação geral da prefeitura e está chamando um ato para 14 de abril. Exceto pelas categorias que fizeram greves (a Educação em 2006, a GCM e o HSPM em 2010), Kassab tem aplicado como “política salarial” os 0,01%, gratificações e reestruturações de carreira. Temos uma lei salarial da época do Maluf que impede a Prefeitura de gastar mais de 40% com os trabalhadores (pela lei de responsabilidade fiscal poderia até 60%). Ao mesmo tempo, o prefeito é obrigado a gastar um mínimo com a Educação para ter suas contas aprovadas. Ou seja, a lei salarial do município serve de desculpa para Kassab deixar os servidores com salários de fome. O SINDSEP pediu uma audiência pública com SEMPLA para discutir a lei salarial. Seria amanhã, mas foi desmarcada. O sindicato ainda pede a anulação da decisão da justiça sobre férias na educação infantil, já que é parte do processo e não foi intimado quando da decisão.
A Aprofem pede reajuste linear de 28,7% e propõe alternativas ao governo para garantir férias e recessos em CEIs e EMEIs. A entidade aposta nas mesas de negociação.


SME e as “pedaladas”

As mesas sem negociação
A verdade é que o governo Kassab usa as mesas para driblar as entidades. O exemplo da educação é escandaloso. Em 24 de fevereiro, na “mesa de negociação” perante quatro entidades representantes de trabalhadores da educação, o governo foi claríssimo. Rompeu o acordo de 2010 de discutir os critérios do PDE e o publicaria até 1º de março quando já  iniciariam os descontos. Nunca os descontos aconteceram tão cedo antes. “O Secretário estava irredutível” – disseram. Eu divulguei (aqui), o SINDSEP divulgou, a Aprofem também. Dia 1º passou e nada foi publicado deixando trabalhadores da educação sem saber se sofreriam descontos retroativos ou não. Dias depois o SINPEEM que não estava na mesa de negociação oficial divulgou que havia negociado em um encontro particular com o secretário, os critérios e a postergação da publicação. Desde lá não houve mais mesas, desmarcadas semanalmente com assiduidade. O objetivo do governo de usar as aflições dos trabalhadores para jogá-los contra as quatro entidades presentes em fevereiro, e assim, desmoralizá-las, porque não são base aliada do governo, para mim é evidente. Mais um motivo para atendermos o anseio dos trabalhadores pela unidade. Sabemos que trabalhadores divididos é tudo o que Kassab quer.

Perspectivas de unidade
Mas quais as possibilidades de unidade? Sabemos que há disputa de base entre as entidades e que isso dificulta o diálogo. A participação dos trabalhadores no dia 07 e a resposta do governo dará o tom da campanha salarial. Pelo relato dos representantes de unidade do SINPEEM que se reuniram na sexta e relataram os discursos que lá ouviram, tenho um palpite do que podemos esperar. Pela leitura que fiz, creio que no dia 07 poderemos ter algumas respostas do governo. É possível que o PDE tenha seu valor aumentado e os descontos adiados para maio. Quanto às férias coletivas, temo que o governo apresente solução somente para as EMEIs como a manutenção de programas a la “Recreio nas férias”. Quanto aos CEIs, como ouviram os representantes na reunião do SINPEEM, podem ficar dependendo de reversão da decisão judicial porque “historicamente não tinham férias ou recessos”. Nesse ponto deveremos endurecer se for essa a saída do governo. Temos de exigir o compromisso de SME com alternativas para os pais sem retrocesso nas conquistas dos CEIs, qualquer que seja o desfecho judicial. Sobre os 33%, eu prefiro não apostar e deixar para avaliar os resultados do dia 07. O fato é que o Sinpeem enfrenta oposições e o conjunto dos professores não sairá contente com um acordo qualquer com o governo. Sem um resultado muito positivo, dificilmente os trabalhadores sairão de  lá sem uma perspectiva de nova paralisação. Assim acredito, assim espero. É nessa construção de agenda que a unidade poderá se dar. É o momento da categoria se conscientizar que Kassab nunca deu reajustes reais sem paralisações e greves. É a oportunidade de se construir uma paralisação geral, quaisquer que sejam os resultados da educação. Vamos ter de superar disputas e estrelismos que não podem estar acima dos interesses dos trabalhadores. A Campanha Salarial 2011 está engatilhada.

As opiniões aqui expressas são de minha inteira responsabilidade e não representam necessariamente a posição do SINDSEP, cuja diretoria irei compor somente a partir de 1º de maio.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Casos de dengue batem recorde em São Paulo

Trabalhadores de Zoonoses farão reunião dia 27

Trabalhadores de zoonoses em assembleia no SINDSEP (2010)

Em 2010 foram mais de mil casos que a soma dos últimos oito anos anteriores. A Prefeitura alega que o número não é elevado para os parâmetros nacionais. A elevação recorde revela o descaso de Kassab com a saúde da população. Foram dispensados 600 agentes de combate à dengue no último ano. Os remanescentes ganham salários de R$ 440,00, bem abaixo do mínimo nacional e estadual. Os trabalhadores de zoonoses não são reconhecidos por Kassab como carreira da saúde como manda a Constituição. Os trabalhadores estarão reunidos no SINDSEP-SP, dia 27 de janeiro.

Agora São Paulo
22/01/2011

Casos de dengue batem recorde em São Paulo

William Cardoso e Aline Mazzo
do Agora

O número de casos de dengue explodiu na capital em 2010. Foram 5.858 pessoas infectadas pelo mosquito Aedes aegypti em toda a cidade, quase mil a mais do que a soma dos oito anos anteriores.

Na liderança do ranking da dengue, a zona sul tem quatro bairros entre os dez com maior número de moradores afetados. Mesmo sendo a região menos populosa da capital, a zona oeste teve três bairros entre os seis primeiros da lista de infectados.

Em algumas ruas da Vila Gomes, dentro do distrito do Butantã (zona oeste), a transmissão ganhou características de epidemia. Nas proximidades da rua Professor Ary Bouzan, pelo menos cinco casos foram registrados quase que simultaneamente. "Fiquei uma semana internada e os médicos disseram que eu quase morri. Não tinha forças nem para andar e fiquei traumatizada. Hoje, colocamos repelentes pela casa e não deixamos vaso com água de jeito nenhum", diz a atriz Sulamita Mattos, 20 anos, moradora da rua.

 

'Índice ainda é baixo', diz prefeitura

William Cardoso
do Agora

A Secretaria Municipal da Saúde afirma que a capital teve 53 casos autóctones (contraídos no próprio município) para cada 100 mil habitantes. De acordo com os parâmetros do Ministério da Saúde, o índice é considerado baixo. Segundo tabela do órgão federal, são necessários 300 casos a cada 100 mil habitantes para que o índice de contaminação seja elevado.

A secretaria diz também que São Paulo não consta da lista de capitais com alto risco de epidemia, segundo o ministério, e que faz ações preventivas.

Do Agora São Paulo - São Paulo - Casos de dengue batem recorde em São Paulo - 22/01/2011

Trabalhadores de Zoonose ganham menos que um salário mínimo

Se em 2010 houve mais casos que em 8 anos, não precisamos chegar ao limite dos parâmetros do Ministério da Saúde para tomarmos providência. O Prefeito pensa diferente. Como revela o SINDSEP-SP em seu boletim de janeiro de 2011, “ao todo, mais de 600 trabalhadores de zoonoses foram dispensados”.  A categoria que trabalha sem uniformes e recebe um salário de R$ 440,00, menor do que o mínimo nacional de R$ 545,00 também não é reconhecida como carreira especifica da saúde, conforme determinado na Emenda Constitucional 51 de 2006. O boletim informa ainda que: “O Sindsep está convocando os trabalhadores de zoonoses para reunião no dia 27 de janeiro, às 15h, na sede do sindicato, com o objetivo de iniciar a mobilização dos trabalhadores em defesa de seus direitos.”

Onde fica o SINDSEP?

Sindicato dos Trabalhadores na Administração pública e Autarquias do Município e São Paulo
Rua da Quitanda, 162 - Centro - Tel. (11) 2129 2999
são paulo/sp - CEp 01012-010

sábado, 20 de novembro de 2010

Municipais de SP iniciam Campanha Salarial 2011

O Conselho Diretor reunido no SINDSEP-SP no último dia 12 deliberou pelo início imediato da Campanha Salarial de 2011. São 15 anos sem reajuste geral, o que fez com que o piso municipal da terceira maior cidade do mundo se distancie cada vez mais do salário mínimo nacional.

Variação do Salário Mínimo em Real e em Dólar nos últimos 16 anos e a
proporção em porcentagem do salário do nível básico em relação ao mínimo
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Fonte: Dados obtidos na Wikipedia (mais detalhes, leia aqui)

A política mantida por Kassab para os servidores torna-se mais vergonhosa quando o Prefeito propõe 90% de aumento no seu salário (leia aqui), o que ainda pode acontecer conforme as negociações com a base aliada (leia aqui). O orçamento previsto para a capital em 2011 é 22% maior que o de 2010. O curioso é que Kassab corta despesas em subprefeituras da periferia e aumenta nas regiões centrais (aqui). A lógica é bem clara e a mesma usada para o funcionalismo: para a cúpula 90 a 250% de aumento; para o “resto” 0,01%. Os poucos exemplos que romperam com tal lógica se utilizaram da organização sindical e do recurso de greve como a educação e a guarda civil que conquistaram reajustes acima da inflação (que porém, não recompuseram perdas acumuladas há mais de uma década).
A lei salarial do município, existente desde 1995 tem sido nossa grande inimiga. Exige um gasto com funcionalismo bem menor que o permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (federal). Mesmo quando o orçamento cresce, vira desculpa para o executivo alegar que não aumenta salários para se precaver em casos de crise e queda de orçamentos na previsão e nos anos seguintes. O SINDSEP, abaixo, questiona a posição dos vereadores quanto à lei salarial. Mas todos sabem que não haverá mudanças sem pressão.
Apostar na organização dos trabalhadores é a única maneira de superar o descaso que demonstra não ter fim pelos atos do Prefeito. Aos servidores cabe o fim das lamentações e o arregaçar de mangas. É bom iniciarmos 2011 aquecidos.

O SINDSEP PERGUNTA AOS SENHORES VEREADORES

Publicado em quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Os servidores municipais estão arrochados em seus salários desde 1995, quando a então atual lei salarial praticamente congelou os salários. São 15 anos sem que tenhamos no mínimo a reposição da inflação. Isso não é afastar bons profissionais do serviço público?
Como pode a prefeitura abrir um edital para concurso público de motorista do SAMU que tenha um padrão de R$ 440,31?
Os senhores vereadores não acham que está na hora de mudar essa lei de arrocho salarial?
Por fim, o prefeito está dizendo que abrirá mão de seu salário caso seja aprovada a Lei, mas isso é enganação, pois já há entendimento no STF de que o salário do prefeito e também dos vereadores só pode ser reajustados para um próximo mandato. Então o prefeito tá querendo enganar quem?
O Sindsep continua em campanha para mudar a atual lei salarial e estabelecer um piso na prefeitura de, no mínimo, 3 salários mínimos nacionais, que hoje seria R$ 1.530,00. O salário atual da prefeitura está longe disso: R$ 440,31.

NOTÍCIA DO SITE DA CÃMARA MUNICIPAL
Reajuste de salário do prefeito e de secretários ainda está indefinido
Projeto de lei que fixa o subsídio mensal ficou pendente de votação

O PL 712/09, da Mesa da Câmara Municipal de São Paulo, que reajusta o salário do prefeito, vice-prefeita e do secretariado ficou pendente de votação na sessão extraordinária desta quarta-feira (03/11).
Foram 19 votos favoráveis, 20 contrários e duas abstenções. “A Casa já discutiu bastante esse assunto no ano passado. Imagine você que um subprefeito tem um salário um pouco acima de R$ 5 5.000. Nós não vamos conseguir manter quadros de bom nível se não estivermos à altura do que eles teriam se estivessem na iniciativa privada. Precisamos assumir a responsabilidade e debater o assunto”, afirma o vereador Paulo Frange (PTB).
O vereador Wadih Mutran (PP) esclareceu que o valor dos salários reajustados não serão exatamente o que estão sendo divulgados, pois há o desconto destinado ao Imposto de Renda. “Todos que estão trabalhando têm competência para receber um bom salário. Vamos analisar melhor”, discursou.

sábado, 24 de julho de 2010

Zoonoses: Um passo contra as demissões!


Do Boletim do SINDSEP (julho de 2010, pg8):

Os Agentes de Apoio da Zoonoses, que estão a vários meses em mobilização contra as demissões dos contratados de 2001 e 2007 tiveram uma derrota com a demissões de cerca de 600 contratados de 2007, em uma situação em que o governo manteve uma postura intransigente durante todo o processo de negociação. Até direitos trabalhistas destes demitidos, como férias e exame demissional foram negados.
Desde então, o movimento organizado pelo Sindsep, negociou com a Comissão de Saúde da Câmara Municipal, onde teve papel fundamental seu presidente, o vereador Zelão (PT). O projeto de lei onde o emprego dos agentes contratados serão mantidos até a cidade de São Paulo atinja o número de agentes indicado pela Anvisa (Agência Nacional de Vi-gilância Sanitária) – que sob a base da análise de residência em cada cidade, indica que em São Paulo deveríamos ter cerca de 4.500 agentes – teve rápida tramitação na Câmara, devido à pressão feita pelos servidores que, em visita ao gabinete de todos os vereadores, reuniões com bancadas e principalmente atos de pressão no plenário da Câmara, criou uma situação para que fosse colocado em pauta, sendo aprovado em primeira votação no início de junho.
Foi um importante passo pela manutenção dos empregos, porém nada está garantido, pois na segunda votação, que ocorre no início de agosto, teremos que aumentar a pressão para a aprovação do projeto e para que o prefeito não vete!
Vários problemas existem na zoonoses, desde condições de trabalho até assédio moral, problemas que envolvem contratados e efetivos, porém a luta pela valorização da Zoonoses, que em última instância é a aplicação da emenda 51 na cidade, hoje passa pelo esforço de todos pela aprovação do PL que mantém o emprego dos atuais contratados, pois se vencermos esta batalha, será um passo enorme pela luta por todas as demais reivindicações destes trabalhadores.
Em reunião realizada no dia 14 de junho na sede do Sindsep, decidiu-se marcar uma reunião com o ministério público e com a Secretaria da Saúde (assim que as datas forem confirmadas, divulgaremos), além da assembléia geral do dia 28 de julho, onde todos devem estar presentes para nos prepararmos para a retomada das manifestações na Câmara.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Governo não aparece na discussão da lei salarial

Na manhã desta quarta-feira, dia 02 de junho, realizou-se a audiência Pública realizada na Câmara dos Vereadores, a pedido do SINDSEP. Na audiência sobre a lei salarial do município, usada há mais de uma década pelos governos para não dar aumento ao funcionalismo, o governo, convidado pelos vereadores, não se dignou sequer a mandar representantes. Os trabalhadores que lotaram o auditório ficaram ainda mais revoltados pelo descaso. Dentre os trabalhadores estava uma grande maioria de agentes de zoonoses contratados, ameaçados de desemprego em seu último dia de contrato (leia mais sobre as demissões). Dentre as questões debatidas, destacou-se a questão das verbas carimbadas da saúde e educação que necessitariam de maior debate e controle, e as limitações da lei salarial que permitem aos governos negar aumentos aos servidores. Fechou-se como proposta um debate permanente sobre o tema com a paticipação de sindicatos, vereadore e procuradoria do município. Temos de cobrar que essa ideia siga adiante. Após a audiência os servidores se dirigiram ao ato em SMG pelo reajuste (lei mais).

Dengue ameaça São Paulo

Kassab demitirá 1000 agentes de zoonoses
Cerca de 1000 trabalhadores, agentes de zoonoses contratados, estavam ameaçados de desemprego, a maior parte tendo como seu último dia de contrato, dia 2 de junho. Centenas de servidores de zoonoses, dentre suas ações de protesto, participaram no dia 02, da audiência sobre a lei salarial e do ato da campanha salarial em frente à Gestão. Os 1000 trabalhadores que deixarão de fazer o combate à dengue na cidade de São Paulo, deixam a cidade, já constantemente ameaçada pelo mosquito, em estado de alerta. Um verdadeiro descaso de Kassab com a população.
O sindicato propôs a SMS, no dia 1º, que os trabalhadores sejam mantidos para treinamento dos novos concursados, que ainda nem foram chamados, até que São Paulo chegue ao número de agentes exigidos pelo Ministério da Saúde para uma cidade do tamanho da nossa, cerca de 4.500. Segundo informações da diretoria, São Paulo não tem sequer 3000 agentes em ação, isso antes das demissões. Após a pressão dos agentes na porta de SMS, os representantes do governo recebeu os trabalhadores e ouviu a proposta, mas sem resposta. Somente no dia 02, após a pressão do ato em SMG, a comissão dos trabalhadores foi chamada ao final da tarde para negociar na SMS. Não acompanhei o resultado da negociação. A essa hora, ou os companheiros conseguiram postergar o prazo das demissões, ou São Paulo está em risco. Quem tiver mais notícias pode contribuir.

domingo, 30 de maio de 2010

SINDSEP: TRABALHADORES DE ZOONOSES NÃO ACEITAM DEMISSÕES

Saiu no site do SINDSEP:
Publicado em sexta-feira, 28 de maio de 2010

Reunidos no Sindsep no dia 28 de maio, os trabalhadores de Zoonoses – admitidos em 2001, 2007 e efetivos –  fizeram uma avaliação das últimas atividades realizadas. Especialmente a audiência pública ocorrida na Câmara Municipal, onde o Secretário Adjunto de SMS, Sr. José Maria, afirmou que serão demitidos no próximo dia 5 de junho, o pessoal de 2007 e, que ao final de 3 meses, também o pessoal de 2001, de acordo com o prazo dado pela Câmara. De outra forma, isso também foi afirmado pelo líder do governo, Netinho.
Essa postura do governo (SMS) é inaceitável, ainda mais, porquê demitir 1.000 trabalhadores sendo que os novos não tem o mínimo treinamento para enfrentar uma possível epidemia de dengue na cidade. Em São Paulo seriam necessários 4.400 agentes de combate a dengue e hoje contamos com 2.500. Com essa demissão inconcebível restariam 1.500. Mesmo que fossem chamados todos concursados, ainda seriam necessários mais agentes. Por isso, o Sindsep, defende a manutenção do emprego de todos os agentes de 2001 e 2007.
Além disso a prefeitura se nega a aplicar a emenda 51 e 63, que foram aprovadas e, que dariam estabilidade para os admitidos em 2001 criando o cargo de Agentes de Endemias, com piso salarial da categoria.
O vereador Zelão, da Comissão de Saúde da Câmara, informou que no dia 1º de junho haverá uma reunião da Comissão com o Secretário de Saúde onde serão tratados vários assuntos, inclusive Zoonoses
Em clima de mobilização a assembleia decidiu que não vamos jogar a toalha. Vamos continuar a luta pela manutenção dos contratados e pelo piso salarial.
DIA 01/06 - 11 HORAS – ATO NA SMS
Rua General Jardim, 36

DIA 02/06 – 14 HORAS – ATO NA SMG
Rua Líbero Badaró, 425

terça-feira, 25 de maio de 2010

PARALISAÇÃO: que linguagem o Kassab entende?

Dia 20 de maio tivemos um ato em frente a SMG. Havia mais gente que dá última vez. O pessoal mais presente era o de Zoonoses. Dentre as reivindicações, além da principal, REAJUSTE para os que não são da educação, os agentes de zoonoses querem estabilidade, os excluídos de GDA querem a extensão da gratificação e as Professoras de CEI querem seu tempo de creche contado para aposentadoria no cargo e carreira do magistério. O governo recebeu a diretoria do sindicato. O resultado: enrolação. Disse que cada problema será debatido nas mesas. De enrolação. Diferentemente do que aconteceu perante a mobilização da educação, o governo ainda não se sentiu ameaçado. Aposta na fragmentação dos servidores. A estes, a nós, só cabe uma resposta: provar que estão errados. Eles só entendem uma linguagem. Não adianta chorar. Só nos resta ampliar a participação. Só nos resta unirmos forças. Tem novo ato no dia 02 de junho com indicativo de paralisação. Se continuarmos sem resposta, podemos decidir por parar. A educação não teve reajuste por que o Kassab é bonzinho (leia mais). É resultado de uma greve de 17 dias em 2006 que resultou em gratificações para 2006 e 2007 e incorporação (reajuste) de 37% nos salários (20% em 2008, 8,75% em 2009 e 8,75% em 2010). Os 8,69% nos próximos 3 anos (2011 a 2013) é um recontrato. Ou pagava ou veria nova greve. Em ano de eleição (de novo). O exemplo está dado. Avalie.
CONVOCAÇÃO DO SINDSEP:
Dia de decisão para arrancar nossas reivindicações - 02/06 - 14h - SMG
Publicado em quinta-feira, 20 de maio de 2010
Várias perguntas feitas ao prefeito e até agora NADA! Até quando esperar? O Sindsep acha que temos que preparar uma paralisação. E você?
1º - Reposição das perdas salariais de 22,95% (período Serra/Kassab).
2º - Isonomia salarial para todos os trabalhadores da PMSP (Câmara Municipal, Educação, Tribunal de Contas, Administração, Saúde, Serviço Funerário, Sub-Prefeituras, Esporte, Meio Ambiente, Cultura, etc.).
3º - Fim da Precarização, Terceirização, Privatização no Serviço Público.
4º - Extensão do GDA para os Bibliotecários, TEF´s, Admitidos e trabalhadores da Saúde.
5º - Reconhecimento do tempo de serviço de ADI para fins de aposentadoria de PEI´s.
6º - Pagamento integral e imediato dos precatórios.
7º - Revisão do Plano de Carreira dos Agentes de Apoio e AGPP´s.
9º - Ratificação da Emenda Constitucional 51 e 63 dos trabalhadores de Combate de Endemias (zoonoses).
10º - Fim da atual Lei Salarial.
11º - 100% do PPD para os trabalhadores da Saúde, incluindo HSPM.
12º - Progressão e Promoção dos PCCS´s da Saúde (Estatutários, Nível Básico, Nível Médio e Nível Universitário).
13º - Funções iguais e salários iguais.
14º - Extensão dos direitos adquiridos para os aposentados.
15º - Fim do desconto das faltas abonadas e licenças no PDE.
16º - PCCS dos trabalhadores das Autarquias Hospitalares.
17º - Fim do Assédio Moral nas unidades (SAMU, Cemitério, Educação, Saúde, HSPM, etc.).
COMO O GOVERNO NÃO RESPONDEU Á NOSSA PAUTA,  DECIDIMOS ENTRAR EM ESTADO DE GREVE E NOVO ATO DIA 02/06 AS 14 HORAS EM SMG.
2 de junho de 2010 - 14h - em frente à SMG
Rua Líbero Badaró, 425 – Centro
DIA DE DECISÃO PARA ARRANCAR NOSSAS REIVINDICAÇÕES
HISTÓRICO DA CAMPANHA – MOBILIZAÇÕES

19/03 Ato de entrega da Pauta Geral.
27/04 Ato pelo cumprimento da pauta.
20/05 Ato pelo cumprimento da pauta.
2/06 Ato pelo cumprimento da pauta.
RSU: DIA DE MOBILIZAÇÃO E DECISÃO
Publicado em terça-feira, 25 de maio de 2010
Aos
Representantes Sindicais de Unidade,
A mobilização por nossa pauta de reivindicações está em pleno vapor, o problema é que o governo não apresentou nenhuma proposta para nós, são muitas perguntas e apenas uma resposta NADA!
Diante disso nosso último ato decidiu manter a mobilização e chamar a categoria a entrar em estado de greve, pois o governo precisa nos ouvir.
Fique de olho no calendário:
01/06 - Assembleia da Classe Trabalhadora no Pacaembu(ligar para o SINDSEP e dar seu nome para participar, pois teremos ônibus) , será um ato da CUT com as demais centrais.
02/06 - DIA DE DECISÃO
11 hs - audiência pública na Câmara sobre a mudança da lei salarial – 1º andar – Auditório Prestes Maia
14 hs - ATO EM SMG, faremos nossa reunião do RSU em frente à Secretaria – Rua Líbero Badaró, 425 - Centro
Se você não pegou seu colete ainda, ligue no sindicato e venha buscá-lo.
Diretoria Executiva do SINDSEP